História Copy Girl - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Candice Accola, Chris Wood, Ian Somerhalder, Joseph Morgan, Michael Malarkey, Nina Dobrev, Paul Wesley, Zach Roerig
Personagens Candice Accola, Chris Wood, Ian Somerhalder, Joseph Morgan, Michael Malarkey, Nina Dobrev, Paul Wesley, Personagens Originais, Zach Roerig
Tags Nian
Exibições 244
Palavras 5.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial
Avisos: Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


(Explícito)↓

Capítulo 23 - Raspberry, cherry or strawberry?


Fanfic / Fanfiction Copy Girl - Capítulo 23 - Raspberry, cherry or strawberry?

-Eu estou ficando enciumada, querida - Mamãe disse enquanto eu terminava de secar os meus cabelos. Sorri com carinho para ela e lhe dei um beijo na bochecha, recebendo outro logo em seguida.

- Não fique mamãe, eu juro que passo o sábado todo com a senhora, e como hoje é sexta e eu estou super cansada do colégio, eu não vou voltar tarde.

Ela fez biquinho.

- Mas nós vamos dormir na casa da vovó Dobrev, como ela vai ficar se você não aparecer lá para ela apertar suas bochechas? - Dei um risinho vendo mamãe me ajudar a pentear o meu cabelo.

- Eu prometo que irei visita-la no domingo se possível, okay? - Perguntei arrumando minha jaqueta Jeans - Eu espero não passar frio.

Mamãe levou as mãos até a boca.

- Você está tão bonita, tão crescida - Ela disse com a voz embargada - Parece que foi ontem que eu estava vendo seus primeiros passinhos.

- Mamãe... - Fui até ela a abraçando, e sentindo suas mãos secarem as lágrimas que caiam.

- Eu separei alguns vestidos pra você escolher em uma loja, é só você ir lá e retirar, se precisar fazer ajustes ainda temos uma semana.

Uma semana para o baile. Ow.

- Okay - Disse me lembrando que Ian havia me pedido para escolhermos as roupas juntos. Talvez eu pudesse leva-lo comigo.

- Candice já está aí em baixo! - Lucy entrou em meu quarto, abrindo um grande sorriso quando me viu - E você está muito bonita.

- Obrigado - Agradeci - Mas por que Candy está aqui? Eu vou com Ian...

Olhei pra mamãe que sorriu e apontou para porta. Desci as escadas rapidamente, me perguntando o porquê de Candice estar aqui.

- Vamos? - ela disse logo que abri a porta, e vi Joseph já dentro do carro distraído com seu celular.

Olhei para os lados, vendo que a noite já havia caído, assim como a neve que estava deixando meu jardim todo branquinho. Ela sorria para mim e apontava para o carro, mas eu neguei com a cabeça.

- Eu vou com Ian, pensei que soubesse - Disse sorrindo para tentar amenizar o que eu sabia que viria logo a seguir.

- Mas eu já vim te buscar, Nina - ela insistiu, e no mesmo instante o Porsche que eu conhecia bem estacionou logo atrás do carro de Candice.

Ian desceu do carro com um pirulito na boca, tirando o doce da boca para me esboçar um grande sorriso. Ele caminhou até nós e pude ouvir Candice bufar e apontar para o carro dela novamente.

- A gente vai se atrasar - Ela disse novamente.

- Han, o que ela está fazendo aqui? - Ian me perguntou, ignorando a presença de Candice. Ele vestia uma camisa de botões vermelha, e uma jaqueta preta por cima, seus cabelos estavam bagunçados como sempre , e brincava com o pirulito em mãos.

- Eu estou levando minha melhor amiga para uma festa que fomos convidadas - Candice disse, e puxou meu braço.

- E por que o namorado dela não pode fazer isso? Eu vou leva-la! - Ian puxou o meu outro braço, e eu me sentia uma boneca de pano sendo jogado de um lado para o outro.

- Vocês não... - Candice começou e eu arregalei os olhos para ela, nós estávamos em frente a minha casa!

Ela bufou e soltou meu braço

- Candice... - Joseph a chamou - A casa do Michael é só uns quinze minutos daqui.

