História Contra O Mundo - Capítulo 40


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Categorias Tormenta
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Palavras 6.653
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Magia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Iai pessoal, tudo beleza?

Peço desculpas pela demora que é até padrão, mas fazer o que?

Tive alguns contratempos e e acabei demorando mais pra postar o capítulo, desculpem!

Mas sem mais delongas.

AI VAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI

O

SAMURAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI

Capítulo 40 - Campo de Ossos


Fanfic / Fanfiction Contra O Mundo - Capítulo 40 - Campo de Ossos

            

Arton, 1403, Algum lugar no Mar negro

A sala fria lhe era mais bem vinda que qualquer salão de festas, então entrou em passos largos e severos, as placas de armaduras movendo-se em perfeita sincronia, uma sobreposta a outra sem nunca deixar algo exposto, mas por hora não precisaria dela, fez questão de tirar ele mesmo sua armadura, deixando-a sobre o manequim, escarlate com suas inscrições e símbolos, suas jóias incrustadas e seus manto perolado, vestiu-se com um roupão simples da cor do céu noturno, deixou os cabelos grisalhos soltos escorrendo pelas costas conforme andava pelos salões, gostava do ambiente, por mais que fosse frio e gélido era um frio extremamente agradável e ridiculamente oposto a outras terras que tinham seus climas totalmente acentuados, ali, exceto com a neve do inverno sempre lhe era agradável, seus passos o levaram a uma varanda em frente a um enorme pátio interno no meio do castelo, mais ao longe por trás das muralhas e das ameias  podia-se ver o mar, já tingindo-se pelo sol de fim de tarde, caso se concentrasse podia ouvir as ondas batendo contra a costa, isso era extremamente belo e acima de tudo, seu, ergueu a mão e uma serva lhe serviu uma taça de vinho tinto, levou-o ao nariz chacoalhando levemente o líquido, élfico, de uma boa safra, eram raros após a queda de Lennórien a uns bons anos, reis não tinham o privilégio de tomar um vinho de uma safra tão fina, mas reis de reinos patéticos eram apenas o reflexo de seu reino, patéticos e minúsculos, o calor emergiu do pátio interno, havia um motivo para seu castelo ser tão grande e ter um espaço tão enorme no centro, onde mais acolheria seus leais seguidores? Escamas moveram-se com graça e letalidade tão grande que só aquela criatura poderia ter, asas abriram-se e o calor subiu ainda mais quando a fera bufou de frustração, o dragão vermelho possuía escamas de uma tonalidade alaranjada, que parecia brilhar quando o sol atingia ela, ainda era muito nova e impaciente, mas uma boa companheira, a dragoa virou-se para ele soltando um leve rosnado. — Com sua permissão, Mestre Gerad. — Pronunciou ela em tom profundamente ecoante, falava a língua humana com perfeição assustadora, mas não para ele, com um gesto afirmativo a dragoa tomou distância batendo as asas formosas e lançando-lhe para o céu noturno, lhe privando da visão da fêmea pertencente a mais perfeita espécie, mas não faria falta, com os movimentos nada sutis da fêmea um tanto grande para a idade os outros irmãos dela acabavam de acordar.

Arton, 1403, Deheon Próximo a Divisa com Wynlla

 

            A chuva fina insistia em cair, jogando gotas incessantes contra o chão já lamacento, havia muitas poças se formando conforme a terra cedia as gotas insistentes que faziam com que ficasse impraticável seguir caminho, seus olhos pendiam pela noite silenciosa, apenas com o cheiro de terra molhada e o barulho da água, caso se concentrasse podia ouvir os gritos de um pássaro, provavelmente buscasse os filhotes mortos pela chuva, um galho caído supunha, suspirou cansado, quando viu um de seus homens se aproximando com o manto ensopado,  a taverna estava cheia, mas todos eles eram seus homens, e dariam a vida por três palavras dele, ouviu as botas na madeira que compunha a escada, cinco, quatro, três, suspirou guardando o que levava na gaveta, quando por fim o homem bateu em sua porta. — Pode entrar. — O homem adentrou temeroso pigarreando e titubeando por uma possível fúria de seu senhor. — Desculpe, milorde, não a encontramos em lugar algum, nenhum homem lembra de tê-la visto desde que acampamos da ultima vez, essa chuva também atrapalha muito, tentei procurar pela floresta, mas tem muita lama, não tem como seguir nenhum rastro senhor eu... — O homem ergueu-se calmo tinha pouco mais que alguns dedos acima do outro e não era um dos homens mais altos que já viram, com seus exatos um e oitenta metros de altura, não mais que sessenta quilos, de cabelos brancos bem cuidados e olhos de um azul da mesma cor que o céu de meio dia em seus melhores dias, ele calmamente caminhou até o homem tocando-lhe o ombro com calma. — Não havia o que ser feito, ela já se foi para longe a muito tempo, mas não se preocupe, a acharemos, de qualquer forma ela sabe se cuidar e sabe para onde vamos, muito obrigado pelos seus serviços, pode tirar a noite de folga. — Dito isso o homem saiu, sua irmã ainda traria problemas para o sobrenome Forsetti, mas Lorena sempre fora assim, rebelde demais, suspirou buscando em seu baú pessoal um casaco pesado, por mais que aquela noite estivesse chovendo tanto, havia um homem responsável por tráfico ilegal de armas, então naquela noite iria nevar.

