História Coração de Cristal - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
Exibições 5
Palavras 1.571
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Primeiro Capitulo


Não eram muitos os amigos que ele tinha feito, porém os fez com boas pessoas, Math, um garoto extrovertido e simpático que consegue arrancar o sorriso de qualquer um, loiro de olhos castanhos,Lian, um pouco mais sério, ainda sim divertido, cabelos tingidos de preto, arrepiados com gel e olhos castanhos escuros e Nathan, meigo e gentil, cabelos e olhos cor de mel.
   Sem querer eu percebia o seu jeito, com os amigos era um pouco mais solto, mas ainda sim guardava muita coisa só para si, e não dava mole para garota alguma- o que me surpreendeu, de primeira vista eu achava que era ranzinza e pegador. 
  Da última vez que alguém tentou dar em cima dele , ele quase berrou para a sala toda que não queria nada com a garota. Grosseiro.
-Bom dia!- Katy chegou radiante, jogou sua bolsa na carteira sentada já virada pra mim- Você não vai acreditar!Eu fiquei com o Davi!
-Amiga! Sério! Ai que bom!
-Eu estou tão feliz!!-Ela batia palminhas e ria de um jeito incrivelmente doce.
-Eu imagino. Ai!- Miguel deixou cair sua bolsa no meu pé, mais pesada que qualquer chumbo por aí, ele a pegou e sentou ao seu lugar- Um pedido de desculpas seria interessante.
-Não me enche.
-Chato-murmurei.
-Concordo-Ela sussurra, e da um risinho.
-Bom dia classe- o vento do ventilador fez algo mexer nos meus pés, parecia uma foto. A peguei e sem deter a curiosidade vi o que era, uma mulher com um menino no colo, com um ou dois anos.
-Miguel, é seu?- Ele arrancou a foto da minha mão assim que a viu, se ele já era estranho agora está no colapso da estranhice, ele ficou completamente inquieto- É sua mãe?- Ele afirmou com a cabeça- Ela é muito bonita- Ele abaixou o rosto de tal forma que só conseguia ver seus cabelos, caídos,  um silêncio muito estranho surgiu naquele momento,, ele fechava as mãos com força como se estivesse tentando quebrar alguma coisa dentro delas.
-Ela era linda- Não acredito que cometi essa burrada! Meu coração martelou tão forte que faltou sair pelo peito e sair quicando por aí.
-Caramba! Me perdoa eu não...
-É por isso que eu não quero a porcaria da sua atenção- Ele me interrompe com rugidos.
-Não precisa falar assim comigo, eu não sabia desse pequeno detalhe, eu quis ser gentil, eu quis tentar fazer com que você falasse algo legal uma vez na vida!
-Eu não quero a sua gentileza eu quero que você de o fora da minha vida!
-Você é um idiota!- Ele se levantou após eu me levantar também, esse garoto é a peste em corpo de pessoa.
-Falou a vaca né!
-Vaca?!- Eu podia sentir toda a atenção voltada pra gente e  aagitação por uma briga na sala inteira
-Podem discutir isso lá fora, por favor?- Miguel saiu chutando o mundo antes que o professor sequer terminasse a frase, ele me encarou esperando que eu fosse junto.
   Ótimo, é isso o que acontece quando você se interessa em ajudar alguém, você é xingada, humilhada e maltratada. Caramba, se eu soubesse que a mãe dele faleceu por algum motivo eu sequer tinha perguntado alguma coisa, teria largado aquela foto na mesa dele sem olhar pro seu rosto e fingir que ele não estivesse ali.
   O pior de tudo é que eu não consigo fingir que ele não está ali.  Me pertuba saber que ele está ali. Eu não consigo ficar em paz quando ele vem e nem quando ele falta. A maldade dele ta me rodeando.
-É sério que você ainda senta do meu lado?-Droga! Eu não percebi nem aonde eu sentei.
-Eu não te vi aí- Pulei dois bancos para o lado, como pode ser tão...tão...
-Consegui fugir sem o professor ver- Katy deu um pulo para se sentar, ela olhou Miguel com um ar de desgosto- Não gosto dele, espero nunca ver vocês namorando- ~tum~tum...eu...me assustei, apenas me assustei.
-Nunca vai ver isso- Ela me analisou por poucos segundos até surgir uma engraçada cara de malícia.
-Você ficou coradinha-Ela cantarolou.
-Talvez porque eu estava brigando agora a pouco, Katy!
-Não, você ficou logo depois da palavra... namorando-~tum~tum, ela sussurrou no meu ouvido, agora um arrepio de tão perto que ela sussurrou isso!- Você foi gostar logo do cara que mais te esnoba nessa vida Mi-Ri.
-Fora de questão.
-T a apaixonada.
-Nunca.
-Mi...-Ela parou de sorrir colocando a mão no peito a medida que ficava pálida- Eu não...-A única coisa que consegui fazer foi implorar por socorro, ela caiu no meu colo, pálida, e incrivelmente gelada.
