História Corações Aprisionados * Malec * - Capítulo 4


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Categorias As Crônicas de Bane, As Peças Infernais, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Asmodeus, Camille Belcourt, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Henry Branwell, Hodge Starkweather, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), James "Jem" Carstairs, Jem Carstairs, Lady Camille Belcourt, Luke Graymark, Magnus Bane, Magnus Bane, Maia Roberts, Meliorn, Personagens Originais, Ragnor Fell, Raphael Santiago, Simon Lewis, Tessa Gray, Tessa Gray, Will Herondale, Woolsey Scott
Tags Clace, Jessa, Malec, Mayon, Rizzy
Visualizações 48
Palavras 2.087
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Homossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente... Antes de vocês lerem, eu queria fazer uma recomendação. Enquanto escrevia, em um certo pedaço do capítulo, comecei a ouvir "I'm A Mess", do Ed Sheeran. E realmente acho que pegou legal, se alguém quiser tentar, vou deixar uma marcação na parte em que que comecei a ouvir. Boa leitura!

Capítulo 4 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Corações Aprisionados * Malec * - Capítulo 4 - Capítulo 4


Alec POV


 Eu manulseava a espada serafim com uma velocidade acentuada. As Marcas ardiam na minha pele, e eu sentia o suor escorrendo por minha testa. O treino não acabava nunca, parecia se prolongar mais e mais a cada hora que se passava.

 Hodge era rápido, mesmo sem as Marcas de velocidade. Ele parecia prever meus ataques, e passava com facilidade por minhas defesas. Por um minuto de distração de minha parte, a balança pendeu para seu lado, e com graciosidade e experiência, Hodge bateu seu bastão em minhas pernas, me derrubando.

 - Está distraído, Alec - Advertiu enquanto estendia a mão para me ajudar a levantar. Recusei - Está lutando com o básico, e a dias que não vejo você na academia. O quê está acontecendo?

 - Nada de mais - Desconversei - Apenas saudades dos outros, acho...

 - Não precisa deixar de amá-los, mas apenas não faça com que esse amor influencie nos seus métodos de ataque. Já imaginou o que aconteceria se houvesse um ataque no Instituto? - Se aproximou para cochichar em meu ouvido - Submundanos não costumam ser muito piedosos...

 Ele deu um tapinha em minhas costas, e se afastou, sumindo de minha vista ao passar pela porta.

 - Caçadores de Sombras também não... -Murmurei.

 Guardei as espadas e os bastões que havíamos usado, e saí para aliviar os pensamentos em algo útil: o boxe. Não era algo tradicional de nossa cultura, nem uma técnica de milhares de anos, mas me ajudava a pensar.

 Peguei pedaços de pano improvisados que eu geralmente usava para treinar, porém, antes de amarrá-los aos punhos, decidi fazê-lo em um apenas. Seria bom aprender a lutar de mãos nuas, afinal, eu poderia precisar...

 Doía, isso era claro, tão claro como o Lago Lyn, mas eu continuava batendo e socando o saco de areia com toda a minha força. As palavras de Hodge não chegaram a causar um grande efeito em meus pensamentos, mas foram o suficiente para me causar mais raiva. Caçadores de Sombras tinham o dom de me deixar confuso com seus diálogos e monólogos inexpressivos e idiotas... Caçadores de Sombras. Mas, eu sou um deles! Possuo o mesmo sangue, runas e um dos sobrenomes mais influentes de todo o Mundo das Sombras. Então, por quê não me considero tal? Por quê não consigo olhar no espelho e ter orgulho de quem sou? 

 Lembranças passam por minha mente, o corpo de Max, flácido em meus braços...morto. Meus amigos indo embora, me deixando sozinho em um lugar repleto de pessoas que nem sequer vi antes! E por último, Magnus. Lágrimas descendo pelo rosto do feiticeiro quando viu toda a monstruosidade que tem sido feita com seu povo.  

 As juntas de meus dedos doíam, ardiam. Estavam quase em carne viva, mas eu parecia atraído para aquilo. Era a primeira vez que eu conseguira pensar com clareza, e não iria parar. Tentava me lembrar de Caçadores rebeldes, que contrariaram a Clave e foram para o lado do Submundo, ou ainda, que se recusaram a lutar em uma guerra que não era sua. Mas não conseguia, pois não havia ninguém. Se existiam pessoas com os mesmos ideais que eu, não haviam se pronunciado. Porém, como eu podia pensar em Caçadores de Sombras iguais a mim, se não sabia nem quem eu era? Não posso ser um simples garoto com sangue de Anjo, talvez eu tivesse um propósito... diferente.

 Minha mão escorregou do saco de areia, fui puxado para frente, mas me agarrei no mesmo, ficando praticamente pendurado. Talvez eu não precisassem ser um Caçador de Sombras, ou um Lightwood. E talvez Magnus não precisasse ser um submundano, um feiticeiro. Não... Eu poderia ser apenas Alec, e ele, apenas Magnus. E juntos, colocaríamos um fim naquela guerra.

