História Corações de areia - Capítulo 19


Escrita por: ~ e ~Siegrein

Postado
Categorias Naruto
Tags Amor, Casamento, Dor, Etc, Gaasaku, Sasusaku
Exibições 228
Palavras 2.206
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oié!!!
Trouxe o capítulo 19. Para começar, peço desculpas pela demora, já sabem como é que é, imprevistos não faltam. Agora, quanto a fic, devo dizer que não estava nos planos ela ter tantos capítulos. Era para ser bem curtinha, mas calhou que a situação saiu do controle e eu, muito sinceramente, não sei quando vai acabar...
- Se é que vai, né!
- Quem falou isso? Alô!!!! Quem está ai?! Ai, que medo... FUI!!!

Capítulo 19 - O Sorriso


Fanfic / Fanfiction Corações de areia - Capítulo 19 - O Sorriso

Konoha, 9h33´

- Me esperem aqui. – ordenou Gaara, sua voz um sussurro quase inaudível.  

Seus guardas, apesar de surpresos, assentiram, enquanto espiavam, do alto de uma árvore, a velha sexagenária colhendo suas ervas medicinais. Gaara pulou da árvore e fez uma aterrisagem suave, evitando fazer qualquer barulho. Misaki continuava distraida, com seu cesto em mãos, completamente alheia à sua presença. 

Gaara esboçou um sorriso de satisfação. Marcou um passo; Misaki não se mexeu. Assim que marcou o segundo... pisou um graveto!. Praguejou mentalmente e cerrou os dentes, à espera que Misaki se virasse e o pegasse em flagrante, mas, diferente do que estava a espera, Misaki continuou recolhendo suas ervas. 

Outro sorriso de satisfação. Marcou mais um passo... 

- Ficarias surpreendido se eu dissesse que coloquei o graveto ali intencionalmente?! – perguntou Misaki, ainda sem se virar. Seu tom soava divertido.  

Gaara respirou fundo, abandonando o ar furtivo com que caminhava. 

- Não, não ficaria. – admitiu.

Misaki se virou, encarando-o. Tinha um sorriso desenhado no rosto e um brilho afetuoso no olhar. Gaara se aproximou rapidamente dela, abraçando-a; Misaki era alguém por quem nutria um grande carinho; devia sua vida à ela. 

- Tive saudades! – confessou, segurando seu corpo magro contra o seu.

Soltou-a em seguida. 

- Eu estive sempre aqui. Você que foi e não voltou mais. – disse Misaki, recuperando o cesto que havia abandonado no chão. 

- Tive muito que fazer em Suna; não hesitaria em vir mais cedo, se pudesse. Devo minha vida a você. 

Misaki esboçou um sorriso, e passou sua mão pelo rosto de Gaara, segurando suas bochechas. Gaara segurou sua mão e depositou um beijo no torso. Quem não o conhecesse, jamais diria que aquele era o Kazekage. Era tão frágil quanto qualquer homem – certificava-se apenas de mostrá-lo muito. 

- Soube que vais casar! – disse Misaki. 

A expressão de Gaara alterou-se, passando de frágil à duro. 

- É o que parece. – respondeu, sem qualquer emoção na voz. 

Misaki pareceu espantada. Até onde sabia, Sakura era a noiva; Gaara devia estar feliz, não? Não era a garota de que gostava? 

- Pensei que gostavas da Sakura. Lembras de quando ma-descreveste? 

Gaara corou, sentindo as bochechas esquentarem; sua mente foi invadida pela memória daquele dia, recordando, com nitidez e clareza excepcionais, as palavras que usara para descrever Sakura: “se prestares a devida atenção, perceberas o contraste perfeito entre o rosa exótico dos cabelos, o verde dos olhos e o vermelho dos lábios”. 

Estava torpe de amor quando a descreveu desse jeito; agora, pensava, era diferente. Mexeu a cabeça, espantando a vergonha de seu rosto. 

- Agora é diferente. – respondeu, firme. 

- Já não gostas dela? – perguntou Misaki; estreitou os olhos, buscando perceber a resposta sem precisar ouvi-lo. 

