História Contos eroticos x - orgia - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Hentai, Orange
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Palavras 7.480
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Orange
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Neste conto coloquei alguns personagens da serie "contos eroticos" anteriores, então se não tiverem lido eu aconselho a dar uma olhada, os capitulos aonde as personagens deste conto aparecem são: Primas, No motel, A massagem e A modelo. Boa leitura!

Capítulo 1 - Capitulo unico


Isabel estava distraída lendo um livro quando a garçonete lhe trouxe em uma bandeja sua xícara de café. O aroma da bebia atiçou seus sentidos. Levou a xícara a boca sentindo o gosto revitalizaste da bebida.

- Obrigada – falou de forma educada a garçonete que acenou positivamente com a cabeça e se foi.

Não havia nada que desse tanto prazer para Isabel do que uma boa leitura acompanhado de um café forte. Ela era uma mulher educada e com uma postura elegante e altiva, do tipo que as pessoas admiram, ou, no mínimo, respeitam. Modelo apreciada embora não nacionalmente famosa, Isabel tinha longos cabelos negros, olhar serio, mente focada nos objetivos. Isabel era do tipo de mulher independente e segura. Uma personalidade fechada e introspectiva a fazia porem ter poucos amigos. Era lesbica assumida embora fosse bem discreta, não fazia questão de dizer isso o tempo todo. Já namorava a oito messes, um namoro firme, estável e seguro... embora com alguns problemas. Nenhum casal era perfeito. Laila, sua namorada, era uma pessoa de bom humor e Isabel apreciava isso. As duas tinham uma rotina alegre, gostavam de pintura e escultura o que gerava muitos debates sobre o assunto, apesar delas comumente discordarem em muitos pontos as conversas eram sempre produtivas e alegres.

No momento Laila estava viajando e Isabel ficou só, bem, não completamente só, ainda tinha seus livros como companhia. Estava bastante entretida com sua leitura. Entre uma pagina e outra bebia um gole de café, as vezes anotava alguma passagem interessante do livro em seu caderninho de anotações que estava sobre a mesa.

- Nada mais desgraçado que o homem entre todos os seres que respiram e se movem sobre a terra.

Isabel levantou os olhos do livro para fitar a dona da voz feminina que falara com ela. Era uma figura bastante peculiar, uma garota com longos cabelos rosa, olhos cor de violeta batom de um vermelho forte, e unhas pintadas do mesmo vermelho, a pele era branca e delicada e ela vestia uma roupinha branca com detalhes em alto relevo, imagens de rosas complexas que se formavam de varias curvas que se entrelaçavam. A blusa era de botões em formato de rosa. Ela usava uma saia branca que ia ate os joelhos e meias calças da mesma cor. A menina abriu um sorriso animado.

- Uma passagem interessante do livro que estou lendo. Achei interessante anotar – Isabel respondeu com educação.

- Illiada, gosto dessa historia. Posso sentar com você?

- Eu estou em um momento que prefiro ficar sozinha, para ler entende? - disse de forma educada – talvez outro dia.

Ignorando tudo que ouvira a menina puxou uma cadeira e se sentou na mesma mesa de Isabel, de frente para ela. A modelo respirou fundo e perdoou a garota pela ousadia e falta de educação. Era jovem ainda, era compreensível que fizesse coisas assim.

- Mas nenhum homem...ou mulher – sorriu simpática a garota corrigindo-se – é uma ilha. Precisa se socializar querida. Eu me chamo Messine qual seu nome?

Aquele excesso de energia juvenil fazia Isabel ter certeza que Messine não desistiria ate ter uma conversa. Marcou o livro com um marca pagina e fechou-o. A garota a fazia lembrar um pouco sua namorada Laila, mas com mais energia e menos maturidade.

- Pergunta meu nome quando não diz o seu? Esta mais que obvio que esse não é seu nome de verdade.

- Oh meu doce, se não quer falar seu nome tudo bem. Eu já lhe dei um nome espero que não se importe. Clio,o que acha? Soa bem não? Significa...

- Clio é a musa grega da historia – disse Isabel cortando-a. Laila adorava mitologia grega e não a perdoava por não compartilhar aquela paixão. Era por causa dela que Isabel começara a ler Illiada, e, como se não bastasse praticamente a obrigara a aprender o nome das nove musas e suas respectivas funções.

Messine uniu as mãos em um gesto animado sorrindo de forma estonteante.

- Isso! E sabe porque esse nome? Porque você e eu meu amor teremos uma historia, não uma longa historia... mas uma historia intensa, pode ter certeza.

Isabel não teve como conter um leve sorriso, a garota estava dando em cima dela, da forma mais direta e confiante possível. Levou a xícara de café ate os labios bebendo o ultimo gole.

- Gosto de mulheres Messine, não de meninas. Só porque sou lesbica não quer dizer que vou me agarrar a qualquer uma que se insinue para mim. Não sou uma devassa. Ao contrario de... certas pessoas.

Novamente Messine se fez de surda as palavras da modelo, acenou animada para a garçonete pedindo um Milkshake de morango tamanho grande e só então voltou sua atenção para Isabel.

- Acha que sou uma menina? Ah meu docinho você é tão fofa e ingênua por pensar isso – disse dando um beliscão na bochecha de Isabel como se ela fosse uma criança de dois anos de idade. Se não estivesse em um lugar publico a grega teria dito algumas coisas nada elegantes para ela, mas preferiu se conter. Sorrindo como sempre Messine continuou – Illiada, como eu estava dizendo antes é um bom livro Clio, sabe porque eu gosto? – era uma pergunta retórica, pois ela nem deu tempo da outra responder – não é pela guerra, sinceramente as cenas de batalhas são entediantes e se repetem umas cem vezes durante toda a epopeia. Dos 15 mil versos, 5 mil e quinhentos são de batalhas. Existem ao todo 230 combatentes mortos, deles apenas 50 são gregos, e na maioria dos combates os inimigos apenas trocam alguns golpes e depois fogem. É ridículo ainda que Homero valorize tanto o heroísmo, para mim morrer é para os fracos e os mais fortes ou mais inteligentes que sobrevivem, eis a lei da selva – ela parou de falar para tomar um ar, as palavras haviam saído com rapidez e entusiasmo que Messine precisou de alguns segundos para recuperar o fôlego.

