História Coraline - O Pesadelo voltou - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Coraline
Personagens Coraline Jones
Tags Coraline
Exibições 18
Palavras 2.899
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Tentei escreber um capítulo maior para passar tudo o quê era preciso nessa parte. Me avisem se gostarem!
Boa leitura.

Capítulo 3 - Jonathan quebra o pilo romano


Jimmy olhou para mim incrédulo.
— O que é isso?
Senti um calafrio percorrer o meu corpo. Lá estava o portal para outra dimensão. Um segundo perdido e ele fora aberto.
— Feche! — falei e corri até Jimmy para fechar a porta.
Ele nem hesitou em tirar as mãos da maçaneta, e bati a porta com força.
— Você sabia disso. — disse Jonathan.
Sentei no chão e olhei para ele.
— Não quero falar sobre isso.
— Como não? Você viu aquilo? É...demais!
Por um momento, pensei em contar a eles sobre tudo. Mas fiquei com raiva. Raiva de um ato simples daqueles me deixar quase tonta.
— Vocês dois nunca mais pensem em abrir aquela porta.
— Eu não entendo... — começou Jimmy — Você sabe o que é esse negócio.
— Vão achar que sou maluca.
Jonathan pegou a poltrona em frente a lareira e virou para sentar de jeito que pudesse olhar para mim e Jimmy, que estava meio encolhido ao meu lado.
— É assim que fica interessante. — disse com um sorriso sorrateiro.
E contei tudo.
Quando terminei, os dois garotos pareciam curiosos e pensei que me chamariam de alucinada na cara dura. Jimmy com certeza. Mas ele ficou quieto e parecia meio assustado.
— Outra mãe? — perguntou Jonathan — Aquele gato fala? E como diabos seus vizinhos...
— Crianças.
Meus pais apareceram na porta e olharam para nós.
— Estão aí fazendo o quê? — perguntou minha mãe.
— Nada. — respondemos em uníssono.
Ela espreitou os olhos.
— Ok... Ah, Jonathan, sua irmã ligou. Algo sobre não conseguir te buscar, então se quiser pode dormir aqui.
Nesse momento, meu pai olhou para minha mãe e pigarreou.
— Ah, me poupe. — ela disse — E você também, Jimmy. Podem ficar...
— No quarto de hóspedes. — concluiu meu pai.
Revirei os olhos. Jimmy e Jonathan concordaram e meus pais saíram.
— Como eu ia dizendo... — continuou Jonathan — Aquele gato... fala?
O gato, que estava deitado ao lado ao meu lado, miou para Jonathan, que arregalou os olhos.
Jimmy estava encarando a porta com cara de que havia recebido más notícias.
— Você de repente contou tudo para nós — disse ele finalmente — é muita informação.
Assenti para ele.
— Eu sei.
Jonathan olhou em volta.
— A sua outra...mãe. Desculpa, é estranho. Mas enfim, ela espiou tudo?
— Sim. Tudo.
— Você não pensou que talvez ela não esteja... você sabe...
— Ela não está mais viva. Aquela dimensão dela, tudo que ela criou foi destruído. Eu sei disso.
Levantei e olhei para os dois.
— Vamos. Por favor. Eu não quero olhar aquilo de novo.
Juntos, saímos e fomos para meu quarto.

