História Coração de Cristal - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Maze Runner
Personagens Newt, Thomas
Exibições 20
Palavras 2.490
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Lemon, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Em primeiro lugar, desculpe pela demora. Escola técnica é um bagui que suga seu tempo.

Em segundo lugar, perdão por qualquer erro que possa estar escrito aqui em baixo. Avisem os que acharem que eu vou corrigí-los. Não vou enrolar mais! Boa Leitura!

Kissus de Lemon!

Edit: Gente, a história é a seguinte. Eu não gostei muito de como esse cap se saiu. Acho que deixei alguns detalhes importantes muito vagos, então decidi que antes do postar o cap 4 (Que se Deus quiser e a criatividade permitir, sai amanhã), eu ia reescrever esse cap.

Capítulo 3 - Descontrole


 

Tudo que via era escuridão. 

De repente uma luz forte surgiu, e quando sua visão se ajustou Newt se viu no pico de uma grande montanha. Uma ainda maior se encontrava a sua frente, e nela descansava a criatura mais bela que já vira em toda sua existência. Suas escamas peroladas brilhavam a luz do sol, e uma longa barba azul dava-lhe um ar de sábio. Seus olhos dourados observavam o loiro como se avaliassem a alma, e suas grandiosas asas estavam fechadas em suas costas.

- Bem vindo, jovem humano. Creio que possamos dispensar apresentações. Tenho certeza que me conhece, da mesma maneira que lhe conheço desde bem antes de nascer. - Disse com a voz grave, que fez um arrepio percorrer a espinha do loiro. Como assim, antes dele nascer?

- O que quer dizer com isso? - Indagou curioso.

- Há anos atrás, seu pai, Charles, e uma maga chamada Celeste me selaram dentro do corpo de sua mãe, numa dimensão macabra. Era um lugar sombrio, e eu ficava acorrentado em minha forma humana a uma árvore. Aquilo me enlouquecia a cada dia. Sentia a escuridão daquele lugar me matar pouco a pouco. Eu estava enlouquecendo. Até que um belo dia uma luz surgiu no horizonte. Naquela terra de noite eterna, um pequeno sol surgiu, iluminando o céu com um brilho rosáceo. Aquela luz me atraía. Ali ela ficou, movendo-se muito pouco a cada dia. Conforme sua posição no céu mudava, seu tamanho também aumentava. E quando ela atingiu seu auge no céu, eu soube seu nome. Newt.

- Então esse sol era eu me desenvolvendo dentro de minha mãe?

- Sim, meu jovem. E depois de um tempo, ele ia se pôr novamente. Seria o dia do seu nascimento. Mas conforme ele foi descendo, ao olhar a direção de seu poente, vi uma nova terra. Um lugar verdejante com altas montanhas. E no dia de seu nascimento, eu finalmente tive força pra abrir as asas, quebras as correntes que me prendiam e voar em direção a essa nova terra, onde o sol nunca se põe. E quando eu olhei para trás, já não via mais a terra morta onde estava preso. Eu havia deixado o corpo de sua mãe, e agora estava no seu. Mas isso não era tudo, percebi também que o tecido entre a sua dimensão e a dimensão real era mais frágil que o de sua mãe, o que me permitia sair a qualquer momento.

- Então porquê não saiu?

- Pois isso custaria a sua vida. - Respondeu o sábio dragão. - Se eu tivesse simplesmente atravessado o tecido ali, eu teria levado sua vida. Então decidi que ficaria naquele mundo. Decidi que viveria ali até que fosse seguro sair sem ameaçar sua vida. Acredite ou não, a última coisa que nós leviatãs gostamos de fazer é tirar vidas. Com o tempo, percebi que o sol se punha sim, mas em apenas algumas ocasioões. Noites eram coisas raras. Mais pra frente, fui enteder o porque daquilo. Toda vez que o sol desaparecia no horizonte, um ano de vida era fechado, e quando ele surgia mais uma vez, um novo ano era iniciado. Falando nisso, acho que lhe devo muitos "Felizes Aniversários". - Disse, soltando uma risada alta e melancólica.

