História Contrato de Submissão - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Tags Bdsm, Hunhan, Hunhanweek, Menção Krisyeol, Menção Sulay, Sadomasoquismo
Visualizações 393
Palavras 2.069
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, genteeeeee!
Uau, quantos comentários foram aqueles? Nossa. Eu fiquei todo me tremendo. aaaaaa
E eu não pude demorar pra postar, né?

Se tiver algum erro, me avisem.

Boa leitura!

Capítulo 17 - Me perdoe, LuHan.


SeHun.

 

Quando LuHan ficou livre, peguei­-o nos braços, puxando­-o da mesa. Carreguei­-o até o quarto e o coloquei na cama, com ele ainda agarrado junto de mim. Ele se virou para mim, enterrando o rosto no meu pescoço. Lágrimas quentes atingiam a minha pele, partindo meu coração ao meio.

 

Deus, eu era um filho da mãe. Um idiota completo.

 

Apertei­-o contra mim, desespero subindo por minha espinha e se alojando em minha garganta.

 

— Me perdoa, LuHan. Por Deus, me perdoa.

 

Era tudo o que eu conseguia dizer. Repetidas vezes. Pânico atravessava a minha garganta. E se LuHan fosse embora? Eu certamente não poderia culpá­-lo. Droga, ele não devia apenas ir embora, devia sair correndo daqui.

 

— Por favor. Por favor, não chore mais. Me perdoa. Isso nunca vai acontecer de novo. Nunca devia ter deixado que isso acontecesse.

 

Eu o balançava para frente e para trás em meus braços, com ele grudado junto a mim, o seu corpo ainda trêmulo. Se era medo, decepção ou raiva, ou uma combinação dos três, eu não sabia ao certo. Havia falhado com ele completamente. Eu não o havia protegido. Não havia tomado conta dele como prometido. Tudo porque eu estava tentando distanciar-­me dele, tentando provar a mim mesmo, por algum motivo estúpido, que eu não precisava dele. Era uma baita de uma enganação. Eu precisava dele. LuHan era minha obsessão, meu vício, uma dependência que ia até o fundo de minha alma. Eu nunca havia sentido tamanho sentimento de posse quando outro homem tocava o que eu considerava ser meu. Mas não havia tratado ele de forma especial. Havia tratado como se fosse uma coisa. Um brinquedo, não o homem com quem me importava.

 

Acariciei as costas de LuHan, que tremiam. Ele estava tremendo ainda mais agora, e eu estava desesperado para confortá­-lo, oferecer­-lhe o que eu não havia proporcionado antes. Ele empurrou os meus ombros tentando se afastar, mas eu continuava segurando­-o com força, sem deixar que houvesse o menor espaço entre nós. Eu precisava tocá­-lo, senti-lo em meus braços. Estava temeroso de que se eu o soltasse, nunca conseguiria tê­-lo de volta.

 

— Quero tomar um banho. — Soltou LuHan. — Por favor, eu preciso disso. Eu quero ficar limpo. Ele... Me tocou.

 

Desolação tomou conta de mim como uma tempestade de inverno, fria e dura. Claro que ele se sentia violado. Não apenas por Jongin, mas por mim também. Eu o havia traído da pior maneira possível ao permitir que isso acontecesse. Eu não apenas havia permitido, como havia encorajado. Como diabos eu poderia superar tal coisa? Como ele poderia?

 

— Deixe-­me ligar o chuveiro. — Disse, retirando o cabelo do rosto dele.

 

As bochechas dele estavam molhadas com as lágrimas, e seus olhos estavam vermelhos, fitando­-me. O sangue ainda gotejava do canto de sua boca. Então ele desviou o olhar, incapaz de me encarar nos olhos, e meu estômago embrulhou.

 

— Fique aqui. Vou preparar o banheiro e você poderá tomar o seu banho.

 

Afastei­-me da cama, meus instintos gritando para que ele não fosse embora, mesmo no curto espaço de tempo que demorou até abrir a água. Era como se meu peito estivesse vazio, o pânico entalado em minha garganta. Eu nunca havia experimentado tamanha devastação emocional. Isso me deixava desconcertado. Me enlouquecia. Não me sentira assim nem quando Ashlyn foi embora. Nem mesmo quando ele foi à imprensa, me humilhando com suas mentiras. Nada chegava perto disso, e o medo me aplacava cruelmente.

 

Apressei­-me para o banheiro e abri o chuveiro, testando a água até que ela atingisse a temperatura ideal. Peguei um roupão e uma toalha, a pressa me deixando desajeitado. Xinguei quando a toalha caiu do balcão, e me inclinei para pegá-­la, dobrando­-a novamente e me assegurando de que ela estivesse ao alcance de dentro do boxe.

