História Control - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekhyun Dom, Baekhyun Uke, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol Seme, Pwp, Um Quase Bd Do Bdsm
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Palavras 7.478
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLHA ELAAAAAAAAAAAAAA SHUAHUSAUSH
Eu percebi que tem mais de um ano que não faço um lemon hard, quer dizer, desde Irresistível... Tô com essa ideia tem um tempo então decidi fazer :))
Espero que gostem, são 7k quase todo de lemon e bom EU ADORO ESCREVER UMA SACANAGEM, QUEM ME CONHECE SABE!
Gente, escrever lemon é muito bom, como assim HASHUAHUASUHA
Enfim, boa leitura.

Capítulo 1 - Me chame de mestre.


 

    Chanyeol passou a mão pelo cabelo negro, que estava perfeitamente alinhado, contendo um suspiro entediado.

    Não deveria estar nessa situação, claro que não.

    Havia dispensado uma linda garota que deixou claro seu interesse em passar a noite consigo, contudo, depois de beijá-la, sabia que seria a mesma coisa de sempre.

    Tesão nunca havia sido um problema para o Park; não que fosse um pervertido, mas era um cara ainda chegando na casa dos trinta, bem sucedido, e incrivelmente bonito, logo, sexo sempre fez parte de sua rotina. Seja com um companheiro ou companheira, seja algo mais casual de apenas uma noite.

    Acontece que ele não estava mais se excitando tão facilmente quanto antes, não sabia o problema de seu corpo e odiava Sehun, um amigo cinco anos mais novo, dizendo que o motivo disto era por estar perto de fazer trinta anos.

    Não era um cara velho, sequer sofria de impotência sexual, afinal, as punhetas em seu banheiro eram frequentes. Só não conseguia se excitar com nenhum homem ou mulher. Quase como se seu corpo estivesse cansado daquela rotina de sexo, sexo e mais sexo.

Mas, convenhamos, quem se cansa de transar? Definitivamente, Park Chanyeol não.

Ele estava em guerra com o próprio corpo, pois cada nova relação parecia a mesma que a anterior; não importava as posições, brinquedos eróticos e lugares exóticos.

O sexo parecia monótono e chato.

Por isso não conseguia mais levar alguém para cama, já que faltava algo essencial; o desejo.

— Não acredito que dispensou aquela garota. — Sehun encarou o amigo, que estava ao seu lado na boate.

— Não daria em nada.

— Eu não sei qual é o seu problema. — o mais novo riu, balançando a cabeça.

— Muito menos eu.

O Oh encarou-o desacreditado, já havia se passado algumas semanas desde que o Park estava assim. Suspirou, bebendo um gole da sua cerveja.

— Eu acho que posso te ajudar.

— Não vou transar com você, Sehun.

— Como se eu quisesse isso. — revirou os olhos, tomando mais um pouco da sua bebida e encarou o maior. — Você sabe que eu gosto de umas coisas… diferentes na cama, não é?

— Aquele negócio de ser amordaçado? O que tem?

— Eu conheço um cara que pode ser a solução dos seus problemas.

— Não acho que esses seus clubes possam me ajudar.

— Não precisa ser no clube, ele atende em casa.

— É um garoto de programa?

— Não, claro que não. — Sehun riu baixinho. — Ele prefere ser chamado de “mestre”.

Chanyeol riu com vontade, não entendia ao certo o gosto do amigo por BDSM, mas não iria questionar.

— É sério, cara, eu nunca conversei muito com ele, mas posso conseguir um horário para você, ele gosta de desafios e é muito, muito gostoso.

— Acha que eu vou ficar com roupa de couro e acorrentado como em 50 Tons de Cinza? Isso não é para mim.

— Esse filme não representa em nada o BDSM, e não é necessariamente sexo que vai acontecer, é para te ajudar, cara, estou falando.

— Não sei, não.

— Confia em mim, quando te coloquei em roubada?

    O Park se perguntou se estava tão desesperado a ponto de aceitar ideias loucas de Sehun, contudo, ao voltar a encarar a mulher que estava em seus braços pouco antes, não conseguiu deixar de pensar em como ela era linda, seu tipo ideal, ainda assim, não sentiu o mínimo desejo sexual.

    Chanyeol encolheu os ombros, rendido, e temendo aquele sorrisinho que surgiu no rosto do melhor amigo.

 

(...)


 

Algum tempo havia se passado desde que Sehun tocou no assunto de ajudá-lo com algo chamado: “controle do orgasmo”.

O Park não queria controlar, só queria gozar mesmo.

Contudo, depois de umas pesquisas rápidas — vulgo site pornô — acabou ficando curioso e até tentado a descobrir se conseguiria ficar tão excitado com estímulos rasos, como acontecia nos vídeos.

Sehun disse que estava tomando conta de tudo, e não foi surpresa quando ele apareceu com um sorrisinho no rosto e um endereço anotado no papel, contendo um horário específico daquele sábado junto com um nome.

    Claro, o Park pensou diversas vezes se deveria confiar ou não no amigo, mas a curiosidade falou mais alto, fazendo-o parar em frente à casa bonita, mesmo que não muito grande, sem saber ao certo o que fazer.

    Já era esperado, óbvio, e havia se preparado para o que quer que fosse acontecer. Afinal, era um homem vaidoso que gostava de estar cheiroso, livre de pelos e com a pele bem tratada.

    Seguiu até a porta e tocou a campainha.

    A adrenalina corria em seu corpo por estar fazendo algo completamente fora da sua zona de conforto e conhecimento.

    Talvez, fosse exatamente aquilo que precisava; algo novo.

    Seu médico falou que o estresse era um dos motivos que o fazia perder o apetite sexual, então nada melhor do que relaxar.

    Chanyeol ouviu passos e logo a porta foi aberta.

    Ele não esperava aquilo, não mesmo.

    A imagem de seu “mestre” era um pouco diferente do que estava na sua frente. Não estava reclamando, é claro, pois a realidade parecia muito melhor.

    O homem tinha olhos curiosos, que percorreram todo o corpo alheio, um sorriso de alguém confiante, os braços soltos pareciam definidos, mas não grandes. Ele era alguns bons centímetros menor, com os cabelos loiros jogados de lado e coxas maravilhosas apertadas na calça jeans.

