História Control - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Chuck Shurley, Crowley, Dean Winchester, Gabriel, Garth Fitzgerald IV, Jody Mills, Krissy Chambers, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Ação, Dean Winchester, Personagem Original, Romance, Supernatural
Exibições 68
Palavras 3.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Retornei amigos!

Boa leitura.

Capítulo 2 - Direito a algumas explicações


Eu me sentei devagar na mesa cuja qual estava deitada. Meu corpo inteiro doía, partes específicas do meu rosto ardiam, e pra piorar, quando abri os olhos, encontrei Gwendolyn Yellowstone balançando as mãos diante do meu rosto, com uma fraca luz azulada fugindo de suas palmas e acariciando a minha pele.

Como toda pessoa em sã semi consciência, eu arregalei os olhos e soltei um grito assustado, fazendo a morena se afastar e as luzes de suas mãos desaparecerem. Martin e senhor Kane — que por algum motivo muito louco estava ali — se aproximaram, alertados pelo meu sinal de vida. Toda a "situação" pela qual eu havia passado naquela manhã veio a tona na minha mente, me fazendo levar as mãos até a cabeça e apertá-la com força moderada, tentando controlar a dor que começava a aparecer. Tentei também organizar os poucos fatos que tinha num quadro branco mental.

Sofri uma tentativa de assassinato por um demônio. Ok. Ele me disse que sou o anticristo. Insano, fora dos padrões de qualquer pessoa e conclusão beirando ao uso de drogas. Certo. Vi Martin criar um pentagrama no teto dos fundos da biblioteca, desafiar o Rosto de Asfalto e logo depois exorcizá-lo. Meu santo Deus celestial, como é que eu fui parar nesse filme de terror trash dos anos sessenta?

— Se sentindo melhor, Olivia?

Uma onda de calmaria atravessou meu corpo quando o velho timbre confiante de Nicholas invadiu meus ouvidos, e consegui abrir um sorriso fraco na sua direção. Ele pousou uma das mãos grandes em meu ombro e o apertou carinhosamente, num afago sutil que me deixou ainda mais tranquila. Esse era o poder do Kane, ser um calmante ambulante quando todos parecem a beira de um ataque.  

— O que raios aconteceu?  

— Ollie, eu sei que você tem muitas perguntas — Gwen começou, soando perfeitamente profissional — e tem o direito de ter suas respostas, mas não somos nós aqueles que podem te responder corretamente.  

— Comecem do começo.

Os três diante de mim se entreolharam. Uma conversa secundária estava rolando ali, e quando estava prestes a gritar que só falassem logo, Nick assentiu levemente com um balançar de cabeça, tomando as rédeas da coisa toda.  

— Olivia, o que aquele bastardo disse a você é verdade. — meu corpo inteiro sofreu um arrepio, e a sensação de estar sendo observada caiu sobre as minhas costas — Você sempre quis saber quem era sua mãe, certo? Bom, se seu pai não teve a coragem para dizer, eu digo: sua mãe era um demônio, e Roger, humano. A união entre os dois criou uma criatura extremamente poderosa e capaz de controlar os três reinos do universo, que possui nome e sobrenome: Olivia Ann West.

"Você estava segura morando com seu pai; o velho sabia todas as melhores armadilhas para manter os vermes sangrentos longe de casa. Mas quando se mandou, ele ficou desesperado com a sua proteção. Sugeriu a boa e velha Aurora aqui por causa de mim e dos gêmeos, sabia que manteríamos o olho em você. E tudo estava bem tranquilo, até eu receber uma ligação de dois colegas de caçada.  

— Vocês são caçadores? Como naquela saga estúpida de livros Sobrenatural?

Nick, Gwen e Martin soltaram uma gargalhada geral tão divertida que por um minuto achei que tinha algo preso no meu cabelo ou desenhado na minha cara. Eu os encarei sem entender absolutamente nada, tão confusa e perdida quanto filho de prostituta no dia dos pais.  

— O que? O que foi? 

