História Contos de Spam - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias ICarly
Personagens Sam Puckett, Spencer Shay
Tags Hentai, Icarly, Sam, Sam Pucket, Samantha Pucket, Spam, Spencer, Spencer Shay
Exibições 55
Palavras 5.223
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, leitores!!!

Primeiramente, não tem como eu me desculpar por ter demorado muito. Amo escrever fanfics, mas esse último ano foi muito corrido, eu me mudei, fiquei sem internet e arrumei um novo emprego. Então, pra resumir, digamos que escrever fanfics não foi minha prioridade. Espero realmente que entendam, mas saibam que eu sempre término o que eu começo, porque sei como é a sensação de ter uma história que você ama abandonada...

O que pensam esses escritores? Eles não pensam na gente?

Galera, Spam sempre foi meu OTP, e pretendo postar mais fics, one-shots e tudo que eu fizer sobre eles aqui.

Espero que gostem desse capítulo, e embora eu não tenha moral nenhuma pra pedir... (Me perdoem por favor) Comentem! É a única forma de eu saber se vocês gostaram ou querem mais!

Beijos beijinhos e beijões.

Capítulo 4 - Outra história de Spam - Parte 2 (final)


Spencer proibiu Sam de dormir no Bushwell Plaza, e por isso, ela teve que ir várias vezes da escola direto pra casa, por morar longe. Isso diminuiu as visitas dela, o que causava muitas saudades a Carly, e Spencer admitia, que pra ele também.
Apesar do perigo que a moça oferecia ultimamente, era ótimo tê-la frequentando sua casa. Carly reclamava frequentemente da ausência da amiga. Outro dia, enquanto assistiam na TV um programa daqueles onde as caravanas fazem uma maratona de percurso, Carly soltou:

- A Sam que adoraria ver este programa. Ela ri tão alto vendo esses caras se machucando nessas maratonas...
Spencer sorriu.

- Eu sinto falta dela - Carly continuou- Ela é uma ótima companhia pra mim...

- Eu sei que sente.. Embora pense mais o contrário. - Spencer disse distraído enquanto comia pipoca.

- Você ta querendo dizer que a Sam não é uma boa amiga pra mim? - Carly gritou.

- O quê? Claro que não! Eu não 
disse isso!

- Disse sim! Você acabou de falar que ela não é boa companhia pra mim.

- Não, esquentadinha, eu disse que acho mais o contrário dela ser boa companhia pra você. Quis dizer que você é melhor companhia pra ela. Você sabe, com a mãe maluca dela e tudo mais....

- Ah, sim... É verdade... - Carly se acalmou - O que será que ela está fazendo agora?

- A lição de casa é que não está.

Sam não estava fazendo sua lição de casa. Estava com a roupa da escola ainda, só com a camisa e meias, com os pés para cima apoiados na parede de seu quarto, deitada na cama.
Seu aniversário de 18 estava prestes a chegar, e por mais que ela quisesse que chegasse logo, ela não podia evitar sentir seu coração partido. Não podia mais dormir na casa dos Shay. Ela encarou aquilo quase como se Spencer a tivesse rejeitado. Mas pera. Ele não rejeitou... Ele, na verdade, admitiu que gostou do que fizeram aquela noite, embaixo dos cobertores. Só estava com medo demais. 

Droga, Spencer Shay. Se ela conseguisse ao menos saber o que ele sente por ela... Porque ela... Já sabia há muito tempo. Rindo, boba e baixinho, falou enquanto cantarolava balançando suas pernas:

- My best friend's brother is The one for me...

Spencer passou a manhã daquele sábado no ferro velho, e juntou objetos o bastante para fazer um chapéu, como ele diria, chocante, feito da lataria de um carro. A parte chocante do chapéu, era sua funcionalidade. O chapéu tinha em seu topo uma leve fogueira, e uma mini roda-gigante que assava marshmallows. Depois era só pegar e comer.

Spencer aproveitou sua viagem na bicicleta para assar alguns, mas o vento apagava a fogueira.

- Preciso colocar uma barreira para o fogo...

Com o chapéu na cabeça, 
Spencer pedalou até o Bushwell Plaza. Arrumou o chapéu antes de entrar na casa, para impressionar sua irmã.

- Olha só o que eu fiz....

