História Contos do Acaso - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Casadas, Drama, Família, Filhos, Mistério, Morte, Policia, Romance
Visualizações 150
Palavras 5.938
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Orange, Poesias, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei! Como vocês estão?

DOIS AVISOS:

Bom, o capítulo de hoje começa com uma música.
Para quem gosta de ler com música, é só clicar no link que deixarei nas notas finais.
MAS EU ASSUMO QUE COM A MÚSICA É MAIS EMOCIONANTE.

E tenho só mais um aviso antes de começar o capítulo:
Eu fiz um trailer para a fanfic que postei num canal que criei recentemente, apenas, para postar este trailer. Me relevem porque não sou expert em fazer vídeos, mas acho que não ficou tão bosta, assim.
De qualquer forma é apenas para divulgar a fanfic.
SE ALGUÉM FOR BOM COM ESSAS COISAS, FIQUE A VONTADE PARA SE OFERECER, EU AGRADEÇO.


Enfim, Boa leitura!

Capítulo 22 - Empatia


Fanfic / Fanfiction Contos do Acaso - Capítulo 22 - Empatia

*Play no link que está nas notas finais (não obrigatório)

Lauren podia ouvir o som piano ecoando, abafadamente, pela casa e reconhecia a melodia daquela música. Ela gostava da letra dessa música, gostava mais ainda da melodia, não ficaria ouvindo de longe. Seguiu até biblioteca, pois sabia que aquele som só poderia vir de lá. Pôde ver a porta entreaberta e entrou silenciosamente. Viu Camila sentava com as mãos nas teclas do instrumento, ela parecia tão envolvida com a melodia, dançava suavemente no ritmo em que tocava. Dali podia ver apenas as costas da latina e o cabelo castanho que balança conforme a menor se mexia. A morena escorou-se à porta e decidiu apreciar o som, aproveitando-se do fato da latina não ter lhe percebido ali, ainda.

Camila tocava de uma maneira tão sensível, era admirável o que ela conseguia fazer com aquele instrumento musical, ela parecia fazer parte da canção.

A latina tocava cada nota e cada acorde com nostalgia, há vários anos não colocava as mãos em instrumento algum, não podia sentir nada diferente agora. Era apaixonada por música e quando viu aquele piano, há uns dias atrás, sentiu uma imensa vontade de matar a saudade que tinha de seu instrumento musical preferido.

Desde pequena Camila sempre gostou de tocar e cantar, como a sua família era envolvida no mundo da música instrumental, não foi difícil desenvolver talentos nesse meio. Cresceu nesse mundo aprendendo com os pais e com os professores do instituto.

Era manhã de quarta-feira e Camila acordou sentindo uma vontade incontrolável de correr até a biblioteca e pôr as mãos naquele piano, não sabia se Lauren iria deixar ou não, mas se houvesse problemas a latina se desculparia mais tarde.

Estar ali sozinha, acompanhada apenas pela música, lhe fez esquecer as coisas ruins que enfrentara nos últimos dias. A música era um refúgio para a jovem mulher, sempre foi e não seria diferente, agora. Costumava proteger-se com a música, antigamente. De certa forma, sentia-se ainda mais aliviada de seus pesares.

So love me like you do, lo-lo-love me like you do

Love me like you do, lo-lo-love me like you do

Touch me like you do, to-to-touch me like you do

What are you waiting for?

Então me ame como só você faz, me ame como você faz

Me ame como só você faz, me ame como você faz

Me toque como você faz, como só você faz

O que você está esperando?

 

Lauren surpreendeu-se com a voz de Camila, nunca imaginou que a latina cantasse tão lindamente como estava fazendo agora, apenas sabia que a mais nova tocava realmente bem. E como a boa profissional que era Lauren sabia reconhecer, com maestria, quando uma voz era admirável e quando a pessoa que a possuía sabia como usá-la. Não pode deixar de aplaudir.

*Stop na música

Camila se assustou com o som e parou bruscamente de cantar e tocar o piano. Realmente se assustou, pois pensava estar sozinha ali, mas Lauren se aproximava de si e estava lhe aplaudindo, o que significava que estive ali a tempo suficiente para ter avaliado e gostado do que ouviu.

— Continua, estava lindo — Lauren sentou-se ao lado da latina no banco.

— Obrigada, mas eu ainda preciso praticar bastante — sorriu encarando os olhos extremamente verdes naquela manhã.

— Eu gostei — a morena disse sincera.

Camila sorriu, agora separando os lábios, depois suspirou e voltou o olhar para as teclas do instrumento.

— Fazia tanto tempo que eu não tocava um desse — falou saudosa, nostálgica — Eu ainda me lembro da teoria, mas a prática não está tão boa. Ainda preciso praticar muito.

— Você toca muito bem, Camila — Lauren tornou a elogiar porque, realmente, estava admirada, mas percebeu que a latina ruborizou com o elogio e decidiu quebrar o clima — Estou morrendo de fome, vou ver o que tem pra comer — falou já se levantando.

