História Coração Negro - Capítulo 7


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Categorias Saga Crepúsculo, The Vampire Diaries
Personagens Alice Cullen, Bonnie Bennett, Carlisle Cullen, Caroline Forbes, Charlie Swan, Damon Salvatore, Edward Cullen, Elena Gilbert, Emmett Cullen, Esme Cullen, Jacob Black, Jasper Hale, Jessica Stanley, Katherine Pierce, Klaus Mikaelson, Mike Newton, Personagens Originais, Rosalie Hale, Stefan Salvatore
Tags Crepusculo, Cruel, Mistério
Visualizações 61
Palavras 1.687
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OIEEEEEEE, TUDO BOOOOM??????
Fiquei com dó da Liz nesse cap, genteeeeee, esse lado dela, quase ninguém conhece...
Boa leitura, obrigado pelos favoritos e comentários, amo vcs vampires.

Capítulo 7 - Descoberta


Fanfic / Fanfiction Coração Negro - Capítulo 7 - Descoberta

No domingo, meu humor já havia voltado a máscarar todo e qualquer vestígio de minha culpa, e para me distrair já estava me arrumando para mais uma festa, claro que fora da cidade, aqui não tem nada. Desci as escadas fingindo estar animada. Tudo o que eu queria era ficar deitada, mas não podia. Já havia sofrido demais em silêncio, precisava aguentar dessa vez.

Encontrei meu irmão na sala assistindo alguma coisa na TV. Ele se virou para mim e analisou meu rosto com um ar cético.

- Mais uma? - perguntou me olhando de cima a baixo, revirei os olhos. - Não pode ficar escondendo seus sentimentos desse jeito. Você pode falar comigo…

- Se eu mostra-los, eu vou desligar, e não me venha com esse discurso sobre sentimento, eu não sou obrigada a escutar. -fiz uma pausa. - Sei que posso contar com você, mas eu estou bem, olha.

Dei uma rodadinha fingindo felicidade e com um sorriso forçado. Ele ignorou tudo o que falei e me abraçou o que me pegou de surpresa.

- Eu sei que você não esta bem. E eu sei que você se culpa, mas eu não quero perder você também. - quando ele terminou de falar, o apertei forte e escondi meu rosto em seu pescoço, enquanto lágrimas caiam e molhavam a camiseta dele. - Não vai, deixa eu cuidar da minha irmã.

Dei um riso amargo e nos separei. Os olhos dele brilhavam em lágrimas e preocupação, ele estava praticamente me implorando para ficar. E eu tenho a sensação de que farei algo que irei me meter em muitos problemas. Soltei um suspiro.

- Está bem, eu fico. - ele me abraçou apertado e me girou, ri. - As vezes parece que você é o mais velho.

- Isso porque você é irresponsável. - bati no ombro dele e ele riu. - Ok, nós dois somos um caso perdido.

Concordei com a cabeça, mas minha mente se desligou de tudo a minha volta. As lembranças daquele dia gravadas em minha memória. Era para ser um dia normal, mas tudo acabou com um deslize, um acidente. Não tive escolha a não ser matá-los. A culpa era minha e, eu a carregaria por toda a eternidade. Tentei espantar esses pensamentos, mas eles continuavam voltando e voltando sem parar. Era impossível esquecer, mas eu tinha a opção de deixar de me importar. Só que dessa vez eu tentaria aguentar sem precisar desligar, o que tanto fiz para escapar de minha dor.

Finalmente me separei de seus braços e corri para o meu quarto. Coloquei meu pijama e desci novamente me jogando no sofá e deitando a cabeça nas pernas de Brian. Passamos horas assistindo filme atrás de filme. As vezes sentia falta desses momentos entre irmãos. Charlie chegou enquanro assistimos O Chamado.

- Ahm…vocês deveriam dormir. - ele estava receoso, suspirei.

- Já vamos, Charlie. - murmurei sem vontade e ele arregalou os olhos.

- Ahm…ta. - saiu dali quase correndo.

- Você definitivamente não esta bem. - meu irmão comentou risonho.

