História Cophine - E se eu ficar? - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orphan Black
Personagens Cosima Niehaus, Detetive Arthur "Art" Bell, Donnie Hendrix, Dr. Aldous Leekie, Dra. Delphine Cormier, Felix "Fee" Dawkins, Paul Dierden, Sarah Manning
Tags Cophine, Cosima Niehaus, Delphine Cormier, Orphan Black
Exibições 142
Palavras 3.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Heey 0/
Tem alguém acordado ai? Juro que comecei a escrever esse caps na sexta e só terminei agora.
Peço desculpas pela demora para postar, aconteceu uns imprevisto e acabou que vocês sabem.
Mas fiquem cientes, nunca abandonarei a história.
Sem mais delongas, tenham uma boa leitura ♥

Capítulo 5 - Capítulo 5 ''Borboletas''


Fanfic / Fanfiction Cophine - E se eu ficar? - Capítulo 5 - Capítulo 5 ''Borboletas''

Quando seu corpo se moveu precisamente dois centímetros a mais para a esquerda, Delphine pôde sentir um torso junto ao seu, não só um, mais de um. Os tornozelos doloridos que fugiam para fora das cobertas tinha convicção que eram seus, agora os outros dois pares em movimentos já não tinha certeza.

Apoiou seus pulsos sobre o colchão e ergueu seu corpo devagar, na medida em seus olhos fitavam o ambiente. Paredes mal pinceladas, teto amadeirado e ufa! Estava em ‘’ casa’’. No momento em que decidira se manter de pé, sua cabeça rodou todo o cômodo e a médica sentiu alguns sinais da noite passada.    

Fios ruivos e marrons estavam entrelaçados pelo travesseiro ao lado, a grande coberta encobria duas pessoas em um sono profundo. Delphine andou mais dois passos sob o carpete, contou até três e puxou os lençóis. Suspirou aliviada ao se deparar com dois rostos conhecidos.

- Felix. – sussurrou. – Felix, acorde! – remexeu os ombros do rapaz que quase caíra da beirada.

- O quê? – Felix murmura sonolento. – Só mais cinco minutinhos.  – Contudo Delphine não ouvira suas preces, sua paciência limitada fez com o chacoalhasse até seu corpo encontrar o chão.

- Mas que diabos! – Seu sotaque britânico exaltado ecoou pelo quarto. – Calma ai, já estou de pé! – Felix apoiava-se nas paredes enquanto desamassava sua cara.

- Eu... Me desculpe Felix. Eu não... Eu só... – Delphine embaralhava-se toda nas palavras enquanto ainda processava os vestígios de imagens que povoavam sua mente inquieta. – Preciso de respostas.

- Delphine... Se acalme, ok? Eu vou te explicar. O que exatamente você quer saber?

- Ok. – ela respirou fundo tentando se acalmar. – Ok... Primeiramente... Esta garota... Adele... Ela está morta? – perguntou numa seriedade sem tamanha.

- POR DEUS, NÃO! – Felix rebate abruptamente.

- ENTÃO PORQUE ELA NÃO ACORDA? Não se move... – Delphine fala trincando os dentes e andando impaciente de um lado pra outro. – O que ela tomou? Porque não é possível que alguém tenha essa mecanismo... Estas ondas cerebrais precisam ser estudadas! O que nós fizemos? Vem cá... Nós não? – ela fez um gesto com as mãos que Felix entendera muito bem o que insinuara. – AI MEU DEUS. O que nós...  Respostas! Preciso de repostas.  E espere... – Delphine ouviu um ruído vindo da cozinha. – Quem mais está aqui? – Ela sai seguindo o som e Felix drasticamente a persegue.

- Delphine... Espera...Por Céus, não surtou o bastante ontem?

- Mark? – indagou processando aquela vista. – O que está fazendo? E por que está usando meu roupão de seda? – Ela pergunta com as sobrancelhas baixas e juntas. O homem a sua frente não usava somente um de seus confortáveis trajes de dormir, como também mantinha um avental enrolado na cintura. Suas mãos estavam sujas de massa então como se fosse obvio eles as hasteou.

- Eu estou fazendo panquecas. A propósito... Aonde ficam os ovos?

- Não tem. – ela responde e se vira para Felix estreitando seus lábios. – Mais alguma coisa que preciso saber? – Felix solta uma risadinha sem jeito e a senta em um dos acostamentos da cozinha.  

- Em primeiro lugar, pare! Deste jeito vai abrir uma cratera no soalho. Bem, você estava num bar... Seu nome, Francis. De uma forma bem inusitada...Estava frio...

