História Contrato (HIATUS) - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Contratos, Konohana, Konohanabi, Naruhina, Perseguição Passional
Visualizações 163
Palavras 2.939
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 10 - Perseguições e Descobertas - II


Ela é uma morena bem bonita, com o cabelo curtinho e os olhos amendoados, lembra muito pouco o Kono, deve parecer mais com os pais, e chega a tremer nervosa, mas quando notou que o Kono e o senhor Hiruzen estavam muito ocupados relembrando o passado para perceber até mesmo a entrada dela, ela se acalmou, respirando aliviada e vindo até nós.
— Mano! - só quando ela falou que o Kono notou que ela entrou no restaurante, levantando e abraçando ela com toda a saudade que devia estar sentindo. Eu sabia que tinha algo errado quando ele reclamava que ela não queria mostrar com quem tava namorando pra ele e sempre fugia do assunto. - Então essa é a famosa Hanabi que conseguiu o milagre de te desencalhar? - espera, pra ela ele me apresentou como namorada?
— Sim, essa é a Hanabi, a minha... Minha namorada! - eu acho que ele não lida bem em usar essa palavra, mas eu não reclamo mais depois de ver o que ele passou com aquela louca da Moegi, eu também teria ficado traumatizada no lugar dele.
— Bonita... - ela é até simpática. - Prazer, Sarutobi Mirai!
— P-prazer, Hyuuga Hanabi! - ela ainda tá assustada, porque percebeu que eu tava olhando pra lá e pode estar achando que eu vou perguntar algo, mas, por mim, ela pode ficar tranquila. - Eu não vou falar nada! - balbuciei discreta e ela chegou a respirar aliviada.
— Obrigada... - ela respondeu no mesmo tom. Enfim, eles pareciam ter muitas saudades dela, assim como eu tinha da Hina, mas eles parecem ter muito orgulho.
— Eu nem acredito que vou ver minha netinha se formando... - o senhor Hiruzen chega a estar emocionado. Eles tem uma historia de muita luta, muita dificuldade, deve ser uma grande conquista pra eles poder bancar os estudos da Mirai nesse país, saber que ela passou no vestibular de direito, é admirável e compreensível essa reação deles. Bem, ele precisou ir ao banheiro e o Kono foi ajudar, me dando um selinho antes de ir, por isso só ficou eu e a Mirai, que tá bem acuada.
— O que você quer pra não falar nada? - calma, menina!
— A sua vida não me interessa, se você não quer contar pro seu avô e pro seu irmão, isso não é problema meu! - tenho cara de fofoqueira por acaso? - Relaxa, eu não vou contar nada, é a sua vida, você que decide! - ela só falta chorar de tão nervosa, respirando ofegante e pegando na minha mão.
— Você não sabe o quanto que eu te agradeço por isso! - nossa, ela tem muito medo mesmo de que eles saibam e deve ser agoniante pra ela não poder conversar com alguém de confiança sobre isso.
— Olha, se qualquer dia precisar de alguém pra conversar, saiba que eu tô aqui, ok? - ela balançou a cabeça positiva, sorrindo mais aliviada e limpando as lágrimas. - Como se acostumou com esse lugar tão frio, Mirai? - ela não entendeu o que eu quis dizer com essa troca brusca de assunto, mas quando ela viu o Kono ajudando o avô a se sentar, ela meio que entendeu.
— Ah, no começo foi complicado, mas depois eu consegui me adaptar normalmente... - ela respondeu como se estivéssemos realmente falando desse assunto. Eu realmente não me importo com isso, mas, será que eles se importam?
— Pelo visto estão se dando muito bem... - o Kono disse sorrindo, acho que contente por essa aproximação. O almoço foi bem diferente, afinal, viemos à um restaurante alemão, mas até que eu gostei, fora que os Sarutobi são uma ótima companhia, alegrea, divertidos... O Kono em familia é completamente do senhor Sarutobi, o dono e presidente das Indústrias Saru, que é todo sério, centrado e chato de tão exigente, mas hoje, sabendo de tudo o que ele passou para chegar onde está hoje, eu entendo essa exigência. Eles sorriem muito, contam suas histórias, e sempre que podem dão e recebem carinho do avô, que também gosta de mimar os dois netos, além do mais, eles são muito receptivos, é como se, pra eles, eu fizesse parte da família, aliás, o Kono parece muito feliz em ver que eu me dou bem com o senhor Hiruzen e a Mirai. Ela pediu a conta, afinal nenhum de nós fala alemão além dela, e então demos um passeio pela cidade. Esse lugar é frio demais, não que Osaka seja um paraíso tropical, mas pelo menos é menos congelante! - Quer um pouco? - nesse lugar, até o chocolate quente é frio!