            Chegou em alta madrugada, com a espada pendendo ao lado do corpo e um nome a menos na lista, não iria dizer jamais que desviara seu curso tanto por um traficante de armas, mas fora bem útil a parada em Valkaria para que sua irmã pudesse ir a Academia Arcana, suspirou cansado largando o manto a um dos batentes a porta, suspirou cansado conforme sentava-se em sua cama fitando o parapeito da janela, fez uma prece solene, talvez Tanna-Toh o ouvisse e abençoa-se sua irmã com um pouco de sabedoria, talvez um pouco de proteção também, por isso fez uma prece curta a Tenebra, não era um grande adepto da Deusa da Noite, mas ela merecia algumas preces as vezes, calmo apanhou a espada longa, fora forjada especialmente para ele, fora feita com mitral, uma espécie de material mais leve e muito mais resistente que o aço, sua arma era uma obra prima feita com esmero pelos melhores ferreiros que a família podia pagar, lembrava-se como se fosse a tão pouco tempo, quando foi-se dito que o herdeiro dos Forsetti iria se armar cavaleiro, homens do reinado inteiro se prontificaram a forjar seus equipamentos, houve caravanas e mais caravanas as portas do castelo, comerciantes e nobres menores querendo caírem as graças da família, lembrava-se de caminhar descalço pelas muralhas do castelo e ver a quantidade de gente aglomerada, não era tão mais velho quanto a maioria dos escudeiros, estava vendo seu décimo segundo verão, e a cidade estava tão amarrotada que mal tinha espaço para ele, desde aquela época recebera o “Sir” como tratamento e ordem nobre, se era digno aquele tempo e fosse digno agora era uma outra história, amarrou panos em volta da arma e desceu as escadas, diferente da forma que subiu agora fazia propositalmente barulho, ouviu alguns guardas abrirem suas portas assustados, mas com um gesto voltaram a dormir, outros estavam embriagados demais, e outros ainda exausto pela companhia das meretrizes que obtiveram durante a noite, não que aquilo importasse não fazia qualquer diferença e era bom que seus homens estivessem menos preocupados, havia menos problemas assim. Rain chegou no estábulo deixando o pacote no chão, havia cavalariço para o serviço, mas ele preferia pessoalmente escovar seu cavalo, havia uma intimidade entre ele e o animal, aprendera com anos como cavaleiro que o elo entre o homem e o animal muitas vezes é o que vence maioria das batalhas ou torneio, deixou-se escovar o animal, tinha pelos castanhos e um porte robusto, um puro sangue Namalkahriano, tão alto na centelha quanto ele mesmo, e um olhar astuto, o cavalo era mais inteligente que a média, mesmo para os padrões de Garanhões de Namalkah que tendiam a ser mais espertos ainda, suspirou escovando a crista de seu amigo conforme ele o encarava com um olhar pesado.

            Sentiu o empurrar seu ombro com o focinho, o cavalo era inteligente demais, era um bom amigo, alguém que podia confiar e contar tudo que ocorria, na falta da irmã e as vezes até na presença da mesma quando os assuntos se tornavam muito pesados para a garota, era sua melhor companhia. — Hoje aconteceu de novo, Ciclone. — Suspirou o grisalho acariciando o cavalo após terminar de escová-lo, sem pressa pegou o pacote no chão livrando a espada da bainha, um metro de mitral afiado, prateado e brilhante como só o próprio mitral podia ser, tão bem balanceado e bem feito como só uma arma daquele calibre podia ser, havia outras armas bem feitas pelo reinado, aos montes, obras-primas de ferreiros, mas como a sua eram poucas e quase todas encantadas, coisa que ele pelo menos conseguia livrar sua espada, não precisava mais que aquilo, uma arma de tamanha qualidade daquela já tinha sua perfeição e já era mal utilizada em grandes casos, aquela arma fora feita para um grande cavaleiro, um “Sir” de renome, que faria duelos e enfrentaria o mal com justiça pelos fracos e oprimidos, mas não era o que ele fazia o tempo todo, ele não estava em um conto de fantasia, estava no mundo real. — Quando tudo isso vai acabar? — Pronunciou calmo limpando o sangue que ainda manchava a espada, o pano deslizando por onde o metal fora dobrado meia centena de vezes, podia sentir as marcas por onde o aço fora dobrado mesmo com a mão sob o pano enquanto esfregava as manchas de sangue seco na lâmina, suspirou cansado. — As vezes prefiro que lutem, que se agarrem as vidas, que lutem, gritem e lancem maldições vazias. — Rain sorriu fraco analisando a lâmina limpa, prateada, leve, brilhante e tão letal quanto só ela podia ser. —Talvez eu só queira parar de ser um carrasco e parecer mais um heróico, um justiceiro, mas esse foi realmente estranho... Um traficante de armas de pólvora, “cospe-chumbo” como chamam, mas era diferente, pensei encontrar alguém trancafiado escondido fazendo experimentos, não esperava que fosse um homem comum um estudioso, que estava revendo novas técnicas de forja, pensei que seria recebido com disparos, magias, armadilhas, mas tudo que ele fez fora cobrir suas invenções para que o sangue não as atrapalhasse, e pedir para que eu fosse rápido... — O nobre parou a espada já estava limpa o suficiente, então restou guardá-la na bainha e encarar as gotas de água. — Eu não sei se fiz o certo, não sei nem se ele era realmente um criminoso que merecia a morte, eu só quero que acabe, tudo isso, que possa viver sem esses problemas, sem criminosos sem tudo isso... Seria tão mais simples a vida, um lugar que eu não precisasse matar, que ninguém ameaçasse ninguém, um lugar de paz.