Carly estava lá. Também estavam Freddie, Sam, e todos estavam conversando com um rapaz, que estava ao lado de sam, e ela segurava o braço dele.

- Spencer! - Carly disse - Esse é o Johnny, ele é a Sam estão juntos.

Nesse momento, o tempo pareceu ter parado para os dois. Spencer olhou o rapaz. Alto, musculoso, obviamente mais velho, devia ter sua idade. Olhou para Sam, e ela olhou para ele por um momento, e desviou os olhos para seu chapéu, provavelmente para disfarçar. 

Ela deu uma risada, e ele percebeu que o rapaz também. Ele resistiu a tentação de tirar o chapéu, e se sentou perto do computador.

-  Oi... - Ele disse forçando um sorriso. Ele e Sam se olharam de novo.

- Eles estavam contando como se conheceram. - disse Carly percebendo o clima.

- É, foi no treino de boxe. - Sam disse, meio que como justificativa, ainda que inconsciente.

- É... Essa loira aqui tava acertando o saco com tanta força... - Johnny fez um movimento de socos no ar, descrevendo a situação - e ela errou um soco, mas foi um cruzado tão forte que o corpo dela virou e me acertou bem no maxilar... - todos riram - Tá doendo até agora... Ela bate forte...

- Sim, eu sei... - disse Fred.

- Pois é... - Johnny continuou - foi aí que percebi que eu tinha que chamá-la pra sair...

- Awnnn... - Sam disse, e se inclinou para dar um selinho em Johnny.

Então, subitamente, o chapéu de Spencer pega fogo, mas ele nem nota por estar boquiaberto.

- Spencer, seu chapéu! - Carly grita, tirando a atenção de todos.

Spencer correu até a pia e jogou o chapéu dentro dela, ligando a torneira em seguida.

- Como é possível? A fogueira nem estava acesa! - Ele disse gesticulando exageradamente, do seu jeito usual. Sam não deixou de rir, como sempre fazia.

- Então... - disse Carly - nós estávamos indo pro cinema, vem com a gente?

Spencer pensou em recusar, mas acabou aceitando. Eles chegaram no cinema, e todos escolheram um filme de comédia que estava passando. Spencer saiu no meio da sessão. Estava comprando um refrigerante, e Sam apareceu.

- Então... Está gostando do filme? - ela disse tentando puxar papo.

- Mais ou menos... Achei meio fraca...

- É, eu também já vi melhores... 

- Então, o Johnny... - Spencer disse - Ele é bem mais velho do que achei que seria... Seu primeiro namorado...

Sam se impressionou por Spencer não evitar essa conversa. Talvez ele estivesse com... Ciúmes?

- Sei lá, vai ver eu gosto dos mais velhos... - A moça disse sugestivamente. 

Spencer gelou. Ele simplesmente não conseguia pensar quando ela o olhava assim.

- Esse cara sabe da sua idade? - foi tudo que ele conseguiu dizer.

- Save, mas não se importa. Na verdade, ele me acha madura, e acha legal ficar com uma garota como eu...

- Uma garota nova, como você, quer dizer... Imagino o porquê.

- O que quer dizer com isso?

- Nada Sam, olha... Só toma cuidado, o que você acha que caras assim querem com meninas como você?

- Pelo menos ele gosta de mim.

- Ah, com certeza ele vai fazer você pensar isso.

Nesse momento, Johnny sai da sala.

- Oi, gatinha! Estava indo ao banheiro, e você, sumiu... - ele a abraçou.

- Estava só comprando um refri com o Spencer.

- Que ótimo, vai lá e compra um pra mim também gatinha?

Sam saiu, deixando Spencer e Johnny sozinhos. 

- Que loirinha, hein? Ela fica linda brava. Já viu?

Spencer fez que não com a cabeça, mas odiava concordar com ele secretamente.

- Estou doido pra esse filme acabar logo. Pelo jeitinho da loirinha acho que hoje me dou bem. - Spencer pensou que ia vomitar. Pra sua infelicidade, o cara não parou de falar. - Ela me falou que é virgem, mas aposto que o rabo ela libera. E você?

Spencer já olhava Johnny com raiva, não podia acreditar que ele era tão babaca assim. Involuntariamente sua mão se fechou, e com o impulso de seu corpo todo, ele socou a cara de Johnny, que foi parar no chão. Spencer também sentiu a dor instantaneamente, e também se ajoelhou.