— Obrigada! - agradeci sorrindo e ele me abraçou, fica muito mais confortável assim.
— Isso da formatura ser no inverno foi ruim demais... - com certeza, Mirai.
— Meus joelhos estão doendo por conta disso...
— Melhor voltarmos pro hotel, não? - essa cara da Mirai deve significar que ela está chateada, assim como o próprio Kono, que queria passear comigo.
— Faz o seguinte, Kono, leva o senhor Hiruzen para o hotel e eu fico te esperando aqui com a Mirai, enquanto ela me mostra mais da cidade. - disse sorrindo e ele concordou, assim como ela, que deu um abraço no avô e foi andando comigo.
— Você realmente não vai falar nada? Tipo, sem pedir nada em troca? - que tipo de mulher ela acha que eu sou? - É que a ultima namorada do meu irmão, quando descobriu, me fez de empregada até largar dele... - Moegi...
— Eu não me surpreendo... - peguei no ombro dela, com ela me olhando um pouco temerosa, mas eu apenas sorri amigável. - Seu segredo está seguro comigo! - ela me abraçou, em sinal de gratidão.
— Obrigada! - essa garota vai explodir, gente!
— Por que nós não vamos à algum lugar quente, sentamos e você me fala um pouco sobre isso! - ela concordou, por isso fomos à uma loja de roupas de festa. - Ainda não comprou seu vestido?
— Por mim eu iria de calça, eu odeio esse tipo de roupa.. - isso explica a frustração dela. - Tudo tem decote, tudo é muito... Feminino, entende? - é, eu entendo. Ela não deve gostar de mostrar muito o corpo, essas coisas, assim como parece odiar saias ou vestidos, mas acho que sei o que ela vai gostar.
— Você não precisa ir de vestido, apenas com uma roupa de gala! - ela me olhou e eu levei ela pra um outra loja, essa mais simples, porém que tem algo que vai ser a cara dela. Achei! - Que tal isso? - um macacão pantalona roxo, com uma faixa vermelha sutil na cintura e com um decote também sutil. Ela pegou ele sorrindo, acho que eu acertei.
— Isso é maravilhoso, eu vou já provar! - ela ficou linda, só um pouco incomodada com o decote. - Só isso que ta me incomodando... - não tá tão chamativo assim, mas gosto é gosto!
— Não tem problema, eu pego uma linha e dou um ponto, ou se você tiver um broche...
— Eu tenho! - o rosto dela se iluminou. - Uma bijouteria que o papai me deu antes de morrer, dizendo que era pra eu me lembrar dele. - nossa, isso tem um puta valor sentimental. - Obrigada, Hanabi, eu nem sabia mais o que fazer! - ela me parece aliviada. - Só de pensar em usar um vestido nessa formatura me dava vontade de ficar de beca o tempo todo! - tive que rir.
— Ela, a sua namorada, vai? - ela engoliu em seco.
— Merda, eu esqueci! - ela tem todo o jeito do Kono!
— Vamos fazer o seguinte, o Kono acabou de me avisar que ligaram pra ele da Saru, por isso vai demorar mais no hotel, então porque não conversamos um pouco mais sobre isso? - ela concordou, assim que pagamos pelo macacão nós fomos ao que deve ser um café.
— O que você vai quer...
— Eu não trouxe dinheiro... - porque a risada?
— Você é bem diferente da Moegi mesmo, graças a Deus! - hã? - Relaxa, meu irmão disse que é pra eu cuidar de você como ele cuidaria... - ele é um fofo. - E se ele souber que você ficou com essas coisas e negou um pedaço de bolo, ele vai ficar chateado... - ela tem razão!
— Então me pede o menos custoso! - ela riu e fez o pedido.
— É, você é completamente diferente da Moegi, ela já estaria comendo o cardápio todo! - nossa!
— Você parece ter bastante raiva da Moegi...
— Eu sempre odiei aquela cobra, piorou quando ela descobriu sobre mim. - que cadela! 
— Quando você descobriu que era lésbica? - fui direta, até porque comigo ela não precisa ter vergonha alguma.
