História Corações de areia - Capítulo 15


Escrita por: ~ e ~Siegrein

Postado
Categorias Naruto
Tags Amor, Casamento, Dor, Etc, Gaasaku, Sasusaku
Exibições 481
Palavras 1.719
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oieeeee. Siegrein falando! Sei que tenho estado um pouco afastado da fic, deixando tudo nas mãos do meu comparsa. É só para dizer que estou de volta e que, de agora em diante, por um bom número de capítulos, a responsabilidade é minha. Sem mais delongas, vamos à fic. Boa leitura!

Capítulo 15 - Suna


Fanfic / Fanfiction Corações de areia - Capítulo 15 - Suna

- Vamos passar a noite aqui? – perguntou Sakura, aproximando-se de Naruto. Sua voz deixava claro que não era lá muito fã da ideia, mas, atendendo o tempo que estavam ai, era bem capaz de ser o caso. 

Sentou-se ao lado do loiro, apoiada num tronco podre. Ardia uma fogueira à sua frente e tinha nas mãos uma tigela fumegante de ramen instantâneo. Embora fizesse dias que não comia nada de jeito, estava sem apetite; comeria apenas porque Naruto não lhe permitiu negar, dizendo que se fosse preciso obriga-la, fá-lo-ia sem problemas.  

- Um esquadrão de Suna virá nos buscar. – respondeu Naruto, sem se distrair dos marshmallows assando na fogueira. Na sua opinião, a melhor sobremesa após duas tigelas de rámen. – se estiver sentindo frio, tem um casaco na minha mochila.

- Não está fazendo tanto frio assim, mas obrigada na mesma. – disse Sakura. Naruto assentiu, sorrindo de leve, e voltou a atenção para sua comida. A temperatura do deserto tinha o costume de cair à noite. Passava, quase que instantaneamente, de tórridos 50 graus para uns congelantes 10 graus. Nisso o fogo ajudava, mantendo-os aquecidos.  

Por outro lado, o problema não era o frio, e sim o sono. Não via a hora de se jogar numa cama quentinha e repousar até a manhã seguinte. Já se fazia tarde, perto da meia-noite, e eles haviam viajado o dia todo. Partiram de Konoha muito cedo, sem se deterem nas paragens habituais. Essa pressa toda reiterava a importância de um chamado do Conselho. O propósito permanecia um mistério para todos, mas, qualquer que fosse o tema, seria de suma importância para o relacionamento entre as duas Nações. 

Pessoalmente, não se importava muito com isso; importava apenas que iria se reencontrar com Gaara, e que, juntos, teriam uma oportunidade de começar do zero, sem Sasuke ou qualquer outro empecilho. Apenas os dois! 

Mal pensou começar a comer, apareceu um dos ninjas da ANBU, em pé no outro lado da fogueira. Tinha os cabelos grisalhos e usava uma máscara de castor. Integrava a guarda pessoal de Naruto, acabado de graduar, em substituição dos ninjas que alinharam no plano de Sasuke. 

Naruto e Sakura se levantaram, alarmados. 

- Chegaram? – perguntou Naruto. O ninja limitou-se a assentir. – alguém conhecido?

- Sim, a irmã do Kazekage. – respondeu o ninja. 

Temari, pensou Sakura, sentindo uma pontada de nervosismo. Lembrava nitidamente os acontecimentos de seu último encontro com Temari. Se ela não esquecia, de certeza que Temari também não. 

Respirou fundo e permaneceu firme enquanto Temari se aproximava, seguida de perto por três ninjas de Suna e os restantes guardas de Naruto. Usava um kimono preto, o leque sempre às costas, e os cabelos no estilo habitual. Alternava o olhar, ora olhando-a, ora encarando Naruto. Pela expressão, um meio-sorriso nos lábios, não parecia nervosa. 

Menos mal, pensou Sakura, aliviada, sorrindo de leve. Apesar das circunstâncias, era bom revê-la. 

- Sejam bem-vindos à Suna. 

[...]

Atravessar o deserto revelou-se um missão relativamente fácil. Bastou seguir as instruções de Temari, e, em tempo recorde – pouco menos de uma hora – atravessavam os portões de Sunagakure no Sato – A vila oculta na areia. 