Naquele mesmo instante o milkshake chegou, era enorme, rosado com um canudinho colorido. A garota o segurou com prazer e sugou uma grande quantidade de uma vez só. Quando terminou limpou a boca com um guardanapo, sorriu mais uma vez e continuou a falar.

- O que queria dizer minha Clio é que o que realmente me fascina na historia não é a guerra, mas o que a provoca. Não é fascinante como uma única mulher, Helena, pode fazer tantos morrerem por ela? Ah... nós somos tão poderosas que podemos mover montanhas. Os homens apenas pensam que estão no comando das coisas. São uns idiotas manipuláveis, por isso nunca me interessei por eles. Illiada fala sobre isso sabe? Não é apenas Helena, mas Briseida também, as pessoas não falam muito de Briseida, mas ela é muito importante para a historia e aparece logo no primeiro canto. É por causa da doce Briseida que Aquiles briga com Agamenon e se afasta da guerra durante quase toda a historia. E olha que eu estou citando apenas as mortais, ainda temos Hera e Afrodite... bom mas não vamos nos alongar nisso não é? Poderíamos discutir esse assunto pelo resto do dia e eu te mostraria como na literatura encontramos muitos casos desse tipo que mostra o nosso poder. Brian De Bois Gilbert se apaixonou por Rebecca uma Judia e estava pronto para jogar seu nome na lama por ela. Ele implorou por amor que patético! E quanto a Dom Claude Frollo? Um religioso e erudito respeitado e temido encontra sua perdição na dança alegre da cigana Esmeralda uma menina de dezesseis anos – ela fez uma pausa e pela primeira vez encarou Isabel com seriedade, seu olhar foi penetrante e suas palavras tiveram a força de uma tempestade – nós mulheres podemos levar os homens ao inferno Clio... e eles irão sorrindo. Por isso meu bem eu agradeço todos os dias por ter nascido com o “sexo frágil”.

Quando finalmente terminou de falar sua face seria se transformou voltando ao típico bom-humor, ela alegremente voltou sua atenção ao milkhsake bebendo-o com gosto. Por seu lado Isabel estava estupefata. Ouvira aquilo tudo de uma menina que mais parecia uma patty e não acreditava nisso. Messine havia feito uma brilhante exposição sobre Illiada e ainda feito referencias a outros dois clássicos da literatura do século XIX, o corcunda de Notre Dame e Ivanhoe. Isabel estava parada ainda espantada demais para dizer algo. Messine sorriu tocando na mão da grega, acariciando-a lentamente.

- Ainda acha que sou uma menina Clio? – sorriu com uma pontada de malicia – ou já me vê como mulher?

Isabel segurou com um pouco de firmeza na mão dela. As duas inclinaram os corpos lentamente na direção da outra ate ficarem com os rostos colados. O desejo entre elas estava tão intenso que era quase palpável. Isabel acariciou a bochecha de Messine e esta colocou uma das mãos na nuca da grega, acariciando-lhe os cabelos. Finalmente elas tocaram seus lábios em um longo e intenso beijo.

Isabel se deixou afogar-se naquele beijo molhado e doce com sabor de milkshake de morango. As línguas das duas se tocavam brevemente em lambidas rápidas enquanto os lábios se pressionavam com desejo. Messine tinha lábios macios como algodão e beijava de forma muito provocativa, doce e intensa. Isabel sentiu seu corpo se arrepiar todo com o beijo. Laila nunca a havia feito ela se sentir da mesma forma não importava quantos beijos lhe desse.

Ficaram se beijando, Messine tinha um perfume de canela o que deixava Isabel ainda mais excitada. Quando as duas finalmente afastaram os lábios, Messine ainda sorria para Isabel e pela primeira vez ela se encantada e seduzida por um de seus sorrisos.

- Messine... – disse a grega sem jeito, sentia-se conversando com outra mulher agora. A garota havia se metamorfoseado completamente aos seus olhos – gosta de arte? Eu adoro pintura e escultura. Também gosto de fotografia embora não seja muito boa nisso...

- Gosto do que é belo – a menina sorriu colocando dois dedos nos lábios de Isabel, calando-a – e não a arte mais bela do que a de deus quando criou a mulher. Não me refiro a Eva, falo da primeira mulher, Lilith,ela é tudo que a sensualidade tenta ser, é uma femme fatale – fez um biquinho – e eu meu amor me considero filha dela, não da bobinha e manipulável da Eva que perdeu seu paraíso por causa de uma serpente.

As duas sorriram. Messine terminou seu milkshake e levantou-se ainda com o sorriso delicado estampado no rosto.

- Preciso ir ao banheiro retocar a maquiagem. Vamos juntas?

Isabel concordou, as duas se levantaram e foram ate o banheiro feminino. A livraria tinha um banheiro amplo e bastante limpo. Estava vazio com exceção das duas. Quando entraram Messine não esperou nem sequer um segundo, fechou a porta com o pé, segurou Isabel abraçando-a com carinho e deu-lhe mais um beijo longo e ainda mais possessivo do que o ultimo. Isabel pensou em afasta-la, por apenas dois segundos, mas cedeu ao beijo retribuindo-o. Acariciou os ombros e rosto da Messine enquanto a garota deslizava as mãos suaves pelas costas e cabelos da grega. Terminado o beijo Messine a beijou novamente, mas dessa vez na bochecha.

