História Contos eroticos XX - amigas 2 - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Hentai, Orange
Visualizações 59
Palavras 4.622
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Orange
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capitulo unico


Senti a luz do sol esquentar-me a pele nua, um carinho gostoso que foi despertando meus músculos pouco a pouco. Estava com preguiça demais para abrir os olhos. Afundei a cabeça no travesseiro na esperança de voltar ao delicioso sono, mas isto não aconteceu. Relutante abri os olhos.

Não sabia bem aonde estava, lençóis brancos desarrumados, peças de roupa espalhadas pelo chão, paredes e moveis compunham um cômodo ao qual eu não recordava-me ter visto antes. Sabia meu nome, obvio, me chamo Sophia. Mas se ele não estivesse tão enraizado a mim poderia estar espalhado como as roupas jogadas de forma aleatória no chão do quarto.

Minhas memórias estavam tão desarrumadas quanto aqueles lençóis, e, tão espalhadas quanto as roupas. Pouco a pouco elas foram se juntando, ligando-se, como peças de um quebra-cabeça.Lembrei de tudo, mas com a lembrança veio também a culpa da traição, o desgosto, a vergonha de mim mesma. Olhei para baixo pudendo ver meu corpo que Madison muitas vezes dissera ser tão belo quanto um anjo, era assim que ela costumava me chamar “minha pequena anja”. Mas as relações entre nós duas haviam perdido o sabor da doçura e da pureza a muito tempo. Ela não mais em chamava assim, pelo contrario evitava-me escondendo-se por detrás de desculpas evasivas. Dizia que o trabalho sugava todo o seu tempo, ou então, pior, usava do argumento que mais me machucava, dizia que nosso relacionamento não era certo, que eu era muito jovem, sua aluna ainda mais, e que fora um erro de sua parte ver-me como mulher e namorada. Não sei o que mais doía, ouvir essas palavras ou saber que eram uma mentira. Ela me esconde um segredo ao qual eu quero descobrir, mas, ao mesmo tempo, temo por essa descoberta.

Os segredos dela porem não são o único problema, não mais. Eu não sou mais a anja que ela dizia eu ser, nem aos olhos dela nem aos meus. Fitei meu corpo mais uma vez: seios médios e delicados, mamilos rosados como flores de cerejeira. Sou baixa, quase como uma criança, e meu aspecto fraco e pálido me faz parecer ainda mais delicada do que realmente sou. Antes eu via a mim mesmo com um carinho, meu corpo era um sinal de pureza, mas não mais me via da mesma forma. Eu pequei, dormi com outra traindo minha Madison, minha professora, amiga, conselheira... meu único amor.

Não importa os segredos dela, não posso compensar um erro com outro, um pecado com outro. Eu pequei, trai-a, onde poderia haver pureza nisso? Olhei para meu próprio corpo com nojo e vergonha, minha nudez não tinha nada de belo, era a nudez de uma mulher devassa, indecente, infiel. Cobri-me com as mãos. Senti minhas bochechas ficarem rubras, e quase, quase, deixei que lagrimas vertessem de meus olhos. Mas prometi ser forte, um resquício de força depois de tanta fraqueza era o mínimo que eu podia demonstrar.

            Madison não esta aqui, e nem mais eu mereço ela esse pensamento era desolador, mas justo. Essa era minha punição por traí-la. E o que eu ganhara com meu pecado? Prazer, uma coisa tão mesquinha, logo eu que tanto preguei o valor das virtudes da alma me deixei tentar pelos desejos do corpo.

            Dormi com outra mulher e onde estava ela agora? Não naquele quarto certamente. Olhei ao redor para me certificar de que estava certa. Apenas as nossas roupas espalhadas pelo chão, ou melhor, as minhas. Ela já havia se vestido e com certeza saído. Para ela fora apenas uma transa, uma diversão, e só. Posso culpa-lo? Seria uma boa fuga com certeza, uma boa desculpa. Mas eu sei que a culpa foi minha. Ela foi apenas o instrumento de deus para me testar. Eu fui testada, falhei, e agora era punida, como devia ser.