Era quase uma da madrugada quando Jimmy me cutucou com seu dedo ossudo em meu ombro.
— Vá dormir. — resmunguei.
— Coraline. — ele chamou.
Virei meu rosto para ele ainda de olhos fechados.
— Se você quiser comer queijo de novo só...
— Não é isso. É que eu tenho uma dúvida.
Eu até queria conversar com ele mas minha vontade de dormir era bem
maior que a vontade de projetar palavras. E acho que ele notou, porque disse:
— Desculpe, acho que sonhei com alguma coisa e ficou na minha cabeça, sei lá.
Mesmo que estivesse um pouco — muito, muito pouco já que estava babando de sono — curiosa, não falei nada. Jimmy era assim mesmo, meio aleatório e imprevisível.
Estava escuro, mas mesmo só enxergando sombras, o vi pegando seu casaco e saindo pela porta.
— Jimmy?
Alguma coisa naquele jeito dele me deixou desconfiada. Eu estava quase caindo e sem muita coordenação motora, mas o segui em silêncio.
Talvez se eu não o tivesse seguindo, estaria sentindo mais medo do que já estava. Aquela casa, mesmo que eu já estivesse acostumada, me deixava assustada quando estava com as luzes apagadas.
— Coraline...
Senti um arrepio percorrer meu corpo todo quando ouvi Jonathan sussurrando ao meu lado.
— Nunca faça isso de novo. — sussurrei e olhei para frente para continuar andando.
Chegamos na cozinha e Jimmy sentou-se à mesa, tirou o celular do bolso do casaco e começou a teclar sem parar.
— O que ele...
— Não faço ideia.
Tentei espiar o quê ele estava digitando mas da porta minha visão estava turva. Ou seria o sono?
— Porquê ele está aqui?
— Você sabe, ele gosta de...
— Quando vão sair da porta?
Dei um pulo. Jimmy encarou a mim e Jonathan, que suspirou e disse:
— Ah, você nem finge que somos bons espiões.
Entramos e sentamos à mesa com Jimmy.
Isso era tão bizarro. Estávamos sentados no meio da noite na cozinha e no escuro. Quer dizer, a luz da lua que entrava pela grande janela da cozinha até ajudava a enxergar. De qualquer forma, se eu acendesse a lâmpada, meu olhos arderiam e eu não estava era bem isso que eu queria.
— Por que você veio até aqui só para mexer no celular? — perguntei à Jimmy.
Ele levantou os olhos para mim e notei que pareciam cansados demais.
— Ele veio procurar fantasmas. — disse Jonathan, zombando.
Olhei para ele. Que coisa mais sem sentido de se dizer era aquela?
Jimmy fez um haha irônico e notei que não era a primeira vez que ele era zombado por aquilo. Depois largou o celular na mesa, que iluminou seu rosto de forma que o deixava fantasmagórico, e olhou para mim.
— Coraline, você não achou estranho nós aceitarmos tão bem toda aquela maluquice da sua outra casa? 
Dei de ombros. Eu na verdade nem havia pensado naquilo. Se me achassem meio maluca, com certeza falariam. Mas olhando para Jimmy agora, notei que eu não o conhecia tão bem como pensava. Ele estava lá, falando comigo de um jeito que estranhei. Não sabia dizer o que era, mas me deixou intrigada.
Quando abri a boca para perguntar, ele pigarreou e mexeu no bolso do casaco depois tirou algo de lá.
Olhei bem para sua mão. Ele estava segurando meu grampo de cabelo.
— Porque diabos você pegou isso? — perguntei me levantando.
Ele também levantou e colocou o grampo de volta no bolso.
— Me desculpa, eu sei que você deve pensar que é loucura, mas eu acho que devemos abrir aquilo.
— Não! — tentei falar o mais baixo possível — Eu não quero e não vou deixar.
Jimmy suspirou.
— Coraline... Eu acho que Wybie pode estar lá.
O silêncio pairou entre nós. Respirei fundo. Aquela foi a gota d'água para mim. Ele não estava dentro daquele lugar.
— Chega, Jimmy.
Andei até ele para pegar o grampo de cabelo no bolso, mas ele se esquivou. Ergui minhas sobrancelhas para ele.
Nesse momento, foi Jonathan quem quis falar.
— Coraline, acho que... que devemos ir.
Minha cabeça estava atordoada. O quê tinha dado neles afinal?
— Vocês estão malucos? Primeiro, nenhum dos dois sabem do que estão falando e segundo, Wybie não está lá. Não tem nenhuma forma de ele entrar sem ser pela porta.
Jonathan suspirou e abaixou a cabeça.
- Quer fazer as honras? — disse ele para Jimmy, que olhou fixamente para meus olhos.
— Também temos algo para contar.