- Eu não estava mentindo, vim mesmo retocar a maquiagem, só queria provar seu beijo mais uma vez Clio querida – ela se virou para o espelho tocando nos próprios cabelos e observando sua imagem refletida – podemos continuar com mais privacidade em outro lugar. Em um motel se preferir ou...outro lugar, em uma praia deserta seria tão excitante!

- Em minha casa – disse Isabel ficando ao lado de Messine e admirando seu reflexo também. Laila já havia ficado com algumas amigas mesmo depois que começara a namorar com Isabel, e a grega achou que se ela queria isso de “relacionamento aberto” as regras deveriam ser iguais para as duas– não gosto de ir a motéis, não sou desse tipo de mulher.

Messine deu de ombros demonstrando que não se importava com o local. A garota retirou um batom vermelho e o passou nos lábios, olhando com atenção para a sua aparência. Ela sorriu satisfeita dando um beijinho para seu reflexo.

- Ótimo amor, só espero que tenha uma grande cama de casal lá.

 

 

*****

 

- Isso, assim esta bom - disse Genite acariciando os cabelos da adolescente que estava em seu colo enquanto ela sugava e lambia o seu seio.

Estava sentada no sofá apenas de calça jeans, a blusa e o sutiã foram atirados longe depois de muita insistência da sua namorada... ou ao menos assim ela achava que era. Genite tinha a pele muito escura e era farta em cada parte de seu corpo. Os olhos negros e os cabelos da mesma cor, espessos, em um complexo e bem elaborado rastafári. Em seu colo uma linda adolescente nipônica lambia seus seios, semi-nua, vestindo apenas uma lingerie branca. Era baixa o que a fazia parecer uma filha adotiva mamando nos seios da mãe.

Não era que Genite não gostasse da garota, Anne Mary, mas a nipônica estava vendo a relação por outro prisma, romanceando um namoro que existia apenas em sua cabeça. Genite tinha carinho pela menina, e muita simpatia, gostava de ficar ao lado dela e não era apenas enquanto faziam amor.Adorava passar o tempo com a garota, conversando, se beijando, rindo juntas, mas não passava disso. Estavam ficando, não namorando. Anne precisava entender isso.

Aquela relação começara a uns dois messes atrás. Genite foi contratada para uma massagem na garota, o que fez muito bem. Já era experiente e sabia identificar quando sua cliente queria “algo mais”. Anne mostrara sinais de que estava muito a fim de ser possuída e foi isso que a massagista fez.

Para a massagista aquela tinha sido apenas mais uma transa ocasional, mas Anne vira as coisas de outro modo, três dias depois ligara pedindo uma nova massagem, a massagem claro era só um pretexto, uma preliminar, as duas fizeram sexo por horas e a japonesa havia ficado ainda mais encantada por ela.

Uma terceira e uma quarta massagens foram marcadas, na quinta Genite fez amor como sempre, mas se sentiu na obrigação de não cobrar pelo serviço (a massagem, não o sexo, não era prostituta). As duas continuaram a se encontrar mais, não apenas em massagens. Programaram algumas saídas juntas. Anne a levara algumas vezes para o cinema e Genite apresentou o teatro para a nipônica.

As duas começaram a sair com mais frequência, sempre que a agenda de ambas permitia claro. Anne ainda estava no colégio, seu universo girava em torno de estudos, saídas com os amigos, leituras de livros de ficção e coisas do gênero. Genite vivia em um universo completamente diferente, ela tinha massagens agendadas, morava sozinha, tinha que cuidar da casa, pagar as contas... e aos sábados fazia yoga. Era por isso que Genite, por mais que gostasse da japonesa, sabia que nada serio poderia acontecer entre elas. Daqui a uns dois ou três anos talvez, mas atualmente era impossível.

Dizer isso para Anne porem não era nada fácil. Genite já havia tentado varias vezes iniciar uma conversa a respeito, dizer que o que as duas tinham não era um “caso de amor para sempre” como a menina acreditava em sua ingenuidade adolescente. A massagista pensou mais uma vez em ter essa conversa, mas ao encarar o japonesa chupando seu seio com tanto gosto não teve coragem, ao invés disso acariciou os cabelos da menina.

- Não podemos continuar namorando no meio da sala Anne. Estou na casa de uma amiga, eu nem deveria ter te levado aqui sem antes conversar com ela...

A japonesa se ignorou o aviso chupando com um pouco mais de força os seios de Genite ate afastar os lábios deles sorrindo satisfeita.

- Não precisa ficar tão preocupada Gwen, ela não iria passar o dia fora? Esta cada vez mais difícil conseguirmos um tempo para nós. Não posso te levar para minha casa, meus pais estão lá, não teríamos a menor privacidade, e eles não sabem que eu sou bissexual.

Genite suspirou e acabou cedendo, embora a sensação de fazer amor na casa de sua amiga Isabel sem seu consentimento fosse de culpa. Isabel era lesbica e namorava serio com uma pintora. A amiga havia lhe deixado ficar em sua casa pois o apartamento de Genite estava em reforma, isso sim era um grande gesto de amizade. Isabel tinha seu próprio espaço e dividir a casa com alguém tinha seus inconvenientes, mesmo assim ela não negara ajuda a Gemite.

- Tudo bem, você venceu – disse.A japonesa sorriu em agradecimento. Genite retirou o sutiã da menina e apalpou seus seios com experiência. Enquanto acariciava a amiga resolveu puxar assunto – quando descobriu que gostava de garotas?

