História Corações em Guerra - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias A Sereia
Personagens Akinli, Kahlen, Personagens Originais
Tags Drama, Romance
Exibições 7
Palavras 1.268
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, desculpem o título repetido, é que eu realmente não tenho a menor criatividade para isso. Mas (como sempre), espero que gostem.

Capítulo 7 - Briga-2


*Narração por Kahlen

Eu estava me arrumando para sair com Akinli quando a campainha tocou. Meus pais estavam viajando, então não podia ser eles. Olhei para o relógio e ainda eram 15h30min. Franzi minhas sobrancelhas, pois ele só chegaria 16h, mas fui ver quem era mesmo assim. Eu olhei pelo olho-mágico da porta e vi que não era Akinli. Era John. Como eu não tinha a menor vontade de falar com ele, simplesmente não respondi, fingindo que não havia ninguém em casa.

- Kahlen, abra, eu sei que você está em casa, ouvi você descendo – droga, sapatilhas barulhentas, pensei eu enquanto destrancava a porta.

- Entre – falei, sem nenhuma expressão – então, o que quer? – perguntei quando entrou.

- Eu queria conversar com você.

- Sobre...?

- Nós – disse ele simplesmente.

- John, não se você entendeu, mas não existe um nós – expliquei, perdendo a paciência.

- Mas você não pode ao menos considerar essa opção? É por causa do esquisitão do Akinli? Eu...

- Não chame ele assim – o interrompi, falando baixo.

- O quê?

- Eu disse para você não chamá-lo assim, John. Lembre-se de que ele é meu namorado e você não tem o direito de falar assim dele – falei, levantando a voz

- Por quê? Ele não passa disso mesmo – disse John, como se me desafiasse a rebater – não sei o que viu nele quando você me tinha em suas mãos. E... Céus, Kahlen, é por isso que vim aqui... Para dizer que te amo – ri com desdém.

- Me ama? John, eu não tenho idéia de qual é a sua definição de amor, mas com certeza não é a mesma que a minha.

- E qual é? Um cara que é como um príncipe encantado? Kahlen, isso não existe – disse ele, se aproximando de mim. Não me movi, apenas ergui o olhar e franzi as sobrancelhas.

- John, eu não quero um príncipe, eu quero apenas alguém leal. E adivinha? Eu achei. Alguém leal, que me ama, que é meu melhor amigo e que se importa com os meus sentimentos. Diferente de você – ele se aproximou mais.

- Kahlen, eu me importo com você, e pare de me comparar àquele pateta – disse ele, sombrio.

- Não te comparo a ele John, porque se fosse tentar você iria ser rebaixado a um cão! – cuspi essas palavras e ele, subitamente, me bateu.

 

 

*Narração por Akinli

Cheguei mais ou menos às 15h45min, e como provavelmente Kahlen deveria estar se arrumando (ela é muito detalhista), resolvi esperar um pouco, arrancando algumas flores do vizinho para dar a ela. Até que a ouvi falando com alguém. Como seus pais estavam viajando, e não queria atrapalhar, fiquei ouvindo pela porta (sei que é ridículo, mas não podia fazer mais nada).

- John, não se você entendeu, mas não existe um nós – a ouvi dizendo. O que raios John está fazendo aqui?!, pensei.

- Mas você não pode ao menos considerar essa opção? É por causa do esquisitão do Akinli? Eu... – ignorei o xingamento, não esperava muito mais que isso de John.

- Não chame ele assim – o interrompeu, falando baixo.

- O quê?

- Eu disse para você não chamá-lo assim, John. Lembre-se de que ele é meu namorado e você não tem o direito de falar assim dele – falou ela, levantando a voz

- Por quê? Ele não passa disso mesmo – disse John – não sei o que viu nele quando você me tinha em suas mãos. E... Céus, Kahlen, é por isso que vim aqui... Para dizer que te amo – Kahlen riu, seca.

- Me ama? John, eu não tenho idéia de qual é a sua definição de amor, mas com certeza não é a mesma que a minha.

