História Contos do Inferno de Gelo - Capítulo 6


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Apollo, Ares, Artemis, Atena, Hades, Hefesto, Hera (Juno), Íris, Nêmesis, Niké (Nice), Perséfone, Personagens Originais, Poseidon, Quíron, Zeus
Exibições 5
Palavras 4.999
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eae pessoal, tudo beleza?

Peço desculpas pela demora, sabe como é, fim de ano diversas coisas acontecendo ao mesmo tempo, férias e a preguiça bate e te impede de fazer tudo, inclusive de postar algo que os capítulos já tem algumas prontas.

De qualquer forma.

AI VAAAI

O

SAMURAAAAAI

Capítulo 6 - A Campeã


A porta foi aberta com brusquidão enquanto os três traçavam o caminho para dentro da casa grande, no seu quarto dentro do local Fay andava de um lado pro outro, enquanto Bern sentava-se na cama com as pernas cruzadas e Roderick parava na porta, com a armadura cobrindo o peito e a mão esquerda pousada no pomo da espada, tentando parecer altivo ou poderoso, a garota andava em círculos de um lado para o outro procurando extravasar a raiva que sentia no momento, que não era certamente pouco. — O que é o Alex, hein? Uma vadia que precisa de atenção? Minha paciência e meu bom senso me impedem de acertar uma facada no pescoço desse maldito! Há quanto tempo ele guarda essa pose de lutador gostosão, pra deixar isso à mostra logo hoje? Nesse período de crise! No momento em que pode tudo desmoronar por um simples empurrãozinho, ele faz isso! Que droga! Tudo por causa de uma putaninha qualquer que aparece do nada! Se fosse por motivo melhor, pelo menos, até dava pra aguentar essa idiotices toda. E se esse filho de uma puta morresse? Ou induzisse à morte de outro campista? Se ele me causar qualquer problema, eu acabo com ele com as minhas próprias mãos e me mando pra Rússia. Só mais um passo dele, mais um... E eu vou ter que lidar com a queda dele pro abismo. — Fay gritava aos quatro ventos, por sorte os campistas foram inteligentes suficientes para ficar longe, e eram inteligentes o suficiente para se manter afastado e quietos quando ela tinha surtos de raiva, Roderick não era um desses. — Bom Fay... Se ele não presta atenção em você. Devia desistir dele, dar à chance a outra pessoa que está sempre perto, que estará sempre lhe dar o ombro e que gosta de você. — Disse com uma sugestividade carregada na voz, Bern até tentou fazê-lo se silenciar, mas fora tarde demais, a garota voltou-se para ele furiosa, ele acabara de ser um alvo pra descontar o ódio — VOCÊ QUER O QUE, PORRA? QUE EU AFOGUE A CARA NOS PEITOS DA BERN?— O berro dela fez o garoto protegido por metal e armado estremecer, enquanto Bern ria da insinuação dela. — Desistir do que? Você acha que eu presto atenção nele? Ele mesmo só faz merda, a droga da minha atenção vai pros malditos danos que ele causa a esse acampamento! Dar a chance pra alguém... eu não tenho tempo pra isso, droga! Não tenho tempo pra essas idiotices porque eu tenho um trabalho a zelar, e também quem disse que dou algum tipo de chance além de governar um exército com o Alex? Quer saber, Roderick, você só está piorando a situação, vai arranjar algo pra fazer, limpar uma privada, ou o sangue do Bran da arena, tanto faz.

Bern ainda olhava-a com um sorriso, cruzou as pernas e proferiu com toda a calma do mundo. — Tá, mas... isso é pela consequências que pode ter a briga, ou pelo ciúmes da vadiazinha? — Fay engasgou e começou a tossir, após se recuperar e acalmar um pouco os ânimos caso se não acabaria gritando com Bern — Os problemas. Claro. Você sabe minhas prioridades, Bernice. — A morena revirou os olhos e deu um suspiro cansado, ela continuava a usar máscara dos verdadeiros objetivos — Ah sim, então digamos que os 'problemas', ele surrou um dos ou o melhor lutador do acampamento, acha que daria problema? Ele bateu nele como se bate-se numa criança, quem iria tentar algo? — Disse com simplicidade enquanto a outra soltou uma praga baixa, Bern não entendia muitas coisas que a outra — ou que o próprio Alex— diziam, sempre termos técnicos de guerra, sempre números estranhos, mas ainda sim era sempre um ombro amigo, uma ótima ouvinte e também uma pessoa que era capaz de conhecer alguém melhor que ela mesmo.

