História Coração puro - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias A Maldição do Tigre, Mitologia Grega
Personagens Alagan Dhiren Rajaram (Tigre Branco "Ren"), Durga, Kelsey Hayes, Lokesh, Nilima, Personagens Originais, Sohan Kishan Rajaram (Tigre Negro)
Tags A Maldição Do Tigre, A Viagem Do Tigre, Alagan Dhiren Rajaram, Durga, Kelsey Hayes, Kishan, Lokesh, Nilima, O Destino Do Tigre, O Resgate Do Tigre, Ren, Sohan Kishan Rajaram, Tigre Branco, Tigre Negro
Visualizações 86
Palavras 5.929
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


“Seu coração é puro. Alegre-se! Os problemáticos são os mais evoluídos.”
Fragmentados

Capítulo 22 - Um deus, dois tigres, uma corça e um texugo.


Fanfic / Fanfiction Coração puro - Capítulo 22 - Um deus, dois tigres, uma corça e um texugo.

>Kishan<

Cinco dias haviam se passado e nós estávamos completamente perdidos. Era a terceira montanha que subíamos e nada. O tempo estava passando. Nicole era uma garota esperta e mesmo sem saber, estava me dando muitas respostas. Com um olhar inocente e um sorriso doce, ela descobriu que estavam no norte da Índia, não era muito mas já era alguma coisa. Definitivamente eu estava surpreso com a facilidade de Nicole em agir com Lokesh. No começo Nicole apenas sorria analisando profundamente Lokesh com seus olhos escuros e agora ela o guiavam. Ela falava, ele agia, como se fosse uma marionete que ela puxar os fios.

Não entendi o porquê de Lokesh querer tanto impressioná-la, o porquê dele parecer tão determinado em agir como um bom um homem.

– Eu sinto muito – Amira suspirou com as mãos espalmadas sobre o mapa da Índia.

Tínhamos acabado de descer uma montanha e agora estávamos hospedados em um bom hotel. Não havíamos encontrado nenhum deus e todos estavam cada vez mais nervosos e aflitos, Amira principalmente.

– E se nós fossemos ao templo de Durga? – Kelsey sugeriu.

– Não – cortei massageando minhas têmporas.

– Kishan...

– Ela não vai nos ajudar, Kelsey – não consegui controlar um suspiro e fui para perto de Amira – Essa montanha – apontei para uma delas depois de observar o mapa por um momento - Vamos subir ela amanhã. Estejam preparados.

Deixei a sala e fui para meu quarto, da varanda do hotel podia ver as montanhas que pareciam pirâmides negras na noite enluarada.

Minha mente automaticamente se voltou para Nicole. Aquela garota espertinha, estava estudando o local e Lokesh. Ela realmente estava pensando e fugir sozinha?

Um sorriso inconsciente ganhou meus lábios, ela era corajosa, nem por um momento demonstrando o medo que sentia. Aquela garota... Como conseguia?

Um pensamento estranho cruzou minha mente, seguido por outro e mais outro repentinamente. Em um piscar de olhos o cenário a minha frente mudou, de repente eu estava em uma sala. Nicole estava sentada à mesa com bolo a sua frente, do outro lado da mesa Lokesh a encaravam com um sorriso nos lábios. Nicole comia devagar, mastigando pausadamente e engolindo antes de falar, tão diferente das vezes que comemos juntos, em que ela comia com gosto sem se importar com a minha presença.

– Eu quero ver o céu – ela pediu com um tom delicado inocente.

– Não vejo o porquê – Lokesh cortou com um sorriso, apesar de usar um tom de voz glacial - Não há nada de interessante lá fora.

– Eu estou entediada – Nicole queixou-se.

– Posso fazer algo quanto a isso – ele esticou a mão por cima da mesa e seguro a de Nicole.

Ela encarou as mãos por um momento e sentimentos como raiva e nojo me invadiram, sentimentos de Nicole.

– Por favor, vamos ver o céu – ela virou a mão dando um leve apertão na de Lokesh e o sorriso em seus lábios tão doce.

Lokesh franziu a testa olhando da garota sorridente para as mãos dadas e sua expressão se suavizou.

– Tudo bem, vamos – ele concordou se levantando.

Quase imperceptivelmente vi uma faca desaparecer na manga de Nicole enquanto ela se levantava sorrindo e estendia a mão para Lokesh novamente.

Boa garota. Atitude imprudente, mas mandou bem.

Eu os segui de perto, mas meus olhos estavam analisando o local a minha volta. Notei que Nicole fazia o mesmo, olhando ao redor com uma expressão disfarçada.

Os corredores estavam vazios e as paredes nuas, nenhum som chegavam aos meus ouvidos, memorizei o trajeto pouco iluminado. Passamos por um grande salão de teto alto e finalmente Lokesh abriu a porta que dava para uma clareira gramada e a menos de 10 metros começava o que parecia ser uma grande Floresta.

