História Coração Conturbado - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Tags Amor, Drama, Gaaino, Gaasaku, Naruto, Romance, Sasukarin, Sasusaku, Traição
Visualizações 33
Palavras 1.995
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá a todos, mais um capitulo fresquinho para vocês ;)

Obrigada <3

Capítulo 2 - Não amigos


- Que táxi? - Ino perguntou desconfiada sem desgrudar o olho da tela do celular.

 

- Nenhum - ele disse indiferente - Só estava brincando com a sua amiga, claro que vou dar uma carona para ela - piscou para mim e eu fiquei irada, como ousou fazer tal coisa?

 

Fiquei em silêncio, pensando o porquê do cabeça de fósforo não dizer que moeu minha sombrinha e ainda deu risada de mim. Desci tão depressa do carro quanto entrei, acenando a ela apenas, e voltando para o meu quarto confortável, praguejando ter ido a maldita festa de recepção, que eu nem aproveitei.

 

A manhã veio anunciando meu temor de ir para aula e precisar olhar no rosto de Sasuke sem me sentir uma boba. Todos fazemos papel de trouxa, e obviamente eu estava apenas cumprindo o habitual a um ano. A imagem de meu ex, veio a mente, Sasori, um belo ruivo de olhos amendoados, pelo qual me apaixonei ainda no ensino fundamental. Nos tornamos namorados rapidamente, e aquilo foi reciproco, por um tempo. De certa forma, eu sentia como se nunca mais pudesse ser feliz, como fui com ele no começo. Não foram dias, e sim quatro anos de um namoro, que claramente eu não parecia ter superado.

 

Achei que pelo menos poderia amenizar a situação com o Sasuke, e durante a viagem de onibus, pensei em pedir desculpas pelo ocorrido, talvez contar que ainda amava Sasori e que não devia ter me deixado levar. O estacionamento parecia maior, juntamente de minha falta de coragem para encarar o moreno. Ela se esvaiu quando minha bolsa abrudamente rasgou sua alça e derrubou parte de minhas coisas no chão.

 

- Como você é desastrada - ouviu o riso sarcástico e reconheci sua voz na hora - Olha só, se não é o cabeça de fósforo...

 

- Vai me culpar por isso também?

 

- Claro, só você chegar perto que minha onda de azar começa - praguejei - Não sei o que a Ino viu em você.

 

- Eu sou um cara legal - eu ri - Vou até te ajudar, veja bem - ele disse pegando algumas coisas no chão e me alcançando.

 

- Valeu - agradeci - Por que não contou que já havia me conhecido para Ino?

 

- Não sei - ele deu ombros - Receio.

 

- De que? - indaguei desconfiada e ele arfou pesado

 

- A Ino é um pouco possessiva, não quero causar ciúmes nela.

 

- Nem que sobre só você no mundo - eu soltei um riso alto - Nunca teríamos nada.

 

- Esqueça - ele falou irritado terminando de alcançar minhas coisas - Até mais testa.

 

Bati o punho no livro, testa, era o cruel apelido que Ino havia me dado desde criança quando brigavamos e ficavamos sem nos falar, por causa de minha testa avantajada, que eu custava a cobrir com os cabelos róseos que tenho. Cabelo diferente, rótulos diferentes e de todos ainda prefiro testa a chiclete.

 

Entrei na sala e notei que Sasuke já havia chegado, gelei e apertei as bugigangas sobre a mão sentando ao seu lado.

 

- Oi - murmurei envergonhada, de forma quase inaúdivel e ele esperou me sentar entregando me uma caixa de bombons.

 

- Espero que se sinta melhor - O sangue me subiu e queimou meu rosto, nunca havia recebido um gesto tão gentil daqueles.

 

- M-me desculpe por ontem - gaguejei e ele deu um pigarro.

 

- Não se preocupa - falou me surpreendendo - Eu imaginei que você não estivesse bem, não iria forçá-la a nada.

 

- Obrigada - Voltei ao meu lugar e continuei a estudar. Antes da última aula, o moreno saiu apressado e foi embora.