    Certamente o tipo homem que o Park tentaria levar para a cama, mas ali, parecia que ele seria conduzido e não ao contrário.

— Chanyeol?

— Sim.

— Entre, Sehun falou de você.

O maior seguiu-o até a sala, sentando-se quando foi indicado pelo Byun que fez o mesmo, cruzando as pernas para avaliar a postura tensa de Chanyeol; acabou rindo baixinho.

— Nunca fez isso, certo?

— Eu nem sei ao certo o que é “isso”.

— Eu geralmente não aceito pessoas que não conheço, sempre são do clube o qual Sehun frequenta.

— Ele adora tudo isso.

— É bem divertido, mas eu só gosto de duas coisas​ específicas​. — Baekhyun contornou os lábios com a língua, adorando a forma com o Park acompanhou o gesto. Tudo tinha uma aura sensual e envolvente. — O “BD” da sigla, bondage e disciplina. Você já se deixou ser dominado, Park Chanyeol?

O moreno ficou pensativo.

Não, muito dificilmente abriu mão do poder, não que fosse um ditador na cama, jamais. Já havia trocado de posição diversas vezes nas relações com homens e sempre respeitava o que a mulher consigo queria. Porém, admitia que ele conduzia o ato, sempre.

— Vejo que não. — o Byun respondeu ao perceber que não havia resposta. — Eu vou explicar rapidamente, preciso que você se desapegue disso, para dar certo é necessário saber se está disposto a me deixar tomar conta de você, claro, hoje seria apenas uma experiência, é impossível que entenda e aceite como tudo funciona de uma hora para outra.

Chanyeol franziu o cenho, Baekhyun era muito bonito, mas com aquele tipo de rosto que poderia ter 20 ou 30 sem que soubesse ao certo. Sua pele clara e lisa lhe dava uma aparência jovial, mas os olhos brilhando de malícia e experiência mostravam que não era assim tão novo.

— E o que vai fazer comigo? — questionou, sem saber ao certo porque cogitava aquilo, deveria ir embora, não daria certo.

— Sehun disse que você se sente entediado em suas relações, não sente tesão, certo? — o Byun inclinou a cabeça para o lado e levantou uma sobrancelha, parecendo divertido com toda a rigidez de Chanyeol, que apenas assentiu. — Algumas vezes a visão é o que mais atrapalha uma relação sexual, não por não desejar a pessoa ao seu lado, mas por já estar tão acostumado a fazer aquilo, que acaba se tornando monótono.

O Park franziu o cenho, era exatamente assim que se sentia, como se já tivesse vivido a mesma coisa diversas vezes.

— Então, um das coisas que irei fazer, se quiser, é vendá-lo. — continuou a explicação, diminuindo o tom de voz para soar quase como um sussurro e apenas isso já fez Chanyeol sentir-se quente. — Também vou tirar sua roupa, até ficar sem nada, afinal, deve saber o básico, ao menos, do que vai acontecer, certo?

— Sim… — disse rouco, fazendo Baekhyun rir baixinho, o maior já parecia rendido e nem havia o tocado.

— Ótimo, quando estiver nu, ficará sentado em um lugar confortável, então irei te algemar, para que não acabe com a brincadeira antes do tempo. Mas pode ter certeza, se tiver algo que não quiser que eu faça, ou alguma parte do seu corpo que não quiser eu toque, é só me falar. É necessário respeitar os limites de cada um para dar certo.

— Precisa mesmo ser algemado?

— Sim, vai entender porque, seus instintos farão você querer parar ou me impedir, mas posso te mostrar como as coisas ficam interessantes quando abre mão dessa dominância. Entendeu?

O moreno ainda não estava certo se deveria ou não confiar no menor, naquilo tudo, seria sua primeira vez fazendo algo assim. Contudo, a excitação percorrendo seu corpo era mais forte do que acontecia há meses, e apenas trocaram palavras.

A perspectiva de saber o que Baekhyun era capaz de fazer deixava o Park cheio de vontade. Claro, queria deixar toda aquela coisa de controle do orgamos de lado, chamá-lo para um encontro, uma foda de verdade, pois o homem era bonito a ponto de deixá-lo desnorteado.

Mas precisava admitir, estava curioso, muito curioso.

— Entendi.

— Isso é um sim? — Baekhyun levantou uma sobrancelha, com um sorrisinho vitorioso e malicioso que desarmou o Park.

O maior apenas assentiu, sem acreditar no que estava fazendo e vendo o sorriso do outro crescer ainda mais. Ele se levantou, indicando que o moreno deveria fazer o mesmo, então seguiu pelo corredor até uma sala, abrindo a porta e lhe dando passagem, trancando-a em seguida.

Era simples.

Havia um sofá na parede oposta, uma poltrona espaçosa e uma cadeira ao lado dela, com uma mesinha perto contendo um grande tubo de gel lubrificante e algo como óleos aromáticos.

— Me diga, Chanyeol, existe algo que não goste?

— No sexo?

— Sim.

— Eu sempre tento manter a mente aberta, conhecer coisas novas.

— Por isso está aqui.

— Exatamente. — sorriu de lado, quase suspirando ao ver Baekhyun avaliando-o de cima a baixo com desejo.

Aquela tensão — também chamada de tesão — era recíproca, ele sabia.

— Então tem problema sentir minha mão em você? — quis reafirmar, recebendo uma resposta negativa do outro. — Bom, posso tocá-lo onde quiser? — dessa vez o maior assentiu afirmativamente. — Ótimo, sabe, a dominação tem mais a ver com psicológico, em saber quem está no comando, do que com dor, como sadomasoquismo, então não se preocupe com isso.

Chanyeol balançou a cabeça, sentindo-se mais aliviado, não temia ou estava tímido, contudo, não sabia ao certo o que fazer. Por isso, apenas encarou o menor, sentindo a pele queimar ao imaginar o que ele faria e com seu olhar sobre si.

— Podemos começar?

— Podemos.