— Os filhos de Ares têm um orgulho maior que o próprio tamanho dos músculos, Bern, eles podem fazer qualquer coisa, e Alex está apresentando muitos sinais de rebeldia mais complexa quanto ao que devemos fazer, e nosso exército pode ficar dividido, de um lado, ele, que está desprezando o que devemos fazer, e de outro, eu, que quero acertar tudo. O modo como vivemos pode fazer cada detalhe esquecido se tornar a razão de um apocalipse, não quero que por uma rebeldia repentina ele deixe que sejamos vencidos, tanto por monstros, quanto por romanos. Não sei se tenho pulso firme pra ir contra ele, ou pra convencer que meus ideais são os que devem ser seguidos pelo exército. E é tudo por uma briga idiota, Bern. Ele mal voltou e tudo o que andei planejando está sendo jogado pro alto, isso me cansa, é sempre assim. Já está na hora de eu seguir a risca o que devo, e isso não inclui dar atenção a ele, não mais. Ando deixando bem claras as minhas fraquezas quanto a ele, não sou idiota, e o melhor que eu posso fazer agora é me afastar. Mesmo que pra isso, eu não volte mais. — A filha de Afrodite só faltou gargalhar de tanto rir, mesmo tentando segurar o riso ele foi alto demais, o que fez a menina dos cabelos de cor de mel olhar estranha para ela.

—Ah sim... como se você realmente aguentasse ficar longe dele, da mesma forma que sua fraqueza é ele, você é a única que ele presta atenção, a única que ele se faz ficar com os pés no chão, tudo bem, nem tudo ele te conta, e nem tudo ele me conta, nem com todas as armas eu consigo retirar algumas coisas dele, mas garanto que de uma forma ou outra, ele vai te seguir, uma hora ou outra, você sabe, e ele já provou que quando você tiver em perigo, ele vai dar uma de super-herói e se jogar pra te salvar, ele já fez isso uma vez, não é essa a história da cicatriz de flecha dele no lado esquerdo do abdome? Sabia que essa é a favorita dele? — A outra parou para pensar alguns instantes, quando por fim terminou de repensar o que diria soltou todo o ar dos pulmões e seu nervosismo foi-se com ele, voltou-se a outra séria, mas com o tom de voz mais baixo. — Eu tenho obrigações, Bern. Você pode fazer o que quiser com as suas relações, eu não. Tenho mais o que fazer do que ter minha autoridade pisada a todo o momento por alguém que não posso embater. Ele tem as ideias dele, opiniões dele, e eu tenho as minhas, e elas divergem tanto que eu não consigo prestar atenção no que devo. Não interessa o que eu quero, ou o que me dá vontade, ou o que eu sinto esporadicamente, o que importa é o que devo fazer. — Bern revirou os olhos e se levantou, não ia conseguir dobrar a outra, nem com o melhor dos argumentos, nem se usasse o charme de sua mãe para dobrá-la, conseguiria momentaneamente apenas, depois ela iria voltar com as idéias originais.— Tá, tá, vamos fingir que não é ele que tira sua atenção, e mais, está ficando tarde, fique aqui, trombar com ele agora só vai te dar problema, e quando você e ele tem problemas o acampamento inteiro para pra ver, e isso não é legal, vou tentar fazer ele prestar mais atenção em você... Em todos os sentidos e... Antes de eu sair, o que você quer, o que você sente só se diverge do que você deve, quando você não tem força suficiente para lutar por isso... Eu venho depois do jantar e te trago alguma coisa.