— Eu também — Camila lhe seguiu.

Ao passarem pela sala ouviram a campainha ser tocada e Camila se ofereceu para abrir a porta.

— Bom dia senhorita.

— Ah, por favor, senhorita não — dramatizou revirando os olhos divertidamente — Camila, Ashlee, por favor, só Camila — corrigiu-a — Bom dia, como você está? — abraçou-a educadamente e depois permitiu que a paisagista entrasse na casa.

— Quem é? — Lauren veio da cozinha com o olhar curioso querendo saber quem era a visita.

— É a Ashlee — Camila adentrou a sala junto à mulher mais alta.

— Ah! Sim, mas que horas são? — perguntou retoricamente olhando para o relógio da sala.

Eram exatamente nove horas da manhã, o horário que a paisagista sempre chegava para trabalhar no projeto do quintal da casa, nunca se atrasava.

Durante a semana Ashlee Juno vinha iniciando o projeto que desenvolvera seguindo à risca o pedido e o gosto das donas da casa. Sim, Lauren havia pedido a opinião de Camila e ambas entraram em consenso rapidamente sobre como seria o paisagismo nos fundos da casa, e concordaram com as opções de plantas que a paisagista havia suposto.

— Quer tomar o café da manhã conosco? — Lauren ofereceu por educação, já que segurava um pão na mão.

— Não, obrigada, prefiro começar o trabalho logo porque tem bastante coisa para hoje.

— Você é sempre eficiente assim? — Camila perguntou de modo a elogiar.

— Eu faço o que posso — sorriu para a latina e demorou-se, olhando-a por mais um pouco de tempo.

Lauren podia estar enganada, mas já vinha observando o jeito que a paisagista olhava para Camila e mulher parecia deseja-la, quase a comia com os olhos. Contudo, não sabia se a latina percebia aquilo.

— Não quer mesmo tomar café conosco? — Camila insistiu.

— Não senho-Camila — Juno se corrigiu — Obrigada, mas eu prefiro adiantar meu por aqui.

— Tudo bem — Camila respondeu gentil.

Hoje a paisagista tinha vindo sozinha, mas nos próximos dias traria sua pequena equipe, que lhe ajudava com projetos grandes, como o que a Jauregui e a Cabello queriam. A esta altura, Juno já sabia que as duas mulheres não eram casadas e sim, noivas.

A paisagista foi saiu do cômodo e foi encarar seu trabalho.

— Qual o cardápio de hoje? — Camila perguntou brincalhona, indo atrás de Lauren.

— Cereal — a morena riu.

Camila riu também e sentou-se no banquinho da bancada ao entrar na cozinha.

— Já pensou na decoração que vai usar na sala?

— E você? — Lauren colocou duas tigelas com cereais em cima da bancada — Já pensou no vai fazer naquele quarto?

Camila apenas negou com a cabeça, mentindo descaradamente, e despejando o leito que Lauren havia colocado na bancada, sobre o cereal.

Elas haviam feito uma aposta na segunda-feira, após Lauren acordar e reclamar da claridade por Camila ter deixado as cortinas abertas, a latina se defendeu alegando que o quarto era muito claro e qualquer luz que entrasse ali já era demais. Então, Lauren perguntou se a latina preferia um quarto todo preto e Camila, ousadamente, respondeu que seria bem melhor do que aquele quarto totalmente branco com detalhes cinza, ainda riu da cara de indignação que Lauren fez. Depois de discutirem por um bom tempo, Lauren fez uma aposta com a latina, desafiando-a a decorar o quarto do jeito dela até o natal. Enquanto isso, Lauren teria o mesmo prazo para decorar a sala e não podia deixar nada parecido com a decoração de agora, esse fora o desafio de ambas. Agora as duas tinham pouco menos de um mês para reformarem esses dois cômodos e terem a aprovação de suas amigas e de si mesmas. Quem não cumprisse o prazo, ou não recebesse a aprovação das outras meninas, iria ter cumprir uma espécie de “favorzinho” que seria revelado apenas no fim do prazo pela ganhadora da tal aposta, se é que poderia ser chamada assim.

— Espero que você saiba perder, pequena — Lauren a provocou, sentando-se ao seu lado.

Camila a olhou séria, assim demonstrando que não gostava do tal apelido, mas Lauren nem se importou.

Lauren só havia inventado essa aposta boba, ou desafio, para ocupar a mente de Camila e evitar que a latina tivesse tempo para remoer as coisas do passado em sua mente. Queria que a mais nova não pensasse mais no estupro que sofrera e nem no canalha, melhor, canalhas que fizeram isto com ela. Assim, Camila teria com o que ocupar seu tempo, teria uma preocupação boa em sua mente para evitar as más preocupações.  

— Sua irmã uma vez me disse que você escreve — Camila começou o assunto — Você trabalha com isso?

Lauren olhou para cima parecendo pensar em algo.