Olhei as constelações, Lokesh não havia mentido, estava estávamos mesmo na Índia. A lua cheia para medir ver o local do qual saímos, uma velha construção com aspecto de antiga base militar, mas não havia local para sentinelas apesar de eu poder ver três câmeras, mas notei que havia uma pequena brecha de espaço que elas não pareceriam pegar.

O lado bom é que Lokesh não estava esperando por uma invasão.

– Está uma linda noite – Nicole comentou com um sorriso agradecido.

 – Sim – ele falou somente se mantendo próximo dela.

Nicole olhou para o céu, mas não parecia fazer ideia do que procurar, ainda assim seus olhos percorreram cada canto observando tudo atentamente.

– É uma pena que não esteja chovendo – ela comentou – Eu adoro a chuva.

Lokesh abriu um sorriso estranho e ergueu a mão na direção do céu. Nuvens densas se formaram, surgido do nada, escondendo que antes era um céu estrelado.

– Uau! – Nicole exclamou quando a primeira gota de água caiu. Logo em seguida o céu se abriu em gotas pesadas e frias de chuva, e estranhamente eu podia sentir meu corpo úmido. A garota abriu um sorriso contido e se aproximou de Lokesh que através de magia se manteve enxuto.

– Como você faz isso?

– Eu sou um feiticeiro – ele respondeu somente.

– Você é um deus! – Nicole esbravejou.

O que você esta fazendo, garota idiota?

Lokesh sorriu, gostando do comentário da garota.

– Ainda não, mas em breve, eu terei o poder de um – ele estendeu a mão para a garota, assim que seus dedos se tocaram a chuva molhou Lokesh, e aquilo irritou visivelmente.

– Nós estamos na chuva – a ruiva abriu um sorriso – devíamos nós molhar.

Ele fez um gesto rápido com a mão e a segurou pelos cabelos, puxando seu rosto para perto.

– Você é a única criatura mais poderosa que eu, uma fonte inesgotável de poder, nunca vou permitir que você se afaste de mim.

– Sério? E se o meu poder secar?

– Você é como uma bela ovelhinha que produz a melhor lã, sempre produziu e sempre vai produzir, mas não se engane menina, ainda sou mais forte que você, e posso facilmente encontrar outras formas de poder, entretanto, você não pode achar outro coração. Não brinque comigo.

Nicole tentou manter o rosto o máximo sem expressões, ela era boa naquilo, naquele sorriso forçado que exibiu.

– Eu entendi – Ela puxou o corpo e se afastou, assim que seus corpos pararam de se tocar, a chuva também parou de tocar Lokesh.

Um raio cortou o céu e atingiu uma árvore próxima. Nicole estremeceu, se recuperando rápido.

– O senhor já ouviu falar sobre os tigres-do-Cáspio? – ela se virou para ele.

– Não gosto de tigres.

– Eram animais esplêndidos, – ela continuou, sem se importar – verdadeiras máquinas de matar. Eles eram usados em lutas de gladiadores. Dizem que foram extintos na década de 70, mas sinceramente, acredito que eles ainda estejam espreitando por aí, só esperando o momento de atacar.

Nicole ergueu a cabeça na direção do céu e fechou os olhos.

– Eles eram mesmo criaturas magnificas – tornou a falar.

– Vamos entrar – Lokesh falou, estendendo a mão.

Nicole observou a mão de Lokesh por um momento, meu corpo ficou tenso enquanto observava os olhos da garota, quase podia imagina-la sacando a faca e atacando Lokesh, mas ela não fez isso, apenas respirou fundo e abriu um sorriso aceitando a mão oferecida.

– Kishan – sinto mãos sobre meus ombros me puxando de volta para a realidade, Ren me encara com olhos arregalados – O que está fazendo na chuva?

Olho ao redor e só então percebo que um temporal está castigando com força a terra, minhas roupas estão encharcadas e meu corpo esta frio, estremeço e por reflexo me abraço massageando minhas costelas congeladas.

– Eu não notei que estava chovendo – contei inutilmente enquanto meu irmão me puxar para dentro do quarto.

O apartamento está extremamente silencioso, tanto Kelsey quanto Amira já deviam estar dormindo. A verdade é que não notei que era tão tarde.

– O que você viu? – Ren indagou me passando uma toalha.

– Nicole – seu nome saia dos meus lábios cada vez mais fácil, como se ela fosse uma velha amiga – ela vai tentar fugir.

 Ren me encarou surpreso.

– Ela não faz mesmo o tipo de princesa em uma torre – ele sorriu.

– Ela é... – eu estava precisa a dizer corajosa, mas algo me fez usar outra palavra – cuidadosa.