Baekhyun se aproximou perigosamente, avaliando-o, Chanyeol usava uma camisa social azul, que ficava um pouco folgada e bonita em si, junto com uma calça jeans que estava larga na cintura estreita. Começou desabotoando lentamente a blusa, vendo como Chanyeol parecia mais tenso a cada novo botão aberto.

— Fique quietinho. — ordenou, sendo obedecido, afinal, o Park não queria parar ainda.

Sentia fisgadas típicas no pênis ao observar os dedos longos e bonitos, despindo-o de forma experiente. Quando seu dorso ficou nu, Baekhyun deslizou a ponta dos dígitos superficialmente desde o peitoral até o cós da calça, fazendo Chanyeol suspirar.

Então abriu o jeans, descendo o zíper devagar enquanto encarava o outro, um sorrisinho sapeca brincava nos lábios finos, então Baekhyun se afastou deixando o Park desnorteado.

— Tire o resto da roupa e pode se sentar. — disse em tom de comando.

Com o cenho franzido e sem entender ao certo o porquê daquele distanciamento, encarou o menor que levantou uma sobrancelha impaciente.

Aquela feição levemente irritada era ainda mais sexy.

Chanyeol jogou a blusa aberta no chão, terminando de se despir totalmente e sentou na poltrona, completamente nu. Seu membro estava semi-ereto e aquilo pareceu deixar Baekhyun contente.

— Agora, continue quietinho.

O Byun seguiu até o maior, pegando um pulso e prendendo-o no apoio metálico na lateral da poltrona, onde uma algema estava presa de um lado. Fez o mesmo com o outro lado, deixando Chanyeol um pouco tenso, estava completamente à mercê do Byun com as mãos imobilizadas.

Deveria sentir medo? Não sabia ao certo. Mas, definitivamente, estava excitado.

Aquela expressão maliciosa, e até um pouco dura, do menor, deixavam o Park perto da loucura. Baekhyun sentia os olhos sobre si enquanto andava ao seu redor. Pegou uma venda na mesinha, rindo baixinho ao perceber como o maior ficou tenso quando cobriu seus olhos.

— A partir de agora, só me chame de mestre ou o que eu mandar, entendido?

— Sim, m-mestre.

— E quando estiver perto do orgasmo, me avise, se você gozar antes do tempo eu vou ficar muito, muito irritado. E você não quer seu mestre irritado, certo?

— Não, mestre.

— Bom garoto.

Era estranho para Chanyeol estar naquela posição, ele sentiu o pescoço e orelhas quentes, era até um pouco vergonhoso no começo deixar de lado sua pose e dominância para chamar outra pessoa de mestre, porém, aquilo o excitou ainda mais.

Ouviu o barulho de uma cadeira se arrastando e deduziu que o Byun havia se sentado e aproximado da poltrona.

Era uma sensação completamente nova ter a visão tirada de si, pois não tinha ideia do que iria acontecer, apenas esperava ansioso um contato. Baekhyun sorriu, percebendo a respiração acelerada e decidiu deixá-lo esperando um pouco apenas para aumentar seu desejo.

Despejou uma porção de óleo na mão, espalmando-as levemente no peitoral definido e descendo sensualmente pela barriga sarada. Chanyeol tinha um físico lindo, não poderia negar. Ele grunhiu com o toque, sentindo a pele quente no local em que o óleo tocou, como era esperado. Baekhyun rodeou os mamilos com as pontas dos dedos, vendo o pênis endurecer ainda mais, então apertou-os com força, adorando quando falo pulsou.

Ele desceu a mão por todo corpo do maior, parando em suas coxas e acariciando-as com a ponta dos dedos, seguindo até a virilha e voltando. Adorou perceber que ele estava todo lisinho, preparado para si.

Um grunhido escapou dos lábios de Chanyeol, sua mente implorava por um toque mais direto no pênis que já estava completamente desperto, mas Baekhyun não achou que era o momento. Apenas brincava com sua sanidade, acariciando toda a pele exposta com lentidão e sorrindo ver o Park impulsionando o quadril para cima, em busca de algum contato — e alívio — em seu membro.

Continuou a brincadeira, dessa vez melando as mãos com lubrificante e deslizando-as na virilha de Chanyeol. Acariciou os testículos lentamente, envolvendo-os, descendo para o períneo e voltando, antes de deslizar novamente até as coxas, apertando-as com força. O Park fechou as pernas com o toque, mas Baekhyun afastou as coxas com força e as deixou separadas com os próprios joelhos, colocando-se entre elas, e evitando que fizesse aquilo novamente.  

O gemido necessitado que o moreno deixou escapar foi música para os ouvidos do menor, que sorriu de lado, mesmo que o outro não pudesse ver. Bem devagar, ele arrastou os dígitos pela virilha de Chanyeol, antes melando mais um pouco as mãos com lubrificante, então, em um ato inesperado, tomou o falo com força, em um movimento de sobe desce rápido, antes de soltá-lo. Baekhyun viu com satisfação o sexo do maior pulsar necessitado, e adorou a forma manhosa como ele gemeu.

— O que você quer? —  voz baixa do loiro instigou, agora com a ponta do dedão deslizando na fenda que expelia pré-gozo, apertando levemente e espalhando por toda cabecinha.

Novamente Chanyeol tentou fechar as pernas e se afastar do toque, mas o menor não deixou.

Mestre… —  voz saiu falha, o Park nunca imaginou que seria tão bom implorar daquela forma.

— Sim? O que quer de mim, Chanyeol? Eu fiz uma pergunta, me responda!

— Quero que me toque.

— Te tocar? Como? Assim?

Ao invés de voltar a tomar seu falo novamente, Baekhyun desceu o dígito pelo períneo, penetrando-o facilmente por estar com o dedo lubrificado. Chanyeol arfou, abrindo mais as pernas, seu sexo pulsava desesperadamente.

— Queria ser tocado aqui? — continuou perguntando.

— Não, quero que toque meu pau.

— Tem uma língua afiada. — Baekhyun provocou, rindo baixinho.

Ele continuou movendo um dígito em Chanyeol, e fez um anel com a outra mão, descendo no pênis do outro, deixando apertado e molhado de lubrificante.

