História Coração Valente - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Kentin
Tags Amor Doce, Fantasia, Romance Breve
Exibições 318
Palavras 1.995
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não tenho uma ideia fixa de quando postarei a continuação, mas será em breve. ;)

Capítulo 1 - O Primórdio


Fanfic / Fanfiction Coração Valente - Capítulo 1 - O Primórdio

 A noite era fria e chuvosa, o rei Giles andava de um lado para o outro do salão principal do castelo, pensativo. Na torre do castelo encontrava-se o príncipe Kentin, tocando sua flauta. Serenamente acompanhava o som que os trovões faziam e observava o fogo da lareira iluminando todo o quarto, então parou subitamente após errar uma das notas da canção. No mesmo instante, alguém bate na grande porta de madeira que estava entreaberta:
 - Posso entrar? – Ecoa uma voz baixinho pelo quarto.
 - Sempre que quiser minha mãe... – Responde o príncipe sorrindo para a Rainha Manon, que retribuía o sorriso.
 - Então, por que parou de tocar meu filho? – Perguntou Manon sentando-se ao seu lado.
 - Errei uma das notas... a senhora estava ouvindo a canção? – Perguntou o príncipe com um sorriso fraco.
 - Kentin, eu sempre acompanho tudo o que você faz. – Respondeu ela passando uma das mãos nos cabelos de Kentin.
 - Então permita-me começar novamente... – Respondeu ele voltando a tocar a flauta.
 No salão, o Rei Giles ainda estava eufórico e continuava andando pelo salão com passos rápidos. Após passar alguns segundos repetindo os mesmos movimentos de nervosismo pausou ao perceber que um de seus mensageiros se aproximava, foi ao seu encontro e o segurou pelos ombros:
 - E então, que notícia me trás? – Perguntou ele balançando o mensageiro.
 - Majestade... não trago notícia nenhuma. – Respondeu ele nervoso.
 - Como não? Mandei que fosse atrás dos reis de Kapia e Clorian... – Disse o Rei alterando um pouco a voz.
 - Sim meu Rei, e foram eles que vieram comigo de seus reinos após receberem a vossa mensagem. – Disse o mensageiro apontando para a porta de entrada do salão. – Eles estão o esperando na sala de reuniões do castelo, majestade.
  Giles o olhou torto e logo depois o saudou seguindo em direção a porta de entrada do salão. Antes de sair virou-se para o mensageiro e mandou-o avisar a Manon que não permitisse que Kentin saísse do quarto. Este obedeceu a ordem e subiu para a torre, chegando lá observou o príncipe adormecido nos braços da rainha e resolveu não os incomodar.
 Na sala de reuniões estavam o Rei Philippe e o Rei Francis sentados ao redor da mesa de pedra. Algumas serventes os ofereciam vinhos e petiscos. Foi quando o Rei Miles entrou agressivamente na sala e as mandou se retirarem. Fez um sinal para que os Reis, que haviam se levantado quando o vira entrar, que se sentassem novamente:
 - Majestades, creio que devem ter conhecimento dos últimos acontecimentos. – Disse Giles sentando-se a mesa enquanto os dois reis balançavam a cabeça afirmativamente. – Então, creio que já devam ter sido persuadidos com injúrias pelo Rei Arnaud, de Vemri.
 - Bom Miles, Arnaud realmente veio ao meu reino, e falou que Maslóvia estava adquirindo minérios clandestinamente de Vemri. – Disse Philippe.
 - Que dissimulado, eu não extrai nada de Vemri, peguei minérios do Norte. Na barreira entre nossos reinos. – Contestou Giles batendo firmemente o punho na mesa de pedra que balançava.
 - Giles, eu acredito que não haja fundo nenhum injuriar o seu reino. Afinal, todos sabemos que Vemri e Maslóvia não são elites contrárias... – Disse Francis.
 - Sim Francis. Mas, eu lhe garanto, que meus escavadores não estavam explorando terras alheias. – Respondeu Giles virando-se para o mapa pendurado no meio da parede da sala. – Como podem ver, este é o limite entre Kapia. – Disse apontando para Philippe, o Rei de Kapia. – E de Clorian. – Continuou, mas apontando para Francis dessa vez. – E este, é o reino de Vemri. – Apontou para o canto superior do mapa. – A área que eu explorei está ainda dentro das terras que nossos antepassados decidiram a anos que não pertenciam a nenhum dos reinos. E eu encontrei jazidas de minérios raríssimos por lá, poderíamos dividir as riquezas entre os reinos, mas Arnaud insiste em dizer que as terras são dele.
 Philippe e Francis se olhavam contestando as atitudes de Arnaud:
 - Por que nos chamou aqui Giles? – Perguntou Francis.
 - Cavalheiros, creio que saibam, que Maslóvia sempre se saiu bem em combates. – Disse Giles andando para o outro lado da sala onde encontrava-se um outro mapa, que delimitava todas as terras já conquistadas por Maslóvia. – Mas, Vemri reuniu dois reinos do leste, e pretende formar um grande exército para conquistar Maslóvia.
 - Creio que já entendi Giles... – Disse Francis levantando-se da cadeira. – Infelizmente não posso submeter o meu reino a esse tipo de combate. Ainda mais agora que estamos quase no início do inverno, preciso abastecer Clorian.
 Miles o encarou e se aproximou lentamente:
 - Majestade, sabe quais foram os reinos que Arnaud convocou? – Perguntou Giles.
 - Não tenho interesse em saber Giles, esta conversa acabou. – Disse Francis virando as costas para Miles e saudando Philippe que observava a cena calado.
 - Reino de Éslovia... – Disse Giles, enquanto Francis abria a porta da sala e se preparava para sair. – E o reino de Guckavin...
 Francis parou subitamente e estremeceu, virando-se devagar para Giles e Philippe:
 - Acha que depois de conquistar Maslóvia, Guckavin não terá interesse em Clorian? – Perguntou Giles.
 Francis voltou sua atenção para ele e se aproximou:
 - Não permitirei que nenhum Guckaviano imundo toque em bens de meu reino. – Disse Francis com uma voz grossa e ameaçadora. – Clorian reunirá um exército e contra-atacará Vemri, a favor de Maslóvia.
 Giles o encarou sério e ambos apertaram as mãos. Philippe virou-se para eles:
 - Estarei com ambos os reinos nessa batalha cavalheiros, Kapia necessita da ligação econômica que possui com Clorian. – Disse Philippe, virando-se calmamente para a saída. – Avisem-me... quando a guerra enfim começar.
 - Com toda certeza, Majestade. – Disse Giles, cumprimentando Francis que estava também retirando-se do local.