            Dessa vez não conseguir conter as lagrimas, a dor era forte demais. Elas rolaram soltas, senti-me mais tão frágil como se pudesse me desmanchar de tanta culpa, e ate desejava isso, sumir e nunca mais voltar a encarar Madison. Mas não seria tão fácil assim. Eu deveria conviver com meus erros.

            As memórias do que aconteceu voltaram com tudo, jogando na minha cara a mulher patética que sou. Chorei mais ao relembrar aquilo tudo.

 

*****

 

            A aula prosseguia ao meu redor, eu captava cada som, cada palavra, cada piada dita. Ouvia o murmurinho dos alunos que se sentavam no fundo da sala, sempre conversando trivialidades. Sentia o ar frio vindo do ar-condicionado e podia ver, pela janela, um clima nublado formar-se.

            Captava tudo isso e muito mais, mas estava completamente apática ao mundo ao meu redor. Sentia-me inquieta, vazia, triste, solitária e não tinha sequer alguém para dividir meus problemas. Quando o sinal tocou, para alegria geral da sala, todos se levantaram apressados, arrumando suas coisas em tempo recorde, eforam em direção a porta. Arrumei minhas coisas lentamente, sem pressa, e então sai.

            Nunca fui de ter muitos amigos, admito que sempre fui uma pessoa tímida e fechada, acho que por isso sempre compensei minha relação com deus com a deficiência que tenho em relação aos meus relacionamentos com as pessoas.

            Já havia caminhado alguns bom metros para fora da sala quando ouço alguém gritar meu nome. Finjo não escutar, as vezes é melhor assim, e sigo de cabeça baixa. O chamado se repete mais uma, e então uma terceira vez.

            - Sophia, espere!  - era uma voz levemente ofegante. Paro e viro meu rosto para trás.

            Beatriz andava apressadamente em minha direção, naquele meio termo entre andar e correr. Segurava seus livros abraçando-os contra os peitos, ela sorriu para mim daquele jeito simpático e eu forcei um sorriso fraco em resposta.

            Embora não seja uma pessoa tão próxima Beatriz é para mim alguém a que respeito e admiro. Como eu é uma das alunas mais inteligentes da sala, talvez do colégio. Loira, com longos cabelos lisos é uma garota muito bonita, vestia uma saia vermelha e uma blusa branca, com uma jaqueta por cima, por causa do tempo frio que se fazia nesses dias. Usava um par de óculos que lhe davam um ar de inteligente, não que ela precisasse deles para isso.

            Muitas pessoas haviam notado meu estado triste, porque não dizer deprimido, nos últimos dias. Beatriz era uma delas. Ela tentava iniciar uma aproximação, conversava comigo, perguntava meus problemas. Eu gosto disso, de uma pessoa que se preocupa sinceramente com os outros, mas sempre me esquivava polidamente de suas questões alegando que tinha “problemas particulares”, e ela, acreditando ou não, aceitava aquele argumento.

            - Como você esta Sophia? Hoje me pareceu ainda mais tristinha que o normal... tem certeza que não quer me falar o que houve? – ela me olhava com um olhar cheio de piedade e preocupação. Eu corei, no fundo queria muito contar, Beatriz sempre me parecera uma pessoa confiável e direita. Mas como contar a alguém que não se tem tanta intimidade que se esta triste porque seu relacionamento com sua namoradaesta péssimo, e que esta é sua professora?

            - Eu... – a voz falhou, saindo fraca e insegura da minha boca. Não consegui terminar a frase, mas Beatriz me olhava com olhos grandes e preocupados. Engoli em seco e forcei-me a dar uma resposta mais decente – eu estou bem Beatriz, serio, são... apenas problemas que... só... eu estou bem...

            As palavras saíram desencontradas e minha voz se tornou mais fraca e insegura. Baixei a cabeça sentindo o rubor queimar minhas faces. Senti um impulso de sair correndo dali, evitar uma conversa a qual não queria ter, mas sabia que não podia fazer isso. Tímida, esperei pela reação dela.