Gaara respirou fundo. Não adianta mentir, pensou, rendido. Porém, quando ia responder, uma voz interrompeu-o:

- Sabia que estarias por aqui, Gaara. – disse Naruto, a voz alegre, acenando do topo de uma árvore. Misaki passou para o lado de Gaara, dirigindo o olhar para a árvore em que Naruto estava; acenaram em resposta. 

No mesmo instante, os guardas de Gaara se fizeram notar, estacionados atrás de Gaara. Eram três, todos providos de catanas às costas e os rostos escondidos atrás das máscaras da ANBU. 

- Tenho que ir, Misaki. – disse Gaara, encarando a anciã. Num gesto de despedida, tomou suas mãos e depositou um beijo em cada. – conversámos em outra altura. 

Misaki lhe sorriu, permitindo-lhe partir. Gaara seguiu caminho, junto de seus ninjas, embrenhando-se na floresta. Naruto desceu de onde estava, caminhando ao seu lado. Iriam por terra, aproveitando o tempo para conversarem. 

- Convidaste algum dos outros Kages? – perguntou Gaara, mirrando o caminho à sua frente. 

Naruto fez que sim. 

- Foram os primeiros a serem convidados; seus convites foram enviados na mesma altura que o seu. Todos, excepto você, disseram que iriam enviar representantes. 

- Menos mal, não?

- Sim. Ter todos os Kages na vila não me permitiria pregar os olhos. 

Gaara assentiu, partilhando do alivio do amigo. Apesar de agora reinar a paz e serem nações aliadas, sempre era melhor quando todos os Kages se restringiam às suas jurisdições. Reuni-los num mesmo sitio atrairia grupos rebeldes, e, para tratar da sua segurança, cada um traria esquadrões completos da ANBU, criando, desse jeito, um clima tenso que, com certeza, arruinaria a paz necessária para o casamento. 

Ademais, não estava surpreso por saber que não viriam. Como era de se esperar, as demais nações tomaram conhecimento do atentado de Sasuke, e exigiam saber quais medidas Konoha tomaria para punir um crime que podia acabar com a paz reinante, devolvendo-os aos tempos de guerra e lutas por poder. 

- Recebi cartas do Tsuchikage e do Raikage. – disse Gaara. – souberam do Sasuke, e queriam saber se ele já foi julgado. 

- Já esperava por isso; cedo ou tarde, a notícia iria se espalhar. O bom é que acabou tudo em bem. Se continuasses desaparecido até esse momento, ou mesmo morto, todas as nações se revoltariam; as guerras recomeçariam, piores do que nunca, porque seria por justa-razão. 

Gaara se deteve bruscamente, pego de surpresa pelas palavras de Naruto, que continuou andando, sem perceber que, tanto ele como seus guardas, haviam estagnado o movimento. 

- Algum problema, Kazekage-sama? – perguntou um dos guardas. 

- Fiquem só atentos. – ordenou. 

Percebendo que agora caminhava sozinho, Naruto se deteve, virando-se para encarar o ruivo. Gaara tinha o cenho franzido e os dentes cerrados, encarando-o com fúria. 

- O que foi? – quis saber, parecendo surpreso com a reação do ruivo. 

- Estás muito eloquente, não estás? – perguntou Gaara. 

Naruto sorriu mecanicamente, coçando a nuca. 

- Quando nos tornámos Kage, a ingenuidade é a primeira coisa de que nos livrámos. – disse, ainda sorrindo. 

Gaara sorriu em resposta, suas feições voltando ao normal. O que não passou despercebido foi que ria dele, e não com ele. 

- Boa tentativa. – disse, contente. – quem quer que sejas, escolheste o dia errado para te meteres comigo. – sorriu malicioso, notando o medo inspirado por suas palavras fazendo-se notar na cara de “Naruto”, que engoliu em seco. 

Quem quer que fosse, se fazendo passar por Naruto, não estava sozinho. Mas, pensava Gaara, não importava o número de adversários. Todos – absolutamente TODOS! – estavam em maus-lençois, se pensavam que podiam emboscá-lo... outra vez!