- AAARRGH! ACHO QUE QUEBREI MINHA MÃO!!!

Johnny se levantava com dificuldade, mas Spencer nem dava mais bola a ele. Os seguranças chegaram rápido e separaram os dois. Spencer ainda gemia de dor. Sam chegou, e foi logo chamar Carly e Freddie. 

Não muito tempo depois, Carly, fred e  Sam estavam no hospital com Spencer, esperando ele tirar um raio x da mão. A situaçao estava muito tensa, até a mae de Fred aparecer para levar ele embora, porque nao queria que ele fosse exposto aos germes do hospital. 
Sam riu alto.

- Hahahahha que mané! 

- Shhhhiiiiuuuu! - Resmungou para Sam uma senhorinha na fila de espera

 Sam e Carly se olharam e riram baixinho.

Spencer então saiu da sala de raio x, e Carly correu até ele.

- Então, Você quebrou a mão?

- O médico disse que não, mas ele usava um óculos tão grande que duvido que ele veria algo... Aqui ta o resultado.
 Sam pegou.

- Nah, ta de boa. sua mao também nem esta inchada!

- Não tá inchada????? - Spencer deu um grito e tambem levou bronca da senhorinha. - Olha só o meu dedo indicador!!! - Ele colocou o dedo perto do nariz de Sam.

- Tira esse troço da minha cara! - Sam bateu na mao dele, e ele fez uma cara de dor extremamente exagerada, do seu jeito usual.

- Ai, Sam, vc bateu na mão dele! - Carly disse rindo - Guenta ai spencer vou pegar um copo com agua gelada p vc colocar a mao.

Carly saiu entao, deixando os dois sozinhos. Eles sentaram no banco em frente a sala de raio x.

- Entao... - Começou Sam. - Acho que vc me deve uma explicação, por ter atacado o meu namorado!

- Ah, Sam, ele fez uma coisa muito... suja. - Spencer se segurou para nao soltar um palavrao.

- O que ele fez?

- Bom... ele... - Spencer desviou a cabeça para o lado de um jeito que sam particularmente adorava. - Ele desrespeitou vc na minha frente.

- O que ele falou? - disse Sam, revirando os olhos impaciente

- Ah, nem vem, nao vou falar! - Spencer tentou cruzar os braços mas acabou desistindo depois de ver que nao dava pra passar aquela mao inchada em lugar nenhum.

- Pois acho que vc fez isso porque estava com ciume.

- Eu sabia que você diria isso...

- Então?

- Entao que não é. Eu gosto muito de vc Sam, como a amiguinha da minha irmã! Você é como uma irmã mais nova pra mim! 

- Uau... Naquela noite você não me tratou como uma irmãzinha...

- VOCÊ QUER PARAR DE FALAR NISSO??? - Spencer gritou, e a senhorinha olhou feio pra ele novamente.

- Okay, Spencer, mas lembra de uma coisa, - Sam olhou bem nos olhos de Spencer, desafiadoramente - Eu tô pra fazer 18, e não vejo você como um irmão mais velho.
 
Spencer sentiu um calafrio e viu Carly chegando com o copo d'água. Agradeceu em silencio o Timing perfeito da irmã.

                        ***

- EU NAO ACREDITO QUE ME FORMEI!!!

Sam gritou ao abrir seu boletim. Carly e Freddie estavam com ela, no estúdio. 

- Eu nao acredito que você conseguiu se formar!  - Freddie disse, tentando espiar o boletim por cima de seu ombro.

- Ah, cala boca! - Sam empurrou o rosto de Freddie, e ela é Carly se abraçaram.

- Nos temos que comemorar! - Carly falou. - Vou pedir pizza!

Os três desceram correndo as escadas, e Spencer estava lá embaixo, assistindo à TV.

- Spencer! - Carly gritou - Nos vamos pedir pizza!

- Qual a ocasião especial? - Spencer perguntou.

Sam então pulou pelo encosto do sofá, caindo sentada ao lado de Spencer, e desdobrou a carta, colocando perto de seu rosto.

- Eu me formei!! - Spencer também sorriu. - EU ME FORMEI!!! - Sam estava de pé agora, e com os braços para cima.