O moreno jogou a cabeça para trás, apoiando-a no estofado da poltrona e começou a mover o quadril de forma desesperada, literalmente fodendo a mão do loirinho. Baekhyun deixou-o comandar um pouco, sabendo como era difícil simplesmente não fazer isso, então se afastou subitamente.

Quase riu com a forma que Chanyeol praticamente chorou.

— Quem deixou você se mover?

— E-eu pensei que…

— Não pensou em nada, isso sim. Quem manda aqui, Chanyeol?

— Você.

— Então vamos tentar novamente, fique bem quietinho.

O Park prendeu a respiração, ao sentir novamente a mão de Baekhyun em si, parecia ainda mais molhada e ele voltou a masturbá-lo de forma rápida, sequer dando tempo de respirar. O Byun subia e descia os dígitos em si com precisão, enquanto a outra mão brincava em sua glande sensível, massageando-a. O moreno gemeu alto e arrastado, era a melhor sensação da sua vida.

Ele não conseguia decidir o que era mais prazeroso; sentir a mão veloz em si ou quando ia devagar e ao mesmo tempo acariciava os testículos. Baekhyun parecia saber exatamente o momento que estava ficando muito difícil para si, deveria ser pela forma como contraía a barriga e a respiração ficava curta e falha.

O fato era que o loiro adorava mudar o ritmo quando estava próximo demais do ápice, e isso enlouquecia-o.

Chanyeol pensou que gozaria nos primeiros minutos, estava tão duro que o loiro conseguia arrastar a ponta dos dígitos em suas veias que saltavam enquanto o falo pulsava desesperadamente. A cada toque, ao invés de ajudar, desesperava-o ainda mais, fazendo com que ficasse louco em busca de prazer e alívio.

Baekhyun pegou outro óleo na mesa, desta vez um com efeito refrescante, e se levantou, dando a volta na poltrona para ficar atrás do maior que choramingou ao sentir a respiração quente tão perto de seu ouvido, e vibrou junto com a risadinha do Byun. Este que deslizou a mão com o óleo em seus ombros, apertando-os de leve, descendo no peitoral e barriga, porém, apesar dos toques tão rasos e leves, o membro do Park pulava, querendo atenção. Como se todo e qualquer toque do Byun em si fosse um choque.

O loiro sorriu de lado, molhando a mão com lubrificante e voltando para a posição atrás do maior, tomando seu falo, e assim fazendo-o gemer em desespero. A forma a qual sua mão envolvia o membro era diferente, por isso, a sensação no moreno era nova também.

Adorou como o moreno finalmente se entregou, relaxando e deixando-o cuidar de si, gemendo baixinho a cada novo ritmo, sem saber qual o enlouquecia mais.

— Mestre, por favor.

— Quer tanto assim? —  sussurrou bem no ouvido do maior, vendo os pelos se arrepiarem.

— Sim, por favor, mestre.

— Me chame de Baekhyun, eu quero ouvir meu nome quando finalmente gozar.

— Baekhyun…

O loiro adorou o som de seu nome saindo dos lábios fartos e tão convidativos, então se afastou novamente, evitando que o outro gozasse. E assim eles continuaram, Baekhyun provocando-o até quase o limite, masturbando-o rápido, depois devagar; com força, depois de forma suave, até que o Park implorasse por si, por libertação.

O Byun adorava aquela sensação de controle, gostava de ver o rosto contorcido e como o moreno movia sutilmente o quadril em busca de um pouco mais de contato, só mais um pouquinho.

— Se eu deixar você gozar… — começou, observando o moreno jogar a cabeça de lado, tão necessitado que chegava a ser adorável. — Vai ser um bom menino e gemer meu nome?

— Sim…

— Mesmo? — o menor quis saber, afastando-se para melar os dedos e voltando a marturbá-lo de forma firme, sem intervalo de tempo. Chanyeol gemeu enquanto sentia o outro subir e descer a mão em si. —  Se não me responder, eu paro.

— Eu só consigo gemer seu nome. — falou de forma entrecortada. — Baekhyun…

Isso só fez com que o sorriso do loiro aumentasse ainda mais, então ele continuou o movimento, estavam naquela situação há um bom tempo. Chanyeol era resistente, conseguiria aguentar uma longa foda e aquilo o excitou.

Na verdade, o moreno havia lhe excitado desde o primeiro momento, e o Byun admitia, ali, com o corpo brilhando de suor e óleo, os lábios inchados, sussurrando seu nome enquanto o masturbava, Chanyeol era o homem mais bonito que já havia posto os olhos, com toda certeza.

E estava completamente à sua mercê.

Baekhyun sorriu de lado, vendo o abdômen se contrair e o gemido do outro ficar ainda mais alto então, até praticamente gritar seu nome enquanto o sêmen escorria em seus dedos. Se dissesse que não estava duro com a cena, seria mentira.

Queria muito mais com aquele homem, e ao que parece ele também, já que continuava com o membro ereto, mesmo que houvesse acabado de gozar.

— Bom menino, eu gostei de ouvir você gemer meu nome, é bom nisso, sabia? Mas olha só, ainda está tão duro, sabe por que?

— Ainda estou com tesão. — sussurrou o maior de forma irregular, já que o membro estava sensível e Baekhyun não parou de estimulá-lo, apenas diminuiu a velocidade para um massagear lento.

— E o que você quer, Chanyeol?

O moreno travou por um momento. O que queria? Foder Baekhyun, com toda certeza, talvez ser fodido, qualquer coisa desde que fosse com ele; desde que não acabasse logo. Será que ele estava oferecendo isso? Não sabia o que responder, mas precisava falar algo para seu mestre.

— Mais de você.

— Então me quer?

— Sim, Baekhyun.

— E se eu disser que também quero, mas nos meus termos, você aceita?

— Sim.

— Nem sabe o que é.

— Se for tão bom quanto isso foi, eu aceito.

— É ainda melhor, mas vai continuar algemado, ao menos, por enquanto.

Chanyeol grunhiu frustrado, mas assentiu, não podendo ver um sorrisinho vitorioso do Byun, já que estava vendado. Ele se afastou, para tirar a própria roupa com pressa, então o maior sentiu um peso nas suas coxas e a poltrona afundar, deduzindo que o menor havia sentado em seu colo.

