História Coração de Fogo - (Segunda Temporada de Meu Amor de Seda) - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Beatrix, Christa, Cordelia, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Ruki Mukami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Comedia, Drama, Magia, Romance
Exibições 23
Palavras 2.144
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello pessoal! Como vocês estão? ❤️
Trouxe mais um capítulo para vocês. Devemos lembrar que se passou dois anos e Ryoko está com 18 aninhos de idade!
Muita coisa mudou nesses anos, até mesmo os personagens...

Espero que gostem do capítulo, comentem e favoritem! Adoro vocês, beijos e até as notas finais. ❤️

Capítulo 22 - Capítulo XXII - Amor Errado


 Ryoko P.O.V - 2 Anos Depois

 Quem está pulando em mim?

 É uma criança energética demais, para dizer a verdade, é uma menina irritante...

 — Miya? Eu não sou uma cama elástica — Resmunguei.

 Me sentei na cama, bocejando e esfregando os olhos. Minhas orelhas tremeram com vento gelado que entrava pela janela entreaberta. Provavelmente foi a minha irmã caçula com sérios probleminhas de temperatura.

 Olhei para a criança a minha frente. Seus grandes olhos dourados me encaravam sem piscar em momento algum. Seus cabelos loiros estavam presos em marias-chiquinhas, apesar de serem dois dedos abaixo dos ombros.

 Essa criança é mais conhecida como Sakamaki Miya, minha irmã caçula de dois anos de idade, que é super empolgada em momentos errados, principalmente quando eu estou tirando um cochilo delicioso após matar alguns demônios e vampiros infratores.

 Digamos que muita coisa mudou nesses dois anos. Como por exemplo, Shu e Aiko tiveram outra filha, Ayato e Yui se separaram. Também tem o Gin, é uma raposa que encontrei quando tinha seis anos, ele acabou revelando ser meu protetor.

 ‘Protetor? Esse bicho dorme mais que um urso em hibernação’ — pensei.

 — Mamãe mandou avisar que é para descer para o café da manhã — ela gritou, contente.

 ‘Às vezes Miya parece ter mais do que dois anos’ — pensei incrédula.

 Revirei os olhos e me joguei na cama novamente, cobrindo minha cabeça com o travesseiro. Miya finalmente parou de pular na cama e soltou um risinho sapeca, que ela dá somente quando está aprontando algo.

 Senti meu travesseiro ser puxado das minhas mãos, me fazendo sentar novamente. Semicerrei os olhos e fuzilei a pessoa com o olhar, recebendo uma risada como resposta.

 — Já está na hora de acordar, Ryoko-sama — uma voz familiar disse.

 Gin me encarava com um sorriso divertido nos lábios. Fiquei de pé na cama e coloquei as mãos na cintura. Eu odiava que ele usasse o -sama comigo, ele é como um melhor amigo para mim. Não há necessidade.

 — Okay, okay — ele resmungou. — Me desculpe, Ryoko.

 Suspirei aliviada e estiquei os braços, como um bebê pedindo colo. Gin bufou e me pegou no colo, aproveitei e entrelacei minhas pernas em sua cintura, já que o bicho mede 1,84 e eu 1,62. Pois é, cresci pouco nesses anos.

 Enlacei seu pescoço e aproximei nossos rostos, até nossos lábios se encostarem em um beijo cheio de saudade. As mãos de Gin desceram a minha cintura e a apertaram, me fazendo arfar entre o beijo.

 Agradeço tanto por ele conseguir tomar a forma humana.

 Digamos que Gin é apaixonado por mim, mas eu não sou por ele. Significa que eu estou apenas o usando para esquecer Kino...? Em partes sim, eu não consegui esquece-lo como pretendia, e por isso, sou a pior pessoa da face da terra.

 A última notícia que recebi sobre Kino é que ele está em algum lugar no mundo humano, mais especificamente, no Japão. Acho isso normal, já que ele estuda em uma escola para humanos.

 O que eu não sabia e descobri semana passada, era que ele mesmo estava caçando secretamente aqueles vampiros e demônios infratores que EU deveria caçar. Eles são as minhas presas, minhas únicas maneiras de extravasar as mágoas que eu tenho guardadas dentro de mim.

 Depois de me separar de Gin, o olhei com um olhar preocupado, já que ele tinha os olhos tristes e para baixo. Me desvencilhei de suas mãos e desentrelacei minhas pernas, descendo para o chão.

 — O que aconteceu? — Perguntei enquanto ia até a penteadeira.

 — Eu o encontrei, na noite passada — ele resmungou baixo, mas mesmo assim consegui ouvi-lo claramente.

 Eu sabia de quem ele falava. Por isso meu coração pulou uma batida, e o quarto ficou em silêncio. Através do espelho, pude ver minhas bochechas levemente avermelhadas, junto com os meus olhos com lágrimas de tristeza prestes a transbordar.

 — Ele estava caçando junto de uma vampira comum — olhei para ele através do espelho, no mesmo instante.

