História Coração Valente - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Kentin
Tags Amor Doce, Fantasia, Romance Breve
Exibições 145
Palavras 1.790
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Cometi um pequeno erro no primeiro capítulo, em relação ao nome do pai do Kentin. Mas já corrigi em ambos os capítulos.

Capítulo 2 - Erade


Fanfic / Fanfiction Coração Valente - Capítulo 2 - Erade

 A viagem para Erade já estava durando dois dias. Havia no barco, além de Kentin, alguns serventes enviados por Giles para protegê-lo, e os navegadores do barco. Kentin estava na sala do capitão junto com este, que estava a lhe mostrar os seus mapas. Kentin estava perdido em seus pensamentos apenas o observando mostrar com magnitude todos os lugares que já havia navegado, pensava no que causou a guerra entre seu pai e os outros reinos e porque isso o faria mudar de reino:
 — Não se preocupe, Alteza. – Falou o capitão tirando Kentin de seus pensamentos.
 — Perdão? – Respondeu ele um pouco atordoado com a volta a realidade.
 — Vossa Alteza deve estar com medo do que acontecerá por lá. – Continuou o homem passando uma das mãos pela barba grisalha.
 — De forma alguma, eu confio em meu pai... – Respondeu Kentin indo em direção a janela. – Mas, eu nunca precisei sair de Maslóvia antes, eu gostaria de saber detalhadamente o porquê de isso estar acontecendo agora...
 — Eu o aconselho a não se meter meu príncipe... – Disse o capitão soltando uma risada abafada. – Giles é cabeça dura desde que o conheço por gente, se ele não contou ao senhor, é porque não precisa que saiba.
 Kentin o observou quieto e pensativo por uns instantes, e voltou-se para a porta da sala indo em direção ao convés do barco. Assim que abrira a porta da sala ouviu um grito estrondoso vindo de uma das cofas do barco:
 — Virar a bombordo. – Gritou um dos homens que puxava uma das linhas da vela. – Terra à vista.
 Kentin direcionou-se a proa do barco e avistou de longe uma ilha enquanto o barco virava-se em direção a ela. Era uma Ilha grande e possuía um grande castelo no centro, com alguns acampamentos em volta. Nada passava despercebido a Kentin, que tratou de perceber até os grandes moinhos que movimentavam-se em cada canto de Erade. Se aproximou do capitão que saía de sua cabine e o pediu uma luneta. Ao tomá-la em suas mãos usou-a para averiguar as outras embarcações que chegavam a Erade por outras direções, um barco que vinha do Oeste carregava o Brasão de Vemri, que era conhecido por Kentin. O barco que vinha do Sudeste do mar trazia o Brasão de Kapia.
 Ao desembarcar, o príncipe notou que não só ele, como todos os descendentes dos reinos estavam na Ilha. Um homem estava no centro do porto e carregava uma prancheta, enquanto um outro que aparentava ser um general estava ao seu lado pondo todos os novos visitantes em fila:
 — Bom dia Altezas. – Disse o homem alto e com um monóculo. – Me chamo Faraize, e sou representante da Duquesa de Erade.
 Todos continuavam quietos e observando os dois homens parados:
 - É... bem, seus pais os enviaram aqui para que não tivessem contato com o conflito que provavelmente terão. – Continuou Faraize com nervosismo. – Mas, não pensem que ficarão tranquilos aqui, temos todo um cronograma planejado para príncipes e princesas. Com certeza, não ficarão entediados nesses cinco anos. 
 — Cinco anos? – Falou uma voz vinda de trás da multidão. – Está blefando, não ficarei cinco anos nessa ilha patética. – Continuou uma senhorita loura agora aparecendo para que todos a vissem.
 Faraize arrumou o monóculo em seu olho e então deu uma breve lida no papel que segurava:
 — Oh, você deve ser a princesa de Clorian, Ambre Quegan. – Disse Faraize a olhando inquieto. – Aparentemente não estava sabendo do que seu pai nos ordenou e...
 — Tolice, tenho certeza de que meu pai não lhe disse isso, deve estar inventando... – Continuou Ambre.
 Nesse mesmo instante um rapaz com os cabelos da mesma cor dos da princesa se aproximou dela e a segurou pelo braço falando calmamente:
 — Ambre, fique quieta. Com certeza ele não está mentindo. – Disse ele.
 — Oh, Vossa Alteza. – Disse Faraize se curvando diante do rapaz. – Perdoe-me eu realmente pensei que soubessem do cronograma.
 — Não há problema Senhor Faraize. – Disse o rapaz calmamente.