Ren me analisou por um momento, então me enxotou para o banheiro. Eu estava cheirando a cachorro molhado. Depois de tomar um banho quente me deitei na cama e tentei dormir, mas não obtive muito sucesso, já que Leo, aquele maldito gato branco não parava de inundar minha mente com imagens de Nicole, fragmentos sem conexão mas que compõem um quadro de uma garota que só ele conhecia, uma garota de sorriso sincero e olhar carinhoso.

Droga! reclamei, querendo que o gato calasse a boca e parasse de me torturar. Qual era o problema daquele felino arrogante?

“– Leo! – Nicole chamou – Vem aqui gatinho – ela o puxou para perto e encostou seu nariz no dele, logo em seguida ela o beijo na testa e o abraçou, embalando seu corpo felino de um lado para outro – Te amo, meu marrento.”

 – Miau – ouvi o gato em minha mente, então entendi. Ele não está fazendo aquilo por maldade, ele estava com medo. O gato tão arrogante e frio estava com medo de perder sua humana.

Fechei os olhos e tendo a imagem de Nicole e os choramingos miados de Léo em minha mente, eu finalmente consegui dormir.

A montanha a qual subíamos era relativamente alta e tão íngreme que tornava a caminhada um tanto difícil. Kelsey reclamou umas 2 ou 3 vezes, desacostumada com a caminhada. Amira caminha sem suar, ela me contou que estava acostumada e que fazia alpinismo desde os 16 anos. De nos três, ela parecia à única se divertindo com a situação.

– Estou muito velha pra isso! – Kelsey suspirou.

– Você devia ter ficado no apartamento – Ren ajeitou a mochila nas costas. Ele podia ter voltado a ser um tigre, mas estava completamente fora de forma – ou então não mansão com a Nilina e o Anik.

– Até parece – ela revirou os olhos – Nos devíamos parar um pouco pra descansar.

– Vamos subir mais um pouco – Amira sorriu, encorajando Kelsey a continuar.

– Ahhh... como é boa a juventude...

– Kelsey – eu a encarei – Você só tem 26 anos.

– Fale isso depois de ter dado a luz a uma criança – ela me lançou um olhar feio e apresou o passo para alcançar Amira.

– Esse é o melhor argumento que ela tem desde que deu a luz a Anik – Ren contou sorrindo.

– Eu espero que essa caminhada não seja em vão. – comentei olhado o pico da montanha cada vez mais próximo.

– Eu também – Ren largou a mochila no chão e nos sentemos em uma sombra para fazer um lanche.

Comemos enquanto conversávamos, Kelsey contou sobre os primeiros anos de Anik e Amira contou como eles se conheceram, a 4 anos em um museu de Atena, quando Anik fugiu de Kelsey e Amira o encontrou.

– Você tinha que ver a cara dela – Ren falou – Parecia que ia ter um ataque.

– É claro que sim! Seu filho tinha se perdido e você não parecia nada preocupado!

– Eu sabia que íamos encontra-lo – Ren desviou o olhar de Kelsey – e eu também estava preocupado.

– Claro que...

– Shhhh... – corte erguendo a cabeça.

– O que foi? – Amira indagou. Ren olhou ao redor, alerta.

– Ouvi um barulho – contei me concentrando. Um farfalhar de patas grandes batendo no chão.

– Kishan? – Ren também tinha ouvido, ele farejou o ar e sua expressão mostrou espanto.

– Leopardo – nos dois dissemos ao mesmo tempo, levantando com um salto.

Kelsey também levantou, puxando Amira elas se colocaram atrás de nós.

Nós nos preparemos, era apenas um, podíamos dar conta facilmente, mas então do meio dos arbustos um gato de 8 quilos com um rato na boca.

– Ahhh... garotos? – Kelsey estava controlando a risada.

– É um gato-de-bengala – Amira comentou olhando maravilhado para o felino de pelo manchado, que o fazia parecer um filhote de leopardo.

– Ohh, sim... ele é assustador – Kelsey debochou.

Eu e Ren nos encaremos, sem entender.

– Talvez vocês dois estejam com o nariz trancado?

– Eu sei que cheiro eu senti Kelsey – resmunguei voltando a olhar para a mata, e então outra figura sai de entre as folhas, surpreendendo a todos nós.

– Ah... Olá – disse recém-chegado com um sorriso no rosto.

Era um garoto jovem, de cabelos loiros e encaracolados, tinha uma expressão sorridente e ao mesmo tempo distante, vestia roupas de caminhada e trazia consigo apenas um cantil preso à cintura e uma madeira, na qual ele se escorava.

– Olá?

– Ahhh... Pardus sempre fareja mulheres – ele soltou uma risada enquanto olhava para o gato que agora estava se deliciando com nosso presunto.

– Então o gato é seu? – Kelsey perguntou.

– Que gato? – o rapaz franziu a testa.

– Esse gato – Amira apontou para o bichano.

– Pardus não é um gato – ele revirou os olhos e se sentou em uma pedra de frente para nós. O felino correu para se sentar ao lado de seu dono.