— Eu sempre gostei mais de coisas de menino, minha mãe acho que até desconfiava, porque ela nunca insistia pra me vestir como uma menininha, sabe? Já o meu pai sempre me via como uma princesinha, sempre que podia, mesmo a gente passando dificuldade, ele me trazia uma boneca... - entendi porque ela tem medo do Kono, pelo visto, o pai também percebia algo, mas não queria acreditar. - Quando eu tinha uns 11 anos, eu dei o meu primeiro beijo em um menino e me senti estranha, nisso aconteceu de eu beijar uma menina na escola e foi então que eu percebi que tinha algo errado. - chega a dar dó de ver o quanto ela é acanhada com esse assunto, nem eu e a Hina somos tão travadas. - Quando eu tinha 12, eu comecei a namorar uma menina, foi aí que...
— Que a Moegi descobriu? - ela fez que sim com a cabeça. - O que ela fez? 
— Ela ja não gostava de mim, mas um dia ela me viu junto da Mei, depois disso ela me fazia praticamente de escrava, eu lavava, passava, costurava e limpava pra ela e se eu reclamasse ela ameaçava contar pro Kono...
— E porque você não conta pro Kono? - ela negou com a cabeça várias vezes, desesperada.
— Eu morro de medo do Kono ou do vovô descobrirem sobre mim, eles não vão me aceitar, Hanabi, nunca aceitariam... será mesmo? - Eles são iguais ao papai, até desconfiam, mas querem acreditar que não é verdade, eu seria uma vergonha pra eles... - abracei ela, antes que ela chore. 
— O Kono tem muito orgulho de você, nesse tempo que estamos juntos o que mais ele fala é do quanto tem orgulho de você, de que você vai se formar em direito...
— Eu não quero estragar isso, não quero, eu, sei lá, um dia eu conto, mas eu não estou preparada pra isso! - eu a entendo, é meio que o mesmo que eu sinto com a minha irmã e o meu pai, eles nunca iriam me perdoar se eu dissesse que me entreguei ao Kono por dinheiro.
— Eu entendo você, entendo e não vou mais insistir nisso, é algo particular seu e eu te respeito. - ela retribuiu o abraço aliviada, acho que as palavras "eu te respeito" devem significar muito pra ela.
— O meu irmão tem razão, você é igual à mamãe! - acho que isso é um elogio. Limpei as lágrimas dela, o Kono vai vir pra cá e não vai gostar de ver ela chorando. - Vocês estão juntos há muito tempo? Ele fala muito de você e do quanto você é... - ela tá tentando lembrar a palavra. - Fascinante!
— Ele me fala isso toda hora! - rimos como as grandes amigas que nos tornamos. - Eu e ele não estamos juntos, assim, há muito tempo... - nós sequer estamos de fato juntos... - Mas eu nunca senti o que sinto por ele, entende, eu só tenho medo...
— Medo de parecer uma interesseira. - isso! - Só a julgar que você iria recusar até mesmo comer um pedaço de bolo com café para não precisar gastar do dinheiro do meu irmão, já se nota que de inetresseira você não tem nada! - isso sim é um elogio! O Kono chegou, rindo para nós ao notar o quanto estamos próximas.
— Vocês se tornaram boas amigas, hein... - ele tá tão contente.
— Problemas na empresa? - vamos ficar em Berlim por 4 dias, o que já é muito, ele deve estar subindo pelas paredes, do jeito que é workaholic. Ele beijou minha testa e sentou do meu lado.
— Não foi nada, só o senhor Inari se queixando da sua "folga para cuidar de sua irmã em Kyoto"... - era só o que me faltava!
— Essa foi a desculpa que vocês usaram? - foi! 
— Não é prudente que saibam de nós, não quero que pensem que estou com o "meu chefe" por dinheiro. - ele sorriu, beijando minha mão. - Basta que nós dois saibamos o que vivemos, não é?
— Você tem razão! - ele é um amor... É tão bom ficar com ele, sabe? Peguei um pedaço do bolo que a Mirai pediu para mim e dei na boca dele, corando quando ele me deu um selinho, poxa, estamos na frente da Mirai.
— Vocês são um casal lindo! - nós dois coramos com isso, mas acabamos rindo, olhando no olhos um do outro. Isso é tão bonito... Nossa! Sabe quando se tem a impressão de estar sendo observa... Moegi!