 — Que audácia, como ousa não se reverenciar a mim? – Gritou Ambre. – Nathaniel, mande-o se curvar.
 — Ambre, não faça esse alvoroço, claramente está se curvando por eu ser o herdeiro de Clorian. – Disse o rapaz, Nathaniel. – Agora por gentileza, quieta. – Continuou ele deixando Ambre com uma cara fechada.
 Kentin observava a cena quieto, passou seus olhos por toda a extensão do porto, e observou várias pessoas o olhando, inclusive dois rapazes que não paravam de o olhar. Foi quando uma voz tirou seu pensamento:
 — Deixarei cada um de vocês aos cuidados de dois dos soldados de Erade, para que não temam a nada. Eles os levarão a seus respectivos quartos do acampamento. – Disse Faraize abrindo espaço e mostrando-lhes carruagens. – Espero que tenham sido bem recebidos.
 — Um instante! – Disse alguém.
 — Sim? – Disse Faraize novamente arrumando seu monóculo, aparentava querer ir embora e sair daquela conversa o mais rápido possível.
 — Eu não creio que precisarei de cuidados de soldados, exijo que retire a minha guarda. – Falou um dos príncipes. Ele possuía os cabelos numa cor escarlate, Kentin demonstrou-se curioso do por que.
 — Perdoe-me príncipe... – Faraize deu uma ultima olhada nos papeis que carregava. – Castiel Kailon, de Guckavin, mas não será possível, recebemos ordens estritas para protege-los desta maneira.
 Castiel apenas cruzou os braços e voltou o olhar para os guardas que eram consideravelmente mais baixos que ele. Faraize o general foram na carruagem da frente. Kentin foi guiado por dois dos guardas até outra delas e pôs-se a sentar num banco de penas que esta possuia. As carruagens seguiram em fila uma a uma pela estrada de terra de Erade, todos do acampamento, desde ferreiros até alguns que aparentavam ser nobres os olhavam insistentemente. Kentin olhou para o outro lado e viu um campo de treinamento, foi então que a fila parou de andar e desceu da primeira carruagem, o general que olhou fixamente para Kentin antes de voltar sua atenção ao campo. A fila voltou a andar normalmente até o castelo.
 Ao chegarem, todos desceram e formaram filas para adentrar o salão, onde estava acontecendo um baile de boas vindas a todos os príncipes e princesas. Faraize estava anunciando todos que entravam:
 — Princesa Li Chanley, de Gertyn. – Disse ele dando passagem para a garota com os olhos bem pequenos. – Principe Lysandre Madilt III, de Kaylock. – Continuou Faraize.
 Kentin observava todos os descendentes serem chamados enquanto ouvia ao longe a voz de Faraize:
 — Princesa Rosalya Keervan, de Tritton....
 Nesse momento, percebera que a última princesa a ser chamada possuía longos cabelos brancos e uma estrutura corporal magnífica. Kentin estava boquiaberto com tamanha beleza, observava-a cumprimentar Faraize e todos os nobres que estavam no salão:
 — Príncipe Kentin Gealish I, de Maslóvia.
 Nesse momento, todos os que estavam presentes ficaram em silêncio e encararam Kentin com curiosidade. No mesmo segundo cochichos e sussurros começaram sem sessar. Os sussurros foram ficando cada vez mais altos, e Kentin ouvia nitidamente perguntas como “Como ele ousa vir aqui?”, “ A culpa dessa batalha é do pai dele.”, “Soube que o Rei Giles mandou-nos pra cá por causa dele.”
 Então, a Duquesa Shermansky levantou-se de sua cadeira e bateu com uma das mãos na mesa:
 — Silêncio por favor. – Disse ela.  – Por favor, continue Senhor Faraize.
 Todos voltaram ao silêncio calmamente, mas os olhares inoportunos continuaram a ser lançados para Kentin, que retirou-se do salão em direção ao jardim. Chegando lá observara o lago refletindo as folhas que o rodeavam:
 — Kentin? – Uma voz disse tirando-o de seus pensamentos.
 — Sim? – Disse virando-se no instante em que uma garota o abraçava.
 — A...h... – Balbuciou enquanto a jovem se afastava novamente.
 — Sou eu, Amélia. – Falou sorrindo. – Nós brincávamos juntos quando éramos crianças...
 — Ah, eu me lembro bem. – Disse Kentin abrindo um pequeno sorriso. – Kapianna, não é?
 — Sim, e você Masloviano. – Respondeu sorrindo. – Ah quanto tempo não nos vemos.
 — Eu diria desde o último encontro dos reinos, você cresceu bastante Amélia. – Prosseguiu Kentin um pouco nervoso.
 — Ah, digo o mesmo de você. Está maior e.... mais.... forte... – Continuou Amélia baixando o olhar.
 — Bom, com certeza foi influência do meu pai... – Respondeu passando uma das mãos nos cabelos.
 