 

Arton, 1403, Deheon, arredores de Bek’grounds

Dante ficou encarando com o cenho franzindo, aquela mulher só poderia ser louca, ela falava coisas completamente sem sentido, empunhava uma maça que parecia mais um punho gigante dourado, as roupas eram uma confusão multicolorida, e preso a camisa da garota bordado um dado de seis lados, era o símbolo sagrado de Nimb, disso sabia, ela era uma clériga do Caos, não havia motivos para atacá-la, então ele fez um sinal para que descessem e tentassem conversar amistosamente, era o melhor a se fazer, não havia necessidade de mais batalhas e mais sangue, o loiro foi o primeiro a se aproximar erguendo as mãos em sinal que não queria atacar. — Que? RD? BBA? Gravata de Bolinhas? O que está acon...— Sua frase foi interrompida por um potente golpe da mulher em sua cabeça, na realidade não aconteceu nada mais que doer um pouco, talvez pouco mais que um soco, mas de qualquer forma fez o loiro abaixar-se com as mãos na cabeça. — Alto lá! Quem faz as perguntas sou eu! Ouviu? Então pó parar e prestenção! Quem ta falando aqui sou eu! Eu que faz as perguntas, pra passar da ponte deve ser mais astuto que eu, a Hit, a Clériga de Nimb, porque ela é astuta, ela é sábia, ela é de nível épico! — A mulher tinha sérios problemas em falar sozinha então pouco a pouco o grupo começou a descer da carruagem para fitá-la, assim que Sayto pôs os pés pra fora ela exclamou. — Ih! O lá! Esse ai é bonitão! Garanto que tem o Talento Atraente! — Embla e Irvin seguiram para fora atraídos pela loucura da mulher. — Olha lá! Dois Meio-dragões do Modelo de 3d&t, que diacho, jurava que o Loirinho tinha um nível de Swashbuclker e o Talento liderança! Ahhh!! Tendi! Vocês são os protagonistas né? Sempre acho legal conversar com protagonistas, principalmente tirar alguns bons pontos de vida em umas pancadas! Vamos lá! Se acertarem podem passar, se errarem vou dar umas boas porradas no loirinho aqui! — Ela dizia animada movendo a maça que era um punho dourado de um lado para o outro, em poucos instantes o grupo inteiro estava a alguns passos dela enquanto ela encarava o líder, não sabiam o que era pior, estarem sendo barrados por uma louca clériga de Nimb em meio a adolescência armada com uma maça estranha, ou estarem a mercê de algum poder cognitivo vindos de Dante. Estavam condenados.

 

— Vamos lá! Loirinho bobão, vou começar com uma fácil! Hein!? O que acontece quando se esfrega uma lâmpada debaixo da água? — Perguntou a mulher com a arma preparada, Dante que ainda estava se recobrando do golpe. — Que? — E em contra partida recebeu outra pancada na cabeça. — Aparece um hidrogênio idiota! Cada uma viu, vamos lá, qual a cor do Pegaso branco de Nimb? — O homem mesmo dolorido fitou a garota, com um severo receio de receber uma nova e bela pancada na cabeça. — Branco oras! — E uma nova pancada o fez resmungar de dor. — Nimb não tem um Pegaso, sua montaria é um Hipogrifo, burro! Vamos lá, uma fácil hein! Qual a função do esqueleto? — O guerreiro já resmungando de golpes sucessivos na cabeça parou por um instante teria que ser bom naquela resposta, era vago então lembrou-se de todas as aulas. — Sua função é estruturar o corpo! — E uma nova pancada o recebeu assim que achou que estava correto. — Burro! A função do Esqueleto é invadir o Castelo de Grayskull! Burro! Mais uma hein! Por que Luke esconde seus livros? — Com mais uma resposta alegando que aquilo ela loucura ela tratou de dar outro golpe potente no loiro. — Porque ele não gosta que a Princesa Leia! Ele atacou com gelo! Mas... — O líder do grupo o encarou com o cenho franzido e pela demora recebeu outra grande pancada. — Burro! Mas o mago, é Implacável! Por Nimb, como você é burro! Quem nasceu primeiro, o ovo ou o Kobold? — Dante já tonto pelas pancadas e já temeroso de uma nova, fechou os olhos preparando-se pro golpe. — Eu vou lá saber! — Ele franziu o cenho e contraiu os músculos da face esperando um golpe que nunca veio, Hit suspirou vencida e abaixou as armas. — Acertou, podem atravessar a ponte. — O grupo ficou encarando com certo receio enquanto o guerreiro voltava com passos lentos como se a qualquer momento ela pudesse mudar de idéia e sair batendo no grupo, o que pareceu não alegrar muito.— Qual foi? Vai ficar ai me olhando com essa cara de Chewbacca depois do banho? Vai ou não vai passar a ponte?

