História Copy Girl - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Candice Accola, Chris Wood, Ian Somerhalder, Joseph Morgan, Michael Malarkey, Nina Dobrev, Paul Wesley, Zach Roerig
Personagens Candice Accola, Chris Wood, Ian Somerhalder, Joseph Morgan, Michael Malarkey, Nina Dobrev, Paul Wesley, Personagens Originais, Zach Roerig
Tags Nian
Exibições 216
Palavras 3.690
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial
Avisos: Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


( não consegui encontrar uma boa imagem para a capa)

Capítulo 22 - Mug


- Acho melhor irmos – Candice segurou no ombro de Nina, que se levantou do sofá de florzinhas rapidamente.

- Okay, só vou me despedir de Grace – Ela murmurou, olhando pra mim de relance e saindo pela porta branca.

Candice me encarou por alguns segundos, e eu passei a mão pelos meus cabelos tendo a certeza de que nunca mais conseguiria arruma-los depois de ter servido como brinquedo para duas garotinhas.

Nina estava sorridente do lado de fora, abraçando Grace e uma mulher que reconheci como a mãe de Mike. Grace acenou para a loira e depois para mim, me lançando uma piscadela.

Nina voltou franzindo o cenho, mas sorriu apontando para o carro.

- Eu acho que essa noite vai nevar a beça – Candice reclamou, destravando e limpando algumas folhas que haviam caído em cima do vidro.

- Essa árvore acabou com a pintura do meu carro – Ela grunhiu.

- São magnólias – Expliquei e ri para mim mesmo quando as duas me olharam curiosas.

- Tudo bem, hora de ir pra casa – Nina disse, e entramos no carro que estava quente pelo aquecedor.

- Eu posso ligar o rádio? – Nina pediu e eu não pude deixar de sorrir pela sua educação. Eu normalmente já teria ligado sem me preocupar com a opinião de Candice.

- É claro, tem alguns CDS no porta-luvas – Candice sorriu pra ela – Pode colocar Ed Sheeran, deixei o CD aí desde que você me deu.

- Verdade – Nina sorriu, pegando um dos CDS – Você adorou o presente.

Candice arregalou os olhos e deu uma freada brusca no carro, jogando Nina que estava sem o cinto de segurança para frente. Meu coração disparou quando Nina fez uma careta de dor, e eu me inclinei pra frente segurando em seu ombro.

- Você enlouqueceu?! – Gritei para Candice.

- Oh, me desculpe! – ela disse, checando se Nina estava bem – É que eu acabei de lembrar que a festa do Michael foi adiada para amanhã.

Revirei os olhos.

- E por isso decidiu matar a Nina? – Perguntei ainda bravo mas Nina colocou a mão em cima da minha que pousava em seu ombro, negando com a cabeça como se pedisse pra mim parar.

- Joseph me pediu pra comprar os presentes, eu prometi que compraria, mas com essa neve toda e já se passou do horário as lojas já devem estar fechadas – Candice grunhiu tristemente.

- O shopping – Nina disse – Ele com certeza é o único lugar que você vai encontrar aberto.

Candice sorriu alegre.

- Okay, então vamos para o... –

A cortei rapidamente.

- Nós não, vocês – Disse respirando fundo – Eu realmente não aguento mais ouvir sua voz Candice.

É claro que eu estava brincando, mas Nina me olhou triste, e eu rapidamente concertei o que havia dito.

- Quer dizer... eu não comprei nada pro Michael mesmo, seria uma boa – Disse encarando Nina, a tempo de ver um grande sorriso.

- Aham, agora quem não quer que você vá sou eu – Candice retrucou, e eu a encarei pelo retrovisor.

- O caminho para a casa da Nina é ao contrário do shopping, você perderia muito tempo me levando de volta – Abri a janela do lado de Nina, que ainda estava intacta – E eu vou com a janela aberta.

Candice parecia borbulhar de ódio em frente ao volante, mas Nina foi mais rápida ligando o rádio e deixando a melodia do violão inundar o carro.

Nina sussurava a música baixinho, e eu me incline para escutar melhor, sentindo até o mesmo cheiro dos seus cabelos castanhos enquanto ela mexia a cabeça no refrão. Seus olhos se chocaram com os meus, e a mesmo chorou profundamente por ter sido flagrada assim.

- Espero que eu encontre algo, Joseph  pediu... – Candice começou a dizer e eu ri.

- Virou a empregada dele? Que eu saiba ele tem várias – Provoquei vendo Candice suspirar e apertar suas mãos ao volante.

- Eu prometi a ele – Candice me respondeu – E promessas foram feitas para serem cumpridas, senão qual seria o sentido de faze-las.