— O que foi, Hanabi? - e-ela! Quando ele olhou pra janela, só viu os cabelos tom de cobre correndo e eu abracei ele, assustada. Ela está aqui e estava nos espiando. - Mirai, pede a conta, nós temos que sair daqui! - cara, ele tem verdadeiro pavor dela, parece outro homem. A minha cunhada obedeceu, por precaução, voltamos de táxi para o hotel. - Diga pra essa mulher que eu não quero telefone externo no meu quarto e que se alguém telefonar para a recepção me procurando, procurando pela Hanabi ou procurando alguém da minha família, diga que não estou nesse hotel!
— Calma, mano! - ela foi e falou com a recepcionista, enquanto eu o abraço forte.
— Calma, Kono, ela não vai te fazer mal! - ele correspondeu meu abraço, meio que buscando refúgio. É, ele não deve suportar ficar perto dela, assim como eu tenho arrepios só de lembrar daqueles olhos me observando com raiva. Nossa... Aí, que frio, eu to com muito frio, minha garganta dói. Era só o que me faltava, ficar doente!

Kono on:
Porra, justo agora ela tinha que aparecer? Eu tava bem demais, tava com medo que a Mirai não gostasse da Hanabi, porque a Moegi ela detestava e hoje eu vejo que ela tinha razão, mas por sorte elas se deram bem, mas aquela maldita tinha que estragar tudo!
— Fica tranquilo, tá bom, não gosto de te ver assim... - Hanabi... Ela vale ouro! Eu tenho medo, não por mim, mas por ela. A Moegi já fez inferno na vida até de prostitutas que eu contratei, imagina da Hanabi que é minha mulher? Abracei ela protetor, não quero que por minha culpa ela sofra na mão daquela maldita.
— O que vocês viram no restaurante? - perguntou a minha irmã, ainda sem entender direito.
— A Moegi estava espionando a gente na janela! - ela finalmente entendeu minha reação. - V-vamo subir, Hanabi? Maninha, depois falo com você direito, ok? - ela fez que sim com a cabeça e eu sou subi junto da Hanabi, minha vontade é matar aquela mulher!
— Kono, fica calmo! - ela disse enquanto ligava o aquecedor. Chega tô sentindo calor com esse monte de roupa. Eu até queria levar ela pra passear, aproveitar que não haveria buxixos sobre nós aqui em Berlim, mas sabendo que a Moegi está aqui eu tenho medo.
— Você não se importa se ficarm... - ela me beijou, bem calma e compreensiva, rindo pra mim.
— Vou me sentir mais segura se não sairmos além da formatura da sua irmã! - ótimo! - Vem, ta frio, vamos tomar um banho... - pela malicia na voz, o que ela quer é relaxar transando comigo e eu não nego, preciso dela também. - Kono... - encostei ela no vidro do box e, não vou negar, descontei esse meu nervosismo nela, que é melhor que qualquer calmante. Sinto o ardor dos arranhões dela nas minhas costas, mas vale a pena em sentir ela toda gostosa me apertando, gozando pra mim. Eu precisava disso! Quando sai do banho, a primeira coisa que ela fez, depois de se recuperar, foi procurar vários casacos pra mim, mas ela tossiu, quem tá precisando de cuidado é ela!
— Vem cá! - a abracei, esquentando seu corpo, sentindo seus braços me rodearem. Ela está trêmula, cuidou tanto de mim que esqueceu de cuidar de si própria. Ela é fascinante!
— Eu tô cansada... - ela tossiu novamente, melhor pedir alguma coisa pra ela. Espero que a atendente entenda japonês... UFA!
— Por favor, mande uma sopa de abóbora com gengibre para o quarto 520! - rapidamente o serviço de quarto veio e deixou meu pedido aqui em nosso quarto, comigo ajudando ela a comer. - Isso vai fazer você melhorar, Hanabi. - mesmo agasalhada, ela treme muito, por isso a ajudei a comer. Ela sempre cuida de mim, não custa nada cuidar dela, ela é tão delicada, tão frágil quando doente. - Está melhor?
— Um pouco... - ela mente, essa sopa vai fazer ela ter um ápice de febre antes de melhorar. Me deitei com ela, nos cobrindo com um grosso edredom, ela com essa febre e eu com um puta frio, por sorte ela me deixou quente o suficiente para não ter uma crise de bronquite. Ela dormiu rapidinho, cansada, me abraçando. Ela é um amor, o meu amor. É... Essa mulher conseguiu me ganhar de jeito!
— Eu te amo, Hanabi...


Notas Finais


Mirai se abrindo com a Hanabi, Moegi vigiando e Kono dizendo que ama a Hana enquanto ela dorme. O que acharam disso tudo? Espero comentários, beijos!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...