— Aqueles livros estão longe de ser ficção, filha. — Nicholas recuperou-se da sua crise de risos — Incluindo os dois principais.  

"De qualquer maneira, eles estavam procurando pelo anticristo, dizendo que uma das placas com a Palavra de Deus havia sido encontrada relacionada a ele, sobre o mesmo ser o Salvador da Terra. Nós tínhamos nossas dúvidas sobre você ser A Escolhida e tudo mais, mas prometemos ficar de olho a qualquer ameaça que surgisse.  

— Então Hershel tentou matar você hoje de manhã. — Martin, segurando uma adaga do tamanho do meu antebraço, mencionou — Quando você não atendeu o telefone sabia que tinha algo errado, por isso chamei minha irmã e o senhor Kane.  

Eu estava muito em choque. Minha mãe era um demônio? Eu tinha malditos superpoderes? Meu pai, aquele velhote bêbado e fissurado em agradar seus outros filhos, um caçador? Que estava tentando me proteger? Surreal nem chegava perto da definição para tudo aquilo que estavam me falando. Comecei a andar em círculos, nervosa, mordiscando o nó do meu dedo indicador enquanto olhava incrédula para os três caçadores diante de mim.  

— Como vocês podem ter certeza de que sou eu? Quero dizer, porra, olha pra mim! Como que raios eu seria a filha de um demônio?!  

— Bom, temos a confissão do seu pai dizendo que se apaixonou e visitou o quarto de um demônio. — Nicholas pontou, apoiando o cóccix na mesa onde eu estava deitada — No dia em que você chegou aqui, começou a chover e não parou mais, além de estar ventando feito o inferno.  

— Isso pode ser apenas uma coincidência muito infeliz. — murmurei, tentando convencer mais a mim do que a ele.  

— Não está acreditando? Sua chegada também trouxe tempestades elétricas para o condado inteiro, sendo que nunca tivemos isso por aqui antes.  

Soltei um muxoxo, quase um choramingo. Eu não podia ser o anticristo, qual é?! Da última vez que eu chequei, não tinha superpoderes. E outra, uma placa com a Palavra de Deus? Sobre mim? Qual é a maldita probabilidade disso acontecer? Sério!  

— Eu não tenho poderes! Eu não posso invocar pentagramas como Martin fez, nem voar, nem... Sei lá, invocar um elefante branco gigante!  

— Ahn, fui eu a responsável pela armadilha do diabo, Ollie. — Gwen sacudiu a mão timidamente, mais brilhinhos a lá Tinkerbell escapando de suas palmas — Eu sou uma bruxa. Mas uma bruxa do tipo Glenda do Mágico de Oz.  

— Ah. Claro. Faz sentido. — balancei a cabeça, soltando meu corpo numa das cadeiras da biblioteca — Já que eu estou metida nessa palhaçada até o pescoço, quero saber mais sobre a tal placa. Onde estão os dois panacas que vocês falaram?  

— Eles estão a caminho. — Nick deu um sorriso tranquilizador, e me senti um tanto aliviada — Enquanto isso, vamos ensinar você o básico da vida incomum de um caçador.

XXXX

Encarei Martin um pouco — bastante — incrédula. Eu definitivamente não acredito que toda a minha vida eu fui enganada.  

— Então fantasmas não podem ser sugados pra dentro de um aspirador de pó e vampiros não morrem com a luz do Sol? Minha existência foi uma mentira.  

— A mídia deixou de lado boa parte da verdade por trás desses contos. — ele deu de ombros — E se você passasse mais tempo lendo os livros do The Eye of Horus, saberia tudo isso.  

Meus lábios se entreabriram por um segundo, e cerrei os olhos minimamente. Oh, esse loiro estava blefando. Ele puxou um dos livros de uma caixa que tinha por ali e folheou rapidamente, mostrando-me uma página onde poderia ser ler o nome Vetala no topo da mesma. De repente, toda a minha visão sobre a biblioteca mudou num estalar de dedos. Quanto conhecimento sobre um mundo totalmente diferente do meu poderia haver a minha volta? Claro que sempre achei as escolhas de leitura do velho Kane estranhas, mas nunca tinha parado para pensar na extensão de tudo aquilo. Deus, eu poderia me salvar de uns setenta tipos de monstros variados se tivesse lido aqueles quase pergaminhos!  