– Quem é você? – perguntei, sem me aproximar.

– Gosto dessa montanha – ele ignorou minha pergunta e bebeu um gole de seu cantil, esticou a mão e pegou uma frutinha que brotava no arbusto – Essas frutinhas são gostosas.

– Quem é você? – Ren insistiu, perguntando novamente.

– Eu!? Quem são vocês? – ele ergueu os olhos para nos encarar – Por que dois tigres, um texugo e uma corça estão fazendo piquenique aqui?

– Você é Dionísio? – não contive a surpresa.

Ele soltou um suspiro.

– Vocês mortais, sempre me surpreende com sua estupidez. Sim, tigre negro, eu sou Dionísio. O que você esperava?

– Não sei, algo mais... divino... – comecei.

Ele ergueu os olhos e o castanho de sua íris adquiriu um estranho tom de roxo brilhante.

– Lord Dionísio – Amira me cortou, me lançando um olhar de advertência – Estamos felizes com a sua presença.

– Ahhhh – ele sorriu encantado para Amira – Você é encantadora, não gostaria de se tornar uma das minhas sacerdotisas?

Amira arregalou os olhos.

– É uma honra mais... eu... ahh...

– Ela é minha babá – Kelsey venho ao socorro de Amira – Temos um contrato de 5 anos.

– Exatamente – Amira pegou a mão de Kelsey e a apertou – Anik precisa de sua babá.

– É uma pena – o deus disse depois de um momento analisando Amira – O meu festival está prestes a começar e reuni só as mais belas moças. Você iria adorar.

Amira engoliu em seco e deu passos para trás, abrindo um sorriso amarelo.

– Não tenho dúvidas que eu... apreciaria ser uma de suas sacerdotisas. Mas como Kelsey disse: sou babá e nós não viemos aqui para uma entrevista de emprego, né pessoal? – Amira correu os olhos por nós.

– Eu sei – Dionísio me encarou – Estão aqui porque você é cego.

– Como é?

– Garoto... – ele continuou, era estranho ser chamado de garoto por alguém que aparentava ser mais jovem do que eu – Você enxerga, mas não vê nada. Você nunca viu. Talvez um dia você aprenda a ver, mas até lá alguém sempre tem que ter ajudar a abrir os olhos.

Instintivamente abaixei a cabeça, não gostando nada as palavras do deus. Ele estava me chamando de burro? Era isso?

– Eu não disse isso – ele retrucou – Você até que tem uma inteligência razoável.

– Você lê mentes? – não pode deixar de franzir a testa.

– Eu sou um deus – ele respondeu como se aquilo explicasse tudo.

– E o senhor pode nos ajudar? – Ren indagou.

– Porque eu faria isso? – Dionísio acariciou seu gato enquanto dava mais um gole de seu cantil.

– Porque você é um deus generoso – Kelsey arriscou fazendo o deus cair na gargalhada.

– Sabe, eu era um mortal, um simples semideus. Fui criado nessa montanha, às ninfas que cuidaram de mim ainda estão correndo nuas por aí. Realmente amo a Índia, é um bom país, mas não me confunda pequena corça, eu não sou como sua amiguinha Durga.

– Então porque você está aqui? – perguntei tentando controlar minha irritação.

– Se aproxime – ele pediu. Dei um passo hesitante em sua direção não desviando os olhos do deus – Ela é realmente importante – contou – Tem um pouco de mim nela.

– Espera – Amira arregalou os olhos – Isso não faz sentido. Você é um deus.

– Curioso, né? – ele sorriu, piscando para ela.

– O que é curioso? – indaguei. Por que não eram mais direto?

– As de coração puro são abençoadas pelas 5 senhoras do Olimpo, independente de sua descendência, elas nascem para pertencer as deusas. Mas Nicole... – Amira se calou um instante – Não compreendo...

– Isso não está nos seus livrinhos menina – o deus deu outro gole de seu cantil – Mas sim, você esta certa. Desde o dia em que nasceu Nicole pertence às 5 deusas. De tempos em tempos, a descendente de um semideus nasce, ela é a escolhida das deusas, aquela que trará honra e vitória as suas senhoras. Dessa vez a escolhida foi Nicole, e em seus primeiros anos de vida ela foi exatamente o que se espera de uma escolhida. Era uma criança fiel e geniosas como Hera, generosa e talentosa com a terra como Demeter, sábia e calculista como Atenas, guerreira e apaixonada pela vida selvagem como Artêmis e tão bela e apaixonante quanto a própria Afrodite. Mas então ela cresceu, e quando atingiu a puberdade não era mais aquela menininha.

– No que ela se transformou? – Ren perguntou.

– Em alguém que não deixou as deusas felizes. Orgulhosa e implacável como Zeus, imponente e corajosa com Poseidon, sarcástica e de mãos rápidas como Hermes, solitária e fria como Hades, com a inteligência e habilidades de Hefesto, o amor pela arte de Apolo e minha tendência aos vícios e a constante queda a loucura. A menina de ouro das deusas se tornou seu martírio.

