História Coraline - A porta se abre - Capítulo 3


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Categorias Coraline
Personagens April Spink, Charlie Jones, Coraline Jones, Mel Jones, Miriam Forcible, Personagens Originais, Sr. Bobinsky
Tags Aventura, Beldam, Coraline, Fanfic, Fanfics
Visualizações 24
Palavras 861
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoas! Espero que não se confundem porque eu mudei a capa dessa fanfic pq achei meio feia aquela capa de ponta-cabeça, já que errei ao colocar de cabeça para baixo. Espero que tenham gostado e aqui tem mais um capítulo dessa aventura! ;)

Capítulo 3 - A Outra Coraline


Fanfic / Fanfiction Coraline - A porta se abre - Capítulo 3 - A Outra Coraline

Depois de sair do banheiro, visto um suéter de estrelas brancas que tenho há algum tempo atrás. Eu gosto bastante dele. Visto uma calça jeans e um tênis preto. 

Respiro fundo. Quando voltar da cidade, vou para o Outro Mundo. Estou ansiosa e com um pouco de medo. Mas vou ser corajosa. Eu preciso ser. 

- Coraline? - chama a minha mãe abaixo das escadas. - Já está pronta?

- Sim, mãe. Eu já vou.

- Ótimo.

Ouço os passos dela se afastando e destranco a porta do quarto. A casa parece mais escura. Deve ser só impressão minha. Desço as escadas rapidamente e vou até a cozinha, tentando parecer o mais normal possível. Minha mãe abre a porta e nós vamos até o carro estacionado no jardim. Eu sento no banco da frente.

- Mãe? - pergunto, de repente. - Eu preciso de pilhas para aquela lanterna. Podemos comprar?

- Talvez outro dia, Coraline - diz a minha mãe enquanto dirige. - Eu tenho muitas outras coisas para me preocupar, tá?

Ela fala com uma voz bondosa. E assim sei que é verdade.

- Está bem - respondo, tentando sorrir. Não falamos nada durante o caminho depois disso.

                                   ***

Chegamos à cidade algumas horas depois. Encontramos o meu pai em uma loja de roupas. 

- Comprei um casaco para você - diz o meu pai, mostrando uma sacola de papelão amarela. 

- Que cor é? - pergunto, com indiferença.

Ele verifica como se tivesse esquecido a cor do casaco. 

- Rosa - diz, retirando da sacola.

Eu reviro os olhos.

- Devia saber que odeio rosa - falo, então vou embora para olhar outras coisas. Minha mãe me olha com os olhos cerrados.

- Ela realmente odeia rosa - comenta, balançando a cabeça. - Mas podemos dar para a sua sobrinha.

Olhar roupas é chato. Mas é melhor do que ser vulnerável dentro de casa, completamente só. Além disso, há chances de Beldam sequestrar os meus pais novamente e deixá-los no globo de neve. Não quero pensar nisso.

Há algumas fantasias em forma de animais. Até seis anos, como eu imaginava. Não irei comprar isso, mas gosto de olhar.

- Coraline? - chama a minha mãe. - Já vamos. Seu pai vai ficar. 

- Estou indo - digo, e dou uma última olhada nas fantasias.

                               ***

Quando chegamos em casa novamente, ainda está chovendo. A minha mãe abre um guarda-chuva azul que estava no porta-malas e nós entramos. Devia ter trazido as galochas. O solo está cheio de lama. 

- Vou trabalhar no meu quarto. Quando quiser almoçar me chame. - Então sobe as escadas. Um sorriso atravessa o meu rosto. Vai dar para pegar a vela na gaveta da cozinha.

Eu faço isso, e também pego uma faca afiada, se precisar me defender de monstros como a Beldam e logo estou na frente da porta de madeira. Parece estar me observando, mas sei que é só impressão.

- Não vai ganhar, Beldam - sussurro, e abro a porta. O corredor escuro está lá. Eu engulo em seco.

E atravesso. Fechando a porta atrás de mim. Uma ventania de areia me atinge. É cortante. Grito, e corro. Escorrego, e a vela cai da minha mão e apaga. O cilindro de cera branca rola pelo chão, e eu me levanto. Meu cotovelo parece estar machucado. Dói bastante.

- Sua bruxa! - grito. A porta do Outro Lado se abre e uma luz se acende. Uma silhueta grande e esquelética aparece. Beldam, talvez? 

- Olá, novamente - diz Beldam. Ela agita a sua mão direita. Ela conseguiu a mão. Mas de que forma?

Então me levanto e corro em sua direção com a faca. Me jogo e a faca atinge o seu pescoço. Ela grita, e um sangue negro sai. A porta se fecha atrás de mim. Estou no Outro Mundo. Ela puxa o meu cabelo e eu rolo para o outro lado da sala. E ela se levanta, massageando o seu pescoço esquelético. Está pior do que quando a deixei. Mais magra. Mas parece saudável. Seus botões brilham. 

- Você é esperta, Coraline - diz, agitando as garras. Percebo que a direita está conectada ao braço por um emaranhado de arames. - Mas é egoísta. E o seu egoísmo vai derrotá-la.

- Eu vou derrotá-la, sua nojenta - digo, segurando a faca com força, o sangue negro escorrendo da lâmina até o cabo. - Você vai morrer, seu monstro. E vai parar de uma vez por todas de atrair crianças inocentes e entediadas para cá, para comer as suas almas. 

Beldam ri, e um sorriso amedrontador e branco aparece de dentro de sua boca. Os seus lábios estão pintados de vermelho-sangue. Assim como as unhas. 

Ouço uma tosse atrás de mim, e me viro. Arregalo os olhos.

Sentada em uma cadeira no canto da sala de estar, uma garota de cabelos castanhos até os ombros sorri. Usa um suéter completamente preto e uma calça azul-escura. Usa também uma sapatilha preta. Ela ergue uma sobrancelha. Há botões no lugar de seus olhos. 

É idêntica a mim, tirando o fato de eu ter olhos verdadeiros. É o meu clone. 

É a outra Coraline.

 

 

 

 

 

 

                  

 

 


Notas Finais


:);) XOXO


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