História Contos de Terror e Horror - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Espíritos, Horror, Sobrenatural, Suspense, Terror
Exibições 31
Palavras 1.067
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Canibalismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oiee <3
Gente, esse está mais para uma "história" do que um conto. Provavelmente, terá 2 ou 3 partes.
Espero que gostem, e comentem o que estão achando.

Capítulo 3 - O Conto do Mais Velho


Fanfic / Fanfiction Contos de Terror e Horror - Capítulo 3 - O Conto do Mais Velho

Há pouco tempo, eu e minha pequena filha havíamos nos mudado para uma nova casa. 
 Era relativamente grande, com um jardim mal cuidado, e com direito a porão e sótão.
 Por ser uma casa grandiosa, tínhamos o luxo de eu ter um quarto e minha pequena filha ter um apenas para si também.
 Durante quase uma semana, tentamos ao máximo arrumar toda a desordem daquela casa. 
 Durante aquela semana, minha filha passou a agir estranho, olhando para o vazio continuamente, ou falando com seus brinquedos, algo que ela nunca fizera até então.
 Após terminar de aparar e cuidar do jardim, olhei pela janela e notei que conversava com alguém. 
Sozinha. Pensei. Ela está falando sozinha.
 Decidi que já dera demasiada atenção ao jardim e fui ao quarto da minha princesa. Antes de entrar, ouvi ela falando.
- Sério? A mamãe diz que não devemos fazer isso... - ouvi sua voz fina e delicada falando. 
Entrei em seu quarto, e ela continuava calma, estranhei, afinal ela sempre se assustava quando eu entrava desse modo.
- Amorzinho, com quem está falando? - perguntei docilmente.
Ela hesitou. Pensou por uns instantes, olhou para a cadeira ao lado e falou:
- Mamãe, esse é meu amigo. Eu não sei o nome dele, mas eu gosto dele.
 Eu não queria magoa-la, mas eu sempre falo a verdade pra ela, então respondi:
- Filha, a mãe não está vendo ninguém aí.
Ela ficou pasma por um instante e seu rosto perdeu a cor. Ficou encarando a "pessoa" ao seu lado por alguns minutos e antes que eu falasse algo, se voltou a mim:
- Mamãe, ele disse que você não pode ver ele, pois não é mais criança. Ele disse que é meu amigo... "Imaginário"!
Pensei um pouco, e suspirei aliviada. 
- Entendo... Como é esse seu amigo, querida?
- Ele tem os olhos iguais ao... Mamãe... - suas pequenas mãos pegaram minhas bochechas. Sorri com o ato. - Os olhos dele são castanhos mas às vezes parece verde. -continuei olhando para ela. Ela olhou para o suposto "amigo" e falou de novo. - Ele disse que são iguais ao do pai dele.
Fiquei tensa. Algo estava errado. Ela não notou, claro, então continuou.
- O cabelo dele também é igual o seu, só que mais curto. - ela pegou meus cabelos longos. - No sol parece amarelo. Ah... Mãe, o que é "legado"?
- Han? Por que quer saber?
- Ele disse que o cabelo é "legado" da mãe e do pai dele. 
Gelei mais ainda. Isso não tá indo para um caminho bom.
- Mãe, ele disse que tem 8 anos! - ela se alegrou. - Igual eu! - e seu sorriso dominou o rostinho, expondo seus dentes irregulares e pequenos de leite.
- Filha, CHEGA! - disse mais alto. 
Ela se assustou. Logo pedi desculpas, não queria gritar com ela daquele jeito, mas algo não estava certo. O real problema era: "o que estava errado"?!
 Depois desse episódio, resolvi dar mais atenção a minha primogênita. 
No sábado, já podíamos dar a devida atenção para coisas menores, como os quartos e coisas assim.
- Mamãe, posso fazer um desenho no quarto?
Estranhei a pergunta.
- Por que quer fazer um desenho, amorzinho?
- Foi meu… a-amigo… que disse. Ele quer que eu faça um desenho no meu quarto. - Parei. Olhei para os olhinhos castanho esverdeado dela.
- Filha, você continua falando com ele? - ela se entristeceu.
- Sim... Mas mamãe! Acredita em mim! Ele é legal, e me dá dias boas...
- Dicas? Que tipo de dicas?
Ela pensou por um momento. 
- Ele me ensinou caçar insetos no jardim!
 O jardim, aquela altura, já estava bem cuidado. Fiquei tranquila, afinal, não apresentava riscos a ela. Mas o que estava errado? Por que ele me inspirava tanto medo? Algo estava mais do que errado, eu podia sentir!
- Tudo bem... - falei a contra gosto observando-a se alegrar. - Mas me fala primeiro o que vai desenhar.
- Não! - ela negou. - Vai ser uma surpresa, tá?
- Okay! - falei sorrindo também.
- Posso começar agora?
- Agora? 
- É ué...
- Vou lá pegar as tintas, vá se troc--
- Não, mãe! Eu tenho o que preciso no quarto!
- No quarto? E o que você precisa?
- É segredo! - e começou a rir. - Já já te chamo, mamãe. 
E logo ela saiu da grande sala e rumou-se ao seu quarto. 
 Não estava bem. Não estava nem um pouco bem! Lágrimas quentes escorriam pelo meu rosto. 
 Por qual motivo eu estava caindo no choro? Não sei também. Fechei meus olhos por um tempo.
 Antes que percebesse, senti um pesinho sobre mim. Abri os olhos e notei que havia caído no sono, minha pequena estava sobre minha barriga.
- Mamãe, mamãe! Vem ver! Meu desenho já está pronto! 
Ela falou com tanta felicidade que eu até me animei. 
- Vamos! - falei contente.
Peguei na sua pequena mão e seguimos ao quarto.
 Ao me aproximar daquele cômodo, senti uma mal estar, uma náusea e só deu tempo de ir ao banheiro vomitar. 
- Mamãe, você está bem?- perguntou inocentemente. 
- Sim, amor. A mamãe só vai ligar pra tia Isa e já vai lá ver seu quarto, tudo bem?
- Tá... Vou terminar melhor então. - e com isso, subiu.
Peguei meu celular e liguei para minha melhor amiga. 
- Isa? 
- O que você quer? -curta e grossa como sempre.
- Eu tô mal...
- Hein? Porque? O que você tem?!
- Não sei! A tarde toda me sentir mal, com um sentimento ruim, e agora pouco vomitei. Vem aqui, por favor?
- Já vou.

Passado alguns minutos, ela entrou pela sala sem se dar o trabalho de bater a porta.
 Falei a ela meus sintomas, e ela disse que apenas poderia ser coisa da minha cabeça, mas passaria a noite ali.
- Aliás - falou. - Cadê a--
- ALICE! - corri da sala ao quarto de minha filha; estava ali por tempos, como não notei a falta dela?!
Adentrei de supetão no quarto dela.
- Alice, filha... - o que vi me deixou em choque. De todas as coisas que já vi e ouvi, essa foi, sem dúvida, a mais inesperada.

Em seu quarto, nas paredes, haviam desenhos em vermelho escuro. Alguns escorriam pelas paredes, como se fosse sangue. Entrei em choque.

 


Notas Finais


E então, o que acharam?
Já avisando: é um tanto quanto clichê ^^
Bye, bye!


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