 

A noite prosseguiu sob o trote dos cavalos, a escuridão era imensa em todos os cantos, o chão era rochoso, várias pedras pequenas no caminho faziam a as carroças bambearem cada vez que passavam pelas pedras, a luminosidade era quase nula, a lua permanecia entre nuvens e pouca luz fazia fonte de luz serem completamente fraca, enxergava-se pouco mais do que a frente do primeiro cavalo, por isso quem guiava os cavalos era Nichaela, seu sangue élfico a ajudava a enxergar muito além do que os olhos humanos pela escuridão, tochas eram acessas as laterais da carruagens mas mesmo assim não eram suficiente para poderem livrar todo a parte da sombras, ali eram as Bad’Lands e só havia território rochoso para todos os lados, demoraram muito tempo, para conseguir atravessar as três carroças e os seis cavalos pela ponte, mas ainda assim já haviam deixado a cidade a pelo menos quatro horas, então, a quatro horas só havia rochas e escuridão para qualquer lugar que olhassem, usavam as estrelas para se guiar, Embla e Sayto conseguiam decidir as direções por elas, e Dante sabia para onde tinham que ir já que era o único que nascera no reino em questão, ninguém conseguia dormir por ali, aquilo tinha um clima estranho, mesmo a luz reconfortantes das tochas pareciam estranhas ao ambiente, Lorena olhava tudo muito estranha, não era uma aventureira tão comum, conversava com Embla na segunda carruagem mais afastadas, Iorin mantinha-se em guarda, postado ao lado da Nichaela, Gaav permanecia de guarda na segunda carroça por trás dando um leve respeito onde as garotas conversavam, Dante, Nefrítis, Irvin e Rhaenys estavam a primeira carroça conversando coisas aleatórias e arrumando as próprias armas, trocando um odre de vinho aguado entre eles, Sayto estava encarando a retaguarda, na ultima carroça focando para ver se algo os seguia, curiosamente não gostava das tochas ao redor dele, apostava que caso ele não visse o oponente também não seria visto, e apostava na velocidade para resolver a maioria dos problemas, porém nada parecia vivo naquele local, as armas estavam a postos, mas nada se movia, apenas o vento gelado da noite soprava pela planície rochosa, durante horas pensaram que viria um ataque, logo a noite foi avançando, o cansaço pesando, em pouco tempo as armas que estavam nas bainhas já fáceis de serem sacadas, foram postas de lado, o vinho aguado começara a ser mais compartilhado, e menos o clima de tensão perdurou, Gaav largou seu posto acreditando que nenhum ataque viria, Embla e Lorena se aproximaram do grupo para partilhar o vinho, as armaduras eram tiradas em busca do conforto e os olhos antes atentos para tudo lá fora, voltaram sua atenção para risadas e os vinhos dentro da carruagem, e então só ouviram um grito do moreno.

 

Quando entenderam o que acontecia já era tarde demais a carroça fora arremessada para o lado com brusquidão tamanha, que os cavalos só não foram arrastado e provavelmente feridos brutalmente por um movimento rápido de Iorin que cortou a parte que ligava a carroça aos cavalos, a madeira chacoalhou e encontrou o chão bruto, uma confusão de rochas, madeiras, gritos e utensílios caindo uns sobre os outros, Rhaenys fora a primeira e mais rápida, cobriu a distância praguejando para a segunda carruagem buscando vestir sua armadura completa em meio as coisas tombadas, os outros buscaram sair das coisas tombadas e tudo que viram foram a pior coisa que poderiam ver, seus ossos eram gastos, porém enormes, exalava um cheiro de morte com um olhar que brilhava corrupção por dentro dos globos vazios, não tinha olhos, na realidade não tinha pele, era um esqueleto, em forma dracônica, tinha pelo menos vinte metros de comprimento e seis de altura, as assas já eram apenas os ossos com pouca carne decomposta entre as juntas, mesmo assim a criatura parecera chegar em voo, o que tornava mais complicado, não falava, não emitia sons e não fazia acordos, perdera todo o brilho do intelecto extremo e da arrogância da raça, era apenas uma forma repugnante do que já fora um dia, com presas compridas e amareladas pelo tempo sempre a mostras, com os caninos grandes como espadas e as os outros dentes quase tão grandes quanto, ele movia-se com o barulho agonizante de ossos estralando a cada passo, junto dele outros esqueletos se erguiam do solo, como se já estivessem esperando pela sua presença, talvez magia draconica, mas não, era pior que isso, aquele dragão havia perdido sua inteligência e o poder mágico, aquilo já havia sido preparado, era uma armadilha, esqueletos levantavam-se da terra com armaduras e armas a postos, mas poucos conseguiam tirar os olhos do dragão, seja por repulsa como Embla e Irvin que tinha um contato mais íntimo e de sangue com as feras, seja de admiração como Iorin e Dante, ou seja pelo efeito do pasmar de medo que a aura da criatura lançava, como Nichaela e Lorena, a fera balançou a cabeça e cuspiu uma rajada de ar congelante, o frio intenso fora disparado em forma de rajada contra o grupo, o golpe fora tão poderoso que os jogou em direção opostas, o chão onde fora atingido congelado, nenhum ferimento muito grave, algumas escoriações, alguns cortes e danos pelo frio intenso em alguns membros, a maga ruiva estava se reerguendo do efeito que causara dos danos quando notou um dos esqueletos atrás de si, mas a sensação era vaga, ainda estava sob o efeito natural que os dragões tinham, só notou quando o assassino surgiu atrás dela tentando um golpe violento contra o crânio de um esqueleto, apenas para a espada resvalar inofensiva e alojar-se ao crânio da criatura, praguejando fez um gesto arcano e enquanto o esqueleto erguia as armas a mão esquerda do assassino que fez a eletricidade correr pela lâmina da katana até o corpo da criatura ser atingida e o crânio explodir sobrando apenas um corpo Inerte. — Não usem as espadas! Não faz tanto efeito! Usem outras armas! Martelos devem fazer efeito! Acordem!

