História Contos e Histórias que um Dia Foram Meus - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Exibições 7
Palavras 3.653
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem...
- Desculpem demorar para postar, estava com bloqueio criativo. Mas agora voltei com tudo!

Capítulo 5 - A Janta na Casa dos Wester


~Narrador~

“A família Wester se prezava pela sua elegância, riqueza e caráter. Os Wester habitavam a cidade de Uncertyr há mais de 20 anos, passando a grande mansão de geração para geração. E como um jeito de se apresentar, a geração que habitava a casa convidava amigos da família para uma grande janta, e nesta geração não foi diferente. Como anfitriões da geração temos, Anastasia Wester(mãe), Marcus Wester(pai) e os dois filhos do casal, Marian e James Wester. A família chegou a casa e já quis logo dar a festa de boas-vindas. Mas, neste ano eles queriam fazer algo menor, excluindo alguns convidados. E assim foi.

Na noite de 22 de setembro, a nova geração Wester recebia os convidados na grande mansão. A mesa, que tinha cerca de 25 lugares só era ocupada por algumas pessoas. A conversa foi se desenrolando:

~Marian~

-Eu nunca reclamo de vir nessa maravilhosa casa! Ela é tão grande! - comentou Lurdes.

- Ah, não seja tão esnobe minha querida! - disse Clark - mas eu também adoro essa casa...

-Vocês podem, por favor, calar a boca! – gritou o avô da família, Edward.

- Ah gente, vamos lá. Quem sabe nós não falamos sobre cada um, eu estou curiosa para saber como anda a vida de vocês. – sugeriu Anastasia.

- Certo, mas eu começo – disse Tia Emma – bom, eu sou dona de um banco na Califórnia, chamado Center Bank C.A., mas moro aqui em Uncertyr pois é mais quieto e menos movimentado. Como eu era gerente e dona e administrava aquela unidade, deixei a guarda para Jackson, meu grande amigo.

- Bom para você! – disse vovô Edward.

- Já eu, - disse Lurdes – trabalhava na Escola Estadual de Houston, como professora. Tinha muitas amigas lá, mas me mudei para Uncertyr porque eu já estava cansada de alunos que bagunçavam e atrapalhavam a minha aula, sem falar naqueles, hum, garotos sem noção...

- Babacas, você quer dizer. – disse vovô Edward, com um tom engraçado.

- Mais ou menos, ah, não... quero dizer sim...- Lurdes tentava falar uma coisa que parecia ser proibida – esquece. Bom, e também porque aqui é calmo. E também porque é bonito e tem casas grandes, você sabe, cidade de rico, como eu óbvio...

-Já deu Lurdes – vovô Edward falou – estou querendo vomitar com esse seu esnobismo.

Todos rimos, até eu, que estava quieta até o momento. Os adultos continuaram a conversar enquanto eu só pensava em uma coisa: Peter. Ele era filho de um amigo do papai, que viria hoje. E eu amava o Peter. Nós já havíamos conversado antes, ele era o menino perfeito. Olhos verdes, cabelo loiro-escuro, lábios com contornos definidos e com um corpo bem formado, que até tinha uns músculos. Além do físico, ele era carismático, bem humorado e, mais do que tudo, inteligente. Eu amo meninos inteligentes, eram que nem eu. Estudiosos, leitores natos e com cérebro potente. Ele viria hoje, eu estava ansiosa. Louca para que Peter chegasse.

Depois que tio Clark comentou sobre a sua fábrica de lã, vovô Edward falado sobre sua coleção de armas e Astrid, amiga da minha mãe, tivesse contado detalhes sobre a sua boutique, a campainha tocou. Eu comecei a me agitar. Eis que finalmente minha mãe vai até a porta. Depois ela voltou. Peter estava com um terno cinza muito elegante, e seu pai usava um terno preto.

- Dohan, quanto tempo! –meu pai falou e abraçou o velho amigo.

- Pois é! Temos muito o que conversar cara – Dohan disse- sinto sua falta quando assisto ao jogo, Marcus.

Todos eles se sentaram e eu olhei para Peter, ele me devolveu uma piscada de olhos. Mas então eu parei de olhar para ele pois James me deu uma cotovelada:

- Tô ligado em ti, viu? – ele disse

- Ah me deixa. Eu já te falei sobre isso.

- Eu sei mana. Só quero ter certeza de que ele é um bom cara.

- Mas ele é.

- Olha, a comida tá chegando e eu estou com muita fome. Depois a gente sobe lá em cima pra conversar, ok?

- Está bem.

