História Corações de papel - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais
Tags Bts Yaoi, Jikook, Kookmin
Exibições 206
Palavras 2.248
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


[respostando porque deu merda]

Ora ora, parece que depois de quase dois meses essa autora voltou.
Me desculpem e não desistam de mim!!! Estive dando prioridade a umas fics que estavam em fase final, agora só tenho duas em andamento (tinha cinco!!!) e obviamente vou demorar menos para atualizar essa ^^

Capítulo 6 - Não há nada como nós


Fanfic / Fanfiction Corações de papel - Capítulo 6 - Não há nada como nós

Eu senti as batidas do meu coração parecerem lentas naqueles segundos após o beijo.

Enquanto nossos olhares continuavam conectados, uma infinidade de coisas passavam por minha mente e eu simplesmente não consegui assimilar aquela cena toda. Jimin havia me beijado, certo?

Não era aquele mais um de meus sonhos impertinentes, ele estava bem a minha frente e podia tanto sentir sua pele no toque dos meus dígitos - que ainda envolviam seu rosto - quanto a sensação de quando sua boca havia pressionado de leve contra a minha. Tão leve quanto as asas de uma borboleta alçando voo.

“Você não deveria ter feito isso.” Ditei antes que ele começasse a falar, e o olhar triste caminhou para algum ponto que não fosse meu rosto quando ele afirmou com a cabeça. De qualquer forma, minha frase saíra como uma interrogação. “Você vai sair correndo daqui agora, não vai?”

Deixei meus braços caírem ao lado do meu corpo e já querendo voltar a tocá-lo, me afastei dois passos. Ele permaneceu em silêncio e eu apenas fiquei a observá-lo quando iniciou a abotoação da camisa que usava.

Quando em um movimento da mão dele a luz bateu em sua aliança e refletiu, lembrei que não era apenas por causa do passado que a gente não podia fazer nada mais.

Por mais que o passado dele tivesse tanto sobre mim, por mais que as histórias mais importantes, e talvez mais dolorosas, me envolvessem diretamente, eu não tinha nada a ver com sua vida. O que eu precisava saber havia acabado de ser resolvido, e mais nada era sobre mim. O amor da minha vida tinha uma família e diferentemente de mim, sua vida estava feita.

Imaginei que Jimin já deveria estar com remorso e eu mesmo já não mais tinha certeza se julgava bom ter recebido aquele casto beijo.

“Então… Você é casado mesmo. Há quanto tempo? Já tem filhos?” Ele ergueu o rosto e caminhou na minha direção, estendendo-me meu casaco sem erguer o rosto.

“Três anos, nós não vamos ter filhos.” Umedeci os lábios com a língua, me preparando para lançar mais um questionamento, mas parei quando ele girou lentamente sobre os pés e olhou atentamente minha sala. Os olhos estavam inchados e vermelhos por conta do choro já cessado, e a expressão continuava infeliz. “Esse lugar não mudou nada.”

“Muita coisa não mudou.”

Sorri de canto, pensando na reação que ele teria se entrasse no meu quarto e se deparasse com os aviõezinhos amarelados que haviam sido dobrados por suas próprias mãos.

“Eu ainda tenho que levar Seokjin para casa.” Ele só queria dizer que estava louco para sair logo da minha presença. Naquele momento eu sabia que deveria entendê-lo, e o faria, mesmo que fosse contra minha vontade deixá-lo sumir. “Se você não se importa eu vou então-”

“Você poderia voltar aqui outro dia, vamos conversar melhor! Agora que eu sei disso, eu gostaria de conversar por mais tempo e com mais calma, saber sobre… Sobre a sua vida. Além disso. Eu quero conversar com você como o amigo que eu era para você antes, como o amigo que você foi para mim durante nossa adolescência.”

Ele parou próximo a porta ao ouvir minha voz - naquele pedido que havia soado mais como um apelo desesperado, admito - e vi a mão hesitar em tocar na maçaneta. Pareceu brincar com o indicador ali, e então virou-se para mim.

“A gente pode combinar algo. Eu te ligo.”

Sem sorrir, finalmente se foi então.

Sua última frase havia sido vaga e faltava qualquer emoção na forma que me olhava, eu apenas conseguia sentir tanto por saber que Jimin estava tão machucado. As cicatrizes em sua pele marcavam as feridas cicatrizadas, mas notava-se que em seu íntimo a memória daquilo tudo o machucava, não era difícil de entendê-lo e nem sei o que faria se tivesse acontecido comigo.

Dormir aquela noite foi ainda mais difícil do que naquelas noites após o sumiço dele, eu não conseguia parar de pensar na imagem ferida e frágil de Jimin. Eu não conseguia parar de me perguntar se aquele beijo significava tudo aquilo que deveria, ou se poderia ter sido um impulso. Talvez ele mesmo sentisse pena de mim ali?

Fosse como fosse, queria tê-lo em meus braços. Queria poder beijá-lo, fazê-lo me aceitar como o sempre apaixonado por ele, e afastar a lembrança da covardia que foi feita contra si.

