História Corações Suicidas - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos, Drogas, Jovens, Musica, Sexo
Exibições 30
Palavras 1.526
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Musical (Songfic)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bem-vindos à minha segunda Fic, espero que gostem.

Sugestão de Música

↭ Staind - Outside

Boa Leitura

Capítulo 1 - Wesley & Grace - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Corações Suicidas - Capítulo 1 - Wesley & Grace - Prólogo

Dedos finos e longos tamborilavam de maneira impaciente na superfície da mesa do café, denunciando a revolta de Grace. Ela me encarava com um olhar mortal enquanto esperava a chegada de nossos expressos, recusando-se a dizer quaisquer palavra sobre o que achava do assunto iniciado por mim. Na verdade, estava mais para uma confissão, ao qual eu tinha acabado de me arrepender de contar. Grace era mais do que uma simples amiga, ela era para mim, como um tipo de irmã mais nova. A quem eu contava minhas merdas e confiava toda a minha vida. E ali estava ela, inspirando profundamente em busca das palavras certas antes de surtar verdadeiramente comigo. Por volta de alguns minutos depois, o garçom chegou com nossos expressos, depositando-os organizadamente em nossa mesa. 

– Obrigado, você teria alguma indicação sobre o acompanhamento? Talvez alguns waffles? – Disse Grace, levando ambas as mãos nos fios azuis, prendendo-os em um rabo de cavalo desgrenhado e descuidado. Ela amava aquela cor, já deviam ter se passado meses desde a última vez em que ela mudou a cor do cabelo, desde então, ela vinha apenas retocando o habitual azul. 

– Claro, volto em alguns minutos com seus waffles. – Respondeu o garçom, virando-se em minha direção logo após confirmar o pedido de Grace. – E você, deseja o mesmo? 

– Sim, ele vai querer o mesmo. E não me olhe assim, Wes. Você não está na posição de pedir nada. – Disse Grace, terminando o rabo de cavalo e pousando novamente as mãos na mesa enquanto o garçom se afastava de nós. 

– Ah, qual é gata, vai ficar assim comigo até quando? – Indaguei com uma leve descontração na voz, oferecendo um sorriso calmo. 

– Até você parar de foder a sua vida. Porra, Wes! Para de se auto-destruir, sério cara. As vezes nem eu entendo como você se mete nessas merdas. – Disse Grace, assumindo um tom irritado na voz. Que ela estava decepcionada comigo, eu já sabia. Mas ficar irritada daquele jeito num lugar público não era de seu feitio. 

– Grace, você prometeu não me julgar. 

– Não estou julgando você, mas porra. Seu relacionamento estava por um fio, e então você estraga tudo. Agora você chega pra mim com a cara mais lavada do mundo pra dizer que foi pra cama com a sua ex? E o pior, ainda ama ela. Tudo bem até ai. Mas você estar apaixonado por outra e ir pra cama com essa outra só complica as coisas pra você. O que acha que a Olívia vai pensar quando souber?

– Cala a boca, porra. Alguém pode escutar. Você sabe que amo a Olívia, sabe também a dificuldade que tenho para expressar meus sentimentos. Mas elas acabam com a minha sanidade, Grace. – Confessei, detestando o quão canalha aquilo soava. A verdade é que eu estava tendo um caso com duas mulheres, entendo que gostar delas não ameniza o quão ruim isto é, mas não consigo evitar.

– Não, cacete. Eu não vou calar a boca. Você vai se afastar das duas e eu vou dar um jeito em você para que pare de foder com a sua vida! – Esbravejou Grace, chamando a atenção de algumas senhoras ali presentes. Ao notar tal atenção, ela simples ergueu o dedo do meio, expressando seu mais sincero "foda-se" para elas. 

– Grace, você tem de parar de agir como se eu fosse um adolescente. 

– Você só tem 19 anos, Wes. E faz merda o tempo todo, seu egoísta. Nem sei o que fazer com você, sério. Quando nos mudamos e decidimos morar juntos dividindo um apartamento, eu pensei que conseguiria te colocar na linha. Mas você vive sumindo. – Retrucou Grace, suspirando pesadamente ao passar os olhos pelos os meus. Ela estava realmente decepcionada, o que sinceramente só me fazia sentir pior ainda. 

– Grace... – Estiquei o braço para agarrar sua mão, mas ela recuou. – Desculpe, eu sei que sempre estrago tudo, mas não sei o que fazer. Estou desesperado, porra. Eu realmente gosto delas, e quando estou com elas, eu me sinto em paz.

– Eu sei como se sente, Wes. Mas precisa dar um fim nisso, você vai acabar se destruindo novamente e eu temo... Não conseguir te erguer dessa queda. – O olhar de Grace era uma mistura de cansaço, decepção e tristeza, pairando sobre mim como uma âncora pesada demais para carregar. 

