História Coração, cabeça e estômago - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer, Daniel Sharman, Evan Peters, Harry Styles, Justin Bieber, Liam Payne, Selena Gomez
Personagens Selena Gomez
Visualizações 5
Palavras 1.176
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiee para você!
Primeiramente, quero começar dizendo que esse título e essa história já existem, é de um livro com o mesmo nome da fanfic, é um livro romântico do autor Camilo Castelo Branco, e eu simplesmente amei quando li e tive vontade de adaptar para uma fic. O enredo é basicamente o mesmo do livro, mas os acontecimentos e a história em si vem tudo da minha cabeça. Ah e um aviso, Marie na verdade é a Sel.
Espero que gostem, e qualquer dúvida, sugestão ou elogio é so comentar <3

Capítulo 1 - Prólogo Liam Payne


Fanfic / Fanfiction Coração, cabeça e estômago - Capítulo 1 - Prólogo Liam Payne

  Era um dia totalmente cinza, com nuvens carregadas espalhadas pelo céu e um sol que quase não iluminava um canto sequer da rua. O carro se aproximava cada vez mais do seu destino, e enquanto isso, eu apenas observava a movimentação das pessoas do lado de fora, já que um longo silêncio era mantido dentro do carro. A Sra. Campbell continuava bonita, mesmo com as rugas que cobriam seu rosto, estava usando um vestido longo e preto, com um chapéu da mesma cor na cabeça e um lenço de acessório nas mãos, o mesmo que usára para secar as lágrimas minutos atrás. Charlie estava ao seu lado, com um terno parecido com o meu, quando olhei para ele, sua cabeça estava direcionada para o vidro, e suas mãos tremiam mais do que qualquer coisa. Durante todo o percurso, tentei me manter calmo, e digamos que até consegui, mesmo com o carro que carregava um caixão na frente do nosso.

  –Obrigado por nos acompanhar Liam, você foi uma pessoa muito importante na vida dela– Essa foi a primeira frase que a sra. Campbell soltou depois de minutos em silêncio, e a primeira coisa que escutei ao tocar no gramado recém cortado do cemitério.

  Não tive voz para responder, mas tive coragem de concordar com a cabeça, logo ela se aproximou de Charlie, que lhe estendeu o braço para que ela pudesse se segurar. Quando o caixão foi retirado da parte de trás do outro carro, pensei que a sra. Campbell tinha sorte de ter uma pessoa para se apoiar, já eu, tive que implorar para as minhas pernas não caírem.

  Todas as pessoas presentes no local, caminharam juntas até o lugar que o caixão seria enterrado, consegui reconhecer grande parte. E sei que Marie estaria orgulhosa desse enterro, ela sempre disse que se um dia morresse, gostaria de morrer em grande estilo, e com uma grande plateia para ver seu triunfo final. Ela conseguiu. Seu velório estava lotado, uma pequena parte era da sua família, a uma grande era de seus amigos, como eu, mas a massa superior estava concentrada em seus fãs, pessoas que nunca conversaram com ela, mas já a amavam. Já o enterro, foi reservado apenas para as pessoas mais próximas, como sra. Campbell, que se tornou mãe da morta Marie, ou Harry, que se tornou o viúvo mais cobiçado do cemitério, e que ainda continuava com a aliança presa no dedo.

  Nunca acreditei na ideia de um dia Marie morrer, aos meus olhos, ela era imortal, o que seria do mundo sem as suas obras provocantes e do seu jeito inigualável de ser? O que seria do meu mundo sem as suas conversas da madrugada? O que seria do mundo de Harry sem a esposa que gostava de comer batatas assadas? E o que seria do mundo da sra. Campbell sem a sua filha imperfeita, mas ainda sim em perfeitas condições?