— Quer me tocar, Chanyeol?

— Muito.

— Quando chegar a hora, vai me mostrar o quanto quer isso, ok?. — ditou com um sorrisinho.

O Park ainda estava duro, e ele também, o que era raro acontecer. Apesar de gostar de comandar, a sensação de dominância nem sempre estava ligada aos seus desejos sexuais, mas o moreno havia lhe tirado do eixo desde que abrira a porta.

Então Baekhyun tomou o próprio sexo pela primeira vez, soltando um ruído baixo e excitado que fez a mente de Chanyeol viajar nas mais diversas imagens do que o menor poderia estar fazendo.

Definitivamente aquilo era muito bom, ao mesmo tempo em que parecia desesperador.

Não saber e imaginar.

Pensar nisso, enquanto ouvia a voz baixa e excitada do outro, junto com barulhos molhados, fazia com que o Park se sentisse desesperado para vê-lo e ainda mais desejoso com as imagens que a própria mente criava.

Contudo, foi inesperado para si quando o Byun aproximou os membros, masturbando-os com ambas as mãos e juntos. Chanyeol gemeu alto, sentindo a pele sensível de seu falo em atrito com os dedos longos e o outro membro pulsante. Era uma sensação deliciosa.

Choramingou em desejo reprimido, estava completamente atado, sequer conseguia ver o que acontecia, precisava de mais do que apenas toques, queria enxergar aquela boca rosinha gemendo, queria ver e sentir como era o pau daquele homem que estava o enlouquecendo, queria tanto olhar Baekhyun.

— Por favor…

— O que quer, Chanyeol?

— Te ver.

— Quer olhar para mim enquanto eu toco o seu pau?

— Sim… Baekhyun, por favor.

O loiro riu baixinho, Chanyeol era bom em implorar por si, estava gostando disso. Então continuou o movimento das mãos, fazendo com que ele se excitasse ainda mais ao mesmo tempo em que tentava aplacar um pouco do próprio desejo.

O Park pensou que seria ignorado, que não iria ver nada daquela foda, ou o que quer que o outro fosse fazer consigo, porém, repentinamente, a claridade fez com que piscasse desconcertado. Ele olhou ao redor, para o quarto que havia entrado um bom tempo antes, e depois para o lindo homem sentado em seu colo. O Byun vestia apenas a camisa, quase toda desabotoada, seu sexo era lindo, fazendo o moreno salivar de desejo, queria chupá-lo com gosto, sentir seu sabor invadir o paladar, fazê-lo gozar em sua boca.

Lambeu os lábios olhando a glande rosada que expelia pré-gozo como a sua própria, uma satisfação o tomou em saber que havia conseguido excitar alguém tão bonito como Baekhyun. Então, finalmente encarou o rosto de expressões sérias. Ele tinha um sorrisinho ladino, tão safado que poderia fazê-lo ficar de joelhos implorando pelo resto da vida, não se importava com isso desde que o menor lhe desse tanto prazer quanto estava sentindo naquele momento.

Era uma descoberta, um mundo novo, uma forma de se redescobrir. Às vezes estamos tão acostumados com o rotineiro, que sequer percebemos a vida medíocre e mais ou menos que estamos levando. Não vemos os dias passando e os anos nos deixando cada vez mais velhos, sem que nada, de fato, tenha mudado.

Contudo, observar o corpo lindo, magro e masculino daquele homem que estava acabando com cada uma de suas convicções sobre sexo, fez com que Chanyeol se sentisse vivo de uma forma que não acontecia há anos. Ele arfou, agora os olhos praticamente devorando a boca avermelhada e molhada de saliva, já que a língua arteira do loiro estava passando ali de forma lenta, provocativa.

Talvez Baekhyun fosse o demônio, mas o Park não se importava de ter a alma condena ao inferno.

— Está me vendo agora.

— Você é lindo. — o maior voltou a descer o olhar por toda pele exposta, se indagando o porquê do menor ficar com a camisa, que mesmo aberta, ainda cobria parte de si, instigando-o a continuar imaginando a pele clara cheia de marcar suas.

Até parar novamente no falo duro, vendo com satisfação — e gemendo deliciado — Baekhyun voltar a juntar os pênis e masturbá-los.

— Quer me chupar? — a voz baixa do loiro fez com que Chanyeol se arrepiasse.

Encarava o membro do outro com tanto desejo, que ficava claro seus pensamentos.

— Sim…

— Talvez eu deixe depois, se for um bom garoto.

— O que vai fazer?

— Eu?

O Byun soltou uma risadinha, abandonando os pênis e abrindo mais suas pernas, a mão melada de lubrificante apertou as próprias coxas, deixando marcas vermelhas como sabia que o maior queria fazer, antes de seguir até sua bunda.

Com uma mão separou as nádegas, e a outra penetrou a si mesmo com dois dígitos. Estava tão excitado, por isso fechou os olhos enquanto um suspiro ansioso escapava de sua boca e Chanyeol grunhia de tesão.

Era maldade, ele sabia, o que aquele homem estava fazendo consigo. Preparando-se daquela forma, forçando-o a imaginar como seria se fosse seus dedos fodendo o outro, mas Baekhyun não se importava com isso. Apenas gemia e movia os dígitos em si, alargando-se para poder sentar em Chanyeol de uma vez por todas, como queria.

— Hm, isso é tão bom, será que seu pau é mim é melhor?

— Baekhyun… Me deixa te ajudar.

— Me ajuda ficando quieto e fazendo o que eu mando.

O Park sequer conseguia piscar, observando o menor rebolar nos próprios dedos enquanto lhe encarava de frente, gemendo e o provocando. Mais uma vez puxou as mãos, sendo detido pelas algemas, já sentia o pulso arder de tantas vezes que repetiu o gesto em um pulso para tocar o outro. O moreno se sentia um adolescente cheio de hormônios ao pensar que poderia gozar novamente só com aquela imagem.

Todavia, não foi o caso.

O Byun também queria brincar, então sorriu de lado, antes de tirar os dedos de si para segurar a base do membro alheio, Chanyeol pulsava tanto em sua mão que acabou gemendo ao imaginar ele dentro de si.

