História Contos de Uma Mente Sem Voz - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Chimi-my-changa, Dricolas, Gay, Jike, Lemon, Yaoi
Exibições 69
Palavras 1.788
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


TO VIVA!!!
Mas quase não estive
Galera, entom, não pude postar nem escrever nada durante esse tempo, pois estava estudando pra uma prova muito importante pra entrar em um instituto muito foda aqui do meu estado. A prova foi semana passada, e passei a última semana escrevendo o capítulo pra que vocês não me matem pela demora.
MAS, agora que o sofrimento passou e eu voltei, vou voltar à postar com mais frequência, agora que a fanfic chegou oficialmente ao seu VIGÉSIMO CAPÍTULO! *estoura champanhe*
Enfim, espero que me perdoem pela demora, vou tentar não fazer de novo.
Boa leitura!

Capítulo 20 - Cavalos selvagens também correm quando assustados


Nicolas estava em seu quarto lendo um livro, pois o professor permitiu que Nicolas ficasse em repouso o resto do dia, já que começou a ter dores de cabeça durante a aula de matemática. Não estava muito preocupado com as dores de cabeça, afinal, suspeitava que fossem seus ouvidos se adaptando aos aparelhos auditivos.

Sobressaltou-se quando Drake entrou no quarto de supetão, parecendo agitado. Nicolas apanhou seus aparelhos auditivos deixados sobre a cômoda ao lado de seu beliche e os vestiu rapidamente. Havia os retirado para que pudesse se concentrar melhor em sua leitura, e para testar se sua dor de cabeça passaria, como havia presumido. Assim que os encaixou apropriadamente, pôs-se de pé e dirigiu-se até onde Drake havia permanecido petrificado e pôs as mãos sobre seus ombros.

— Drake? Que foi?

Drake olhava na direção de Nicolas, porém, ele não estava olhando para Nicolas. Estava tremendo um pouco, sua boca entreaberta, seu cenho franzido em uma expressão preocupada. Era como se estivesse dormindo com os olhos abertos, como uma paralisia do sono.

Nicolas apertou seus ombros com mais força, e o balançou com certa brutalidade, chamando-o novamente.

— Drake!

Drake piscou. Arregalou os olhos e piscou novamente, e depois piscou muitas vezes consecutivas. Parecia estar acordando aos poucos.

Nicolas percebeu que ele havia acordado definitivamente quando sua respiração fez um salto em seus pulmões e suas mãos se moveram para os ombros do moreno, empurrando-o com força.

O menor apenas não fora parar do outro lado do quarto pois havia firmado os pés contra o chão em um reflexo de defesa repentino, seu coração, porém, se assustou, e seu cérebro imediatamente reproduziu a imagem do cotovelo de Drake se chocando contra seu rosto no dia em que atacou seu pai.

Espantou a imagem com o pensamento de que Drake precisava dele, e voltou-se ao garoto recém acordado, que agora olhava ao seu redor, parecendo tentar identificar onde estava.

— Drake? — Nicolas chamou novamente, fazendo com que o namorado olhasse para si, assustado. — Drake. — disse novamente, erguendo as mãos lentamente para tocar-lhe as laterais do rosto.

Drake soltou a respiração, trêmula, deixando que batesse gélida contra o rosto de Nicolas.

— C-Como… Como e-eu vim p-pra cá? — perguntou Drake.

— Cê aminhou, provavelmente. — respondeu Nicolas, sorrindo de canto por um instante. — Não se lembra?

O de cabelos cor-de-rosa balançou a cabeça negativamente, de forma exasperada.

— E-Eu… Eu não lembro de nada, eu tava na sala de aula, daí elas começaram a sussurrar, e elas não queriam parar, e falavam sem parar, e ficavam me dizendo que eu ia machucar o Mike, o Jaaz, meu papai, minha mamãe, você, seu pai, meus amigos, minhas amigas, meus bichos, a Tati, a professora, todo mundo que eu conheço, elas diziam sem parar que eu ia te machucar, que eu ia te afastar, que você ia se mudar pra longe, que você ia ter medo de mim porque eu ia te tocar quando você não quisesse -

— Drake…

— Elas falaram que eu ia te bater, que eu ia te estuprar, que eu ia te matar, que eu ia acabar te trancando em um armário longe de todo mundo porque na verdade eu não amo você, porque na verdade eu sou louco e quero tirar a sua vida de você -

— Drake.

