História Coração Fantasma - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS), VIXX
Tags Bts, Drama, Fantasmas, Incesto, Sobrenatural, Vixx
Exibições 11
Palavras 1.267
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Imaginação


Taehyung e Sakura acabaram dormindo muito tarde depois de terem que segurar o pai para que este não fugisse de novo. Mesmo preocupados estavam confiantes sobre a decisão que precisariam tomar.

A única saída que tinham depois que se livrassem do pai era arranjar outro lugar para ficar mesmo que temporariamente, depois de todas as desgraças que ocorreram naquela casa eles não queriam continuar ali. No dia seguinte iriam procurar ajuda de Namjoon.

Namjoon era na verdade primo de segundo grau dos irmãos e, talvez, seu único parente e sua única ajuda no momento. Enquanto Taehyung e Sakura ainda viviam presos às loucuras do pai o primo já com vinte e três anos havia se casado e ficado com a enorme casa dos pais de herança. Mesmo com todas as divergências que tinham quando crianças eles se tratavam de modo igualitário. –Enquanto os irmãos cresceram numa casa simples cercados de dificuldades, o primo cresceu numa mansão antiga, por algum motivo os pais de Namjoon eram apegados demais àquela mansão e quase que de um dia para o outro queriam a todo custo livrarem-se dela.

Sempre foram ricos, então por que os tios nunca forneceram alguma ajuda aos irmãos durante todos os anos que sofriam abusos do pai? Roger estava sempre mudando de lugar com eles os impedindo de ter contato com alguém, sempre recusando qualquer ajuda. Desde que o pai dos irmãos se transformara num monstro, Namjoon perdeu completamente o contato com eles, apenas à alguns meses atrás que conseguiu realmente os achar.

Até o momento poderiam ter ajuda com o primo, mas uma coisa que os dois nunca entenderam é como Namjoon se recusava a ficar na mansão mesmo gostando dela, ao invés disso comprou uma casa de campo do outro lado da cidade, dizia ele "quanto mais longe melhor".

O que de tão esquisito havia naquela casa? Taehyung lembrava-se de tê-la visto uma vez quando pequeno. A casa era isolada do resto da cidade, só poderia ser encontrada depois de percorrerem uma estrada de terra sinuosa margeada por campos de árvores altas e frondosas. Suas copas formavam uma espécie de abóboda de folhas e ramos que os raios de sol mal conseguiam penetrar, de vez em quando uma casa de fazenda ou curral surgia durante o caminho, mas não havia muito mais o que se ver por ali. A não ser a magnitude daquela mansão no fim do caminho.

Por um lado havia um cenário deslumbrante visto que sua construção era datada por pelo menos trezentos anos atrás, podia ter uns vinte ou trinta quartos e quase o mesmo número de salas de estar e de visitas. O lugar, se bem conservado, seria ainda mais bonito.

Em vez disso, heras espessas cobriam paredes rachadas, crescendo mais desordenadamente a cada ano que passava e vedando suas janelas como mortalhas. Em sua maioria os cômodos eram trancados. Taehyung sempre tivera curiosidade de explorar o lugar como uma típica casa mal-assombrada, os únicos detalhes que se lembrava dela eram uma fonte desativada e um relógio de pêndulo esquisito.

Ficou imaginando como seria o resto daquela casa e no que poderia resultar da sua conversa com seu primo, saiu desses pensamentos quase que instantaneamente quando virou para o lado. Sakura não demorou muito para dormir, o mais velho ficara observando-a ainda por um tempo.

Nem ele mesmo sabia dizer por que sentia todo esse fascínio quando a observava, cada traço dela lhe chamava atenção. Não era muito diferente de si, o rosto delicado parcialmente coberto pelos cabelos castanhos compridos, um pouco ondulados, seus olhos não tão puxados quanto os dele, seu corpo relativamente magro e bem torneado, seus lábios entreabertos enquanto dormia... Tão convidativos.