Spencer estava tão feliz, uma vez que ele sabia da preocupação de Sam. Fazia mais de uma semana desde o ocorrido no hospital, e, embora o clima estivesse confuso entre os dois, eles ainda eram bons amigos.

- Parabéns! - Spencer a abraçou. Foi um abraço sincero, onde ele sentiu todo o alívio da moça. Ele conseguiu sentir o cheiro de seu cabelo, enquanto ela murmurava "eu consegui".

Os quatro comemoravam animadamente, comendo pizza na frente da tv.

- Eu pretendo agora ir pra melhor faculdade de tecnologia do país. Já enviei minha inscrição, e semana que vem mesmo recebo uma resposta... - Freddie falava animadamente.

- Blá blá blá... - Sam zombou.

- Hahá. Você tá é com inveja, porque não sabe o que vai fazer agora que se formou.

- Eu não tô, com inveja, você tá com inveja.

- Porque eu teria inveja, eu também me formei!

- Você tá com inveja porque eu me formei e não sou uma nerd que nem você.

- PAREM! - Carly gritou.

Eles ficaram calados, até que ouviram alguém batendo na porta.

- Freduardo, está tarde, e você ainda não tomou banho.

- Ahr... - Freddie esclamou. - Obrigado pela pizza, gente, até amanhã, Carly e Spencer... Thau, Sam....

- Vaza! - Sam disse com seu desdém usual.

Após Freddie sair, Carly disse que precisava ir ao banheiro escovar os dentes. Aproveitando então estar sozinha com Spencer, ela se sentou perto dele:

- Ah, Spencer... Eu... Queria te pedir uma coisa...

- Spencer desviou o olhar da tv para Sam, mastigando sua pizza.

- Hoje é meio que um dia de comemoração pra mim... E bem... Eu acho também que está ficando tarde pra eu voltar pra casa sozinha... Eu... Só por hoje, posso dormir aqui?

Spencer a olhou desconfiado.

- Eu juro que não vou aprontar nada, dessa vez... Eu só... Gosto daqui. 

Spencer colocou seu prato na mesa, e disse limpando suas mãos.

- Claro que pode. Aproveite com a Carly hoje. Você merece, formanda... - Ele bagunçou o cabelo de Sam com a mão, sorrindo. - Boa noite.

Spencer saiu para seu quarto. Tomou uma ducha, e deitou-se para dormir. Involuntariamente, se lembrou daquele dia onde Sam estava com ele, bem aqui, em sua cama. Ele secretamente se arrependia de ter parado, e isso ele guardava só para si. Ele evitava pensar no que faria quando Sam completasse a maioridade. Não porque tinha medo, ele simplesmente era o tipo de cara que deixava rolar.

Eram duas da manhã, e Spencer acordou. Por parte era a pizza, que ele comeu demais para ter um sono tranquilo. Ele decidiu ignorar qual era a outra parte e foi até a cozinha, pegar um copo de água.
Quando ele chegou ao final do corredor, viu a clarabóia da sala aberta, e Sam estava sentada no chão, admirando a noite lá fora.

- Cuidado para não cair daí - Spencer disse, e Sam deu um pequeno pulo de susto. - Eu não estou brincando, é perigoso.

- Ah, ok... - Sam escondia sutilmente seu rosto, mas Spencer notou que ela esteve chorando. Sentou-se perto dela, olhando seu rosto - Eu já vou subir, só precisava de ar fresco.

- Sam... - Spencer disse - O que houve?

- Nada, eu só... - Ela não conseguia mentir para Spencer. Ele sabia que tinha algo errado. - O chato do "Fredorento" tem razão. Eu não tenho a menor ideia do que fazer agora que me formei. Estou um pouco assustada com isso.

Spencer sorriu. Tentou acalmar Sam:

- É normal, Sam. Eu também senti isso. Nem todo mundo sabe o que quer fazer desde que nasceu. A maioria das pessoas precisa entrar numa fase de descobrimento. - Sam olhou para ele com aqueles olhos, meio vermelhos de choro. - Não precisa entrar em pânico, você vai descobrir. Você é uma garota esperta.

- Ah, sou nada... - ela riu envergonhada.

- É, sim... Se você tirar um tempo pra você, vai descobrir que você pode fazer o que você quiser...

Os dois se olharam, e Sam abraçou Spencer.

- Obrigada, Spencer...

- Okey, podemos sair daqui? É uma queda de vinte andares...