E meu pensamento voou para Nina, dela me perguntando se eu prometia não estar mentindo. Promessas foram feitas para serem cumpridas.

Suspirei vendo Nina sorridente, enquanto a noite caia e os reflexos de luz deixavam o seus olhos mais bonitos.

- Do que Michael gosta? – Nina interrompeu meus pensamentos, mordendo os lábios enquanto virava mais o corpo para me ver.

- Bebidas, mulheres – Dei de ombros e Nina riu.

- Para presente, Ian – Ela sorriu novamente – O que eu devo comprar?

Pensei por um segundo.

- Eu sei lá, compre uma camiseta ou uma caneca com seios, ele tem uma coleção delas – Nina me olhou espantada – Ele sempre serve as bebidas naquelas coisas.

- Vocês são nojentos – A loira bufou – Eu te ajudo a comprar algo, Neens.

Olhei para Nina que concordou.

- Você pode ficar em qualquer loja de esporte, Ian. A gente te chama quando acabar – Candice continuava provocante.

- Não, eu não me importo de ficar com vocês, nem um pouco – Apertei minhas mãos no banco onde nina sentava.

- Ah lembra daqueles garotos que te paqueraram no shopping uma vez? – Candice comentou rindo para Nina – Eu achei um deles bem a sua cara.

Cerrei os olhos para Candice, que me ignorou.

- Aquele outro chegou até a te beijar lembra? – Candice me encarou pelo retrovisor, e eu pude sentir o meu maxilar doer por estar com os dentes trincados – Não foi com ele que você deu o primeiro beijo? Será que ele ainda trabalha lá?

Nina estava com os olhos arregalados, encarando ela e a mim, abrindo e fechando a boca como se procurasse algo para dizer.

- Candice... – ela começou nervosa, e eu sentia algo queimar dentro de mim.

- Nós podemos ir vê-lo depois, que tal? – Olhei para Nina, esperando que sua resposta fosse um grito algo de "não", e que Candice calasse a droga da boca.

- Chegamos – Candice anunciou e Nina suspirou olhando para nós dois, descendo do carro rapidamente como se quisesse sumir de toda tensão.

(Nina POV.)

Talvez eu esteja reconsiderando que essa história de vir ao shopping com Candice e Ian fosse uma boa escolha.

Porque acredite, os dois pareciam duas crianças brigando dentro de um parquinho por causa do baldinho de areia.

Candice sempre precisava cutucar Ian com algum comentário, e Ian sempre precisava provocar Candice sobre Joseph e as diversas outras namoradas que ele já teve. E eu, bom, eu estava bocejando de sono enquanto olhava algumas canecas com seios (eu nem acredito que estou fazendo realmente isso) e escutava Candice discutir com Ian sobre a cor de sua blusa.

- Isso não é rosa! É salmão – Ela gritou irritada.

- Isso é rosa – Ian falou e Candice revirou os olhos.

- Pegue um táxi e vá embora, por favor! – ela implorou, e eu corei quando apertei um botão em uma das canecas e os seios começaram a acender.

Os dois continuaram discutindo, até mesmo não me escutaram chamando quando apontei para uma pilha de ursos de pelúcia que seguravam canecas de cerveja. Era engraçado, mas nenhum dos dois riram comigo já que estavam ocupados demais com a briga.

Suspirei triste, e fui até uma das pilhas cheias de ursos, vendo que mais ao fundo haviam outras pilhas maiores. Era o paraíso dos ursos de pelúcia!

Ri quando cheguei ao final da loja, feliz que não conseguia ouvir mais nenhuma discussão, e perdida em meio aquelas coisas felpudas e fofas. Eu poderia passar o resto da noite aqui.

Um bom tempo se passou enquanto eu tentava pegar um urso enorme de cima da prateleira, rindo quando uma senhora colocou dois ursinhos brancos e me contando que daria para os seus netos. Eu a ajudei a escolher um cor de caramelo para sua filha mais velha, que descobri também que gostava muito de ursos de pelúcia.

- Eu agradeço pelo bom gosto, querida – Ela deu tapinhas em minha bochecha.

- Tchau – Acenei sorrindo para ela, mas uma voz ao longe me chamou a atenção.

- Ela tem os cabelos castanhos e ondulados e estava usando um sweater azul...– Me parecia a voz de Candice – Ela sumiu faz quase uma hora, Ian!

Me espantei me lembrando deles, e comecei a seguir as vozes desesperadas, vendo Candice  Ian parando pessoas e perguntando o que parecia ser meu paradeiro.

