História Contrato selado - Capítulo 1


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Categorias Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovana Antonelli, Personagens Originais
Exibições 153
Palavras 1.577
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Escolar, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Penso em escrever isso a um tempo, mas tinha certo receio em postar e vocês não gostarem.. Porém tô bem foda-se pra vida.

Espero que gostem, boa leitura

Capítulo 1 - "Rei delas"


Tô cansada, pra mim já deu. Leonardo passou de todos os limites hoje, é o fim, não dá mais pra mim. Faz quanto tempo que não sinto nada por ele mesmo? Aliás, será que algum dia já senti algo por ele? Definitivamente não, e esses dois últimos meses só comprovaram o que meus olhos não queriam ver, ele não serve pra mim.

- Leonardo, pelo amor de Deus! - eu disse baixo, tentando manter a calma. - Será que tem como tu parar de agir feito maluco? Acabou, fim, the end. Tá tão difícil assim pra tu entender? Eu não quero mais!

- Mais eu quero Giovanna, eu quero! - disse alto, me fazendo revirar os olhos de tanta indiferença. - Eu te levei pra conhecer minha família!

- Mas meu querido, entenda de uma vez. Vou repetir de novo, pra  tu botar de vez nessa sua cabeça. Eu não quero mais você, eu não sinto nada por você. Se quiser minha amizade, de boa. Agora mais que isso, já não posso te oferecer!

- Pode, você pode sim! - me segurou pelos ombros de repente. - Giovanna, não faz isso... Nós temos uma história linda, não deixe isso acabar!

- Léo, na boa. Cê tá começando a me machucar. E senão quiser que eu grite, acho bom me soltar! - falo olhando para suas mãos que ainda me seguravam pelos ombros. - Solta vai, não me faça gritar.. Não séria legal, quero terminar de boa. O namoro acabou, mas a amizade continua!

- Se não for pra te ter.. De verdade! Eu não quero, não quero sua amizade. - se afastou de mim com brutalidade, me fazendo desequilibrar e cair sentada de bunda no chão. - Isso não vai ficar assim Giovanna, pode ter certeza que não vai! - saiu bufando de ódio.

Respiro fundo diversas vezes, ainda sentada no chão. Tentava de algum modo me manter calma, o que era impossível, meu sangue corre mais rápido em minhas veias, tamanha era minha raiva. Meus ombros agora estão mais leves, o que me deixa de certa forma aliviada. Depois de tanto tempo pressa a ele, finalmente estou livre, finalmente posso caminhar sem ter a sombra de Leonardo me perseguindo.

- Antonelli, o chão tá confortável? - não hoje não, tudo o que não preciso agora é do bom humor irritante de Alexandre.

- Nero! - me levanto rapidamente, sabia que ele começaria com as piadinhas sem graça. - Hoje não, vai dar a famosa volta!

- Sua aula não começou ainda? - ignorou completamente o que acabo de dizer. Ele tinha o dom incrível de me tirar (ainda mais) do sério.

- Perdi meu primeiro horário! - respondi simplesmente. - Aliás, o que você está fazendo aqui? Que eu saiba, tu estuda artes cênicas! - apontei para a enorme janela de vidro que ia do chão ao teto, através da mesma tínhamos a visão do prédio em que Alexandre estudava. - E o prédio fica lá, do outro lado!

- Resolvi te dar o prazer da minha ilustre presença! - ironizou, me fazendo revirar os olhos.

- Ah claro, vou até tirar uma foto e guardar de recordação! - comecei a caminhar por um largo corredor. Por ser horário de aula, o mesmo estava vazio. Quer dizer, somente eu e Alexandre (que havia começado a me seguir) ocupavamos o lugar.

- Onde você vai? - continuou me acompanhando.

- Tô com fome! - respondi dando de ombros, ele revira os olhos. Eram raras as vezes que eu dizia que não estava com fome. - Se tu continuar me seguindo, eu juro que meu cardápio será você! - joguei uma piscadela para ele que arregalou aqueles grandes olhos negros.

- Eu juro que queria entender o por que você é tão magrela.. - passou a mão direita por sobre meus ombros, me fazendo olhá-lo com indignação. - Você come muito, Antonelli!

- Cuida da sua vida, idiota! - tirei o braço dele de meus ombros. - O que você tá fazendo aqui?

- Vou te acompanhar num café! - deu de ombros, me abraçando novamente. Sabia que não era somente isso, mas na hora certa zoaria ele.

- Ótimo, tu paga! - sorrio com a língua entre os dentes. Alexandre ainda me deu um tapa estalado na testa, me guiando até uma lanchonete. 

Alexandre e eu tínhamos uma relação engraçada, era só encostar que saía faíscas, e não eram faíscas de tesão, excitação. Era notório para quem quisesse ver que nós "não" nos dávamos bem. Nossos pais eram amigos desde sempre, nos fazendo crescer juntos. Ele sempre ia lá em casa para brincar com Leonardo, meu irmão.  Conhecia Alexandre desde sempre, não tinha um dia sequer que ele não me procurasse na faculdade para me encher. Gerando assim até certo conflito entre Leonardo e eu.