- Na verdade foi minha prima quem descobriu – ela beijou os lábios de Genite em um selinho antes de continuar – ficamos sozinhas em casa um dia e então acabou rolando. Fiquei assustada na hora sabe? Mas depois aceitei o fato de boa. Sabia que minha família não aceitaria com a mesma facilidade então preferi esconder. Eles pensam que eu sou a filinha perfeita deles e eu queria mesmo ser... mas não sou, entende?

- Entendo,e seus pais vão entender também. Você deveria contar – respondeu dando mais um beijo rápido nos lábios da amiga.

- Melhor esperar passar meu aniversario primeiro, eles podem não querer me dar meu presente caso saibam – a nipônica riu voltando a beijar os seios de Genite, um beijo em cada mamilo – mas chega de falar de mim, me diga sobre você. Sempre transa com as garotas que deveria massagear?

Havia uma pontada de malicia naquelas palavras. Genite riu, não tinha como rebater aquela. Dormia com grande parte de suas clientes, embora não fosse esse a maioria dos casos.

- Nem sempre... e eu também durmo com homens durante as massagens – respondeu de forma evasiva – já lhe disse varias vezes Anne só faço isso quando sinto que a pessoa quer. Com você foi fácil percebi que estava louca para possuída quando mal tinha começado a massagem.

Anne ficou visivelmente corada com aquilo. Olhou para baixo sem jeito e depois voltou a olhar para a africana.

- É que você tem mãos grandes e um toque firme Gwen – dito isso tocou com carinho nas mãos de Genite levando-as aos próprios seios – deixa qualquer uma louca de prazer.

Ouvir aquilo deixou-a mais excitada do que quando tinha os seios sendo chupados. Genite segurou com firmeza os seios da nipônica massageando-os com gosto, em resposta Anne gemia baixo fechando os olhos e levando uma das mãos por dentro da calcinha iniciando uma masturbação.

- Assim você me leva a loucura amor – disse a japonesa suspirando e se masturbando ainda mais – vamos mais rápido com isso, por favor...

Aquelas preliminares estavam deixando a massagista com a mesma excitação. Pediu para que Anne se levantasse e tirasse a calcinha o que a garota fez depressa revelando seu sexo já bastante úmido. Genite sorriu se sentindo satisfeita com o que via. Se levantou também, era muito mais alta que a japonesa. Tinha um metro e oitenta enquanto a outra mal chegava a um metro e sessenta.

- Já esta na hora de eu possuir você de forma mais madura Anne – disse enquanto retirava a saia exibindo uma calcinha preta, transparente e extremamente sensual – vou fazer amor com você como faria com uma mulher adulta. Dessa vez vai ser bem intenso...

Ao terminar de dizer essas palavras abaixou a calcinha. A vagina estava úmida de desejo. Genite penetrou o dedo indicador em seu sexo fazendo um vai e vem devagar. Um sorriso discreto e cheio de luxuria surgiu em seu rosto.

Sem esperar que a massagista disse-se mais nada Anne a abraçou beijando-a com paixão. Genite a abraçou com força colando seus lábios de forma agressiva e ansiosa nos da japonesa.

 

*****

 

Isabel levou Messine em seu carro para sua casa. Durante a viagem que durou cerca de vinte minutos Isabel puxou conversa, Messine falava com prazer sobre literatura, pintura, e qualquer outro assunto que Isabel tocasse, mas não falava de si mesma. Toda vez que a modelo grega lhe perguntava sobre sua vida pessoal Messine apenas ria ou desviava a conversa para outro rumo. Isabel acabou aceitando o silencio da garota e preferiu não insistir.

Chegaram na casa de Isabel e ela estacionou o carro na garagem, as duas saíram do automóvel. Era uma casa grande, de dois andares com um belo jardim florido e varias esculturas gregas, pertenciam a Laila que tinha uma queda por tudo que era grego ou romano e nesse grupo estava incluída Isabel, irônico pois era Isabel a grega ali.

Isabel abriu as portas duplas que davam acesso a casa e então se deparou com uma cena bastante... incomum. Sentadas sobre o tapete da sala estavam Genite e uma mocinha oriental que Isabel nunca vira antes, mas tinha uma ideia de quem fosse, a “ficante-quase-namorada” da massagista. Ambas estavam nuas, sentadas de joelhos uma de frente para outra se abraçando com ardor enquanto se beijavam loucamente. A menina, Anne Mary, arfava enquanto tentava beijar, apalpar os seios e ser apalpada, tudo ao mesmo tempo, estava visivelmente exausta, mas Genite parecia não notar ou não se importar com isso, continuava a beija-la e chupa-la nos seios como se a nipônica fosse a única coisa que importasse em todo o mundo.

Isabel ficou perplexa sem conseguir nem mesmo piscar. Era claro que a amiga não devia dar satisfações de sua vida sexual para ela, mas levar a sua parceira para a casa de Isabel e se atracar com ela sobre o tapete da sala como se fossem dois animais no cio ai já era demais.

A modelo ficou vermelha de raiva e vergonha as duas estavam tão entretidas que nem haviam notado sua presença. Para piorar ela tinha visita, não conseguiria nem imaginar o que Messine pensaria dela ao ver aquilo. Imaginava que na cabeça da menina ela fosse uma grande hipócrita que não queria fazer sexo no banheiro feminino de uma livraria, mas pouco se importava de deixar duas amigas se comerem no meio da sala.

A vontade de Isabel era de dar meia volta levar Messine dali e fingir que nada aconteceu. Isso poderia mesmo ter dado certo se menina não tivesse rido daquele jeito musical dela fazendo com que o “discreto” casal percebesse o que acontecia ao seu redor.