O jantar estava com clima tenso, Alex comia distraído cercado pelos seus companheiros, e como o de costume todos pararam de comer para observar ela chegando desfilando, e todos evitaram o olhar mortal dado por Mason, que a abraçou de modo possessivo, depois de uma desculpa aleatória, continuou desfilando e parou em frente ao moreno, ele tinha mancha de graxa no pescoço, fuligem no cabelo, uma atadura na mão esquerda, e a direita tremia incessantemente devido ao continuo esforço, tensão e estresse do músculo, Bern não segurou o riso quando sentou-se em frente a ele — Você? Com sequelas de trabalho demais? Que milagre é esse? — O garoto quase derrubou o prato de comida quando a voz dela soou, ele estava distraído demais para notar qualquer coisa, quando ergueu os olhos deu um sorriso de canto. — Isso? É guerra... Cadê a Fay? — Bern revirou os olhos com um sorriso divertido, ele podia estar distraído com o que fosse ainda notava a falta dela? Foi quase engraçado. — Na Casa Grande, na sala dela. — Ele pareceu concordar depois de uma ou duas garfadas, ele deu um suspiro cansado. — Ela e essa mania dela de viver trabalhando. — A mulher não resistiu e revirou os olhos, seria ele não idiota assim? — Sabe que ela está te evitando... não sabe? — Ele a olhou estranho, como se assimila-se o que ela disse, e depois de uma garfada e um gole da latinha de coca — que fazia questão de mostrar mesmo sendo contra as regras do Quíron — ele a olhou finalmente. — Não, ela está me evitando? Ah é? Por que?

Bern iria falar mas, o trompete soou, avisando todos que alguma coisa vinha, mas logo soou mais dois alegando ser aliados, e logo o trote de um cavalo pode ser ouvido e o estandarte erguido em uma lança, uma pomba violeta sob o fundo preto, o pégaso se fez presente e inquieto quando Alex se aproximou, e logo a figura tão esperada apeou, era um pouco mais alto que o moreno, de cabelos cor castanho, um rosto perfeitamente angulado, os olhos que mudavam de verde, azul, e uma cor de castanha extremamente bela, os cabelos na altura nuca cacheados, e a barba castanha que também combinava com o rosto, faziam do homem uma visão única de beleza que fazia mulheres suspirarem sempre que o vissem,  assim que viu o garoto com o longo cabelo negro, mesmo coberto de sujeiras, o mediu de cima a baixo com sorriso aberto revelando os dentes perfeitamente alinhados e brancos. —Você cresceu e virou um hominho grunge... Ué? Não vai vir me dar um abraço Alex? Nem depois de um ano? — Alex deu um sorriso de canto, jogou o cabelo tirando o da visão. — Não costumo ficar abraçando machos, diferente de você Josh, eu sou macho. Esse cabelo longo não fica bem em você... — O outro riu, e balançou os cabelos — Certo certo, vamos deixar a discussão pra arena amanhã, o que acha? Estou com fome, você me fez vir de San Diego até aqui e tive que matar alguns lestrigões que fizeram cerco nos campistas que estavam vindo pra cá... Me informe o que caralhos você fez. Mas, enquanto comemos. — Disse empurrando o moreno.

O jantar com Josh se tornara muito mais agradável, ele fazia gracejos e comentários, era querido por todos, um verdadeiro herói, conhecido por todos, admirado por todos, odiado por nenhum, Alex chegava a sentir inveja, ele sempre fora seu modelo desde que chegara ao acampamentoa cinco anos, estava perdido em pensamentos, quando ele estalou os dedos em sua frente. —O Mané, to te chamando a meia hora, Eai? — Alex constatou que ele lhe chamava e tomou um gole de coca — Eai o que? Algum problema? — O outro bufou segurando-se pra não dar um tapa no outro. — To dizendo da Fay idiota... Iai?—Vendo a confusão do moreno em se esforçar para entender o que ele dizia, fazendo o outro revirar os olhos. — Se resolveram mané? — o moreno se esforçou mais um pouco, mas sua mente parecia dar nós com o que o outro dizia. — Como assim? Se resolveram? Que porra tu tá falando? — Josh revirou os olhos o xingando mentalmente de todos os nomes que conhecia e voltou-se a Mason que balançou a cabeça em negação. — puta que pariu Alex, PUTA QUE PARIU, dois anos e nada? Caralho, vinte e cinco anos nessa empresa vital e nunca vi isso, deuses! Como pode ser tão lento? Mãe! Dá uma ajuda aqui, por favor? — Levantou-se resmungando e pediu para um dos campistas que vieram com ele chamar-lhe a escudeira — Anda, levanta e chama seu escudeiro, ou escudeira sei lá, vamos pra arena, vou te surrar até você entender, só assim que você entende sua burrice. — Alex ainda o olhava confuso, levantou-se batendo a poeira da calça — Tá... mas o que eu fiz? E eu não tenho escudeiro... — O outro arregalou os olhos bagunçou o cabelo tentou reprimir o máximo que pode mas mesmo assim o urro escapou de seus lábios— PUTA QUE PARIU ALEX! CARALHO! COMO PODE SER TÃO BURRO?!