"Não, o que eu estou pensando?! Por que estou pensando nisso? Ela é só minha irmã!" –Bufou e virou para o lado na cama que ficava de frente para a cama dela, culpou o cansaço por tais pensamentos e tentou dormir. Claro que não era de hoje que vinha pensando essas coisas, vez ou outra acabava reparando no corpo dela ou se pegava a observando minuciosamente. Se ela percebia? Ele não tinha como saber, mas esperava de coração que aquilo fosse apenas uma sensação estranha que logo passaria.

"Afinal deve ser normal pensar besteiras do nada, tenho vinte anos e ela é praticamente a única garota que eu conheço", riu com essa ideia e por fim adormeceu.

~~

Já Sakura não dormia tão bem, de repente via-se no meio de uma sala escura, porém iluminada o suficiente para identificar alguns móveis e entender que eram bem antigos e gastos, ouvia uma série de passos ecoando pela sala, mas não identificou de onde vinham, apenas que estavam ficando mais altos. A morena tentava enxergar com mais clareza, o medo do pai voltando a atormentá-la, assustou-se quando sentiu algo espetar seus pés, o chão cobria-se rapidamente com ramos de espinhos, um flash de luz passava mostrando que estavam sujos de sangue.

Sua respiração acelerou, os passos pararam. De repente sentia uma mão em seu ombro e cada célula de seu corpo paralisou ao se virar. Pôde ver claramente um homem de preto com um dos olhos cobertos por ramos de espinhos e o outro tomado pela cor negra, em seu rosto escorriam gotas de sangue, mas ele não tinha expressão nenhuma.

-Sakura... –Sua voz grave ecoava junto ao grito dela.

Taehyung acordava já alerta com o grito da irmã e ouviu alguns gemidos dolorosos vindos dela, olhou para o lado e a encontrou revirando-se na cama como se estivesse tendo um pesadelo.

-Sa? Sakura! Acorda Sa, é só um sonho, acorda, estou aqui! –Ele saía de sua cama apressado e sentava-se na cama ao lado segurando a mão dela tentando chamar sua atenção. Várias vezes ela acordava ofegante e assustada o enchendo de perguntas como "Ele já foi embora?", "Você está bem?", "Por que ele me machuca?".

Se ele pudesse tirar todos esses pensamentos dela, nem que tivesse que ter sonhos horríveis em seu lugar, queria de alguma forma ameniza sua dor. A moça acordava depois dele repetir seu nome algumas vezes, porém diferente das outras vezes ela não a abraçou do nada, ficou um tempo encarando a parede antes de fitá-lo com dúvida no olhar.

-Eu vi, eu vi uma coisa estranha, tinha sangue e... Alguém estava vindo. –Sua voz saía como sussurros para o mais velho, depois de tantas as vezes que ela tivera pesadelos ele preferiu não a questionar.

-Foi só um sonho, está tudo bem Sa, volte a dormir. –Ainda cansado tentou se levantar em direção a sua cama, mas a irmã segurava seu pulso, nervosa. Com certeza havia algo errado.

-Não, não foi como os outros, você não estava lá, eu não sei quem estava e... Alguém chamou meu nome, não era ele, alguém diferente.

-Como assim? Você deve estar se confundindo de novo, está tudo bem Sa, a porta está trancada, ele não vai entrar aqui.

-Tae me escuta... Acho que eu vi um... Um fantasma. –Ela ficava em silêncio esperando alguma resposta, mas só recebia um menear de cabeça.

-É só a sua imaginação. Você está nervosa e cansada por ontem, tente dormir, está tudo bem. –Ele voltava para cama finalmente e virava-se para a parede, discutir com Taehyung era como dar murros em pontas de faca, vendo que não conseguiria nada virou-se para o lado e tentou relaxar com as palavras dele.

"Está tudo bem", por mais que martelasse isso na cabeça algo a fazia querer não acreditar nessa frase.

-Um fantasma de preto, com espinhos nos olhos, eu vi. –Sussurrou apenas para si e novamente o silêncio tomou o quarto.



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