Anne Mary quase teve um ataque cardíaco tamanha sua vergonha. Se levantou desajeitada e apressada quase caindo novamente de tão atrapalhado que fora o gesto. Ela correu para a primeira coisa que pudesse cobrir sua nudez pegando uma das almofadas do sofá e usando-a para cobrir sua vagina enquanto cobria os seios com a outra mão. Genite também ficara constrangida, visivelmente, mas sua atitude foi muito mais calma e controlada. Levantou-se exibindo seu corpo escultural que cheirava a sexo, estava suada, com os mamilos duros exalando excitação.

Isabel foi na direção da amiga com passos firmes.Os olhos queimavam de raiva e indignação. Em uma ocasião como aquela pouco se importaria em baixar o nível.

- Você esta louca Gwen?! – dessa vez era ela a fazer perguntas retóricas e não se importou nem um pouco com isso – deveria ter o mínimo de respeito antes de levar essa garota para minha casa e transar com ela!

Anne estava ainda mais vermelha e teria mesmo escondido a cara debaixo da almofada que estava em suas mãos se isso não deixasse sua vagina a mostra.

- Eu... desculpe eu não.. – disse atrapalhada, sem conseguir completar sequer uma frase, mas nem Genite nem Isabel prestavam atenção nela. Apenas Messini lhe depositou alguma atenção acenando para a japonesa e movendo os lábios formando um “ola”, mas sem emitir som algum.

            Enquanto isso as outras duas já estavam a guerrear com palavras. Genite pedia desculpas embora o tom não fosse lá de lamentação. Como sua defesa dizia que Isabel havia dito que chegaria em casa apenas mais tarde e por isso a culpa de toda aquela cena constrangedora ela de Isabel não dela. A grega por sua vez rebatia dizendo que não precisava ligar para avisar que estava chegando na própria casa alem de que o que a outra fizera era errado independente de ser ou não descoberta.

            Messini se aproximou das duas sorrindo e se colocando entre elas. Tocou nos ombros de cada uma afastando-as devagar. Olhou para Genite bastante bem humorada.

            - Calma meus anjos, guardem toda essa tensão para o sexo, deixara tudo mais excitante – beijou Genite nos lábios e então fez o mesmo com Isabel – o que foi? Nunca fizeram amor em um grupo de quatro? É tão divertido!

            Dito isso caminhou com seu bailado na direção de Anne. Genite olhou para a amiga tão incrédula que ate deixara a discussão de lado. Não teve como evitar uma pergunta irônica para a grega.

            - Você falou de mim mas... sinceramente... se interessou por essa barbie? Qual seu conceito para mulheres interessantes? Aquelas que tingem o cabelo?

            Isabel se limitou a não responder. Se virou para falar com Messini e se deparou com a garota abraçando a nipônica por trás. A japonesa deixara de se cobrir e tentava não rir enquanto era mimada com beijos no pescoço e caricias por todo o corpo. Messini ria também enquanto lhe inventava alguns apelidos fofos e meigos entre um beijo e outro.

            Vendo a situação como estava Isabel apenas suspirou, estava cansada demais para reclamar ou brigar, era uma mulher direita e discreta, não do tipo que se entrega a fetiches eróticos, mas já estava ali mesmo, com três lindas mulheres, então porque ser tão certinha? Sem fazer cerimônia começou a se despir, e se sentiu orgulhosa por atrair olhares de curiosidade e desejo das três ao exibir seu belo corpo nu.

            Messini foi a ultima a se despir embora fosse a que estivesse com mais vontade de faze-lo. Tirava cada peça de roupa com graça e charme. Ela não usava lingerie por baixo da roupa o que deixou a todas surpresas. Quando as quatro ficaram finalmente nuas se observaram por demorados minutos. Eram quatro belezas muito distintas as reunidas naquela sala. Anne era a mais baixa de todas com traços orientais e cabelos negros curtos, não tinha seios nem bunda tão volumosos, mas o conjunto de seus atributos era uma bela visão aos olhos. Genite era negra, um pouco mais alta que a media e com lindos e longos cabelos rastafári, tinha seios e coxas fartas. Isabel era a mais magra de todas como é comum a uma modelo, pele branca e bem cuidada, cabelos longos perfeitamente lisos e brilhosos, uma perfeita musa.

            Por ultimo Messini dava um colorido animado ao grupo, pele branca, olhos roxos e cabelos longos descendo ate a cintura em uma cascata ondulada de fios rosa. O batom vermelho realçava ainda mais o seu sorriso radiante dando a ela um ar sensual e juvenil.

            As quatro começaram a se tocar e acariciar, explorando os corpos uma das outras. Primeiramente Messine e Genite se beijavam, a primeira acariciava os seios da massagista e, vez ou outra, lambia-os. Enquanto isso as outras duas também se entregavam aos prazeres. Anne se ajoelhara no chão dando lambidas ligeiras e úmidas na vagina da grega ao mesmo tempo que deslizava suas mãos pelas coxas dela. A grega gemia de satisfação, a língua e japonesa a explorava por dentro em movimentos circularesfrenéticos e desesperado.s

            Ficaram assim por muito tempo, trocando de casais e alternando as caricias de forma que cada uma pode experimentar um pouco das outras. Ao final do “rodízio” todas haviam voltado ao seus casais originais Genite estava sentada no chão com a namorada em seu colo, de costas, com uma das mãos masturbava-a e com a outra apertava um de seus seios com força. A japonesa gemia de prazer e se excitava ainda mais com a visão das suas novas amigas se agarrando. Messini e Isabel haviam trocado beijos lentos e amorosos enquanto a garota de cabelos rosadas dizia gracejos e frases indecentes no ouvido da outra. Isabel pedira para que a menina se deitasse com no chão os seios para cima e então deitou-se sobre ela de forma que a boca de cada uma ficasse colada no sexo da outra. Era o famoso 69, Isabel começou a lamber a vagina da parceira, o gosto era maravilhoso, muito melhor do que a de sua namorada Laila, enquanto lambia era estimulada por beijos delicados na própria vagina. Messini beijava, lambia, chupava. Em um determinado momento abriu a vagina da grega pressionando a língua em seu citroris fazendo movimentos circulares tão excitantes que quase levaram a morena ao orgasmo.