Os empregados chegaram trazendo comidas variadas enquanto todos olhavam com água na boca para elas. Todos se serviram enquanto olhavam para as comidas, deliciados. Mas os meus olhos só olhavam para Peter.

***

            Depois que todos terminamos de comer, James me cutucou e nós subimos para cima, em meu quarto. Chegando lá, James tirou os sapatos e o cinto, que parecia estar lhe apertando, e se atirou em minha cama.

- Como você é folgado...

- Ué, eu sempre fiz isso e você nunca reclamou!

- É que hoje eu quero deixar a minha cama e meu quarto arrumado para se Peter quiser subir para conhecer.

- E porque ele iria querer conhecer o seu quarto? Ele só fica conversando com o Dohan.

- Mas Dohan é amigo de papai. E pai de Peter.

Ele se sentou na cama, respirou profundamente e disse:

- Marian, nós só temos doze anos. Nem eu tenho namorada ainda e você já tá louca pra se atirar naquele cara.

- Mas ele é lindo...

- Quantas vezes eu tenho que dizer, beleza não é tudo.

- Mas não é só por ele ser bonito, ele também é um cara legal. Eu já conversei com ele.

- Mas foi só uma vez. Eu já consigo perceber que ele deve ser um daqueles caras babacas que engravidam e depois vão embora.

- Por acaso você já falou com ele?

- Já.

- Quando?

- No mesmo dia em que você conversou. Depois de conversar com você eu chamei ele para um canto.

- Espera, você ameaçou ele?

- Não. Eu disse pra ele ir com calma com você, se é que ele sente algo por ti.

- Só isso mesmo?

- Sim Marian. Você sabe que eu te amo. Eu não vou deixar de dar a minha opinião sobre os caras que você fica afim, mas eu nunca vou ameaça-los ou sequer separa você dele. Eu sou seu irmão, eu te amo.

- Eu também James...- eu fiquei emocionada com isso, ele sempre fala essas coisas- você é o melhor irmão do mundo!

Eu pulei e o abracei. Depois de solta-lo, nós falamos sobre várias coisas. Até que alguém abre a porta. Esse alguém é o Peter.

- Oi Peter – eu me senti corada.

-O-o-o-o-oi Marian...-ele parecia sem jeito.

-Bom, eu vou deixar vocês a sós...-disse James.

Ele foi até a porta e tentou abri-la, mas não conseguiu.

-Ãn, Peter, você trancou a porta?

-Não, por que?

- Porque ela está trancada.

***

~Anastasia~

            Eu estava rindo depois que Dohan contou uma piada.

-Como você é engraçado! – eu disse

- Bondade sua, Anastasia... – Dohan disse

- Como andam seus filhos Anastasia? Você nem falou deles. – Astrid perguntou, curiosa.

- Mas como você adora saber da vida e dos filhos dos outros Astrid. Vai se internar! – disse meu pai, Edward.

- Por que você adora encher o meu saco?! –Astrid perguntou.

- Gente o que é isso? Vamos conversar e curtir a noite... – disse Lurdes

- Você só tem que calar a boca! – gritou Astrid.

- Por que eu tenho que fazer isso? O que eu fiz para ti?

- Sabe o que você fez para mim? – Astrid disse, aumentando a voz – VOCÊ ROUBOU O MEU HOMEM! E AINDA FICA O DIA INTEIRO NAQUELE TAL DE TINDER MENDIGANDO HOMENS!

- COMO VOCÊ É FALSA! NÃO DIGA MENTIRAS SOBRE MIM! E DA ONDE VOCÊ TIROU ESSA DE QUE EU ROUBEI O SEU HOMEM? O CLARK ME AMA E SEMPRE ME AMOU! – rebateu Lurdes.

- Meninas, acalmem-se...

- NÃO SE META! – gritou Astrid.

Eu só ria enquanto elas brigavam. Marcus ria comigo e nós brindávamos. Dohan estava sério, e eu não entendi porque. Mas logo entendi. Eu olhei para a grande janela que ficava no cômodo amplo e bem iluminado em que estávamos. Na janela estavam escritas frases borradas, mas uma estava legível e dizia:

Eis que o assassino da luz e paz chega a esta casa. A carne será cortada e a janta será servida as nove horas e trinta e quatro minutos. Bom apetite.

            Eu dei um grito tão alto que Lurdes e Astrid pararam imediatamente de brigar. Todos na mesa olharam para a janela em que estavam escritas as frases e ficaram brancas.

- Ah não, nós iremos morrer. – disse Edward, num tom despreocupado.

            Mas então eu também fiquei branca. As crianças.

- Meu deus... eu vou subir e ir atrás das crianças...

