História Contos Paralelos - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esse conto é um tanto quanto peculiar.

De certa forma, desperta muita curiosidade e dos contos já postados, esse é o primeiro baseado em depoimentos reais.



Boa leitura.

Capítulo 3 - Terceiro: Doppel (parte um)


Fanfic / Fanfiction Contos Paralelos - Capítulo 3 - Terceiro: Doppel (parte um)

 

Doppel (parte um)

(Obs: Este conto é baseado em um depoimento real)

 

Hoje vou contar uns lances estranhos que ocorreram recentemente com membros de minha família.

O primeiro aconteceu acho que foi em outubro, numa manhã. Minha mãe estava atrasada para o trabalho, e acho que foi por isso que ela não pôde parar e dar maior atenção a este amigo.

Bem, ela estava apressada, e no trajeto ela passa em frente a uma Santa Casa, e passando na esquina desta, ela viu um amigo dela chorando muito parado em frente ao hospital. Penalizada, ela se aproximou dele e falou:

- Oi Alceu, o que aconteceu? – disse ela passando a mão sobre o ombro dele, que a olhou e depois de hesitar, respondeu:

- O Cristina, minha mãe acabou de morrer!

A mãe do seu Alceu era uma grande amiga de minha mãe, que a ajudou muito em épocas de dificuldades passadas.

Sensibilizada, ela o abraçou e chorou.

Conversaram por um bom tempo e mesmo estando atrasada para o trabalho, ela não podia deixar de dar atenção a um acontecimento daqueles que, querendo ou não, mexia com suas estruturas.

O velório seria pela tarde e mesmo comovida, ela foi ao trabalho, ao menos para tentar se fazer presente durante algumas horas e ao final da tarde, talvez, ir ao velório.

Chegando ao trabalho, ela ligou para casa avisando do ocorrido a meu pai, e pediu que ele entrasse em contato com meu tio, pois tanto Alceu quando sua mãe, eram pessoas ativas nos grupos de espirituais que também participávamos.

Alceu tinha um porte físico peculiar: alto, robusto e muito parecido com o cantor Sidney Magal, tendo, inclusive, uma voz meio rouca e com certeza faria um ótimo cover se quisesse. Estes detalhes físicos são cruciais, pois, dificilmente (embora não seja de todo improvável) minha mãe se enganaria de pessoa, pois o homem sabia até o nome dela e detalhes de coisas que só Alceu poderia dizer.

 

Algumas horas depois, minha mãe ainda estando no trabalho, meu tio liga querendo saber de mais informações.

Meu tio perguntava dela como ela tinha ficado sabendo da morte, já que Alceu estava em outra cidade, há cento e oitenta quilômetros de distância, mesmo lugar onde sua mãe estava internada em estado crítico.

A mãe de Alceu havia morrido naquela manhã depois de passar a madrugada em agonia. Detalhe: Ninguém havia sido avisado ainda.

Foi então que veio o grande espanto de minha mãe: ela teria confortado um desconhecido? Se sim, como ele saberia tantas informações a respeito da vida de Alceu e como ele poderia se parecer tanto com o mesmo?

Nestas coincidências bizarras, onde pessoas são parecidas umas às outras, com nomes iguais, em circunstâncias iguais… e pior, numa cidadezinha de pouco mais de oitenta mil pessoas onde todo mundo se conhece?  É algo cabuloso e até fantástico, não é, amigo leitor?

 

Esse acontecimento ficou marcado na vida de minha mãe por anos e de certa forma, na minha também, que sempre tive interesse em saber mais sobre esse eventos sem explicação.

Seis anos depois da morte da mãe de Alceu, no mesmo mês e no mesmo dia, algo semelhante foi presenciado pelo meu marido.

Aquele ano era ano de pleito, e político que é político fica todo assanhado atrás de votos bem antes do tempo de campanha eleitoral. E o que aconteceu foi isso mesmo.

Meu marido era muito conhecido de um senhor que a vida toda trabalhou ligado na prefeitura com esportes de lazer (o mais curioso é que esse senhor tinha um grau de parentesco com Alceu).  

Este eterno candidato à alguma coisa, sempre estava presente nos campeonatos de futebol amadores da cidade.

Havia, porém um detalhe crucial neste caso: o homem lutava contra um câncer há algum tempo, por isso o assombro de meu marido ao vê-lo certo dia, forte e sadio andando no meio dos torcedores, numa manhã de verão quente pra dedéu!

Este suposto pré-candidato, segundo meu marido, estava andando no meio do povo, e meu marido disse que não chegou a conversar com ele porque estava ocupado em saber do esquema tático do time que ele torcia, ou coisa parecida. Enfim, meu marido estava entretido com algo que ele julgava mais importante, mas, assim que deu uma brecha ele procurou àquele seu colega, para saber mais sobre sua melhora, como ia a campanha, enfim, pôr a fofoca em dia, só que meu marido não o encontrou mais.

