História Contrato de Submissão - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Tags Bdsm, Hunhan, Hunhanweek, Menção Krisyeol, Menção Sulay, Sadomasoquismo
Visualizações 1.076
Palavras 1.835
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, genteeeeee!
Ninguém esperava por essa atualização, eu sei. hihihi
Mas vocês me deixaram tão feliz com os comentários do capítulo anterior que resolvi retribuir com duas atualizações na semana! Se quiserem mais atualizações surpresas, é só me dar muito amor nos comentários, viu?

Boa leitura!

Capítulo 8 - Não se apaixone por mim.


SeHun.

 

Acordei às seis e meia e saí em silêncio do quarto para ir caminhar. Antes de sair, parei no quarto de LuHan. Ele dormia profundamente e talvez acordasse antes de minha volta.

 

Meus pensamentos voltaram à manhã anterior, à forma como LuHan se derreteu contra mim, sua completa e absoluta confiança. Ontem foi um ponto de virada em nossa relação. Agora podíamos começar a entrar mais fundo em nossos jogos. Eu lhe mostraria um prazer ainda maior. Eu o faria gritar de deleite com mais frequência.

 

Quando voltei ao quarto, mais de uma hora depois, fui tomar um banho. Antes de entrar na sala, parei mais uma vez no quarto de

LuHan e deixei uma garrafa de água gelada e dois comprimidos de remédio. Ele podia estar dolorido quando acordasse.

 

Saí para correr logo depois. Liguei para Wonho e o chamei para colocar a conversa em dia. Não tinha certeza de porquê decidi conversar com ele, talvez fosse porque Wonho sabia de meu estilo de vida e eu, finalmente, tivesse vontade de conversar sobre isso com alguém que me fosse próximo. Eu não sabia. Acho que só queria ter alguém com quem conversar.

 

— E aí, Hun. — Disse ele. — Finalmente.

 

Olhei o lugar espaçoso. Havia um pequeno grupo de cadeiras num canto distante.

 

— Vamos para lá. — Fiz um gesto com a cabeça indicando o canto.

 

Nós nos sentamos e, por alguns minutos, pensei em como abordar com Wonho o assunto de minha vida. Finalmente decidi ser franco.

 

— Eu queria assumir meu estilo de vida, mas não quero que se torne o elefante na sala.

 

Ele se recostou.

 

— É um elefante e tanto, Sehun. Tem certeza de que quer falar disso?

 

— E por que não? Não tenho nada a esconder.

 

— Tenho certeza disso depois do que Ashlyn fez.

 

— Eu sabia que namorá­-la era má ideia.

 

— E por que fez isso?

 

Ergui uma sobrancelha.

 

— Não vai dar uma de psicanalista para cima de mim, vai?

 

Ele riu.

 

— Você é meu irmão. Seria pouco anti ético de minha parte analisar você. — O canto de sua boca se ergueu. — Mas seria divertido.

 

— Cala a boca.

 

— Desculpe. — Ele ficou sério. — Por que namorou com ela?

 

— Queria saber se eu podia ter uma relação “normal”. Já fazia muito tempo.

 

— Quanto? — Ele olhou o bar vazio. — Escute cara, não tem de responder nada, se não quiser. Se ficar íntimo demais, me diga que eu calo a boca, está bem?

 

Assenti.

 

— Muito bem. Foi há alguns anos atrás. Eu havia tido alguns relacionamentos, nada sério, nada excitante demais. Mamãe nunca disse nada, mas eu sabia que ela não gostava de me ver sozinho o tempo todo.

 

— Você nunca levou ninguém para casa. — Wonho disse.

 

— Nunca encontrei ninguém que quisesse levar para casa. Eu tinha um amigo, Siwon, que era um dominador. Fui a algumas festas com ele, saí um pouco. — Fechei os olhos, pensando nos primeiros anos. — Nunca me arrependi. Gostei do estilo de vida... Acabou preenchendo uma lacuna que eu precisava. Me perguntei, por anos, se minha infância tinha algo a ver com isso.

 

— Provavelmente não.

 

— Eu pensei que não ia me analisar.

 

Wonho ergueu as mãos.

 

— Não é análise. Só o que eu penso.

 

— Não acha que vem de algum impulso esmagador de controlar tudo?

 

— Você acha?

 

Pensei na questão. Pensei no tempo que passei com Ashlyn, com Kyungsoo e Brietta. E LuHan.

 

— Não. — Respondi com sinceridade.

 

— Muito bem, então. Aí está sua resposta.

 

Soltei um suspiro de alívio.

 

— Eu sempre pensei que talvez houvesse algo de errado comigo.

