História Coração em Fogo 🔥. Aconteceu. - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias 2 Broke Girls, Apartment 23
Tags Casal, Lesbian, Lesbicas, Romance
Exibições 70
Palavras 2.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Se encontramos nas notas finais.
Boa Leitura^^

Capítulo 4 - Fui Burra


Fanfic / Fanfiction Coração em Fogo 🔥. Aconteceu. - Capítulo 4 - Fui Burra

POV’ S EDUARDA

— 10 minutos pra arrumar o cabelo dela.

Estou em mais um ensaio pra agencia, hoje e fotos com roupas da Calvin Klein e tênis esportivo. Estou no meio do ensaio da parte da tarde, e ainda tenho o ensaio da noite que será feito numa praia.

Pablo termina meu cabelo em menos de 5 minutos e eu saio do camarim que foi improvisado numa van, pois o ensaio está acontecendo numa fazenda Resort daqui da cidade mesmo, é de uma família mais nem lembro mais os nomes. Enquanto espero o fotografo arrumar as lentes da câmera fico encostada num canto mexendo nas minhas redes sociais, quando sou surpreendida por alguém beijando meu pescoço subindo pra minha orelha.

— Amanda… - Meu corpo se arrepia todo só de falar seu nome.

— Amanda?!

Quando abro os olhos e viro vejo Gabi me olhando brava e com vários pontos de interrogação em cima da cabeça. Por dentro fico totalmente frustrada pelo meu desejo de ser a tal mulher dos olhos verdes me beijando. A propósito ainda não consegui tirar ela dos meus pensamentos, já faz duas semanas que não vi mais. Dias atrás procurei ela em algumas redes sociais mais não achei nenhuma Amanda que seria ela.

- … Quem é Amanda?!

— Ninguém Gabi. - Gabi é uma das modelos que trabalha na mesma agência que eu, e quase todo mundo sabe que de vez em quando saímos.

— Pelo jeito era pra você chamar ela quando te beijei.

— Eu tava falando com minha prima Amanda e acabei falando o nome dela.

— Sei!

Gabi sai pra ser fotografada, encosto na parede e quando vejo estou perdida em pensamento pela mulher misteriosa que parece que do nada sumiu da face desse planeta. Sinto que um sorriso está crescendo em meu rosto quando eu lembro dela falando bravinha com a Malb.

— Pelo jeito alguém aqui foi fisgado pelo amor pessoal.

Acordo do meu transe, com as palmas do Bruninho nosso fotografo, e vejo que todos no lugar estão me olhando com cara de bobos babões.

— Quem foi fisgado pelo amor Bruninho?!

— Você linda. Já te chamei mil vezes e nada de acordar do seu transe ai o sorriso tava quase chegando de orelha a orelha.

Vejo Gabi logo atrás dele me encarrando esperando minha resposta.

— Para de ser bobo Bruninho, não tem ninguém aqui fisgado pelo amor não. E vamos logo acabar com essas fotos.

Enquanto faco mil e uma poses, mil caras e bocas pra lente da câmera e neste tempo que consigo tirar Amanda do meu pensamento. Depois das fotos serem aprovadas eu pego minha mochila e vou pro carro. Quando vou pra entrar alguém me puxa pelo braco me colocando contra ele, só tenho tempo de vê Gabi chegando junto e me beijando.

— N.. Não Gabi – Paro o beijo e coloco ela mais atrás.

— O que tá acontecendo Duda?! Você nunca negou um beijo meu.

— Não e nada Gabi, só não to clima.

— Mais eu faço você entra… - ela tenta me beijar novamente mais na minha cabeça vem Amanda. Seus olhos, sua boca. A boca que eu queria tá beijando.

— Não Gabi, não quero.

Afasto ela e entro no carro e vou pra casa. Me jogo no sofá assim que entro em casa, fechando os olhos e lá tava ela me esperando como sempre nos últimos dias. Quando vejo acabou dormindo demais que quando acordou estou quinze minutos atrasada pro ensaio na praia. Tomo um banho de gato, cato minhas coisas e voou pro meu ensaio, quado saio do carro, sou surpreendida pelo maquiador já me puxando pra sua cadeira.

Amo ser modelo mais uma coisa que eu odeio e ser puxada de um lado pro outro como se fosse uma boneca de fantoche pelo palco improvisado. São quase duas da manha quando encerramos o ensaio dessa noite.

— Bom trabalho gente, parabéns pra todos. Principalmente pra nossa melhor modelo Duda.

— Bobo, boa noite gente. Vou nesse preciso dormir cedo hoje.

Estou pegando minha mochila e saindo pro carro quando Bruninho faz graça.

— Dormir cedo me engana Duda, deve tá indo no encontro da pessoa que te fez perder no tempo mais cedo.

