História Coração em Fogo 🔥. Aconteceu. - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias 2 Broke Girls, Apartment 23
Tags Casal, Lesbian, Lesbicas, Romance
Exibições 67
Palavras 3.676
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Voltei bem de madrugada, com minha Gata morrendo de sono e não querendo dormir.
Boa Leitura^^

Capítulo 5 - Melhor Presente


Fanfic / Fanfiction Coração em Fogo 🔥. Aconteceu. - Capítulo 5 - Melhor Presente

POV’ S AMANDA

 

— Não acredito que realmente você veio pro meu aniversario.

— E você acha que ia perder uma festa dessa. Jamais.

Quando cheguei na casa dos meus pais, logo atrás parou um carro, quando vejo quem desceu, apenas sorrio igual criança boba, e corri pro seu abraço.

— Tava com saudades seu chato.

— Também, é muito por sinal. Mudou bastante.

— Olha quem fala.

Daniel é um amigo desde dos 5 anos, crescemos juntos, correndo pelas ruas aqui do bairro atrás de bola e de bagunça ate tarde da noite. Mais quando ele fez 15 anos foi embora pra Inglaterra com seus pais, que na época iam dar aulas nas faculdades de lá. Já fazia quase 3 anos que não o via desde da última vez que esteve de passagem pelo Brasil, que foi rápida ate demais. Tá mais gato do que ele já era quando tava por aqui, tomando jeito de homem pirralho.

Enquanto conversamos na parte externa da casa dos meus pais, que estão viajando a negócios, mais se tudo der certo chegarão a tempo pra minha festa de aniversario. A conversa vai rolando enquanto fico vendo e acertando algumas coisas da temática da festa e música com o DJ. Daniel me conta que tá quase ficando noivo de uma garota Inglesa, vendo ele falar dela em seu olhar aparecer aquele brilho crescendo a cada vez que ele fala o nome dela.

— Vai babar, já, já.

— Duvido não, ela e meu porto seguro desde que conheci.

— Vão ser feliz tenho certeza. Quero ser madrinha do casório.

— Será a primeira a ser chamada. E você tá namorando?!

— Não. Só com alguns rolos mesmo Dan. Eu to quase formada e to planejando cada coisa do meu futuro, quem sabe bem lá pra frente eu encontro alguém legal.

— E “ELA “- Ele faz graça com a pronuncia ELA – Vai ser muito legal senão eu – ele faz o gesto que vai cortar o pescoço.

— É bom ela ser mesmo então.

Passo o resto da tarde com ele e a paixão me ajudando nos últimos detalhes da festa com o povo do Buffet, e outros profissionais que contratei. Enquanto peco pra ele me contar mais sobre o que fez neste tempo sumido do Brasil. Acabo descobrindo que seus pais acabaram falecendo a pouco tempo, em um acidente de carro indo pra Florida. E por isso sumiu do celular por um tempo sem avisar ninguém. Precisava colocar a cabeça no lugar.

São quase oito da noite quando finalizo os últimos detalhes da festa com os organizadores contratados. Pego o carro, deixo a Júlia em sua casa e vou pro meu apartamento, eu preciso tá pronta, pois a recepção começara as 21:30 e eu tenho exatamente quase duas horas e meia pra me aprontar.

Pouco tempo depois saio do banho e começo a me maquiar primeiro, logo arrumo meu cabelo em cachos longos. Como o tema da festa e adolescentes rebeldes, escolhi uma camisete azul jeans clara, uma calça preta rasgada, tênis preto. Pra deixar no estilo rebelde coloco uma bandana cheia de caveira no cabelo.

Olho no celular e são 21:00, a hora voou como num piscar de olho, uma última olhada no espelho e to pronta. Pego um sobretudo pra caso fazer mais frio na madrugada, meu Iphone, e as chaves do carro e saio.

Entrando no carro, meu celular começa a tocar, identifico que é a Bruna, a vizinha da casa da frente dos meus pais. Conheço ela pois faz faculdade do lado da minha sala. Gosto dela, é divertida e besta igual à paixão.

— Oi Bru.

— Oi Amora, desculpa te atrapalhar.

— Não tá atrapalhando, aconteceu algo?!

— Não. Então eu to com uma amiga meio pra baixo, será que poderia levar ela na festa comigo, claro se não for atrapalhar.

— Claro que não Bru. Leva sim, vamos animar ela manda preparar o fígado pois vamos beber muito.

— Obrigado Amora.