Ela suspirou e concordou.

- Te vejo lá, Neens - Ela lançou um olhar a Ian, em seguida entrou no carro e saiu em disparada para a festa.

- Bom, acho melhor irmos antes que a sua melhor amiga esquisita volte para checar se eu estou te enforcando. - Ian fez piada.

- Não fale assim dela, Ian - Disse cruzando os braços

Ian parecia observar a frente da minha casa, os vasos talvez, eu não sei muito bem.

- Candice disse alguma coisa? - ele perguntou.

- Disse o quê? - Retornei a pergunta.

- Deixa para lá - Ele sorriu e tirou o pirulito da boca - Quer?

- Se você tiver outro para me dar, sim - ele abriu a porta do carro para mim, e eu entrei rapidamente, tomando o máximo de cuidado sabendo muito bem de como Ian amava essa coisa. Ele amava carros, até apostou um.

Mexi a cabeça afastando esses pensamentos, já que Ian voltou a falar comigo.

- Não tenho outro, vamos ter que dividir esse - Sua voz estava mais rouca que o normal, e ele esticou o pirulito vermelho para mim, que me permiti entreabrir os lábios e o colocar na boca.

- Framboesa - Tirei de minha boca para falar - Tem gosto de cereja também, quer dizer, eu não sei diferenciar.

Ian sorriu para mim enquanto ligava o carro.

- Eu pensei que era morango - Murmurou - Mas vou acreditar que é framboesa com gosto de cereja.

Corei quando Ian colocou a mão no palitinho próximo aos meus lábios, puxando-o devagar, me fazendo abrir a boca para retirar o pirulito.
Um barulho molhado foi ouvido no silêncio e eu lambi os lábios sentindo o gosto ainda presente. Ian voltou a colocar o pirulito em sua boca.

- Você acha que Chris vai estar lá? - Perguntei e Ian formou uma carranca, então rapidamente tratei de me explicar melhor - É-é que eu não quero vê-lo...

Ele concordou, movendo o pirulito para o outro lado da bochecha.

- Provavelmente sim, mas duvido muito ele se atrever a falar com você - Ian me olhou por completo - Você está muito bonita.

Corei.

- O-obrigado, você também - Disse sem jeito, olhando para fora da janela e me lembrando das roupas.

- Ah, minha mãe separou algumas roupas para o baile em uma loja, v-você.. hm, você quer ir ver comigo? E-eu imaginei que você ainda não escolheu um e já que quer combinando... - Me embolei toda nas palavras, e Ian sorriu para mim.

- Eu quero sim, quando?

Arregalei os olhos e pensei em um dia, seria idiotice se esperássemos mais para escolher um terno, até por que essas garotas escolhem um vestido meses antes.

- Pode ser amanhã? - Perguntei mordendo o canto dos lábios, vendo ele concordar.

Estacionamos um pouco longe da casa de Michael. Ian havia dito que seria bobagem procurar uma vaga por lá, Michael normalmente fazia festas enormes com gente que não acabava mais.

- Hey - Falei apontando para o pirulito - Você disse que iríamos dividir.

Ian sorriu, e eu tomei coragem para segurar no palito do pirulito, puxando para que ele soltasse.

- Ian - Ri quando o mesmo começou a balançar a cabeça - Você não conhece a palavra dividir?

Puxei com mais força, e acabei indo para trás apenas com o palitinho, que havia se soltado do pirulito. Ele vendo essa cena começou a rir histericamente, e eu cruzei os braços emburrado por estar servindo de piada para ele.

- Isso não é justo - Murmurei ainda segurando o palitinho. Ele parou de rir aproximando-se de mim, rodando a bolinha de pirulito da boca e chegando tão perto que eu podia sentir o cheiro adocicado do seu hálito.

- Não é justo? - ele perguntou baixinho, tão perto que eu fiquei preocupada dele estar ouvindo as batidas fortes do meu coração.