— Acho que sim — respondeu — Na verdade, eu gosto de escrever. Eu componho músicas na maioria das vezes, mas já me arrisquei escrevendo livros, dois deles fizeram sucesso e eu ainda recebo pelas vendas.

— Você já teve quantos livros publicados?

Camila estava curiosa queria conhecer e saber mais da morena de lindos olhos verdes.

— Cinco e um que não quiseram publicar — respondeu e depois colocou mais cereal em sua boca.

— Por quê?

— Melodramático — respondeu curta.

— Melodramas fazem sucesso — Camila uniu as sobrancelhas não entendendo o motivo do livro não ter sido publicado.

— Eu colocaria o mundo em depressão eterna se ele fosse publicado.

Riram do que Lauren havia falado, mas ela apenas havia repetido o que ouviu da editora na época.

— Sabe tocar quantos instrumentos?

Agora era Lauren quem desejava saber de Camila.

— Acho que quase todos — respondeu com aquele brilho nos olhos ao falar de sua paixão — Meu sonho era ensinar música, eu só queria minha licenciatura, sabe? Mas quando iniciei a faculdade fui raptada.

E por alguns minutos ambas se concentraram em terminar o café da manhã.

— Tenho que fazer compras descentes, quer ir comigo? — Lauren falou depois de alguns minutos em silencio.

Camila concordou com um gesto de cabeça, apenas.

Depois de Camila ter revelado uma de suas lembranças a Lauren, a morena vinha tentando ser mais amigável com a mais nova, era bem verdade que a relação delas estava mais amigável e o clima estava bem melhor na casa. Lauren voltou a dormir em seu quarto junto a Camila, que mais uma vez se desculpou por suas atitudes no mês passado, mas Lauren pediu que ela esquecesse o que houve. A mulher de olhos claros tentava ser mais compreensiva com a latina nesses poucos dias, tentava construir uma relação melhor com sua “noiva”, já que pedira para Camila aguenta-la por um pouco mais de tempo. E Camila não fazia diferente, estava empenhada em construir uma amizade com Lauren, não que já não já tivessem antes, porém precisava admitir que as duas se tratavam de um jeito confuso, talvez, pelo fato de tudo ter começado de forma confusa entre elas, mas nos últimos dias Lauren estava bem mais sociável e Camila estava mais aliviada consigo mesma.

Foram juntas ao supermercado e fizeram a compra do mês. Saíram de casa quando Ashlee precisou ir almoçar e não demoraram tanto, pois o supermercado ficava ali no bairro mesmo, só levaram o carro para que pudessem trazer as compras depois, consequentemente encurtando o tempo de ida e vinda.

Compraram, também, muitos salgadinhos e doces. Esses doces e salgadinhos eram para Sofia que passaria o fim de semana com elas, talvez, tanto Camila quanto Lauren estavam animadas para o sábado, principalmente Camila.

— Juno chegou antes da gente — Lauren disse ao perceber o carro da paisagista parado próximo a sua garagem.

Ela estacionou o próprio carro e desceu sendo imitada por Camila, logo levaram todas as sacolas para dentro de casa e, sem seguida, guardaram todas as coisas que compraram em seus respectivos lugares, desde alimentos a utensílios de limpeza.

Naquela noite decidiram fazer algo que não faziam há um bom tempo: Assistir filmes.

— Lauren você sabe fazer brigadeiro? — Camila perguntou enquanto desciam a escada.

— Ah não, Camila. Estou com preguiça, não vou fazer — a morena se recusou.

Desciam a escada para chegarem a sala.

— Mas eu não ia pedir pra você fazer — respondeu — Eu só queria que você me ensinasse.

Lauren a olhou com os olhos semicerrados como se analisasse se dizia a verdade ou não.

— Anda, Laur — Camila empurrou os ombros da mais alta forçando-a a andar até cozinha — Deixa de ser preguiçosa.

Lauren entrou na cozinha a contragosto e sentou-se num dos acentos da bancada.

— Vou apenas passar as instruções.

— Tudo bem — Camila respondeu.

— Primeiro você vai precisar de uma panela, né — disse ao ver que Camila lhe encarava parada na cozinha — E depois deixe ela aquecer um pouco no fogo.

Camila prontamente pegou uma panela pequena e ficou na dúvida quando precisou acender uma das bocas do fogão.

— A primeira, ali — Lauren apontou — É só girar esse negocinho aí.

E com a ajuda do isqueiro, Camila conseguiu ascender a boca do fogão.

— Agora você vai precisar de manteiga, leite condensado e chocolate em pó — Lauren disse incerta — Ou, pelo menos, eu acho que é isso.

Camila riu.

— Você sabe mesmo como fazer isso?

Lauren deu de ombros.

— Ninguém nunca reclamou.

Despois de Lauren ter explicado o passo à passo de como preparar um brigadeiro de panela, Camila, agora, mexia a mistura na panela até que estivesse realmente pronta, aguardando que Lauren lhe dissesse quando deveria parar.