Cansado de só provocar e muito excitado com o próprio jogo, o Byun desceu o corpo de uma única vez, sentindo o falo pressionar seus anéis de forma prazerosa, mesmo que houvesse uma certa ardência. Porém, assim que começou a mover os quadris, rebolando sobre o sexo alheio e sentindo-o deliciosamente quente dentro de si, Baekhyun sequer pensou em incômodos, só queria mais daquela sensação.

Chanyeol, preso e apenas podendo apreciar a visão de ser usado por aquele homem lindo, gemia a cada movimento. O Byun parecia testar as formas de prazer, ondulando o corpo, antes de subir e descer lentamente, só para depois mover os quadris em forma circular e em seguida quicar em seu pau.

Baekhyun definitivamente era a perdição em si, ou o caminho para ela.

O loiro pareceu gostar de sentir o falo duro e molhado entrando e saindo de seu canal apertado, já que arranhou os ombros do moreno com força, encarando-o ao continuar com aquele movimento, fazendo o som dos corpos se chocando ecoar pelo cômodo, junto com ambos os gemidos.

Chanyeol arfou ao ver o Byun se aproximando, ele deslizou os lábios por seu pescoço, chupando a pele sensível e subindo para o maxilar. A língua deslizou sensualmente, contornando-o antes de parar no ouvido do maior, apenas para gemer e sentir todo o corpo embaixo de si estremecer.

— Seu pau é tão gostoso quanto parece.

Sussurrou o menor de forma sapeca, vendo Chanyeol revirar os olhos e gemer quando descia o corpo com mais força, era deliciosamente bom saber que tinha aquele homem lindo e gostoso a sua disposição.

O Park tentava controlar os quadris que insistiam em se mover para cima, querendo arremeter em Baekhyun, mas sabia que ele poderia acabar com aquela brincadeira e estava gostoso demais para se arriscar. Então travava uma batalha interna, apreciando como o loiro ficava lindo sentando em seu pênis e sorrindo com isso, mas querendo agarrar a pele que parecia tão macia, segurá-lo contra a parede e tomar o controle do sexo.

Sua mão puxou a algema algumas vezes, tamanha era sua vontade de encostar no menor, que parecia se divertir com o desespero alheio, diminuindo o ritmo de propósito, rebolando lentamente para poder ouvir Chanyeol choramingar e implorar por mais.

Baekhyun continuou beijando a pele quente do maior, segurando a carne entre os dentes em mordidinhas provocativas, enquanto os dedos beliscava os mamilos sensíveis. Ambos se encaravam como se estivessem perto de transbordar, perdidos em prazer, os olhos nublados e as bocas sedentas por experimentar o gosto alheio.

Então, quando o Byun agarrou os fios com força, puxando-o para um beijo que já começou desesperado, o moreno se jogou de cabeça, entrelaçando as línguas e bebendo os gemidos do loiro, que não parou de rebolar em seu pau sequer um segundo.

As bocas se chocavam em beijos longos e excitante que os deixavam sem ar, mostrando o desejo mútuo e a vontade de Chanyeol em poder tocar no outro. Tanto que, ao se afastar, o moreno inclinou o rosto para frente, ainda de olhos fechados, querendo mais contato.

Baekhyun sorriu ladino.

— Está na hora de me mostrar o quanto quer me tocar. — sussurrou, deixando o maior desconcertado.

Ambos gemeram quando o loiro levantou, sentindo o maior deslizar para fora de si, afastando-se minimamente para pegar as chaves das algemas na mesinha. O pulso de Chanyeol estava avermelhado devido as vezes em que puxou a mão ao tentar tocá-lo. Então o Byun deixou-o livre, afastando-se e aguardando o moreno finalmente entender o que havia acontecido.

Poderia tomá-lo como quis desde o momento em que pôs os olhos sobre ele.

— Por que está demorando tanto? Não quer mais tocar em mim?

Foi o que bastou para o Park acordar de seus pensamentos, com um grunhido, que mais parecia um rosnado cheio de tesão, ele se levantou com rapidez, as pernas quase falharam devido ao tempo que passou sentado, mas não se importou com isso. Apenas agarrou a blusa do menor, tirando-a de seu corpo e tomou sua cintura, levantando-o com uma facilidade quase surreal, de forma que Baekhyun envolveu sua cintura, e o maior andou até a parede.

O baque surdo das peles se chocando quando as costas do loiro encontraram apoio foi mesclado com o gemido alto que escapou de ambos os lábios, já que o moreno estava desesperado por mais contato, voltando a estocar o Byun de uma única vez.

Enquanto as pernas de Baekhyun estavam bem presas ao redor de seu corpo, a mão do maior voava em toda direção; apertando as coxas, cintura e deslizando no peitoral, Chanyeol percebeu pelo sorriso ladino do menor que era exatamente aquilo que ele queria.

O Park agarrava o quadril do loirinho com uma mão, enquanto a outra descobria aquele corpo pelo qual estava louco de desejo, porém, a forma como o Byun sorria e gemia, mostravam que havia deixado Chanyeol tão excitado de propósito, para que ele pudesse tomá-lo daquele jeito, com força, com vontade, de uma forma que nunca fez antes com ninguém; já que sempre teve quem quisesse no momento em que desejasse.

Por isso o som dos corpos se encontrando a cada estocada era como música para os ouvidos do moreno. Baekhyun mordia os próprios lábios, ainda com um sorrisinho vitorioso por descontrolar o maior de tal forma.

Chanyeol, ainda segurando o loiro no colo, se afastou da parede e seguiu para o sofá, deitando Baekhyun, cobrindo o corpo menor do que o seu. A mão se apoiava no estofado enquanto conseguia ir mais fundo naquela nova posição, com mais força, deixando seu lado mais animalesco se soltar.

Tomou os lábios róseos em um beijo desesperado, o qual foi correspondido na mesma intensidade. O Byun agarrou seus fios negros, com uma mão e a outra desceu arranhando as costas e depois os braços de Chanyeol, fazendo-o se arrepiar com o toque.

Ele rebolava embaixo de si, olhando-o nos olhos com todo desejo e intensidade.