Apesar de parecer tão insano, o que realmente era, eu estava me sentindo animada. Um leque novo de possibilidades estava surgindo, e caramba, eu estava até mesmo empolgada para saber sobre o que a Palavra de Deus dizia sobre mim! Eu estava vendo ali, escondidinha naquela loucura toda, a chance de fazer algo útil com a minha vida, de fazer algum bem com ela.  

Mas ao mesmo tempo, os contrapostos invadiam a minha cabeça, me deixando bem assustada. Teriam demônios na minha cola agora, tentando me matar, matar meus amigos e todos aqueles com quem eu me preocupo. Para meu nome estar na placa de Deus, algo de ruim relacionado a mim iria acontecer. E quando eu pensava nisso, toda a bola que eu tinha lá em cima era baixada pelo medo. Claro que Mart, Gwen e Nick tentavam me acalmar, dizendo que iriam me proteger, assim como os outros dois caras que estava vindo e tudo mais, mas o sentimento de pavor já parecia estar impregnado no meu diafragma. Por mais incrível que fosse ser uma "heroína", havia também o contrapeso: eu poderia falhar, deixar todo mundo na mão e fazer o planeta virar churrasquinho.  

Pode parecer muito cedo, afinal eu nem sei que diabos essa placa está falando, mas isso já me preocupa. Martin pareceu perceber meu medo, já que se levantou de onde estava e caminhou até estar de pé diante de mim, envolvendo seus braços malhados ao redor do meu pescoço. Agradeci o gesto retribuindo-o, fechando os olhos por alguns segundos e tentando manter a calma. Ah, como eu queria ter o autocontrole dos Yellowstone. Tudo bem, os dois cresceram nessa vida, tiveram muito mais tempo que eu para se adaptarem.  

— Você sabe que não queríamos te arrancar da sua vidinha medíocre, certo? — ele murmurou contra o meu cabelo, e apenas balancei a cabeça em afirmativa. Martin e Gwen foram meus melhores amigos nesse único mês em que me mudei pra cá, foram praticamente meus irmãos — Ollie, precisa ficar ciente de que, uma vez dentro dessa vida, você simplesmente não pode mais sair.  

— E como é que eu iria sair? Sabe, toda essa droga está literalmente correndo pelas minhas veias. Não é como se eu estivesse esbanjando opções aqui.  

O loiro não teve tempo para me responder. Nick clamou pelo meu nome até o balcão de entrada da biblioteca, e caminhei esporadicamente na sua direção, passando as mãos pelos meus músculos doloridos dos braços, sentindo frio de repente. O vento violento do lado de fora não havia dado trégua, e novamente gotas finas e afiadas de chuva caíam sobre a cidade, e principalmente, sobre um Impala Chevy 1967 que havia estacionado na frente do nosso estabelecimento. Parada ao lado do velho caçador, eu não consegui evitar de erguer uma sobrancelha confusa na mais perfeita representação de meu Deus eu amei o carro mas não sei porquê raios ele está ali fora. Ele sacudiu os ombros numa risada, e levei meus olhos até a entrada da loja, vendo duas belas espécimes do gênero masculino darem as caras pela primeira vez, por mais que eles estivessem meio molhados.  

O primeiro era um cara muito alto. Tipo, muito alto. Seus cabelos sedosos e compridos estavam bagunçados, sua expressão calma, porém descontente, deixava claro que a chuva havia sido incômoda. A pele oliva reluzia fracamente em prol da luz do dia nublado, sendo coberta apenas por uma calça jeans escura, uma camisa lisa da cor cinza clara e uma jaqueta marrom, de forma que deixava seus músculos dos braços bem definidos e desenhados quase que meticulosamente pelo tecido traiçoeiro. Uma barba rala crescia por seu rosto, contornando os lábios rosados que tremiam quase que de forma imperceptível devido ao vento frio que soprava lá fora. Seus olhos eram uma mistura bonita entre o verde e o marrom, de forma diferente e encantadora. Ele sacudiu os cabelos compridos no maior estilo possível de um comercial de xampu, espantando algumas gotas presas nos fios de cobre.  