- Acho que vou esperar sair a versão do filme... Céus! Felix não sabe contar um resumo da história. – Adele o interrompe. Ela se junta a eles em volta a mesa redonda e apoia seu rosto abatido sobre o cotovelos, atentando-se a conversa. – Mais alguém neste lugar não tem ideia de como veio parar aqui? – Delphine hasteou o braço, provocando uma falsa tosse em Felix.

- Talvez... Quem sabe se vocês me escutassem. - finge um drama teatral. - Como ia dizendo... Delphine, você não tinha condições de voltar para casa sozinha ontem à noite. Você me confidenciou algo e depois não soube lidar. - Ele sussurrou ‘’ emoções são complicadas’’.  E prosseguiu. Teria uma conversa particular com a médica depois..– Então nós ligamos para Donnie e ele nos instruiu até aqui.

- Como sabe do Donnie?

- Aparentemente ele é seu contato de emergência.

- E onde ele está?  

- Apagou no sofá. Disse que não te deixaria sozinha com três médicos suburbanos.

- Ele não disse isto.

- Disse de uma maneira amável.

- Faz mais sentido! Sem querer parecer um tanto quanto rude... Mas... Porque vocês, se Donnie....

- Por que convenhamos, também não tínhamos condições de ir pra casa. E além do mais, você nos convidou.

- Por isso dormimos todos juntos? – ela o questionou franzindo o cenho.

- Sim. Como lontras de mãos dadas. – Felix responde amigavelmente. Delphine estreitou seus olhos para o trio que lhe fitava de maneira gentil.  Precisava criar laços já que decidira ficar na cidade ou talvez não tivesse muitos amigos de verdade.

- Está bem... Mark faça café. Vou pedir pro Donnie comprar ovos. Estamos atrasados para o trabalho. – disto isto ela partiu pro chuveiro.

** 
 

Era uma manhã nublada com ventos frígidos, quando Delphine Cormier chegou ao quarto nomeado ‘’ 324b21’’ seus pés não se movimentaram mais. Arrumou sua camisa azul, seu blazer negro e seu porte. Ainda demostrava dúvidas em entrar, por isso ela inspirou o ar pesado dos seus pulmões e enfiou uma mão dentro do bolso de seu jaleco e outra em volta da maçaneta. Apreensiva com a reação da paciente, permitia que seus pensamentos borbulhassem em sua mente inquieta. ‘’ Como seria seu comportamento logo após sua atitude’’.  ‘’ Como ela reagiria ao vê-la’’. ‘’ Ela ficaria feliz’’? Ok, talvez não.‘’ Estava brava’’? Ela continuara estática na porta, transitando suas cogitações turbulentas quando uma voz ouviu.

- Posso vê-la pelas brechas da cortina. - avisou-a. Rapidamente a médica saiu do seu transe, recompôs sua postura e caminhou pelo cômodo.  – Você não é uma médica muito discreta. – sua ironia era quase concreta.

- Bonjour. – A cumprimentou. Seu nervosismo era notável. Cosima se recusou vê-la. Remexeu-se na cama e se pôs a encarar a parede. – Cosima... – Delphine fala num tom de súplica. - Eu sei que sou a última pessoa que você quer ver depois do que... Ontem... Você sabe. Tarde passada. Mas preciso que você se levante dessa cama... Preciso coletar uma amostra de seu sangue.

- Não podiam mandar outra pessoa? É um procedimento simples, Paul pode fazer. – disse amarga. Era difícil para a médica lidar com este misto de rejeição e magoa da paciente.

- Não, ele não pode. Ele está cuidando de uma garotinha com o sopro no coração. Então se você puder...

- Tem razão. – Cosima a interrompe, virando enfim para encara-la. - Eu não quero vê-la. – diz num tom rígido. Diante aquela confissão, Delphine teve que engolir todas as pedras alojadas em sua garganta e agir profissionalmente a conduzindo até a cadeira móvel com braçadeira.  

- Como está se sentindo? – Indagou seriamente fazendo Cosima se questionar quantas vezes já ouviu aquela pergunta. Contudo ela não respondeu. – Se alimentou? – porque ela tinha de tornar as coisas tão difíceis? – Senhorita Niehaus, eu preciso saber se você supriu suas necessidades hoje, pois é necessário ter esse conhecimento já que essa coleta de sangue para testes devem ser realizados em jejum. Então preciso que me responda.

- Não Doutora Cormier, eu não comi.