— Chanyeol… É apenas isso que consegue? — Baekhyun engasgou no meio da sentença, já que o maior havia um lugarzinho mágico dentro de si, que fez com que ofegasse e abrisse ainda mais as pernas naquele sofá apertado, só para senti-lo mais ainda.

O Park não sabia como responder, não tinha voz para nada além de gemer o nome daquele loirinho que havia lhe tirado dos eixos. Pois mesmo que estivessem fodendo Baekhyun, estava claro quem mandava ali. O Byun lhe provocou até aquele ponto, e agora deixava que ele descontasse todo seu desejo reprimido em si.

A sensação era completamente nova e percorria seu corpo como veneno, queimando nas veias. Chanyeol estava extasiado com o menor que havia jogado a cabeça para trás e gemia ao tocar o próprio sexo ao mesmo tempo que sentia o maior entrar e sair de si.

— É só isso que sabe fazer? — o Byun continuou provocando, apenas para se deleitar com aquele gemido baixo e a forma como o Park parecia esforçado demais em satisfazer seu mestre.

Os lábios cheinhos desceram em um rastro molhado na pele quente, beijando, mordendo e lambendo aonde alcançava, deixando marcas em sua pele clara. Baekhyun parecia gostar daquela forma desesperada, do sexo forte e olhar desejoso do maior sobre si. Ele segurou o rosto que estava sério demais, concentrado em lhe dar prazer, e deslizou o polegar pela boca de Chanyeol antes de juntá-la a sua, as línguas se encontrando antes mesmo dos lábios se chocarem, de forma desesperada e excitante. Baekhyun acabou se afastando e empurrando o outro de leve pelos ombros.

— Levanta.

Era uma ordem, claro.

O maior encarou-o desentendido, vendo Baekhyun levantar uma sobrancelha de forma inquisidora, por isso se afastou sem saber o que iria acontecer em seguida, nunca sabia quando se tratava do menor, havia aprendido isso rápido.

Chanyeol quase ofegou ao ver que o loiro havia ficado de joelhos no sofá, apoiando a mão no encosto e abrindo ainda mais as pernas, enquanto se empinava na sua direção.

— Está esperando um convite formal? —  o menor perdeu a paciência com a demora do outro, que estava o admirando por completo.

— Você é lindo.

— Já disse isso. — brincou o Byun, movendo os quadris enquanto Chanyeol gemia apenas com a visão.

— E muito cheiroso. — o Park voltou para mais perto do menor, arrastou o nariz na pele sensível do seu pescoço, dessa vez o penetrando lentamente enquanto apoiava suas mãos junto com as de Baekhyun, colando o peitoral nas costas clarinhas. — Apertando, delicioso.

— Hm, acho que está tentando bajular seu mestre.

— Para o meu mestre eu só digo a verdade. — Chanyeol respondeu, em um tom dividido entre a seriedade e a brincadeira.

Baekhyun gostou da resposta, fazia bem para o seu ego.

O maior segurou-o pelos quadris, voltando a estocar com força, mas de forma devagar, sentindo o pau entrar e sair do menor, querendo aproveitar aquela sensação que não sabia se iria ter novamente, provavelmente não.

Já o Byun se entregava mais ao desejo que Chanyeol despertou em si, o prazer percorrendo todo o corpo e fazendo com que gemesse por mais, ordenando o maior a continuar daquela forma, ou que fosse mais rápido.

O Park queria tanto gozar.

Era complicado, já que havia sido testado até o limite momentos antes, por isso era tão difícil se controlar, ainda mais fodendo Byun Baekhyun, que por si só já poderia fazer o maior ter uma ejaculação precoce com seu corpo pecaminoso.

Ele não queria, tentou de todas as formas, se segurar enquanto arremetia com vontade, dando prazer ao seu parceiro na mesma proporção que o sentia.

— Merda, Baekhyun….

— Hm, mas já, Park?

— É que você é tão gostoso.

— Então goza Chan, mostra como gosta de me foder.

Ali o maior constatou, Baekhyun era um demônio, com toda certeza era Asmodeus, ou a personificação da própria luxúria para olhá-lo sobre o ombro daquela forma e sorrir de arteiro enquanto o deixava gozar.

Chanyeol gemeu, sentindo-se mais perto do limite a cada nova estocada, e Baekhyun não ajudava nem um pouco, já que a voz dele ficava perfeita gemendo seu nome. Então sentiu o orgasmo dominando-o, reverberando por todo corpo enquanto aclamava por seu mestre, as pernas bambearam e estremeceu com a intensidade daquele prazer.

O Park estava exausto depois de gozar duas vezes, contudo nunca foi alguém egoísta durante o sexo, e ainda havia uma coisa que queria muito fazer.

Baekhyun sequer teve tempo de questionar, já que o maior se afastou um pouco, virando-o de forma que ficou sentado no sofá e Chanyeol caiu de joelhos entre suas pernas, não perdendo tempo em segurar o membro ainda duro do menor, chupando a glande com vontade, o gosto alheio invadindo seu paladar, para logo depois descer a boca, tomando-o por inteiro.

O menor jogou a cabeça para trás, prendendo os dedos no cabelo de Chanyeol ao sentir a cavidade úmida o brigar de bom grado, a língua sapeca passeando em sua extensão ainda dentro da boca do maior.

Ele era bom naquilo, chupar o pau de Baekhyun até fazer loiro esquecer de qualquer outra coisa, a não ser a boquinha inchada ao redor do seu falo, subindo e descendo de forma provocativa, sem tirar os olhos dos seus.

Chanyeol era, de fato, o cara que mais havia lhe despertado desejo em muito tempo. Não era apenas o moreno que estava cansado de sua vida sexual, o menor também sentia-se entediado, sempre com os mesmos costumes, porém, dominar o Park havia lhe despertado algo novo.

E vê-lo lhe trabalhando em seu pau com tanto empenho também.

Baekhyun ofegava, sentindo o corpo quente, ambos estavam suados e o loiro sentia-se perto demais de um delicioso e incrível orgasmo.

Apertou ainda mais os fios negros, tentando afastar o maior, porém ele soltou uma risadinha baixa, reverberando no falo que ainda estava em seus lábios, e continuou o que fazia. A saliva escorria um pouco no canto da boca enquanto movia a cabeça para cima e para baixo, levando o  Byun à loucura.