- Obrigado. Eu acho. - Respondeu Newt, sem graça. - Mas espera, se você não quis me matar naquela época, onde poderia ter não só me matado, mas aos meus pais também, por que fez isso agora?

- Não iria acreditar se eu contasse. - Respondeu o Leviatã.

- Tente. Até pouco tempo atrás não acreditava em amor a primeira vista e hoje você pode dizer que eu estou apaixonado...

- Foram seus próprios pais quem fizeram isso. - Drakan cortou.

- Mas... Por que eles fariam isso? - Newt estava incrédulo.

- Obviamente você não se lembra, mas naquela noite seus pais aproveitariam um evento cósmico único para tentar me transferir de volta para sua mãe. Mas deu errado, pois no momento em que me vi sendo arrastado novamente para aquela terra de escuridão, eu me desesperei e deixei meu poder fora de controle. Foi quando dominei seu corpo e os ataquei. Meu objetivo era apenas parar o ritual, mas eu ataquei forte demais, e eles não resistiram. O pouco controle que eu ainda mantinha eu puxava de você, e quando você se desesperou esse controle sumiu. Foi quando comecei a atacar sua vila sem pensar.

- Então, os meus pais foram os culpados...

- Não pense assim. O erro maior foi meu, mas essa não é uma história pra ser contada agora. Vamos parar de enrolar. Nao sei só seu nome, como sei porque veio aqui. - Disse. Sua forma tremeluziu e se tornou em luz, remodelando-se em algo menor e mais humano. Quando a luz desapareceu, diante de Newt estava um jovem de pele branca. Seus olhos tinhas a cor de pérolas, e seus cabelos eram azuis como o oceano, preso em um longo dread que descia pelas costas, com pequenos cristais incrustados.Trajava uma veste grega branca, com detalhes de cristais em forma de folhas e frutos. Em seus pulsos e tornozelos, marcas de corrente vibravam num vermelho forte, como se aquelas feridas nunca se curassem. Newt observava calado o belo ser que agora estavaa sua frente. O humano era tão belo e imponente quanto o dragão. Drakan abriu um pequeno sorriso diante da admiração do loiro, e logo em seguida caiu de joelhos a frente do mesmo, levantando as mãos como se lhe oferecesse algo, e esse algo logo surgiu. Uma espada afiada, feita de cristal, foi oferecida a Newt.

- O que significa isso? - Newt estava incrédulo.

- Vamos acertar nossas contas de uma vez por todas. Não creio que me queira mais aqui. Já lhe causei problemas demais, e não garanto que possamos manter o controle. Acho que já vivi demais, e minha hora finalmente chegou. - Newt segurou a espada com as duas mãos, a ponta afiada para baixo. Drakan olhou para o solo quando o jovem levantou-a, como um réu que aguarda a execução de sua sentença. 

Com um olhar de determinação, Newt baixou a espada. Drakan fechou ainda mais os olhos quando ouviu o aço rasgar o ar, esperando que a lâmina fosse fincada através de seu crânio, mas ficou perplexo quando os abriu e viu a lâmina fincada no solo a sua frente. Seu olhar rapidamente subiu, procurando o de Newt, encontrando o loiro com lágrimas nos cantos dos olhos.

- Se quer acertar contas comigo, comece não pedindo que eu tire uma vida. - Disse o loiro, estendendo uma mão ao ser ancestral que estava ajoelhado a sua frente.

- Mas... Você... -Agora era Drakan quem estava incrédulo.

- Você me contou uma história, e eu agora lhe devo uma. Verdades sejam ditas. Meus pais não eram os melhores pais do mundo. Estavam longe disso. Quando resolveram selá-lo, não estavam pensando num bem maior. Estavam pensando na glória e poder que ganhariam com aquilo. Você não deveria estar preso pra começo de conversa, pois eu sei a tua história, Guardião. E você tem um dever a cumprir lá fora. Se quer acertar contas comigo, então saia e cumpra este dever. - Newt lhe contou. O loiro já não aguentava segurar as lágrimas. As lembranças de tudo o que passara nas mãos dos pais vieram mais vívidas do que nunca na memória, mas dessa vez era pra serem deletadas pra sempre. Drakan segurou a mão do loiro, e este o puxou para um abraço apertado. Desejou com todas as forças que ele fosse livre mais uma vez, e assim foi feito.

