História Coração de banana - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Bullyng, Dor, Medo
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Palavras 2.731
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Mistério, Romance e Novela, Survival, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Esse capítulo vai ser um alívio para o Sam, finalmente né? :v

Boa Leitura! ♥

Capítulo 9 - Um anjo chamado Carmen


  A noite passou como se milhões de anos caíssem sobre minha cabeça de uma forma bem dolorosa, a ardência insuportável das amarras que me manteram imóvel na cama a noite todo estava me corroendo sem dó por horas, não preguei o olho e de qualquer forma isso nem seria possível na minha condição, me senti como se estivesse em estado de decomposição por dias, totalmente esquecido e sem esperança, ja estava quase desmaiando quando ouvi o som da porta abrir com violência.
- Garoto! Hey garoto - mãos macias e uma voz doce familiar me despertaram lentamente, mas ainda não estava feliz - Ai que bom, você ainda tá vivo.
- Sai daqui - minhas palavras saíram lentas e quase indecifráveis, me senti um drogado.
- Escuta, dessa vez eu vou realmente te soltar - não acreditei em mais nenhuma palavra da morena atraente.
- Você só quer me iludir... estão os dois querendo acabar com a minha sanidade aos poucos...
- Não Sam - Clara segurou minha cabeça e a direcionou para seu rosto - Eu disse que iria te libertar, e é isso que eu vou fazer. Não pude deixar de notar em seus olhos claros que me prendiam, mesmo eu estando furioso e assustado.
  Antes de eu expressar alguma reação, a garota puxa uma faca da calça e corta as amarras uma por uma com rapidez, o alívio foi imediato fazendo eu me sentir no céu, a dor continuava mas pelo menos ja não estava mais agonizando, até pude sentir meu sangue circular e meus braços movimentar, mas logo fui puxado com força para fora da cama e tive que reaprender a andar rapidamente, a dor nas juntas quase me matou e uma raiva se espalhou.
- Cuidado! - com a voz fraca falei o mais alto que pude, minha garganta estava totalmente seca.
- Desculpa, é que temos que nos apressar antes que André chegue e mate nois dois.
  Nas pressas ela me veste uma calça e uma jaqueta qualquer me deixando mais coberto, me segura pelos braços e andamos rápido para o corredor, saindo pela porta Clara olha para os lados com o se fosse um ladrão,  não notando movimento disparamos na carreira até as escadas, o nervosismo da mesma era algo tão absurdo que deixava inquieto, por um momento esqueci a dor e foquei no que estaria para acontecer depois que eu descer as escadas, se passaram mil coisas horríveis pela minha mente me deixando assustado e quase paralisado, degrau por degrau eu sentia meu peito apertar, acreditei que não chegaria vivo até o chão e Clara estava praticamente me arrastando escada abaixo por conta da minha falta de movimento, chegando ao fim o medo se tornou uma angústia, continuei a ser arrastado pela casa até oque parecia ser a cozinha, ja não conseguia reparar mais em nada, tudo que avistei foi uma porta e minha mente se iluminou, logo pensei que finalmente estaria livre e me esforcei para voltar a andar.
- Clara! - meu corpo gelou, aquela voz grossa e assustadora era totalmente familiar, só podia ser o irmão do demônio.
  Na hora a morena se assustou a fazendo dar um pulo e me largar no chão, cai de quatro e com sinais mandou me esconder no armário em baixo da pia, engatinhei com dificuldade e me apertei no lugar úmido e mofado, o cheiro de móvel velho misturado com água me deixou zonzo e incomodado, por uma fresta consegui respirar e observar oque acontecia na parte de fora, avistei o homem se aproximar de Clara, ele é bem mais alto que André e o cabelo mais curto, é incrível o quanto se parecem, até na forma de intimidar.
- O que está fazendo aqui? Eu te chamei lá em cima a 10 minutos - ele é assustadoramente calma mas sua expressão demonstra o mais puro ódio.
- Desculpe, Antony... - a morena abaixa a cabeça de uma forma triste e chega até a ser fofo.