Lá estava eu, confusa e com frio na cozinha esperando uma explicação.
— Quando eu tinha nove anos, — começou Jimmy — um garoto da minha família, um primo distante para ser mais exato, havia desaparecido. E eu, depois de um tempo, acho que uns três meses, quando ele voltou, comecei a saber mais sobre o assunto por ele.
Assenti.
— Ok. Então, é o seguinte: Ele não havia somente desaparecido da casa. Ele disse que havia um presente de uma "admiradora secreta" na sua cama. Você pode adivinhar o que era?
Pensei. Essa era fácil.
— Um boneco que tinha sua...
— Aparência. É. Você entende o que quero dizer? Até agora eu não havia ligado tudo, mas quando você contou sobre a história, não pude deixar de notar que era isso o quê havia acontecido.
— Mas Jimmy, como isso pode ter acontecido se ninguém morou aqui desde que eu me mudei? A casa ficou vários anos vazia antes de eu vir para cá.
— Eu tenho um pressentimento ruim quanto a isso. Me diz, você não sentiu nada estranho desde que Wybie sumiu?
Isso era óbvio. A bicicleta, sua voz ecoando sem ele estar realmente lá, isso era uma mensagem. Mas toda a minha negação sobre aquela lembrança ruim da outra casa me fez ignorar.
— Sim...
— Eu estou dizendo. Sei o que estou falando.
Mesmo que eu estivesse cogitando a ideia de que o que ele falava pudesse fazer sentido, ainda estava meio confusa de seu tiro no escuro.
— Como pode ter tanta certeza?
— Senti ele chamando. Não pergunte como eu só... não sei. Mas ele chamou. Pediu ajuda. E parecia mais do que desesperado.
— Você acha isso mesmo?
— Juro que sim.
Olhei para Jonathan.
— Acredito no meu melhor amigo, Coraline.
Pensei sobre o assunto. Eu havia matado aquela coisa, aquela bruxa. Como que Wybie iria para lá? Porquê? Era duvidoso e realmente estranho pensar que, agora, todo aquele mundo paralelo não havia desmoronado.
— É melhor colocarem seus tênis.