— Te vejo lá. Tchau.

—Tchau.

Essa Bruna é uma comédia, quando se junta com a paixão fode tudo mesmo. Pouco tempo estou na casa dos meus pais, e assim que saio do carro os primeiros convidados chegam. Pontualidade é tudo. São quase 22:10 quando os últimos convidados chegam, eu recebo e logo que me juntos com o povo.

A festa vai rolando com muita música alta, bebidas, jogos e palhaçadas de quem me rodeia, e claro muita pegação na pista de dança que foi montada em roda da piscina e pelos cantos escuro da festa.

— Oi Bru, cade sua amiga?! Não vai me disser que não veio porque ficou com medo de nós embebedar ela e atacar.

— AMORAAA TÁ GATA. - Bruna é mais animada que qualquer um do planeta. Damos um abraco apertado e voltamos pro lugar – não ela tá chegando, senão vir eu bato nela.

Damos risadas enquanto bebemos e conversamos animadamente, Paixão e Daniel se junta a nós ali naquele canto e quando percebo está quase na hora de ir buscar meus pais no aeroporto que por sinal conseguiram chegar a tempo pra festa.

— Eu vou lá buscar meus pais paixão, segura a barra enquanto to fora.

— Pode deixar capitão – ela bate continência e da risada.

— Besta, vê senão coloca a casa abaixo.

Ela da risada e pisca pra mim, subo rapidinho pro meu quarto, antigo quarto quando morava com meus pais pego meu sobretudo e a chave do carro. Quando estou quase saindo da escada virando pra porta de entrada esbarro com tudo em alguém, sinto que algo me atingiu e molhou minha camisete. Ótimo começo de festa.

— Desculpa Manda, me desculpa mesmo.

Quando percebo vejo Flávia bem na minha frente. Tá gata demais por sinal, não puder deixar de notar. Eu a convidei porque antes de tudo que rolou entre nos, eramos amigas.

— Tem nada não Flávia. Vou me trocar.

— Desculpa, eu tava entrando distraída.

— Não precisa pedir desculpas, eu também tava saindo as pressas nem te vi. Duas distraídas.

— Vai sair?!

— Eu vou buscar meus pais no aeroporto chegaram a tempo pra festa. Depois a gente conversa mais, preciso ir no apê e troca antes de ir buscar os dois.

— Se importa se me levar até lá, acabei me molhando também.

— Claro que não. Vamos então.

Quase no meu condomínio, acabo entrando num bairro errado pra fugir do trânsito, quando entro numa rua meia escura, e vejo uma moça parada com o capo de seu carro levantado.

— Deve tá com problema. Coitada uma hora dessa ainda.

— Vou vê se posso ajudar em algo.

—Tá doida Manda!! Esse bairro e perigoso, dizem por ai que é um bairro nobre mais vive só chefões do tráfico, e gente malvadas.

— Esse e o bairro que morava o Daniel, sei que não é perigoso.

Encosto o carro no meio-fio, jogando a luz alta do meu carro, no carro a minha frente com a moça virada de costa pra mim.

— Eu vou deixar o carro ligado, qualquer coisa você sai daqui.

— Para de brincadeira Manda.

— Medrosa. Já volto.

Assim que desço do carro percebo que a moça está falando algo grosseiro, quando me aproximo mais, escuto claramente suas palavras, melhor xingamentos.

— Tem gente que é sem educação parar o carro ainda jogando luz alta no rosto dos outros, inferno.

— Eu parei pra tentar te ajudar, sua grossa.

— Olha aqui não me chama de gross….

Quando a nervosinha da moça vira pra mim, meu coração parece que vai pular pela boca, não duvido nada que a Flávia que tá no carro possa escutar ele neste instante. Não acredito!! Está bem na minha frente novamente Eduarda, me perco por um bom momento olhando da cabeça aos pés, que por sinal tá muito mais muito gata do que já é nesta vida.

Eduarda está numa sai justa na cintura rodada preta e um cropped preto de renda trancada, e num salto azul. Tá gostosa demais, sua boca está numa camada de batom rosa, eu adoraria rançar cada vestígio daquele batom dali. Que corpo dessa mulher nesta roupa, que pode levar qualquer um a loucura de se perde pelo resto da vida ali.

- … Desculpa eu fico nervosa quando to no escuro e alguém bate luz alta em mim.

— Tudo bem, o que aconteceu com seu carro?!

— Eu acho que foi algo na bateria.

— Deixa eu vê se posso ajudar.