            - Você não esta bem Sophia... sei que tem algo te corroendo por dentro – ela colocou a mão em meu ombro me olhando com aqueles olhos de preocupação que derreteriam o mais frio coração. Corei ainda mais, e, pálida como sou, é fácil perceber minhas faces ficarem avermelhadas. Ainda naquele tom gentil ela continuou – olha todos estão comentando o que houve com você, estão especulando e...prefiro nem te dizer o que os outros falam por ai! Não ache que eu sou daquele tipo fofoqueira porque não sou! Mas estou sinceramente preocupada com você.

            Eu sabia que ela estava falando a verdade, o que me fez sentir ainda mais respeito e carinho por ela. Mantive-me imóvel, completamente congelada de vergonha.

            - Tem certeza que não quer desabafar? – perguntou daquele jeito preocupado. Algumas pessoas paravam para nos olhar, aquele mesmo tipo de pessoas fofoqueira ao qual ela citara a pouco. Senti uma grande vontade de contar tudo a ela, de abraça-la e me derramar em lagrimas. Sou fraca, eu sei, sempre tão dependente dos outros... acho que por isso sempre admirei pessoas como Beatriz e Madison, e, é vergonhoso dizer, sempre dependi de pessoas assim.

            Respondi com um recatado aceno negativo e murmurei um nada convincente “eu estou bem”.

            - Vamos conversar – ela insistiu – vai ser melhor para você.

            Eu nem sabia mais que cor deviam estar minhas bochechas de tão vermelhas, acenei negativamente uma segunda vez, sem coragem para dizer algo ou olhar para os olhos dela. Senti que se olhasse para aqueles olhos piedosos iria fraquejar e acabar aceitando o seu convite.

            - Vamos conversar – ela disse outra vez, mas não em tom de pedido, era mais uma ordem – minha casa é perto daqui, e meus pais estão viajando, podemos ficar lá o tempo que quisermos. Ai conversamos direito ok?

            Respondi com um terceiro aceno negativo, dessa vez nem tive forças para murmurar qualquer coisa. Sem esperar minha permissão Beatriz segurou minha mão e me puxou, levando-me consigo. Eu nada pude fazer para resistir e apenas me deixei levar. Não gosto dessa minha fraqueza, dessa minha fragilidade, mas nunca consegui mudar como sou. Beatriz, mais forte de corpo e espírito, dominava-me de um jeito tão inquestionável que eu nada podia fazer senão segui-la.

            Andamos por longos minutos em um total silencio. Ela me levava para casa dela, e eu, mesmo sem conhecer as ruas as quais andavam e tampouco querer estar naquela situação aceitava passivamente.

            Pode parecer banal demais para muitos, mas para mim estar na casa de outra pessoa era algo muito estranho, quase surreal. Como eu disse nunca fui de ter muitos amigos e por isso nunca havia ido para a casa de uma colega antes. Me deixei levar por Beatriz e nada fiz nem disse quando ela abriu a porta de sua casa e me levou ate seu quarto.

            Estava tão corada que nem sequer prestei atenção no quarto, nem em Beatriz eu me demorava com o olhar, na verdade permanecia com a cabeça baixa o tempo todo e não seria nada surpreendente se eu me chocasse contra uma parede ou um móvel. Graças a deus isso não aconteceu.

            - Sente-se na cama – disse ela com naturalidade, eu, tão envergonhada e fraca apenas obedeci mecanicamente, sentando-me e levando minhas mãos aos joelhos.

            Esqueci de falar, mas eu estava usando uma saia bege que ia ate os joelhos e longas meias brancas que cobriam minhas pernas. Usava também uma comportada blusa de botões e sapatos pretos.

            Beatriz pegou minhas coisas e colocou-as em cima de uma mesa, depois voltou ate mim e sentou-se de meu lado. Então chegou ao momento ao qual eu tanto temia e evitara, o momento em que teria que enfrenta-la com toda sua preocupação por mim.

            - Agora que estamos sozinhas Sophia pode me falar o que esta acontecendo, não precisa ter vergonha – ela riu com naturalidade, acho que para tentar me fazer sentir mais a vontade – sou mulher como você, pode se abrir!

            Mas eu não conseguia me abrir, não conseguia fita-la, não conseguia sequer me mover. Minhas pernas estavam fracas demais e mesmo eu querendo me levantar dali não consegui.