Os olhos de Ian chegaram até mim, ele suspirou aliviado correndo em minha direção.

- Onde você estava?! Por que não atendeu o celular? – ele perguntou agoniado, me puxando para um abraço antes mesmo que eu pudesse abrir a boca para falar.

- Nina! – Candice disse brava – Você quer me matar do coração?! Eu já estava achando que tinham te sequestrado ou...

- Candice – Ri baixinho, tirando os braços insistentes de Ian da minha cintura – Eu só sai pra olhar...

- Não! – ela negou rapidamente – Você devia ter dito, eu e Ian te procuramos até em outras lojas achando que você havia saído.

Ela veio até mim, e vi que os dois não estavam mais discutindo nem nada.

- Eu não sou uma criança, Candice. Não é como se eu fosse me perder no shopping – Bufei irritada e a mesma sorriu de lado.

- Eu sei. Me desculpe, eu só fiquei assustada – Ela murmurou, e eu não consegui manter a carranca – Só por favor, não faça mais isso.

Ian me olhava como se implorasse por aquilo também, e eu concordei.

- Então parem de brigar, eu já estava cansada dos seus gritos – Retruquei apontando para uma prateleira cheia de camisas esportivas – Que tal uma dessas para ser o meu presente?

-Na verdade... – ela riu baixinho – Só fomos dar conta que você sumiu, quando comprei as canecas e fui te perguntar se deveríamos ir comer algo.

Ian bufou ao lado de Candice.

- Eu já havia percebido antes – Ele retrucou – Eu tentei avisar a loira, mas ela estava ocupada demais explicando a cor da sua blusa.

- Ah, cale a boca...

- Viu – Apontei irritada – Vocês já tão começando de novo.

Bufei, e vi Ian se aproximar mais de mim.

- Tudo bem, é salmão – Ele deu o braço a torcer, e eu senti uma felicidade tremenda tomar conta de mim. Ian estava se desculpando (mesmo que fosse uma desculpa esfarrapada), e ainda por cima sem eu precisar pedir ou dizer algo.

- Quer comprar o seu presente agora? – Candice perguntou, e eu concordei sorrindo.

- Eu vi uns ursos segurando copos de cerveja... – Comecei a dizer, caminhando em direção a loja - E-eu sei que Michael é jogador de basquete, mas ursos são legais e eu pensei...

- Ele vai gostar – Ian me cortou – Confie em mim, e ainda por cima aqui está escrito que se você apertar, ele fala "Bebo até cair".

Ian apertou o urso, e ele realmente falou aquela frase.

- Mas se ele achar muito... infantil? – Perguntei receosa, e Candice sorriu para mim.

- Que criança compraria um urso desse, Nina? – Ela me assegurou – E aliás, ele gosta de canecas com seios.

- Melhor que canecas de pintos, eu vi você olhando uma delas – Ian riu de Candice que corou fortemente

- Fica quieto, Somerhalder – Ela se irritou – Pega o urso pra nós irmos comer algo, eu estou louca pra ir pra casa e deixar de olhar para esse idiota.

Suspirei triste e peguei o urso.

A garota do caixa estava toda sorridente para Ian, que nem percebeu enquanto segurando minha cintura e cheirava meus cabelos discretamente.

- Ian – Escondi um sorriso quando seu nariz fez cócegas em minha orelha.

Candice limpou a garganta e eu arrumei minha posição, me afastando o suficiente de Ian e suas mãos bobas.

- Tenham uma boa noite – A garota disse, piscando para Ian, e eu franzi o cenho quando o mesmo respondeu com um sorriso. Será que ele gostou dos cabelos tingidos dela?

- Quer comer o que, Nina? – Candice perguntou enquanto andávamos até a praça de alimentação, eu e minha sacola com o urso e ela com suas canecas de seios.

- Minha opinião não importa?! – Ian perguntou incrédulo.

- Não – ela deu de ombros – Que tal comida chinesa? Eu sei que você ama.

Sorri para ela, mas Ian parecia lamber os lábios para um restaurante de massas em nossa frente. Ele ama massas.

- Hm, que tal comermos aqui – Apontei corando para Candy que olhou para mim confusa.

- Massas? – ela perguntou curiosa, e Ian sorriu grande para mim, me deixando com as pernas bambas.

- É-é Candice – Eu dei de ombros – Vamos.

O restaurante era bonito, e tinha uma boa visão para o resto da área de alimentação, que hoje estava bem silenciosa por ser uma quinta feira. Eu nunca gostei de shopping, mas hoje parecia completamente... confortável. Talvez fosse a mão de Ian em minha cintura, guiando-me até umas das mesas junto a Candy.