Depois de muito insistência Josh decidiu para deixar a luta para o outro dia, que haveria o rouba bandeira, de fato ele estava cansado da viagem e da luta contra os lestrigões, e aceitou com bom grado a proposta de sua noiva para descansar, o dia foi regado de preparações, mapeamentos da floresta que serviria de local, locais mais seguros para colocar a bandeira, espadas cegas para serem distribuídas, escudos para ajustar, armaduras para se fazer os últimos ajustes, olear, trocar a fivela, e ele estava na forja, martelando o que podia, o roupão protetor de couro fora largado a muito tempo, ao seu lado Mason descansando enquanto o observava martelar incansavelmente, já fazia horas que ele martelava sem pausas, as vezes tinha que ser desperto de seus pensamentos para não quebrar o que fazia, seus pensamentos nebuloso faziam seus golpes incansáveis mais precisos que se tivesse prestando atenção, e pela quinta vez apenas naquela peça Mason o despertou novamente. —ALEX! Acorda! Te chamando a dois minutos, você vai quebrar isso idiota. — O outro resmungou algo e colocou na água gelada para resfriar enquanto tirava mais aço líquido e colocava no molde e voltava a martelar, o maior o olhou com interesse, com um sorriso de canto.— No que tanto pensa? — Alex congelou durante uma martelada, dando um suspiro longo e voltou a martelar, depois de duas ou três marteladas ele por fim respondeu. — Nada. — O outro revirou os olhos, cinco anos de convivência e o outro ainda achava que ele não conhecia-o, no começo sempre que viajava assim, era pensando em seu parentesco divino nunca revelado, depois de alguns anos o pensamento mudou-se para algo que foi perdido, anos um tanto depressivo, mas agora, os pensamentos do moreno só podia ser para uma coisa.

— Intrigado de o porquê ela está com raiva de você? — Ele novamente congelou no ar, suspirou ainda focado no aço que voltou a martelar — Não sei do que você ta falando. — Mason bufou de raiva revirando os olhos. — Na boa, vai se foder, por que não fala pra ela logo e termina essa porra? Fica ai se remoendo, descontando a raiva na porra da forja martelando esse caralho como se fosse a cabeça do Roderick, porra Alex, pensei que você fosse melhor que isso! Tem tantas coisa ai e... — O outro congelou no meio da martelada, e revirou os olhos, farto de tanta irritação colocou o martelo contra o peito massivo do outro, largando também as luvas de couro na cadeira. — To saindo, se vira ai fodão, preciso de paz, to cansado e vai ter uma luta daqui a pouco, vê se não me enche, valeu? — Apanhou sobre a cadeira a camiseta do acampamento, a latinha de coca e pisando fundo saiu da fornalha fechando a porta com um estrondo, Mason continuou apenas olhando aquela cena — Depois reclama quando chamam de louco... — Revirou os olhos e voltou a martelar.

Depois de muita caminhar Alex parou-se a sombra de uma árvore qualquer a frente do lago de canoagem, o dia estava quente, conseguia ver todos os campistas divertindo-se na água, mas quem o chamou atenção foi a cabeleira negra do pequeno Jhon que se divertia com o resto dos campistas de Hermes de guerra de água, pegou uma pedra qualquer e começou a afiar a adaga enquanto olhava-os brincar e se divertir com um pequeno sorriso nos lábios, logo uma sombra ao seu lado se fez presente, Josh sentou-se largado e olhou o que o companheiro mirava. — Ah, então esse é o Jhonny que falam...Ele me lembra você, sabe, antes daquilo você era mais extrovertido... — Alex deu uma risada irônica e continuou a afiar a adaga, sob o olhar do outro, quando viu que não tinha escolha resolveu entrar no dialogo. — Super parecido comigo, reclamado na primeira semana, com uma mãe para esperá-lo em casa quando cansar-se daqui, sem preocupações, inocente no mundo, sem a vida de quase dois mil e quinhentos campistas nas costas, sem uma guerra pra se preocupar, sem sangue de companheiros manchando a terra, sem centenas de lembranças de rostos mortos pelas próprias mãos... Não foi aquilo que me mudou Josh, foi todo o resto. — O outro revirou os olhos, e lhe deu um tapa na cabeça. — Ai porra! Ficou louco? — Praguejou o moreno e Josh deu um risinho satisfeito. — Viu? Você matou centenas, tem uma guerra pra preocupar-se mas ainda sente dor, ainda sente fome, ainda sente sede, ainda precisa dormir, se bem que isso você faria mesmo se não precisasse... No fim de tudo Alex, você é idêntico a mim ou ao Jhon, ou qualquer outro, para de tentar ser o super tudo Alex, você sangra que nem todos nós, e morre que nem todos nós— Ele se levantou com um sorriso superior, e bateu a poeira da roupa.— Te recomendo ir descansar, hoje vou te dar uma surra. — E rindo se afastou deixando o moreno pensativo sob a sombra de uma árvore.