O segundo era mais baixo, apesar de ainda ser bem alto pra minha altura furreca. Ele tinha os cabelos loiros escuros, quase castanhos, espetados e bagunçados de forma incrivelmente natural e, Deus me perdoe, muito sexy. Sua pele era um pouco mais clara do que a do Gigante da Montanha, mas ainda era bronzeada e reluzente, escondendo-se atrás de uma camisa preta que marcava seus músculos desenhados, a calça escura que cobria suas pernas e uma jaqueta verde clara respingada pela chuva. Os pés envolvidos por botas caminharam para dentro da loja, e cada passo fazia o frio em meu estômago aumentar. Uma barba um pouco menos rala do que a do rapaz mais alto desenrolava-se ao redor de seus lábios rosados e não muito cheios. Seus olhos eram de tirar o fôlego. Eram de um verde claro tão hipnotizante que precisei morder o interior da bochecha para poder voltar ao foco do porquê eles estavam ali. Ele cruzou os braços, deixando os músculos fortes ainda mais em evidência e me observou com o olhar mordaz. Era tão intenso que parecia queimar contra minha pele.  

— Sam, Dean, finalmente! — Nick foi de encontro aos dois, cumprimentando-os com um aperto de mão bem firme — Eu achei que nunca iriam chegar até aqui.  

— Uns problemas no meio do caminho, mas conseguimos chegar a tempo.  

Sam? Dean? Ah, não. Não, não, não, mas nem pensar. Não é possível que eles sejam... Ah, pelo amor de Sherlock Holmes!  

— Onde está a "Escolhida"?  

— Você pode esperar aí, Nicholas Kane! — berrei, meio-bastante enfurecida — Quando você disse que aqueles livros estavam longes de ser ficção, incluindo os personagens principais... Você não estava querendo dizer que...  

— Desculpe, querida. Não pude esconder a verdade.  

Oh-oh, é agora mesmo que eu dou a louca. Caminhei a passos pesados na direção dos dois picos de montanha parados na frente da porta e examinei meticulosamente cada um deles. Deus, eu dei tapinhas nos ombros do Sasquatch! Não poderia ser tão louco a ponto de Sam e Dean Winchester, os protagonistas da saga boba Sobrenatural serem reais. Não. Fora de cogitação.  

— Como que raios... Eu li livros sobre vocês dois! Isso é impossível! 

Cerrei os punhos, irritada. Uma janela a apenas duas caixas de distância explodiu, me fazendo dar um grito nada corajoso e tentar me esconder atrás de Martin. Os pobres bastardos não entenderam uma vírgula do que eu estava dizendo, tão assustados quanto a mim no começo daquilo tudo. Respirei fundo algumas vezes, pressionando as pálpebras contra os olhos com força, tentando me manter o mais calma possível para manter a situação do meu ataque de stress sobre controle.  

— Ok... Eu estou bem convencido de que a loirinha aqui é quem estamos procurando.  

— Ótimo. — respondi ao mais baixo, Dean, ainda ofegante — Vocês têm uma placa com a Palavra de Deus sobre mim. Acho que estão me devendo algumas explicações.

XXXX

Fomos devidamente apresentados, e após uma rápida explicação sobre um profeta ter escrito sobre suas vidas numa saga de livros fictícios, me senti mais a vontade em ficar próxima ao dois homens. Acabei me desculpando pelo ataque, afinal de contas, a minha vida estava mergulhando de cabeça em Madland.

— Tudo bem. Há uma placa sobre mim, dizendo que eu vou salvar o mundo. Não existe nenhuma outra informação mais complementar que essa?