Os dois riram e saíram da clarabóia. Spencer já tinha fechado o trinco.

- Vem, vamos fazer um chá quente.

Estava tudo escuro na sala dos Shay, se não fosse a luz fraca da cozinha, que ficava sob a mesa. Sam e Spencer estavam sentados lá, cada um com uma caneca.

- Achei que não quisesse ser meu amigo mais... - Sam disse, sem desgrudar os olhos do líquido fervente em sua caneca.

- Porque? Você é uma das minhas melhores amigas. 

- Ai.... A friendzone dói mais do que eu pensava...

Os dois riram.

- Você é muito nova pra entender... De qualquer forma, tem uma coisa que eu não entendi...

- E o que é?

- Você vê, faz anos, eu saindo com várias garotas. Eu nunca namorei sério. O que te faz pensar que com você seria diferente?

Sam corou. Ela nunca tinha pensado nisso.

- Não sei... Eu sei lá... Eu só acho que a gente combina, e... Bom... Eu nao sou o tipo de garota que fica planejando tudo, eu só deixo rolar. 

Os dois ficaram em silêncio por um tempo, bebericando o chá. Spencer pensou em como ela tinha razão, eles eram mesmo parecidos. 

- Spencer.... - Sam disse. - posso te perguntar uma coisa?

- Claro...

- O que você acha de mim?

- Bem... Eu acho você esperta, divertida, uma garota muito legal...

- Não... - Sam interrompeu - Eu quis dizer... Você me acha bonita?

Spencer gelou. Ele não achava justo mentir pra ela. Eles estavam num momento de sinceridade. Mas seria perigoso dar muita bola a ela.

- Sam... Claro, você é uma garota muito bonita... - Spencer não conseguia esconder a timidez. Ele olhava para o chão, e encolhia os ombros.

- Se eu não fosse amiga da sua irmã, ou se fosse de maior, você me beijaria?

Spencer se levantou.

- Está ficando tarde. Eu já vou me deitar. 

Spencer saiu, e quando estava perto do corredor, Sam o puxou pela mão, virando-o.

- Só... Me responda.

Sam olhava para Spencer de um jeito diferente. Era como se ela quisesse entrar em sua alma com aqueles olhos castanhos... Ela era tão bonita... Ele estava com a sensação que ela tinha causado a ele naquele dia embaixo das cobertas. Simplesmente aconteceu, ele a pegou pela cintura, e a encostou na parede, ficando perto dela.

- Eu vou te responder. 

Assim, Spencer a beijou. E foi o melhor beijo que ele já deu na vida. Era ótimo sentir aqueles cachos enrolando em seus dedos enquanto ele abraçava sua cintura. Ele a apertou mais na parede, chegando a levantá-la até sua altura. Sam o agarrou pela nuca, para se equilibrar. A língua de Spencer passeava pela boca da Sam, e a garota as vezes gemia involuntariamente, fazendo Spencer a apertar mais forte ainda. Quando o ar acabou, os dois se separaram, mas seus corpos ainda estavam juntos.
Eles se olharam. Se conheciam. Sabiam que aquele momento era só deles. Quando parassem, voltariam à realidade, onde tudo os impedia de ficarem juntos. E onde, se ficassem, seriam julgados por todos. 

- Eu não quero parar ainda... - Sam disse.

- Nem eu. 

Spencer a beijou de novo, mas intensamente do que a primeira vez. Arrastando-a pela parede, ele a levou até seu quarto. Ele só a afastou para fechar a porta, e quando a tomou nos braços novamente, disse:

- Me avisa quando quiser parar.

Os dois voltaram a se beijar, e Spencer caiu sobre Sam na cama. Ele passeava com as mãos em seu corpo, em suas coxas, sentindo sua pele sob o tecido fino do pijama. Quando ele desceu a cabeça até a barriga de Sam, para beijar sua cintura, ele soube que ela não pediria para parar. Ele, como o adulto, tinha que saber a hora. Se importava muito com Sam para não parar, na verdade. Se fosse qualquer outra garota, ela já estaria nua, antes que pudesse contar até três. Com uma força que parecia sobre humana, ele deitou-se ao lado de Sam. 
 
- Por quê você parou... - a moça resmungou baixinho, mordendo o lábio, e Spencer teve que fazer mais força ainda para não voltar a beijá-la. 