— Kentin... quero que saiba, que eu não acho que isso que está acontecendo é culpa sua. – Disse Amélia com um sorriso amigável.
 — Concordo plenamente com Amélia, Kentin. – Disse Nathaniel que chegava com as mãos em concha atrás das costas.
 — Olá Nathaniel. – Cumprimentou Amélia. – Como vai o futuro rei de Clorian?
 — Nada bem Amélia, as responsabilidades são muitas... mas por sorte, fui enviado pra cá, para ficar longe de todo esse alvoroço com a guerra. – Disse Nathaniel pondo uma das mãos no peito.
 — Acha que isso é sorte? – Perguntou Kentin.
 — De certo que sim, nossos pais resolverão isso de uma maneira sensata, tenho certeza.
 — Se fossem mesmo fazer isso, não teriam nos enviado pra cá. – Falou Amélia cabisbaixa. – O meu pai disse que o Rei Arnaud está mentindo para os dois reinos que se aliou.
 — Então, por que todos acreditam que a culpa é do meu pai? – Perguntou Kentin um pouco exaltado.
 — Kentin, deve saber que Arnaud é persuasivo o suficiente para convencer uma nação inteira. – Disse Nathaniel pondo uma das mãos no ombro de Kentin.
 — Sim, se seu pai estiver certo, eles vão conseguir provar... fique calmo. – Completou Amélia.
 Kentin os agradeceu e voltou com ambos para o salão. Chegando lá Faraize estava dando as últimas apresentações:

 — Principe Thomas e princesa Íris, de Evanora. – Disse Faraize fechando o pequeno pergaminho que estava segurando. – Espero que se divirtam Altezas. Boa estadia. – Completou ele, descendo do pequeno pódio ao som de aplausos elegantes.
 Após se sentar, a Duquesa levantou-se e subiu ao pódio:
 — Espero que saibam, que esses cinco anos que passarão aqui, estarão recebendo todo o auxilio e aprendizado que precisam. Isso significa que... – Pausou ela enquanto dois professores abriam um cartaz que parecia um calendário. – Todos os dias, serão compensados, vocês terão aulas, oficinas, tudo o que tem direito. Espero que façam dessa estadia, um começo de um grande futuro.
  Após isso, todos aplaudiram novamente e Shermansky voltou a sentar-se. O baile continuou até a noite, Kentin dançava e se divertia com Nathaniel e Amélia. Ao bater das dez, todos foram para seus dormitórios, Kentin ficou em um dos quartos da torre, por achar que o lembrava sua casa e talvez não o fizesse sentir tanta saudade de Maslóvia. Pôs sua bagagem em um canto do quarto, a lareira já estava acesa, o inverno estava chegando e o castelo de Erade seria atingido brutalmente por ficar tão próximo aos picos. Kentin sentou-se em uma das camas, e tomou sua flauta em mãos. Retomou a melodia que tocara para sua mãe a uns dias atrás. Quando brutalmente alguém abriu a porta do quarto:
 — Então... é com Kentin, O Masloviano que irei dividir minha estadia aqui? – Disse o rapaz de cabelos negros com um sorriso nos lábios. – Interessante.
 



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