            - Vamos, fale – ela insistiu, ainda mantendo a educação, mas sendo firme e, de um certo modo, autoritária – essa conversa não ira terminar enquanto você não falar.

            Eu hesitei, a verdade é que tinha medo de falar, medo e vergonha. Como poderia falar que amava outra mulher? Ainda mais que essa mulher era nossa professora de história? Era difícil mentalizar a cena, quase impossível. Torna-la realidade... isso sim era impossível.

            Beatriz era apenas uma amiga e tirando o tempo que passávamos juntas no colégio eu não sabia nada da vida dela, simplesmente, nada. Mas ela era insistente, me fitou com olhos compreensivos, mas determinados. Eu me rendi aquele olhar, aquela determinação e também... aquela bondade e preocupação. Solucei algumas vezes, quase chorando, juntei coragem e comecei a falar sobre mim e Madison, pois não havia mais nós. Estávamos separadas, distantes, em todos os sentidos. Tudo que existia era duas mulheres separadas por um muro de segredos.

            Eu contei tudo, simplesmente tudo, sem tirar nem por. Beatriz foi uma ouvinte paciente, pediu para que eu começasse a história do começo, mas eu estava atordoada demais para seguir qualquer linearidade. A história que narrei não começou do começo. Minhas palavras saíram atropeladas, falhas, entre uma torrente de lagrimas. Falei de meu amor por Madison, de como ela era amável, gentil, madura... de como ela era perfeita, mas sua perfeição havia ficado no passado.

            Disse a Beatriz sobre os problemas entre eu e Madison, sobre minha vida e sobre um monte de coisas que nem me lembro ao certo. Durante todo o tempo ela me ouviu com tanta paciência que me fez lembrar de como Madison me ouvia, sempre compreensiva ao extremo, como se nada abalasse sua bondade comigo.

            Eu devo ter derramado rios de lagrimas, e devia estar realmente patética, pois Beatriz se ofereceu para me dar um copo de água e depois me abraçou com tanto amor que eu voltei a chorar feito uma criança. Não sabia bem porque estava chorando, mas as lagrimas desciam e eu não tinha forças nem queria evita-las. Beatriz me entendia e eu percebi que se não podia mais me abrir com Madison, podia me abrir com ela.

            - Sente-se melhor? – perguntou preocupada.

            - S-sim... –gaguejei – me desculpe por estar te dando tanto trabalho Beatriz eu...

            - Xiiiii... Você não da trabalho nenhum fofa – Beatriz riu acariciando meus cabelos e depois depositou um beijo maternal em minha testa – acho que Madison é uma idiota se dispensou uma pessoa maravilhosa como você.

            - Não fale assim dela por favor – retruquei tímida – eu... não me sinto bem ouvido falarem assim dela...

            - Tudo bem – ela acariciou meus cabelos mais uma vez – não tocamos mais no nome dela então.

            Era uma boa ideia e deixamos que o assunto morre-se ali. Eu já havia derramado todas minhas lagrimas por Madison, ou talvez não, talvez eu ainda fosse chorar muito mais por causa dela. Tudo que queria é que não fosse mais naquele dia. Beatriz já me havia visto chorar por um ano inteiro.

            Mas eu não sabia bem o que falar. Sobre que mais assuntos eu poderia conversar com Beatriz? Matemática? Física? Eram esses os tipos de assuntos que sempre tínhamos, mas era ridículo demais falar sobre essas coisas em um momento como aquele.

            Como se fosse algo muito natural Beatriz me colocou em seu colo, sentada de costas. Eu sempre fui baixinha e leve então não era algo difícil. Fiquei muito errada, mas depois de toda a paciência que ela teve comigo eu não podia simplesmente pedir para ela me soltar, seria indelicado e além do mais eu nunca fui muito boa em dizer não para os outros.

            Ela começou a me fazer carinho nos cabelos e nos ombros, como se esses carinhos fossem algo totalmente natural entre nós. Eu senti minhas bochechas esquentarem de vergonha, o constrangimento foi tanto que eu senti que iria desmaiar. Acho que minha pressão baixou, aquilo era surreal demais, sentir as mãos dela passeando calmas e despreocupadas pelos meus ombros, tocando-os, massageando-os. As vezes ela dava beliscões leves nas minhas bochechas, acho que apenas para em deixar mais sem graça. Se fosse esse o objetivo ela o havia alcançado ate bem demais.