Mas a moça que foi por cima de Spencer dessa vez, sentando em seu colo. Ela o beijou de novo, e ele não pôde recusar o beijo. Mas quando ela começou a rebolar em seu colo, um impulso o fez parar.

Como Sam era leve, ele a ergueu pelos quadris, a jogando deitada ao lado dele. Logo após ele se levantou.

- É melhor pararmos agora, Sam. Enquanto é tempo. - Spencer disse, ligando a luz e abrindo a porta.

- O quê? Por que? - Ela se sentava na beirada da cama.

Spencer a olhou. Ela parecia confusa. Claro que estava... Ela não entendia. De qualquer forma, não iria machucar seu coração.

- Porque um pouco mais, e eu não conseguirei parar... - Ele se sentou ao lado dela. - E não quero que se arrependa de nada.

Sam se calou. Ela não iria se arrepender, de jeito nenhum, mas ela viu nos olhos de Spencer que não adiantaria falar isso pra ele. De qualquer forma, ela sentiu que o ganhou. Se o que ele precisava era tempo, ele teria o que quisesse. Ela daria tudo o que ele quisesse.

- Tudo bem... Eu... Vou tentar dormir. 

Ela se levantou, e foi saindo.

- Sam? - Spencer a chamou antes de ela fechar a porta.

- Oi?

- Boa noite - Ele sorriu para ela do mesmo jeito que fazia sempre, como quem diz "está tudo bem!"

- Boa noite! - Ela correspondeu.
                    
                                   ***

O aniversário de Sam passou fazia duas semanas. Carly fez uma festa pra ela, e Spencer lhe deu de presente um pedaço enorme de presunto, que ela adorou. Spencer a estava tratando muito bem, os dois não fingiam que nada tinha acontecido. Mas desde aquela dia, nada mais aconteceu entre os dois. Não da parte de Sam, mas da parte de Spencer. Sempre que ela tentava flertar com ele, ele ria e fazia piada, cortando o barato dela. Com o tempo, ela começou a pensar que talvez Spencer não quisesse nada sério mesmo, nem com ela. Não podia deixar de sentir seu coração partido. Navegava na internet no seu celular, e viu um pacote baratíssimo para viajar por uma semana pelo Canadá. Era uma boa ideia. Ela precisava de tempo para pensar, descobrir o que gostaria de fazer. Não tinha muito em mente.

- Mas eu tenho o dinheiro suficiente, é só uma semana de viagem. - Sam falava com Carly por telefone.

- Sim, e eu também acho que isso seria ótimo para você, desde que seja pelos motivos certos. Eu sei que você está chateada por causa do Spencer...

- O seu irmão bem que me perguntou o que faria eu pensar que ele agiria diferente comigo. O Spencer não quer nada sério. Nem comigo, nem com ninguém. 

- Eu sinto muito, Sam...

- Eu também... - as duas se calaram na linha - Te vejo amanhã na rodoviária?

- Claro, a gente se encontra lá.

No dia seguinte, Carly estava saindo cedo. Spencer estava de roupão na cozinha, comendo bacon.

- Aonde é que você vai tão cedo? - ele perguntou para a irmã.

- Eu vou na rodoviária, me despedir da Sam.

- Da Sam? Porque?

- Ela vai viajar pro Canadá por uma semana. Parece que vai visitar uns estúdios de desenho por lá.

- Isso é ótimo!! Mas por que ela não me disse?

- O quê?? - Carly perguntou indignada - Por que você acha? Você... Ficou com ela, e depois fez que nem você faz com todas as garotas. Acontece que a Sam é mesmo apaixonada por você.

- Mas eu não fiz nada!

- Exatamente! - Carly foi saindo, mas Spencer a interrompeu.

- Espera, Carly! Eu vou com você.

Chegando na rodoviária, Sam procurou a plataforma. Ela tinha só uma mochila, e um presunto enrolado em papel alumínio que ela mastigava. Ela olhou para a placa da plataforma, e suspirou. Olhou para seu relógio para ver se Carly estava atrasada, quando ouviu a voz de Spencer lhe chamar. Ela virou a cabeça na direção, e realmente, era Spencer, atravessando a rodoviária.

- Sam, espera... - Spencer arfava.

- Spencer... O que... O que você está fazendo aqui? Cadê a Carly?