 

— Você sabe muito bem que não tem.

 

— Eu sei. Eu sei. — Peguei uns amendoins que o garçom tinha trazido. — Às vezes é difícil.

 

— Não tem parecido assim ultimamente. — Ele sorriu. — Você e LuHan, hein?

 

— Ele... Ele não é parecido com ninguém que eu tenha conhecido.

 

— E isso é bom?

 

— Muito bom.

 

— Bom e permanente?

 

— Ora essa, Wonho, só estamos juntos há pouco mais de um mês. Dá um tempo.

 

— Tudo bem, tudo bem. — Ele colocou uns amendoins na boca. — Mas existe potencial?

 

— Não sei. Não sei se nasci para isso.

 

— Está vendo? — Ele apontou para mim. — Isso, bem aqui? Acho que se deve a Ashlyn.

 

— E isto. — Apontei para ele. — Isto, bem aqui? Acho que é quando eu te digo para calar a merda da sua boca. — Sorri para ele saber que eu não me ofendera, mas que falava sério em cada palavra.

 

— Desculpe.

 

— Não preciso de um psiquiatra.

 

Ele não prestava atenção em mim.

 

— É só que quando seu irmão mais novo traz uma pessoa nova, tem um andar animado e sorri o tempo todo...

 

— Deixa disso, Wonho.

 

— E aquela coleira dele? — Ele franziu a testa. — Não me lembro de nenhuma de suas outras namoradas ou namorados usando coleira.

 

— Foi o que eu quis.

 

— E você o conhece há quanto tempo? Algumas semanas?

 

Levantei­-me, fazendo menção de ir embora.

 

— Tá bom, tá legal. — Disse ele. — Vou parar. Sente-­se.

 

Tomei um longo gole de suco e olhei o relógio. LuHan já deveria ter acordado. Me despedi de Wonho e fui pra casa.

 

 

 

 

 

 

Quando eu cheguei, ouvi a água correndo no banheiro de LuHan. Excelente. Enquanto eu esperava, sentei­-me à mesa e comi meu café da manhã. Não que eu estivesse contando, mas ele entrou na cozinha vinte minutos depois.

 

— Sente-­se e tome o café da manhã, LuHan.

 

LuHan se sentou à mesa e começou a comer. Ele comeu em silêncio enquanto eu bebia outra xícara de café. Perguntei­-me o que estaria pensando. Ele levantou a cabeça e, rapidamente, olhei meu próprio prato.

 

— Há quanto tempo você é dominador? — Perguntou ele.

 

Ah. Ele queria fazer perguntas pessoais. Um tremor de inquietação me atingiu.

 

— Quase dez anos.

 

— Teve muitas submissas ou submissos?

 

Com ou sem coleira? E defina teve.

 

Mas escolhi a saída mais fácil.

 

— Isso depende do que você considera “muitos”.

 

Ele revirou os olhos, sem se abalar.

 

— Sabe o que eu quis dizer.

 

— Não me importo de ter esta conversa, LuHan. Mas lembre­-se de que só porque você faz uma pergunta, não quer dizer que terá uma resposta.

 

Novamente, a determinação cruzou seu rosto.

 

— Muito justo.

 

— Então, pergunte.

 

Sua primeira pergunta me surpreendeu.

 

— Você já foi submisso?

 

Meu tempo com Siwon voltou à mente. As várias encenações que ele me ensinou, as poucas vezes em que me submeti a ele. Nossa relação não foi sexual, mas ele acreditava que um dominador precisava da experiência da submissão.

 

— Sim. — Afirmei e seus olhos se arregalaram. — Mas não por muito tempo, só por uma ou duas cenas. — Esclareci depressa.

 

Surpreendentemente, ele não me perguntou mais sobre essas encenações.

 

— Algum dia um submisso ou submissa sua usou a palavra de segurança?

 

— Não. — Respondi, querendo ver sua reação.

 

— Nunca?

 

— Nunca, LuHan. — Ele desviou o olhar primeiro. — Olhe para mim. — Mandei, porque queria que ele percebesse a verdade do que eu lhe diria. — Sei que você é muito novo nisso, então eu te pergunto: alguma vez estive perto de te obrigar a fazer mais do que consegue suportar?

 

Eu sabia a resposta antes de LuHan a pronunciar, mas queria que ele acompanhasse meu raciocínio.

 

— Não. — Declarou.

 

— Eu tenho sido gentil, paciente e carinhoso? — Prossegui. — Prevendo cada necessidade sua?

 

— Sim.

 

— Acha que eu teria sido gentil, paciente e carinhoso com meus antigos submissos? Que previ cada necessidade delas?

 

A compreensão apareceu em seus olhos.