Neguei com a cabeça devagar, e o mesmo esboçou um sorriso antes de atacar meus lábios com força, me jogando para trás até estar completamente encostada na porta do carro. O gosto do seu beijo estava delicioso, e eu podia sentir o pirulito se misturar com nossas línguas, enquanto eu corria minhas mãos para os ombros dele em busca de apoio. Uma de suas mãos agarraram com força minha coxa, e eu arfei em surpresa, sentindo ele mordiscar meu lábio e partir o beijo.

- Cuidado para não se engasgar, baby - Ele se referiu ao pirulito que agora estava em minha boca, e eu corei pelo fato de ele me chamar de "baby" - Vamos.

Ganhei um selinho antes de descermos do carro, e meu corpo parecia extremamente quente em contraste ao inverno rigoroso pelo qual passávamos. Eu preferia acreditar que meu corpo estava com essa temperatura pelo aquecedor no carro de Ian, não pelo beijo extremamente quente que ele me deu.

A música na frente da casa de Michael estava muito alta, e eu segurava meu pequeno embrulho de presente enquanto sentia as mãos de Ian circularem minha cintura, guiando-me para dentro daquela mansão enorme. Minha casa era sim muito grande, não só pelo fato de sermos ricos, mas porque éramos uma família muito grande e necessitávamos de um espaço maior. Mas a casa de Michael era grande demais, desde o jardim de entrada até mesmo a sala principal.

Imaginei se seus pais estavam cientes desses adolescentes baderneiros quebrando essa maravilhosa mansão.

- Ian! - Alguém gritou em meio daquela farra toda, e Ian precisou tirar suas mãos de mim para abraçar Michael - Meu jogador favorito!

Michael parecia ter bebido um pouco demais, então coloquei minha atenção na jaqueta jeans que usava e esperei que os dois conversassem.

- E Nina.. - Michael me chamou, e senti sua mão em meu ombro - Fico feliz que tenha vindo, sweet.

Devolvi o sorriso e estiquei o presente que estava em minha mão, esperando que ele gostasse.

- Eu ajudei ela escolher, então o presente também é meu - Ian contou e eu revirei os olhos para ele, mas continuei sorrindo.

- Eu vou abrir agora, minha mãe diz que tem que guardar pra abrir tudo mais tarde, mas quem liga pra opinião daquela coroa - Michael já rasgava o papel roxo de presente com força, e riu quando viu o ursinho com o copo de cerveja.

- Caraca, amei! - Ele gritou - Porra, ele vai se chamar Steven!

Ele começou a mostrar steven para todos os convidados ao meu redor, e senti as mãos que já pareciam bem familiares para mim, rodearem minha cintura novamente. A música estava bem alta e as pessoas passavam ao nosso redor gritando e com copos de bebidas. Eu conseguia ver Paul de longe, rindo com uma boina cinza na cabeça.

- Eu disse que ele ia gostar - Ian cantarolou, e me olhou malicioso logo em seguida - Você ainda está com o pirulito na boca?

Concordei corando, e sentindo suas mãos apertarem mais minha cintura quando um grupo de garotos passou ao nosso lado.

- Que tal me devolver? Temos que dividir, lembra? - Ele sussurrou em meu ouvido, e eu mordi os lábios sentindo alguma coisa formigar em minha barriga pelas palavras de Ian.

- Aqui? - Eu perguntei olhando para os lados, vendo diversas pessoas pularem e dançarem.

- Que tal irmos... - ele foi cortado por uma voz feminina, e eu senti mãos me puxando para um abraço.

Kayla?

- Ai, Nina- Ela riu sem motivo algum - Eu só queria que você soubesse que mesmo eu ganhando como a rainha do baile você não precisa ficar com ciúmes, viu. Eu e Ian vamos dar um belo casal para as fotos e...

- Mas você ainda nem sabe se vai ganhar - Murmurei, e tampei minha boca rapidamente. Ian começou a rir baixo e eu tentei me explicar - É-é que não da pra saber antes do baile...

- É a pura verdade, Kayla– Ian me cortou - Você nem sabe se vai ou não ganhar.

Ela parecia extremamente ofendida em nossa frente, e empinou o nariz enquanto arrumava os cabelos.