(...)

- Com esse, fazem dez! – disse um dos guardas de Gaara, visivelmente satisfeito, carregando, pela gola da camisa, um homem inconsciente. 

Colocou-o sobre os outros nove. Formava-se uma poça de sangue sob a pilha de corpos, devido aos ferimentos; só não eram cádaveres por piedade. No último instante, Gaara pôs um travão em seus homens, convencendo-os de que não adiantava matá-los, ainda que fosse o castigo ideal, dada a afronta. 

- É o último? – perguntou Gaara. 

- Já não sinto a presença de nenhum deles na redondeza. – respondeu um dos ninjas, o chefe de sua guarda pessoal. – acha que são do bando do Uchiha? – quis saber. 

Gaara olhou a pilha de corpos mais uma vez. 

- É possível; vamos esperar para ver se o Naruto consegue identificá-los. 

Não, não é possível, pensava, é uma certeza!, concluiu mentalmente. Tinha certeza de que aqueles homens eram lacaios de Sasuke. Konoha estava minada; Sasuke podia estar preso, porém, havia se certificado de que seu plano tinha pernas próprias. Sua presença era desnecessária para que seus homens continuassem praticando tais ataques à entidades de outras vilas, buscando estressar os Kages até declararem guerra uns aos outros. 

Sorriu. Isso não vai acontecer; seu plano não vai se concretizar, Sasuke, pensou. Voltou a mirrar o olhar a frente, prestando atenção no som de passos vindo na sua direção. Suspeitou que se tratava de Naruto, e não se enganou; não demorou para o loiro aparecer, seguido de perto pela guarda que o escultou – a ele e Sakura – até Suna. 

A pilha de corpos estava entre eles, e o espanto se fez visivel na face de Naruto. E pensar que tinha que se casar dali há algumas horas! 

- Reconhece-os? – perguntou Gaara. 

Naruto ergueu o rosto, encarando-o; parecia tenso. 

- Reconheço, são ex-ANBUs. – respondeu, sem qualquer emoção na voz. 

Reinou o silêncio por um tempo, até Gaara decidir quebrá-lo. Desde quando saiu de Suna que uma ideia o tem perseguido; havia decidido: ia colocá-la em prática. 

- Preciso te pedir um favor. – disse. 

Naruto pareceu surpreso. 

- Um favor? – perguntou, visivelmente preocupado. 

Tinha o sério palpite de que, o que quer que Gaara queria lhe pedir, não seria algo fácil de cumprir, e que, para o caso de ser fácil de cumprir, seria algo incrivelmente inconveniente. Algo como, por exemplo... 

- Quero ver o Sasuke. 

Touché!

[...]

3 horas depois

- Eu vou me casar daqui há algumas horas. Não devia estar aqui! 

Gaara cerrou os dentes, esforçando-se para não dar um berro. Definitivamente, estava cansado das reclamações de Naruto; como se já não bastasse o ar rarefeito e mal-cheiroso daquele lugar. Caminhavam por um corredor estreito – uma das muitas bases da ANBU -, atrás de Ibiki, que os conduzia até à cela de Sasuke. 

Parecia uma masmorra, só que subterrânea. A medida que andavam, passavam por várias portas, salas de interrogatório, distribuidas nos dois flancos. As luzes no teto desenhavam quadrados no chão, iluminando-o intermitentemente; as paredes, de tão próximas que estavam, fariam um claustrofóbico sufocar.  O chão estava ensopado por um liquido que supunha estar infestado de dejetos; cheirava terrivelmente e havia manchas de sangue seco nas paredes.  

O que Konoha tem de belo, tem de sinistro, pensou. Queria sair dali o quanto antes; porém, só o faria depois que estivesse frente a frente com Sasuke, não antes. Estava obstinado – senão obcecado – com a ideia de vê-lo. 

Dizia a si mesmo que precisava vê-lo. 

