História Corações em Guerra - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias A Sereia
Personagens Akinli, Kahlen, Personagens Originais
Tags Drama, Romance
Exibições 6
Palavras 1.077
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, ultimamente meus capítulos não estão lá essas coisas, mas é porque estamos em um momento da história em que só vou apresentar os personagens novos, e não há muito o que falar. Mas, vou tentar melhorar no próximo capítulo, e tentar faze-lo maior também. Demorei pra postar esse porque estive meio ocupada ultimamente, porém a época de férias está chegando e vou tentar escrever mais. Obrigadinha do fundo do meu coração por lerem!

Capítulo 10 - Menina suspeita


*Kahlen

Depois da longa viagem de trem, eu não conseguia conter minha empolgação ao chegar lá. Notei que Akinli não compartilhava do mesmo nível de entusiasmo que eu, mas não liguei. Ele me ajudou a carregar minhas malas até certo ponto, mas depois me deixou por conta própria, para ir atrás do seu dormitório. Olhei para as duas malas de rodinha e as quatro de mão com pesar. Quando estava arrumando tudo não parecia tanta coisa assim. Acho que esse é o mal de ter pais com uma boa renda, os filhos nunca sabem quando é demais. Diferentemente de mim Akinli tinha levado apenas uma mala de rodinha. Depois de muito esforço para carregar tudo, olhei para a escada como se fosse um grande desafio e subi. Demorei cerca de meia hora para chegar onde queria, mas consegui, e me dirigi ao me dormitório, 246.

Suspirei. A porta estava trancada. Vasculhei todas as malas de mão até achar onde tinha enfiado a chave.

- Ahá! – falei quando finalmente encontrei-a. Abri a porta e sem parar para analisar o quarto, joguei tudo em cima da cama mais próxima – ufa! – deixei escapar, depois de toda a trabalheira. Parei para olhar o quarto. Em geral era bem simples e me lembrava a casa de Akinli, que era muito aconchegante e eu amava. Sorri sozinha, ao me lembrar de um dia que fui jantar lá. A família toda unida, todos rindo e conversando, contando o dia. Do mesmo jeito que eu sempre pensei que um lar seria. Meus pais viajam mais do que ficam comigo então eu não tinha uma noção de como era um lar de verdade. Comecei a organizar minhas coisas, com a porta aberta mesmo.

- Oi – ouvi uma voz feminina e delicada dizer. Virei-me para ver que era e me vi diante da menina mais bela que já vi. Com cabelos castanhos estonteantemente brilhantes, ousadamente cortados acima dos ombros e olhos âmbar que dão um ar de seriedade, ela me cumprimentou com um sorriso que mostrava seus dentes extremamente brancos, em destaque com sua pele escura, cor de avelã.

- Oi – respondi – sou Kahlen.

- Gyasi, eu sei que é um nome estranho, é porque ele é de origem egípcia, e meus pais são egípcios – explicou, sem perder a compostura.

- Sem problemas, na verdade, é bem bonito e combina com você.

- Obrigada – falou, abrindo um sorriso maior – bom, Kahlen, eu sei que é pedir demais, mas será que você poderia me ajudar com as malas? – perguntou. Olhei atrás dela, e notei que ela carregava mais bagagem do que eu.

- Claro – respondi de imediato – como conseguiu subir com tudo isso?

- Um garoto estava passando e me ofereceu ajuda – não me surpreendi. Gyasi parecia ser uma daquelas garotas que atrai meninos com facilidade. Akinli, pensei, mas logo espantei o pensamento. Ele jamais faria algo assim, e eu sabia disso. Depois de ajudá-la a trazer as malas dela todas para dentro, voltei a guardar as minhas roupas, enquanto conversávamos.

- Então, Gyasi, de onde você é?

- Dallas, no Texas, e você?

- Jacksonville, Flórida – respondi.

- Ouvi dizer que veio mais alguém de Jacksonville, sabe quem é?

- Surpreendente sim, ele era de minha escola.

- Sério?!

- Sim. Inclusive, viemos juntos.

- Uau, essa escola deve ser ótima!

- Eu não penso assim. Acredito que certas coisas só consegue quem se esforça para tê-las. E Akinli, o que veio comigo, se esforçou bastante – falei, com o ar sonhador que sempre ficava quando falava de Akinli.

- Hmmm, esse tal de Akinli, você gosta dele, não é? – perguntou com um sorriso malicioso.

- Sim, e muito – suspirei. Não entreguei todas as cartas, pois queria ver onde ela queria chegar.

- E... Ele gosta de você?

- Olha, acredito que sim, afinal, somos namorados – confessei, por fim. Gyasi arregalou os olhos.

- Ah! Por que não disse antes? – questionou. Eu dei de ombros – agora estou curiosa para conhecê-lo!

- Claro, combinamos de nos encontrar depois, você pode vir também – Gyasi bateu palmas.

- Mal posso esperar!

 

 

Só pude falar com Akinli no dia seguinte, pois eu tinha muitas coisas para arrumar, e eu e Gyasi tivemos uma pequena discussão, pois o guarda-roupa era pequeno demais para nós duas. No final concordamos que era mais justo metade para cada uma. No café da manhã, procurei por ele, e o vi sentado com um garoto de cachos ruivos, que logo fui com a cara dele. Diferentemente de Gyasi, eu ainda estava um pouco receosa em relação a ela. Ela agia como se fosse superior a tudo o que está a sua volta. Mas era gentil e divertida, na maioria das vezes. Akinli me viu a tempo de eu desistir e procurar outra mesa e me chamou para me sentar com ele.

- Oi – falei para ambos os garotos, enquanto me sentava – sou Kahlen – disse eu para o ruivo.

- Alexander, e essa é...? – perguntou, enquanto olhava Gyasi que estava atrás de mim, fingido ser tímida. Bela tática para conquistar corações, pensei, mas nenhum dos dois parecia dar muita atenção à isso. Nesse momento me dei conta de que ia gostar de Alexander. Segurei um suspiro. Já com Gyasi, teria que me esforçar.

- Gyasi – ela disse, se aproximando mais e abrindo um sorriso tímido – colega de quarto de Kahlen. E você deve ser Akinli, certo? – falou Gyasi, se dirigindo a Akinli e voltando ao jeito habitual.

- Sim – respondeu ele – sente-se ao me lado Kahlen – completou, dando tapinhas na cadeira ao seu lado, que estava livre. Fiquei um pouco receosa de deixar Gyasi se sentar ao lado de Alexander, pois não sabia como ela iria agir, mas me sentei ao lado de Akinli mesmo assim e após dar-lhe um beijo na bochecha comecei a comer afinal, não havia muito que conversar. Gyasi logo se pôs a falar sobre sua vida, mas ninguém deu real atenção.

 

 

O dia se passou sem incidentes e até que não foi tão ruim quanto “primeiros dias” são. Mais tarde, no quarto, Gyasi começou a fazer um interrogatório completo sobre Akinli. Achei aquilo meio suspeito, mas talvez ela só quisesse um poço mais sobre ele.

 - E... Há quanto tempo vocês estão juntos? – perguntou, por fim, hesitante. Parei para fazer os cálculos.

- Não tenho certeza... Dois meses, se não me engano. Por quê?

- Apenas curiosidade – dei de ombros.

- Ata boa noite – falei, antes que ela fizesse mais perguntas.

- Boa noite.


Notas Finais


gente, se tiverem alguma critica sobre minha fanfic, podem falar, não vou ficar ofendida, é até bom, porque aí eu sei o que vocês gostam.


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