O corpo inerte de Newt estava deitado no sofá, enquanto Thomas segurava a mão do loiro rezando a deusa para que o garoto acordasse logo. Então, uma luz surgiu debaixo da camiseta do loiro. Quando Thomas a levantou, viu um símbolo de um dragão cujo as asas semiabertas formavam um cristal. A imagem estava entre o abdômen e o tórax de Newt, logo acima do umbigo. A Luz se tornou mais forte, e a imagem começou a mudar. As asas do dragão se fecharam um pouco, deixando visível um fina linha preta que formava o cristal, logo em seguida se abriram com força, quebrando a jaula em que estava preso e um rugido foi ouvido, seguido por uma forte explosão de luz branca. Quando a luz se foi, Drakan estava na forma humana deitado sobre Newt, enquanto Thomas o olhava fervilhando de ciúmes e Celeste olhava para Newt, encantada com o poder dentro do mais novo, capaz de quebrar aquele selo tão poderoso feito a tanto tempo.
Newt foi acordando pouco a pouco, sentindo o peso acima de si. Ao abrir os olhos, deu de cara com Drakan em sua forma humana, dormindo sobre si e o impedindo de respirar corretamente. Balançou um dos braços acima da cabeça, pedindo a ajuda de Thomas, que prontamente o ajudou a acordar Drakan. Ao perceber onde estavam, o ser abriu um largo sorriso, e, num impulso, abraçou Newt fortemente, fazendo-o corar com a situação. 

- Com licença. Estou atrapalhando algo. - Celeste se pronunciou. Quando Drakan percebeu quem era, seu sorriso se tornou mais largo ainda, se é que isso era possível!

- Celeste! - Drakan exclamou, abraçando a senhora. - A quanto tempo, velha amiga!

- Eu que o diga. 20 Anos que passaram voando! - Disse, fazendo ambos rirem.

- Vó, vocês se conhecem? - Perguntou Thomas.

- É claro, muleque idiota. Se não fosse por mim, Charles teria matado ele na primeira oportunidade. Se eu não tivesse inventado toda uma história da importância dele para o Universo, ele não estaria vivo hoje.

- Conhecendo os seres iluminados que eram meus pais, eu não duvido disso. - Disse Newt, fazendo com que Celeste risse alto.

- Seus pais foram boas pessoas, mas se perderam na ganância por poder. Eu lhes avisei das implicâncias que isso traria a vida deles, mas a ganância deles falou mais alto que o bom senso, infelizmente. Mas não vamos falar mais do passado, vamos falar do presente. Creio que não conheça meu neto, Thomas. - Celeste falou, apontando para Thomas.

- Muito prazer em conhecê-lo. Posso conversar com você rapidinho em particular? - Drakan perguntou, deixando Thomas um tanto quanto desconfiado. Mas se sua avó confiava nele, então ele não tinha nada a perder. Ambos subiram para o quarto de Thomas.

- O que quer falar comigo? - Thomas perguntou, dando graças a deusa por não gaguejar.

- Em primeiro lugar, calma. Não precisa se assustar. Acredito que nesses 20 anos que se passaram eu devo te me tornado um monstro aos olhos humanos, mas peça que sua avó lhe conte minha história qualquer dia desses. E não é sobre isso que vim conversar com você...

Depois de meia hora de conversa, Thomas já estava mais relaxado e podia dizer que havia desenvolvido uma certa amizade com Drakan. Ambos desceram as escadas encontrando Newt e Celeste tomando um chá tranquilamente. Após sentarem e conversarem, Celeste se pronunciou.

- Drakan, eu adoro sua presença aqui, mas não é seguro pra você nem pra nós. Se alguém da vila descobrir, podemos ser expulsos daqui. Não me leve a mal, mas recomendo que vá embora.