Drake parou para respirar, e Nicolas achou que ele finalmente estivesse se acalmando, mas repentinamente ele começou a caminhar em círculos ao redor de Nicolas, puxando os próprios cabelos e arranhando o couro cabeludo.

— Mas elas tão erradas! Eu gosto de você! Eu amo você! Eu não ia conseguir te machucar, eu não ia conseguir te prender longe dos outros porque eu gosto de te ver sorrindo, mesmo que seja pras outras pessoas, eu prefiro mil vezes que você sorria só pra mim, porque quando você começa a sorrir pros seus amigos a Malícia não para de falar! Ela fica sussurrando igual uma psicopata filha da puta de merda nos meus ouvidos e eu não consigo calar a maldita boca chupadora de pau dela porque ela tá dentro da minha cabeça! — a esse ponto, Drake já estava gritando. — Puta merda! EU ODEIO ISSO! EU ODEIO VOCÊS! SERÁ QUE NÃO DÁ PRA VOCÊS FILHAS DA PUTA ME DEIXAREM QUIETO PELO MENOS UMA VEZ NA VIDA?! Será que não dá pra eu ter um dia normal sem que as pessoas fiquem escondendo as facas, tesouras, garfos, canetas, lápis, apontadores e seringas de mim?! PORRA, JÁ ESCONDERAM UMA COLHER DE MIM! — começou a rir histericamente. — O que caralhos eu faria com uma colher?!

— DRAKE!

Ao ouvir o berro de Nicolas, Drake virou-se e suas mãos imediatamente voaram para o pescoço dele. Nicolas, porém, não recuou. Não para demonstrar coragem, não para demonstrar que não tinha medo de Drake. Nicolas estava com medo. Drake estava fora de si afinal. Estava tão assustado quanto o moreno. O rosáceo já havia lhe contado que as vozes não lhe fazem ter pensamentos homicidas com frequência, mas que lhe assustava muito quando isso acontecia. E agora, que Drake havia sofrido pensamentos homicidas juntamente com um blecaute, deveria estar apavorado. Afinal, em sua mente, ele poderia ter matado alguém no caminho pra lá. Nicolas sabia que era improvável Drake ter matado alguém, ou algum dia ser capaz disso, mas Drake não sabia disso. Drake não via em si a bondade e o medo que Nicolas via. O que era uma pena, pois se visse o quão aterrorizado se tornava com o pensamento de machucar alguém importante, talvez tivesse um pouco mais de confiança em si mesmo. Mesmo agora, com as mãos ao redor do pescoço de Nicolas e o prédio do dormitório vazio graças às aulas, tendo tudo ao seu favor para que enforcasse Nicolas até a morte ali mesmo, ele não poderia. Afinal, mesmo com as mãos ao redor do pescoço pálido, elas não estavam apertando, estavam apenas segurando. Estavam apenas repousando ali, como se estivesse com os braços levantados à algum tempo e precisasse de um local de apoio para descansá-los e relaxar os músculos tensos. Nicolas colocou as mãos sobre as que se encontravam em seu pescoço, sentindo os dedos longos e firmes sofrerem um leve espasmo contra seu pescoço, como se fosse um aviso de que Drake ainda podia matá-lo se quisesse.

— É, eu sei. — Nicolas sussurrou, massageando as costas das mãos de Drake com os polegares. — Mas cê não qué fazê isso.

Drake puxou uma grande quantidade de ar para seus alvéolos pulmonares, e depois soltou tudo. Tudo mesmo, deixando seu corpo ir ao chão, simulando um desmaio. Mas ele não havia desmaiado, estava longe de desmaiar. Estava cansado, exausto, sentia como se um caminhão tivesse passado por cima de si, seguido por outros quarenta caminhões.

Nicolas ajoelhou-se ao seu lado, segurou sua mão e fez Drake se levantar. Guiou-o até a cama, e o ajudou a tirar o moletom e a camiseta que usava, depois o fez deitar de bruços na cama. O moreno sentou-se sobre a bunda no namorado, com os joelhos na cama ao lado de seu corpo, dobrando as mangas da camiseta que usava até os cotovelos. Começou a massagear seus ombros lentamente, apertando ao lado do pescoço enquanto apertava círculos contra as omoplatas com os dedões. Ouviu Drake gemer em contentamento e sorriu orgulhosamente.