 

Nichaela pareceu acordar do transe após ser arremessada por alguns metros depois da rajada, Iorin estava ao seu lado, sangrando de um ferimento na costela esquerda onde a roupa levemente congelada mostrava o que ocorrera, ele tentava defendê-la do ataque dos esqueletos, mas haviam muitos para ele defender-se sozinho e ainda protegê-la, tateou o pescoço em busca do símbolo Divino tocando a lua prateada com fervor. ‘ Mãe Lena, sou sua criança, sou sua serva, sou sua filha. Eu repudio as armas, eu repudio a violência, eu repudio tudo aquilo que lhe fere o bem mais precioso da vida. Atenda ó poderosa e generosa mãe a súplica de tua filha, proteja aqueles que defende-a, que o corpo de meu aliado seja transbordado com tua vida, que o sangue se torne tua seiva, que a pele se torne tua vontade de proteger essa filha que lhe suplica!’ Após a prece rápida Nichaela tocou Iorin, o samurai tentava a todo custo enfrentar os esqueletos mas por algum motivo seus golpes paravam nos ossos, era mais complicado cortar criaturas que não tinham a carne macia para partir, e como um tufão seu corpo se iluminou, seus músculos incharam sentindo a força de um touro, a pele rígida como a árvore e uma sensação que a pele se tornara rochosa, a lâmina do esqueleto até o atingiu no meio desse efeito de pasmar, porém ricocheteou em seu braço da mesma forma como se atingisse uma rocha sólida, deu um leve sorriso e golpeou com a espada, a nova força fez os ossos da criatura espatifarem sob o impacto da espada, virou-se para cleriga atrás de si dando um longo cumprimento em um menear da cabeça, voltando a eliminar esqueletos, ele não tirava prazer da morte, mas aquilo não era uma vida, então cada golpe que dava era substituído por um outro, e mais esqueletos vinham e mais um corpo adornava o chão, viu o assassino tentando enfrentar três esqueletos para cobrir a ruiva que corria em socorro da amiga e do resto do grupo, os golpes dele pareciam não fazer efeitos, atingindo os ossos e causando poucos estragos, com sorte ele conseguia eliminar um quando a lâmina acertava os pontos corretos, parecia estranho para ele acostumado com seres vivos e acertar pontos vitais não ter nenhum deles para atingir deveria ser uma sensação estranha, cobriu a distância até ele abrindo caminho entre os esqueletos, assim que se aproximou viu ele recuar de um golpe e dirigindo-se a ele. — Não adianta! Espadas não faz muito e... — Não quis deixá-lo terminar, com um golpe firme partiu o crânio de um com um golpe na horizontal com ambas as mãos, deixou o braço pender com a espada apenas no direito e golpeou a perna do outro, com a mão livre, apanhou o que restava intacto pelo crânio e o esmagou contra o crânio do outro, um sem placa de aço sob o peito se aproximou rápido, e com um golpe de Kendõ o partiu do crânio a pélvis na vertical, e encarou sobre os ombros o olhar incrédulo que o outro lançava. — É falta de força, pratique mais. — Brincou o samurai voltando a golpear os intermináveis esqueletos.

 