- Eu entendo. Agradeço sua hospitalidade, mas realmente devo ir. Quero ver como estão as coisas no Ninho.

- Creio que vai ter um grande surpresa. - Disse Celeste, deixando Drakan ainda mais ansioso para voltar pra casa.

 

Todos estavam do lado de fora, observando o Leviatã se preparar para partir. Seu corpo se transformou num cristal completamente transparente e ascendeu aos céus, acima das nuvens, onde pôde assumir sua forma original e voar em direção ao Norte. Em direção ao seu lar. 

Ao entardecer, Thomas e Newt ajudaram Dona Celeste a praparar o jantar. Um grande banquete foi feito, para comemorar o fato de Newt ter finalmente se livrado daquele fardo. Filés de Salmão foram feitos com as mais finas especiarias do loja, juntamente com batatas coradas. Dona Celeste preparou também um suco Khilahri, uma fruta azulada, do tamanha de uma manga com um sabor parecido com menta. Todos aproveitarambem a comida e conversaram muito. Newt contou sua experiência com Drakan ainda na forma de Dragão, cortando a parte em que ele se tornou uma versão nua de Thomas, é claro. Contou sobre a história de Drakan e sobre como ele queria que Newt o matasse.

Newt pediu também que Dona Celeste o ensinasse magia, e a senhora ficou muito feliz com o pedido, visto o potencial que Newt tinha. Depois que todos os pratos, copos, bandejas e talheres foram limpos, Dona Celeste resolveu fazer uma contabilização dos estoques da loja para ver o que Thomas prescisaria colher para ela. Newt se ofereceu para ajudar, mas ela lhe respondeu dizendo que preferia fazer isso sozinha e que ele precisava descansar. 

Depois que a senhora de cabelos de grisalhos foi para a loja, Thomas e Newt subiram para o quarto de Thomas. O Moreno entrou rapidamente para o banheiro, tomando um banho rápido, e assim que saiu enrolado em uma toalha, teve uma visão que o deixou duro. Newt estava de costas para a porta do banheiro onde Thomas estava, completamente desnudo. O olhar do mais velho percorreu o corpo do loiro, dos músculos das costas as coxas carnudas, passando pela cintura fina. Mas o que mais lhe chamou atenção foi a bunda redonda do mais novo. Newt se enrolou na toalha e Thomas rapidamente voltou para o banheiro, saindo novamente figindo que nada tinha acontecido, escondendo sua dura ereção ao máximo.

Newt entrou para o banho enquanto Thomas foi se vestir. Quando o loiro saiu cinco minutos depois, Thomas estava sem camisa de baixo do edredom, tentando esconder a ereção em vão. 

- Thomas, onde posso pegar uma roupa?

- Pega uma das minhas, pra dormir não tem problema. Amanhã podemos ir comprar umas roupas novas pra você.

Newt se virou para o guarda-roupas, ficando de costas para Thomas. Pegou uma das cuecas box do moreno e uma camisa. Retirou a toalha da cintura e a jogou em um canto qualquer. Thomas mais uma vez ficou hipnotizado pelas nádegas carnudas do loiro, e quando deu por si, já estava de pé indo em direção a Newt. O loiro havia terminado de por a cueca quando sentiu mãos grandes tocarem sua cintura, se enroscando em seu corpo. Sua costas foram de encontro a um musculoso peitoral, e ele sentia algo grande cutucando-o por trás. 

- Você quer me deixar louco... - Thomas sussurou ao pé do ouvido de Newt, fazendo-o soltar um gemidinho. O garoto decidiu que entraria naquele jogo. Virou-se de frente pra Thomas e colocou a mão em seu rosto, olhando diretamente em seus olhos cheios de luxúria.

Com a mão livre fechou o guarda-roupas, logo em seguida colocando Thomas contra o mesmo...
 


Notas Finais


Gente, eu não tive tempo de revisar esse cap todo. Se acharem erros, em nome do Senhor Jesus, Avisem!

Aqueles que estiverem interessados em saber um pouco mais da história do Drakan e o que acontece quando ele chega em casa, é só avisar que eu posso escrever um cap extra pra explicar.


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