História Contos dos caçadores de Wilhein - Capítulo 5


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Estupro, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorei pakas, mas sei lá, nada justifica além da preguiça.

Capítulo 5 - Os habitantes de Raventown


Contos dos Caçadores de Wilhein

Capítulo 5 -> Os habitantes de Raventown

Localizada no Oeste da grande Wilhein, está uma cidade peculiar chamada Raventown. Como a maioria das outras, Raventown fica perto de um campo de batalha, não que o país inteiro seja um, mas esta fica literalmente à poucos quilômetros de uma "cova" sofisticada. Mas, diferentes da maioria, os habitantes não sofrem de lamentos e de perdas, e sim vivem uma vida de luxuria e pecado. Justamente por estar perto de um campo de batalha, o local abriga vários guerreiros de passagem que aproveitam os últimos momentos de sua vida na farra e na bebedeira, uma verdadeira porta para o inferno.

Não era de se esperar que a fama da cidade aumentasse e assim ela cresceu, encima da morte e do destino alheio, se tornando até mais renomada que algumas cidades da capital. Então Raventown não é mais uma das vilas miseráveis por aí, mas sim uma cidade filha do pecado, com estabelecimentos de luxo e repleta de burgueses gananciosos.

Mas talvez o que é mais estranho sobre a cidade, e como o nome sugere, é a anormal presença de corvos que pousam nela. Contudo, nada é bizarro demais para os habitantes, a companhia do mensageiro da morte é tão comum quanto a das andorinhas, e alguns até os prendem em gaiolas como animal de estimação.

É difícil achar alguém são ou livre de pecados em Raventown, mas não impossível. Em uma hospedagem chique vive Leonard Von Schüffer, com sua esposa Elise. Leonard é um tanto religioso, mesmo sendo raro devido aos tempos atuais, sua fé é dificilmente abalada. O oposto pode ser dito de sua esposa, uma mulher cética, que vive na noite como bem entender.

O amor que um sente pelo outro é recíproco, e cabe na ponta de um alfinete. Leonard só concorda em ficar com ela para ter uma companhia melhor do que a de seu corvo de estimação, e Elise só se interessa nas suas moedas de ouro.

Leonard sempre observava de dentro da sua casa o comportamento das pessoas. Ele não os comparava com animais, pois nem mesmo eles viveriam desajeitados e barulhentos daquela forma. Ele também observava os corvos de fora, quietos e observadores, ele admirava sua paciência, já que os corvos sabem que depois daquilo tudo viriam as batalhas e depois o banquete. Isso tudo o fazia pensar, os corvos estavam no topo dessa cadeia alimentar, eles são os verdadeiros habitantes, observando os ingênuos porcos na fila do abatedouro.

O clima de Raventown transmitia uma aura de imunidade, como se a crise pelo país nunca fosse a atingir, mas tudo tem sua hora. Tudo começou com os corvos, sua movimentação estava diferente, eles estavam mais ousados, eles até andavam junto com os habitantes, que ignoravam sua presença. Mas o pior de tudo foi quando alguns deles começaram a se acomodar com os habitantes, eles pousavam em seus ombros e observavam. As pessoas não pareciam notar que eles estavam lá, e apenas continuavam com suas vidas.

Leonard passou a sair menos de casa, e evitar o contato com os corvos da rua, mas manteve o seu em casa. Elise também estava estranha, os corvos pousavam nela nas ruas e quando ela entrava em casa o corvo na gaiola delirava, se debatendo loucamente. Leonard achou tudo aquilo muito estranho então decidiu se livrar do corvo, o soltando para as ruas.

O tempo se passou e a relação dos habitantes com os animais conseguiu ficar mais bizarra. Os corvos bicavam a pele das pessoas, as vezes arrancando grandes pedaços de carne delas. Leonard apavorado decidiu ficar em casa e orientou Elise que fizesse o mesmo. Elise não o obedeceu e decidiu ficar perambulando pela noite.

Pouco a pouco Leonard ficava mais paranóico, os gritos dos corvos e as risadas das pessoas de fora não o deixavam dormir. Ele escutava constantemente o som de garras arranhando suas paredes e de sons de impactos como se algo estivesse forçando sua entrada contra a janela.

Ele decidiu dar um passo a frente e barricou as portas e janelas, deixando apenas uma abertura para que ele visse o que estava acontecendo lá fora, e quando ele olhou um frio desceu pela sua espinha. As ruas estavam infestadas de corvos, as pessoas… eram irreconhecíveis… algumas tinham o rosto totalmente mutilado e outras estavam praticamente em carne viva pois os corvos lentamente "roíam" seus corpos, tornando a cidade no retirado do desespero. O mais horripilante daquilo tudo eram as expressões das pessoas que não pareciam se importar com aquilo tudo.

Leonard correu para o quarto e deitou em sua cama, tremendo e se esforçando o máximo para dormir. Ele desejava que tudo aquilo, todo aquele desespero fosse apenas um pesadelo que quando ele acordasse tudo estivesse melhor. Mas os sons… os sons dos corvos ecoavam em sua cabeça paralisando cada músculo de seu corpo é o deixando em estado de verdadeiro pavor.

Ele permaneceu por horas e horas rezando e pedindo a Deus que tudo aquilo acabasse, até que os sons pararam. Ele permaneceu na cama desesperado, mas com um pouco de coragem e curiosidade ele se levantou e foi até a sua janela para ver. Sumiram… todos os corvos e pessoas haviam sumido. Será que sua fé havia o salvado?

Ele esperou por um tempo e decidiu ir para o lado de fora. A sua coragem e esperança foram lentamente sobrepondo o medo e assim ele desfez a barricada. Lentamente ele abriu a porta e andou para o lado de fora… Silêncio… Vazio… A cidade estava sem ninguém, completamente sem nada. Suas preces foram ouvidas e seu grande Deus havia o salvado... Ele olhou para o céu de alegria…. Medo….. Angústia…

Desespero….

O céu estava repleto de corvos, carregando os cadáveres dos habitantes e girando num espiral de caos... Eles foram mudando o seu curso enquanto planavam, largando os cadáveres mutilados e pintando as ruas de vermelho. Na distância eles fizeram uma curva, até que estavam voando na direção de Leonard, o afogando no mar da morte...

Quem são os verdadeiros habitantes de Raventown?

" Sinto como se os corvos fossem o convite para o inferno, o lembrete para uma alma pecadora de onde será o seu lugar. Sinto que eles apenas facilitam o trabalho dos coveiros, tirando todas as impurezas, dando espaço para outra alma pecadora se afundar…"

    Desconhecido - Livro Proíbido


Capítulo 5 -> Fim



Continua…


Notas Finais


Espero que tenham gostado!


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