Sendo Suna uma vila com pouca vida noturna, àquelas horas, era normal as ruas estarem tão desertas, iluminadas exclusivamente por uns quantos postes de luz. Vários edificios, obedecendo ao padrão de construção de Suna – argila e estuque -, ladeavam a rodovia principal. No coração da aldeia encontrava-se o escritório de Gaara e numa área mais afastada ficava sua “modesta” casa – inacessível para a maioria dos mortais. 

Sakura ainda tentava assimilar a ideia de passar a noite na mesma casa que Gaara – ou melhor, na casa dele. Ao dizê-lo, Temari lhe piscou o olho, matreira, com um meio-sorriso malicioso entre os lábios. Foi pega desprevenida, e, sem poder evitar, corou violentamente, desviando o olhar. Sentia palpitações por todo o corpo, algo aflita e ingenuamente eufórica. O reencontro com Gaara era uma realidade inevitavel – só nunca cogitou que fosse vê-lo tão cedo. 

Temari degustava de sua reação. 

Se está tão feliz com isso, não vai achar mal a proposta do Conselho, pensava, deixando escapar multiplos sorrisos de intenção. 

Por outro lado, Naruto permanecia ranzinza, desconfiado da “simpatia” de Temari. 

- Das outras vezes, não me receberam assim. – disse em tom baixo, introspectivo. Ainda assim, Temari conseguiu ouvir. 

- Dizes do facto de não seres alojado na nossa casa? – perguntou. 

Naruto assentiu.

- Sim, das outras vezes fui alojado no hotel mais barato de Suna. 

Temari deixou escapar um sorriso, lembrando que o alojava nesses locais propositadamente. Podia se dizer que era má, mas, na altura, Naruto era um genin, não merecia melhor tratamento. 

- Não eras o Okage na altura. – disse.  

Naruto deu de ombros, contentando-se com a resposta. Percorreram o resto do caminho em silêncio, até pararem frente àquela que, em termos de habitação, era a segunda maior construção da vila, perdendo apenas para o Palácio do Daimiô. 

A porta foi logo aberta por uma das serviçais. Morena, alta, beirando os 19 anos, e extremamente bonita. De cara, com os cabelos presos num coque frouxo, tinha parecença com a secretária de Naruto, Midori. Trajava ainda o uniforme de trabalho – um vestido preto semi-curto e um avental branco sobre o colo - e seus olhos diziam claramente que estava com sono. Não era para menos, eram 2 da manhã. 

- Sê bem-vinda a casa, Temari-san. – disse, um sorriso entre os lábios. 

Temari limitou-se a assentir. 

- Acordada à essas horas porque, Fuku? – perguntou, com um certo tom de repreensão na voz. Tinha as chaves de casa, pelo que julgava inútil ela esperá-los.  

- O Kazekage-sama ordenou que ninguém fosse dormir até vocês chegarem. – respondeu. A menção a Gaara deixou Sakura mais consciente de onde estava, do lugar onde estava prestes a entrar. 

- E ele?

- Foi dormir. 

Temari arqueou as sombracelhas, fuzilando a moça com os olhos. 

- Foi o que ele me disse. – explicou Fuku, apressada e temerosa. Gaara nunca dormia à noite. Num dia “bom”, à tarde, conseguia tirar um cochilo de trinta minutos. Nunca mais que isso. 

- E que mais?

- Ordenou que ninguém o incomodasse. 

Mal a moça terminou de falar, Temari olhou sob os ombros, analisando a reação de Naruto e Sakura. Pareciam calmos; sabia, entretanto, que só Naruto estava realmente calmo, Sakura não. Acabara de experimentar uma sensação contrária a tudo o que sentia até então, um gosto amargo lhe subiu a boca, causando ânsia de vômito e seus olhos tremeram um pouco, sentindo se abalar a certeza de que seria fácil lidar com Gaara. 

Temari voltou a atenção à moça. 

- Prepararam os quartos? 

- Sim, fizemos tal e qual ordenou.