- É...hã, então, como anda a vida? - ele pergunta embaraçado. Já estávamos sentados lado a lado em uma mesa ao canto da lanchonete. Eu com dois pães de queijo e café, e ele com uma xícara de chá. Sim, o grande Alexandre Nero gosta de chá, argh!

- Tu, querendo saber da minha vida? - sorrio sarcástica. - Rá, só me faltava essa!

- Ou, só quis parecer educado! - disse com desdém. - Sabe muito bem que não me interesso na sua vida.

- Tu educado? Uhum, aham... - resmunguei de boca cheia. - Cara, esse pão de queijo é apaixonante..

- Ah Antonelli, vá a... - parou de falar ao olhar para a porta de entrada, me fazendo acompanhar seu olhar. Apenas revirei os olhos entediada, esse idiota não muda mesmo.

- Limpa aqui óh! - passei o polegar no cantinho de sua boca, o tirando do transe.

- O que? - meio desorientado, ele passa as mãos na boca.

- A baba, tava escorrendo! - gargalho quando ele aponta o dedo do meio pra mim. - Qual é a sua com ela? - aponto discretamente com o queixo para Karen.

- Nada! - respondeu rápido demais, me deixando desconfiada. - Não tenho nada com ela!

Particularmente, eu não sei o que Alexandre vê nela. Ela é baixa, literalmente baixa. Tem os cabelos curtos e negros, num aspecto sujo, na casa dela falta shampoo. A cara dela é meio estranha, mais parece um cavalo, pônei pra ser mais precisa.

- É... ela me falou que gosta de você! - era óbvio que isso não era verdade, mas queria ver a reação dele.

P.O.V Narrador

Alexandre que havia baixado a cabeça para olhar o copo intocado de chá, levanta os olhos novamente. Encarando Giovanna com os olhos brilhando.
Nesse momento ela teve a confirmação que precisava, ele realmente gostava da outra. O que ela não conseguia entender era porquê ele não chegava na morena e acabava logo com aquela tensão sexual. Afinal, ele era super conhecido por todo campus por suas inúmeras conquistas. Alexandre não era do tipo que ficava mais de dois dias com a mesma mulher.

- Ela te disse isso? - pergunta eufórico. - Quer dizer.. apenas mais uma! - se corrigiu, dando de ombros.

- Não, eu nem falo com ela! - gargalhou alto, ganhando um olhar furioso da parte dele.

- Vai se foder, Antonelli! - rebateu irritado.

- De verdade, por que tu não chega nela?! - incentivou, ele apenas abaixa a cabeça negativando. - Não creio no que tô vendo.. - ela debocha. - O grande Alexandre Nero, "Rei delas" com vergonha de chegar numa simples garota?

- Ela não é simples.. - olhou para Karen que conversava com suas amigas em uma rodinha.

- Óh não, ela tem um olho a mais! - gargalha debochada. - Eu não sei o que você vê demais nessa garota. Aliás, você é a única pessoa em que vê alguma coisa boa nela.

- Tá com ciúmes, Antonelli? - ele provoca, ela apenas mostra o dedo do meio para ele.

- Vai sonhando! - terminou de comer o segundo pão de queijo, enquanto olhava atenciosamente para o outro que não desgrudava os olhos da morena, que ao ver dela era ridícula.

Alexandre coça o queixo distante, parecia se esforçar ao pensar em algo. O que Giovanna achou estranho, ele nunca parava pra pensar em nada.

- Giovanna.. - ela estranhou o fato dele a chamar por seu primeiro nome.

- Tá com febre? - pergunta perplexa. - Tu, me chamando de Giovanna.. Que porra tá acontecendo contigo?!

- Você gostaria de almoçar comigo hoje? - ela franziu o cenho, olhando pra ele com certa desconfiança. - Calma, eu não vou te seduzir e nem tentar dormir com você! - levantou as mãos se defendendo. Ele sabia que ela o conhecia bem, sabia seus truques para levar algumas garotas para a cama. Porém levá-la para a cama não era sua intenção.

- Até porquê aqui você não arruma nada! - deu um sorrisinho vitorioso, ganhando um olhar indignado da parte dele.

- Sou tão feio assim? - fingiu tristeza, sabia que ela não o via como homem, ele também não a via como mulher.

- Ridículo se tu quer saber! - se levantou da mesa ao ouvir o sinal tocar. - Tá na minha hora!

- Antonelli! - chamou quando ela já ia saindo. - Você vai ou não?

- No estacionamento as 13:00, se tu se atrasar esquece! - confirmou o almoço. - Ah, tu paga! - jogou uma piscadela antes de sumir da vista dele.


Notas Finais


Gente, me ajudem nesse novo "projeto".. Passei dias idealizando ele para ficar perfeito pra vocês. Comentem, favoritem, me amem, me matem, mas estejam comigo!!!

O que vocês acharam? Conto com as opiniões.


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