            Ficaram nisso por um bom tempo ate que a negra sugeriu que tentassem algo mais ousado e mais excitante. Se reorganizaram, Messini e Anne foram colocadas de quatro lado a lado, com os bumbuns empinados, praticamente implorando para serem lambidos e penetrados. Genite e Isabel olhavam com bastante excitação as duas garotas mais jovens. Elas trocaram um beijo molhado e então Isabel não resistiu ao impulso de fazer um comentário.

            - Muito gostosinha a sua namorada Gwen. Não sente nem uma pontinha de ciúmes em me ver transando com ela?

            - Nada me deixaria mais excitada – rebateu a outra com malicia olhando com especial atenção para o corpo de Messini – onde encontrou essa menina? Ela é uma maravilha.

            - Em uma livraria. Não é apenas durante massagens que se encontra garotas dispostas a fazer sexo.

            Enquanto conversavam, Anne e Messini se beijavam, esperavam ansiosas para serem possuídas. Messini levou umas das mãos a um dos seios massageando-o com pressa enquanto quase deixava a japonesa sem fôlego com insistentes beijos.

            - Vamos, não podemos esperar o dia todo – dizia com sua voz doce e sensual. Suas palavras se misturavam a gemidos e doces suspiros.

            Isabel sorriu e se ajoelhou. Tocou a vagina das duas e penetrando apenas um dedo sentiu o quanto eram bem apertadas, e, claro, nenhuma era virgem. Masturbou as duas em um ritmo lento e gostoso enquanto elas se acalmavam e gemiam de satisfação. Anne se contorcia de excitação, Messini parecia mais controlada, beijava o pescoço da japonesa e dava leves chupões.

            - Não é excitante imaginar o numero de coisas indecentes que elas farão conosco? – perguntou Messini lambendo o pescoço de Anne, subindo a língua ate o rosto, lambendo a bochecha e por fim terminando em um longo beijo nos lábios da nipônica.

            - Eu nunca tinha feito sexo em grupo – confessou Anne quase delirando de prazer – isso é tão bom!

            - Você não faz ideia – disse Genite. A massagista se sentou de joelhos na frente das duas oferecendo dois seios grandes e fartos para elas. Messini beijou o esquerdo com gosto começando a chupa-lo devagar, Anne por sua vez estava excitada demais para isso colou os lábios no mamilo de Genite e o chupou com tanto gosto que chegou a causar dor, mas felizmente causava prazer em uma escala muito maior.

            As duas garotas rebolavam com gosto enquanto chupavam os seios de Genite. Isabel intensificara a masturbação em Anne, apertando com um pouco de força seu citroris ao mesmo tempo que lambeu com prazer a bunda de Messini, sem parar de masturba-la. Não demorou muito para que as duas chegassem ao orgasmo, ou melhoraos orgasmos pois foram mais de um.

            Todas estavam exaustas, mas ainda com fôlego. Mudaram de posição mais uma vez. Agora Genite se deitara no chão, a grega sentou-se ao seu lado oferecendo a vagina para que ela chupasse. Messini ficou de quatro sobre a massagista massageando e chupando os seus seios. Anne por fim penetrava a namorada com dois dedos em um ritmo acelerado enquanto lambia a bunda e vagina de Messini.

            Genite gritava de prazer, estava fora de si, se contorcendo e arfando. Seu corpo estava encharcado de suor o que o deixava ainda mais atraente. Ela teve fortes orgasmos, Anne sorveu todo o liquido com longas lambidas e Messini a ajudou no serviço. Auando terminaram de beber tudo se beijaram longamente com as bocas ainda meladas de sêmen.

            As quatro fizeram sexo por horas ate que exaustas, uma a uma, acabaram caindo no sono, dormindo abraçadas com carinho.

 

*****

 

            Passada a longa orgia e aventura sexual das quatro (o que durara a tarde inteira) todas dormiram e acordando cerca de dez da noite nenhuma tinha sono para voltar a dormir. Genite pediu para Anne passar aquela noite ali, com o consentimento de Isabel claro. Não iriam mais fazer sexo, já haviam exagerado na dose naquele dia, queriam apenas ficar juntas como um casal comum, embora Genite ainda temesse em ter sua conversa com Anne sobre as duas não serem de fato namoradas, apenas amigas que ficavam com uma frequência maior do que o normal. Uma amizade colorida, uma amizade cheia de carinho e companheirismo, mas uma amizade e não um namoro.

            Embora fosse uma completa estranha para todas Isabel pediu para que Messini passasse a noite ali também, era tarde para voltar para casa e já tendo feito o que fez com a garota, que problema haveria em simplesmente oferecer uma noite em sua casa? Com certeza nenhum. Ao ouvir a proposta Messini apenas riu fazendo um gracejo.

            - Tem certeza Clio? Eu poderia ser uma psicopata.

            - Psicopatas não tingem o cabelo de rosa – respondeu com bom-humor, o entusiasmo da garota a estava contagiando pois ela estava fazendo mais piadas que o normal, e o normal para ela era não fazer piadas.