Delphine assentiu, deslizou seus dedos sob sua testa, sua cabeça doía, ainda podia sentir o gosto do álcool amargando em sua boca. Passou a identificar os tubos para a colocação da amostra, retirou uma caneta plástica com click e escreveu os dados da paciente, ou melhor os códigos de registro, o abreviado ‘’324b21’’.

Segundos depois Donnie invade o cômodo juntamente de um acompanhante com trajes brancos.

- Com licença. – diz educadamente. – Srta. Cormier? Quase não a encontrara, tenho em mente que seu tempo aqui é muito corrido. Portanto, a água que você pediu. – entregou-lhe o copo.

- Que isso Donnie? Eu não pedi nenhuma água... Aqui. – Fala trincando os dedos e enfatizando cada palavra, tentando disfarçar o ocorrido na frente de sua paciente.

- Eu sei, apenas deduzi que precisaria. – o assistente piscou para ela, colocando umas aspirinas em seu bolso e dando um leve tapinha em seu ombro. – Não esqueça de beber eventualmente bastante água e café, ok?

- Obrigado Donnie! O que eu faria sem você? – Indagou sarcasticamente. Donnie cumprimentou Cosima, sorriu para a médica e saiu.

Delphine colocou as luvas e logo após a agulha na seringa, movimentou o êmbulo e pressionou para retirar o ar. Com a atenção totalmente voltada ao procedimento, ela ajustou o garrote cuidadosamente o amarrando no braço da paciente que diferente dela, a fitava bem naquela sala iluminada.

- Então está de ressaca? – Cosima sorriu, contudo diferente de todos os sorrisos já havia direcionado para a médica, este foi sarcástico. E antes que Cormier pudesse falar algo ela continuou. – Está tudo bem... Você tem uma vida fora do hospital... É comum que vá se divertir após um dia cheio.  – Mais uma vez Delphine engoliu em seco aquelas alfinetadas e continuou fazendo a anti-sepsia do local da coleta com um algodão umedecido em álcool, o pousando carinhosamente em suas veias.

- Cosima... Eu...Sinto muito...

- Pelo o quê? Por ter o direito de ser divertir ou... – a médica retirou a capa da agulha e começou a fazer punção. Quando enfim encarou Cosima viu que seus aqueles olhos esverdeados estavam úmidos por debaixo das lentes.  – Não sinta.

 Delphine sabera que não era por conta do procedimento doloroso e sim pelo que tinha feito. O efeito que ela causava na paciente, ansiava e acima de tudo precisava da justificativa que não veio à tona. Aqueles olhos acastanhados que Cosima os assemelhou a de um filhote assustado vieram à tona. As pupilas dilatadas se fundiam nas suas com uma intensidade sem tamanha, Cosima podia se enxergar adentro, tanto que teve necessidade de desviar, virou seu rosto e viu seu sangue começar a acumular a seringa, ela deixou sua atenção lá.

 –  Apenas acabe logo com isto, ok?

Delphine atendeu ao pedido e coletou a quantidade necessária de sangue, separou a agulha da sering, soltou o garrote e antes de retirar as luvas, fez um gesto para ir até a ela, se não fosse pelos sinais claros que insinuara para não se aproximar.  

- Cosima... Pressione com algodão e...

- Mantenha o braço estendido. Eu sei. Não vou dobrá-lo.

- Posso pedir pra enfermeira trazer comida pra você. – sugeriu antes de atravessar a porta.

- Estou sem fome...

- Tem que se alimentar... – Era inevitável não repreendê-la.

- Eu não estou muito afim desta comida de hospital nojenta, sabe?

- O que você quer então? – Delphine a desafiou. 

- O que eu quero Doutora Cormier? - Cosima ponderou. ''Eu quero que você pare de agir como se nada tivesse acontecido, como se o que nos aconteceu não significasse nada''.  - as palavras vieram prontamente mas ficaram presas em sua garganta. Cosima sabia o que queria.  – Eu quero um hambúrguer com  fritas e bastante molho. – Delphine assentiu e saiu. 


**

- Será dispensado hoje, ok? – Disse com o prontuário em mãos. O paciente a frente esticava mais seus lábios a cada diagnostico dito pela francesa.

- Não preciso de cirurgia?

- Não.

- Não vou morrer? Posso ir pra casa?  - mais uma vez a médica negou com a cabeça, recebendo um abraçado de urso do rapaz e depois de seus familiares. Ela sorriu sem jeito e deixou a sala. Foi abordada por um médico de certa idade que passara a caminhar ao seu lado pelos corredores do hospital.

- É incrível a cara que eles fazem. – enunciou simpático.