- Olhe para mim, Ian. É bem obvio que eu vou ganhar - ela disse irritada - Eu e você, é claro.

Ian voltou a colocar as mãos em minha cintura, me puxando para ele.

- Joseph também pode ganhar - ele deu de ombros, e eu sabia muito bem que ele tinha certeza que ganharia - Quem é que sabe?

- E também tem a Claire- Eu disse amigável, mas o olhar que recebi de Kayla me fez entender que aquele não era um bom momento para falar das concorrentes.

- Eu vou ganhar - Ela esbravejou, arrumando seu vestido curto e saindo em passos pesados pelo salto.

Olhei assustada para Ian.

- Acha que ela ficou irritada, eu não quis dizer... - ele começou a rir, me roubando um selinho e me deixando surpresa.

- Ela vai superar - Murmurou, e acabou não notando o rubor em minhas bochechas pelo seu beijo repentino - E onde é que estávamos mesmo? Ah, no pirulito...

- Nina! – Ian grunhiu quando fomos interrompidos pela segunda vez. Me soltei de seus braços quando minha mente entendeu que aquela voz era de Candice.

- Oi - Eu disse ajeitando minha jaqueta. Ela parecia desesperada,  e parecia também que havia corrido uma maratona por estar um pouco suada e com os cabelos desgrenhados - Ow, você está legal?!

Ela negou com a cabeça, e me aproximei dela enquanto ela tomava uma lufada de ar para conseguir falar.

- O presente que eu comprei para Joseph dar ao Michael- Ela disse ofegante - Ele sumiu.

- Ah, só por isso você está desse jeito, Candice - Ian caçoou - O Joseph vai ficar bravo se você não achar o presente?

Ignorei Ian e coloquei uma das mãos no ombro de Candice, tentando a deixar calma.

- Onde você deixou? - Perguntei.

- Eu não o tirei do carro, é isso que eu não entendo, ele simplesmente sumiu do banco traseiro - ela sacudiu as mãos - Eu devo ter esquecido em casa, ou na casa da minha tia já que passei lá hoje cedo. Você pode distrair o Joseph para mim? Ele está conversando com um primo do Michael que é fotografo, eu vou tentar ser rápida.

- Mas Candice... - Tentei dizer, e a mesma negou.

- Trinta minutos e eu vou estar de volta! - Ela disse e sumiu em meio aquelas pessoas. Ela nunca voltaria em trinta minutos.

Virei-me para Ian que tinha uma cara que eu conhecia bem. Com dois irmãos, muito travessos, eu conhecia muito bem quando alguém havia aprontado algo, e Ian não poderia esconder isso de mim.

- O que você fez? - Perguntei de uma vez, e o mesmo levou a mão até o peito.

- Eu? - Ele perguntou, e eu cruzei os braços para ele - Nina...

- Ian, isso é sério - Disse cansada - O que você fez?

Ele suspirou

- Digamos que eu escondi uma certa coisa - Ele disse mordendo os lábios.

Eu saquei de primeira.

- Ian! Eu não acredito que você fez isso com a Candice! - Disse irritada - Você viu o desespero dela?!

- Eu sei - ele riu - Mas foi engraçado, vai. E ela mereceu por ter nos tratado tão mal quando você derrubou o macarrão no sweater.

Suspirei. Candy estava apenas dizendo que aquilo não era correto.

- Mas ela ficou muito tempo procurando o presente, e depois ainda o embrulhou sozinha - Expliquei a Ian, procurando meu celular - Eu vou ligar para ela.

- Ela não vai achar o presente, eu escondi muito bem - ele falou como se aquilo fosse um grande feito - Está na sua casa.

- Ah, Ian! - Esbravejei - Então vamos nós mesmos lá buscar, nós provavelmente vamos chegar primeiro que ela, já que ela vai passar na tia antes. E você vai ter que se desculpar!

- Ela é muito besta! - Ele esbravejou - Eu só fiz uma brincadeira.

- Uma brincadeira de muito mal gosto - Tentei controlar minha voz - Ela estava certa sobre você.

Ian arregalou os olhos.