            Messini sorriu e aceitou o convite para passar a noite. As quatro se sentaram no imenso sofá da sala e assistiram a um filme de romance que havia saído recentemente dos cinemas e ao qual havia sido muito bem recebido pela critica. Assistiram ao filme nuas mesmo como estavam, Anne sentada no colo da namorada que a envolvia em um abraço intimo. Vez ou outra as duas trocavam um beijo rápido, Genite acariciava os cabelos da japonesa delicadamente e de forma distraída e quase automática. Sempre que o casal principal se beijava ou tinha alguma cena romântica as namoradas se beijavam com mais intensidade.

            Messine estava deitada com a cabeça no colo de Isabel. Ela havia feito alguns doces aos quais todas comiam enquanto assistiam ao filme. As quatro riam com as cenas engraçadas fazendo comentários vez ou outra. Quando o filme por fim terminou já passava da meia-noite. Genite levou Anne para um dos quartos de hospedes para ter aquela tão adiada conversa... Isabel sabia que elas precisavam de um tempo a sós. Levou Messini ate outro dos quartos e disse que ela podia ficar a vontade ali, que poderia tomar um banho se quisesse e ate mostrou o banheiro que era acoplado ao quarto. A menina apenas sorriu de seu jeito bem humorado.

            - Obrigada Clio querida, você é um amor – disse balançando os longos cabelos rosasdando uma piscada para ela antes de fechar a porta do quarto.

            Depois de ter feito suas obrigações de anfitriã Isabel foi para o seu quarto, seu e de Laila, a namorada estava viajando e quando voltassem seria a vez delas de terem uma conversa. Não se arrependia do que havia feito, Laila sempre saia com outras garotas, dizia que eram “apenas amigas”, mas Isabel nunca se sentira confortável com isso, e havia falado a companheira varias vezes. Seria bom que Laila soubesse como era provar daquela sensação de ciúmes e abandono para perceber o quanto machucava a Isabel ser deixada de lado para que a namorada saísse com suas “apenas amigas”.

            Isabel tomou um longo e relaxante banho de água quente, trocou de roupa vestindo uma camisola branca, embora não tivesse a menor intenção de dormir. A modelo se sentou na mesinha de seu quarto e continuou a leitura de um livro que estava lendo nos últimos dias.

            Terminou a leitura duas e dez da manha, mas o sono ainda não a havia tocado. Saiu de seu quarto e foi ate o quarto aonde deixara as duas amigas, bateu na porta devagar e como ninguém atendeu abriu-a lentamente. Genite e Anne estavam deitadas na cama, nuas, e bem abraçadas, a japonesa tinha a cabeça apoiada no seio da amiga e parecia ter chorado por horas.Isabel sentiu pena da menina, mas sabia que era melhor assim, não havia mais porque prolongar um relacionamento que não existia.

            Fechou a porta com cuidado e foi ate a cozinha, se espantou ao ver Messini encostada na parede com um olhar distante e pensativo. A menina havia tomado um banho, os cabelos rosas ainda estavam molhados e a maquiagem sumira, estava completamente nua, mas apesar da nudez ela não parecia indecente, muito pelo contrario era algo natural, impossível de se ver com maldade. Isabel foi ate ela acariciando-lhe os cabelos com ternura. A garota lhe dirigiu um breve olhar, segurava um copo de água em uma das mãos ao qual estava cheio apenas pela metade.

            - Sem sono? – perguntou ainda acariciando os cabelos da menina.

            -Culpa sua Clio... e de suas amigas – sorriu, ela parecia mais natural. Ainda tinha seu charme de sempre, mas naquele momento parecia mais vulnerável do que antes, mais amável, tudo isso Isabel deduziu que era graças a intimidade e amizade que parecia ter nascido entre elas, não por causa do sexo. Messini parecia mas confortável e ainda mais madura. A garota bebeu um pequeno gole de sua água – ouvi Anne chorando aconteceu algo?

            Havia preocupação real em seus olhos. Isabel se encostou na parede ao lado da garota. Respirou fundo antes de responder.

            - Ela e Gwen estavam juntas a um tempo, mas não era um namoro, não para Gwen. Ela gosta de Anne, gosta mesmo entende? Mas não a ama, não pensa em passar a vida com ela e não quer nada serio. Para ela é apenas uma amizade colorida, mas Anne pensa em amor, pensa nelas saindo juntas nos dias dos namorados... em ir conhecer a família da outra... você sabe, todas essas coisas que as namoradas fazem.

            - Na verdade não sei, nunca namore serio, mas sinto muito por ela... – disse tomando mais um gole de sua água, esvaziando o copo e colocando-o em cima de uma estante ao lado das duas.

            Isabel voltou a acariciar os cabelos da garota, eram bonitos e bem cuidados, eles tinham um brilho bonito. Isabel examinou a garota com amor não uma bonecapensou ela se parece mais com uma fada. Enrolou uma das mechas de cabelo no dedo indicador, se divertindo com aquele gesto inocente.

            - E você menina? Não sei nada a seu respeito... entendo se não quiser falar, mas é bom conversar com alguém. Seus pais sabem que esta aqui? É maior de idade...?

            Messini riu de forma meiga corando levemente. Ela inclinou a cabeça para o lado para fitar Isabel, demorou-se alguns segundos apenas olhando-a, admirando a beleza da grega.

            - Moro sozinha e quanto a minha idade não precisa se preocupar não esta fazendo sexo com uma menor de idade – riu animada e após uma breve pausa completou – tenho vinte e dois.

            Ficaram mais um tempo em silencio, cada uma focada em seus próprios pensamentos. A mais jovem quebrou o silencio.

            - Vi umas fotos suas com uma moça espalhadas pela casa, era sua namorada?