Continuou a massagem por aproximadamente uma hora, se empenhando em desfazer com cuidado cada um dos nós musculares que Drake carregava nas costas.

Quando terminou, caiu na cama ao lado de Drake, que virou-se para si com um sorriso calmo no rosto.

— Obrigado. — suspirou, fechando os olhos.

Nicolas permaneceu com os seus abertos, admirando o rosto de Drake. Drake parecia realmente mais velho do que na verdade era. Mais maduro, mais experiente, mais cansado. Ele tinha olheiras, não as bolsas purpúreas que geralmente vemos nas pessoas, as dele eram cavadas debaixo dos olhos, eram negras como carvão, e faziam um contraste maldoso com a pele rosada de suas bochechas.

Ele estava realmente cansado das vozes. Não apenas mentalmente, mas também fisicamente. Nicolas imaginava se as vozes paravam de falar quando Drake estava dormindo, ou se elas estavam em seus sonhos também, sussurrando, proibindo-o de acordar, lhe atormentando, provocando pesadelos.

— Cê pecisa de auda, Drake. — disse, olhando para a clavícula de Drake, sem ter coragem de olhar em seus olhos.

Drake se apoiou em seu cotovelo, ficando elevado em relação à Nicolas.

— Pra quê? Pra me darem aquela medicação que me deixa retardado? Pra me darem antipsicóticos que me deixam chapado e tiram minha capacidade de ser criativo?

Nicolas se encolheu, olhando para a clavícula de Drake por mais alguns segundos.

Era uma bela clavícula, afinal.

Drake pôs o indicador no queixo de Nicolas, mas não precisou empurrá-lo para cima para que Nicolas o erguesse voluntariamente.

— Prefere ver o meu cérebro ser fritado até ficar completamente domado?

Nicolas negou com a cabeça, exasperadamente.

— Então o quê?

O moreno engoliu em seco, ergueu as mãos e começou a gesticular para Drake, que à essa altura já havia estudado um pouco da linguagem de sinais para entender um pouco além do básico.

— Não quero que fritem seu cérebro, ou que você deixe de ser quem é, mas acho que os remédios e a ajuda de um profissional podem te ajudar a conviver melhor com isso sem sofrer tanto como agora. — gesticulou Nicolas. — Você não precisa tomar os remédios sempre, se não quiser, pode pedir pra receitarem um que só seja necessário quando achar que vai ter um ataque. Além disso, ser um pouco domado não é ruim. Muitos cavalos são domados e são mais legais que os cavalos selvagens. — completou com um sorriso.

Drake sorriu e voltou a se deitar com a barriga para cima e uma das mãos atrás da cabeça enquanto a outra puxava o menor para deitar-se em seu peito.

— Talvez você tenha razão. — admitiu, fazendo o sorriso do namorado crescer. — Ok, você venceu. Amanhã vou falar com a Doutora Urubua e ver se ela tem um pouco de maconha medicinal pra me dar. Mas se ela tentar me forçar em uma camisa de força, eu vou afogar ela naquele aquário novo ridículo da sala de biologia, e nem você, senhor Sorriso De Um Milhão, vai ser capaz de me impedir. — terminou cutucando a testa de Nicolas.

Nicolas riu e fechou os olhos, preparando-se para dormir, contente com a notícia que acabara de ouvir, apesar de tudo.

Estava quase adormecendo, quando Drake voltou a falar.

— E sobre o que você disse sobre cavalos domados serem mais legais que os selvagens, não sei nada disso, mas sei que algumas partes minhas podem provar que talvez eu seja metade cavalo, se é que me entende.

Nicolas ainda conseguiu rir e dar um soco consideravelmente forte no peito do namorado, antes de dormir.


Notas Finais


Entom? Gostaram? Amaram? Odiaram? Detestaram? Querem beijo? Deixem-me saber!
À propósito, um informação rápida sobre o motivo do Drake não gostar de tomar anti-psicóticos: os anti-psicóticos, remédios pra bipolaridade, TDAH e semelhantes deixam a pessoa meio apática, sem criatividade, ou com raciocínio lento, por isso os psiquiatras raramente dão prescrições pra esse tipo de medicamento.
ENFIM
Espero que tenham gostado! Qualquer sugestão, crítica, incentivo, informação, enfim, qualquer forma de feedback ou mesmo um oi que queiram deixar, já sabem, é só descer a página e digitar na caixa branca linda que vai estar te esperando.
Até a próxima!
Carpe diem!


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