— Trouxa.

Sussurro pra mim mesma, pego o carro e vou indo pra casa, quando me vem a ideia de passar na casa da Bru. Assim que chego vejo que a casa tá totalmente escura. Droga. Ela deve tá dormindo já, ligo o carro e quando bato a luz vejo Malb no vidro da casa dos pais da Amanda. Meu coração acelera só com a possibilidade de vê ela mais uma vez.

— Para de ser besta Eduarda são quase 3 da manha, a garota deve tá dormindo.

Saio dali meio frustrada, no fundo acabei ali na casa da Bruna pra ter a chance de vê Amanda. Necessito vê ela demais. Não demora muito eu estou em casa, jogo minha mochila num canto e deito no sofá ligando a TV num canal qualquer.

- … tava esperando você chegar.

Sinto alguém me beijar no pescoço, tentando me acordar. Os beijos é muito bom em minha pele, meu corpo logo começa a corresponder quando eu sinto uma mão macia e quente pegar em minha blusinha e começa a subir, aqueles lábios que me atormentavam logo abaixo vem pra minha boca onde eu pego num beijo intenso, sinto o calor crescer por meu corpo, por aquele que está colado ao meu.

— Você beija muito gostoso. - Quando ouço a voz eu abro os olhos e vejo Amanda olhando pra minha boca com um leve sorriso travesso nos lábios, mesmo no escuro vejo aqueles olhos verdes.

— Amanda! - Minha voz sai num sussurro contra sua boca que ataca a minha novamente.

— Sempre te quis pra mim.

Seu beijo começa a intensifica, quando vejo estamos quase sem roupa, em meu sofá, em minha casa, sobre meu corpo. Ela me olha uma última vez quando volta a me beijar e deixar eu nua.

— AMANDA….

Sento no sofá de uma vez, suando frio, quando vejo estava sonhando. Passo a mão no cabelo e desligo a TV e subo por quarto. Jogo uma água no rosto e fico apoiada no balção do banheiro me olhando no espelho. Eu devo tá ficando paranoica naquela maldita mulher que num mero encontro tá me tirando o sossego e meus pensamentos. E pra me confundir mais ainda to tendo sonhos com ela. Se ao menos eu soubesse onde mora, ao mesmo eu poderia vê mesmo se fosse de longe.

POV’ S AMANDA

São quase duas da manhã e já terminei meu plantão a cinco minutos atrás, pego um cappuccino e sento num canteiro do estacionamento e ali fico olhando as estrelas que está lindas pelo céu, a lua está cheia clareando cada buraquinho de escuro, viajo em meus pensamentos. E claro não demora muito vem a garota que vi na casa da Bruna.

— Posso sentar com você?!

A voz me traz para a realidade, me viro e vejo Mariano encostado em um dos pilares com as mãos no bolso, sorrindo de canto de boca. Em seu jaleco, calça branca jeans muito bem-posta em seu corpo que é tudo no lugar, e sua camiseta polo preta destacando seu peitoral definido. Sorrio e balanco a cabeça, ele senta do meu lado. Mariano e meu chefe no hospital e doutor principal.

— Tá sozinha?!

— Sim.

— Sempre morou aqui mesmo?!

— Não.

— Sempre gosta de dar respostas curtas? - Sorrio e encaro seus olhos pretos misteriosos.

Antes de responder os autos falantes soam pelo hospital, e da onde estou escuto muito bem.

— Comparecer ao quarto andar sala 124, Amanda Avelar, andar quatro salas 124.

— Eu odeio que me chamem pelo meu nome inteiro.

Mariano ri, é uma risada linda de ouvir numa noite tão linda como hoje. Sorrio e sigo para meu destino. Quando chego no elevador percebo que não tava respirando desde que levantei e entrei para o hospital. Dou uma pequena lufada no ar e sigo para minha atividade de última hora.

Todos os dias deixo meus relatórios na mesa dele como me pediu, quase em todos nossos plantões sentamos ou no estacionamento ou na cantina e ali ficamos conversando por horas.

— Pensei que você fosse da cidade de Santos.

— Porque?

— Não sei, você tem um ar de quem adora esportes radicais, gosta de sempre estar em contato com a natureza, sei la algo do tipo. Errei?

— Não, sou bicampeão de surf mais nada muito importante é apenas um campeonato de amadores, e ganhei ano passado o primeiro campeonato de Walkeboard, mais nada também muito importante, faco mais por hobby mesmo.

— Então é de Santos, sempre morou por la?

—Não, nasci em Goiânia mudei para BH com dois anos e desde dos meus 4 anos morei em Londres.

Nossa conversa vai se desenrolando que quando estamos juntos o tempo passa em câmera lenta.

— Você tem namorado?!

— Não. É só eu e a Paixão.