Na semana seguinte depois do jogo semanal, não o encontrando novamente por lá, resolveu dar uma passada rápida na casa deste amigo, para ter notícias dele.

O que não foi um susto para mim: o suposto sujeito, estava há meses na cama, pois sua doença havia se espalhado e se instalado no osso da coluna.

O pobre homem estava há tempos impossibilitado de sair do quarto, portanto impossível ele ter estado andando embaixo do sol, assistindo ao jogo.

Meu marido jura que era ele mesmo, há poucos metros de distância, não alguém semelhante: era o próprio.

Imaginei logo que ele tivesse visto alguém parecido ou que talvez fosse outra pessoa que ele inconsciente ligou a este homem, ou ainda, que o cérebro se enganou, confundindo-o, mas não. Meu marido afirmava que era ele mesmo, pois estava vestido um antigo uniforme do time, o mesmo que usava a vida toda, com as mesmas marcas surradas do tempo.

… e mais uma vez, de alguma forma, acontecimentos inexplicáveis sondaram pessoas próximas a mim, mas, alguns anos mais tarde, vivi algo que ia além de tudo o que eu poderia imaginar.

Eram exatamente seis meses após os acontecimentos com meu marido quando ele precisou viajar a trabalho, então duas amigas foram dormir lá em casa, amigas de infância e solteironas que eu amava tanto quanto amava minhas irmãs.

Era uma noite de sexta-feira e assistíamos o último capítulo da novela com muitas guloseimas a comer e lágrimas pelo fim dos personagens favoritos.

 

Antes que o último capítulo da novela terminasse, senti um arrepio e então a energia foi embora.

Dei um berro pelo susto e pela raiva de não poder ver o grande final.

 

Decidimos então ficar trancadas no quarto jogando conversa fora e lembrando dos tempos de escola e rindo do passado.

As janelas estavam trancadas e da mesma maneia a porta.

As coisas estranhas começaram a acontecer quando minha amiga disse ter sentido alguém lhe tocar. Quase ao mesmo tempo, o copo que estava no criado-mudo trincou e quase que imediatamente ouvimos o som da porta da sala sendo batida.

- Parem com isso imediatamente, vocês são loucas? Não sabem que não podem fazer isso aqui? Vocês estão despertando eles! – dizia uma voz bem familiar, que, por acaso, era a mesma voz do Alceu, que naquele ano já havia falecido tragicamente.

Ficamos em silêncio e o silêncio só foi quebrando quando uma de minhas amigas, que sofria de úlcera correu para o banheiro e ouvimos ela vomitar.

Alguns momentos depois, ela ficou parada na porta do banheiro, que fica de frente para a cama.

Ela então deu uma gargalhada forte e ficou andando em círculos pelo quarto, depois disso destrancou a porta e saiu correndo como uma louca.

Minha outra amiga, entre gritos e berros, começa a espernear em pânico e eu, claro, tentei acalmá-la, embora eu também estivesse assustada.

 

Depois disso, tudo aconteceu muito rápido: a energia voltou e um dos vizinho entrou em casa para nos socorrer depois de ouvir os pedidos de socorro.

Relatei que alguém havia entrado em casa e que uma de minhas amigas tinha saído corrido desorientada e meio perturbada, o vizinho então olhou para mim, com uma expressão confusa, e disse que de sua casa, não viu ninguém sair correndo e que nunca tinha dado queda de energia.

Olhei para a minha amiga, petrificada de medo e então, do banheiro, saía a outra dizendo que seu estômago estava doendo muito.

 

Depois disso, passamos a noite em claro, sentadas na cama e olhando para a porta do banheiro, talvez, esperando que, sabe-se lá o que mais pudesse sair de lá.

 

 

Que explicações poderiam ser dadas diante destes casos tão peculiares? Bem, casos assim existem relatos aos montes, embora não tenha sido provado propriamente.

Certa vez, cheguei a ler sobre Doppel (que significa duplo), que dizia que geralmente são o lado negativo, que tenta influenciar a pessoa a fazer coisas cruéis, que ela não faria normalmente. Outros acreditam que esta criatura poderia ser um conselheiro invisível, que seria visível somente para o que o tem, independente da explicação, acredito que esse mundo guarde mais mistérios do que possamos imaginar.

 


Notas Finais


Não deixe de conhecer minha outra história:


Hoffenhein: Um Estranho Dentro de Mim https://spiritfanfics.com/historia/hoffenhein-um-estranho-dentro-de-mim-4716380


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