Depois que já havíamos sentado e Ian fez graça com o cardápio, fingindo ler de ponta cabeça, eu decidi que comeria um delicioso rondelli de quatro queijos, Ian pegou novamente macarrão com frutos do mar, e Candice decidiu que comeria apenas um espaguete simples. Fizemos os pedidos e me assustei quando Candy bateu em sua própria testa.


- Nós não embrulhados os presentes! – Ela exclamou, e Ian revirou os olhos ao meu lado.

- Precisa de tudo isso mesmo? Eu nem presente estou levando – Ele disse voltando a encarar o cardápio.

- Candice, onde você vai? – Ela se levantava da cadeira rapidamente, gesticulando com a mão enquanto falava.

- Eu vou comprar papel para embrulhar, volto antes dos nossos pratos chegarem – Ela murmurou já saindo pela porta da frente.

Ian riu baixinho, e eu sorri cúmplice para ele.

- Não fique rindo dela, ela só quer agradar Joseph – Sussurrei sem jeito vendo Ian sorrir maior ainda.

- Ela e Joseph, combinam, são chatos– Ele disse vidrado no cardápio.

- Hey – ele me chamou fechando o cardápio e pegando minha mão por cima da mesa – Você se da muito bem com crianças, não é? Eu vi como elas ficaram vidradas na sua história.

Ri envergonhada.

- Eu amo aquele lugar, sabia – Murmurei para ele, vendo aqueles olhos azuis brilharem. – Amo muito.

Ele sorriu para mim, enquanto o garçom começou a servir os nossos pratos.

- A Candice... devemos esperar? – Ian perguntou, e eu concordei rapidamente.

- É claro, onde estão seus modos Ian? – Perguntei negando com a cabeça, e ele sorriu malicioso pra mim.

- Você poderia me ensinar mais tarde – Ele sussurrou e eu quase engasguei.

Ian apontou para a macarronada de Candice.

- Eu vou comer o espaguete dela, parece delicioso – Ele murmurou, e eu puxei o prato de Candice pra perto de mim.

- Nada disso, ela disse que não ia demorar – Murmurei, bufando quando Ian puxou o prato de espaguete de volta.

- Vou comer apenas a bordinha, ela não vai nem notar – Ele cantarolou, levando um dedo ao molho que estava em cima.

- Ian! Para – Puxei o prato de volta, mas ele segurou forte – Ian!

Quando eu puxei de volta, não esperava conseguir fazer Ian soltar, o que acabou derrubando o delicioso prato de espaguete no meu sweater azul, me fazendo erguer os braços em surpresa e choramingar pelo molho quente.

- Droga! – ele grunhiu, aparecendo ao meu lado e me ajudando a levantar.

- Está tudo bem? – O garçom perguntou, e eu quis me afundar no rondelli de queijo e ignorar que eu estava sujo de macarrão na frente aquelas pessoas.

- Não, onde é o banheiro do restaurante? Vamos usa-lo – O garçom apontou o caminho, e Ian tirou o excesso de macarrao da sua camisa me ajudando a chegar até o banheiro.

- Eu estou morrendo de vergonha – Murmurei, sentindo minha voz embargar – Eu...

- Xiii, a culpa foi minha – ele negou com a cabeça, levantando meus braços para ajudar a retirar o sweater – Me desculpe.

Neguei com a cabeça.

- Fui eu que entrei nessa coisa boba, olha o meu sweater – Choraminguei, e vi Ian segurar dos dois lados da minha cintura, me levantando na bancada da pia.

Comecei a tremer de frio por agora estar sem o sweater, apenas com uma camiseta cinza que estava livre de molho.

- Eu nunca mais quero voltar nesse restaurante – fiz um coque no meu cabelo, e Ian acariciou minha cintura.

- Oh, baby - ele riu e eu não pude deixar de notar o apelido. Ele havia me chamado de baby! – Não fique assim, você está deliciosa, deveriam colocar-la no cardápio, Nina ao molho.

Cruzei os braços para ele, tentando conter a vontade de sorrir quando o mesmo cutucou minha barriga.

- Não fiquei com vergonha, você só derrubou marcarão no corpo todo – Ele ssussurrou, se encaixando em meio as minhas coxas, não me dando tempo de dizer nada me calando com um beijo feroz.

Ian apertava com força minha cintura, enquanto meu corpo tombava levemente para trás sentindo as mãos dele apertarem com força minhas coxas e puxando minhas costa para que se aproximasse cada vez mais.

- Nina ao molho – ele disse baixinho, cortando o beijo para beijar minha testa – Você vai congelar de frio lá fora.