- Não. Eu vou. – disse Clark.

- Não, meu amor... – disse Lurdes

- Cale a boca. Astrid me disse umas verdades sobre você.

            Então Clark saiu do grande aposento e o silêncio novamente reinou o local.

~James~

            -Como assim trancada? – Marian falou.

-Trancada. Totalmente trancada. – eu disse.

- Isso não é possível...

            Então ela olhou para a janela do quarto.

- James e Peter, me ajudem a abrir a janela.

- O que você vai fazer? – perguntou Peter

- Só me ajudem.

            Eu e Peter fomos até a janela e abrimos.

- Olhem, fiquem aqui, eu vou descer pelo telhado e ir até a sala de jantar para pedir ajuda a mamãe. Eu volto logo. – Marian disse, decidida.

            Antes que eu a proibisse, ela pulou pela janela e desapareceu pela escuridão. Eu e Peter nos sentamos na cama e ficamos em silêncio. Até que ele quebrou o silêncio.

- Posso te perguntar uma coisa?

- Se for uma coisa pessoal, nem pense. – eu respondi.

- Ãn, mas é.

- Você quer mesmo saber a resposta dessa pergunta?

-Sim. Muito. Preciso de dicas.

- Está bem. Vá em frente.

- Bom, eu queria umas dicas pra chamar a atenção das garotas.

- E porque você acha que eu poderia lhe dar essas dicas?

- Ah, não sei, você me pareceu bom nisso...

- Olha, não fale mais comigo sobre isso. Eu não tenho dicas ou truques para isso. Mas quem você quer chamar atenção?

- Hum, ãn...

- É a Marian, não é?

- Na verdade não. É uma garota da escola, o nome dela é Rebecca.

            Nesse momento eu fiquei espantado. Eu sempre achei que ele fosse apaixonado pela Marian, imagina quando ela descobrir. Bom, eu tinha que continuar a conversa, pra tentar conhece-lo melhor, e aí sim talvez conseguir fazer com que ele gostasse dela.

- Mas o que essa Rebecca tem de bom pra você gostar dela?

- Ah, ela é bonita, tem cabelos loiros, sabe. Ela também parece ser legal...

- Parece? Olha, eu acho que você deveria conversar um pouco com ela antes.

- Eu sei, mas eu sou meio tímido...

- Tímido? Você parece ser bem popular. Todas as garotas te desejam né?

- Sim, mas eu só gosto da Rebecca.

- Eu acho que você não deve investir. Tem outra garota que é muito melhor...

- Quem? – ele perguntou ansioso.

- Tá na cara. A Marian.

- Marian? – ele pareceu corar – eu não sou do tipo dela, olha pra mim e olha pra ela... eu com certeza não mereço ela.

- Óbvio que merece. Sabe o que ela sente por você? Ela te...

            Antes de eu terminar a frase a porta começou a fazer um barulho e a maçaneta começou a ser puxada calma e lentamente para baixo. Eu e Peter nos olhamos, e depois para a porta, que estava aberta. Uma figura alta e musculosa estava parada atrás da cama, e carregava um corpo nos ombros. Quando eu vi o corpo com mais atenção, percebi que era, sem dúvida, de Clark. O marido de tia Lurdes estava apoiado nos ombros da figura, e ele tinha um horrível corte em sua garganta. O sangue ainda pingava e caía no sapato da figura estranha. Porém, o mais estranho era que a figura estava vestida de palhaço. O que me assustou por inteiro. Mas, o palhaço nos olhou de uma forma estranha e jogou o corpo de Clark contra a parede e saiu correndo. Eu não tive reação, mas Peter sim. Ele saiu correndo atrás do palhaço.

- PETER NÃO! – eu gritei, mas já era tarde demais. Os dois saíram pelo corredor e eu fiquei sozinho no quarto esperando Marian ou minha mãe chegarem.

            Eu não sabia mais o que fazer. Peter tinha corrido atrás do palhaço e eu não sabia o motivo. Mas eu tinha que fazer alguma coisa, talvez ir atrás de Peter. Mas a casa é muito grande... Ou eu poderia ir atrás de Marian, mas pode ser muito perigoso pular pela janela, e eu nem sei se Marian está viva. Só me restava ficar no quarto encarando o corpo morto de Clark.

~Anastasia~

            Lurdes tinha surtado. Clark não tinha voltado ainda. Dohan estava andando de um lado a outro pelo cômodo, pensativo.

- Me desculpem interromper a aura de silêncio, mas essa merda tá me deixando cansado – disse meu pai, Edward.

- Papai, como você pode estar cansado? – eu perguntei.