— Chanyeol… — tentou advertir puxando novamente os fios, porém foi em vão, já que o outro continuou o que fazia, sem desviar o olhar do seu.

Então, desesperado por alívio e sabendo o maior não se afastaria, Baekhyun agarrou o cabelo do Park, segurando sua cabeça no lugar e começou a mover os quadris no ritmo que mais lhe agradava, fodendo aquela boquinha bonita até alcançar o ápice, derramando-se na cavidade úmida, de forma que seu sêmen escorreu pelos lábios do moreno.

Ele limpou-se com as costas da mão e beijou Baekhyun lentamente, antes de desabar no sofá. Estava exausto, ambos estavam.

Uma risada baixa foi ouvida, logo sendo acompanhada por outra mais escandalosa.

— Eu não pensei que a tarde iria acabar assim… — sussurrou o maior.

— Muito menos eu. — Baekhyun respondeu se levantando.

Chanyeol mordeu os lábios, um tanto inseguro, algo que era novo para si, já que sempre comandou tudo em sua vida. Contudo, com o loirinho nu e belo na sua frente, não sabia ao certo o que fazer.

— E agora?

— Bem, você pode pegar sua cueca se quiser e vir comigo para o quarto, estou cansado demais, preciso de um cochilo. — Baekhyun tinha os olhinhos quase fechados e se não houvesse visto seu lado mais dominante, acharia-o a pessoa mais adorável do mundo. — Podemos tomar um banho depois e quem sabe pedir uma pizza.

— Parece ótimo para mim. — o outro respondeu, pegando o pano para cobrir suas partes íntimas e seguiu o dono da casa pelos corredores desconhecidos.

Se limparam rapidamente no banheiro, caindo na cama macia do Byun logo em seguida.

 

E tudo deveria ter acabado ali, afinal, era só mais um encontro para Baekhyun e apenas uma nova experiência, para Chanyeol.

Contudo, naquela mesma tarde, ao acordarem excitados um ao lado do outro, acabaram transando mais uma vez no banho, sendo tão intenso e delicioso quanto tudo que aconteceu naquela tarde.

Eles trocaram os números depois de um papo jogado fora e uma caixa de pizza vazia, mas demorou até que Chanyeol cedesse e ligasse para o Byun, já que este se recusava a acreditar que mesmo depois de duas semana, ainda se masturbava pensando no Park.

Ambos conversaram e acabaram marcando mais um sessão, contudo, ao chegar na casa do loiro, qualquer ideia de controle do orgasmo foi esquecida, e o menor disse que o ensinaria outra coisa tão excitante quanto. Assim, continuou sendo um bom mestre, mostrando ao seu garoto como fodê-lo da forma que mais gostava. Dessa forma, a curiosidade do maior sobre aquele mundo apenas cresceu, fazendo-o querer ler e aprender mais sobre bondage e disciplina, além de outras forma de prazer daquele novo mundo. Havia uma conexão óbvia entre os dois, que ficava ainda mais intensa a cada novo encontro. E não foi surpresa quando essas sessões recheados de sexo começaram a ser frequentes.

Mas, de fato, foi uma surpresa para ambos se pegarem sorrindo ou pensando no outro em momentos aleatórios do dia, e não apenas de forma sexual.

Dessa vez Baekhyun tomou a iniciativa, sentindo-se até um pouco constrangido ao chamar Chanyeol para jantar em um lugar legal, proposta a qual o Park aceitou no mesmo instante, na verdade, sequer deixou o menor terminar a sentença ao telefone, fazendo com que rissem um do outro, como bobos apaixonados.

Então, o moreno foi até o local indicado para buscar o Byun naquela sexata-feita. Era a faculdade na qual o loirinho trabalhava como professor de Literatura, ele estava com um cachecol, óculos redondos e parecia tão adorável que poderia enganar quem não conhecia seu segredinho tão intimamente quanto Chanyeol.

Para qualquer um, o rosto rosado era devido ao vento gelado, ou vergonha devido ao beijo casto que ganhou do maior, mas ambos sabiam que era o mais puro tesão reprimido, já que não conseguiram se encontrar naquela semana.

Por isso, como um bom garoto, Chanyeol chupou seu mestre no carro logo antes do jantar, já no estacionamento do restaurante, afinal, era uma ótima forma de abrir o apetite.

Apesar disso, eles conseguiram se segurar o resto do encontro, fazendo coisas bobas de casal, as quais nunca se imaginaram fazendo. Antes até recriminavam outras pessoas que riam alto demais, andavam abraçados, ocupando lugar na calçada, ou usavam acessórios iguais, assim como eles agora.

Mas não conseguiram refrear.

Ah, ter controle de algumas coisas era realmente difícil.

Talvez o orgasmo, a dominância na cama, a vontade de tirar a roupa do parceiro e fodê-lo sobre a mesa do restaurante chique, pudessem conter. Todavia, aquele calor no peito, a ansiedade em se ver, o sorriso bobo de uma lembrança tão idiota quanto, era impossível frear, e inconcebível controlar aquela paixão que havia nascido da forma mais inusitada possível.


 


Notas Finais


GOSTARAM?
AAAAAAAAAAA É UM PSEUDO-BDSM
Mas, claro, bdsm exige um estudo, uma compreensão dos dois, não é só chegar, amarra e foder!
Eu tenho várias ideias de fetiches bdsm, como pet play, é meu sonho escrever sobre isso ;-;-;
Talvez, um dia, quem sabe, talvez, quando eu tiver tempo (só Deus sabe quando) eu faça outra sessão/cena.
(para quem não sabe, bdsm muitas vezes acontecem em casas noturnas especificas para isso, então ele "atuam" no seu papel de dom, sub, pet, daddy, baby ou afins, por isso são chamadas de sessões ou cenas um "ato" bdsm, já que muitas vezes estão atuando, tanto que algumas são "abertas" para outras pessoas, naquela casa noturna, verem)

A nat começou a betar para mim e amanhã ela termina, ou seja, desculpem os erros e OBG PRINCESA POR BETAR :)

Beijos e até breve, acho asuhhuaauhsash


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