Lauren observava a cena a sua frente, mas não dava atenção à imagem que tinha diante de seus olhos, ela estava imersa em pensamentos que rodavam sua mente desde o sábado. Desde quando Camila lhe confessou que não queria a criança, o próprio filho, Lauren não teve muito sossego, não em sua cabeça. Acabou pegando uma parte do problema da latina para si e, talvez, por isso, Camila estivesse mais leve agora.

A morena agora estava tão perdida quanto à latina, Camila não queria o filho, mas conseguia tirá-lo. Enquanto isso a criança crescia dentro dela, sem os devidos cuidados médicos, mas lutando arduamente para sobreviver. Era de se admirar a força deste pequeno ser que Camila carregava no ventre. Quanto tempo mais iria demorar até que a gravidez dela fosse notável? Não esconderiam para sempre. E, qual seria a próxima mentira agora? Lauren não parava de pensar numa solução lógica e rápida, mas que não envolvesse a morte desta criança, nem mais sofrimento para Camila.

— Laur — Camila lhe tirou de seus pensamentos — Você acha que já está bom?

— Me deixa ver — Lauren se levantou e caminhou até o fogão olhando a panela por cima dos ombros da latina — Pode desligar.

— Será que ficou bom?

O filme escolhido foi um de terror ao qual nenhuma delas havia assistido ainda, além do brigadeiro comiam a pipoca que Lauren havia feito, e estavam sentadas no sofá maior da sala. 

— Seu brigadeiro estava horrível — Lauren disse lambendo a colher.

— E você comeu quase tudo sozinha — Camila rebateu não se importando com a provocação.

A latina estava sentada com as pernas em cima do estofado, em posição de índio, já Lauren estava mais deitada do que sentada.

— Só para não jogar fora — respondeu assistindo ao filme — Minha mãe sempre disse que é pecado.

— Eu sei que você gostou — Camila a encarou sorrindo — Você só não quer assumir que é melhor do que o seu.

Lauren apenas sorriu e voltou a prestar atenção no filme.

Eram pouco mais de oito horas da noite quando decidiram assistir mais um filme, mas dessa vez Camila escolheu o gênero e este era uma animação, bem oposto ao anterior.

A latina se levantou e recolheu os recipientes que haviam usado, correu até a cozinha para deixar tudo lá antes que o filme começasse, quando voltou Lauren ocupava seu espaço no sofá. A morena de olhos verdes estava totalmente deitada agora.

— Você é muito espaçosa, Lauren — reclamou esperando que a outra lhe cedesse um lugar para sentar.

— Tá me chamando de gorda? — fingiu-se de ofendida.

— Estou — a mais nova mostrou-lhe a língua.

— Só por causa disso vou te deixar no chão — Lauren largou-se mais no sofá, ocupando mais espaço, cruzou os braços e voltou a olhar para a TV.

— Tem poltrona aqui e o outro sofá — Camila deu de ombros passando por Lauren, estava levemente irritada.

Lauren repentinamente puxou a latina fazendo-a cair sobre seu corpo e cutucou brevemente a cintura dela causando cócegas em Camila.

A de olhos castanhos riu ajeitando-se no sofá e o dividindo com Lauren.

Ambas permaneceram deitas enquanto assistiam ao segundo filme da noite, em poucos minutos Camila adormeceu e perdeu mais da metade do filme, Lauren continuou assistindo aquela animação e achando graça em algumas cenas.

 

[...]

— Camila — Lauren entrou no quarto — Ah, oi Dinah — cumprimentou.

Camila pediu ajuda de sua melhor para redecorar o quarto, claro que Dinah aceitou quando Camila lhe contou que estariam competindo com Lauren, e já tinha em mente algo para pedir que sua amiga fizesse quando ganhasse de Lauren. 

— O Chris me ligou nos convidando para jantarmos com ele —  Lauren se aproximou das duas que estavam em frente a uma parede.

— Hoje? — a latina perguntou ainda encarando a parede.

Hoje era sexta-feira, mas Camila não estranhou por causa do dia, estranhou o convite porque não era normal recebe-lo.

— Sim — Lauren também encarou a parede procurando algo de errado com ela — Ele me disse quer conversar comigo — contou.

 — Não disse o que era? — Camila finalmente a encarou.

Dinah tocou a parede parecendo medi-la.

— Não, mas suspeito que ela esteja com problemas na empresa — a morena respondeu observando Dinah.

— Espero que não seja isso — Camila a olhou nos olhos desejando sinceramente.

— Eu também — Lauren lhe devolveu o olhar — Você vai?

— Claro — a latina respondeu animada.

O resto da tarde se resumiu em Camila resolvendo os últimos detalhes da decoração e, ao fim da tarde, recebendo a ajuda de Dinah com a roupa que usaria no tal jantar.

Lauren estava em seu escritório, era fim de tarde e a mesma não havia percebido que estava ali sentada em sua cadeira há muitas horas, na verdade, não era bem um escritório e sim, um espaço reservado para desenvolver suas ideias. Era o lugar onde se reservava para escrever, para expandir, florescer novas e antigas noções, melhor dizendo, era seu lugar de criação.

