História Coração de Ouro, Alma de Prata - Capítulo 11


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Categorias Originais
Tags Amor, Drama, Gay, Luta, Mistério, Romance, Romance Gay, Suspense, Yaoi
Visualizações 30
Palavras 1.555
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Por favor, comente, preciso de estímulo hahahaha

Capítulo 11 - Fúria


Fanfic / Fanfiction Coração de Ouro, Alma de Prata - Capítulo 11 - Fúria

JASON

 

Um ano se passou... desde aquele momento. Mas foram necessários uns quatro meses para Alex finalmente me pedir em namoro, foi um dos melhores momentos de minha vida, com toda a certeza. Ele foi muito fofo, me levando até o meio do lago da cidade de pedalinho, e pedindo ali, no meio da natureza selvagem. Estamos no quinto mês de namoro, e as coisas não poderiam estar melhores.

Eu sentia, no fundo do meu ser, que nós nascemos um para o outro. Nos completávamos em cada aspecto, cada um passava semanas seguidas na casa do outro, era a vida que eu sempre quis.

Claro que tínhamos nossos problemas, afinal, o ruim de tudo isso era ter de esconder nosso amor, os outros não podiam ficar sabendo, sob pena de dificultar nossa carreira como mestres de kenjutsu. Mas eram meros detalhes dos quais não nos importávamos. Éramos felizes e tudo isso bastava.

Em certo momento, eu tive a certeza de que iríamos nos casar, construir uma família, mudar para uma cidade mais sossegada. Mas a vida gosta de nos contrariar, não é mesmo?

No nosso sexto mês, foi o mês em que todo aquele mundo de contos de fada, de amor e alegria, ruiu de vez, e foi nele, que nasceu nosso ódio profundo, a rivalidade que envenena nossas veias como veneno, acelerando nossa pressão, criando desprezo um pelo outro.

E como isso veio a acontecer com um casal tão perfeito???

Basta uma noite ruim. Uma noite ruim pode trazer consequências inimagináveis. Uma noite pode mudar sua vida, para melhor ou para pior.

 

Lembro daquele dia como se tivesse ocorrido ontem, eu acordei, olhei ao meu lado e lá estava o meu loirinho, dormindo, tão lindo que parecia um anjo. Beijei sua testa e me levantei para fazer o café. Coloquei os ovos na frigideira, fiz dois copos de achocolatado, e estava colocando os ovos fritos dentro dos pães quando senti dois braços envolvendo minha cintura por trás.

 

-Bom dia, ursinho-

-Bom dia, preguicinha loira-

Ele beijou meu pescoço algumas vezes, me causando arrepios que deixavam meus cabelos em pé. Ele estava sem camisa, assim como eu. Sentir seu corpo colado ao meu era algo mágico, uma sensação indescritível. Demorei, mas finalmente havia descoberto o verdadeiro amor.

-Então, hoje temos aquela festa da Karol para irmos à noite, certo?- Perguntei

-Ai amor nem me fale, por mim eu ficava aqui vendo filmes contigo, aquela festa vai ser um saco-

-Ela é a irmã do Henry, claro que temos que ir-

-Henry, bleh- (Alex odiava ele. Para maiores esclarecimentos. Henry era um companheiro do dojo, um praticante novato de kenjutsu, era tradição que todos nós sempre nos reuníamos nessas festinhas para socializar e melhorar a dinâmica da equipe, mas Alex nunca gostou dele, não sei o por quê disso).

-Amor, já conversamos a respeito disso, nós temos que ir, todo mundo vai-

-Mamãe sempre me disse que eu não sou todo mundo- ele retrucou.

-Hahahahaha, bobo. Mas são casos diferentes e eu sei que você não é burro e sabe bem como funcionam as coisas. Se não formos vai ser bem pior-

-Ai Jason, eu odeio festas, é só isso. Elas são tão cheias de pessoal desnecessário bebendo fumando e achando que já são adultos e podem tomar rumo na vida, quando na verdade não passam de meros moleques brincando de serem grandes-

-Eu sei, mas nós vamos mesmo assim, ou o Henry se zanga-

Ele ergueu uma sobrancelha

-Posso saber de onde vem tanta preocupação com o Henry, cidadão?-

Gargalhei

-Deixa de ter ciúmes, somos companheiros de dojo, assim como você também é-

-Prefiro não pensar muuuito nesse lado-

-Nós vamos e ponto final-

Beijei sua boca, sentindo o gosto de sua saliva, maravilhosamente gostosa.

-Beeeem, você sabe mesmo argumentar, ok eu vou-

Sorri, e então fomos tomar nosso café.

 

Chegou o momento da festa. Alex e eu estávamos no meio de uma multidão, em uma boate famosa do centro da cidade.

-Então, foi pra isso que você me arrastou pra cá?-

Alex estava mal humorado, empurrou um bêbado que ameaçava jogar bebida nele um pouco para o lado, e me puxou para um canto mais distante, para conversarmos melhor.

-Viemos aqui socializar, não se esqueça disso-

-Esse lugar tá mais bagunçado que meu quarto, e olha, conseguir isso não é fácil-

-Eu que o diga. Mas pelo menos temos um ao outro, não precisamos demorar aqui, você sabe-

Conforme a festa prosseguia, mais entediados ficávamos.