 Sorri para o nada, e corri para contar ao meu único aliado, nosso plano de combate.

 

                                   ∆∆∆


Um buraco no chão. Eu estava definitivamente fazendo um buraco no chão. As tábuas rangiam toda a vez que eu dava a volta, e continuava a caminhar. Olhava para o relógio, 18:45. Naquela situação, as horas passavam tão rápido quanto anos, e os minutos como dias.

 Do lado de fora do meu quarto estava bem movimentado. Pessoas andavam e corriam, falavam umas com as outras e pareciam sair de seus quartos, pois o barulho de portas abrindo e fechando era constante.

 Esperei mais alguns minutos, até que a correria desaparecesse. Agora sim, estava perfeito, silencioso, e sem ninguém para me julgar, porque por mais que eu fosse membro de uma família poderosa, Caçadores de Sombras não deixavam passar uma, nunca.

 Abri a porta e fui caminhando silenciosamente, quase na ponta dos pés. A maioria dos Caçadores haviam partido para Idris, e o Instituto agora estava quase vazio, sorte a minha! Quando finalmente cheguei aos calabouços, comecei a correr. Queria chegar até Magnus o mais rápido possível, para poder conversar, talvez até o nascer da aurora.

 Ele estava ajoelhado no chão, a camisa rasgada e algo entre as mãos. As luzes estavam acesas, e com isso, parecia que eu o estava vendo pela primeira vez. Magnus parecia tenso, os ombros voltados para frente e o peito subindo depressa, em uma respiração pesada. Assim que me aproximei o suficiente para conversarmos de maneira baixa e civilizada, ele levantou a cabeça, e pareceu levemente agradecido por estar olhando para mim.

 - Sabe para onde levaram Vicent!? - Perguntou exasperado. A boca entreaberta de Magnus demonstrava inquietação, mas por mais que eu desejasse acabar com seu pequeno sofrimento, não pude deixar de parecer ofendido.

 - Oi para você também - Falei - Ah! E por sinal, tive um dia péssimo, obrigado por perguntar!

 -  Alexander - Ele disse meu nome com os dentes cerrados, mas mesmo assim, pareceu estranho o jeito como falava. Geralmente eu escutava Alexander somente da boca de meus pais, e ainda quando estavam... enfurecidos...

 - Okay, relaxe... - Pedi - Não sei nada sobre isso, por quê?

 - Por nada... - Magnus se mexeu, um tanto desconfortável, quando sentei próximo a ele - Alguns soldados vieram aqui de manhã e o levaram...para algum lugar...

 Ele parecia triste, e aquilo, de uma forma estranha, causou algo dentro de mim. Reparei em suas mãos, agora conseguia ver, era um anel. Ele o revirava por entre os dedos, e hora sim, hora não, o colocava em algum dedo, de forma aleatória.

 - Tenho que falar com você - Disse - É urgente.

 Eu tentava parecer calmo, mas meu peito parecia prestes a explodir.

 - O que aconteceu? - Perguntou.

 - É complicado... - Falei enquanto alcançava minha estela de dentro do bolso do casaco.

 - Sempre é - Magnus parecia não saber o que eu estava fazendo, um porém, notou assim que a porta de sua cela foi aberta - O quê você está fazendo!? Enlouqueceu?

 - Podemos dizer que sim... - Respondi.

 Tirei as correntes de suas mãos, e as segurei junto a mim. O afastei gentilmente da parede, enquanto me preparava para desenhar a runa de portais.

   

                          ∆∆∆

                            •  •

 - O terraço de novo? - Indagou Magnus

 - Tem uma ideia melhor? - Perguntei suavemente. A última coisa que eu queria era que Magnus ficasse chateado comigo.

 - Na verdade não... Mas é um bom lugar, tem ar puro, chuva de vez enquando, e talvez um lindo céu para observar...

 Nos aproximamos da beirada do prédio, e lá nos sentamos, com as pernas balançando, tão infantilmente... Era incrível o jeito como ele falava, tão puramente. Parecia não ter em mente que poderíamos ser pegos em qualquer momento, ou até mesmo que estávamos agindo clandestinamente.

 - Por que não tira? - Deixei escapar.

 Tarde demais para consertar...

 - Tirar o que? - Perguntou - Ah, isto?

 Magnus colocou a ponta dos dedos na fenda, mas logo os retirou.

  - Dizem que Nephilins não devem ver nossas marcas...

 - Eu posso? - Pedi inquieto

 Magnus ficou quieto primeiramente. Deu um longo suspiro, e torceu o canto da boca.

 - Não vai querer, Alec... Você não vai gostar, vai se assustar...

 - Foi isso que disseram a vocês? - Indaguei - É claro que não vou, Magnus. Quero dizer, não vou temer. Por favor, nós nunca nos vimos... Como podemos conversar assim?