            -B-b...bea...trizz – eu nem sei como consegui dizer o nome dela todo. As silabas saíram entrecortadas e desconexas. Ela não ligou e continuou as caricias e eu não consegui dizer mais nada por um longo minuto, ate que juntei coragem e voltei a falar. Dessa vez ao menos consegui me fazer mais compreensível – isso é constrangedor...

            - Tem razão, desculpe – e então para minha surpresa e espanto ela enfiou umas das mãos dentro da minha blusa segurando meu seio esquerdo e apertando-o levemente – melhor eu ser direta não? Assim é mais gostoso não?

            Eu não sabia o que dizer, ainda estava processando o quão absurdo era aquela cena. Parecia surreal demais ate mesmo para um sonho. Eu deveria ter imaginado aquilo, delirado... mas a mão de Beatriz continuava a apertar meu seio, massageando-o com movimentos circulares.

            Era estranho e bom ao mesmo tempo, perdi a noção da realidade e Beatriz se aproveitou disso intensificando seus toques. Quando me dei conta sua outra mão estava repousada na minha coxa e a apalpava com curiosidade e malicia. Dei um pequeno salto de espanto e acabei soltando um grito abafado que se transformou em um gemido logo que o som saiu de minha boca.

            - Sabia que estava gostando – ela riu mais uma vez e começou a tirar minha blusa, tentei evitar, mas meus esforços foram inúteis, quando me dei conta minha blusa estava jogada no chão e meu sutiã rosa claro era a única peça de roupa que cobria meus seios.

            Um brilho de desejo queimou nos olhos de Beatriz quando viu meus seios e suas mãos voaram neles segurando-os com firmeza, massageando-os com gosto e energia.

            Senti meu corpo todo se arrepiar com aquilo, não consegui pensar direito, mas sabia que o que ela fazia era errado, mesmo assim era impossível negar que eu gostava e queria mais. Tentei resistir, tentei retirar as mãos dela de meu corpo, mas Beatriz me tocava com firmeza e os seus toques me deixavam mole, em um estado de torpor.

            Não sei bem como as coisas se seguiram, tudo passou como um sonho, embora as sensações que me dominassem fossem bem reais. Beatriz sussurrou gracejos ao pé do ouvido, seus dedos exploraram-me por completo, enchendo-me de mimos e caricias. Eu já havia aceitado em não mais resistir, recebendo passiva tudo que acontecia, mas quando dei por mim estava também retribuindo. Virei-me, ficando sentada de frente em seu colo, e beijei-a nos lábios. Foi um beijo doce, tudo parecia doce para mim naquele momento. A língua dela penetrou minha boca e eu dei passagem. Era bom, muito bom... melhor do que os beijos de Madison.

            Ela tocou no meu rosto com a ternura de uma mãe, acariciando meus cabelos e me olhando nos olhos. Movida por um impulso que eu nem mais sabia de onde vinha beijei-a novamente. O segundo beijo foi ainda melhor, e, influenciada pelo desejo, ate toquei-a nos seios por cima da roupa, embora muito sutilmente. Me senti um pouco culpada, com medo de sua reação. Beatriz porem nada disse a respeito. Sua resposta veio com suas mãos que tocaram na alça do meu sutiã retirando-o.

            Corei ainda mais, mas estava bom demais para parar. Ela encheu suas mãos com meios seios, tocando nos mamilos e dando neles beijos breves e molhados. Como aquilo foi bom! Todos os pelos do meu corpo se arrepiaram, e ela não parara por ai. Sua língua percorreu lentamente meus seios. Gemi com força e passei minhas mãos pelas costas dela por debaixo da blusa. Sua pele era macia e quente.

            - Como é inexperiente eu vou tentar ser o máximo gentil com você Sophia – disse ainda lambendo os meus seios.

            Acenei positivamente com a cabeça, dando-lhe permissão para fazer o que tinha em mente. Beatriz deitou-me na cama com cuidado, livrou-me das ultimas peças de roupa e abriu sutilmente minhas pernas deixando minha vagina completamente a mostra. Ela era branquinha e rosada, totalmente depilada. Ela tocou no meu sexo atiçando ainda mais o desejo que eu sentia.