- Doutor Leekie. Oi! É sim. Nada mais gratificante.

- Precisou ouvir histórias desta vez?

- Ah sempre, eu adoro as histórias.

- Eu também! Sabe, doutora Cormier, devíamos sair pra tomar uma. – a médica contraiu seu músculo, levantando as sobrancelhas levemente, relutante em acreditar que aquele homem estava fazendo mesmo o que ela achava que estava. Dando em cima dela.

- Perdão?

- Quer dizer... Quero ouvir uma longa história, o que fez uma médica de sucesso, trocar a França por uma pequena cidade costeira.

- História curta. – limitou-se a dizer. Não cessaria sua curiosidade, mal o conhecia.

- O chefe fez uma oferta irrecusável? Contou a história do que faz o time dos códigos?

- Com todo respeito doutor Leekie. Mas meu objetivo é o mesmo que o seu. Salvar vidas. E com licença, preciso ir. Estou atrasada, preciso pegar uns exames.

- Por acaso não seriam esses aqui? – Delphine recuou seus passos. – Paul deixou comigo, ele pediu pra te entregar, teve um caso de emergência. A garotinha do sopro. – ele gesticulando era ainda mais bizarro.

- Está bem. Obrigado. – disto isto ela saiu.

Entrou no laboratório e folheou os exames. Virou sua cabeça para os lados, girando seu pescoço para a direita e olhando diretamente sobre os ombros. Com aqueles resultados, teria muitas buscas pela frente. E de lá, ela não sairia tão cedo. 
**
Quando anoiteceu Cosima voltara do seu passeio nem tão agradável com uma enfermeira. Queria ficar sozinha com seus pensamentos por isto optou pela saída da moça. Caminhou em direção ao banheiro e antes que pudesse deslizar seus pés pelos azulejos,  viu um pacote ao lado de sua cama. Nele, um bilhete escondido com as palavras exatas. ‘’Só não conte pra ninguém’’. Cosima se permitiu sorrir pela primeira vez no dia, mal podia acreditar depois de tempos, iria saborear um hambúrguer com fritas. 
**
 

- Três dias depois –

Os dias frios foram se passando tão rápidos naquela semana que quase era possível acompanhar as mudanças de estações em plano de fundo. Cosima mais uma vez amanhecera fitando as brechas de sua janela, gostava de ver nem que fosse por um milésimo de segundo a sombra da médica atravessar o corredor. Ela quase não a vira com tanta frequência, mas Cosima sabia que ela acompanhava tudo que fazia e perguntava sempre a Scott  sobre sua situação. Era como uma guardiã da medicina.

- Hey! Ai está você. – Felix fala ao entrar no cômodo cercado de papéis.  – Você vai agora? Estava pensando em sairmos hoje. É aniversário do Mark.

- Vão vocês. Eu vou demorar mais um pouco – Delphine responde sem tirar os olhos da tela do notebook. 

- Delphine, sei que vai encontrar algo, só precisa de tempo. Você já foi falar com ela? – enfatizou. – Porque não aproveita e vai?

- Porque estou tentando fazer algo aqui. E além do mais, acho que ela não quer me ver.

- Se não vai, deveria. Bem, divirta-se com sua ciência. – Felix fala depositando um beijo em sua bochecha.

- Felix. – o chamou. –  Fala pro Mark Feliz aniversário. 
**
Florence + The Machine - Stand By Me ♪

Após algum tempo, o cansaço de seu corpo falou mais alto, a médica juntou suas fontes de pesquisa, fechou o notebook e decidiu ir pra casa. Levaria os exames consigo se não os tivesse esquecido na cabeceira do quarto de Cosima enquanto a observara dormir na madruga anterior. 

- Ai droga! – Delphine praguejou e seguiu para o local que tanto temia. Contudo ao chegar lá, encontrou um quarto vazio. Aonde será que ela está? – se perguntou a procurando por todo hospital. Já estava desistindo de encontrá-la até vê-la parada, observando a chuva cair em uma das vagas do estacionamento.

Delphine caminha lentamente até ela.

- Sei que é ocupada... Eu entendo isto.... Deve ter muita coisa acontecendo na sua vida... Mas quero que saiba que... Eu sinto sua falta... – diz com a voz embargada.

 - Eu sinto sua falta também.  – Delphine confessa no mais ímpeto dos atos. Ao ouvir aquelas palavras, Cosima congela instantaneamente. Desliga o telefone e se vira, logo após ver o aparelho em sua mão Delphine fica sem jeito, ficou tão vermelha quanto a camisa de mangas longas que Cosima vestira. Ela ajeitou seu cachecol e deslizou suas mãos sob sua calça preta sem saber o que dizer.