-Ka, fala comigo, fala comigo!- Parece que tudo roda de desespero, minha amiga desmaiada, a ajuda que parece não chegar, o coração berra junto comigo. O que ta acontecendo com ela, porque ela ta assim??!
-O que aconteceu com ela?- Miguel parou a nossa frente perplexo, ele precisa ajudar minha amiga, agora!
-Ela desmaiou, de repente- comecei a chorar sem que eu pudesse me controlar, pensamentos de pavor só faziam meu coração bater cada segundo mais forte-Me ajuda Miguel, por favor! Ela tem que ficar bem!- Abracei minha amiga, minha melhor amiga, com tudo que havia em mim, tentando aliviar esse desespero, mas ao mesmo tempo, tentando acreditar que ela vai ficar bem.
...
  Muitas poucas pessoas, telefone aqui, choros ali. Hospital consegue se tornar algo bom e ruim ao mesmo tempo.
  Os professores da escola tentaram prestar socorros a ela, mas ela só piorava cada vez mais, precisamos vir correndo ao hospital o mais rápido possível.
 Miguel veio junto, porém eu em um sofá, e ele em outro distante. 
"Ta apaixonada"- A voz dela ecoou na minha mente, olhei para ele, braços cruzados e pernas esticadas, pensativo. Não é possível que eu goste de alguém assim, de jeito nenhum, ela apenas brincava.
 Mas...é impossível alguém ser tão intenso assim sem um motivo. É como se eu pudesse ver uma capa de pedra por cima do seu coração, um coração sensível, quem sabe machucado.
 Não! Não é hora de pensar nisso, sua amiga está doente, e os médicos não te dão informação alguma, não é hora de pensar nisso.
...Mas... enquanto eu espero eu podia falar com ele, é, é isso.
-Miguel?-Ele me olhou nem por um segundo, desviou o olhar e fingiu que eu não estava ali, mas eu sou mais teimosa que ele- Eu quero conversar com você-Me sentei ao seu lado, ele continuava do mesmo jeito- Você é assim por um motivo, não quer conversar?-Ele ainda olhava para o outro lado, de costas para mim-Miguel!- Ele deu um avanço tão rápido que só tive consciência do que tinha acontecido quando me vi presa, ele segurava meus dois braços, havia se levantado e ao mesmo tempo por cima de mim, me encarando.Não sei quantas vezes meu coração já acelerou em menos de 24 horas, mas dessa vez compensa por todas elas. Que susto, ele está ficando doido?! E ta tão perto...perto de mais....perto de mais...
-Porque você não desiste logo de mim?
-É o que você quer?
-É!
-Pois saiba que não vou fazer o que você quer.
-O que custa fazer o que eu quero?
-Minha imposição sobre você,  você não tem autoridade sobre mim.
-Não é questão de autoridade- Ele se aproximou ainda mais, me olhando nos olhos como que tentando buscar de dentro deles a resposta que tanto procura- A questão é que eu não entendo, porque continua lutando pra conversar comigo sabendo que eu sou tão idiota?
-Por que eu sei que tudo isso é só uma capa- ele arregalou os olhos de leve, talvez eu esteja rasgando-a aos poucos- isso tudo é uma capa de proteção para não se machucar mais, mais do que já pode ter passado- Ele ficou com a boca entre aberta fitando-me, envergonhado, eu havia tirado sua máscara e ele não estava esperando por isso, de nenhum modo.
 Esperai, era pra mim estar incomodada com ele estando tão perto, porque...porque eu me sinto tão bem?
 E seus olhos, seu olhar, parece agora tão mais leve...
-Conhecidos e familiares de Katy Silva?- Demos um salto em conjunto encarando sem querer o médico, que fez sinal que o seguisse após um leve susto da nossa inesperada reação.
 O acompanhamos em um silêncio constrangedor por um corredor gigantesco que parecia não ter fim, viradas a esquerda e a direita, até que enfim chegamos no quarto, ele esperou que entrássemos, ela estava com fios aos braços, pálida mas ainda com mais cor do que quando chegou aqui, máquinas apitando.
-O que ela tem?
-Não sabemos ao certo, algo aconteceu com o pulmão dela, e não foi nada leve. Vamos fazer o possível para descobrir a tempo.
-A tempo? Como assim a tempo?- Não sei quantas vezes terei de citar que meu coração palpitou forte ou acelerou, esse dia esta repleto de emoções!
-O que quer que seja, parece estar querendo passar para o corpo.
-E...- O olhar de piedade do médico já dizia tudo, ela podia não sair desse hospital. E tudo de repente... não é possível que aconteça algo a minha melhor amiga, não pode, porque logo com ela, logo com uma das pessoas que mais amo?- Eu preciso ir embora, me desculpe, eu preciso respirar.
-Fique a vontade- O chão parecia afundar a medida que eu caminhava para fora desse hospital, minha cabeça, minha mente, meus pensamentos, tudo rodava em um furacão. Ela não merece um final assim...

 



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