 

 

Era final de semana e eu decidi passar a maior parte debaixo das cobertas. Havia acordado mais cedo do que pretendia e como ainda me sentia fragilizado e deprimido, estoquei os salgadinho e caixinhas de suco ao meu lado no sofá e decidi assistir televisão até a marca do meu corpo estampar o estofado.

Até minha mãe notou o clima estranho comigo quando me ligou, então decidi aceitar que estava sendo patético por passar por aquilo novamente. Era aquilo, não era?

Como o adolescente de anos atrás, eu estava sofrendo por Jimin.

Reencontrá-lo fez mais que apenas confirmar que o meu amor por ele se mantinha intacto. Sei que estive andando através dos anos com aquele passado vívido em minha mente, cultuando secretamente a imagem antiga do meu primeiro amor sem sequer cogitar esquecer aquilo tudo e enterrar de vez sua lembrança empoeirada que havia me causado tanto sofrimento.

Jimin ao entrar na minha vida novamente depois de ter passado dez anos apenas no canto dela, avivou o sentimento. Foi como se o amor mantido de forma serena finalmente houvesse florescido, tomando conta dos meus sentidos de forma ainda mais forte.

E mesmo não tendo sentido verdade na promessa dele de entrar em contato, fiquei esperançoso como um garoto. Como o garoto que esperava por ele todas as manhãs para poder entrar na escola.

Como o garoto que ansiava pelos beijos escondidos todos os dias.

E agora adulto, ele novamente me deixou tenso e ansioso, deitado no sofá misturando pensamentos sobre passado e futuro.

Já passava da hora do almoço quando meus pensamentos acabaram se tornando mais torturantes. O que será que o baixinho fazia naqueles dias? Não conseguia expulsar a imaginação sobre ele deitado com a esposa nos braços, trocando conversas bobas, reclamando sobre suas frustrações diárias e recebendo algum conforto e carinho de quem na  minha cabeça era uma imagem feminina sem rosto.

Também não me lembrava de seu nome, qual eu tinha escutado pela segunda vez graças a Jin, e tinha muita curiosidade de saber o que ela representava para ele, mesmo que isso fosse algo que eu não deveria me interessar.

Mas ele havia desabado diante de mim na noite anterior, não havia? E mais que isso, se deixou guiar por alguma coisa, algum sentimento que eu não sabia, e me beijou. Não dava pra considerar aquilo algo significativo, talvez nem ele mesmo pudesse ver como uma traição a esposa. Mas eu queria ver significados naquilo, algo mais que impulso.

Talvez ele também sentiu saudade? Não queria me iludir para acabar sofrendo mais quando aquilo desmoronasse de uma vez, mas havia sinais demais.

Eu precisava saber mais, precisava que Jimin me contasse a verdade sobre como foi me rever, agora eu sabia que ele não me desprezava, agora sabia que ele provavelmente havia sofrido muito mais que eu. Ele precisava de mim, eu queria conseguir livrá-lo de todas aquelas coisas, dores, grilhões, cicatrizes.

Ele vivia uma mentindo para si mesmo, se escondendo embaixo das realizações de coisas idealizadas por seu pai, pela sociedade, por todos que não aceitavam gente como a gente. Queria eu poder ajudá-lo a se livrar daquilo.

“Você vai me prejudicar mais uma vez.”

Eu não queria isso.

Entretanto, me afastar não era uma opção.

Não poderia haver nada como Jimin e eu, nenhuma amizade sequer pode o substituir e eu sentia que podia fazê-lo me ver ao menos daquela forma novamente, como um amigo, como alguém de quem ele não deveria tentar fugir.

Minhas horas de inanição passaram quando me decidi e tomado de coragem, busquei pelo contato de Jin no celular. Só ele poderia me ajudar com nosso chefe.

Seokjin era curioso, mas antes que ele tomasse muito do meu tempo e me afastasse de meus planos de contatar o baixinho naquele ainda dia, fiz a melhor coisa que podia. De cara entreguei que havia muitas coisas sobre o chefe que ele não tinha noção, e prometi que na segunda assim que ele fosse me levar para o trabalho, lhe contaria tudo no caminho.

Ele sofreu por ter que esperar um pouco mais, porém concordou rápido, assegurando que assim que encerrasse a ligação o contato dele seria mandado para o meu celular.

Com o número dele na tela, estaquei. Tinha que pensar direito antes de fazer o que tinha vontade.

O que deveria fazer?

Seria errado simplesmente ligar para ele, poderia ser invasivo demais e até mesmo incômodo, uma vez que ele provavelmente estaria em casa com a esposa naquele momento. Era arriscado, poderia deixá-lo irritado como antes.

A tela de bloqueio do celular apareceu naquele tempo em que imaginava todas as razões para não tentar contato com Jimin. Era quase noite lá fora, recuei até o sofá e larguei o celular ao lado do meu corpo.