 

            O fim de tarde anunciou-se com a corneta iria começar o rouba bandeira, Alex terminou por fim de amarrar o peitoral sozinho, depois de quase meia hora pra vestir a armadura, ele precisava urgentemente de um escudeiro, vestiu e apertou as manoplas, apanhou o cinto com a bainha da espada do lado esquerdo e da adaga no lado direito e pegou o escudo e a lança, por fim enfiou a cabeça no elmo e saiu em transe, não via nada, era tudo no automático, sentia um arrepio estranho subir pela espinha, levantou a cabeça para olhar em volta, nada fora do comum, mas por que aquela sensação ruim? Caminhou até a boca da floresta na parte que era para seu time estar, viu ela ao longe, com a armadura só faltando apenas o elmo enquanto repassava o plano para os outros soldados, tentou se aproximar a chamando mas uma espada barrou seu caminho apontando ao seu pescoço, Roderick novamente se pôs a frente. — Ordens da Seling, você fica longe dela, a estratégia de batalha é, você ira na vanguarda e chamará atenção enquanto um grupo pequeno entra no território e extrai a bandeira, tente apanhar muito. — Deu um sorriso abertamente maldoso e Alex bufou revirando os olhos murmurando novamente um “Tão prestativo”, voltou a sua posição procurando Josh mas só viu Mason que se aproximou. — Ele vai lutar com o outro lado... Jessie conseguiu convencê-lo... O que as mulheres não fazem, não? — Riu insinuando a situação do moreno que resmungou algo. — Boa sorte na vanguarda... — Deu um cumprimento e ia se retirar quando o moreno o chamou. — Tenho mau pressentimento, desiste do rouba bandeira e fica com a Bern... Eu vou tentar ficar de olho na Fay se puder. — O sorriso do filho de Hefestos sumiu e ele assentiu sério partindo de volta para os chalés.

           

            Dado alguns minutos a corneta soou e a vanguarda avançou, buscou por rostos conhecidos na coluna que avançava; nenhum em especial apenas pessoas de rostos que vira um par de vezes durante reuniões ou no jantar, praguejou baixinho, fora mandado apenas como distração, depois de alguns minutos de corrida fez um gesto separando todos, em trios, mas ele mesmo dispensou suas duas companhias aleatórias, sua mente trabalhava mais do que era prudente pra situação, empunhou a lança e o escudo avançando em frente, mal via o caminho, tudo não fazia nexo, girava tudo, a respiração pesada ecoava na floresta vazia, mas continuava com passos firmes,  até que a primeira onda veio. A primeira flecha chocou-se com o escudo e caiu inofensiva, a primeira figura veio, nem sequer prestou atenção, varreu-lhe os pés com o cabo da lança e depois acertou-lhe a cabeça com a parte sem ponta da lança, um a menos, um outro veio, desviou do golpe da espada e bateu lhe na cabeça com o escudo, por um instante o mundo a sua volta girou quando a flecha acertou o elmo por trás com um enorme impacto, cambaleou, tonto desviou-se sem jeito de um golpe e devolveu com a borda do escudo na face de seja lá quem fosse, ouviu o barulho de osso se partindo e a figura grunhir de dor enquanto cambaleava para trás com as mãos na face, golpeou no joelho lançando o oponente no chão, finalizou um outro com um golpe da parte sem ponta da lança no estômago, mesmo protegido pela placa de metal o outro curvou-se de dor e foi finalizado com um golpe do escudo na nuca, evitava tudo que pudesse causar danos sérios até a flecha zumbir.