 

Retornei ao quarto e encontrei LuHan sentado na beira da cama, as pernas dobradas junto ao corpo. Ele abraçava os joelhos contra o queixo, seu rosto virado para baixo, seu cabelo caindo sobre os olhos. Parecia tão vulnerável que eu quis morrer na hora. Eu havia feito isso com ele. Não Jongin. Nem outro homem. Eu havia feito isso. Não havia como fugir disso. Toquei seu ombro, e peguei uma mecha de cabelo sedoso dele entre os dedos.

 

— LuHan, o chuveiro está pronto. — Hesitei um momento antes de continuar a falar, preocupado que ele fosse me rejeitar, sabendo que eu merecia isso. — Você quer que eu o ajude?

 

LuHan levantou o rosto para me ver, os olhos ainda assombrados. Mas ele não disse “não”. Ele não disse nada. Apenas assentiu. Me senti aliviado, fraco e abalado por dentro. Eu precisaria de alguns instantes antes de recuperar minhas forças. Ele não me havia rejeitado – ainda não. Segurei­-o nos braços, levantando­-o protetoramente, mantendo­-o tão junto de mim quanto possível enquanto o carregava para o banheiro. Coloquei­-o em frente ao chuveiro, despi­-me lentamente antes de abrir a porta do boxe e entrei antes dele. Peguei­-o pela mão, guiando­-o para dentro do boxe junto comigo.

 

Por alguns momentos, simplesmente o abracei, ambos sob a ducha quente. Então, comecei a limpá-­lo, esfregando cada centímetro do corpo com sabonete perfumado. Não deixei nenhuma parte intocada, enxaguando delicadamente qualquer lembrança das mãos de outro homem sobre ele. Passei xampu no cabelo dele, massageando com cuidado até o couro cabeludo, e então enxaguei cada fio. Abracei­-o protetoramente, segurando­-o enquanto permanecíamos em silêncio sob o constante fluxo de água, que tinha um efeito tranquilizador.

 

Finalmente desliguei o chuveiro e abri a porta do boxe, alcançando a toalha de modo que ele não sentisse frio algum. Enrolei-o com a toalha, mantendo­-o perto de mim enquanto secava sua pele e seu cabelo. Não me preocupei em cuidar de mim, usando o frio do banheiro como penitência. Ele era mais importante. Não eu. Eu só esperava que não tivesse percebido isso tarde demais. Quando LuHan estava completamente seco, enrolei a toalha na cabeça dele e ajudei­-o a vestir o roupão felpudo e aconchegante. Amarrei a faixa em torno da cintura dele, deixando o corpo inteiro coberto, de modo que ele não se sentisse vulnerável. Ele estava a salvo. Até mesmo de mim. Peguei uma das outras toalhas e apressei­-o de volta ao quarto, e só depois de colocá­-lo na cama que eu comecei a me enxugar e vesti uma cueca boxer.

 

Então, sentei­-me na beirada da cama e trouxe­-o para junto de mim de modo que pudesse terminar de secar os cabelos dele. O silêncio entre nós se alongava enquanto eu esfregava as mechas ainda úmidas. Quando fiquei satisfeito que a maior parte da água havia sido enxugada, apanhei a toalha e levei­a de volta ao banheiro, e peguei a escova de LuHan. Retornei e o encontrei sentado no mesmo lugar onde o havia deixado. Subi na cama e puxei-o para entre minhas pernas, posicionando­-o de modo que eu pudesse escovar o cabelo dele. Minha paciência parecia infinita, escovando fio a fio até que o cabelo de LuHan ficou completamente seco, pendendo pelos ombros dele. Após colocar a escova na mesa de cabeceira, agarrei seus ombros e inclinei minha cabeça para que pudesse beijá­-lo no pescoço. Ele estremeceu, enquanto eu continuava a cobri­-lo de beijos descendo a curva de seu pescoço até o ombro, indo e voltando.

 

— Me perdoa. — Sussurrei. Ele se retesou sob os meus beijos e então relutantemente, me afastei dele, descendo da cama. — Volto logo. Fique à vontade. Vou trazer seu chocolate quente.

 

Ele assentiu enquanto eu me distanciava. Fui até a cozinha e preparei uma caneca de chocolate quente e não perdi tempo em retornar a onde LuHan estava deitado. E então entreguei a caneca fumegante para ele. LuHan segurou a caneca com ambas as mãos como se buscasse por seu calor, e então a trouxe para juntos dos lábios e assoprou o chocolate quente antes de provar o primeiro gole. Fez uma careta quando o líquido quente queimou sua boca, e então afastou a caneca de si. Apresei­-me em pegá­-la, com raiva de mim mesmo por não ter pensado nisso. Não havia considerado que o chocolate pudesse estar quente a ponto de queimar os lábios já machucados de LuHan.

 

— Vou pegar gelo. — Falei. — Não saia daí.

 

Retornei a cozinha, peguei alguns cubos de gelos e enrolei em uma toalha. Quando retornei ao quarto, LuHan continuava onde eu o havia deixado, os olhos vagos e distantes. Precipitando­-me, sentei­-me ao lado dele e cuidadosamente pressionei a toalha com gelo contra a sua boca. Ele se mexeu e tentou se afastar, mas eu insisti.