Vou pra curva ate a bateria do carro, quando ela pega na minha mão, aquele toque dela me faz arrepiar meu corpo todo, e minha sede por aquela boca aumentar.

— Não precisa se sujar por minha causa.

— Eu já to molhada, tive um pequeno imprevisto na festa la de casa – abaixo o olhar pra minha camisete manchada quando eu a olho de novo me perco naquela escuridão de seus olhos – não me importo de me sujar.

— Eu já chamei o resgate tão pra chegar, não precisa.

— Mesmo?!

— Sim.

Ela sorri pro meu sorriso sair junto ao dela, ela e gata demais pra ser desse planeta, da minha cidade, do meu estado. Eu lanço meu olhar pra nossas mãos juntas, e vejo que ela também está olhando, quando soltamos sinto a necessidade dela tá segurando minha mão, seu toque e diferente de qualquer outra mulher que já tive. Não demora nem dois minutos quando o resgate chega pra pegar seu carro.

— Eu vou voltar pra casa e ligar pra Bru e avisar que não vou mais encontrar com ela.

— Você disse Bru?! - ela se vira pra mim, me encarrando.

— Sim, Bru mais é Bruna uma amiga minha.

Sorri mais ainda quando cai a ficha, ela tava indo pra minha festa, então essa é a tal amiga que tava pra baixo e que iria com ela pra minha festa. Bela amiga. Aceitaria mesmo que a festa já tivesse transbordando de gente.

— Você tava indo pra minha festa de aniversario então. Pois a Bru tá lá, falei com ela quando sai de lá.

— Ela só me falou que era pra mim ir na casa dela arrumada que ia me levar numa festa, não sabia que era a festa de seu aniversario.

— Vamos?!

— Como?!

— Vamo comigo então, já que tá sem o carro.

— Não precisa, eu vou pra casa e perto daqui, e a bruna vem me buscar.

— Para de ser chata, e aceita meu convite…

— Eu não sou chata, um pouquinho talvez. Só não quero atrapalhar mesmo.

— Você jamais iria me atrapalhar. Vamos?!

— Vamos.

Sorrio junto com ela e vamos ate meu carro. Logo seguimos pro meu condomínio.

 

POV’ S EDUARDA

 

Quando eu fecho a porta do carro, percebo que minha respiração esta cortada ate a hora que reencontrei Amanda, que tá muito linda, mesmo toda molhada. Quando percebo tem uma outra pessoa no banco da frente do passageiro, uma mulher, quase no mesmo estilo que Amanda esta, loira, olhos azuis, bonita também.

— Essa e a Flávia, mora no mesmo prédio que eu, e foi ela que me molhou.

— Prazer Eduarda, mais prefiro Duda.

— Oi Flávia.

— Oi.

Quando Amanda liga o carro, o espaço e tomado pela música alta e contagiante, as vezes lanço meu olhar pro espelho e vejo amanda cantando junto a música, e um sacrifico eu tirar meu olhar dela. Mais sempre desvio quando vejo que ela vai olhar no espelho, mais algo começa a me incomodar logo de cara, Flávia a tal garota que não parou de conversar um minuto com Amanda, fica relando nela a cada instante, em seu braco, rosto, e coxa.

Não demora muito estamos no condomínio dela, agora eu sei onde ela mora, jamais ou esquecer esse condomínio. Amanda para o carro em sua vaga instantes depois de entrar.

— Só vou trocar minha camisete Eduarda, rapidinho. Vem comigo.

— Não eu espero aqui no carro mesmo, pode ir sem pressa.

— Olha a chatice de volta – ela sorri pelo espelho e eu correspondo aquele sorriso perfeito.

— Ta bom. E eu não sou chata.

— Vamos então.

— Vamos.

Antes deu abri a porta ela salta do carro e abre pra mim, assim que saio ela vai andando na minha frente conversando ainda com a tal Flávia que agora fica colocando a mão em sua costa. Logo chegamos ao seu andar e Flávia entra num apartamento logo no começo do andar. Demorou também ela sumir.

— O meu e no final do corredor. Vem.

Assim que eu entro, sinto o mesmo perfume que vem dela, que é muito gostoso. Seu apartamento e muito perfeito, todo decorado com cara de jovem e adulto ao mesmo tempo.

- … Eu já volto, ainda preciso ir no aeroporto pegar meus pais, e já to atrasada. Fica a vontade.

— Obrigado.