            Eu fiquei tão vermelha que acho que cheguei a ficar roxa. Acho que Beatriz achou minha cara engraçada pois deu um risinho, mas não disse nada. Com calma ela despiu-se também, e... era linda! Tinha um corpo bem cuidado, seios redondos e delicados. Fiquei um tanto intimidada e assustada com tanta beleza e essa sensação só aumentou quando ela se deitou encostando os lábios em meu sexo. Estremeci por completo, sabia o que viria depois, Madison já havia feito o mesmo comigo varias vezes.

            - Pelo visto não é a primeira vez que fazem um oral em você – ela deu um sorriso que tinha uma pitada de malicia infantil e piscou para mim – quem diria, ate uma santinha como você sabe dessas coisas!

            Se antes eu estava roxa, não sei mais que cor fiquei depois de ouvir aquilo, provavelmente não havia uma cor em todo o espectro de cores que pudesse transmitir minha vergonha.

            Beatriz afundou os lábios na minha vagina, eu me senti contorcer toda, ela dava lambidas leves, e as vezes alguns chupões. Eu gemia, talvez gritasse, não sei ao certo. Aquilo parecia uma tortura, só que não com dor e sim com prazer. Beatriz brincava comigo, me levando ao delírio. Cheguei ao meu ápice despejando meu orgasmo, melando Beatriz no rosto. Acho que apaguei por um breve instante, pois minha visão escureceu.

            Acordei alguns segundos depois, com ela em cima de mim. Nossos corpos colados. Estávamos tão próximas que eu podia sentir a respiração dela. Beatriz lambia meu rosto como uma gata manhosa.

            - Você é tão fofa – ela me lambeu mais uma vez – que não vou me contentar com apenas uma transa – ela riu com gosto e completou – e algo me diz que você também não. Mas agora quero que você tome mais a iniciativa, é chato ser sempre a ativa.

            Com as mãos tremendo toquei em seus seios, eram muito macios e os mamilos, rígidos, pareciam pedir por carinho e atenção. Fechei os olhos e beijei o esquerdo, começando a chupa-lo com muito amor e ternura. Ouvi os gemidos baixos de Beatriz, e ela acariciou-me os cabelos.

            -Muito bem fofa... assim esta ótimo.

            Senti-me orgulhosa e mais corajosa para continuar. Chupei com um pouco mais de força e levei minhas mãos pelas coxas e nádegas dela. Beatriz tinha curvas maravilhosas que me fizeram perder-se nelas.

            Nos beijamos mais uma vez, eu sentia uma ânsia pelos beijos dela, como se para me lembrar de que não aquilo não era apenas pelo prazer, mas que havia sentimento também.

            Depois de algum tempo Beatriz quis mudar as coisas. Pediu-me para ficar de quatro em cima da cama com a bunda empinada em sua direção. Obedeci, ela sentou-se de joelhos e beijou minha bunda penetrando a língua. Soltei um grito. Aquilo era tão indecente, mas porque era também tão bom? Me senti uma devassa e o pior... gostei daquilo, gostei muito daquilo.

            - B..Beatriz... não assim...! – disse em tom de súplica.

            - Mas se não for assim não tem graça – disse pressionando dois dedos na minha bunda e começando a penetrar – não concorda?

            Eu não concordei, apenas gritei ao sentir aqueles dedos invadindo-me por dentro. Eles me rasgavam, eu arfava, fechei os olhos com força. Os dedos iam e vinham em um ritmo constante. Fazer sexo com um homem devia ser assim. Em minha cabeça imaginei um homem sem rosto, anônimo, a enfiar seu membro duro dentro de mim.

            A imagem se desfez com mais um de meus gritos de prazer. Abri os olhos e virei meu rosto para trás, apenas para a realidade se mostrar para mim. Não havia homem nenhum, apenas Beatriz que agora estava praticamente montada sobre mim, sua vagina pressionando minha bunda e seus seios encostando nas minhas costas. Ela beijou meu pescoço e seus olhos me fitavam com malicia. Ela lambeu minha orelha fazendo-me derreter de prazer.