- Eu vou dar um jeito de ir buscar esse presente... - Dei as costas para ele,  mas o mesmo segurou o meu braço suspirando.

- Tudo bem, eu te levo - Ele disse, e eu continuei o encarando - O quê?

- Você vai pedir desculpas? - Perguntei. Eu queria que Candice pudesse ver as mudanças de Ian, queria que ela pudesse acreditar que esse garoto em minha frente, o mesmo que apostou minha virgindade e que me maltratou por anos, estava se tornando alguém de verdade.

- Eu vou pedir - ele respondeu, e sorriu logo em seguida - Só se me devolver o pirulito.

(Ian POV.)

Nina estava roendo as unhas, e eu comecei a me perguntar se tinha sido uma boa ideia essa brincadeira. Agora estávamos aqui, indo buscar a droga do presente que eu mesmo escondi. Eu odeio aquela nerd loira.

- Onde você escondeu, afinal? - ela cortou o silêncio, e seus lábios ainda estavam um pouco inchados e vermelhos pelas mordidas que dei tentando roubar o pirulito.

- Atrás do vaso de rosas - Ri - Você me pegou no flagra ontem a noite, não sei como não percebeu.

Ela corou.

- Eu nunca imaginei que estivesse fazendo isso, Ian – Ela riu - Candice vai querer te esganar por fazer isso.

- Nah - Dei de ombros - Você disse que só me desculpar já bastava, não disse?

Nina mordeu os lábios, e eu queria poder chupa-los novamente para sentir o gosto de framboesa ou cereja, ainda não havíamos descoberto.

- Eu espero que sim - Ela apontou para frente - Ah, finalmente. Temos sorte que meus pais não estão em casa, não quero ter que responder o porquê de estar voltando agora.

Ela desceu do carro rapidamente, correndo até a frente de sua casa e olhando em um dos vasos.

- No da esquerda - Eu disse ainda dentro do carro, e ela negou com a cabeça.

- Não achei - Ela murmurou - Tem certeza que foi aqui que você escondeu.

Bufei.

- Eu escondi ontem, não é como se eu precisasse fazer um mapa para poder me lembrar - Disse irônico e ela me ignorou.

- Ian, não está aqui - Repetiu. Desci do carro pisando na grama molhada pela neve, e caminhei até ela que tomava cuidado com os espinhos da roseira.

- Deixa eu ver - Murmurei. Me abaixei para procurar, e franzi o cenho quando também não encontrei nada - Droga, alguém mexe aqui nessas coisas?

- Maria - ela se lembrou - Ela deve ter achado e guardado dentro de casa, pega essa chave embaixo do vaso.

Ergui o vaso e peguei a chave, dando na mão de Nina que se apressou para abrir a porta. A casa estava escura, mas rapidamente ela acendeu as luzes e deixou a mansão bem iluminada.

- Onde acha que ela pode ter guardado? - Perguntei admirando um dos quadros da sala principal.

- Não sei, o embrulho era colorido, provavelmente deve ter achado que era meu e levado para o meu quarto - Ele apontou para as escadas.
Subimos em silêncio, e engoli em seco quando vi aqueles jeans apertados em minha frente. Se controle, Somerhalder.

- Olha no meu guarda-roupa - ela disse, mas me parou de repente - Não tire nada do lugar, por favor.

Revirei os olhos sabendo muito bem que Nina  não gostava de desarrumação, e fui até seu enorme guarda-roupa, vendo diversos sweaters e moletons pendurados milimetricamente, e ainda por cima dividido por cores. Adorável e estranho.

- Achou? - Ela perguntou depois de checar sua cômoda e a escrivaninha - Eu me sinto perdida. Ah! - ela me assustou e caminhou até meu lado, abrindo uma das gavetas na altura de minha cintura. Tirou de lá o presente, dentro da sacola plástica do jeito que eu havia deixado na roseira.

- Maria diz que essa gaveta é a das "bagunças" - Ela riu - Onde eu devo guardar as coisas que não tem lugar, tipo fones de ouvido e brinquedos velhos.