– Espera... – Amira franziu a testa – E quanto a Ares? Ele também é um dos grandes deuses do Olimpo.

– Ahhh, sim – Dionísio sorriu, voltando seu olhar para Amira – Ares... O senhor da guerra e da violência. Nicole tem muito dele. – o deus abriu um sorriso estranho e se voltou para mim – Cuidado, jovem tigre, pois os filhos da guerra vão querer tirar de você tudo o que você ama.

– Isso não parece legal – Kelsey comentou.

O gato do deus se levantou e se alongou, em um piscar de olhos o gato não era mais gato, e sim um grande leopardo de presa e garras afiadas. Meus olhos e os de Ren se encontraram, eu sabia que não tínhamos nos enganados ao sentir o cheiro de leopardo.

– Não pequena corça, – o sorriso do deus aumentou – mas será divertido ver o sofrimento.

– Por que você me chamou de pequena corça?

– Por que é esse seu espírito.

– Um veado? – Kelsey não parecia muito feliz.

– Não... Você tem o espírito de uma corça, ora menina, não vá pensando que corças são meigas e fofas como o Bambi, corças são animais de uma inteligência fascinante e uma grande vontade de sobrevivência.

– Ren e Kishan tem o espírito de tigres – Kelsey observou, sendo isso um tanto óbvio.

– Sim, vocês acham que foi o medalhão de Damon que os salvou, mas não foi só isso. Foi o espírito que residem em vocês que sobreviveu, se não fosse por ele possivelmente vocês seriam marionetes de Lokesh.

– Está dizendo que foi o tigre que nos salvou? – tanto eu quanto Ren estávamos chocados com isso.

– Sim, sim. É isso que estou dizendo. Se o espírito de vocês não fosse tão forte, nem mesmo com o medalhão vocês teriam sobrevivido.

– E quanto a Amira? Você a chamou de texugo? – Kelsey continuou.

– Um bravo texugo. – o deus sorriu.

– Quando eu era mais nova – Amira contou – passei um tempo em uma aldeia africana, o ancião disse que eu tinha o espírito de um texugo, o mais corajoso dos animais.

– Uau! – nos a encaremos sem esconder a surpresa.

– Texugos são fodas – Dionísio olhava para Amira com cobiça.

– E quanto a Nicole? – Amira questionou, mudando o foco da conversa para longe dela.

– Nicole é uma criatura a parte. Não consigo ver qual é seu espírito, já que ela possui mais de um.

– Como assim?

– Digamos que ela tem camadas, no seu coração, está seu verdadeiro espírito, sua última defesa, e por fora, ela possui um ou dois espíritos guardiões que protegem seu coração puro. Quando um desses espíritos guardiões é libertado, oh, céus, é um espetáculo e tanto. A maioria das de coração puro morreram antes de ter seu verdadeiro espírito revelado.

– Nós temos que salva-la – comentei, olhando seriamente para o deus.

– O mais breve possível.

– Então nos ajude – pedi.

– Você já sabe onde ela está.

– Eu não faço a mínima ideia.

– Como eu disse: você enxerga, mas não vê.

– Então me ajude a ver.

– Desculpe garoto, mas não sou oculista.

Eu abri a boca para retrucar uma resposta bem malcriada, mas Ren foi mais rápido e falou antes de mim:

– Senhor, pelo menos nos de uma pista.

– Ela não pode ficar nas mãos de Lokesh – Amira ajudou.

O deus encarou os dois então suspirou, voltando seu olhar para mim.

– Você sabe onde ela esta.

– Eu não sei – rosnei entre os dentes.

– Abra os olhos, o tempo dela esta passando.

– Uma pista – insisti.

– Veja além do horizonte, garoto.

– Que? – virei o rosto na direção em que agora o sol se põem tingindo o céu com as mais diversas cores, mas não havia lá, nada que fugisse ao normal – O que quer dizer?

– Por Zeus, Afrodite não podia ter escolhido um herói mais inteligente? Por que não deixou tudo nas mãos do filho de Hermes?

– Que filho de Hermes? – Kelsey indagou.

– Antes da genialidade em pessoa ali – o deus me lançou um olhar irritado – os deuses tinha escolhido um filho de Hermes para trazer a garota para a Grécia, e estava tudo seguindo os conformes, se não fosse Afrodite enfiar você na história.

– Olha, eu não pedi por isso.

– É claro que não. Mas se não fosse por isso você ainda estaria sendo o bichinho de Durga.

– Eu não era o bichinho de Durga!

– Sei. – o deus revirou os olhos – Isso não me importa. A resposta para o que você busca esta no horizonte.

­– Isso não ajuda muito.

– E daí? Tentem Atena da próxima vez, ela adora falar.

O deus se virou, mas antes de partir se voltou novamente para nós.