E assim ela se vai pra dentro do apartamento, pro seu quarto que deve ser mais ainda perfeito, ando pela sala e para em frente ao painel da TV e fico vedo umas fotos dela e deve ser seus pais, irmão, e vários amigos ou parentes, sei la. Ela desde de criança sempre foi linda, perfeita, seu sorriso e o mesmo de criança marcante e encantador, seus olhos verdes sempre destacando nas fotos.

— Demorei?!

Saio dos meus pensamentos, e olho pra Amanda que está com uma nova camisete justa ao seu belo corpo.

— Não.

— Vamos então.

— Vamo.

Passamos no apartamento da tal Flávia, mais ela não atende a campainha nem o chamado da Amanda na porta. Ela deixa um papel escrito algo jogado debaixo da porta e descemos pra pegar o carro. E logo estamos rumo ao aeroporto, pegar seus pais.

Seus pais são muito gentil e educados, igualmente a ela. Sua mãe e sua cópia mais velha, mais por sinal eu confundiria e falaria que são irmãs se eu não soubesse que são mãe e filha. Insisti pra ir no banco de trás, mais sua mãe fez questão deu ir na frente com Amanda.

Alguém tempo depois chegamos na casa dos pais dela, que está com música bem alta e luzes de festa de boate. Desta vez antes deu sair do carro o pai dela vem e abre minha porta e lança sua mão pra mim apoiar e sair do carro.

— Obrigado seu Bernado.

— Prazer e todo meu.

Os pais dela entram na casa, pois disse que vão tomar banho e se arrumar pro tema da festa.

— Tem tema sua festa?! - seguimos pra parte da festa na casa.

— Não é bem tema e só algo que o povo queria que fosse pra facilitar nas escolhas das roupas.

— Como?!

— Tema adolescente rebelde. E assim todos estão usando o mesmo estilo que eu, basicamente é isso.

— Então eu vim arrumada demais?! - Amada me olha por completa e me encarra e eu pra variar me perco em seu olhar literalmente.

— DUDAAA – Antes de Amanda poder responder Bru aparece me pegando num abraco de urso - Você veio, pensei que ia ter que dar uns tapas.

— Não to a fim de sentir seus tapas Bru.

— Amora essa e a amiga que te falei mais cedo, Eduarda.

— Duda.

— Eu já conheço ela Bru.

— Vocês já se conhecem como?!

— Depois eu te conto Bru, eu preciso vê se tá tudo correndo bem na festa. Depois nos se falamos, se divirta Eduarda.

— Obrigado.

Um tempo depois já na festa, acabo conhecendo vários amigos da Amanda e acabo sabendo que temos vários por sinal em comum. Conheço alguns familiares também e vejo que ela e bem família. Conheci a Júlia a mais grudada na Amanda, a tal Paixão dela, que por sinal quando se junta com a Bru e pior ainda.

Olho em roda e encontro Amanda num grupo de rapazes e algumas garotas conversando, rindo e bebendo. Observo cada sorriso que sai de sua boca, e cada gesto que faz enquanto conversa, ela tá muito linda com aquela bandana, tirando eu e a Mãe dela que estamos mais arrumadas e no salto o resto tá no mesmo estilo que o dela.

— Eu já volto vou la no bar pegar uma bebida Bru.

— Tá, trás mais um copo de Whisky com gelo pra mim Duda.

— Tá.

Rodeio a piscina e chego no bar que foi montado no balção da área de churrasco da casa, pego um Whisky com gelo, e pra mim um copo de Absolut e Tequila branca.

— Em resposta a sua pergunta. Você tá perfeita.

Sinto sua voz por trás de mim bem perto do meu ouvido, saindo num sussurro, sinto sua mão pousar em minha cintura e minha respiração falta na hora que sinto seu toque, quente e macio.

— Amanda aqui sua bebida que pediu.

— Obrigado Fran.

Ela sai me deixando querendo mais seu toque, pego minhas bebidas e vou voltando pra onde esta Bru do outro lado da piscina, quando vejo o mesmo rapaz de mais cedo chegando por trás de Amanda e a abracando. Droga.

Passo o tempo todo incomodada, com ele e ela sempre sorrindo olhando um pro outro, a todo momento que conversa, os dois não tão mais abracados e sim ele com o braco em sua cintura. Ele faz graça fazendo de conta que vai morder ela no ombro, isso me faz aperta meu copo demais amassando na mão derrubando toda minha bebida. Inferno.