A gaveta de "bagunças" era mil vezes mais arrumada que meu quarto todo, mas preferi não comentar.

- Nós achamos bem rápido - Murmurei beijando sua bochecha, e ela se virou para mim, encarando meu lábios por alguns segundos - Já descobriu o gosto do pirulito?

- Cereja - Ela sussurrou, e eu puxei seu corpo para colar junto ao meu - Eu acho.

- Mas estava dizendo que era de morango - Minha voz saiu rouca em seu ouvido, e pude escutar Nina soltar um grunhido.

- Mas tinha gosto de cereja - Ela rebateu, e eu beijei todo o seu pescoço descoberto da jaqueta jeans.
- Eu posso te beijar e descobrir, que tal? - Antes mesmo dela responder eu ataquei seus lábios, beijando sua boca ferozmente e sentindo suas mãos buscarem apoio em meus cabelos. Sua boca estava com um gosto delicioso ainda, e eu não pude deixar de mordiscar mais e mais aqueles lábios finos e rosados.

Nina estava arfando, e eu me permiti pega-la no colo, a prensando contra o guarda-roupa e segurando suas coxas com força, apertando-as e sentindo ela estremecer em meus braços.

- Morango - Eu disse mordiscando sua orelha, a mesmo puxou mais forte os meus cabelos e negou com a cabeça.

- Cereja.

- I-ian – ela gemeu. E então eu percebi o porquê do gemido manhoso.

Nina, pela primeira vez desde que tínhamos nossos beijos e amassos, estava tão excitada quanto eu. Puta que pariu!

Um sorriso escapou dos meus lábios quando parti o nosso beijo, e mordisquei seu lábio inferior antes de poder falar.

- Nina, você está... - Comecei e a mesmo olhou para baixo corando tanto que eu pensei que ela começaria a chorar.

- I-ian e-eu, me desculpa... e-eu não... - Nina estava desesperada, envergonhada e parecia querer descer do meu colo. Segurei em suas coxas com firmeza, e beijei suas bochechas até chegar em sua boca novamente.

- Hey, xii - Eu disse baixinho - Isso é a coisa mais normal do universo.

Ela negou com a cabeça, olhando para os lados com vergonha.

- Ian. .. - Ela começou, mas eu lhe dei um beijo calmo nos lábios. Nina pareceu parar de tentar sair de a meus braços, e eu deveria estar pensando agora que eu poderia ganhar essa Ferrari. Era necessário apenas joga-la naquela cama, tirar suas roupas e ganhar essa droga de aposta. Mas pela primeira vez, eu não pensei. Eu não queria a merda da Ferrari nem deixar Paul com a cara no chão, eu queria fazer bem a Nina.

- Nina - A chamei logo que deixei de beijar seus lábios, vendo o menor abrir os olhos com receio - Eu posso te ajudar com isso.

Ela arregalou os olhos.

- E-eu não quero fazer... - Ela parecia mais desesperada que antes, e eu precisei calar sua boca com beijos novamente, passando segurança e a sentindo arfar em nervosismo.

- Eu não vou fazer nada que você não queira, eu vou apenas... - Tentei buscar uma palavra melhor para dizer isso - Eu vou aliviar você.

Ela me encarou, seu peito subia e descia, e eu sentia que ela continuava excitada pelas minhas mãos insistentes apertando sua coxa.

- Mas Candice... - Ela olhou para fora - Ian, nós precisamos voltar...

- Vai ser rápido, baby - Beijei suas bochechas coradas - E Candice disse que passaria na casa da tia, Nina...

Nina parecia estar tendo uma guerra dentro de si mesmo, e com relutância e vi sua cabeça concordar. Mas antes de eu dar qualquer passo, ela beijou meus lábios.

- Nada que eu não queira? - Ela perguntou. Assenti rapidamente, e a mesma escondeu o rosto em meu pescoço enquanto eu o levava para a cama.

- Nada que você não queria, eu prometo.

Deitei ela com cuidado, beijando todo seu rosto enquanto me joelhava na cama. Ela parecia tremer em nervosismo, e eu vi seu rosto gelar quando toquei na camiseta.