- Cala boca, Brian. - minha irritação fingida só o fez rir mais.

(…)

Definitivamente Charlie estava certo. Grunhi contrariada por ter que me levantar. Passar a madrugada assistindo filmes para não ser assombrada por fantasmas de seu passado que resolveriam me visitar em sonhos, não parecia mais uma ideia tão boa. Mas agora nesse momento eu terei que começar a colocar a minha máscara, a máscara que esconde o quão quebrada e cansada por dentro.

Já pronta para sair, corri até minha moto e subi nela. Não queria falar com ninguém, muito menos com Brian, ele estava tão preocupado. E eu temo ter outro surto com ele por perto, e isso vai ficar se repetindo até eu desligar, até eu desistir, até não aguentar mais a dor, até eu perder a cabeça, até eu parar de me culpar, até eu tentar me matar.

Espantei esses pensamentos e estacionei a moto. Desci e caminhei até o refeitório, ignorando a todos, não queria conversar. Cheguei no balcão de doces e pedi um pote de Nutella.

Cheguei na sala antes de qualquer um, hoje teria aula com o imbecil do Carlos. Quando o sinal tocou todos entraram e se acomodaram, ainda estava comendo e Carlos vulgo babaca mal comido entrou e me encarou com um olhar mortal.

- Nada de comida na minha aula. - esbravejou e eu revirei os olhos colocando os pés na mesa e ele bufou resmungando. - Garota insuportável.

- INSUPORTÁVEL É VOCÊ! - gritei e ele me encarou assustado. - Fala na cara, se não na próxima eu esqueço que você é professor, e eu não ligo nem um pouco se o imbecil do seu diretor me expulsar.

A tensão na sala era palpável, o homem se recuperou do choque e começou a aula como se nada tivesse acontecido. Depois que terminei de comer, deixei o pote no chão e deitei a cabeça na classe fechando os olhos.

- Mocinha, preste atenção. - senti alguém me cutucar, abri os olhos e fuzilei aquele professor de merda, ele tremeu.

- Não preciso olhar pra essa sua cara feia para escutar sua explicação. - o encarei com ar de desafio.

- Então sobre o que eu estava falando? - tentou manter a postura.

- Sobre algo completamente inútil para minha vida. - ri da carranca que ele fez.

- Pra fora! -apontou para a porta.

- Não aguenta a verdade? - perguntei sarcastica.

Ele me agarrou pelo braço e me arrastou até a porta.

- Pelo visto não. - sussurrei sorrindo debochada. - Até a próxima, velhinho.

As aulas passaram tediosas até o horário do almoço, como em toda a semana me sente com os Cullen, mais por obrigação do que por vontade. Brian, apesar de relutante, começou a sentar-se conosco. Vi que ele fez bastante amizade com o tal de Jasper. Mas eu não prestava atenção em nada, foquei meu olhar nos desenhos incompreensíveis que tinha na mesa, lembranças nublavam minha mente, coisas que eu gostaria de esquecer, coisas que me fariam pirar.

- Ele é meu irmãozinho, mamãe? - perguntei feliz e ela me lançou um olhar severo.

- É sim, você vai cuidar dele? - seu tom de voz me fez não questiona-la

- Sempre mamãe. - falei como se fosse um soldado.

- Vai protegê-lo? - pressionou.

- Com a minha vida. - para uma criança de 5 anos, isso era algo pesado de se falar.

Tinha vontade de correr de todas essas lembranças.

- É CULPA SUA QUE ELE FICOU DOENTE! EU MANDEI CUIDAR DELE! - ela me batia sem dó, e meu choro desesperado parecia estimulará.

- Por…favor…mamãe…pare…-implrei entre soluços e lágrimas.

Ela parou e me puxou até o porão, me jogou no chão sujo e antes de sair, me lançou um último olhar de desgosto e nojo.

- Eu não sou mais sua mãe. - a porta se fechou e eu me encolhi deixando as lágrimas escorrerem.