Com o grampo na mão, Jimmy destrancou a pequena portinha e se agachou.
— Vou abrir agora. — avisou.
Jonathan e eu assentimos e ele a abriu.
Por um segundo, meu coração quase pulou da boca ao olhar para aquele túnel novamente. Mas estava do jeito que havia sido deixado antes. Estava velho e empoeirado.
Jimmy foi o primeiro a passar, seguido por mim e depois Jonathan. Quando chegamos ao outro lado, quase caí no chão de susto. Eu me lembrava como estava antes de eu correr para fora. Era para estar todo destruído, com uma grande teia horrenda e grudenta se estendendo no lugar onde estava agora, um chão como o da minha casa, limpo e polido.
— Isso está errado. — falei.
Olhei em volta. Tudo estava no mais perfeito estado. Não era para estar desse jeito.
— Vamos. — disse Jimmy.
Caminhamos com cuidado pela casa, tentando ser silenciosos, e encontramos, na cozinha, um garoto, de no máximo dezoito anos, tomando um suco de laranja, na maior calma.
Quando nos notou, colocou o copo na mesa e se ajeitou.
— Finalmente. Vocês demoraram.
Não era o momento certo para eu pensar aquilo, mas ele era um gato. Seus cabelos eram ajeitados e de cor de areia, pele bronzeada e por algum motivo, me lembrava um jogador de tênis pela cor meio esportiva. E mesmo vestido só com uma simples calça jeans, camisa normal e tênis, parecia deslumbrante.
— Quem é você? — perguntei.
— Me chamo Thomas. E vocês são Coraline, Jonathan e Jimmy estou certo?
— Sim mas... quem é você?
— Oh, claro. Esqueci. Você provavelmente lembra do seu hamster novo. Sr. Bobinsky é um ótimo sujeito. Foi muito pontual na hora da entrega. Mas a comida que me deu...
Ele balançou a cabeça como se sentisse nojo.
— Você é meu hamster!
— Dim, dim, dim! Temos uma entendedora aqui. Isso, eu sou. Mas não sou só um hamster, na verdade, estou aqui para lhe ajudar, minha cara.
Minha cara?
— Han... Tá.
? Nada de . — disse Jimmy.
Thomas o analisou da cabeça aos pés.
— Haha, desculpe-me. Você parece familiar.
— Eu não estou nada familiarizado com você. E não confio nem um pouco nas suas pala...
Antes que Jimmy pudesse terminar de falar, Thomas tremeluziu e apareceu no chão, no pequeno formato de hamster que eu conhecia.
Eu ri e olhei para Jimmy, que parecia meio bravo.
Novamente, Thomas se transformou no lindo cara que tínhamos conhecido a um minuto atrás e sorriu para meu desconfiado amigo.
— Isso não prova nada.
Thomas suspirou.
— Meu jovem, olhe...
— Meu jovem? Você é no máximo dois anos mais velho que eu.
— Não sou. Eu sei que pareço jovem, mas isso é um pequeno trato que foi desfeito a quatro anos atrás.
Aquelas palavras ecoaram em minha mente. Quatro anos atrás. Foi quando eu supostamente derrotei a outra mãe.
— Você fez um trato com a outra mãe. — falei.
— Acertou de novo! — Thomas piscou e encostou na bancada da pia, cruzando os braços — Agora me diga, Coraline, você consegue adivinhar quantos anos eu tinha?
— É... não. Onze? Doze?
— Doze. Isso. Bem, eu tenho doze anos a mais de setenta anos para ser exato. Eu sempre fui criança, e só cresci quando você derrotou aquela coisa. E quero te ajudar.
— Ei. Espera aí — disse Jonathan — Então, você tem, tipo, mente de velho e corpo de adolescente?
Thomas riu.
— Não. Eu sempre fui criança. Eu meio que era imortal. Talvez você não entenda, mas tentando explicar eu diria que...han... a minha mente se adequa ao meu corpo, e por mais de setenta anos eu tive onze anos. Entende?
Os olhos de Jonathan cintilaram.
— Que demais!
— Não. Não foi legal. Eu não tinha formato de humano, amigo. Eu fui um hamster por muitos anos. Nada mais que isso. Só quando a maldição foi quebrada pela Coraline que pude voltar a ser uma pessoa.
— Ah... que péssimo.
Pigarreei para chamar a atenção dos garotos.
— Se a tal maldição foi quebrada, então porquê você está aqui agora? Tem tudo que quer.
— Verdade! — Jimmy concordou de imediato.
— É verdade mesmo, mas eu quero te ajudar. Falo sério. Eu estava passando por uma loja e vi o anúncio no jornal. Um garoto desaparecido. Eu reconheci seu sobrenome. Os Lovat são uma família antiga, sabia? A avó dele já foi minha amiga. E quando sua irmã desapareceu, não foi nada legal. Agora seu netinho. Não acho que ela esteja bem com isso.
— Ninguém está bem com isso. 
Thomas assentiu com a cabeça.
— Vamos. Quero mostrar algo a vocês.
Seguimos Thomas até o sótão. Enquanto andávamos, pensei sobre o que ele havia contado. E mesmo tendo falado muito, ainda haviam perguntas sem respostas.

Chegando ao porão, deparei com algo que nunca havia notado. Espadas.
— Acredito que você não tenha visto isso na sua casa normal, certo? Pelo menos eu não vi quando fiquei andando lá. Aliás, que falta de educação não me deixar dormir, cara — ele olhou para Jimmy antes de andar até uma caixa repleta de espadas — Você ficou grunhindo toda hora enquanto dormia. Tenho uma audição sensível.
Sei que provavelmente Thomas estava tirando uma com a cara de Jimmy, mas meu amigo não gostou e ficou emburrado, mais do que já estava.
— Bem. — Thomas virou para nós com uma caixa nas mãos — Escolham.