Depois disso eu tento não mais olhar e procurar Amanda pela multidão na festa mais é impossível, pois começou a parte da festa na pista de dança e ela está dançando sertanejo universitário, com o mesmo rapaz, que está bem junto ao seu corpo, segurando ela por sua cintura, enquanto os dois dançam fica rindo olhando nos olhos, e ele tá sempre falando algo em seu ouvido fazendo ela sorri e as vezes cair na risada. Bru e Júlia está logo do meu lado falando algo então volto a minha atenção pra duas e tento me concentrar no assunto dali. Mas fico me perdendo no corpo dela que dança muito, ela e sexy demais.

 

 

POV’ S AMANDA

 

São quase três e meia da manha quando só resta alguns convidados, meus pais já se retiram e foram pro seu quarto. Acompanhou um povo ate o portão de casa e me despeço, e entro na sala pra sair na festa, quando Flávia surge bloqueando minha passagem. Ela tá muito gata neste top com jaqueta de couro. Não posso negar.

— A gente nem se falou direito hoje na festa.

— Desculpa. Tava ocupada mesmo.

— Vai tá ocupada depois da festa.

— Eu vou dormir aqui mesmo.

— Porque está fugindo de mim todo momento?!

— Eu não to fugindo Flávia, só não quero te magoar. Não sou a pessoa certa.

— Eu não ligo se você não é a pessoa certa.

Antes deu falar qualquer coisa Flávia me beija com toda vontade que tem em seu corpo, não posso negar que ela beija muito bem e acabo correspondendo ao seu beijo. Quando do nada somos separada por alguém esbarrando em meu ombro.

— Desculpa, não queria atrapalhar.

Quando vejo Eduarda passando rápido por nos, indo em direção o portão de casa. Sinto meu corpo ficar gelado, não quero ela com mal impressão minha. Peco desculpa a Flávia que entendeu muito bem meu recado porque não posso ficar com ela, eu devo tá gostando dessa que acabou esbarrando em mim. Saio na porta da sala e vejo Eduarda atravessando a rua indo pra casa da Bruna, corro atrás dela.

— EDUARDA, ESPERA. EDUARDA… - Ela parece não me ouvir, quando alcanço eu pego em seu braço fazendo parar de uma vez e me olhar.

— Me solta Amanda.

— Espera, eu posso explicar o que você acabou vendo la dentro.

— Não precisa explicar nada, não quero atrapalhar sua vida.

— Eduarda…

— Eu preciso ir. - ela se vira e começa a andar.

— NÃO… - Me lanço na sua frente fazendo parar novamente e me encarrar – la dentro eu não queria beijar a Flávia e sim outra pessoa.

— Quem?!

— Você!

Tudo fica em silêncio, eu posso até ouvir os passos de quem está passando la na calcada da casa dos meus pais uns vintes metro de nos, seus sapatos batendo contra o chão, sentir o vento gelado, úmido batendo em meu cabelo solto. Praticamente era como se eu pudesse sentir o gosto de piche frio do asfalto.

— Não te suporto.

— O sentimento é mutuo – Respondo rapidamente.

Seus olhos se intensificam contra os meus, chego junto ao seu corpo, deslizo minha mão por sua cintura, puxando contra meu corpo, sua mão chega ao meu rosto percorrendo meu maxilar chegando a minha nuca. E num último olhar lançado pra sua boca, eu não aguento mais e a beijo.

Numa metade de um segundo sua boca ataca à minha num beijo perigoso, seus lábios quentes e suaves. Sua língua se enrosca com a minha me fazendo arrepiar cada sentimento de meu corpo, sua mão em minha nuca junto com meu cabelo.

Eduarda me solta do seu beijo, ela me olha por um minuto toda perturbada, aos poucos a realidade vai voltando, tiro minhas mãos de seus cabelos e desço pro seu rosto, parando em seus lábios que acabei de provar cada centímetro.

— Amanda… - Coloca minha mão em sua boca calando..

— Eu to te querendo a muito tempo, você não sabe quanto tempo quis esse beijo.

— Eu preciso ir Amanda. Por favor.

— Só quero meu melhor presente então.

— O que?!

— Seu beijo.

Eu a olho por um segundo e vou me aproximando de sua boca, ainda olhando em seus olhos. E nossas bocas se encontram novamente, não tem palavras para descrever o beijo dela. É perfeito. Melhor presente que poderia ganhar essa noite.


Notas Finais


Sera o beijo de um começo?! Ou Apenas um beijo qualquer do momento?!
Em breve voltarei.


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