– Ah, sim, antes que eu me esqueça – ele fez um gesto com a mão e uma mochila familiar apareceu no chão, perto de seus pés – Se salvarem a garota, ela vai precisar disso.

Eu me aproximei para pegar a mochila, foi quando meus dedos tocaram o tecido que senti o dedo indicador do deus no centro de minha testa.

– Um presentinho pra você – ele sussurrou.

Minha mente se enevoou e a marca em meu pulso ardeu como se estivesse em chamas, num piscar de olhos eu me encontrava em pé, cercado por grama alta e tábuas empilhadas.

Havia uma garotinha correndo em minha direção, tinha 8 talvez 9 anos, os cabelos ruivos voavam ao seus redor sujos e armados e ela usava uma blusa laranja e folgada, um calção que expunha pernas marcadas de arranhões e cobertas de lama e um sapato enorme em seus pés que dificultava sua corrida. Seu perseguidor era um garoto loiro e magrelo, que aparentava ser 4 anos mais velhos, e ele a alcançou sem muita dificuldade, a derrubando no chão.

– E então? Sua vadiazinha obesa – o garoto rosnou, palavra muito ofensivas em uma boca tão jovem – Se contar pra alguém arranco sua língua.

– Vai pro inferno – a menina rosnou, os olhos escuros brilhando em desavio.

– Cala a boca, cabelo de cenoura podre. Você é uma idiota filinha de papai. Quem você pensa que é, boneco Chuck?

– Eu mandei você me deixar em paz! – a garota tremeu, trincando os dentes de raiva.

– Você se acha especial, mas não é nada, nem nunca será!

Observei o rosto da menina e senti um ódio incrível daquele pedaço mau feito de gente, senti vontade de quebrar todos os dentes daquele moleque idiota.

– CA-LA-A-BO-CA! – a menininha rosnou, um rosnado animal e primitivo.

Por um momento pensei que o rosnado que se seguiu saísse dela, mas não, um cão surgiu por de trás de uma pilha de taboas e ladeando a garota. Não parecia grande coisa, era um cachorro pequeno, roliço, preto e mancava de uma perna, mas compensava com dentes expostos e um rosnado profundo que realmente parecia fazer tremer o chão. Os olhos pequenos do canídeo brilhavam em uma fúria que beirava a loucura e ele avançava sem hesitar para cima do garoto, que com os olhos arregalados começava a se afastar.

– Sai! Cachorro estúpido! – ele chutou o cão, um erro já que o animal grudou os dentes na panturrilha do garoto, o derrubando no chão.

O cão saltou para cima colocando as patas sujas sobre o peito do garoto horrorizado, saliva escoria de sua boca caindo sobre o rosto do garoto que já não se movia preso no olhar assassino do cão.

A menininha se levantou e bateu o pó da blusa.

– Tudo bem, Totó. Insetos como ele, não valem apena.

O cão latiu, batendo os dentes tão próximo do rosto do garoto que pensei que fosse arrancar seu nariz. Ele saiu de cima do garoto e mancou até os pés de sua dona, onde se sentou poderosamente, ainda expondo os dentes em um rosnado silencioso.

– Meu Deus! – o garoto voltou a si, levantando e fugindo apressadamente.

Uma vez só a menininha caiu de joelhos no chão, os olhos cheios de lágrimas e com todo seu frágil corpinho tremendo, como um coelho assustado. Tão pequenininha e delicada.

Lágrimas romperam e ela se encolheu mordendo com força a própria perna, sem se importar com a sujeira, seus dentinhos perfuraram a pele e sangue escorreu, ela observou o próprio sangue por um momento, tentando controlar os soluços. O cão lambeu seu rosto, bebendo suas lágrimas, depois, lambem sua ferida então a menina se agarrou ao pescoço do animal como se ele fosse sua âncora a vida.

– Tá tudo bem, Totó – sussurrou enquanto acalentava o animal – Vai ficar tudo bem.

Nicole... – sussurrei, mesmo sabendo que ela não podia me ouvir, tudo o que eu queria fazer era trazer aquela menininha para os meus braços e cuidar dela.

Eu ira encontra-la, e então eu a protegeria como ninguém além de seus animais, a protegeu.

Abri os olhos a tempo de ver Dionísio desaparecer em uma nevoa roxa, deixando um cheiro de vinho para trás, nas minhas mãos a mochila de Nicole que joguei sobre meus ombros. Olhei para o horizonte, tentando encontrar um sinal, mas o céu já havia sido tomado pelo breu, escondendo qualquer pista.

Onde você está, Nicole?

Meu pulso formigou como uma lembrança da promessa que eu acabara de fazer.

>Nicole<

“– Pai ­– murmurei embaixo das cobertas sentindo as lágrimas caindo pelo meu rosto.