- Espera... Deixa... Deixa eu explicar - ele respirou fundo.

- Explicar o que?

- O porque eu não tomei uma atitude... Você sabe...

Spencer arfava apoiando-se em seus joelhos. Ele estava adoravelmente engraçado, como sempre. Mesmo chateada com ele, Sam não pode evitar rir. Quando ele recuperou o fôlego, pegou Sam pelos braços, e disse se aproximando:

- Você sempre me faz tirar o fôlego.

- O quê? - Sam ainda ria.

- Sam... Eu quero pedir desculpas por ter te machucado... Eu... Não é porque eu não queria ficar com você...

- Não? - Sam desfez o sorriso.

- Claro que não. Eu só queria que fosse natural... Eu... - Spencer segurou seu rosto - morro de vontade de ficar com você, garota... Só... Que me importo demais com você pra apressar as coisas... Queria que você estivesse pronta.

- Mas... Spencer, eu já estava pronta há muito tempo! - Sam fez um olhar de indignada. 

- É, eu... Meio que sei disso agora...

Ele e Sam se olharam. Ela não podia deixar de perdoá-lo.

- Spencer... Se ao menos você me tivesse falado isso antes... Eu tenho que embarcar agora...

- Ah, é... Sobre isso... - Spencer sorriu sugestivamente. - Se importa de ter um acompanhante?

Ele apontou para a direção de Carly, que trazia uma mochila. Ela deu para Spencer, e abraçou a amiga.

- Ele sempre gostou de você também... - Carly sussurrou no abraço.

Sam estava parada, com um pedaço de presunto na mão, e a mochila nas costas.

- Você... Quer viajar comigo? - Sam perguntou para Spencer.

- Sim, se você quiser... Podemos... Você sabe...

Ele encolheu os ombros do jeito que fazia quando ficava envergonhado. É claro que Sam aceitaria.

Eles se despediram de Carly, e entraram no ônibus. Se sentaram juntos, e Spencer colocou o braço sobre os ombros de Sam.

- Eu já te disse que sempre tive uma "quedinha" por você? - Spencer disse em tom de piada.

- Ah, eu sempre soube...

Os dois riram, se olhando. O ônibus já tinha partido, quando Spencer segurou o queixo de Sam.

- Eu acho que vou te beijar agora.

Ele a beijou, segurando com carinho seu rosto, acariciando seus cabelos. 

- Spencer, sobre essa viagem... O que você estava pensando?

- Honestamente... Em ficar com você, temos um tempo sozinhos para nos conhecermos juntos... E deixar rolar, pra ver se dá certo... Mas sabe... - Spencer a abraçou mais forte - Estou com um.bom pressentimento. E você?

- Eu também estou com um bom pressentimento... E espero as mesmas coisas.


                            **Epílogo**

Eles chegaram ao hotel, e pegaram um quarto. Quando chegaram, colocaram suas malas, e os dois deitaram de bruços na cama, lendo o cronograma de viagem que Sam tinha preparado.

- Eu pensei em visitar alguns estúdios de animação, ver obras de arte... Você sabe... Pra ver se tenho uma ideia do que eu quero fazer.

- Eu achei essa ideia maravilhosa.

- Claro, foi sua... - os dois riram - se depois dessa viagem, eu não quiser nada, pelo menos terei descartado uma opção. Né?

- Sim, você é nova... E eu posso te ajudar a descobrir...

- Ah, sim... - Sam fechou o livro, e se colocou em cima de Spencer. - mas seja o que for que fomos fazer, será só amanhã... Por hoje, estou a fim de descobrir como é outra coisa...

Ela o beijou, sentando em seu colo como fizera na última noite. 

- Você tem certeza? - cochichou Spencer.

- Sim, eu tenho... - Sam ficou de joelhos com Spencer entre suas pernas, e com um movimento tirou sua blusa, deixando os cabelos caírem bagunçados por cima de seu sutiã.

- Bom, você é dona do seu nariz.

Os dois riram, e Spencer a beijou. Não podia acreditar tê-la em seus braços de novo. Ela era macia, e rebolava em seu colo de uma forma que o deixava louco. A melhor parte era que ele não precisava mais se segurar. Ele desceu a mão até sua bunda, apertando. Ele fez a volta por cima dela, e a beijou de novo.