- Ok, já pode ir dormir, Fuku, eu trato do resto a partir de agora. 

Após uma vênia, Fuku se retirou. Adentraram a mansão, atravessando o vestibulo até à sala principal, um comodo grande e mobiliado até dizer chega. A mesa de refeições parecia intocada, ainda servida com iguarias fumegantes em pratos de cristal. 

- Têm fome? – perguntou Temari. 

- Eu não. – respondeu Sakura. 

Temari encarou Naruto. Surpreendentemente, Naruto fez que não com a cabeça. 

- Ok, deixem-me mostrar os vossos quartos. 

Temari começou a andar e os dois acompanharam-na até o segundo andar, onde ficavam os quartos. O corredor contava com cinco quartos, pares nas laterais e um último quarto no final do mesmo - qualquer um deduziria, erroneamente, que se tratava do quarto de Gaara. 

- Os quartos à esquerda são do Gaara e do Kankuro, os da direita serão os vossos e o último, o central, é o meu. – explicou. 

Podia jurar que o último era do Gaara, Naruto e Sakura se entreolharam, cientes de que partilhavam o mesmo pensamento. 

- Sakura, esse é o seu. – disse Temari, indicando a primeira porta à direita. 

- Vou me recolher. – disse Naruto, atentando para a segunda porta à direita. Temari não levou a peito a grosseria, ciente de que estavam todos esgotados. – boa noite. 

- Boa noite. – responderam as duas, em unissono. O som a seguir foi de Naruto abrindo e fechando a porta. 

- Deves dormir também, Sakura, foi uma viagem longa. – disse Temari. 

- Claro, boa noite. – Sakura se voltou para a primeira porta. Porém, antes de destrancá-la, precisava saber de uma última coisa. Virou-se. Viu Temari apoiada na parede, as mãos cruzadas, os olhos fechados, assentindo apenas. 

Sorriu de leve, tendo a resposta que queria. Adentrou seu quarto; Sozinha no corredor, Temari se aproximou da primeira porta à esquerda, o suposto quarto de Gaara, só para verificar se era verdade o que respondeu a Sakura. Abriu de leve, o suficiente para espreitar, a primeira visão foram marionetes no chão. 

Tão infantil, Gaara, pensou, sorrindo. Gaara havia trocado de quarto, frustrando seu plano de pô-lo frente a frente com Sakura. Não se importou; isso era o de menos agora. Voltou a descer as escadas, deparando-se com Fuku no andar inferior, terminando de fazer o que ela tencionava fazer: retirar os pratos. 

- Não ordenei que fosse dormir? – perguntou em tom áspero, descendo os últimos degraus. A moça voltou-se para ela, tomando o cuidado de não encará-la por muito tempo.  

- Sim, mas eu esqueci de lhe entregar algo. 

- O quê? – perguntou Temari, desconfiada. 

- Isso. – disse Fuku, sacando um envelope de dentro do uniforme. Estendeu-o para Temari, mantendo o olhar vidrado no chão. 

- O que é isso?

Ergueu o rosto. 

- É uma carta do conselho, foi um ninja da ANBU quem trouxe.  

Temari recebeu o envelope e analisou-o, certificando-se da originalidade do mesmo. Não havia erro, tinha o selo de Suna, algo ao qual só tinham acesso Gaara, o Conselho e o Daimyô. 

- Gaara sabe disso? – quis saber. 

A moça fez que não. Por um instante, Temari pareceu inquieta, tentando decifrar o que continha a carta. Ciente de que o único jeito era lê-la, dispensou a moça. 

- Bom trabalho, Fuku, já pode ir dormir. 

A moça assentiu e se despediu, indo dormir. Outra vez sozinha, Temari rompeu o envólucro e sacou o papel contendo a mensagem. A letra havia sido bem desenhada, de forma a ser lida com facilidade, e o que instruia, apesar de inconveniente, não tinha nada de complicado:

A reunião foi remarcada para amanhã às 10, trate de nos trazer o Okage e a rapariga. Gaara não pode saber de nada”. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Até às tretas do próximo capítulo rsrsrsrsrsrsrs.


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