Suas mãos foram rápidas em retirar sua jaqueta, passando para mim enquanto ele permanecia com o casaco xadrez que usava por baixo.

- Obrigado – Agradeci sem jeito, sentindo seu cheiro na jaqueta.

Ian beijou meu nariz o apontando logo em seguida.

- Seu nariz – Ele murmurou – Ele é tão bonitinho.

Outro beijinho foi depositado ali, e eu fiquei vesga para vê-lo beijar minha testa também.

- Você acha que Michael vai gostar de meu presente? – Perguntei passando as mãos pelos botões da sua camiseta xadrez.

- Ele vai, e eu acabo com ele se ele dizer que não gostou – ele diasse beijando minha bochecha.

- Você gostou mesmo de ir ao hospital? – Perguntei mordendo o lábio. Eu queria que ele sentisse o que eu sinto em relação a essas crianças. Elas são incríveis, e Ian também. Ele só é uma flor desabrochando.

As pessoas mudam.

- Eu gostei –ele me ajudou a descer da bancada, pegando meu sweater que se encontrava jogado no chão sujo de molho – E Mike gostou  dos meus cabelos.

Concordei rápido demais, fazendo ele me olhar sorridente.

- O que? Você também gosta do meu cabelo?

- Ele é muito bonito – Murmurei sem jeito.

Ian se aproximou de mim novamente, e eu pude ver o nosso reflexo pelo espelho rapidamente.

- Sabe o que eu gosto? – ele perguntou atrevido – Quando voce puxa eles enquanto me beija.

Senti minhas bochechas esquentarem e abaixe a cabeça, escutando ele dar uma risadinha.

- Vamos voltar, Nina ao molho – ele abriu a porta, e eu vi a sua mão estendida para que eu a segurasse.

Voltamos de mãos dadas, vendo Candice conversando com o garçom que já havia limpado a bagunça que eu e Ian havíamos feito.

- O que vocês estavam pensando? Guerra de comida no meio do restaurante?! – ela disse brava, e o seu novo prato de espaguete chegou.

- Candy eu...

- Modos, Nina – ela me cortou – Eu esperava isso do Ian, mas de você...

Me senti envergonhada no mesmo instante, e Ian cortou o silêncio.

- Para de ser tão lerda, Candice – Ele disse enchendo a boca de macarrão.

- Eu sou o que? – ela perguntou.

- Lerda. Quer que eu soletre?! – Ian parecia tão bravo quanto ela, e eu cutuquei meu rondelli um pouco frio.

- Você é um idiota, Ian. Eu já embrulhei os nossos presentes, não sei o que faria se não tivesse comprado o de Joseph, não posso imaginar ele se decepcionando comigo – ela disse baixinho, e eu a olhei com compaixão.

Você é uma ótima namorada Candy, não se preocupe.

-X-


Voltamos para a casa logo após a refeição, e eu segurava aquele sweater cheio de molho que parecia asfixiar todo mundo dentro daquele carro.

- Eu estou passando a odiar espaguete depois desse cheiro que grudou em meu nariz – Candice murmurou, e parou em frente a minha casa – Finalmente.

Descemos do carro rapidamente, todos querendo se livrar desse cheiro insuportável.

- Você já vai, Ian? – Perguntei abrindo a porta de casa, enquanto Candice me seguia para dentro.

Ele concordou com a cabeça, acenando para mim enquanto Candy me arrastava rapidamente para dentro.

- Candice! – Eu gritei brava,  enquanto a mesma me puxava escadas acima – Eu não me despedi de Ian. Os modos, lembra?

Ela parou irritada, mas cedeu. Então desci os degraus que havia me deparando com Ian em minha sacada, parecendo observar os vasos de rosas.

O mesmo tinha um sorriso malicioso no rosto, e eu franzi o cenho para ele.

- O que estava fazendo? – Perguntei quando ele se aproximou, e ele negou com a cabeça.

- Até amanhã, Neens– ele depositou um beijinho em minhas bochechas, olhando para atrás de meus ombros onde eu ouvi os bufos de Candice.

- Até, Ian – Murmurei confusa, mas dei de ombros quando o mesmo entrou em seu Porsche e sumiu pela rua.

- Então amanhã temos uma festa para ir – Disse e Candy concordou – Não sei, algo sempre acontece nessas festas.

- É claro que acontece – Ela falou, voltando a subir as escadas.

- Não, você não entende – Bufei – Ah, deixa pra lá. É só um pressentimento esquisito.


Notas Finais


DESCULPEM-ME A DEMORA
SEM NET
SÓ TÉDIO


( me Avisem se encontrar algum erro)


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