Diferente do que Naruto supôs, não foi uma decisão repentina. Muito pelo contrário, levou horas, dias, a se decidir; não “dormiu”, não comeu, cogitando sobre o assunto. Embora nunca viesse a admitir, tinha expectativas altas para esse encontro; expectativas devidas, principalmente, a iminência do casamento com Sakura. Saber que, querendo ou não, iria se casar, fê-lo concluir que devia se encontrar com o Uchiha. 

Apesar das circunstâncias, Sakura era a mulher de seus sonhos e, se fossem mesmo casar, faria tudo ao seu alcance para fazê-la feliz. Porém, sempre que se imaginava sendo feliz ao lado de Sakura, surgia a imagem de Sasuke, manchando sua fantasia. Na sua mente, Sasuke era como um “rival fantasma”, alguém a quem tinha que estar sempre atento. Precisava vê-lo e confirmar que estava mesmo preso, não só fisicamente como mentalmente. Precisava olhá-lo nos olhos e decifrar se estava chorando – ciente de que não podia fazer mais nada - ou rindo por dentro – como se tudo estivesse correndo como previsto; como se estivessem fazendo exatamente o que tinha planeado. 

Parecia paranóia, mas só iria passar se visse Sasuke destruido, incapaz de fazer alguma outra coisa; só assim teria paz. A paranóia surgiu de uma conversa com Temari, quando foi reclamar da participação da irmã no plano do Conselho; Temari disse algo que, simultaneamente, lhe deu esperança e medo: 

(...) a Sakura vai ser sua esposa e eu posso te garantir que não vai ser tão dificil fazê-la se apaixonar por você; aliás, se não estou em erro, ela já te ama, Gaara”. 

Até aqui tudo bem. Só quando reclamou do facto de Sakura gostar de Sasuke, é que Temari disparou a bomba; disse-o, claro, com intenção de aliviá-lo, mas falhou o propósito, deixando-o de sobreaviso: 

“(...) vamos supor que é como dizes e que, hipoteticamente falando, a Sakura gosta do Sasuke. Ele está preso, o que mais ele pode fazer? Tens o caminho livre!”. 

Pois, o que mais Sasuke poderia fazer? Descobriria apenas depois que o visse.  

- Falta muito? – quis saber. 

Ibiki sequer parou ou se virou. 

- Não. – respondeu, seco. 

Gaara sorriu de leve. Não era preciso ser muito inteligente para saber que Ibiki estava contra sua visita. Mas, como Naruto tratou de lhe lembrar, tratava-se de um “pedido” do Kazekage, não podia se recusar. 

Percorreram o resto do caminho em silêncio, escutando apenas o som de seus passos naquela “água” mal-cheirosa. Pelo que soube, a “cela” de Sasuke ficava no final do corredor, aprisionado atrás de uma porta de ferro maciça, cuja chave eram três selos de oito trigramas, conhecidos, exclusivamente, por Naruto e Ibiki. E não era bem uma cela. Sasuke estava emparrelhado; do outro lado, do lado dele, a porta, tal como a parede, tinham o formato exato de seu corpo, impedindo-o de se mover. 

Uma sentença dura, porém justa, pensou Gaara. Não o veria por completo. Uma mísera fresta seria deslocada, na altura dos olhos; devido ao selo na porta, Sasuke estaria incapaz de usar seu sharigan, mas o veria. Estariam cara-a-cara, e só então, Gaara saberia se devia ou não se preocupar. Responderia a questão que há já um bom tempo o atormentava: estaria rindo ou chorando? 

[...]

4 horas depois. 

A escada estava escura.  

Sem a preocupação de ser visto por alguém, Gaara sentou no primeiro degrau, a cabeça pendendo entre as pernas. Respirou fundo; em seguida, ergueu o rosto, fitando o teto. Fechou os olhos e esboçou um sorriso amargo, lembrando do encontro com Sasuke - lembrando, precisamente, do momento em que seus olhos se encontraram.  

- Sorrindo. – disse a si mesmo, angustiado. – ele estava sorrindo! 


Notas Finais


Parece que o Sasuke ainda não disse sua última palavra. O que será que vai acontecer? Só lendo o próximo para saber. Chegado aqui, passo a bola para o L-Drago, ele que vai publicar de agora em diante. Bjs, bye!


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