- Estando. Não era muito mais fácil nós simplesmente chamarmos a polícia do que termos que levantar a bunda da cadeira.

- Ai, papai... – papai sempre foi muito bem-humorado, até nessas situações.

            Porém, eu estava preocupada com Clark. Nós precisávamos fazer algo.

- Gente, todos mantenham a calma. Eu tenho um plano. – eu disse, enquanto todos se viravam para mim. – vamos nos dividir, sendo para cada grupo um homem. Então vai ser: eu, Marcus e Emma. E: Dohan, Lurdes e Astrid. Papai, em qual time você entra?

 - Qualquer um. Só vou pegar uma arma pra estourar a cara do imbecil que está inventando essa história.

            Eu achei que todos iam discordar, mas no final todos pensaram que era a melhor coisa a se fazer. No final, papai ficou em meu time.

- Dohan, vocês vão para o jardim. Peguem uma arma no cofre. A senha é 45361234098745231. Decorou? Ótimo.

            Eu me surpreendi com a minha autoridade. Depois que Dohan e sua equipe saíram, a minha subiu a grande escada do hall. O corredor ia para dois lados, então papai foi comigo para a direita e Marcus e Emma foram para a esquerda. Depois de andar um pouco, eu percebi manchas de sangue pelo corredor, como se alguém tivesse sido arrastado por ali. Depois, eu vi uma porta aberta e papai e eu corremos até lá. Quando cheguei o meu coração amoleceu um pouco. Eu vi James no canto do quarto em posição fetal olhando fixamente para a parede, e quando eu olhei para a parede, vi o corpo de Clark. Eu me assustei, mas James me viu e um sorriso brotou em seu rosto.

- Mãe! – ele gritou

- Meu filho!

- Nossa achei...

- NÃO SE MOVA! – papai gritou, olhando para James.

            Ele me fez um sinal apontando para a janela. Pareceu que toda a minha felicidade foi roubada em um segundo. Um palhaço apontava uma arma para a cabeça de meu filho. Eu fiquei paralisada. Mas papai encostou a sua mão em meu braço e eu me acalmei um pouco. Papai olhava fixo no palhaço, com a arma em punho também. Ele não teria pensado duas vezes em atirar, mas James estava no caminho. Ele não arriscaria a vida do próprio filho.

            Mas então o palhaço fez um movimento repentino e lançou uma espécie granada para trás, e papai, aproveitando a brecha, atirou na figura. Mas ela não caiu para trás, mas fez movimentos de como se estivesse tendo uma convulsão e explodiu. Quando a fumaça sumiu, eu pude ver metal derretido e fios estourados. Era um robô. Isso significava que o assassino estava vivo e podia estar atrás de Dohan.

- James... – eu o abracei – mas onde está a Marian?

- Ué, achei que foi ela que mandou vocês. Ela pulou pela janela para pedir ajuda.

- Ele fez o quê?

- Ai que ótimo – disse papai.

- Sim, mamãe, ela pulou para pedir ajuda, A nossa porta estava trancada.

- Ó meu Deus... aquela coisa lançou uma granada lá em baixo...

- É melhor a gente ir agora, se não fudeu. – disse papai.

- Pai!

            Então nós saímos correndo de lá em direção ao jardim, deixando o corpo de Clark apodrecer no chão do quarto.

~Peter~

            Quando acordei a única coisa que senti foi o meu braço latejar. Aquele maldito palhaço cortou meu braço e achou que eu morri... que idiota. Eu me levantei e quando meus olhos entraram em foco, eu vi Marian escorada na parede com os olhos fechados. Ela estava amordaçada e amarrada com força. Eu fui correndo até ela e a soltei.

- MARIAN! MARIAN! – eu gritava

- Ãn... – ela resmungou

- Marian, é o Peter...

- Peter? Ah...

- O que foi?

- James não te contou...

- Não sei o que você está falando...

-Ah...

            Ela se levantou e me pareceu lúcida, seus olhos azuis brilhavam.

-Isso.

            Ela me puxou e me beijou. Um beijo intenso, ela parecia querer fazer aquilo fazia muito tempo, mas nunca fez. Eu sentia seus lábios delicados tocarem o meu com intensidade. Foi muito bom.

- Agora vamos, aquele palhaço maluco está a solta. – ela disse, me soltando.

- Marian, espera...

            Mas ela já saiu correndo do quarto e eu fui atrás.

***

            Nós corríamos pela casa enquanto Marian me guiava. Aquele beijo foi incrível, acho que James tem razão, Marian era uma garota legal. Mesmo que só a tenha beijado uma vez. Mas eu tinha que me concentrar no palhaço, eu tinha corrido atrás dele, mas ele se virou e com uma faca cortou o meu braço. Eu tinha me esquecido dele, acho que daqui a pouco ele vai começar a doer.