- Não…me…deixe…no…escuro…sozinha. - implorei baixinho, sem ser ouvida.

Ali fiquei durante dias até meu pai me tirar de lá.

O falatório no refeitório parecia um zumbido distante, me levantei abrupdamente fazendo a cadeira atrás de mim cair, o baque com o chão foi surdo. Todos da mesa me encaravam alarmados, olhava para todos os lados quase entrando em pânico.

Sangue, sangue para todo lado, minhas roupas encharcadas, meus olhos lacrimejavam e meu irmão me olhava com ódio. Cai de joelhos em uma poça de sangue.

- Não, não, não, não. -murmurava para mim mesma.

- VOCÊ FEZ ISSO! A CULPA É SUA! SUA ABERRAÇÃO! - meu irmão gritava a plenos pulmões, mas estava tão distante.

Lágrimas embaçavam minha visão.

- Eles estão bem, eles estão bem. -murmurei para mim mesma enquanto encarava os corpos sem vida no chão, minha respiração estava entrecortada.

- Ei, Liz, você esta bem? - parecia ser Brian, mas não tive certeza.

- Preciso sair daqui. - foi tudo o que disse antes de correr.

Parei no corredor me apoiando nos armários, enquanto respirava fundo tentando me acalmar.

- Você esta aí sua vagabunda. - uma voz me trouxe de volta a realidade no momento em que senti meu rosto virar para o lado com uma ardência na bochecha.

Meu medo se tranformou em ódio. Meu olhar se encontrou com aquela garota que descobri se chamar Lauren. Ela se afastou tremendo, parti para cima dela a agarrando pelo pescoço e a joguei contra os armários, ela tentou se levantar, mas tudo o que fez foi gemer de dor. Ri cheia de deboche.

- Cansei de você, vadiazinha. - a agarrei pelo cabelo e bati sua cabeça contra os armários repetidas vezes com mais força a cada batida.

Já sentindo o cheiro de sangue, a mordi e ela tentou gritar, porém coloquei minha mão em sua boca. Por fim, quebrei seu pescoço. Exclamações atrás de mim me fizeram voltar a realidade. Encarei o corpo sem vida de Lauren a minha frente, me virei e os Cullen pareciam prestes a me atacar. Limpei o sangue de minha boca com as costas da mão.

- Parece que o disfarce acabou. Vou levar isso aqui. - peguei o corpo de Lauren e corri até uma parte de todo aquele mato.

Em um lugar no meio de tudo aquilo, a larguei. Minha cabeça girava em confusão, eu a matei, assim como muitos, e assim como eles não existia remorso.

De volta ao meu quarto, encontrei Brian sentado na ponta da minha cama de cabeça baixa.

- Eu achei que podia ajudar. - sussurrou, me aproximei ajoelhando-me em sua frente.

- Você faz o que pode. A culpada sou eu, eu que estou desmoronando, eu que acabei com nossa vida, eu que estou quebrada. E Brian, não a nada que você possa fazer. - sussurrei com nossas testas enconstadas.

- Se eu pudesse mudar isso. - ele falou fracamente e eu suspirei fechando os olhos.

- Mas não pode. - doia o ver assim. - Eu só queria esquecer.

Ele me abraçou apertado e senti lágrimas em meu ombro. Meu coração se apertou em meu peito. Ele não podoa ficar assim por minha causa, não podia.

- Se eu tivesse te ajudado antes. - afaguei suas costas.

- Não faz isso. Não teria mudado nada. - suspirei.

Ficamos em silêncio até ele se acalmar.

- A família Cullen quer conversar conosco. - resmungou fechando a cara e eu deu um riso fraco.

- Sabia que aconteceria. - murmurei. - Vamos lá, emo. Vamos conversar.


Notas Finais


Ahhhhhhh chorei 😢😢😢😢 tadinha da nossa Liz...
E essas lembranças, o que acharam, estão curioso para saber antiga vida da nossa Sociopata????
AHHHHH ESSA RELAÇÃO DE IRMÃOS VAI ME MATAR DE DIABETES!!!!!!!!!!


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