 Após os Reis irem embora, Giles chamou um de seus serventes e ordenou que preparassem todas as linhas de escudo que havia no reino. Ordenou também que convocasse cada cavaleiro que havia na aldeia e no palácio, preparando armaduras de ferro e aço para cada um deles. Chamou por último, um escrivão e preparou a seguinte carta para enviar a todos os reinos da região:
 “Majestades, desde o reino de Kapia, até mesmo o reino de Vemri. Optarei por não envolver meus descendentes nessa guerrilha, creio que os senhores concordarão comigo, que se o pior acontecer, devemos ter pelo menos um traço final de nossa linhagem. Sugiro então, por meio dessa carta, que mandemos cada uma de nossas crianças, desde plebeu até a mais alta nobreza, para um retiro em uma ilha habitada chamada Erade, que possui uma longitude curta com a costa. Pensem bem, não submetam-se a ver seus filhos envolvidos em algo tão cruel e drástico. Aguardo vossa resposta. Ass: Giles Gealish, Reino De Maslóvia.”

 Alguns dias se passaram, Kentin estava no jardim passeando com um de seus cães e algumas serventes, quando viu uma carruagem chegar com um mensageiro do reino de Vemri dentro. Observou o homem subir as escadas da entrada do palácio, e franziu as sobrancelhas. No salão principal, estavam Giles e Manon sentados ao trono enquanto o mensageiro se aproximava:
 - Majestades, Rei e Rainha de Maslóvia, trago comigo, a resposta de meu Rei a vossa carta. – Disse ele fazendo uma breve reverência e abrindo a carta para lê-la. – “É com insatisfação, que digo que sou obrigado a concordar que não gostaria de ver meus filhos, Armin e Alexy, envolvidos em nossa richa, então concordarei em deixá-los aos cuidados da Duquesa de Erade, mas pedirei que alguns de meus guardas os acompanhem.”
 Giles colocara uma das mãos no queixo e observava o mensageiro fechar a carta com cuidado e volta-se para ele:
 - Majestade, o Rei Arnaud mandou-me dizer, que ainda está em tempo de desistir desse conflito.
 - De forma alguma, as terras não pertencem a ele. Pode voltar para o inferno de onde veio e avisar a seu Rei, que não abrirei mão das terras. – Disse Miles levantando-se.
 - Querido, mantenha a calma. – Disse Manon serenamente a Giles.
 Um dos guardas direcionou o mensageiro pelo braço a porta do salão, ao sair deu de cara com Kentin que segurava um filhote de cachorro nos braços. O mensageiro passou direto levado pelo guarda e Kentin entrou no salão, aproximou-se de seus pais e os cumprimentou com uma reverência seguindo em direção ao seu quarto:
 - Kentin! – Falou Giles. – Volte.
 - Diga meu pai. – Falou Kentin voltando-se para ele e entregando o cão para uma das serventes.
 - Arrume suas malas, você irá para Erade em breve. – Disse Giles.
 - Por que essa viagem tão repentina? – Perguntou Kentin.
 - Haverá uma guerra meu filho, e preciso que aprenda a lutar, irá para Erade e eu tratarei de dizer ao comandante do exército de lá, que lhe treine para a batalha como o soldado que nasceu para ser.  – Disse Giles se levantando e pondo suas mãos para trás.
 - Mas, meu pai, por que irá guerrear? – Contestou Kentin.