            - Quer mais?

            - Q-quero... – respondi ofegante e ela me presenteou com um beijo demorado ao mesmo tempo que uma de suas mãos pressionaram meu seio esquerdo com mais força do que o necessário.

            - Eu também – disse pressionando seu corpo com força contra o meu.

            Continuamos, mas com mais força e vigor do que da primeira vez. Não nos contentamos com uma, nem duas, nem três. Acho que transamos umas quatro vezes, com intervalos para descansarmos e trocarmos algumas caricias. Só então, vencidas pelo cansaço, nos deixamos dominar pelo sono e dormimos abraçadas.

 

*****

 

            As lagrimas ainda banhavam meu rosto quando ouvi a porta do quarto abrindo-se. Era Beatriz, vestia uma blusa branca simples e um short. Parecia bem a vontade e leve. Estava sorrindo, mas quando me viu sua expressão mudou            e ela correu ate mim abraçando-me. Sei que não deveria, mas aquele abraço foi tão cheio de carinho que me deixei ser protegida e envolvida por ele.

            - Sophia porque esta chorando?- ela beijou minha bochecha.

            - O que fizemos foi errado, você se aproveitou da minha situação e me fez trair Madison – disse tentando conter as lagrimas, queria afasta-la, mas por mais que a quisesse longe... a queria perto também. Era tão contraditório, mas era essa a verdade.

            Beatriz terminou o abraço e me fitou seriamente, suas mãos repousavam em meus ombros.

            - Olhe Sophia... Madison que me perdoe, mas ela não pode culpar você por nada e nem acho que você devia se culpar – abri a boca para responder, mas ela colocou o dedo indicador em meus lábios indicando que eu devia ficar em silencio – ainda não terminei. Sophia você precisa ver as coisas como são e não fantasiar o amor como nesses contos de fadas. Madison não é sua princesa encantada e você pode, e deve, se relacionar com outras pessoas. O mundo não é tão pequeno assim e você deve aproveitar mais... – ela riu – como posso dizer de uma forma mais simples... o que quero dizer é que Madison não é a única mulher no mundo. Tem um monte de garotas interessantes por ai para você conhecer.

            - Tipo... como você? – perguntei tímida limpando minhas lagrimas que paravam de cair.

            - É, tipo eu, mas essa mocinha aqui esta fechada para relacionamentos no momento – ela riu referindo-se a si mesma – o que tivemos foi apenas uma transa, não significa que devemos namorar ou coisa do tipo.

            Eu certamente não entendi o que ela disse. Para mim se duas pessoas dormem juntas é porque se amam, e se assim for devem ter um relacionamento. Beatriz estava, definitivamente, dizendo coisas que não faziam o menor sentido.

            - Olha, não precisa esquentar sua cabeçinha com isso agora. Você vai entender o que estou dizendo com o tempo. Agora... porque não veem comer algo? Comprei sorvete e podemos devorar uma tigela inteira enquanto assistirmos um filme.

            Eu estava confusa, nem sabia ao certo que horas eram. Olhei para o céu e o vi recoberto com as cores do crepúsculo, a mistura de luz e sombras que tanto admiro. Não sabia bem porque, mas a proposta do sorvete parecia realmente boa e convidativa, embora eu estivesse receosa em que tipos de filme Beatriz quisesseassistir. Espero que ela não fosse do tipo que gostasse de zumbis, não a nada que me de mais pavor que filmes de zumbis.

            - Pode... ser uma comédia romântica? – perguntei baixo e um pouco insegura.

            - Hmmmmmm... – ela fez uma expressão pensativa. Acho que estava apenas fazendo drama para me deixar ansiosa pela resposta – eu estava pensando em Azul é a cor mais quente, conhece?

            - Não... – algo me dizia que não era uma comédia romântica – é romântico...?

            Ela apenas riu e se levantou fazendo sinal para eu segui-la. Eu fiquei parada uns dez segundos sem saber bem o que fazer. Bem, se não tivesse zumbis estava tudo bem para mim. Mesmo insegura quanto ao filme me levantei e segui-a.



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