            Desviou de um ponto grave no ultimo instante, mesmo assim sentiu a fisgada no ombro esquerdo, logo a queimação fez-se notável e ele levou a mão no ferimento, apenas pra constatar o que já sabia. Sangue. Haviam atirado uma maldita flecha com ponta? Alguém queria-o ferido ou morto, virou-se balançando a cabeça em negação para onde veio a flecha, um grupo grande vinha e ele era o único alvo, se alguém o queria ferido, iria causar um ferimento pior do que tentara causar em si, e ele era realmente bom nisso. Avançou contra o grupo que vinha em carga, irritado pelo ferimento, virou a lança com a parte pontuda para frente, não era mais algo tão amigável assim. O primeiro infortunado foi recebido por uma perfuração na coxa esquerda e uma escudada na face, viu o sangue tingir o aço da lança e deu um sorriso, o outro paralisou, abriu a boca pra dizer algo mas Alex o fez se calar com um golpe no queixo que fez um agonizante “Crack”,  o oponente caiu, gritando de dor pelo maxilar destroncado, deu um sorriso e chamou o próximo com a mão, ele veio em carga furioso pelo irmão caído, o moreno saiu da direção e levou o escudo na altura da face do outro e golpeou, de encontro com a cabeça do mesmo, e a julgar pelo estrondo e o corpo caindo mole no chão ele desfaleceu sem sentir a mínima dor. Por alguns minutos tudo foi um borrão de golpes e esquivas, não fazia ideia de quem era, não fazia ideia de o porquê, mas apenas queria batê-los até passar a raiva que sentia, também não sabia de onde vinha a raiva, mas soube que se sentiu satisfeito quando viu o maldito arqueiro que disparou a flecha afiada pegar uma outra flecha na aljava e arremessou sua lança que transpassou-lhe o ombro direito e ele caiu gritando de dor, e então a mente clareou da nebulosidade que nela estava, viu-se numa clareira com Bran do outro lado sorridente com uma espada substituta de aço normal tão grande quanto a outra, ele veio em carga, apenas desviou-se indo para o lado enquanto sacava a espada, cortou lhe a coxa pouco acima do joelho e golpeou lhe com o escudo no peito, jogando-o no chão, nem sequer deu-lhe a honra de uma luta ou de uma bravata, apenas seguiu andando, olhou ao redor para verificar quantos sobravam, haviam vinte e cinco campistas nocauteados, e apenas um casal de pé.

            Josh riu, riu nervoso quando viu Alex atirar a lança, riu chocado quando ele cortou a coxa de Bran, ria para não chorar, nunca fora do feitio dele se irritar com algo, muito menos levar uma brincadeira como o Rouba Bandeira tão a sério ao ponto de arremessar uma lança no ombro de um outro campista, Jessie fez menção de avançar mas a parou. — Não amor, ele não, ele é meu, volte e avisa que temos campistas feridos, precisamos de primeiros socorros já, eu te amo, vá. — Dito isso deu um beijo cálido e rápido em sua noiva e a dispensou, retirou da cintura um pedaço de metal que se estendeu revelando sua lança mágica, feita de bronze celestial na parte interna, madeira bruta e escura na externa, com detalhes em prata, na parte oposta a lâmina uma pomba no meio do voo entalhada, a lâmina, trinta e cinco centímetros de bronze celestial puro tinha a forma padrão em seta com escritas em grego antigo. Deu um sorriso ao moreno, e começou a andar em direção a clareira girando-a nas mãos— Lembra-se dela?  Claro que lembra-se, estava ao meu lado quando eu ganhei, mas com toda a certeza, não se lembra do nome dela... Lógico que não... Antigamente chamava-a de “Cortadora de Ventos” hoje ela leva outro nome, o que todos dizem quando veem na... Sabe qual é? “Misericórdia” — Gargalhou nervoso, rodeando Alex enquanto girava-a nas mãos e atrás das costas, o moreno andava de cabeça baixa, a espada firme na mão direita, fazia o circulo sentido contrário que Josh, apresentando a ele o flanco com o escudo, analisavam-se como não se conhecessem a cinco anos, o vento soprou e uma folha desprendeu da árvore, quando ela terminou e tocou o solo os dois se atiraram um contra o outro.