 Ele girou no mesmo lugar, ficando de frente para mim. Cruzou as pernas, e lentamente, tirou a venda. Aquele era o menino mais lindo que eu já tinha visto, com certeza. Seu rosto, agora enfim, havia se completado, além da pele cor de bronze, aquele feiticeiro era dono de sombrancelhas finas, lábios desenhados tão perfeitamente, com os cantos puxados para cima, sempre parecendo rir. Além disso, haviam seus olhos, levemente puxados e com cílios encantadoramente e levemente inclinados para cima. Porém, quando foquei meu olhar no fundo de seus olhos, não pude impedir minha boca de se abrir alguns centímetros, e minha mão de segurar a lateral do rosto de Magnus. Sua íris era um mesclado de dourado com verde, e sua pupila era vertical, como a de um gato. 

 Magnus piscou repentinamente, o que me tirou de meu transe. O que não percebi, era que ele também me encarava! Um tão perdido nos traços do outro, que poderíamos passar a noite, apenas nos olhando... 

 - Mas então... - O feiticeiro aumentou a distância entre nós, e apoiou as mãos no chão.

 - Magnus - Interrompi - Eles são lindos...

 Ele desviou seus olhos dos meus, mas sorriu enfim.

 - E os seus...são mesmo azuis...

 Senti minhas bochechas arderem um pouco, e notei que Magnus tentava ao máximo esconder seu rosto nas trevas da noite que nos cercava.

 - O quê você queria me dizer? - Perguntou novamente.

 - Eu andei tendo umas ideias, mas não acho que estejam muito certas...

 - O quê é?

 - Você já pensou em como seria, se talvez alguém se pusesse no meio da guerra, não em um lado ou outro, mas sim determinado em acabar com tudo isso, essa matança.

 - Na verdade, sim. Já pensei nisso, em como seria, submundanos e Nephilins, unidos como um, em uma guerra para acabar com outra guerra...

 - Acha que teríamos chances de fazer a diferença nisso? Digo, eu e você, você e eu.

 - Alec - Começou -  Você pensa mesmo que, em um mundo tão grande quanto este não há mais pessoas com os mesmos pensamentos que nós? Vampiros, licantropos, seelies, feiticeiros...ou até mesmo Caçadores de Sombras que sabem que o que está sendo feito aqui não está certo.

 - Não tenho certeza...

 - Pense bem, Alec... Às vezes, para se acabar com uma guerra, é preciso juntar dois lados diferentes. Os americanos e os soviéticos, por exemplo, povos diferentes, mas com um inimigo em comum. Sabe o que poderia ter acontecido se eles não tivessem se unido, não é?

 Minha boca era um túmulo. Permaneci quieto, enquanto olhava para Magnus, na esperança de que ele percebesse minha oscilação. Americanos? Soviéticos? Onde estava Jace quando precisava dele!?

 - ...E você não faz a mínima ideia do que eu estou falando... - Suspirou Magnus - Francamente, o que ensinam para os Caçadores de Sombras hoje em dia?

 - Não pode me julgar! Não temos nenhum livro sobre guerras mundanas...

 - E tempo livre, vocês têm? - Indagou.

 Eu estava começando a sentir as bochechas arderem novamente. Sorte que estava mais  escuro, ele não perceberia.

 - Será que poderíamos voltar ao assunto principal, por favor? - Pedi

 - Estou dizendo, que precisamos de duas coisas para mudar nossa realidade - Explicou

  - E quais seriam elas?

 - A primeira nós já temos: força de vontade...

 - Determinação... - Arrisquei

 - Ou isso, e...aliados...

 - Soldados - Pensei em voz alta

 - Todos os Caçadores de Sombras são chatos assim!? Eu estou falando, mas que coisa!

 - Eu só estou tentando adicionar palavras novas ao seu vocabulário - Justifiquei.

 - E eu estou tentando falar de uma forma simples, só para variar... Não somos desconhecidos, podemos conversar de forma informal, okay?

 - Relaxe, meu pequeno feiticeiro - Coloquei meu braço em torno do pescoço de Magnus, que tremia sutilmente pelo frio - Continue...

 - Conheço feiticeiros, vampiros e lobisomens que podem se juntar a nós, Alec... Talvez não seja assim tão difícil começar uma revolução...

 Sorri internamente, e concordei com um ruído na garganta. Em um último movimento, puxei Magnus para mais perto, e nós nos deitamos no concreto. Olhando para o céu, não pude deixar de concordar com ele, aquela imensidão negra era tão bela, que eu poderia observá-la até o fim de meus dias...


 


Notas Finais


Hey, espero que tenham gostado. Tenho algumas coisas para falar,mas como não sou muito boa em dar notícias, lá vai...
1- Nessa semana e na próxima, estarei cheia de trabalhos para fazer e provas para estudar, então, não sei quando vou postar o próximo capítulo.
2 - Eu e minha amiga estamos meio que elaborando uma fanfic Malec, para fazermos (mais ou menos) em conjunto. Se alguém tiver curiosidade posso postar a sinopse, mas a fanfic em si, apenas em outubro, novembro ou meados de dezembro...


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