História Coração de dragão - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Coração, Dragão, Dragões, Magia
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - A caçada


Ao primeiro raio de sol bateram na porta e nos levantamos rapidamente nos arrumando.

Quando saímos do quarto havíamos vestido calças de couro por baixo dos vestidos, haviam dito que íamos montar.

-meu príncipe, estamos prontas- falei sorrindo e nos curvamos.

Ele nos olhou, estava com grandes olheiras.

-Akemi, posso falar com você?- ele pedir e me puxou para um canto- quero que deixe sua irmã aqui, pode não ser seguro para ela nos acompanhar, é apenas por hoje, as servas vão cuidar bem dela.

O olhei e abri a boca para negar, mas apenas assenti e fui até Sheyla.

-maninha, hoje você vai ter que ficar sozinha, a floresta é perigosa- falei me abaixando até sua altura.

Sheyla sorriu docemente.

-esta tudo bem mana, vou ficar bem, tome cuidado ta?- ela disse docemente

Sorri e acariciei seu rosto sorrindo ela segurou minha mão e sorriu.

-eu vou ficar-disse calma e me levantei

Uma das servas mais velhas que sempre comia conosco se aproximou e segurou o ombro da minha irmã docemente.

-eu vou cuidar dela, não se preocupe- ela afirmou sorrindo e assenti

-obrigada- agradeci e me virei ao príncipe.

O segui até os estábulos, naquela manhã ele se vestia com uma camisa branca, uma calça e botas pretas e um sobretudo longo de couro negro e manga longas, tinha o arco e flecha nas costas e a espada na cintura.

Ele montou um corcel puramente negro que ouvi chamando de crepúsculo e indicou a cavalariço que me desse uma égua cinzenta e mansa.

O rapaz jovem me ajudou a montar e prendeu a minha montaria a do príncipe para que ela o seguisse.

-espere- o príncipe pediu e fez seu cavalo ficar ao lado do meu- tome, carregue isso com você, não sabemos o que vamos enfrentar- ele disse e me entregou uma adaga prateada em uma bainha de couro e me mostrou como a prender na cintura.

Quando estava tudo pronto, partimos para a floresta, pela vila as pessoas nos olhavam e acenavam, me senti em um funeral, acho que as pessoas da vila sentiam o mesmo.

Quando alcançamos a floresta paramos, o príncipe virou o cavalo e minha égua copiou o movimento.

-soldados! Estamos entrando na floresta da fera!- ele falou firme, como um discurso que houvesse ensaiado varias vezes- não se separem e se o virem, atirem no peito!

Adentramos a floresta juntos, haviam cerca de 20 soldados armados e a postos, além dos cães de caça que farejavam a tudo atentos.

Mal andamos e já pensava em como os afastar do rastro real, os cães iam reconhecer o cheiro do dragão e o seguir até que estivesse morto.

Não via jeito de conseguir retardar aquilo até uma ideia iluminar minha mente.

-meu senhor, estamos andando há muito tempo, se nos separarmos talvez seja mais rápido!- sugeri- a floresta é imensa, ele pode estar em qualquer lugar.

O príncipe parou o cavalo e me olhou de forma firme.

-pode ter razão.- ele cedeu- quero dez homens comigo e dez seguindo para o lado oposto!- ele ordenou e voltou a andar

-meu senhor, se me permite, posso ir com os outros soldados? Vou garantir que seja avisado assim que acharem a fera e que não ataquem sozinhos!- pedi firme, não mostrei medo, não estava com medo, um dragão não ia atacar outro assim.

O príncipe hesitou, mas assentiu e nos separamos, um soldado começou a puxar meu cavalo, próximo passo, me livrar deles...

Com força cutuquei a barriga da égua que se agitou, mas se manteve calma, sorri fraco e a cutuquei de novo, dessa vez com toda minha força, ela relinchou e se agitou.

Um dos cães assustado com ela rosnou e quase mordeu sua pata, assustada a égua empinou, me agarrei para não cair, ela saiu correndo e arrastou o soldado até que ele soltasse a corda.

Quando os perdi de vista soltei as rédeas e ela parou, desci e respirei fundo, me transformei e fiquei parada apenas esperando, não demorou e os cães me localizaram, naquele momento me perguntei “que merda eu to fazendo?”

A égua já havia fugido de mim e foi questão de tempo até ver o primeiro cão, rugi alto e ergui voo, flechas voaram na minha direção, mas subi até que não me alcancem, as vezes olhava para trás e checava se estavam me seguindo.

Não soube quando, mas ouvi o outro grupo de cães passar a latir e olhei para a floresta, não os via me seguir e não fazia ideia de onde estavam...

Apenas os vi quando uma figura emergiu da floresta, grande, com asas e quatro fortes patas, vermelho como fogo...