            Então chegamos ao hall e saímos para o jardim, em busca da mãe de Marian. Quando abrimos a grande porta da mansão, nos deparamos com uma situação horrível. A mãe de Marian segurava em seus braços o corpo de alguém, eu não sabia quem era.

- Mamãe? – Marian perguntou.

            Anastasia se virou para ela.

- Oh, minha filha... –ela pousou o corpo no chão e correu para abraçar a filha – estava tão preocupada...

- Eu estou bem mãe, mas o que houve aqui... – ela parou - tia Emma?

            Marian correu em direção a tia. Parecia que elas eram bem próximas de tanto que ela a abraçou. Eu fiquei meio sem saber o que fazer, mas meu pai veio até mim.

- Meu filho...

            Ele me abraçou tão fortemente que eu quase fiquei sem ar.

- Certo agora que o show do amor acabou vamos ir atrás daquele palhaço maldito. Eu quero dormir.  – disse Edward, avô de Marian.

             Mas então, de repente, James apareceu e olhou perplexo para Marian, como se não acreditasse que ela estava viva. Ele correu e abraçou-a por um bom tempo, meio que a consolando. Anastasia, olhando a cena, disse:

- Mas dessa vez, só os adultos. Marcus, papai e Dohan vão atrás do palhaço. Eu, Lurdes e Astrid ficamos com as crianças no quarto. Todos concordam?

            Todos balançaram as cabeças, sem dizer uma palavra. Agora só nos restava subir e esperar.

***

 

~James~

            Eu estava muito assustado, mesmo estando no quarto com adultos. Marian dormia no colo de Peter enquanto Lurdes, Astrid e mamãe conversavam, sendo que Lurdes ainda chorava ao ver o corpo do marido caído no chão. Eu não sabia o que estava acontecendo com meu pai e com vovô, muito menos com Dohan. A essa hora eles podiam estar morto.

- Está bem Lurdes. Eu tiro esse corpo... – disse mamãe, impaciente.

            Ela puxou o corpo para fora e fechou a porta. Lurdes imediatamente parou de chorar. Eu não tinha mais nada para fazer além de ficar observando a noite pela janela. Imagina o que as pessoas lá de fora estavam fazendo, brincando, sorrindo se divertindo. Enquanto eu fico aqui temendo a minha morte e da minha família. Não existe coisa pior.

            Até que finalmente Dohan e meu pai chegaram na porta e ofegando, falaram:

- O pai de Marcus está brigando com o palhaço... – disse Dohan.

- Aquele ser falou que o plano psicopata dele era deixar só uma criança viva para ela ver os corpos dos outros em cima da mesa e começar a chorar, como ele chorou quando achou a mãe dele morta no chão na mansão da família dele...

-Mas que horror! – se indignou mamãe.

- Mas vovô irá mata-lo, eu sei... – eu nem terminei a frase quando vovô e o palhaço apareceram pelo corredor lutando, ambos com uma arma em punho.

            Dohan e papai pularam para dentro do quarto quando Peter deu um berro e Marian se acordou gritando, eu me assustei, mas nunca tinha visto vovô brigar daquela maneira. Mas eu sabia que ele era foda. Os brigavam e se jogavam contra a parede, impedindo que qualquer um atire com uma boa pontaria. Então os dois tropeçaram e caíram no chão com um estrondo. O chão, não aguentando o peso dos dois com a forte queda, se rompeu e os dois caíram em queda livre até caírem em cima da mesa de jantar. No fim ouviu-se um barulho de tiro. Um dos dois havia morrido, ou até os dois, o que era mais provável. Eu desci correndo até lá em baixo, e Peter, Marian e os outros foram atrás de mim. Quando cheguei lá, me deparei com vovô Edward gritando de dor e segurando a perna. O palhaço tinha errado a pontaria. Vovô só estava ferido, e o palhaço morto. Com certeza todos se aliviaram, e mesmo com as mortes, nos respiramos fundo para o começo de uma nova geração, a nova e única, geração Wester.”

             Quando eu terminei de digitar essa história que brotou na minha cabeça, eu simplesmente me deitei no sofá e pensei o quão bom seria se eu fosse um Wester. Viver naquela mansão. Mas mansões me dão medo, foi lá que eu encontrei a minha mãe morta no chão e chorei... e pensando no vilão, até que palhaços são bonitinhos.


Notas Finais


Quem entendeu o final comente...
;)


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