            - Sim, Laila – sorriu se lembrando da companheira – estamos com alguns problemas, mas não se sinta culpada fiz amor com você hoje porque quis e sabendo das consequências. Ela sempre faz isso sabe? Transa com outras garotas, não é por maldade, ela apenas diz “Sou um espírito livre, preciso de liberdade!” – riu se lembrando de quantas vezes Laila usara esse argumento – nunca vou entender esse tipo de coisa, ela diz que é uma coisa que apenas os artistas entendem e é por isso que jamais vou entender.

            - Ela esta certa Clio, nós artistas somos espíritos livres – seu olhar ficou distante e vago por alguns instantes, mas como se lembrando de onde estava ela voltou a sorrir para a grega - mas acho que ela também esta errada. Se eu namorasse você, e fosse serio, me deixaria me prender. Por isso que nunca irei namorar! Como disse sua Laila, somos espíritos livres!

            Isabel olhou a garota com espanto e se sentindo no fundo lisonjeada. Não sabia quase nada sobre Messini e descobrir a idade já havia sido uma vitoria, agora descobrira também sua profissão, pelo menos tinha uma ideia. Ela dissera que era uma artista, Isabel imaginou a garota como pintora, artista plástica, cantora... resolveu que ela era uma cabeleira, pois cortar cabelos não é também uma arte? A profissão combinava com ela.

            - Sou escritora – disse ela como se lendo sua mente - esse nome Messini? É apenas uma personagem que criei para tornar minha vida mais divertida e colorida. Não acha esse mundo chato e sem graça? – ela sorriu voltando ainda mais bem-humorada que antes – eu acho esse mundo muito entediante... nada de fadas, dragões, poderes mágicos... só um mundo sem glamour. Os contos de fada e as ficções são muito mais envolventes, eu daria tudo para ser uma Alice no pais das maravilhas, como não posso me transformei em uma Messini e fiz desse mundo meu próprio pais das maravilhas. A ciência tirou toda a magia do mundo, por isso ele é sem graça – ela riu procurando o corpo d´água ate se lembrar que ele estava vazio – Iluminismo, aqueles idiotas dizem, o iluminismo trouxe a luz da razão quem pediu por essa luz? – balançou a cabeça, falava mais para si mesma do que para Isabel – não, não. Eu gostava das trevas da ignorância. A escuridão pode ser assustadora, mas ela guarda o desconhecido, o misterioso. A escuridão esta cheia de possibilidades, já a luz? Ela nos revela de forma deplorável a verdade, não a espaço para a imaginação, a luz mostra a resposta e quem não quer concordar com ela é cego... ou idiota – revirou os olhos – ou os dois.

            Sem esperar uma resposta Messini andou com seu bailado adorável ate ficar a alguns metros de Isabel, encarando-a de frente. Os olhos irradiavam energia, ela sorria e passou as mãos pelos próprios seios de forma extremamente sensual.

            - Olhe para mim Clio eu pareço uma pessoa desse mundo? Pareço alguém que paga as contas no final do mês ou que vai ao hospital ou que faz qualquer uma dessas coisas? Não, eu não pareço e sabe porque meu amor? Porque eu não sou desse mundo. Eu vim de Oz, da terra do nunca, do pais das maravilhas ou de qualquer um desses lugares que não existem em lugar nenhum alem da doce e bela imaginação. Esse é o bom de ser escritora, me tranco na minha casa, com meus pensamentos e meus mundos interiores e apenas escrevo, quando saio de casa é com essa aparência fofa que você conhece, esse é o meu único lado que você precisa conhecer amor – ficou distante por alguns instantes, com um olhar sonhador e fofo no rosto, balançou a cabeça sutilmente e então prosseguiu - Eu sou como os super heróis Clio, mas não é que eu coloque uma roupa e me transforme em heróis como eles... eu sou essa quem você vê agora, quando coloco uma roupa é para me passar por uma pessoa normal, a escritora, no meu caso. Nossa como eu sou chata quando estou agindo socialmente! Agora quando estou assim como estou com você, ah querida... eu sou pura energia e sou fofa, isso é muito importante.

            Dito isso ela correu Ate Isabel abraçando-a e dando-lhe um beijo molhado na bochecha que deixou uma marca vermelha de batom.

            - Ah Clio, Clio meu amor... – sorriu se pressionando mais o corpo contra o de Isabel – foi o sexo, aquele filme, esse céu estrelado ou você que me deixaram tão melancólica e sentimental hoje? Estou falando tanto coisas sem importância! Para que falar da parte chata da minha vida quando podemos falar de coisas muito mais interessantes? – deu mais um beijo, agora na outra bochecha.

            Isabel retribuiu ao abraço deslizando as mãos pelas coxas e bunda da garota. Fechou os olhos beijando-a de uma forma muito romântica.

            - Acho que a culpa é das estrelas – disse em tom de brincadeira se referindo ao nome do filme que haviam assistido mais cedo. As duas riram juntas, os rostos bem próximos. Isabel acariciou os cabelos rosados da Messini e suspirou de prazer ao sentir o perfume doce da garota.

            - Tem uma piscina bem grande ali fora o que acha de tomarmos banho juntas? – perguntou Messini piscando um dos olhos. Ela aproximou o rosto do ouvido de Isabel e sussurrou com uma voz docemente erótica – podemos fazer amor mais uma vez... só nos duas agora, isso seria tão romântico não acha?

            Ela não esperou resposta, soltou Isabel e caminhou completamente nua para fora da casa em direção a piscina. Isabel nem precisou pensar para saber o que fazer.

            Seguiu a garota. Fazer amor sob as estrelas em uma piscina sempre fora algo que desejara fazer.


Notas Finais


Então o que acharam? Eu amei escrever este conto para poder reviver personagens dos demais, espero que tenham curtido embora tenha ficado um capitulo meio grande ^^


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