Eu sinto muito, mas eu não posso ser a garota que você quer que eu seja. Não sou tão forte, pai. Está doendo tanto. Estou cansada de ser forte, estou cansada das pessoas e dessa maldita vida. Eu estou perdida e não sei o que fazer, para onde ir e como ir. Nada nem ninguém me parece interessante o suficiente. Nada consegue prender minha atenção.

Eu não te contei, mas minha psicóloga sugeriu que eu tomasse antidepressivos. Mas eu não posso pai. Não posso ser assim tão fraca. Desculpa pai. Aqui e agora, tudo que penso é que tenho um estilete na minha caixa de lápis de cores e um canivete – que o senhor mesmo me deu, para que pudesse descascar frutas – eu sei onde tenho que cortar, sei que o corte tem que ser profundo, sei que vai doer e sei que depois de feito tudo vai acabar. Não é bonito nem glorioso é simples, cruel e sem dignidade. Dizem que o inferno pertence os suicidas, mas pai e se até a fé em Deus eu perdi, então porque devo me preocupar com o inferno?

Um escritor brasileiro dizia algo como: “Não importa se você deixa de acreditar em Deus, pois Deus continua acreditando em você.” Então Deus, porque? Porque, pai? Porque o destino, ou sei lá o que, me trouxe até aqui?

Não quero mais isso, está doendo. Meu nariz esta escorrendo e meu rosto está duro com lágrimas secas que já caíram. Estou perdendo a fé em mim mesma, o meu orgulho e arrogância, que sempre foram os pilares da minha existência, começam a ruir. Cansei de ser uma boa menina.

Quando eu era mais nova, você disse que eu era um anjinho que caiu do céu e o senhor pegou pela perninha. Mas será que as minhas asas não foram cortadas? Pai, eu não consigo mais voar. Tenho tanto medo de cair.  Será que esse medo vem da época em que eu era um anjo? Sou seu anjinho, sua princesa a quem você sempre protegeu. Você me criou para ser durona. Enquanto muitos pais criam suas filhas para serem boas esposas ou boas mulheres da sociedade, você me criou para ser de mim mesma. Obrigado, pai.

Eu não sou como as outras, mas agora que porra eu sou? Desde pequena você sabia que eu era diferente, que gostava mais de vermelho ao invés de azul ou rosa, que eu preferia a solidão do que a companhia das garotas ou garotos da minha idade, que preferi ouvir história sobre monstros que os antigos da nossa família juravam ter vistos ou as histórias de quando o senhor levou 5 tiros do que os contos da Cinderela e seu príncipe encantado. Sim, eu sempre fui estranha.

Então é isso pai, é esse motivo pelo qual dói tanto? Eu posso ouvir os gritos de minha mãe e sentir os golpes que marcaram minha pele branca. Porque ela quer que eu use vestido e maquiagem? Eu não posso brincar de lutinha com os meus irmãos? Porque ganhei outra boneca? Porque meus irmãos podem ir caçar com o senhor e eu não? É porque eu choro quando vejo animais morrendo? Mas pai, eu prometo que não vou mais chorar. Porque tenho que usar tanto rosa e lilás? As cores escuras são bem mais legais. Porque não posso dizer palavrões e tenho que ficar aqui dentro de casa, fazendo crochê e limpando a sujeira? Porque meus irmãos podem brincar no rio e usarem armas de fogo? É porque ainda sou muito nova? Não acho que seja por isso, eles tinham a minha idade quando deram seus primeiros tiros. Então porque pai? Porque tenho que ser tratada diferente? Desde pequena eu sou estranha. Então me diga pai, é porque sou garota? É por isso não é? Eu sinto muito pai, mas não posso mais. Não posso ser como a maioria das mulheres é.

Então eu sou diferente pai. Meus pilares não podem ruírem. Por isso, eu seco com as lágrimas e assoo o nariz, limpo o sangue que escorre do corte em minha perna e guardando o estilete.

Sabe pai, eu caí hoje de manhã. Estava correndo pelo piso molhado, eu estava tão feliz e de repente estava no chão, por um momento pensei que ia morrer, não consegui respirar e minha voz não saía, senti como se meus pulmões fossem comprimidos contra minha caixa torácica. Queria chorar, mas não consegui, achei mesmo que ia morrer ali sozinha, naquele piso úmido e gelado. Então eu levantei e puxe o ar novamente e ele entrou com dificuldades. Morrer parecia tão simples e fácil. Eu nunca fiz nada de interessante ou de legal. Percebi que se morresse ali, eu realmente nunca teria a chance de fazer algo.

Penso em minha madrinha dependurada na cozinha de sua casa e nas suas duas filhas tão novinhas que nunca vão poder dizer: “Eu sou o orgulho da minha mãe!” Bem, eu também não posso dizer isso, mas pelo menos minha mãe está viva. Pai, penso em suicídio todos os dias e só esse mês já escrevi em minha mente umas 12 cartas suicidas e imaginei qual o lugar que menos traria transtornos depois da minha morte. Mas continuo viva.