Entrou ali na intensão de arrumar, organizar e limpar aquela bagunça, e foi o que fez inicialmente, mas quando sentou-se para descansar um pouco viu-se desanimada a levantar e continuar a arrumação, isso lhe lembrou que precisa contratar alguém para isso.

Agora a morena estava sentada em sua cadeira olhando para a tela do computador, a janela aberta era a do programa que usava para escrever suas ideias, mas não conseguia escrever nada. Sua mente, agora, calculava, desenvolvia e avaliava uma forma de resolver uma situação que nem era sua, mas de Camila. Por muitas vezes repetiu em sua mente: “Ela não quer o filho.”, “Ela não consegue tirá-lo.” Repetiu as frases enquanto colocava sua mente para trabalhar, mas todas as soluções que encontrava eram falhas, parecia não ter saída para aquele problema. As palavras de Camila não poderiam ser menosprezadas e Lauren lembrava-se muito bem de quando a ouviu dizer que não saberia amar o próprio filho, talvez fosse um equivoco de Camila, mas não era sábio arriscar.  Porém, a ouviu dizer, também, que não era capaz de tirar a vida do próprio filho e, isto Lauren agradecia. Além de tudo isto, Lauren escutou o choro desesperado de latina enquanto lhe relava estas coisas e era o choro de alguém que não via saídas para seu problema, além de ouvir Lauren pôde sentir. 

 

— Lauren — Camila entrou após bater na porta.

Lauren saiu de seu transe e concentrou-se na latina que cainhava até ela.

Camila nunca havia entrado ali, era um lugar pequeno com decoração rústica, algumas estantes com livros...

— O que está fazendo? — Camila perguntou curiosa olhando a morena que a encava sentava naquela cadeira.

Lauren sorriu e desviou o olhar para a folha virtual completamente em branco.

— Pensando.

— Novo trabalho seu? Escrever?

Camila, ainda curiosa, caminhou até a cadeira e se colocou atrás da morena, apoiando as mãos gentilmente nos ombros da mesma. Olhou a tela no computador por cima dos ombros de Lauren.

— É. Eu estou um pouco confusa — suspirou.

 O suspirar fez com que Camila tirasse suas mãos dos ombros da mulher sentada.

— Será um livro? — a latina não escondia sua curiosidade.

— Eu ainda não sei, mas se for você irá saber, pode ter certeza — Lauren olhou-a por cima dos ombros.

Camila chegou um pouco para o lado para que Lauren pudesse lhe ver melhor.

— Ash já foi embora e Dinah também.

— Ash? — Lauren estranhou.

— Ashlee — Camila respondeu em tom óbvio.

Lauren voltou a olhar para o computador fechando a janela virtual em aberto.

— Eu vim te perguntar que horas nós vamos sair.

— São quantas horas? — Lauren perguntou já olhando as horas no visor — Vou me arrumar.

Desligou o computador e saiu do cômodo junto a Camila.

— Pode usar o banheiro lá do quarto, eu vou usar o daqui de baixo para nos arrumarmos mais rápido — a mais velha disse ao subirem as escadas.

Lauren tomou banho e vestiu-se no banheiro do andar de baixo mesmo, não queria chegar atrasada à casa do irmão, agora precisava apenas arrumar o cabelo, maquiar-se, escolher os sapatos e sair de casa.

 Estava ansiosa para saber qual era o assunto da conversa com o irmão.

Subiu até seu quarto encontrando a porta aberta, como havia deixado antes de sair do quarto com a toalha e a roupa em mãos, entrou no mesmo e caminhou até o closet para pegar o par de sapatos que usaria.

A porta do closet estava entreaberta e por uma pequena brecha Lauren conseguia ver o corpo nu da latina que parecia enxugar o cabelo. A pele parecia ainda mais morena sob a luz que iluminava o cômodo. Era tentador demais ficar ali e apreciar a visão parcial que tinha do corpo completamente desnudo de Camila, mas não lhe pareceu correto, então negou seus instintos e saiu do quarto. Esperou do lado de fora durante bons minutos, os quais jugou suficientes para que a latina já tivesse se vestido por completo, quase trinta minutos esperando do lado se fora do quarto. Ao entrar no cômodo novamente viu que a porta do closet continuava entreaberta. Resolveu ser mais prudente dessa vez.

— Camila? — chamou cautelosa, cuidadosa.

— Oi Lauren, já se arrumou?

A morena empurrou a porta abrindo-a por completo.

— Bom, eu ainda não terminei, mas...

Camila virou-se para vê-la melhor enquanto a ouvia.

—... Mas eu tenho que...

Camila usava um vestido justo ao corpo, de mangas longas, que terminava acima do joelho, ele era preto com detalhes em branco e o decote que deixava o vestido sensual, mas não vulgar. Um salto preto fechado completava o look.

— Estou bonita? — a latina perguntou insegura.

— Eu não mudaria nada em você.