 — Isso não me interessa — murmurei. — Eu não quero me machucar ainda mais.

 Ele se aproximou da saída do quarto e segurou a maçaneta, me olhando em seguida e recebeu o meu olhar em troca. Era possível ver a tristeza e a raiva em seu olhar, mas isso não me preocupou realmente.

 — Você ainda ama aquele homem — ele disse com a voz rouca.

 Vendo que eu não iria dizer mais nada, saiu do cômodo, batendo a porta com força.

 Meu coração apertou ao imaginar Kino junto de outra garota. Ele aparentava me amar, assim como eu ainda faço. Sim, eu o amo com todas as minhas forças, mas o que fazer quando esse amor é errado?

 Principalmente Aiko, assim como todos os outros adultos na mansão, fizeram com que eu prometesse que nunca falaria Kino novamente, apenas para eu não sofrer. Isso não adiantou merda nenhuma, continuo sofrendo, e com ainda mais frequência.

 Sempre que me lembro dos nossos beijos, que foram poucos, meu corpo esquenta como nunca e é preenchido com felicidade. Mas as lembranças não são nada quando são comparadas com a realidade.

 As lágrimas já escorriam livremente por meu rosto. Me virei e voltei para a cama, me jogando no colchão macio. Soluços e arfadas logo começaram a preencher o quarto novamente, depois de vários dias sem chorar.

 

 Já era noite, provavelmente duas horas da manhã.

 Passei o meu dia inteiro trancada no quarto, várias vezes alguém aparecia para ver se eu estava bem e digamos..., viva? Possivelmente eles se sentem culpados por me fazerem prometer uma coisa dolorosa como aquela.

 Depois de fazer a promessa, Arashi permitiu que eu a usasse novamente. Maravilha! Até mesmo uma katana mágica está conspirando contra a minha felicidade, junto de todos os outros nessa mansão idiota.

 Arrumei os travesseiros embaixo do cobertor, deixando próximo ao formato do meu corpo. Digamos que eles me proibiram de sair durante as noites, mas sem eu precisar prometer alguma coisa. Provavelmente eles acham que podem me controlar assim.

 Peguei Arashi de cima da cama e caminhei calmamente até a varanda, era o único lugar que eu podia sair sem ser percebida. Fechei os olhos e me teletransportei para algum lugar. Reabri meus olhos, percebendo estar em cima do telhado de uma casa.

 Me inclinei e farejei o ar, sentindo vários cheiros, mas um em especial. Saltei do telhado, aterrissando silenciosamente no chão. Durante minhas noites de caça, eu era chamada de Gata Branca por ser sorrateira e silenciosa.

 Digamos que eu me tornei famosa no mundo sobrenatural, novamente. As criaturas maneiraram após saberem que eu estava de volta ao trabalho, então, digamos que estou sendo temida..., mas não respeitada.

 — Achei você — murmurei divertidamente.

 Meu olhar estava fixo no homem que seguia por um beco com pouca iluminação. Ele segurava o braço de uma garota, que aparentava ter doze ou treze anos de idade. Isso fez com que minha raiva apenas aumentasse por conta das possíveis coisas que ele iria fazer com ela.

 Estava pronta para seguir o homem, mas uma voz feminina me impediu. Olhei para o lado vendo uma garota que aparentava ter dezesseis anos. Ela tinha a pele morena, cabelos lisos e negros, e seus olhos eram uma mistura de dourado e laranja.

 — Ele é um vampiro e ela uma humana, acho que ele irá ataca-la — ela disse. — Você deve ser a garota que ele tanto fala, me sinto honrada em conhece-la. Eu me chamo Kaya.

 — Hum... prazer em conhece-la? — Resmunguei, confusa. — E quem é ele?

 A garota riu e se aproximou de mim, até estar próxima do meu ouvido, onde sussurrou uma palavra, ou melhor, um nome. Meus olhos se arregalaram, meu coração acelerou ainda mais e um frio tomou conta da minha barriga, brevemente.

 Kino...

 A garota desapareceu da minha vista. Olhei para todos os lados a procura da garota, mas não a encontrei. Balancei minha cabeça e voltei a atenção ao homem, que jogara a menina no chão. Bufei de raiva.

 Corri sorrateiramente até os dois, dando uma cotovelada no pescoço do vampiro, provavelmente quebrando o pescoço. Ele cambaleou para longe, me dando a oportunidade de pegar a menina pela mão e correr com ela para fora do beco.

 — Corra, o mais rápido possível e encontre ajuda — disse a ela, que concordou com a cabeça e voltou a correr, em meio ao pranto.

 Fui até o homem novamente e segurei seu pescoço, o fazendo gritar. Dei uma risada e em seguida fiz uma careta. Seus olhos violetas me encararam com medo, mas com uma quantidade média de desgosto.

 — A rainha que mata seu povo — ele riu com dificuldade. — Não podemos permitir que uma criança como você assuma o controle de toda uma raça.

