História Contos do Mar - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Contos, Mar, Navio, Piratas
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Palavras 842
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


No capítulo anterior:
•Patrick é um marujo de um Brigue da Marinha Real, que deseja velejar pelos mares e conhecer novos lugares, mas não sendo um marujo da Marinha.

•Fletcher volta dos mortos, e vai a procura de um navio em Tortuga. Consegue um Brigue em condições precárias, e só precisa agora de uma tripulação...

Espero que gostem.

Capítulo 2 - A Tripulação


Fanfic / Fanfiction Contos do Mar - Capítulo 2 - A Tripulação

Félix Fletcher

O aroma da taverna era horrível, porém chegava a ser agradável para Fletcher. Homens bêbados se encostavam em pilastras e prostitutas, e o cheiro forte de cachaça e rum apertava as narinas de Fletcher, engoliu a seco, e adentrou o local.

Puxou uma mesa e uma cadeira, pediu uma garrafa do Whisky mais fino do local, mesmo sabendo que não poderia pagar, deu um longo gole na bebida e anunciou seu propósito:

-Alguém aqui deseja fazer parte da minha tripulação ? - O som das cantigas do mar e do riso de bêbados abafou sua voz. Até que ele tentou de novo. - Meu nome é Félix Fletcher.

A taverna silenciou, os homens pararam de tocar e as prostitutas o encaravam. Fletcher não sabia ao exato o que aquilo significava, se ele era importante, ou se era odiado.

-Fletcher... - Disse um homem atrás da multidão de bêbados. - Você deveria estar morto. 

-Muita gente deveria... - Disse Fletcher, tirando seu chapéu. - Como você, Warren. 

-Seu bosta, perdeu outro navio, e não tinha dado nem 3 anos. - Disse Warren, enquanto avançava até Fletcher, as pessoas voltaram a conversar, porém sem música. 

-Claro, o verdadeiro prémio está no barco que ainda terei! - Disse Fletcher.

-E qual seria ? - Disse Warren, enquanto levava a garrafa de rum até a boca.

-Isso eu... ainda não sei. Mas terei. - Disse Fletcher. - Por agora eu tenho um Brigue em ótimo estado e necessito de uma tripulação. 

-Ouviram isso, seus idiotas ? Félix Fletcher, uma lenda do mar, está recrutando! Quem quer ser rico ? - Homens levantavam suas garrafas e gritavam, Warren e Fletcher sorriam e uma fila foi feita a frente da mesa. Até que Fletcher chamou Warren novamente.

-E você, Warren ? Se juntará à mim nessa ? - Disse Fletcher, apontando a pena para Warren.

-Eu não sei, Fletcher, eu quero evitar confusões. Chega desta vida de pirata para mim. - Disse Warren, como quem lamenta.

-Warren, eu tenho um mapa. 

Warren virou, lembrava ainda da última vez em que Fletcher reuniu uma tripulação por causa de um mapa, ele encontrou as chaves da Ilha sagrada. Warren não sabia ao exato onde Fletcher havia deixado as chaves, mas sabia que havia escondido bem, e que uma delas sempre estava com Fletcher. 

-Certo... mas você sabe bem oque está fazendo ? - Disse Warren.

-Claro... talvez. Olha, veremos isso no caminho. - Disse Fletcher, sorrindo. 

Warren então, pegou a pena da mão do amigo, e escreveu seu nome no papel.

Patrick Dearden

O cheiro do mar acalmava Patrick desde pequeno, sua mãe o dizia que quando ele chorava no berço, ela o levava para a praia, e ele parava de chorar, ficava encarando a imensidão das águas, e as vezes até abria um sorriso. 

-Marujo, posso saber o que faz aqui ? - Disse o Contramestre, enquanto entrava na pequena cabine em que Patrick se encontrava.

-Nada, senhor, só estava observando o mar. - Disse Patrick, um pouco desconfortável pela situação.

O Contramestre abriu um sorriso. 

-Gosta do mar, não é ? Não julgarei, também tenho uma paixão por essa imensidão azul. Tanta beleza, e tanto mistério. - Patrick só pôde concordar, enquanto o Contramestre falava. - Bom, venha comigo, os Marujos estão comendo... 

-Certo. - Disse Patrick, enquanto levantava e seguia o Contramestre.

Passando por algumas portas apertadas e cantos escuros, Patrick ainda não havia se acostumado com o Brigue, e com seu tamanho. Finalmente havia chegado na cabine com uma mesa pequena ao centro e homens bebendo e rindo sentados encima dos barris. Quando o Contramestre chegou, todos pararam oque estavam fazendo e foram até a mesa, o Contramestre sentou.

-Bom, só teremos agora para planejar tudo, então seremos breves. - Disse o Contramestre, Patrick estava confuso, só havia ido para lá para comer.

-Já temos acesso as armas, e todos os Marujos estão de acordo e vão participar. - Disse um homem de meia-idade sentado no barril mais alto. Faltando alguns dentes, as palavras saiam meio juntas. 

-O motim será quando, exatamente ? - Disse um outro homem encostado na mesa.

"Motim !?" 

Patrick arregalou os olhos, só estava com fome. 

-Ás 02:00 da madrugada. - Disse o Contramestre. - Se todos os Marujos estiverem preparados, isto é.

Os homens olharam para Patrick, ele era uma criança comparado aos homens daquele navio. Mas queria ser indepentende de missões Reais... porém, aquele ato o levaria à pirataria. 

-Eu... - Milhares de coisas passavam pela cabeça de Patrick, ele ainda não tinha pensado bem sobre pirataria. 

-Porra, garoto, decide logo ou teremos de matá-lo! - Disse um dos homens sentado nos barris.

-Eu estou dentro! - Disse Patrick. Pirataria não devia ser tão ruim assim, se existem tantos piratas.

-Então está decidido, peguem as espadas! Vamos tomar o Maria Voadora! - Disse o Contramestre, baixo para os soldados da Marinha não ouvirem. 

Os homens gritaram na medida do possível, e Patrick começou a suar frio, jamais havia passado por aquilo em sua vida, mas agora ele tinha certeza só de uma coisa, era aquilo que ecoava em sua cabeça, só que de uma forma diferente...

"Eu sou um pirata."




Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo.
Próximo capítulo: Motim!


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