Lauren foi tão sincera que se surpreendeu com a sua própria resposta.

Ouvir estas palavras apenas fez com que Camila corasse fortemente.

— Obrigada — agradeceu e virou-se de costas para terminar a maquiagem, que não era nada pesado demais, apenas destacava os olhos e os lábios ganharam um tom nude.

Lauren usava um vestido longo estampado em branco e preto, que possuía uma abertura no lado esquerdo, que deixava sua perna a mostra. Colocou uma jaqueta preta de couro por cima do mesmo e calçou uma sandália aberta na cor preta, essa possuía um salto fino e não muito alto. A maquiagem não era forte, mas escolheu o batom vermelho para colorir os lábios.

Antes de saírem Camila pegou seu sobretudo creme para se proteger do frio que fazia lá fora e depois acompanhou a noiva até o carro.

O caminho era um pouco, mas foram conversando durante o caminho, assim o trajeto pareceu pequeno.

Foram recebidas por Chris na porta de entrada que as cumprimentou e convidou-as a entrarem em sua casa.

— Oi, Laur. Estou feliz que veio — disse o homem mais alto que Lauren. Ele tinha cabelos mais claros e os olhos eram castanhos.

Lauren o abraçou ainda segurando a mão de Camila, que olhava a interação dos dois irmãos.

— Oi Camila — ele beijou o rosto delicado da latina — Como você está?

A pergunta lhe fez se Lauren havia contado os recentes acontecidos em sua vida para o irmão, mas ao analisar melhor o homem, percebeu que ele não parecia saber sobre as coisas que lhe aconteceram no último mês.

— Estou bem — sorriu.

Ele as deu passagem e elas entraram.

— E Ally? — Lauren perguntou enquanto seguia seu irmão até a sala.

— Estou na cozinha — a própria Ally gritou, respondendo.

— Ela está terminando o jantar — Chris informou levando as mulheres até o cômodo onde sua esposa estava — Eu tentei ajudar, mas ela não quis.

Allyson havia acabado de preparar todo jantar,

— Você mais atrapalha do que ajuda, Chris — Ally riu assim que os viu entrando na cozinha — Onde está o Chris? — perguntou pelo filho, ao ver que ela não estava com o pai.

Christopher, seu marido, deu de ombros sem saber a resposta. Ally revirou os olhos.

— Seu sobrinho deu para ficar se escondendo da gente, agora, acredita? — a menor se aproximou de Lauren — É a nova brincadeira dele.

Lauren soltou a mão de Camila para que pudesse abraçar a baixinha a sua frente. Abraçou-a apertado mostrando o tamanho de sua saudade.

— Lauren, você vai me esmagar desse jeito — Ally desfez o abraço.

— Não despreze meu afeto, Ally, isto é raro — Lauren a puxou novamente para mais um abraço e a Brooke Jauregui, apenas, riu e deixou-se ser abraçada.

— Vou procurar meu filho — Chris deixou as mulheres sozinhas.

— Mila, como você está? — Ally abraçou-a calorosamente.

Por que lhe perguntavam isto? Havia algo errado consigo?

— Estou bem, Ally — retribuiu o abraço.

— Vocês nunca mais voltaram aqui — Ally reclamou ao desfazer o abraço — Entendo a Laur, já sei que ela não gosta de sair, mas, por favor, não fique igual a ela.

— Na verdade, nós andamos bem ocupadas, ultimamente — Camila falou como se estivesse se desculpando — Meio que estamos reformando a casa.

— Sério? — Ally olhou surpresa para sua cunhada, Lauren — Eu gostaria de ver quando estiver pronto.

Allyson caminhou até a sala fazendo com que as outras lhe seguissem.

— O que estão fazendo por lá?

— É mais na área externa da casa — Lauren explicou vendo que a dona da casa lhe indicava o sofá com um gesto — No quintal e na entrada da casa, a paisagista está fazendo um trabalho ótimo, mas preciso contratar um carpinteiro ainda — sentou-se ao lado de Camila — Temos uma ideia legal, você vai ver quando estiver pronto — olhou para noiva.

Lauren tinha um projeto idealizado em sua mente e ao pedir a opinião de Camila naquilo, a jovem latina agregou detalhes que complementaram a ideia que Lauren já tinha. Lauren pensava em trabalhar naquilo rápido, seria apenas uma espécie de área de lazer, por assim dizer.

— E tem a posta também, Lauren... — Camila a lembrou.

— Que aposta? — Ally perguntou interessada.

— Acho que dessa vez o moleque mandou bem.

— Não achou o pequeno? — Camila quem perguntou.

Christopher assentiu negativamente.

— Vamos. Eu te ajudo a procurar.

Camila se levantou e saiu com Chis

Lauren e Ally resolveram ajudar também.

—Já olhou na garagem? — a latina perguntou ao cunhado, andando ao seu lado pelo corredor.

— Ainda não.

— Vamos lá.