 - Negócios Kentin, não me conteste, apenas suba e arrume seus pertences. – Falou Giles alterando o tom da voz.
 - Como queira, meu pai. – Disse Kentin assentindo com a cabeça e subindo para a torre.
 Após sua saída Manon levantou-se agressivamente:
 - Giles, que treinamento está se referindo? – Perguntou ela.
 - Minha Rainha, eu sei o que estou fazendo. – Respondeu Giles.
 - Pensei que tivesse escrito na carta que queria nossos filhos longe dessa batalha. – Continuou Manon ainda mais alterada.
 - Isso é uma tática de guerra, Manon. Kentin e Nathaniel serão os únicos primogênitos a aprenderem táticas de guerra com o maior general de exército que já vi em todos esses anos de batalha. – Falou Giles.
 - Que general? E por que o filho do Rei Francis está nessa história? – Perguntou Manon se aproximando de Giles.
 - Tenho o apoio de Kapia e de Clorian nesse conflito, Nathaniel é o descendente de Clorian, e assim como Kentin, irá aprender táticas de guerra com Bóris, o general do exército de Erade. – Giles respondeu com um grande sorriso nos lábios. – Quando voltarem do retiro, poderão treinar os nossos homens, e assim ganharemos do exército inimigo.
 - Giles, como pode usar seu próprio filho como arma em uma guerra?
 - Manon, não se meta nessa história, eu decido o que é bom para o meu reino, e vou fazer o que for preciso... – Disse indo em direção ao trono novamente. –  Nem que isso custe a vida do nosso filho.
 Manon ficou sozinha na sala do reino e pôs-se a chorar imaginando tudo de ruim que poderia acontecer com Kentin se ele voltasse de Erade como um cavaleiro. Na torre, Kentin observava as criadas porem todos os seus pertences em uma grande bolsa. Alguns instantes depois, elas se retiraram o deixando só com alguns móveis revirados. Manon entra no quarto e chorando aproxima-se de Kentin:
 - Mamãe, o que ouve? – Pergunta Kentin a abraçando.
 - Nada meu filho, apenas sentirei sua falta... – Disse ela tentando conter o choro.
 - Mas mãe, eu partirei apenas daqui uns dias. – Falou Kentin rindo.
 - ... – Manon gostaria de contar-lhe o verdadeiro plano de seu pai, mas Kentin se recusaria a ir se soubesse a verdadeira razão de estar indo a Erade. – Você sabe que sempre fui sensível se tratando do meu filho. – Disse ela passando uma das mãos no rosto de Kentin.
 - Não se preocupe mamãe, farei de tudo para obedecer as ordens da Duquesa. – Respondeu Kentin sorrindo e indo em direção a porta para sair do quarto.
 Manon o observou sair sem contestar.

 Passado alguns dias, chegara finalmente o dia da viagem. Kentin estava subindo na caravela que o levaria a Ilha de Erade:
 - Kentin, espere... – Gritou Manon enquanto Kentin voltava-se para ela. – Leve isto, para te proteger. – Disse colocando um cordão de ouro em seu pescoço, com o brasão de Maslóvia. – Boa viagem meu filho, e se perceber que algo está errado, conteste.
 Kentin a observou falar isso com seriedade, mas quando ia perguntar o porquê o homem que içava as velas gritou para que todos entrassem. 


Notas Finais


Nada a declarar.
(Errei sem querer o nome do pai do Kentin, de Miles foi para Giles, ainda é o mesmo personagem.)


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