A essa altura o campo de batalha já se tornara caótico demais para maga, em um instante estavam em suas carruagens em outro um dragão esqueleto os atacara com uma rajada de gelo, Iorin cuidava da maioria dos esqueletos,  Sayto usava a velocidade superior para atrair a atenção dos esqueletos e principalmente do dragão, mas já mostrava sinais de fadiga, Nefrítis era a que mais se saia bem no combate, armada com um mangual, uma haste metálica ligada a uma corrente que por sua vez era ligada a uma esfera de aço pesada, ela eliminava os esqueletos conforme esses se aproximava conforme girava a arma para acertar o dragão, era a única que realmente causava danos na estrutura óssea do dragão, já que raramente a Katana do assassino fazia algum efeito real na fera, isso quando ele não evitava atacar para não se expor a um ataque, mesmo com o assassino atraindo a atenção do dragão e Nefrítis minando-o com golpes em sua estrutura a batalha não estava das melhores,  Irvin usava feitiços e mais feitiços para afastar a maioria dos esqueletos, raios de chamas rompia os dedos do feiticeiro, mísseis de energia e até alguns relâmpagos cortavam os esqueletos, mesmo assim apenas ele e o Samurai para lidar com a horda de oponentes parecia muito difícil a vitória, Embla lançava magias de cura na companheira ferida, Lorena era uma maga poderosa e ótima em combates arcanos, mas não era aventureira, era acostumada com salões confortáveis soldados e mais soldados que dariam a vida por ela, bailes e grandes festas, todos os confrontos dela foram em ambientes controlados dentro da própria Academia Arcana, o pavor de ver um dragão ali impregnava ela completamente, até mesmo Embla sentia os efeitos e a inquietude quando um dragão estranho se aproximava, não era racional era um instinto primitivo de quando um predador se aproximava, e nada era mais ameaçador que um dragão, esqueletos já se aproximavam dela, até que um grito acompanhado de uma gargalhada rompeu o campo de batalha, as bênçãos de Nichaela transformaram a maior arma de destruição do grupo em algo impensável, Gaav já era forte suficiente normal, mas o que vira era absurdo, havia tanto poder mágico nele quanto nem achou que poderia, sua pele estava do tom de cascalho e rochosa, assim como a do samurai, a diferença é que o minotauro estava duas vezes maior, os chifres ameaçadores e as armas e armaduras tão grande quanto ele próprio era uma máquina mortífera que avançava em carga pelo campo de batalha, imaginou que ele só pararia naquela forma quando encontrasse uma parede ou não visse mais alvos para enfrentar, fez uma série de gestos arcanos, e Gaav brilhou azulado pelo encantamento, encheu-se de coragem, valentia e vontade de combate, um encantamento relativamente fraco que aumentava a performance de pessoas em combate, quase sempre esquecidos pelos magos, mas era por isso ela fazia questão de memorizar e preparar essa magia, ela não precisava lutar sozinha.

Dante veio logo em seguida, armado com uma placa de aço no peito e uma nova espada bastarda em mãos, parecia se deliciar, corria de um lado para o outro balançando a arma de aço escuro nas mãos. — Venham! Seus bando de maricas! Experimentem um pouco da arma mágica do grandioso De La Fiore! — Gritava esbravejando mesmo que os inimigos não pudessem ouvi-lo, ele fatiava e golpeava com a espada com violência, sempre entre risos e gingas, os esqueletos eram lentos, e poucos golpes acertavam sua armadura, e o bom ferro o protegia desses eventuais ataques, de propósito ele deixava-se cercar e atacava todos de uma vez, imbuído até os ossos com bênçãos de Nichaela, esqueletos começavam a se aproximar dela, enquanto Lorena voltava do efeito de pasmar, precisava manter a amiga a salvo, Embla lançou meia dezena de gestos no ar e um brilho esverdeado serpenteou pelos esqueletos, havia preparado duas magias dessa nessas situações, uma acelerada para ser mais rápida e a outra caso fosse necessário, de forma normal para poupar recursos, e usou ambas ao mesmo tempo, os esqueletos que corriam pararam no ar, como se em um segundo os corpos aumentassem o peso de uma forma mística, eternamente lentos em seu movimento, virou-se para o dragão que já havia ferido gravemente Nefrítis, que recebia uma benção de Nichaela para voltar a luta e no momento que olhava acabava de lançar Iorin para o chão com suas garras, a criatura virou-se para a clériga, fazendo a maga apressar-se em sua conjuração debaixo do dragão, a terra firme virou lama, fazendo-o afundar e tombar com seus ossos trincados ou com partes faltando pelos golpes da guerreira enredados na lama, uma bola de fogo cruzou o ar lançada por Irvin atingindo a criatura em cheio levantando uma cortina de poeira pela lama explodida, o feiticeiro que levitava alguns metros do chão encarou com uma pose vitoriosa, crente de sua vitória, até que a cortina de poeira foi rasgada por uma rajada de gelo que o atingiu em cheio jogando seu corpo desfalecido para o chão com um longo estrondo. — Embla, você pode curá-lo, vá! — Ouviu a voz de Lorena a acordando, sua amiga a impulsionava e erguia-se imponente. — Vou abrir caminho pra você... Esses malditos já sobreviveram muito tempo, ensinar para eles que não se usa armaduras de aço durante uma Tempestade. — A grisalha tirou a clériga de Tanna-Toh de sua frente, fazendo longos gestos enquanto os olhos estalavam a energia elétrica, a primeira magia foi um poderoso relâmpago, atingindo uma linha com a rajada de energia elétrica, seis esqueletos explodiram na rajada, outros viraram-se para ela ameaçando um avanço, porém ela ainda não tinha terminado, com outra série de gestos a energia elétrica correu por entre seus dedos, formando um arco que ligava ambas suas mãos, e com uma ordem uma rajada de energia elétrica saiu de seus dedos, atingindo um dos esqueletos, e depois saltando para outro e para outro e para outro, fazendo uma continua corrente de relâmpagos que explodiu uma parte considerável dos esqueletos abrindo espaço para Embla.