Camila, mais do que os outros, estava preocupada além da conta. Sua cabeça já imaginava um possível sequestro, rapto, ou o que fosse. Imaginava que o pequeno Chris tivesse saído de casa porque seus pais, distraidamente, poderiam ter deixaram a porta aberta.

Procuraram por toda a casa e não o encontraram, Ally já começava a desesperar-se, seu coração de mãe estava preocupado.

Camila foi ao quintal da Casa que e gritou o nome do garoto, chamando por ele, mas não obteve reposta em nenhum de seus chamados. Aproximou-se do beiral da piscina e...

— LAUREN! — gritou em desespero com a cena que via — Lauren!

Camila não sabia o que fazer, via o pequeno corpo do menino no fundo da piscina, parecendo sem vida. Não pulou na água, pois não sabia nadar, ou seriam dois a serem socorridos. Estava paralisada, agora não conseguia sequer gritar o nome de Lauren ou pedir socorro, não tinha mais reação. Mantinha as mãos no rosto e a respiração presa.

— Camila? O que aconteceu? — Lauren andava rapidamente e ofegante em sua direção.

— Na piscina, Lauren! Ele está piscina! — desesperada Camila sinalizava para a morena, apontava o grande retângulo cheio d’água, com a voz histérica.

Lauren não perdeu tempo, ao ver seu sobrinho afogado pulou na água, sem pensar duas vezes, precisava tirá-lo dali, socorrê-lo.

— Por que estão gritando? — Chris vinha correndo e parecia assustado.

Camila o olhou, estava apavorada, sem saber o que dizer.

Lauren emergiu trazendo o sobrinho nos braços.

Christopher assistia a cena quase sem reação. Seu filho estava com o cabelo molhado e as roupas também, parecia ter adormecido nos braços da tia, mas ele sabia que não se tratava disso, era mais grave.

— Chris! — Ally chamou ao ver o filho ser deitado à beira da piscina.

O coração de pai errou uma batida, o fôlego lhe faltou, a garganta parecia apertada. Contemplava a irmã fazendo massagem cardíaca em seu filho, às vezes, respiração boca a boca. Seu filhou não se mexia, não abria os olhos, parecia mort... Negou-se a pensar.

— Filho?

Andou apressado até e abaixou-se ao lado de Lauren.

— Meu filho! O que aconteceu com o meu filho? — Allyson correu até eles — Chris?

Ally se abaixou ao lado do marido que olhava atônito para a cena.

Camila observa a cena de longe perplexa demais para ter alguma reação.

Lauren ainda tentava acordar o menino, mas não tinha sucesso.

— Solta, meu filho! — Chris empurrou a irmã, que caiu no gramado.

— Eu estou tentando ajudar! — levantou-se, voltando para perto deles.

— Ele está morto, Chris.  ESTÁ MORTO! — Ally segurou o braço do esposo, desesperadamente.

— CALA A BOCA! — exasperou, puxando seu braço das mãos pequenas da esposa.

Ally assustada começou a chorar.

Os ânimos estavam à flor da pele.

Christopher tentou fazer respiração boca a boca em seu filho e nada aconteceu. Começou a massagear o peito do menino no chão, mas usava de muita força sobre o tórax frágil do pequeno, o garoto permanecia imóvel.

— Vai machuca-lo — Lauren tentou tirar seu irmão de perto do menino.

— É MEU FILHO! — Chris gritou a afastando novamente.

Lauren o empurrou de volta e o homem se ergueu caminhando na direção da irmã.

Ally tomou o rosto pálido do filho, deu alguns tapinhas em suas bochechas tentando acordá-lo, chamou por seu nome várias vezes, balançou o corpo do filho.

Chris estava nervoso e se aproximava furioso de Lauren.

— Eu estou tentando salvar o meu filho — empurrava a imã — Não me diga o que fazer!

Chis estava alterado.

Camila não seguia mover-se, estava atônita e confusa, não sabia se olhava para os irmãos discutindo, ou se olhava par Ally aos prantos, que permanecia ao lado do filho chamando por ele.

— Eu já disse que estou tentando ajudar, por favor, se acalme Chris! — Lauren pediu olhando nos olhos do irmão.

— É meu filho! Não vou perdê-lo como você perdeu a sua! — ele respondeu, gritando na cara da irmã a maior dor já vivida por ela.

Camila não acreditou no que ouviu, direcionou seu olhar para Chris, quem encarava a própria irmã raivosamente. Não conseguia acreditar que havia dito tal coisa como se fosse culpa de Lauren não ter mais a filha consigo.

O olhar de Lauren era furioso e magoado, seu corpo fervia em ódio, sentia-se quente.

— Acho que ele... — Ally sussurrou, ao abraçar o filho e não ouvir seu pequeno coração bater.

Lágrimas escorreram pelos olhos de Lauren, um nó enorme formou-se em sua garganta, seu coração doeu. Ouvir aquilo do próprio irmão era...

Allyson olhou o rosto pálido, o cabelo molhado, o peito imóvel sem sinal de respiração. Sentiu a pele fria de seu filho em contato com a sua. O mundo pareceu estar silencioso, uma dor horrível lhe atingiu, a vida pareceu perder o sentido.