Ele largou a caixa no chão.
— O quê? — perguntei.
— Escolha uma, Coraline.
— Eu não. Não sei usar essas coisas.
— Eu sei. — Jimmy andou até a caixa e começou a analizar os materiais.
Olhei em volta e notei que não haviam somente espadas, haviam espingardas, facões, arcos e aljavas com flechas, além de outras armas — em todo o lugar.
— Como isso tudo pode estar aqui?
— É uma casa antiga. Acho que aquela mulher guardava as armas ao longo do tempo. Se não é isso, então não faço ideia.
— A quanto tempo será que ela existiu?
Thomas balançou a cabeça.
— Não sei. Mas isso me deixa um pouco preocupado. Você destrui aquilo, certo?
— Aquilo o quê?
— Ela. Toda a farsa. O lugar.
— Sim. Eu vi, tudo estava se dissolvendo e se tornando... não sei dizer... preto e branco. Morto.
— E se isso também for imortal? Veja bem, ela fez as regras. Isso facilmente poderia...
— Vejam isso! — Jonathan disse animado. 
Olhei para ele. Estava segurando uma espécie de lança. Mas com uma parte de metal que se estendia até a metade da lança ao invés de ser só na ponta.
— Isto é... — começou Thomas.
— Um pilo romano. — completou Jimmy, que estava agora com uma espada de bronze na mão.
Olhamos todos para ele.
— O quê? Eu tenho internet.
Um pilo romano. Eu não sabia direito o que era, mas como alguém conseguiria um pilo romano? Não era uma arma antiga até demais?
— Opa. — disse Jonathan, segurando o suposto pilo romano que agora se partira em dois.
— Como você quebrou isso, cara? — perguntou Jimmy.
— Eu não sei. Era muito leve, parecia uma peça daquelas coleções de pessoas que amam história e guerras. Não sei.
Nesse momento, o pedaço na mão direita de Jonathan praticamente voou de sua mão e se juntou ao outro pedaço. Ele arregalou os olhos e riu.
— Bem, agora não está quebrado.
Olhei para Thomas. Acho que ele entendeu o quê eu pensei, porque disse:
— Regeneração.
Assenti para ele.
— Então as coisas não quebram? — Jimmy perguntou.
— Quebram. Mas voltam ao normal, como se elas se curassem.

Andei até um arco e flecha de madeira com uma aljava de couro cheia de flechas ao seu lado. Não. Pensei. Aquilo não iria funcionar para mim. Quando virei vi, no parapeito da janela, uma adaga prateada com um cinto preso à sua...bem, não sei o nome do negócio onde ficam as adagas. Mas peguei e pus o cinto em minha calça. Não pesava muito, era uma adaga — que provavelmente não era tão difícil de manusear quanto uma espada. Achei apropriado.
Jonathan largou o pilo romano e pegou um facão de caça. Thomas escolhera um arco e flecha que, pensei comigo, ficou muito bem com ele.
Voltamos para a cozinha. Era de madrugada, e eu estava com fome.
Comi um sanduíche com doce de morango assim como os outros três garotos comigo. Enquanto fazíamos nossa janta, conversamos sobre o que supostamente passaríamos a fazer depois daquilo.
— Vamos procurar seu amigo. — disse Thomas.
— Não sei se Wybie realmente está aqui.
— Ele ter esse contato com vocês — ele olhou para Jimmy — me diz que estamos no caminho certo. Até eu senti alguma coisa se mexendo na minha cabeça quando vi aquele anúncio do desaparecimento dele no jornal.
Terminamos de comer. Pegamos nossas jaquetas na bancada e então saímos pela porta.
Eu não fazia ideia do que iria encontrar, mas uma hora, seria Wybie.


Notas Finais


Espero que tenha gostado! E desculpe o atraso, eu estava muito ocupada semana passada. Ansioso para o próximo capítulo??


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