A ruiva correu o mais rápido que pode, conforme relâmpagos estalavam ao seu redor conforme Lorena abria caminho para si, mas eram muitos, em quantidades tão grandes que duvidou que a maga fosse capaz, e quando já quase não havia mais como ver Irvin tamanha quantidade de criaturas em seu caminho um som a despertou, cascos no chão, golpeando, pateando resfolegando e atropelando, Rhaenys passou ao seu lado, vestida em sua armadura completa com seu escudo e lança em riste, o cavalo Azar com quase seus dois metros na centelha, uma mistura de carne aço e madeira, eram dois em apenas um e assim eram muito mais letais, a carga fora suficiente para abrir caminho para clériga, rasgando e atropelando tantos esqueletos em seu caminho quanto podia contar, seguiu a pilha de destroços chegando ao corpo do feiticeiro caído, enquanto com o canto dos olhos voltava a ver a situação do combate, Dante tentava enfrentar o dragão numa tentativa de esgrima, arrancara uma das asas da fera, mas sua espada fora arrancada de suas mãos quando recebeu um ataque com a cauda e afogou-se em lama, a criatura ameaçou uma mordida em Nichaela, mas lascas de suas presas voaram quando sua boca se aproximou suficiente para um manear do mangual de Nefrítis o receber num impacto que fez o som ecoar pelo campo de batalha, Iorin recebeu-a em sequência com um golpe no mesmo local em que a guerreira deixara lascas, arrancando-lhe uma das presas, a criatura urrou tentando abocanhá-los porém o ataque foi do assassino que encravou a katana em uma das frestas dos olhos da criatura, o som de algo se partindo dentro dela foi audível mesmo a distância e um urro saiu pela garganta do dragão conforme ele se debatia e tentava alcançar Sayto que já se distanciava de novo, um dos olhos dela havia se apagado, a essa altura, o Feiticeiro já se erguia e com sonoro agradecimento voltou ao combate contra os esqueletos, o dragão continuava atacando mesmo com diversos ferimentos, todo ataque dele um novo corte surgia em Iorin, ou Nefrítis era arremessada para longe, e quando o ferimento era demasiado para eles continuarem a lutar a clériga estava lá para curá-los, e então Embla avistou Dante desacordado em maio a lama, com um gesto rápido a bola de fogo explodiu quatro esqueletos em seu caminho, os malditos não acabavam nunca? Correu até o loiro fazendo um tentáculo de sombras surgir do chão e puxar o líder antes de sumir novamente, tomou o corpo de Dante buscando sinais de batimentos, fracos mas ainda estava vivo, podia curá-lo, concentrou entoando a prece, e sequer viu quando o dragão virou para a mesma e aproximou violentamente suas garras dela. — Embla! — Foi tudo que ouviu, a voz do moreno chamando por ela, os sons dos passos velozes do assassino, o som da Katana recebendo um golpe de uma das garras, e o som molhado da carne rasgando seguida do som de sangue tingindo o chão, a lama e de algo sendo violentamente arremessado contra rochas longes dali.

Todos haviam se ferido, inclusive Iorin havia perdido um dos braços no inicio da batalha, mas esses eram guerreiros, Nefrítis, Dante, Iorin e Gaav eram acostumados a receberem ferimentos que nenhum outro suportaria e continuarem de pé os combates, depois podiam ser curados, restaurados ou consertados no caso da guerreira, mas Sayto não era um deles, e a forma com que as garras dilaceraram o corpo dele e o impacto o lançou por vários metros até uma rocha e a katana caiu pelo chão girando sem controle fez um efeito de pasmar, Dante encarava aquilo com um olhar vago entreaberto de um dos olhos enquanto Embla o curava, os outros estavam entre ir até ele e verificar como estavam e terminar o combate, até que Gaav urrou, um urro mais ameaçador que a criatura, todos os olhares foram para ele, se antes ele ser duas vezes maior era ameaçador, isso deveria ser um conceito a ser revisto, os músculos dele incharam mais do que deveriam, veias saltaram por todo o corpo, os pelos eriçaram-se inclusive os que cobriam a cabeça bovina do gigante, e os olhos atingiram uma coloração rubra, a maioria já tinha ouvido falar daquilo em que alguns guerreiros principalmente bárbaros conseguiam entrar em uma fúria de batalha que lhes era atribuída tamanha fama, agora Gaav poder fazer isso tornava tudo muito mais coerente e mais ameaçador, o Minotauro arremessou o machado por vários metros com uma força que não era própria para ele, o machado alojou-se com um estrondoso impacto contra as costelas do dragão, e em seguida foi a vez do próprio arremeter contra a besta em uma carga furiosa, o encontrão fez um barulho que assustaria quem fosse responsável por trovões, o barulho de uma locomotiva de músculos e força em fúria contra uma besta gigante formada de ossos, era o típico som que aventureiros sempre levariam na memória. — Os esqueletos! Deixem que Gaav cuide do dragão! Vamos eliminar esses malditos esqueletos! — A voz de Dante fez-se audível enquanto o mesmo buscava a espada em meio a lama agitada pela luta dos dois gigantes, de fato, Lorena recuava cercada pelos malditos segurando um ferimento no braço, usando eletricidade no toque contra os que se aproximavam, Irvin já não tinha muitas magias sobrando e ofegava exausto, Rhys estava com tantos esqueletos em volta que os mesmos tentavam escalar ela e Azar, enquanto o cavalo furioso escoiceava os mortos-vivos a esmo. E então a maré da luta mudou, com Gaav segurando o dragão Nefrítis pode mergulhar contra as criaturas, tendo o mangual sem movimentos amplos interrompidos sempre por um crânio ou clavícula, os partindo no processo e reiniciando o movimento, Dante era um ciclone loiro com sua lâmina rasgando o aço e quebrando o osso por baixo, arrancando pernas, braços, pescoços, Iorin era uma máquina marcial de pele de pedra e músculos aumentados pelas bênçãos divinas, cada movimento era mais um adorno de ossos no chão, e eram substituídos por outros movimentos e mais ossos no chão, Embla já estava perto do limite, exausta e com poucas magias disponíveis, mesmo assim fez chover fogo e ácido no campo de batalha, lançou rochas do céu nos esqueletos, relâmpagos, bola de fogo, sempre acompanhada de Lorena que imitava o mesmo.