- Okay, mas quando eu te chamar, é pra você ja estar lá! E que isso não volte a se repetir ouviu bem? - Antony engrossa um pouco o tom de voz me fazendo tremer inteiro, mas ela não parece intimidada.
- Vamos logo, estou ficando ansiosa - sua voz soou mais leve e de certa forma sexy, até fiquei arrepiado.
  O homem a agarrou com violência e quase engoliu sua cabeça naquilo que parecia ser um beijo, olhei mais para baixo já que não era minha vontade ver tal cena, logo percebo os sinais dela apontando para a porta enquanto os dois se afastavam cada vez mais, quando ja não podia mais vê-los sai em disparada para a porta, girei a maçaneta e abri com a maior vontade do mundo, um sorriso emocionado se espalhou por meu rosto ao finalmente sentir o sol outra vez, corri sem nem mesmo lembrar da dor pelo chão de terra que eu tanto senti falta, delirei ao sentir novamente a brisa da manhã em minha pele me fazendo ir cada vez mais depressa, minha felicidade só aumentava, dei um salto e gritei alto junto a uma gargalhada infantil de total alegria e emoção, senti minha alma voar e se expandir por toda aquela planície fazendo eu me sentir vivo, continuei a correr e agora com os braços abertos e um sorriso exagerado, minha animação era tanta que nem sabia para onde estava indo, mas qualquer lugar longe daquele inferno ja era o paraíso para mim.
  Seguindo pela mesma rua de antes lembrei da noite em que estive mendigando por comida e abrigo, senti na pele a dificuldade de se morar na rua sozinho e sem ninguém, totalmente esquecido e sem conforto, eu simplesmente não entendia como as pessoas conseguiam sobreviver naquelas condições, porque aviam mendigos por aqui, ainda tem, é um bairro desconhecido e com pessoas não muito ricas e muito menos caridosas, parece que vim parar em outro mundo que apenas eles conheciam, com a memória ainda meio falha tentei encontrar o caminho de volta para a "casa" de Arthur, mas acabei me perdendo mais ainda, a história estava se repetindo, voltei a ficar sozinho e faminto, mas agora com mais confiança e certeza de que queria voltar para casa, encarar meus pais e lhes dizer tudo que não contei por medo, uma coragem desconhecida tomou meu coração fazendo eu me lembrar dos conselhos de Arthur sobre continuar com a minha família... "Será que ela ja sabia que isso iria acontecer?", logo pensei, "Não", talvez fosse bem previsível dada a situação que me encontrava, mas para mim ainda era muito estranho e confuso.
  Depois de muito caminhar encontrei a rua por inde avia passado, avistei o barracão e corri para a direção que lembrava ser a da casa, não poupei esforços naquela hora, só de voltar lá com Arthur estando presente ou não ja era uma vitória, corri quase que sem olhar para frente devido ao cansaço e a dor, acabei me esbarrando com força contra algo minha frente me fazendo voltar e cair sentado no chão.
- Ei muleque tu não tem olhos?? - uma voz grossa e rouca gritou em minha frente me deixando assustado.
- Me-e desculpa! Eu realmente sinto muito.. - antes de terminar a fala fui erguido pela gola da camiseta me fazendo ficar em pé novamente.
- Desculpa é o caralho meu irmão!! Bateu em mim porque quiz!! Pensa que me engana o filhinho de papai?? - era assustador o quanto sua voz conseguia ficar pior, estava totalmente embriagado e os caras em volta pareciam estar também.
  O homem era careca e gordo, com a barba mal feita e uma cara de bêbado que se via de longe.
- Quem tu pensa que é pra esbarrar no papi?? Seu muleque!! - o segundo homem se manifesta, ele é mais alto e magro, seu rosto é fino e tem cara de drogado.
- Mata esse pivete logo!!
- Dá uma coça nele papi!!
  Logo os demais começaram um alvoroço decidindo como iriam me matar, o tal de papi me segurava como se fosse uma garrafa vodka cara.