Confuso, indeciso, pessimista e perdido. Parecia covardia agir assim depois da forma que ele tinha agido comigo, me deixando aproximar-me e dividindo comigo a verdadeira razão sobre nosso afastamento. Estava com medo de dar um passo além das minhas pernas e estragar o que poderia estar começando a se firmar outra vez, porque eu não podia ser visto como um estorvo.

Olhando para o aparelho apagado, tentei pensar de forma positiva: eu não era assim tão difícil de entender. Jimin seria muito bobo se ainda não tivesse fé no que eu lhe dizia, seria loucura continuar julgando que eu queria apenas atrapalhar a vida dele por algum motivo que nem ele seria capaz de imaginar.

Porém antes que eu tomasse uma decisão, meu celular começou a tocar. Meio absorto em minha confusão mental, atendi sem nem me preocupar em olhar a tela para ver quem seria.

“Alô?”

“Oi, Jeongguk.”

Aquela voz era a voz dele.

“Hyung? Jimin hyung, é você?” Eu estava sorrindo, não podia acreditar que ele realmente estava cumprindo o que havia dito na noite anterior. “Realmente me ligou…”

“Eu… A gente pode conversar um pouco? Você poderia vir naquela pracinha onde a gente-”

“Ficava quando matava aula?”

Pude ouvir uma risadinha baixa do outro lado da linha, e no mesmo momento as borboletas começaram o estardalhaço no meu estômago.

Com a ligação partindo dele e o pedido de um encontro justamente naquele lugar, eu podia voltar a ter esperanças que temia ter. Muito provavelmente ele tinha guardado minhas palavras e mudado a impressão que tinha antes quando tentou fugir tanto de mim, Jimin estava confiando em mim.

Eu só podia pensar que era finalmente a minha segunda chance, eu recomeçaria sendo o amigo que me ofereci para ser.

Quando cheguei na pracinha - que não era tão afastada da minha casa - ele já estava me esperando.

O céu começava a escurecer e o sol já tinha ido embora há alguns minutos, aquele não era um tempo muito bom então saí usando o mesmo casaco da noite anterior. E Jimin, ele estava vestido de forma mais casual de como o vira naqueles últimos dias: usava jeans, um casaco que aparentava estar um pouco largo em seu corpo pequeno, e tênis nada sociais nos pés.

“Você continua completamente lindo.” Daquela vez não me segurei, e ele recebeu a frase com um olhar quase assustado. “Eu só queria que soubesse disso, é difícil te olhar e não lembrar do menino que você era.”

“Eu… Ah. Obrigado, Jeon. Você mudou bastante.”

As luzes do lugar iluminavam bem a mesa onde nos sentamos, e passamos uns minutos em silêncio. Jimin parecia indeciso, percebi enquanto ele claramente me observava usando da coragem que não teve nos outros dias (onde fingia não se importar com minha presença), mas seus olhos sempre desciam quando ele tentava fixá-los nos meus.

Ele deveria estar envergonhado também, as lembranças que dividíamos não eram ao todo tão boas.

“Como você está se sentindo?”

“Um pouco confuso.”

“Eu sinto muito que tenha passado por coisas horríveis.”

“Eu não te culpo por aquilo, Jeon. O problema é que meu pai achou que eu poderia mudar, e eu acabei por achar que havia mudado mesmo. Mas agora… Estou me sentindo perdido.”

“Podemos começar devagar, no seu tempo, você não precisa ficar com medo de que eu te exponha ou use você de alguma forma. Não brinquei sobre voltar a ser o amigo que você precisar agora, sei que sua vida não deve ser tão fácil agora.”

Pela primeira vez desde nosso reencontro, Jimin sorriu em minha direção, olhando-me nos olhos.

Não era aquele sorriso grande que eu guardava na lembrança, suas bochechas não inflaram e seus olhos não se tornaram um risco amável na face bonita. Mas ainda assim, Park Jimin sorriu para mim.

Os lábios cheios se curvaram sutilmente, e ele colocou a mão sobre a mesa, esticando os dedos para pedir pela minha. Correspondendo ao gesto e sorriso, coloquei minha palma sobre a dele e logo os dedos se fecharam em torno dos meus, e não havia nenhum momento em que eu pudesse estar mais feliz. De alguma forma aquele gesto ainda carregava mais significado que o selo da outra noite, era eu e ele selando nosso recomeço.

“Me desculpe, mas eu senti a sua falta.”

 

 


Notas Finais


REPETINDO: Estive dando prioridade a umas fics que estavam em fase final, agora só tenho duas em andamento (tinha cinco!!!) e obviamente vou demorar menos para atualizar essa ^^
Então, comentários são bem vindos, vocês sabem que os amo; obrigada por gostarem da estoria.

P.S: Capítulo seis já, então devo avisar que agora as coisas vão andar e melhorar, sem muita enrolação porque esse amor é longo demais pra essas coisas, só que temos que entender que o Jimin precisa do tempo dele. E o JK vai ser aquela base, aquele amigo ♥

Não deixem de comentar, vocês não sabem o quanto desanima uma autora ver que teve visualizações e quase nenhum (ou nenhum!!) comentário dizendo o que achou sobre.


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