- Oh... me desculpe... – Delphine justifica-se entre gestos trêmulos. – Você estava... Ok... Eu só estava procurando por... Não te encontrei no quarto... então... Olha... Eu vou embora só me promete que irá voltar pro seu quarto em segurança, ok? Está frio, não quero que se enferma. 

- Delphine, espera... – Cosima clama, paralisando seus saltos no meio do caminho.  – Pra onde você vai? – A tempestade despencava do céu na pequena cidade, as nuvens escuras tomavam conta,  o cair da água forte a assustavam e a fascinavam ao mesmo tempo.

- Estou indo pegar um táxi.

- Você... Não pode ir. É perigoso sair na tempestade.

- Você está preocupada ou brava comigo? - Delphine a questiona com o rosto bem perto do seu, a fazendo sentir seu cheiro narcótico. 

- Confusa, talvez. – Cosima suspirou. Tentar odiá-la era um plano falho e cansativo demais, não queria mais fazer isto. Porque a verdade era que não conseguia odiá-la nem por um milésimo de segundo. - Sei que existe um código... Relação médico e paciente.... Mas ainda não consigo entender porque você fugiu...  - Seus olhos começaram a marejar e Delphine se amaldiçoou por vê-la daquela forma. Cosima sabia que tinham uma ligação, porque podia sentir isso sempre que a via. Pensava que a médica sentira o mesmo quando a beijou, e vê-la distancia-se era doloroso, a fazia sentir-se enganada, chegando até a por a culpa no universo. 

- Cosima, eu sinto muito... Não queria fugir naquele dia, mas é o que eu faço. Sou ótima em colher amostras de sangue e saber um diagnóstico de um paciente mas sou péssima em olhar nos olhos de uma pessoa e dizer como me sinto. – Para Delphine a ciência sempre era mais fácil que o amor, porque bem, nela tinha controle. Ela foi se aproximando de Cosima que ainda relutante caminhava para trás. – Não se afaste... - pedia. - Pra aonde você vai?

- Quero sentir a chuva. – Cosima diz abrindo os braços e correndo direção ao temporal. Sentindo seu corpo se encharcar aos poucos.

- Não pode! Vai adoecer. – Delphine se juntou a ela, tentando a puxar de volta.

- Vai valer a pena.

- Está tremendo....

- Se está achando ruim porque não me aquece? – Cosima a provoca. E como toda boa impulsiva. Delphine se joga na chuva também.  Ela chocou seus corpos e entrelaçou seus braços em volta de sua cintura. Suas testas estavam coladas e seus cabelos molhados, os fios amarelos unia-se aos marrons. 

– Eu não sei exatamente o que está acontecendo... Mas sei que você é a primeira pessoa que eu penso quando acordo e a última pessoa que eu penso antes de dormir... Você está sempre em minha mente... O tempo todo... – Sua boca sussurrara  quase tocando os lábios de Cosima. 

- Como eu posso acreditar que isto é verdade Delphine?

 - Porque você sente também... - Aquele lábios convidativos se abriram e por mais clichê que pudesse ser beijada na chuva, esta foi a deixa. Os lábios que se moviam suaves no começo tornaram-se urgentes e apressados, a médica a beijara com vontade, pedia permissão para aprofundar o ato e  sempre era atendida prontamente. 

Outro filme se passara em sua cabeça. A primeira vez que Cosima a viu foi amor a primeira vista, seu coração pulou para fora do peito, achou até que estava tendo um ataque cardíaco, mas eram só borboletas. Ela amara borboletas. 

- Olha eu não estou podendo forçar demais meu coração... Então não me diga essas coisas se não forem verdades. - Cosima murmurava enquanto agarrava forte em sua cintura. A cada toque era uma descarga elétrica que se fundia as das cargas de água. - Porque eu sei que estou morrendo... - Delphine cessou o ato aos poucos para segurar em seu rosto. 

- Por favor não diga isto...

- Delphine, eu vi os exames....

- Como sabe? Não está... só que... você não sabe...

- Eu sei... Porque sou médica também. 


Notas Finais


AI AMO DEMAIS FLORENCE S2 Esse cover dela é ó ♥
Confesso que a coisa que mais fiquei na dúvida foi em relação a música, queria por uma quando escrevi.
Espero que tenha casado com o caps e que também tenham gostado.
Peço desculpas se houver algum erro.
Novas leitoras sejam bem vindas e até a proxima ♥ ♥


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