- Eu não vou tirar se não quiser - Disse baixinho, e a mesma concordou, curiosa e com medo do que eu faria.

Me perguntei se ela já havia visto algo do tipo, em filmes ou livros, ou até mesmo já havia se tocado. Então uma lâmpada pareceu acender em minha mente. Subi em cima do seu corpo com cuidado, não deixando meu peso cair e nem a assustando. Seus olhos estavam fechados enquanto eu beijava calmamente seu pescoço, até que sussurrei em sua orelha.

- Você já se tocou, Nina? - Perguntei baixinho, e no mesmo instante minhas mãos entraram em sua blusa, a levantando calmamente até chegar em seus mamilos. Ela soluçou e levou as mãos até meus cabelos, apertando os olhos quando acariciei o mamilo direito pela primeira vez - Eu te fiz uma pergunta, Baby.

Ela estava corada, mas beijei suas bochechas e seus lábios, esperando ela responder.

- E-eu - Ela começou, e acariciei seus mamilos novamente, fazendo o menor engasgar - Ian...

- Nina- passei meus lábios pelo seu pescoço - Responda.

Ela tomou uma grande lufada de ar.

- U-uma vez - Ela respondeu em um sussurro.

Eu quis gemer com tanta ingenuidade, e desci meus lábios para seu peito coberto, vendo meus dedos dando leves beliscadas em seus mamilos. Meu membro já parecia latejar em ansiedade, mas eu sabia que o único a receber o verdadeiro prazer ali seria Nina. É claro que vê-la todo entregue a mim era mais que excitante.

- E por que você precisou se tocar, Neens? - Perguntei descendo minhas mãos até o cós de sua calça, e ela prendeu o ar, fechando ainda mais forte os olhos. Sua pele agora ganhando uma fina camada de suor.

Abri os botões devagar, e quando desci o zíper senti uma vontade enorme de chorar. Uma calcinha azul-bebê. Oh, Deus.

- Por que, Nina? - Insisti, e ela  precisou soltar meus cabelos quando desci o rosto até sua cintura. Ergui os olhos a tempo de vê-la agarrar os lençóis brancos. Vi que ela estava envergonhada demais para dizer, então subi novamente em cima dela, abrindo suas pernas para poder me encaixar ali. Suas coxas em volta de minha cintura estavam sendo uma tortura.

- Eu sempre preciso me tocar quando você me beija aqui - Eu disse beijando seu pescoço, e mordendo logo em seguida - E quando você puxa com força os meus cabelos.

ela gemeu quando minha mão adentrou sua calça já afrouxada, e eu pude ver os olhos castanhos chegarem aos meus.

- E-eu vi v-você sair do treino... Ian! - Ela gemeu alto sentindo meus dedos o tocarem por cima da calcinha - Hm..

- Continue - Insisti, mordendo seu pescoço na intenção de marca-la.

- V-você estava sem camisa, e suado - Ela sussurrou, e eu me sentia nas nuvens por descobri ser a pessoa que já fez Nina se masturbar.

Tirei suas pernas de minha cintura, e me abaixei até a altura de suas calças, a abaixando até as coxas e podendo ver como eram  livre de pelos. Sorri vendo a mesma apertar com mais força o lençol, e me deliciei com a imagem do seu clitóris marcado na calcinha azul-bebê, um pouco molhada pelo pré-gozo.
Desci o rosto até lá, respirando próximo ao seu umbigo descoberto e vendo sua pele toda se arrepiar.

- Me conte o que você fez - Pedi, beijando sua intimidade ainda coberta e podendo desfrutar do seu gemido manhoso.

- E-eu - Ela parou de falar quando minhas mãos desceram sua calcinha - Oh, Ian -

- Ian - Ela engasgou com as palavras, passei o dedo pela sua intimidade, vendo a mesma se contorcer - Jesus.. Ian, Oh -

- O que você fez, Nina? - Perguntei novamente, meu membro mais que dolorido em minha calça, implorando para ser libertado.

- Vim pra c-casa, Oh - Ela gemeu quando movimentei minha mão, apertando levemente e vendo a expelir mais pré gozo - Eu fui ao banheiro e... me toquei.