            Alex jogou-se para a esquerda desviando do primeiro golpe com a lança e atacou numa estocada, o golpe foi lançado para baixo com o cabo da lança, prevendo o movimento, usou o golpe que afastou sua espada de impulso pra girar a espada sob o pulso e atacar novamente com uma estocada, que foi novamente afastada com um golpe do cabo da lança, ergueu o escudo e foi atacado com uma estocada e se afastou com pequenos saltos, Josh continuava rodeando a lança pelo corpo. — O que foi? Vai dizer que é só isso que tem? O Maz disse que você era melhor... — dito a brava avançou, um arco na horizontal evitado pelo o outro, deu uma longa estocada que foi aparada pelo escudo, quando ele tentou avançar recuou a lança e seguiu-se com várias e rápidas estocadas para baixo na direção dos pés, assim que ele se afastou, sem dar chance para respirar deu uma pirueta com um corte da lança na horizontal, o corte poderoso parou no escudo do outro que com o impacto ajoelhou-se, Josh recuou girando a lança; havia algo de errado com Alex, ele podia notar, os movimentos estavam lentos e tensos, parou de girar a lança por um momento. — Algo errado? Quer parar? — Em resposta o outro avançou rápido numa estocada, o filho de Afrodite mais rápido afastou a lâmina com a própria lâmina da lança e cortou a coxa exposta pela armadura do outro, o sangue jorrou no corte raso, mas extenso, girou golpeando com o pomo da lança o mesmo local, do ferimento jogando-o de joelhos ao chão e para finalizar um golpe do pomo na cabeça.

            Avaliou-o caído, a boca escorrendo sangue do ferimento no lábio, a coxa aberta e atordoado pelo golpe na cabeça, estava fora de condição de lutar por alguns minutos. — Essa luta foi fácil, você já foi melhor Alex... Me procure quando não estiver tão tenso. Agora se me permite meu caro amigo fora de condições de luta, tenho um rouba bandeira para vencer. — Riu e se retirou deixando o moreno tonto no chão, sozinho, após alguns minutos ainda tonto procurou pela espada a colocando na bainha, forçou-se a levantar, a perna doía tanto, caminhou cambaleando, ainda tinha a sensação ruim que vinha espinha acima, caminhou mancando até desistir de seguir pela dor, estacou o sangramento com uma parte da camisa que usava por baixo da armadura — que apenas para isso servia aquela maldita camisa laranja— fazendo um curativo apressado, mas o suficiente para poder continuar a andar, logo o barulho de passos a sua volta o acordou de seu atordoamento, estava cercado, sete campistas, praguejou mentalmente empunhou a espada e o escudo e ficou na melhor posição de batalha que podia com os ferimentos, as espadas foram sacadas e eles avançaram, não soube dizer como, mas soube que derrubou três deles antes de receber uma pancada na perna ferida, e uma outra no elmo que o lançou no chão, já não via mais muita coisa, apenas reconheceu a cabeleira de cor violeta que rompeu o cerco derrubando dois campistas que lhe cercavam.

            —Alex! Está ferido? Está tudo bem? Deuses... quem fez isso com você? — As perguntas disparadas por Max fez-lo dar um pequeno sorriso, e relaxar os músculos. — Não, eu to legal... Tonto, mas legal — Os olhos dela foram para a coxa dele ferida, pediu por gases para um dos companheiros e fez um curativo melhor do que o dele assim que lhe entregaram, o apoiou sobre os ombros ajudando-o a levantar-se.— Calma, vamos voltar para a base e alguém vai cuidar de você, algum sintoma? — Ele fez uma careta e mancou com a ajuda dela — Só com ansia de vômito depois da derrota vergonhosa que tive.— Poucos minutos de caminhada em silêncio sucederam-se a grande trombeta, o jogo havia acabado.

            Claramente atrasados pelo fato do moreno estar mancando, fora levado para a enfermaria, onde uma filha qualquer de Apolo que não se lembraria o nome ou o rosto no minuto seguinte o fez retirar a camisa para avaliar o ferimento no peito — que não era nada mais que um pequeno arranhão— e demorou quase quinze minutos para limpar o ferimento devidamente. Depois que por fim terminou o tratamento — que ele achava torturante— pode ir ao anuncio, como o esperado haviam vencidos, Alex deu um sorriso fraco. — Que clichê, chegamos na hora do anuncio do vencedor dos louros? — Após mais algumas falas, elogios vazios Quíron por fim anunciou .— E é com grande honra que damos os louros, saudem Fay Seling, A Campeã!

 


Notas Finais


Issae pessoal.

Obrigado por quem leu.

Obrigado pela sua audiência, por me aturar nas notas do autor e finais.

Que os deuses lhe deem boa sorte e

TCHAU


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