 

— LuHan, você precisa de gelo para que não fique com a boca inchada.

 

Ele pegou a toalha das minhas mãos, então deu meio metro de distância entre nós. Não o condenei nem tentei impedir. Era bem menos do que eu merecia. Levantei­-me da cama e me afastei alguns metros antes de me virar e olhar para ele novamente. Permaneci afastado, ansioso e preocupado. Inseguro.

 

Deus, eu não costumava ser uma pessoa insegura e ainda assim, com LuHan, me sentia repleto de incertezas. Estava completamente entregue pelo tamanho enorme da minha cagada. Não era um caso para simplesmente pedir desculpas, ele perdoar e esquecer toda a situação. Eu o havia colocado em situação de risco.

 

Havia permitido que outro homem abusasse dele enquanto estava sob minha proteção. Se eu não conseguia perdoar a mim mesmo pelo que havia acontecido, como podia esperar que ele o fizesse? Eu ainda estava imerso em pensamentos quando ele deixou que a toalha deslizasse por seu pescoço. O olhar dele era de cansaço e derrota. Senti um aperto no peito ao notar que o brilho no belo olhar dele se extinguira.

 

— Estou cansado. — Disse ele, calmamente.

 

LuHan parecia estar completamente esgotado. A fatiga era uma sombra em seu rosto e entorpecia os seus olhos. Eu queria conversar com ele. Queria suplicar perdão a ele. Explicar que isso nunca aconteceria de novo. Mas não queria forçá­-lo. Não até que estivesse pronto. E era evidente que ele não desejava conversar sobre o assunto essa noite. Talvez ele ainda estivesse digerindo tudo. Ou talvez estivesse reunindo forças para me mandar me foder. Assenti, o desgosto atravessado em minha garganta. Desliguei as luzes, deixando apenas o abajur junto à cama aceso. Então subi na cama, sem saber ao certo se ele queria que eu o tocasse ou não. Quando estava debaixo das cobertas, estiquei o braço para desligar o abajur, deixando o quarto na escuridão total. Só o brilho das luzes da cidade iluminando as cortinas.

 

Me virei para ele, automaticamente esticando o braço na direção de LuHan. Mas ele se virou para o outro lado, o rosto virado para longe de mim. Ele não estava rejeitando o meu toque, mas ao mesmo tempo não queria o meu toque. Ainda assim, ele se encolheu sobre o meu braço, se aninhando junto ao meu peito. Eu queria que LuHan soubesse que estava aqui para ele.

 

E, Deus, mais do que qualquer coisa eu necessitava da confirmação de que ele estava aqui de corpo e alma. Após alguns instantes, ele soltou um leve suspiro e então relaxou nos meus braços. Sua respiração suave tomou conta do quarto, um sinal de que estava adormecida. Ou pelo menos que estava prestes a apagar. Mas eu não dormi. Nem ao menos preguei os olhos.

 

Porque toda vez que tentava, tudo que eu conseguia enxergar era a visão de LuHan sendo tocado à força por outro homem. 

 

LuHan.

 

Na manhã seguinte, quando despertei, Sehun ainda estava dormindo. Levantei-me silenciosamente da cama e arrumei minhas coisas, fazendo o mínimo de barulho possível para não o acordar. Eu estava aliviado por ele ainda estar dormindo porque não sabia ao certo como encará-lo.

 

Eu precisava ficar sozinho, organizar meus pensamentos. Eu queria ir para casa, tinha muitas coisas para falar, mas eu não tinha certeza de quais palavras dizer. Esperava que quando ele fosse até a minha casa saber o porquê de eu ter saído do nada, eu soubesse o que dizer. Talvez isso fizesse de mim um covarde. Mas eu sabia que, quando as dissesse, isso poderia significar o fim do nosso relacionamento.

 

Terminei de arrumar as minhas coisas, e olhei para Sehun enquanto dormia. Ele parecia um anjo dormindo tranquilamente. Imaginei como seria acordar e ver aqueles olhos castanhos. Você esta sonhando, disse a mim mesmo. Suspirei pesadamente​ antes de sair pela porta.

 

Eu precisava ir embora.


Notas Finais


ESTOU INDO EMBORAAAA, MALA JÁ ESTÁ LÁ FORA, PORQUE HOMEM NÃO CHORAAAA
Parei.q

O LuHan indo embora, como o Sehun vai ficar? KDKEKDKDKEKE
Vai ter mais um acontecimento no próximo capítulo que vocês vão ficar putos da vida e o Jongin ainda vai aparecer muito, viu? hehehe não vou falar mais nada!

A fanfic está perto de chegar aos 400 favoritos! Quem não favoritou, pode favoritar, viu!

Até o próximo. hihihi


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