— Temos um profeta traduzindo a placa. — Sam esclareceu, enquanto aceitava de bom grado uma xícara de café que Gwen havia preparado — Mas coisas como "uma criatura terrível" e "a escolhida de Deus, nascida de uma união manchada pelo sangue" já escaparam da pedra.

Dean, apoiado numa mesa, me analisava como um leão estuda sua presa. Não faço a menor ideia do que poderia estar passando pela sua mente, mas era desconfiado. Eu tinha fé de que ele não achasse que eu fosse capaz de, sei lá, explodi-los com a força da mente. Sustentei seu olhar no mínimo misterioso e, por baixo da mesa na qual eu estava sentada, pressionei minhas unhas contra as palmas. Eu estava um pouquinho nervosa.

— A "criatura terrível" vai ser liberta no aniversário de vinte e cinco anos do anticristo. — o loiro declarou, caminhando mais para perto — Olivia, quando é seu aniversário?

— Daqui a... Exatamente seis dias. — balancei a cabeça em negativa, sentindo novamente a aflição de que tudo iria dar errado nascer em meu peito novamente — Ah, merda!

Ok, eu estava mesmo presa num barco furado que estava afundando a cada segundo. A coisa ia surgir no meu aniversário! Por que não podia nascer na porcaria do dia da Árvore?! Gwendolyn sacudiu o rosto, seus olhos verdes mergulhando numa luz branca fraca e brilhante. Eu não tinha muita experiência em sinais de que sua bruxa está quebrada, mas aquele ali permanentemente não era um sinal nenhum pouco agradável.

— Isso é realmente tudo o que nós precisávamos. — a morena bufou, passando as mãos pelos cabelos, um tique nervoso que ela tinha — O chatting time acabou, pessoal. Temos companhia em cada maldita esquina da cidade. Garotos, vocês precisam levar a Olivia pra um lugar seguro.

Me pus de pé imediatamente, olhando surpresa e confusa para minha amiga. Não, eu não seria capaz de deixar Aurora sem os três. Mas nem nos meus sonhos mais malucos eu os deixaria para trás.

— Eu não vou embora daqui sem vocês! — cruzei os braços, decidida — Não quero que morram por minha causa!

Nicholas deu um sorriso doce, terno e paternal, caminhando até meu encontro e envolvendo meus ombros com suas mãos calejadas e quentes. Nick havia sido muito mais pai para mim naquele curto mês do que Roger havia sido a vida inteira, e agora eu tinha de deixá-lo para trás? Não, eu nunca seria capaz de fazer aquilo. Não tinha coragem para isso. E se ele se machucasse? Se Gwen ou Martin pagassem um preço muito alto por mim?

Percebi naquele momento que, de fato, só damos valor as coisas quando a perdemos, ou estamos prestes a perdê-las. Meu coração gelou ao pensar em um deles morto pelas mãos daqueles que queriam minha cabeça numa bandeja.

— Garota, nós estamos nessa vida a muito mais tempo do que você pensa. Vamos dar conta desses parasitas, mas o mais importante é manter você a salvo.

— Nós damos conta desses caras. Vocês três precisam sumir daqui logo. — Gwen puxou três saquinhos marrons de cheiro esquisito de dentro da sua bolsa, entregando para cada um de nós — Isso vai dar algum tempo a vocês. Agora, vão!

Meus olhos estava marejados, mas agarrei a morena num abraço apertado. Segui para Martin e depositei um beijo em sua testa, seguindo para Nick. Aquele velho tinha sido praticamente meu pai. Lhe abracei com força total e acompanhei meus dois novos seguranças particulares para fora da loja, entrando no Impala e arrancando com o carro, fazendo-o cantar pneu.

Não tive coragem para olhar pra trás. Enquanto deixávamos Aurora, eu só conseguia pensar em como a minha vida tinha mudado da noite pro dia. 


Notas Finais


meu Twitter @cumbvrbatch

até o próximo!


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