— Paixão?!

— Minha melhor amiga desde que me conheço por gente. Não desgrudo dela por quase nada.

— Assim. Também tenho uma pessoa assim.

— Legal!

— Mais você não quer se relacionar, sei lá ficar, curtir!

— Não, não é isso só to na minha mesma, como li num livro esses tempos atrás bem assim: ninguém manda nos sentimentos e no coração muito mesmo. Pois quando é para acontecer, do nada vai aparecer seu príncipe encantado não num cavalo-branco e sim bem em frente a sua porta com uma rosa branca e um sorriso apaixonado.

— Belas palavras.

Sorrio para ele, pego minha chave do carro e vou embora, vejo pelo retrovisor ele parado olhando em minha direção, Teresa está quase se jogando em cima dele para chamar a atenção. Mariano e mais uns dos milhares de rapazes que vivem dando em cima de mim, mesmo sabendo da minha escolha pessoal, mais com ele e diferente gosto de conversar nas horas vagas dos plantões quando estávamos no mesmo turno. E a tal teresa acha que está rolando algo entre nós então vive seguindo cada passo de Mariano.

Chego no condomínio quase as 3 da manha pois passei na casa da Paixão pra buscar pois vai dormir comigo. Mais uma meia hora e chegamos no meu apartamento, logo entro no banho pra tirar o cansaço do plantão, quando estou deitada quase pegando no sono. Meu celular começa a tocar. Saco.

Demora quase uns três segundos ate que encontro ele perdido pelo edredom, não identifico o número na tela e atendo sem vê mesmo.

— Oi?!

— Oi, Amanda Avelar?!

— Apenas Amanda. Por favor.

— Amanda e do hospital Regional e acabamos tento um caso de última hora e tá bem grave a pessoa, poderíamos contar com sua ajuda?!

— Estou chegando ai em 5 minutos.

Me jogo na cama pra trás e logo me arrumo novamente, dou um beijo em Júlia que já esta dormindo e saio. Eu vivo pro meu futuro, pra minha escolha de profissional, custe o que custar pra mim alcançar meus objetivos, ate menos sacrificar umas horas de descansos. Vale muito salvar uma vida, e sempre tarei posta pra fazer o impossível pra isso.

 

POV’ S EDUARDA

 

Mais uma semana se passou e graça adeus tudo correu bem nos ensaios e secções. Marquei com Bruna de ir na casa dela hoje pra tomar banho de piscina e passar um tempo com ela. Antes de seguir pra la, passo em alguns lugares e compro algumas coisas e sigo pra la. Assim que encosto na frente do seu portão Bruna já vem me receber em sua megaempolgação.

— DUDAAA….

— Oi Bru. - ela me pega num abraco forte, deposito um beijo em seu rosto e a abraco também.

— Demorou.

— Desculpa, acabei passando em alguns lugares e trouxe umas coisas.

Abro o porta mala, e ajudo ela carregar as caixas de papelão com as compras pra dentro. Deixando tudo em cima da mesa e balcão da cozinha.

— Tem mais uma caixa deixa que eu mesmo busco Bru, assim aproveito e tranco o carro.

— Tá bom. Vou ajeitando a coisas aqui.

Tiro a caixa de dentro do carro e deixo no chão perto de mim, e fecho o porta mala e aciono o alarme, quando lanço o olhar pra frente vejo uma Land Rover branca encostando na mesma casa que é dos pais da Amanda, os vidros são pretos impossível vê quem tá dentro. Logo atrás vejo outro carro parando também, não dou importância e me abaixo pra pegar a caixa quando eu vejo ela. A mesma mulher dos meus pensamentos.

Ela tá mais linda ainda numa calça jeans surrada, uma blusinha preta e um casaquinho preto, de óculos e tênis. Também desce uma garota do carro dela toda alegre e rindo bastante, quando do outro carro que encosto na casa também, desce um rapaz alto, estilo atleta, cabelos escuros, bonito. Com um buquê de rosas vermelhas na mão.

Amanda quando levanta pois estava brincando com a Malb e vê o rapaz, corre em sua direção e se lança em seus bracos, sendo girada no ar. Dentro de mim parece que alguém pegou uma faca e está retalhando meu coração. O ar parece que corta por dentro quando tento respirar. Entro na casa e deixou a caixa em cima da mesa e vou pra área da piscina e fico sentada, lembrando da cena, ela toda feliz quando viu o rapaz saindo do carro, e a pegando num abraco. Claro como uma mulher linda como Amanda, iria tá sozinha. Droga. Eu sou muito burra mesmo, pra pensar que ela poderia ser minha algum dia. 


Notas Finais


As vezes nem tudo que vê é a primeira impressão.
Nos proximos capitulos vai comecar algo entre as duas pra valer.
Ate breve....


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