 

Gentileza a parte, ele foi muito educado e não pareceu ter ficado bravo, diferente dos dois últimos caras que fiquei, que mais que bravos ficaram comigo após eu me negar a ficar com eles no último instante. A aula de anatomia, era uma de minhas preferidas, porém os trabalhos e o número de detalhes para se decorar eram enormes. Passei na biblioteca, onde emprestei uma sacola para colocar parte de minhas coisas e saí como se tivesse acabado de fazer a compra do mês no mercado, com as sacolas e a meia bolsa arrebentada que estava apenas com meu caderno e jaleco.Parei no ponto de ônibus e pus a aguardar o transporte quando um barulho de motor toma minha atenção. O sedan cinza de vidros fumê. O carro daquele grosso.

 

- Ei testa - ele chamou e eu me virei ignorando sua presença - Ok, velha do saco! - Ele disse em meio a uma risada tosca que me tirou do sério.

 

- O que você quer? - bufei batendo o pé com força no piso.

 

- Calma aí - Te dou uma carona.

 

- Eu não quero, sai daqui.

 

- Nem vão te deixar pegar o ônibus com essas trocentas sacolas.

 

- Não...

 

- Entra logo porra! - Ele abriu a porta e eu irritada, porém era melhor uma carona do que se deslocar de ônibus e ainda em pé com todas as sacolas. Entrei mal humorada e sentei no banco de trás.

 

- Não é um táxi - ele bufou - Pode passar para o banco da frente.

 

- Você é um saco sabia?!

 

- Você quem é a velha do saco - ele riu - Literalmente.

 

- Tá, tá - disse passando de trás para frente por cima do câmbio e ele apenas revirou os olhos - Eu não ia descer e abrir a porta e entrar, assim é mais rápido.

 

- Que seja - ele disse saindo do campus e me levando rumo a minha casa.

 

A algumas quadras a frente vi os cabelos loiros da minha amiga, facilmente reconhecíveis e notei que Gaara apertou minha cabeça abaixando.

 

- Ficou maluco? - Grunhi erguendo de volta toda descabelada.

 

- Quer que ela te veja aqui? Sozinha comigo?

 

- Você só me deu uma carona seu idiota - reclamei e ele me deixou a duas quadras de casa na rua de trás.

 

- De nada - ele disse irônico, me alcançando as sacolas.

 

- Obrigada - agradeci sem jeito pegando e caminhando até em casa.

 

Encontrei Ino sorridente, chegando na minha porta, e lhe dei passagem.

 

- E aí? Que tal um cineminha com a sua amiga aqui?

 

- Agora? - falei preguiçosa, pior seria ela levar o mala sem alça do Gaara e eu ficar de vela.

 

- Uma tarde, só nós duas - me senti aliviada - Para jogar conversa fora.

 

- Acho que pode ser - disse em concordância - Mas você não prefere sair com o seu namorado?

 

- Até que sim - ela falou pensativa - Mas ele sempre está ocupado com os trabalhos do curso e ele é tão sério ás vezes.

 

- Sério? - indaguei incrédula e ela mudou a expressão arqueando a sobrancelha.

 

- Sim, apesar de ser um fofo, ele é um pouco reservado. Não é todo palhação - Eu fiquei confusa, mas me mantive indiferente. Talvez ele fosse apenas irônico, com aquela risada ridícula que me dava, ainda bem que a Ino não conhecia esse lado dele.

 

- Entendo, vamos esquecer dele um pouco e sair.

 

Coloquei uma blusinha solta e saímos juntas, falando de trivialidades, volte e meia ela voltava a falar sobre como gostava do ruivo e eu só me perguntava o que ela havia visto nele. Escolhemos uma comédia para assistir, mas minha amiga estava mais interessada no visor de celular, precisamente no papo que estava tendo com o cabeça de fósforo. A luz do flash naquele escuro quase me cegou e só então notei que ela estava tirando uma foto nossa para mandar para ele.

 

- Não vai mandar eu com essa cara de peixe morto - disse tentando tirar o celular da mão dela.

