História Coração Fantasma - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), VIXX
Tags Bts, Drama, Fantasmas, Incesto, Sobrenatural, Vixx
Exibições 13
Palavras 1.433
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ficou maior do que eu esperava, mas VIXX apareceu hehehehe ta aí mais um fresquinho ^^

Capítulo 3 - Lembrança


 

Flashback on

 

O rosto inchado, machucado, as pernas trêmulas, ela estava assustada, o irmão havia tomado outra surra em vão e ela foi molestada do mesmo jeito, até que o homem os arrasta para fora de casa os segurando pelos cabelos, Sakura gritava e chorava, já ele não sentia nada por conta da surra, mas de todo jeito estava doendo e ela percebia isso no rosto dele.

Estava chovendo, ele larga as crianças para trancar a porta, nenhum dos dois correu, embora fosse isso que queriam fazer, mas eles sabiam que se tentassem fugir seria pior. Andaram a passos pesados e arrastados até o carro, não sabiam para onde iriam, não importava desde que aquilo acabasse logo... Taehyung desmaiou de dor e Roger praticamente o arremessou para o banco de trás resmungando coisas que Sakura não entendia, mas sabia que eram coisas ruins.

-Não faz assim com ele! –Choramingou, tampando a boca para tentar conter o choro que tanto irritava Roger e ficou com o peito apertado, o viu encará-la nos olhos e empurrá-la para dentro do carro sem dizer nada, ele era quase diabólico, seus olhos esboçavam isso claramente.

-Pra onde vamos? –Disse baixinho, pressionando a blusa contra a boca para abafar o choro e a voz.

-QUIETA! –Gritou, virando o carro bruscamente e jogando Sakura contra a janela, não havia dado tempo de por o cinto.

-AI! –Gemeu com a pancada, havia um pequeno corte na testa, mas não por isso, estava chorando sem controle por conta de uma mistura de sentimentos que pesavam muito nela. Ódio, raiva, remorso, tristeza, arrependimento, culpa, medo... Ah, o medo.

-EU FALEI QUIETA! –Gritou de novo, agarrando o braço da menina jogando-a contra o banco sem tirar os olhos da estrada.

Taehyung não se mexia no banco de trás, o que deixava Sakura mais assustada, pensar que ele sempre se machucava para tentar ajudar a fazia sentir-se culpada pela dor dele também, olhou para trás e viu que o irmão abriu os olhos, ela ia falar qualquer coisa, mas Tae gesticulou com a mão para que ela ficasse em silêncio. Sabia que se Roger soubesse que ele acordou bateria nele novamente até que apagasse de volta, Sakura obedeceu e desviou o olhar para a janela até o carro parar e ela gelou, apertou os olhos e só torceu para que tudo acabasse logo.

Taehyung ainda estava zonzo com a cacetada que levou na cabeça com um taco de beisebol, não lembrava que Roger tinha um, mas o acertou em cheio deixando-o apagado, tentou erguer o corpo, mas estava todo dolorido.

-Para! Por favor, isso dói... –Escutava a irmã gritar e chorar na caçamba da caminhonete, por Deus! Sua vontade era de ter uma arma agora pra acertar a cara daquele desgraçado que ousava machucar sua irmã, com muito esforço conseguiu espiar e não gostou do que viu, tentou sair, o carro estava trancado. Deitou de novo, sentiu o gosto de sangue na garganta de novo, só pôde se contentar com o choro da irmã enquanto pensava.

-Isso não vai ficar assim... Eu prometo Sakura...

 

Flashback off

 

-Eu pensei que você tinha morrido lá... –Sussurrou, ele colocou o curativo e a encarou.

-Eu acho que só continuei vivo por que eu queria saber o que ia acontecer com você, eu só consegui ficar acordado graças a você ué... –Soltou uma risada forçada, mas Sakura permanecia sem reação, quase sem sentimento nenhum. Sim, doía muito lembrar de cada detalhe, de cada vez que ele a machucava, naquele dia foi a primeira vez que fizera isso no carro. Os irmãos tinham onze anos de idade naquela época.

-Não Tae, eu não tenho pena dele, nunca tive... –Ela o encara sorrindo, o sorriso dela continuava lindo mesmo com o lábio cortado, ela nunca deixava de ser linda, Taehyung sempre admirou isso nela, como ela não mudava com toda aquela carga? Como continuava sempre a garota boa, gentil e forte que ela sempre foi?