- Por favor me desculpa! Me deixa ir moço eu preciso ir pra casa!! - comecei a choramingar na tentativa de deixa-los comovidos, mas acabei rendendo risadas maldosas.
- Tu vai pra casa em um caixão seu pivete mija na cueca!! - nesse momento minha vida passou diante dos meus olhos.
- O que está acontecendo?? - uma voz feminina como a de um anjo, mas firme, bem imponente e de certa forma atraente chama atenção de todos.
- Carmen.. Meu amor..! - o bêbado logo me largou e andou desajeitado rumo a uma luz amarela.
- Sai daqui papi!! - seu tom grosso o fez parar e todoa tremerem, inclusive eu - Ja falei que não quero bêbados e Zé droguinhas na frente da minha casa!!
- Mas.. Carmen minha princesa eu sou o seu papi..
- A única coisa que você é pra mim é um incômodo!! Agora sai daqui antes que me irrite!!! - quase não acreditei que a mulher ainda não estava irritada, fiquei com tanto medo que quase fui embora junto com os demais.
  Quanda a galera todo correu para uma área escura da rua pude enfim ver a mulher, seua cabelos negros brilhavam de uma forma celestial caindo sobre seus ombros graciosos lhe dando um ar angelical, sua pele meio morena como a de uma latina, uma pele lisa e encantadora, seus olhos castanhos brilhavam e podia ver sua íris mesmo estando meio distante, seu nariz era perfeitamente desenhado e sua boca avermelhada com lábios carnudos e sexys, seu corpo parecia ser esculpido por deuses, ainda mais usando aquele vestido vermelho colocado até a altura das coxas que eram bem torneadas, poderia ficar observando cada parte da morena por horas sem cansar ou enjoar, cada canto me chamava a atenção e parecia sempre ter algo novo, sendo no detalhe de seus dedos da mão ao formato de seu queixo totalmente proporcional ao rosto.
- Hey garoto, ta tudo bem? - a mulher me tira de seu encanto com sua viz agora maia calma e totalmente sedutora.
- Aham... - não conseguia balbuciar nenhuma palavras, continuava boquiaberto fom a beleza da provável latina.
- Você parece um zumbi, fecha essa boca e entra aqui - a senhorita encantadora que chamavam de Carmen faz gestos para que eu entre na casa.
  Foi estranho já que ela não me conhecia e mesmo assim me  chamou para adentrar em sua casa, que por sinal era velha e não muito grande, mas eu estava tão perdido em sua beleza que entrei só para poder observa-la mais e melhor.
- Vem cá? - Carmen senta no sofá meio velho e mostra com a mão para que eu sente ao seu lado.
  Senti minhas bochechas corar cada vez que me aproximava mais da mulher que parecia ter um certo poder sobre mim, sentei lentamente ao seu lado e me mantive olhando para baixo totalmente envergonhado e imóvel, fiquei irritado porque devia estar parecendo um idiota. - Esta com fome? - sem exitar a olhei rapidamente e balancei a cabeça, ela parece ter se surpreendido com minha reação imediata mas sorriu.
  Foi um sorriso de canto que quase me fez morrer e recussitar, tão lindo, tão encantador, como aquela mulher conseguia ser tão atraente apenas com poucos gestos?? Isso ficou rondando minha cabeça até a mesma voltar e eu nem tinha percebido quando saiu, me entregou um prato com um pedaço de bolo de chocolate recheado e coberto com mais chocolate, fiquei pirado com o alimento e devorei com presa, sentir o gosto de algo tão delicioso depois de dias me fez mais feliz naquele momento, era um pedaço grande, como se ela soubesse o tamanho da minha fome.
- Uau, quer mais? - acenti negativamente com a cabeça e a mulher pegou o prato em cima de minhas pernas e voltou a cozinha.
  Confesso que arrepiei quando sua mão se aproximou da minha perna bem entre o meio, senti algo pulsar dentro de minha calça me deixando nervoso, fiquei muito constrangido por sentido tal coisa só dela aproximar a mão. De volta ao meu lado a olhei de canto na visão de seus seios, totalmente perfeitos e parcialmente pra fora do vestido tomara que caia, bem preenchidos e lindos, fiquei tão voltado a seu busto que esqueci que ela me observava atentamente.