Queria te dizer o que sinto, queria alguém para dizer o que sinto, mas não consigo. Todos têm seus problemas, seus dias difíceis, não devo incomoda-los com meus problemas. Você não chora, mas eu sei que dói. Eu sei que você sofre mais do que eu ou que minha mãe, que vive chorando e pedindo para morrer por qualquer coisinha mínima. Eu sei, pai, por isso eu sinto muito. Queria te ajudar, queria ser forte como o senhor, ser uma boa filha, mas não posso. Sou a garota que é orgulhosa demais para se permitir morrer e fraca demais para acreditar que ainda tem salvação. Eu estou sozinha. Me sinto sozinha, mas quer saber? Sou jovem demais para morrer sem lutar. Minha madrinha com seus 32 anos era jovem demais para morrer. Céus, meu tio com 80 anos ainda não tinha visto tudo o que o mundo tem para oferecer.

O mundo é tão grande, tão repleto de experiências. Eu quero tudo. Não importa se foi colocada no mundo por algum tipo de força espiritual o mero acaso, eu estou aqui, sou boa demais para morrer assim. Ninguém deve morrer assim tão sozinho e sem acreditar em mais nada. Eu pensei que ia morrer hoje cedo, mas sobrevivi. Então, quantos outros tombos posso sobreviver? Mesmo que o ar falte, que a esperança acabe, eu ainda estou viva. Amanhã tem um novo tombo para que eu levante sozinha. Talvez esse outro tombo, me tome mais que o ar, mas tenho que levantar. Não por ti, nem por Deus, nem por ninguém, mas por mim mesma. Essa é minha vida e eu tenho que aguentar ela sozinha. Ninguém pode viver por mim e quando finalmente a hora chegar e meu coração parar, vou com a consciência limpa de que tentei e adquirir dezenas de cicatrizes no corpo e na mente, e que superei cada uma delas. Que foi difícil, foi algo considerado impossível, mas ainda assim eu fiz. Vivi por mim e lutei por mim.

Lao-Tse diz: “Ser profundamente amado por alguém dá-nos força, amar alguém profundamente dá-nos coragem.” Mas e quanto àqueles que nunca amaram? E aqueles que nunca se sentindo verdadeiramente amados? Talvez um dia, mas hoje estou sozinha. Então hoje, amo e luto por mim.”

Levantei da cama, aquilo tinha sido à 3 anos atrás, naquela época eu estava chorando, agora as lágrimas não escorriam e meu rosto estava mais inexpressível do que nunca. Sobrevivi até agora, mesmo pensando constantemente em morrer. Eu estava sozinha antes, assim como agora. Talvez a solidão seja meu destino. Mas isso é justo? É justo eu desistir só por isso? Não. Quando eu era pequena me chamavam de tigrinha, pelo cabelo ruivo, as bochechas coradas e a braveza e a coragem patética, como apesar de ter somente 7 anos eu parecia sempre de cabeça erguida. Meu falecido tio costumava dizer que você pode cortar três patas de um tigre, que ainda assim ele continua lutando. Então, se desde pequena eu já era uma solitária e raivosa tigresa, por que recuaria agora?

Meus pés descalços contra o chão frio me davam a noção de realidade e do que eu tinha que fazer. Fechei os olhos e respirei fundo por um momento. Repassei cada momento daquele inferno, cada palavra dita. Quando abri meus olhos estava pronta para fugir. Ouvi o clique e a porta abriu. Um homem encapuzado me chamou com um gesto de mão e eu segui. Três passos e cai no chão, ergui os olhos para o homem, mas ele não se aproximou para me ajudar, só quanto percebeu que eu não levantaria sozinha soltou um suspiro e se ajoelhou ao meu lado. Tão próximo de seu rosto pode ver seus olhos negros e irritados, ele me puxou rudemente me forçando a me levantar. Naquele momento, a faca que eu escondia na manga do meu vestido deslizou até minha mão.

Era agora ou nunca.


Notas Finais


*Sobre as sacerdotisas de Dionísio, eu li em vários livros que uma das festas em homenagem ao deus o bacanal, pra ser mais especifica, eram regadas a vinho, música e até orgias, onde suas sacerdotisas bebiam e dançavam vestidas com peles de leão.
*Essa parte de Nicole, saiu do fundo do meu coração.
*Vou tentar escrever capítulos maiores a partir de agora, já que estou me prolongando muuuuito.
*Bem, desculpa a demora, (de novo) meu not estragou (as teclas tem vida própria e só funcionam quando querem) então estou postando do not da minha amiga.
*Desculpa também os erros ortográficos já que não tive tempo de revisar ainda. (Virei a noite escrevendo por isso to enxergando tudo meio dobrado)
*Eu espero que tenham gostado da leitura.
*Até em breve (eu espero que bem em breve) ^^


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