Quando deram cabo aos malditos puderam voltar para o minotauro, ele sangrava de ferimentos incontáveis, tanto de garras quanto de mordidas, o pelo do peito jazia congelado por uma baforada a queima roupa que ele recebera, e mesmo assim golpeava o dragão de mãos nuas, havia pouco mais que ossos rachados e muitos quebrados da besta, mesmo assim, ele lutava com fervor contra Gaav, engalfinhavam-se na lama e afastavam-se com golpes potentes, para voltar a se atirar um nos outros, ferindo-se mutuamente com garras e socos, até que uma nova rajada de gelo fez o guerreiro tontear e um poderoso golpe rasgou-lhe a carne da barriga, fazendo sangue misturar-se mais ainda a lama, mesmo ferido e quase inconsciente agarrou-se no dragão e afundou ambos na lama, imobilizando com a força que lhe restava no corpanzil, esperando por um milagre, e ele veio. Ninguém soube dizer quando ou como, mas assim que o minotauro afundou o corpo do morto-vivo na lama, Sayto saltou sobre ele, nas mãos uma quantidade de energia elétrica que formava um bastão, na ponta uma esfera de energia maciça, o corpo retalhado podia se ver o branco dos ossos por baixo dos talhos, e se olhasse bem um dos cortes ainda podia se ver do outro lado, mas todos os ferimentos não o impediam de ferir a criatura com a arma que levava nas mãos, a energia originava-se da mão direita e alargava-se numa haste e terminava na esfera, ele empunhava a arma com duas mãos e golpeava com violência no crânio da criatura, a estranha arma era completamente instável, a cada golpe ela se desfazia para refazer-se quando o outro golpe era preparado, as formas variavam estranhamente, um martelo, uma maça, um machado, um mangual, uma marreta, todas elas serviam para o mesmo propósito, acabar com aquilo, ele golpeava incessantemente em uma fúria e ódio desconhecidos, um golpe era intercalado por outro em meio a gritos de raiva e descontrole, cada golpe fazia lascas de ossos voarem, depois ossos inteiros, depois novamente lascas e lama, e então, mais nada, a criatura parara de se debater e os golpes arrancavam pouco do que restou do crânio da besta e muito mais lama, mesmo assim ele não parava de golpear, quando resolveu que já era suficiente, os ossos do crânio do dragão não eram mais que diversas lascas e polpa boiando na lama, o próprio Gaav já havia voltado a forma normal e recostava-se segurando os ferimentos a beira do mar de lama feito pela maga, uma vez satisfeito o assassino virou-se para o grupo, olhos arregalados, amarelados, feições congeladas num êxtase de fúria, tez franzida e os músculos da face tensos, uma vez vendo que não havia mais oponentes a energia que restava dos golpes extinguiu-se sumindo no ar, a expressão suavizou-se e os músculos do corpo relaxaram, no horizonte os primeiros raios do novo dia atingiam as nuvens cinzentas, lançando brilho naquele campo de batalha caótico. — Vencemos! — Disse o loiro numa bravata apoiando a lâmina sob os ombros. — Vamos cuidar dos feridos e seguir viagem o mais rápido possível, talvez esses malditos voltem!

 

Todos foram cuidar de suas coisas, arrumarem as carroças, livrar-se das armaduras ou colocar os cavalos de volta nos lugares, Nichaela correu junto de Dante para cuidar de Gaav, ninguém parecia prestar atenção, mas Embla viu, com todos os detalhes, enquanto os ferimentos de Sayto moviam-se curando-se sem nenhum motivo aparente.

 


Notas Finais


Issae pessoal, quem gostou gostou quem não gostou pratique experimentos com animais vivos, dentro de uma jaula... De um Urso, obviamente vivo. De preferencia um que esteja com fome, sabe?

No próximo capítulo temos a chegada deles no próximo destino (salvo alguém mande OUTRO necrodraco!) e mudo a capa, porque sim, está chata Deheon a mil séculos ai... Culpa desse autor ai que demora pra postar e... Não, pera.

Obrigado por sua audiência, por me aturar nas notas do autor e nas notas finais, por ser essa pessoa maravilhosa.

Que Nimb lhe role bons dados e..


TCHAU


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