- Esta gostando da visão - a pergunta me perfurou como um tiro fazendo eu me tremer inteiro, totalmente nervoso não consiguia nem respirar - Calma menino, estou brincando - a mesma solta uma risada curta que soou como música em meus ouvidos.
- D-de..sculpa!! - quase não consigo falar e sai tudo errado dando vontade de me bater por isso.
- Relaxa, esta muito tenso, respira bem e me diga quem é e porque está aqui - a calma de suas palavras acabou me acalmando também, senti um peso enorme sair de mim.
  Respirei bem fundo várias vezes e relaxei ao máximo minha mente, pude sentir todo meu corpo normalizar e uma calma extraordinária me invadir,  sem enrolar mais comecei a contar oque passei para a doce e gentil mulher.
- Meu.. Meu nome é Sam Miller, tenho 13 anos e acabei de escapar de um cárcere, estava sendo mantido preso por um colega de turma chamado André, mas antes disso ele já avia começado a me atazanar, só que tudo piorou quando... quando... - evitei falar mas senti meus olhos encherem e um aperto na garganta, acabei soltando - quando ele abusou de mim no parque... acabou abusando de mim de novo naquela maldita casa, em seu quarto, eu fui amarrado a uma cama e assediado enquanto dormia, uma garota chamada Clara me libertou, então eu corri até chegar aqui.
  Contei um resumo bem básico de tudo sem mencionar Arthur para a moça que me olhava atentamente sem me interromper, logo vi sua expressão de tristeza se forma, estendeu suas mãos separado minha nuca, me aproximou de seu peito me deixando nervoso e em um estado de quase morte por tanta ansiedade, fui envolvido por seus braços quente e aconchegantes em abraço que fez sentir no céu, era como se tudo tivesse sumido, sentir minha alma ser limpa e meu corpo curado por seu calor celestial, a apertei e me precisei em seu peito em um conforto absurdamente bom, aquela não era uma mulher, mas sim um anjo, que estava ali para afastar minhas tristezas e me devolver a luz que o maldito demônio roubou, naquele momento eu senti que podia tudo, com um surpreendente poder pulsando em meu coração me dando forças para continuar lutando.
- Eu vou te devolver para sua família, apenas me diga onde mora que eu vou saber como chegar - com a voz mais forte e confiante falei meu endereço - Okay Sam, ,tenho certeza de que sente falta deles.
  A voz doce e gentil me colocou para cima e já não sentia mais vergonha em sua presença, levantamos do sofá e Carmen pegou minha mão, me levou até a porta só parando para por um casaco, saímos da casa e andamos de mãos dadas pelas ruas escuras, ela se manteve em silêncio mas a todo momento me olhava sorrindo, com aquele mesmo sorriso maravilhoso me deixando animado, andamos por alguns minutos até chegarmos na estação de metrô.
- Eu vou te levar até o centro, de lá pegamos um taxi até a sua casa - acenti com a cabeça e voltei minha atenção para o trem se aproximando.
  Entramos no mesmo quase vazio e sentimos lado a lado, ela se manteve o tempo todo perto de mim me dando atenção e carinho, oque me mostrou que mesmo morando onde mora ela é diferente, é doce e totalmente disposta a fazer qualquer coisa por alguém que não conhece, fiquei muito feliz por ter a conhecido, pelo isso foi uma coisa boa nesse mar de horrores, que por sinal eu mesmo me coloquei, sem esperar fui novamente envolvido por seu corpo quente e acabei encostando a cabeça em seu peito por impulso, fechei os olhos e deixei minha mente voar naquele maravilhoso momento de satisfação, não sabia como poderia agradecer a grande ajuda dela mas isso não me preocupava naquele momento, não avia mais nada com oque me preocupar. 


Notas Finais


Obrigada de verdade a quem está acompanhando até aqui *-* ♥


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