 

— Ah.

 

— Estou começando com você aos poucos, porque vejo nisto uma relação de longo prazo, mas há muitas coisas que podemos fazer juntos. — Passei os dedos por seu braço até o cotovelo, imaginando­-o em minha sala de jogos de novo. — Muitas coisas de que seu corpo é capaz e ainda nem sabe. E, assim como você precisa aprender a confiar em mim, eu tenho que aprender sobre seu corpo. — Ele engoliu em seco ruidosamente e sua pele se arrepiou toda. — Tenho de aprender sobre seus limites, então estou trabalhando em você lentamente. Mas existem muitas, muitas áreas que ainda precisamos explorar. — Circulei seu pulso e o apertei. — E quero explorar todas. Isto responde a sua pergunta?

 

— Sim.

 

— Mais alguma pergunta?

 

Ele endireitou as costas.

 

— Se as seus outros submissos não usaram a palavra de segurança, como a relação terminou?

 

Deveria eu contar a ele como Brietta foi embora porque eu não dei o que ela queria? Ou que ela me fez falar a palavra de segurança?

 

— Terminaram como terminam qualquer relacionamento. — Declarei, dando-­lhe a reposta segura. — Nós nos distanciamos e tomamos rumos separados.

 

— Já teve uma relação amorosa com uma pessoa que não fosse seu submisso?

 

— Sim, uma mulher. — Respondi simplesmente.

 

Dois olhos castanhos me fitaram intensamente.

 

— Como foi?

 

Não foi. Foi um fracasso horroroso. Eu fui um fracasso horroroso. Eu, Oh Sehun, que nunca fracassava em nada, tinha falhado com Ashlyn.

 

— Digamos apenas que eu não entrei e nem pretendo entrar em um relacionamento amoroso novamente.

 

Ele franziu o cenho.

 

— Por quê?

 

— Porque as pessoas são egoístas, ficam em um relacionamento enquanto está tudo bem para elas, mas quando aparecem os problemas elas simplesmente vão embora sem se importar com os sentimentos dos outros.

 

— Por isso o contrato?

 

— Sim. — Assenti. — Assim nós dois sabemos exatamente o que podemos esperar e o que vamos receber. Assim ninguém se ilude, ninguém se machuca.

 

— Entendi...

 

LuHan baixou os olhos, mexendo no que restava da comida de um lado do prato a outro.

 

— Não se apaixone por mim. — Avisei. — Não interprete isto como nada além do que é. Não quero magoar você.

 

LuHan torceu os lábios e estreitou os olhos. Ele ficava adorável e lindo assim, mas eu sabia que apenas o aborreceria se dissesse isso. Meus lábios se curvaram, ameaçando um sorriso, mas aplaquei a vontade de sorrir e a fitei, enquanto aguardava o que ele teria a dizer.

 

— É muita presunção da sua parte. Sem mencionar arrogância e tolice. Você foi claro nas suas expectativas no nosso acordo. Não sou idiota. Supõe que todas as pessoas que conhece se apaixonam por você e não podem viver sem a sua presença?

 

Não me contive e sorri, mas LuHan não parecia contente com o resultado. Pareceu aborrecido como um gatinho cujas garras tivessem acabado de sair. Senti uma onda de alívio. Sim, me desdobrei para me certificar de que ele soubesse os termos do acordo, mas eu ainda não gostava da possibilidade de magoá­-lo. Eu não queria partir o coração dele. LuHan significava mais do que apenas um homem com quem fiz sexo.

 

— Está certo. — Concordei. — Mais alguma pergunta? — Indaguei.

 

— Neste momento, não.

 

Ainda bem. Por mais que me agradasse que LuHan tivesse coragem de me fazer perguntas, havia certas coisas que eu não estava preparado para discutir. Já fazia muito tempo desde que eu tive de entrar nos detalhes e dificuldades de uma nova relação.

 

Saí direto de uma relação de longo prazo de Brietta para Ashlyn. Não via a necessidade de levar em conta a submissa que adorava dor com quem me relacionei depois de Ashlyn, mas para quem nunca dei uma coleira, aquela relação terminou antes mesmo de ter começado.  

 

— Sexta-­feira, às seis horas. — Avisei a LuHan enquanto ele saía. E ele assentiu, compreendendo. 


Notas Finais


Gravem o nome da Ashlyn, ela vai ser um grande problema na história!
É a partir desse capítulo que o drama começa, eu tô tão ansioso pra ver a carinha de vocês nos próximos capítulos. Vocês não tem noção!

Não esqueçam de comentar, se quiserem que eu atualize ainda mais rápido. c:

Até o próximo.


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