Sam sentia A ereção de Spencer sobre sua calça jeans, e isso a fazia ferver. Ela tirou sua blusa, e quando ele colou o peito contra o seu, ela se arrepiou. Ele pegou sua nuca para apoiá-la e tirar seu sutiã, que teve o mesmo destino das blusas, o chão do quarto. Spencer a despiu primeiro, delicadamente desabotoando sua calça, enquanto beijava sua barriga. Spencer forçou o elástico da calcinha para baixo, mas seu rosto estava na altura do dela.

- Você é tão gostosa...

Spencer a sentia totalmente nua, abraçando-a. Spencer se despiu rápido, e quando Sam o viu nu, uma mistura de desejo é vergonha subiu em seu rosto.
Spencer percebeu que ela estava vermelha, então a beijou, deixando que ela se acostumasse com seus corpos. 
Sam pegava fogo a cada beijo de Spencer. 
Eles se colocaram de joelhos na cama, e Sam já estava preparada para tocá-lo. Massageou o membro, fazendo Spencer arfar. Ela foi descendo até a altura de sua cintura, e Spencer se impressionou.

Quando ela o colocou na boca, ele não podia acreditar que ela nunca tinha feito aquilo. Ele nunca tinha recebido uma chupada tão gostosa, e sua mão escorregou involuntariamente até aqueles cachos dourados, apertando-os.
A visão de Sam o chupando era por si só o suficiente para fazê-lo gozar. Porém, ele soube a hora de fazê-la parar, puxando delicadamente seu cabelo para trás.

- Calma, vai ficar melhor... - ele cochichou. - Agora é minha vez...

Ele a colocou deitada na cama, e começou a beijar seu pescoço, descendo até seus seios... Ele ficou um tempo ali, brincando com a língua nos mamilos, tirando gemidos de Sam.

- Você geme tão gostoso...

Ele foi descendo até sua parte íntima, e acariciando suas coxas, ele a beijou. Sam se arrepiou.

Em instantes, Sam teve a melhor sensação de sua vida. Spencer brincava com a língua em seu clitóris, o chupando de vez enquando, que ela mesmo não pode, e nem sabia como, segurar o seu primeiro orgasmo.

Spencer voltou a beijá-la, e agora que ela estava bastante lubrificada, ele pegou uma camisinha e vestiu, enquanto Sam recuperava seu fôlego.

- Isso foi tão gostoso... - Ela gemeu, mordendo os lábios. Spencer Se colocou entre as pernas dela.

- Ainda tem mais... - Ele a segurava pela cintura - Sam, relaxa, ok? 

Ela fez que sim com a cabeça, e Spencer forçou sua cintura em direção a ela. Sam sentiu uma dor inicial, mas logo Spencer estimulou com as mãos seus seios, tornando a dor em prazer. Ele repetiu o movimento mais uma vez, devagar, e depois de novo. Sam já gemia, e Spencer viu que ela estava começando a gostar.

- Rebola pra mim, agora...

Sam obedeceu, e percebeu que quando ela fazia isso, era não só melhor pra ela, como viu que Spencer também não segurava gemidos. Ela descobriu que fazê-lo gemer também a deixava muito excitada. 

Eles continuaram, e em pouco tempo, já estavam num ritmo mais acelerado. Sam já gemia alto, e Spencer sentiu que ela ia gozar. Ele acelerou o ritmo, e aproveitou para beijá-la.

Os dois chegaram ao clímax juntos. 

- Spencer... Foi maravilhoso...

Eles estavam trocando carinhos, Spencer deitado sobre os seios de Sam. Ela bagunçava seu cabelo.

Os dois sabiam que a viagem ia ser ótima. Mas aquele momento foi incrível.


Notas Finais


Maaaaaanoooo quem ééé é que ama esse ship???

Eeeeeuuuu!!!!!

E aí? Gostaram do capítulo? Identificaram as personagens nessa situação? Sonhou? Arfou? Gemeu? Se escondeu em baixo da cama, cobriu o celular com a mão pra mãe não ver?

Comentem e digam! Adoro ler os comentários de vocês! E ah, eu já tenho outra ideia.... Será fic? Será One-shots? Acompanhe e videie, ative motivações, e mesmo que você demore pra ler, COMENTE!!!

Amo vocês. Por vocês, poucos mas de coração eu continuo.

Beijo no queixo.


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