 

- Já foi - ela mostrou em pé aquela foto vergonhosa que mandou para o ruivo e eu sabia que se nos vissemos de novo, ele não perderia a oportunidade de zombar estupidamente da minha cara de tonta na foto.

 

Eu mais comia do que via o filme em si, a melhor parte de sair no cinema era aquela e embora eu não pudesse estar ali torrando minhas economias, de certa forma, sempre era bom distrair a cabeça. O trepidar do vibra daquele celular dela me amolava, ela não parava de digitar até que após aquela sessão de filme, que mais comemos e ela mal viu, saímos da sala e notei em seu olhar que ela parecia com pressa.

 

- Sakura, me perdoe, mas minha mãe precisa sair da floricultura e eu tenho que ficar lá até ela voltar.

 

- Tudo bem, depois nos falamos - ela me beijou a bochecha e saiu disparada pelo shopping ligando para a mãe.

 

Suspirei e olhei o relógio, eram apenas 16:15h, não queria ir tão cedo para casa. Abri a bolsa e contei as moedas, uma passagem e dava para jogar algo, ou quem sabe comprar alguma coisa. Comecei rodar pelos pisos e olhar as vitrines, pelo vidro transparente notei a distância os cabelos pretos desgrenhados, era o Sasuke.

 

Ele parecia estar com pressa e fugindo de algo, queria ir até ele, porém não sabia se deveria. Ele caminhou até uma lanchonete e estava fazendo um pedido.

 

- Para de secar o cara - Aquela voz me fez suar de vergonha e arder de raiva, o que diabos aquele ruivo fazia ali na minha frente?

 

- Eu... - respirei fundo para não bater na cara do cabeça de fósforo e levantei a mão em sua direção - O que você fica fazendo, me seguindo desse jeito, por que diabos fica atrás de mim?

 

- Você é tão estressadinha, levou um fora do cara? - eu fuzilei meus olhos com ódio de seus modos.

 

- Não ainda - falei olhando ele parado do meu lado - Se você ficar assim perto, vai espantar ele.

 

- Eu já vou então, boa sorte - Notei que Sasuke nos viu e vinha em nossa direção, apertei o braço daquele imbecil, quando a brilhante ideia me veio.

 

- Olá - ele disse parecendo desconfiado - Passeando um pouco?

 

- Sim - sorri tão falso que jurei que minha máscara iria cair e rolar pelo piso, no mesmo instante - Viemos comprar o presente da minha bisavó.

 

- Entendo - ele disse sério - Eu preciso ir encontrar meu irmão.

 

- Ah - eu notei o clima no ar - Esse aqui é meu primo, Gaara. O maldito me olhou como se fosse me devorar então o cutuquei com meu cotovelo e ele apenas assentiu.

 

- É um prazer - ele disse cumprimentando e Sasuke apenas acenou a cabeça negando sua mão.

 

- Igualmente - ele pareceu ter acreditado e mudou seu semblante - Amanhã podemos sair se quiser - ele ofereceu.

 

- Claro, está ótimo - eu disse sorridente e ele apenas assentiu deixando eu sozinha novamente com o namorado de minha amiga.

 

- Nunca seríamos da mesma família - ele disse irritado - Depois reclama de mim.

 

- Eu menti sim, mas você ia estragar o meu lance - disse lançando um olhar mortal - Aliás, nem sei o que você faz aqui.

 

- Bem, a Ino me disse que precisava de carona, depois desistiu na última hora - ele deu ombros - Aliás adorei a foto de vocês no cinema...

 

- Idiota - esbravejei - Ela me pegou desprevinida, só isso.

 

- Nem se avisasse com uma semana - ele brincou, me senti tão ofendida com aquele comentário idiota. Se ele me achava tão feia, devia guardar para si mesmo os comentários.

 

- Só porque não sou tão princesa quanto a Ino, não precisa me jogar na cara. E saia do meu caminho - disse atravessando sua frente.

 

- Espere, não precisa ficar brava, eu te levo - Me virei e mostrei o dedo do meio a ele novamente.

 

- Me deixa em paz.


Notas Finais


Obrigada e até o proximo


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