Passado um tempo, Henry veio se juntar a nós.

-E ai galeeeera, ou Alex, oi... Jason-

-Olá- dissemos ao mesmo tempo.

-Como tá a festa?-

-Honestamente, meio chata- disse Alex

Cutuquei ele com o cotovelo, mas ele pareceu não entender.

-Larga disso, mano!!! Olha, toma esse suco de manga que separei para a gente que não bebe álcool-

Sorri e peguei o copo, Alex fez o mesmo, e bebemos.

-Vou ali, preciso assessorar a festa-

-Vai lá-

Quando ele estava mais longe, Alex disse:

-Já foi tarde-

-Para de implicar com o menino!!!! Ok, meia hora e vamos sair, se não aguenta-

-Pensei que nunca iria dizer isso-

Uma coisa estranha aconteceu, cinco minutos depois daquilo. Minha cabeça parecia que ia flutuar para fora de meu corpo, eu estava me sentindo sonolento, fraco.

Segurei o braço de Alex, me virei para falar que não estava bem, quando me deparo com um homem que jamais havia visto antes, não era Alex. Me desculpei e olhei ao meu redor. Não via Alex em lugar nenhum.

Comecei a me preocupar, fiquei procurando ele em tudo que é canto, tonto, cansado, fraco, as vozes... a música... pareciam tão distantes que mal pude distinguí-las.

Vejo um canto mais escuro, e me decidi ir até lá para me recuperar, quando vejo uma cena que jamais irei esquecer.

Alex, meu namorado por tanto tempo, chupando o pau de Henry, que estava encostado na parede.

Não pude dizer mais nada, não pude fazer nada, meus olhos lacrimejavam,  a dor da traição inesperada queimava em meu peito.. teria sido aquela a primeira vez?? Ele fazia mais vezes???

Todo aquele papo de não gostar do Henry, era pura fachada... como pude ser tão idiota? Cai no truque muito fácil. A dor era grande demais, intensa demais, para que eu pudesse descrevê-la.

Limpei as lágrimas de meu rosto, e agarrei o primeiro que deu mole para mim, o beijei com força, despejei meu ódio profundo, minha dor, tudo, naquele beijo maldito, tudo que eu estava sentindo, toda a raiva, a amargura, eu queria apenas botar tudo para fora. Beijei com fúria, com raiva, não com tesão ou vontade, eu estava cansado, tonto, enjoado, foi sem dúvidas o pior beijo da minha vida, mas eu precisava fazer isso. No fundo, eu apenas queria dar o troco, mas sabia que apenas aquilo era insuficiente.

Senti um par de mãos me puxando por trás e me jogando no chão da balada.

Antes que pudesse me recuperar, ouço a voz de Alex, visivelmente irritada.

-QUE PORRA FOI ESSA QUE EU ACABEI DE VER, JASON?-

Esfreguei os olhos e foquei o olhar em Alex. Éramos altos, tínhamos quase o mesmo tamanho, eu ligeiramente maior, mas do chão, Alex parecia assustador, um gigante.

-NÃO POSSO DESVIAR O OLHAR UM SEGUNDO E VOCÊ JÁ TA SE EMBOLANDO COM UM QUALQUER AI-

Ele não podia estar falando sério, não depois do que eu vi. A raiva rugiu em meus ouvidos, aquele cansaço todo, a tontura, sumiu de repente, dando lugar a outra coisa: A fúria.

Me levantei, agora com os olhos focados nos dele, aqueles mentirosos olhos azuis que conseguiram tão bem me enganar.

Toda a vida que imaginei para nós tinha ido para o ralo.

A fúria era intensa demais, corroía meu corpo por dentro, eu não conseguia sequer falar, apenas ergui meu braço e acertei nele um soco, bem no queixo.

A balada toda olhava para nós naquele momento.

Alex caiu no chão pesadamente, a surpresa era visível em seu olhar. Mas não demorou muito para que ele se levantasse, e desferisse um soco em minha bochecha.

Ali foi iniciada uma luta. Não sei quanto tempo demorou, mas sei que quando os seguranças finalmente nos separaram, estávamos de olhos roxos, lábios cortados, hematomas pelo corpo e com a cara banhada em sangue.

Fomos levados para saídas diferentes e expulsos, mas consegui gritar bem alto, antes de nos separarmos de vez:

-EU ODEIO VOCÊ-

Ele escutou, sei que escutou.

Cheguei em casa, chorando, peguei todas as coisas de Alex que ali estavam e deixei na porta para que ele viesse pegar no outro dia, com sorte ele faria o mesmo.

Deitei na cama, sem tomar banho, o rosto sangrando, eu deveria ir para o hospital pegar uns pontos, mas estava tão triste que não liguei para isso. A minha cama, que antes dividia com ele, estava repleta de sangue. Passei a noite acordado, apenas chorando e pensando.

Mudei meu horário no dojo para não vê-lo mais, e passei a odiar cada detalhe daquele corpo que já foi fonte de tanto prazer para mim. Não havia mais anda a ser feito ali. Havia um torneio em breve, e eu iria treinar, em forcar nas coisas que realmente importam. E eu iria, sem dúvidas, superar ele, e tomar seu posto de campeão.

O ódio entre nós havia nascido ali.


Notas Finais


Eita que a coisa ta feia


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