Ela estava com as bochechas coradas e os olhos apertados, e eu beijei sua virilha, antes de finalmente leva-la a boca. Não me lembro a última vez que fiz isso com alguém, na verdade, eu nunca gostei de fazer isso, mas vendo Nina jogada em sua cama, gemendo manhosa e apertando meus cabelos com força, estava me deixando completamente satisfeito. Ela arqueou as costas e gemeu sôfrego.

- Você fez desse jeito, Neens? - Perguntei massageando seu clitóris, e ela concordou meio confusa, sacudindo a cabeça no travesseiro e mordendo os lábios com força - Quer que eu chupe novamente.

Ela concordou rapidamente, e eu a chupei, louco para tirar toda a sua roupa e poder vê-la completamente nua.

- Ian.. E-eu - Ela tentou dizer, enquanto eu a lambia e a vi gemer arrastada - E-eu...

Parei e levantei o rosto, vendo suas bochechas ainda mais vermelhas, e suas mãos empurrando meu rosto descaradamente para baixo. A esse ponto ela não deveria nem estar mais pensando em seus próprios atos.

- Olhe para mim, Nina - Disse a massageando com força.

Nina tentou abrir os olhos, mas quando levei minha boca novamente até sua intimidade, ela afundou a cabeça no travesseiro, gemendo manhosa.

- Ian, Eu vou.. - Nina puxou meus cabelos com tanta força que eu fechei os olhos gemendo contido. Tirei minha boca a tempo de ve-la gozar, choramingando e afundando a cabeça no travesseio enquanto manchava o lençol branco.

Subi em cima do seu corpo para beija-la, podendo admirar suas bochechas completamente coradas, sua boca entreaberta e seus cabelos colados por conta do suor. Comecei a beijar todo seu rosto, sentindo seu corpo arfante por baixo de mim.

Beijei sua testa suada e afastei o cabelo de seus olhos, vendo seus lindos olhos castanhos me encarem com dificuldade.

- Tudo bem? - Perguntei beijando suas bochechas, e ela assentiu cansada - Eu vou ao banheiro e já volto, okay?

Nina concordou devagar, fechando os olhos novamente quando beijei a marca já arroxeada de seu pescoço e desci da cama.

Me masturbei rapidamente, até por que a imagem de Nina se derretendo em minha frente não deixava minha mente. Limpei a pequena bagunça que fiz, e peguei a toalha branca dobrada em cima da bancada.

Quando sai Nina continuava na mesma posição, e eu me inclinei para lhe dar um beijinho na bochecha, e a vi erguer a cintura para arrumar as calças. Ela se sentou devagar, evitando os meus olhos e mordendo os lábios vermelhos.

- Hey - A chamei puxando para o meu colo - Sem vergonha nem nada do tipo, okay?

Ela concordou meio insegura.

- Você é perfeita - Beijei sua boca e senti suas mãos segurarem os dois lados de minha bochecha.

- Você não transou comigo - Ela sussurrou, e eu olhei confuso para ela.

- Você queria? - Eu perguntei impressionado, e ela corou negando com a cabeça.

- Não é isso, é que... - Ela sorriu pequeno - Você cumpriu a promessa.

Meus olhos se arregalaram um pouco, e eu sorri fuçando os seus cabelos.

- Promessas foram feitas para serem cumpridas - Citei Candice, e me lembrei que precisávamos ir - Agora, temos um presente para entregar.

Ela concordou, beijando meu pescoço levemente.

- Obrigado por... - Ela sussurrou, e eu beijei seus lábios.

- Sempre que quiser - Murmurei, sorrindo malicioso - E espero que queria sempre.

- Ian! - Ela bateu em meu ombro, corando - Vamos?

Concordei com a cabeça, imaginando que nenhuma Ferrari do mundo pagaria o que eu havia conquistado com Nina. Sua confiança.

Eu precisava conversar com Paul. Urgentemente.


Notas Finais


Oi pessoal, a demora é por causa da net, desculpem se tiver alguns erros.


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