LErgui o corpo ao me levantar e deslizar para o lado dela, passando o braço em volta de seus ombros e a puxando para um abraço protetor. 

– Hey gata, não precisa se preocupar, ok? Eu amo você, e prometo não ser o suicida patético que você conheceu. Não tentarei novamente, eu juro. Mas preciso de você ao meu lado. – Grace apenas suspirou, deixando escapar um pequeno sorriso quando beijei o topo de sua cabeça. 

– Eu também amo você, idiota. Apenas me preocupo com você, sabe que só quero a sua felicidade. – Respondeu Grace, baixando o tom de voz gradativamente conforme eu a apertava. Com um movimento suave, ela inclinou a cabeça na curva de meu pescoço, esticando-se para beijar minha pele e logo depois, relaxando a cabeça em meu ombro. 

– Aqui estão seus waffles. – Disse o garçom, pousando os pedidos ao lado dos expressos intocáveis. – Desejam mais alguma coisa? 

– Não, obrigado. Pode trazer a conta, por favor? – Questionei, erguendo o olhar suficientemente para ler o nome no crachá. 

– Claro, deseja agora ou quando acabarem? 

– Agora, vamos caminhar um pouco, não é Grace? – Desviei o olhar para minha amiga, que respondeu com um leve aceno de cabeça. 

– Tudo bem, vou trazer a conta. – Respondeu o garçom, se retirando rapidamente dali. 

Grace permaneceu em silêncio, mantendo toda a atenção em desviar dos spikes de minha jaqueta de couro. Pouco tempo depois, Eric, o garçom, nos trouxe a conta que Grace insistiu em dividir. Mas como eu estava em débito com ela, paguei tudo e recebi uma de suas caretas. Meia-hora depois e estávamos caminhando de volta para nosso apartamento no subúrbio de Detroit. Nossos expressos já haviam sido consumidos junto aos waffles, e agora tudo que nos distraia era a lua cheia com seu brilho prateado sobre nossas cabeças. Grace estava aninhada em meus braços, vez ou outra me olhando com uma careta, como se fosse tentar me impedir de sair de perto dela e cometer mais uma merda. 

– Pare de olhar assim para mim, Grace. Eu fico achando que está planejando algum jeito maluco de me prender em casa. 

– Talvez eu esteja. Não posso te culpar por ser irresistível e bom de cama, mas posso te impedir de fazer merda. – Retrucou Grace, tentando parecer irritada, mesmo eu a conhecendo o suficiente para saber que era impossível ficar mais de algumas horas chateada comigo. 

– Se você me prender em casa, vai ser pior. Porque terei de chamar elas para fodermos na minha cama, e você sabe o que acho sobre fazer isso na minha cama. – Meu tom de voz travesso revelava que eu estava brincando, mas ela decidiu ignorar isso e se virar para mim com um certo ódio no olhar. 

– Wesley, estou de avisando, se eu escutar um gemido que seja no nosso apartamento, juro pra você, as coisas não acabarão bem. – O tom dela era firme e decido, mas eu sabia o significado daquilo. 

– Grace, vamos apenas para casa, ok? Estou exausto, o dia foi longo e tive 4 provas na faculdade, me dê algumas horas de descanso e prometo que discutiremos esse assunto. 

– Ok... Apenas me diga que não fodeu com elas hoje. – Os olhos de Grace se voltaram para os meus, esperando pacientemente por minha resposta. Quando me mantive calado, ela limpou a garganta com dificuldade, como se digerisse algo realmente ruim. – Não acredito nisso, Wes. As duas no mesmo dia? Qual o seu problema, garoto? 

– E você acha que eu sei? Olívia esteve em minha aula de Biologia e conseguimos escapar durante o término da minha segunda prova. A diretora quase nos pegou. 

– E a Marie? Com ela você ao menos fez em casa, certo? – Questionou Grace, como se estivesse a procura de algum fator para amenizar a situação. 

– Bem... Nos encontramos na aula de música e... A sala de serviço estava vazia... 

– Chega! Que merda Wes. Não acredito que ainda teve coragem de me abraçar. Porra garoto, assim não dá nem pra tentar te defender.

Não me dei ao trabalho de responder, sentindo-me ligeiramente incomodado sobre o modo como ela via as coisas. Ela estava certa afinal, mas na hora, parecia bem menos ruim para mim. A verdade é que eu ainda sentia os corpos delas me tocando intimamente, por vezes, chegava a acordar na madrugada e me aliviar dos sonhos eróticos. Eu era um puto viciado em sexo, e o pior, sabia exatamente como elas reagiriam ao descobrir o que eu andava fazendo, mas simplesmente não conseguia parar. Grace tinha razão, eu estava me destruindo, e talvez nem ela fosse capaz de me salvar. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, até a próxima.


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