  Todos nos reunimos em volta do caixão, o tão almejado caixão preto. o mesmo que Marie sempre venerou para sua morte, estava ali, pronto para ser enterrado a sete palmas da terra, com o seu corpo dentro. E enquanto o padre dizia suas últimas palavras, pude ver o rosto das pessoas presentes, e todos os amores que um dia Marie cultivou, estavam ali, do primeiro até o último. Se isso não fosse um enterro, até que essa cena seria engraçada, acho que ela nunca pensou que todos os seus ex's estariam no último dia do seu corpo no mundo dos vivos, um do lado do outro. Até que chegou a hora de todos jogarem uma flor em cima do caixão, vi rosas de todas as cores, de vermelho até amarelo. Não joguei nenhuma rosa, e sim, uma simples margarida, a preferida de Marie. Então, o caixão estava sendo abaixado, se afastando cada vez mais. A ficha caiu, ela tinha ido embora desse mundo, o mundo que nunca entendeu sua arte, mas que sempre a admirou. Marie era uma artista incompreendida, regada por incertezas e virtudes, motivada pelo amor, a minha melhor amiga se foi, deixando apenas nossas memórias na minha cabeça.

  Voltei para casa, sozinho dessa vez, a sra. Humprhey insistiu para que eu os acompanhasse, mas optei por pegar um táxi, e durante todo o caminho, não soltei nenhuma lágrima, muito pelo contrário, sorri inúmeras vezes lembrando de Marie, e de todos os momentos que passamos juntos, era como se ela estivesse do meu lado, sussurrando todas histórias que já vivemos. Eu sentia a presença dela no carro, e posso confirmar que ainda sinto. Quando atravessei a porta da casa, a mesma casa que um dia dividi com ela, corri direto para o porão, e quando desci as escadas, pude ver todos os quadros que ela nunca expôs, alguns cobertos por um grande lençol branco, e outros apenas pendurados pela parede. Contemplei aquelas obras com os meus olhos como se fossem as coisas mais importantes da minha vida, e até podiam ser. Marie amava pintar sobre o amor, e sobre seus amantes. Ela era uma das poucas românticas que sobraram, e eu admirava tanto esse seu amor pela vida e pelo mundo.

  Fiquei ali por um bom tempo, observando minuciosamente cada obra, até que resolvi subir e voltar para o mundo real, quem sabe tomar um banho ou comer alguma coisa, eu adoraria tirar esse terno. Mas antes que eu pudesse fazer, comecei a arrumar todos os quadros, pendurando cada um deles na parede, a maioria continha os rostos das pessoas que um dia Marie amou, e quando encontrei o meu rosto no meio daquele mar de amores fracassados, soltei um sorriso. Nosso amor nunca teve a ver com toques e beijos, nos amávamos de outra maneira, uma maneira mais simples e verdadeira, eu amava cada fio de cabelo de Marie Campbell, ainda amo, mesmo debaixo da terra.

  E quando terminei o trabalho, encontrei uma caixa no canto do quarto, com uma bela quantidade de poeira. Assoprei toda aquela sujeira e abri a mesma. Caminhei até a sala enquanto olhava todos os objetos que a caixa carregava, objetos como várias fotos de Marie com os seus antigos amores, dois ingressos de uma peça, um colar, uma folha de papel com alguns desenhos aleatórios, uma embalagem de pirulito, a pulseira que dei no seu aniversário de dezoito anos, e um pen drive. Todas essas pequenas coisas deveriam ser importantes para ela, mas fiquei bem curioso com o pen drive. Então, peguei meu notebook e sentei no sofá da sala, enquanto ele ligava, desfiz o duro nó na minha gravata, e era uma sensação maravilhosa conseguir respirar novamente. Conectei o pen drive no notebook e comecei a olhar os arquivos do mesmo. Muitas fotos, músicas, e até anotações, isso era o que continha o pequeno pen drive, comecei a olhar arquivo por arquivo, e foi então que encontrei algo com o nome ''Coração, Cabeça e Estômago''. Cliquei sem hesitar e encontrei um enorme texto, na verdade, um livro. 

  Marie havia escrito um livro, e nunca conseguiu publicar. Até morta Marie consegue me surpreender. 


Notas Finais


XOXO


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