- E qual é? Um cara que é como um príncipe encantado? Kahlen, isso não existe – disse ele.

- John, eu não quero um príncipe, eu quero apenas alguém leal. E adivinha? Eu achei. Alguém leal, que me ama, que é meu melhor amigo e que se importa com os meus sentimentos. Diferente de você – mesmo no momento tenso, sorri com as palavras de Kahlen.

 - Kahlen, eu me importo com você, e pare de me comparar àquele pateta – mais uma vez ignorei o xingamento, e desejei que Kahlen fizesse o mesmo.

- Não te comparo a ele John, porque se fosse tentar você iria ser rebaixado a um cão! – Kahlen praticamente cuspiu essas palavras, e ouvi John desferir um tapa em sua face.

Abri a porta de repente, tendo plena consciência de que depois eu iria levar uma baita bronca de Kahlen por ficar espiando na porta sem fazer nada. Entrei e vi Kahlen no chão, com uma mão no rosto, possivelmente onde tinha levado um tapa. Arregalei meus olhos.

- Kahlen! – gritei.

- Akinli? O que está fazendo aqui? Pensei...  – não deixei John completar e dei-lhe um soco no queixo, atordoando-o. Corri até Kahlen e fui ver se estava bem.

- Ele te bateu com muita força? – perguntei levemente desesperado, enquanto erguia seu rosto para ver a marca vermelha da mão de John no rosto dela.

- Não, eu... – ela arregalou os olhos, e eu olhei para trás, a tempo de ver John me empurrar para longe de Kahlen. Sabia que o soco não deteria John, mas pensei que ao menos daria tempo de ver se ela estava bem.

Ele não me jogou muito longe e incrivelmente não me machuquei, mas vinha em minha direção, e devolveu o soco que lhe dei, só que em meu olho. Mesmo não conseguindo enxergá-lo direito, me levantei e dei um golpe em seu ombro, o deixando inconsciente. Kahlen me olhou surpreendida.

- Como fez isso? – perguntou chocada.

- Livros – ela levantou uma sobrancelha e deu de ombros. Veio até mim e segurou meu rosto com a mão, como eu tinha feito com ela momentos antes.

- Vai ficar roxo – falou fazendo uma careta.

- Jura? – perguntei, sendo irônico, e fazendo-a sorri e balançar a cabeça, como se dissesse que eu não tenho jeito e se virou pegando um gelo na geladeira.

- Isso vai arder um pouco – falou, pondo delicadamente por cima de meu olho.

- Ai! – reclamei, virando o rosto. Ela o segurou novamente e com delicadeza me fez olhar para ela.

- Se eu não botar vai ficar pior – explicou.

- Eu sei – falei, cedendo. Ficamos em silêncio por um tempo.

- Kahlen – chamei.

- Sim?

- Obrigado – falei com sinceridade.

- Por isso? Akinli, eu que agradeço, foi muita sorte você ter chegado nesse momento, eu... Eu não tenho nem idéia do que poderia ter acontecido se você tivesse chegado um pouco mais tarde – falou se afastando, abalada. Resolvi não mencionar que fiquei ouvindo a conversa deles pela porta. Eu me levantei e a abracei pelas costas, ignorando a dor em meu olho por ter tirado o gelo, e aproximei meu rosto de seu ouvido.

- Faria isso mil vezes por você – sussurrei, com sinceridade. Ela se virou e me deu um sorriso triste.

- O que faremos com ele? –perguntou olhando por cima do meu ombro. Suspirei.

- Onde ele mora?

 

 

Deixamos John em sua casa, pois Kahlen achou a chave em seu bolso. Surpreendentemente não havia ninguém em casa. Para onde que esses pais vão?! , me perguntei, pois parecia que tanto os pais de Kahlen quantos os de John nunca ficavam em casa. O colocamos para dormir no sofá, e voltamos para a casa de Kahlen. Ela desceu do carro sem dizer uma palavra, apenas me dando um abraço forte, que retribui. Já dentro de casa, ela me deu tchau com um aceno pela janela.



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