 Trinquei os dentes e apertei sua garganta, ouvindo um estalo alto e fazendo o homem gritar. Eu estava indecisa entre deixa-lo viver ou mata-lo dolorosamente, assim como está fazendo com o meu precioso orgulho.

 — Então, querido — sussurrei ameaçadoramente. — Criaturas como você, que matam e ferem os humanos, não são o meu povo. Vocês devem aprender isso.

 Soltei o homem, o deixando cair no chão. Tirei Arashi da bainha e me preparei para dar o único ataque, e o que seria fatal para ele. Mas algo me impediu.

 Ouvi um ruído no começo do beco, e pensando que já era um humano, me teletransportei para o telhado mais próximo, queria ver o que aconteceria com o sujeito. Consegui ver duas silhuetas nas sombras, uma masculina e outra feminina. Pelo físico, deveriam ser adolescentes.

 Eles olharam o homem, que se levantava cambaleando. O que veio a seguir me surpreendeu. A silhueta masculina atravessou o peito do homem usando a mão, e em seguida arrancou o coração, o amaçando.

 O corpo do homem desapareceu em pó instantaneamente. E então as silhuetas se aproximaram de um canto do beco, onde estava mais iluminado. Minha respiração trancou e minhas mãos tremeram, tanto que Arashi escorregou e caiu no chão.

 O ruído foi alto, fazendo com que os dois olhassem a espada e seguissem o olhar para mim. Tentei escapar sem precisar vê-los, mas algo agarrou meu tornozelo, me puxando para baixo.

 Eu caí no chão do beco como um saco de batatas, e ainda por cima cai sobre minha cauda. Resmunguei xingamentos e me sentei rapidamente, encarando minhas botas marrons de cadarço. Eu não conseguia levantar o olhar, não conseguia dizer nada por causa da promessa.

 Uma Kitsune não pode quebrar uma promessa. Eu odeio ser forçada a fazer algo que não quero, e foi isso que eles fizeram. Aiko sabia exatamente que eu não iria poder quebrar a promessa, a não ser que ela a anulasse.

 Levantei meu olhar, encontrando com o dele. Nossos olhares estavam presos um no outro, não conseguíamos desviar, mesmo se quiséssemos. Pelo menos era assim para mim..., como uma prisão.

 — Kino-sama — Kaya o chamou. — Devo solta-la?

 Kino desviou o olhar para Kayla e balançou a cabeça, concordando. O chicote que estava enrolado em meu tornozelo se soltou, deixando uma marca avermelhada na pele. Me levantei na mesma hora e peguei Arashi do chão, pequenas faíscas de eletricidade saíram, mas foi breve.

 — Pode me dar alguns minutos? — Kino perguntou para Kayla.

 Ela concordou e correu para fora do beco, nos deixando a sós.

 Kino foi se aproximando de mim e colocou meu corpo contra a parede, ele me prensou, me fazendo arfar. Minhas bochechas esquentaram e eu desviei o olhar.

 Foi então que eu me lembrei o porquê de eu ter me afastado. Ele apenas pretendia me usar, como um copinho descartável, e depois iria me jogar fora. Ele usou os meus sentimentos como se fossem nada.

 — Porque teve que se distanciar? — Ele murmurou.

 Tentei escapar, mas ele encostou seus lábios em meu pescoço e cravou as presas em minha carne. Deixei Arashi escorregar novamente, indo para o chão. Agarrei os ombros de Kino e tentei empurra-lo para longe, mas não adiantou.

 Eu tentei gritar e xinga-lo, mas não saia som algum. Kino se distanciou e me olhou.

 — Você prometeu que não iria falar comigo, não é mesmo? — Ele perguntou, mas creio eu que já sabia a resposta.

 Sua mão acariciou minha bochecha, me fazendo fechar os olhos e aproveitar o toque gelado. Meu coração apertava mais a cada segundo, fazendo meu peito doer.

 Eu estava prestes a chorar em sua frente, por isso me subi no telhado novamente e corri, até estar distante do beco. Então me tele transportei para o primeiro lugar que apareceu em minha mente, que foi a biblioteca da mansão em que eu morava junto da minha enorme família.

 Provavelmente iria ter alguém lá, digamos que somos criaturas noturnas, que dormem durante ao dia para saírem durante a noite. Mas todos ficam na mansão ao anoitecer.

 Cheguei lá e encontrei Yumi e Hiroshi juntos aos beijos e Akira segurando vela, com uma expressão ranzinza no rosto, mas que se tornou preocupada ao me ver.

 — Akira... — solucei. — Porque não consigo esquece-lo? Meu coração dói.


Notas Finais


Coitada da Ryo-chan, ela está sofrendo tanto com a distância 💔
E então, o que acharam?
Esse capítulo foi mais grande que o normal, com 2000 e poucas palavras. Talvez seja porque tem bastante coisa para explicar e descrever, por causa de ter se passado 2 anos...

Então, comentem o que acharam, favoritem e até o próximo! Amo vocês! ❤️ ❤️


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