Ele era mais extrovertido, alegre e elétrico, mas depois da perda da mãe e da transformação do pai, ele se tornou mais territorial, mais agressivo, mais frio, mais fechado, mas nunca deixou de ser carinhoso, protetor e gentil, sempre protegendo a irmã nem que isso lhe custasse uma surra daquelas, ele tinha mudado muito, já ela não mudava nada, em outro caso ela teria se tornado uma pessoa amarga, deprimida, fria e fechada, mas ela não se deixava abalar e muito menos deixava o irmão se abalar. Ela era sempre a mesma... Ela nunca deixou nada mudá-la.

-Então você... –Tae foi contestar com qualquer coisa, porém ela o cala com um dedo em seus lábios e continua falando. –Eu só não quero ser a filha que abandona o pai numa clínica e deixa ele morrer sozinho só porque tem raiva e remorso do que foi uma vida inteira de abuso, eu sei que ele não tem jeito, que é desprezível, que ele merece morrer... Mas você tem ideia do peso que isso me faz? Do quanto eu vou precisar pra esquecer isso?

Tae observava sua boca soltar cada palavra, inconscientemente acariciava o rosto dela com as costas das mãos, ela percebia isso, mas não ligava, apenas fechava os olhos para apreciar a carícia, quando se sentia assim, era sempre bom ter um carinho dele. Os olhos castanhos dela encontram com os dele, o sorriso quadrado dele quase a fez sorrir também.

-Olha pra mim... –Ela ergue o olhar e duas lágrimas correm pelo rosto, que logo são secas pelo irmão. –Eu entendo você, mas será que dá pra você perceber que se você se prender a isso, você nunca vai ser feliz? –A distância deles ia diminuindo. –Você sabe que interná-lo é o melhor pra ele, melhor pra todos nós, por favor Sa... Se liberte disso.

-Eu... Eu não consigo Tae... Não consigo.

-Eu vou estar com você, vai ser como sempre foi, do começo ao fim certo? –Disse, dando ênfase ao lema que eles mantinham desde pequenos quando protegiam um ao outro.

-Ta, eu vou tentar... –Abraçaram-se. Tudo vai ficar bem, Roger vai ser internado e eles vão morar com a tia para tentar recomeçar, muitos diriam que um recomeço estaria fora de cogitação numa situação dessas. Mas não custava tentar.

 

 

~Em algum lugar distante no tempo~

 

O quarto estava escuro, o que lhe dava uma perfeita harmonia quanto ao estilo vitoriano da decoração, o desgaste e a grossa camada de poeira sobre os móveis denuncia que não são usados a anos. Uma figura alta entra trajando preto dos pés a cabeça com alguns adereços "peculiares" parecidos com ramos de espinhos, seu olhar não possui brilho ou emoção. Parecia apenas um fantasma.

Que por um simples acaso não estava sozinho ali, mesmo que a aura do lugar trouxesse uma sensação de abandono e assombro pela pouca luz e o mau cuidado dos objetos. A figura aproximava-se devagar dos objetos como se analisasse lembranças dentro deles, analisou cada um deles parando no pequeno reflexo de um espelho gasto e quebrado, mas não enxergou ninguém nele. A voz baixa e rouca ecoou pelo cômodo.

-O que está fazendo aqui? –Uma outra pessoa parecida estava sentada de forma relaxada na cama gasta pela ferrugem e os cupins. A sujeira parecia não o incomodar, sua expressão era quase fantasmagórica, com um dos olhos coberto por outro ramo de espinho.

-Eu que deveria perguntar, pensei que tivesse fugido com aquele... –O homem próximo ao espelho não se mexeu, continuava concentrado no estado do local e as lembranças terríveis que ele trazia.

-Não se atreva a me dirigir a palavra para falar dele. –O homem na cama tinha uma expressão fria e quase que automaticamente ele mudava o tom de voz.

-Falando assim não parece ser você mesmo Taekwoon. –Ele finalmente se virava do espelho e o encarava com uma expressão morta.

-Você não me conhece para dizer como eu devo ser Jaehwan.

-Mas conhecia, nós nos conhecíamos bem Taek, você se esqueceu de mim antes de esquecer de você?

-Vá assombrar algo mais interessante que a minha paciência, e nós nunca nos conhecemos Jaehwan, nunca iremos nos conhecer como você quer. E você perdeu o direito de me chamar assim a muito tempo.

Quase ao mesmo tempo do final da última frase uma névoa negra cobriu o ar ao redor do outro, sua expressão tomou uma forma mista de susto com raiva. Como num passe de mágica seu corpo desaparecia dali, o homem na cama suspirava mais relaxado e descansava uma das mãos no joelho. Um vento gelado passava pelo quarto e um fraco sorriso surgia no seu rosto.

-Wonsik...


Notas Finais


kissus de café proceis ^^/ até o próximo cap


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