Ele voou até mim e agarrou minha pata levemente com a boca me dando um puxão antes de soltar e sair voando, entendi o sinal e o segui.

No inicio parecemos voar para o nada, mas então vi que a floresta havia acabado na parede de um desfiladeiro o qual não se poderia atravessar, a menos que voasse.

Ele voou até o topo e pousou ali, pousei na sua frente e o olhei.

-o que pensa que estava fazendo?- ele perguntou alto, com a voz nervosa.

-eles vieram matar você! O que pensa que estava fazendo ao incendiar a floresta? Atraiu a atenção deles para todos nós!- retruquei

-eu falei para você não deixar que te vissem!

-você os atraiu para trás de nós! Por que fez aquilo? Eles não vão parar até matar um dragão! E SE PEGAREM MINHA IRMÃ?

Ele se calou um pouco, seus olhos azuis me encararam, notei que minha respiração estava ofegante.

-eles não vão me pegar, nem me ferir- ele falou friamente e se virou

-então deduzo que essa ferida na sua pata não foi uma flecha?- falei notando o machucado perto da sua pata.

Ele me olhou e depois olhou sua pata

-isso não foi nada- ele falou friamente- volte para onde quer que você more, podem achar sua irmã se ela ficar sozinha.

-não vão achar ela- falei firme e me arrisquei a dar um passo em sua direção- porque fez aquilo? E porque estava no castelo?

Ele se virou de súbito

-como sabe que estive no castelo?- ele perguntou e me encarou

-eu...eu...- gaguejei, tive medo de revelar quem eu era por baixo da pele e das asas.

-era você... A garota na janela...- ele disse como se tomasse um choque- você é uma serva do palácio! Sabia que era estranho saber da caçada...

O fitei, ele sabia quem eu era quando humana agora, isso podia não ser nada, ou ser um problema.

-sua irmã esta segura porque a deixou lá, não é?- ele perguntou

-sim... Minha irmã esta lá- falei tentando manter a calma, mas estava com medo do que ele podia fazer sabendo quem eu era na minha forma mais vulnerável.

-não me olhe com medo, não vou estragar seu disfarce- ele falou e me fitou- volte, antes que deem sua falta.

-não vou voltar agora, me veriam antes que alcançasse o chão e voltasse a ser humana- falei o olhando- você sabe quem sou, mas quem é você?

Ele não me respondeu por um tempo

-nessa vida, sou um dragão- afirmou- vou os atrair, e você volte para eles

-e você? Vão te pegar!

-só se me acompanharem!- ele sorriu e pulou do desfiladeiro, soltou uma rajada de fogo puro e ao longe ouvi os cães latindo.

Quando os latidos se afastaram desci até a floresta com cuidado para não ser vista e voltei a forma humana, comecei a andar em linha reta na direção contraria do desfiladeiro esperando encontrar alguém.

No inicio ouvia os cães e segui o som dos latidos, mas então eles pararam e me vi sem saber para onde ir.

-OOII! ALGUÉM AI?- gritei esperando resposta, nada...

Andei sem rumo gritando até um relinchar me chamar a atenção e o segui, as vozes logo me alcançaram também e depois de andar achei finalmente o príncipe e os soldados

-se separem, temos que a encontrar! Ela pode estar em perigo, a égua foi achada sozinha!- o príncipe dizia, minha égua estava novamente presa ao seu corcel.

Me aproximei devagar e quando um soldado me viu me apontou, o príncipe se virou e quando me viu desceu do cavalo e correu até mim me olhando e segurou meu ombro.

-pelos deuses! Onde estava?- ele perguntou apertando meus ombros

-eu cai do cavalo e ela continuou correndo... Fiquei perdida e tive medo de gritar e atrair o dragão...- falei desviando o olhar

Ele respirou fundo aliviado.

-que bom que esta bem, não saberia o que fazer com sua irmã se você se fosse- ele falou e sorriu de forma doce- venha, vamos voltar, os dragões se foram.

-os...?- perguntei fingindo surpresa

-descobrimos que existe outro, negro e um pouco menor.- um soldado falou

Príncipe Christofer me ajudou a montar e tomamos rumo para o castelo.

No caminho senti algo úmido no meu ombro e vi uma gota de sangue que manchava meu vestido, mas não estava ferida...

Meus olhos percorreram tudo em volta em busca do dono do sangue e logo se focaram na manga do príncipe, perto do pulso onde havia uma pequena mancha de sangue...

-meu senhor, esta ferido?- perguntei

-hã? Não, não estou- ele falou calmo

-é que seu pulso...

-ah, isso? Bem, cortei nos espinhos de uma trepadeira que fiquei enroscado- ele falou calmo em um tom que indicava que o assunto acabava ali e fomos para o castelo.


Notas Finais


tentei fazer um capitulo maiorzinho, espero que gostem, comentem pf meus dragons, bjs da tia jas <3


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