— Ele está morto! Meu filho está morto — Ally em desespero começou a gritar e chacoalhar o corpo do filho — Acorde Chris! A mamãe está mandando você acordar! ACORDE!

Morto?

A palavra ecoou nos ouvidos de Camila e a fez despertar de sua paralisia diante a situação. Rapidamente correu até a mãe do menino e tentou separá-la da criança, mas Ally estava abraça ao corpo inerte do filho e chorava desesperadamente. Com muito custo a latina conseguiu pegar o braço do garoto e medir o pulso.

— Ainda tem pulso! Está vivo.

Camila se levantou e olhou para a noiva que enxugava as lágrimas do rosto. Lauren tinha os olhos vermelhos e estava extremamente magoada, Camila podia perceber isto e doeu vê-la assim, mas precisava retomar o foco agora.

— Precisamos leva-lo para o hospital — Camila olhou dentou dos olhos verdes — Estamos perdendo tempo — falou baixo e com calma.

Chris pegou o filho nos braços e apressado saiu apressado, deixou o quintal e entrou na casa, atravessou a casa até chegar ao lado de fora.

— Vamos nem meu carro — Lauren adiantou-se até seu carro.

— Não — Christopher negou.

— Você não vai dirigir alterado desse jeito — Lauren tentava não perder o controle — Vamos com meu carro.

— Eu não...

— Você quer salvar seu filho ou não? — Lauren esbravejou parando no meio do caminho

Camila segurou gentilmente o braço da morena tentando acalmá-la.

 Christopher e Lauren continuaram se encarando.

Ally fechou a casa e correu até eles.

— Anda Chris — chamou o marido.

Todos entraram no carro da escritora e seguiram as pressas para o hospital, que por sorte, era bem próximo.

 

 

— Afogamento! — um rapaz vestido com roupas verdes gritou ao colocar o pequeno Chris na maca — A criança não responde doutor.

— Sem pulso, doutor — uma mulher, após verificar o pulso carotídeo da criança.

— Parada cardiorrespiratória confirmada — o rapaz voltou a falar.

Ally gritava coisas desconexas e atrapalha o socorro ao próprio filho.

— Tirem essa mulher daqui! — o médico gritou para a equipe que o acompanhava.

Eles tentavam seguir pelo corredor o mais rápido possível, mas não podiam deixar que os pais da criança os acompanhassem nesse momento, como estavam fazendo.

— Me deixem ir com ele! Sou a mãe dele! — Ally gritava nos braços de um enfermeiro.

— Compressão torácica — ordenou o doutor.

Christopher também tentava acompanhar a maca que carregava seu filho.

— Já fizemos as quinze, doutor — a enfermeira falou.

— Não voltou? — perguntou o homem preocupado.

— Eu quero ir com meu filho! — Ally tentava se esquivar dos braços do homem que a segurava.

— Sedem está mulher — o Doutor pediu.

— Doutor, estamos perdemos ele — o rapaz voltou a falar.

— Não! — Christopher gritou tentando se livrar dos dois homens que o seguravam.

— Abram as vias aéreas! — o Doutor deu a ordem.

Conseguiram afastar Ally e Chris, finalmente. Levaram o pai da criança de volta a recepção e arrastaram Allyson, obrigada, à outra sala onde ela seria medicada.

Abriram as vias aéreas do pequeno menino e fizeram duas ventilações com um aparelho que funcionava à compressão.

— Ele não reagiu — informaram.

— Cânula orofaríngea — voltou a ordenar.

Entraram numa sala pequena, a correria era grande, precisavam salvar a vida de uma criança.

— Desfibrilador!

— DEA — repassaram a ordem entre si.

Cada segundo era importante para o pequeno filho do casal, ele lutava por sua vida, mas não conseguiria sozinho.

Colocaram o aparelho em contato com o peito do menino e o primeiro choque foi dado, mas nada aconteceu, partiram param para segunda tentativa, novamente nenhuma reação. Terceiro choque contra o peito do menino. A descarga alta fazia o pequeno corpo ser impulsionado à levantar-se da maca, mas a criança não voltava a vida, todos da équite se entreolharam nervosos. Outro choque e, o garoto não voltava à vida, seu coração não voltava a bater. Novamente a equipe se entreolhou e o doutor autorizou a última carga elétrica sobre o peito do menino.

O choque percorreu o corpo do pequeno e, como nas outras vezes, fez seu peito subir com a carga elétrica descarregada nele.

 


Notas Finais


DEA - Desfibrilador Automático Externo

Link da música: https://www.youtube.com/watch?v=Sx3WV9GSOmc

Link do trailer: https://www.youtube.com/watch?v=EegIM37_Io8
Me perdoem se estiver muito ruim, não sou boa com essas coisas, se alguém quiser me ajudar com isso fiquem à vontade.

Espero que estejam gostando da história.
Beijos!!


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