História Coraline - Capítulo 20


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Categorias Originais
Tags Acidente, Brasil, Drama, Eua, Família, Homicidios, Romance, Segredos, Superação, Suspense, Tept, Terror, Tragedia
Exibições 18
Palavras 3.062
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 20 - 19


Fanfic / Fanfiction Coraline - Capítulo 20 - 19

Acordo sentindo uma brisa fria em meu rosto. Com o incômodo me viro para o outro lado e me espreguiço.
A cama nunca foi tão confortável, a primeira vez em muito tempo que consegui dormir em paz. Deixo um sorriso escapar quando me afundo mais nas cobertas. Algo incomoda meus olhos então os abro e vejo o abajur aceso e do lado Lúcio está sentando em uma poltrona na frente da minha cama, só então percebo o cheiro tão familiar do seu perfume.
Ele está dormindo com a cabeva baixa, sua camisa está amarrotada, ele está sem gravata e encima da minha escrivaninha tem um copo pequeno de whisky. Me levanto devagar para não fazer barulho e percebo que não estou com a roupa que eu me lembrava, estou com um pijama velho.
Passo a mão no cabelo tentando lembrar  o que houve. O quarto está escuro somente iluminado por algumas luzes centralizadas. Respiro fundo e olho para Lúcio de novo, a verdade é que eu não quero que ele acorde, eu quero que continue tudo assim, calmo, sem clima pesado, sem drama.
Seu cabelo está desarrumado também é isso só o deixa mais atraente. Meu coração bate rápido no peito por causa da sua presença é então eu lembro das fotos, dos documentos e do meu caderno. Olho no chão e mao os vejo. Por Deus, tomara que ele não tenha visto.
Tranço meu cabelo rapidamente e prendo com algo que encontrei na escrivaninha. Mal sei que horas são, onde está meu celular, ou quanto foi que eu dormi.
Gravo a imagem de Lúcio na minha cabeça para poder desenhar depois, pois não posso mais querer ficar ao seu lado o tempo todo.
Amêndoa me vê e vem toda animada querendo subir na cama, nisso, ela late acordando Lúcio. Droga!
Ele olha para os lados e depois me olha sentada na cama.
- Faz tempo que acordou? - ele diz se arrumando.
- Não. Agora mesmo. - digo olhando para a coberta desviando de seu olhar.
Lúcio se levanta e pega Amêndoa e coloca na minha cama. Ele se aproxima e pega meu pulso fazendo minha pele toda arrepiar. Ele mede minha pressão pelo pulso e pelo pescoço. Quando ele coloca dois dedos no meu pescoço eu sinto um arrepio percorrer todo meu corpo. Fecho os olhos sem olhar pra ele, não aceito ser tão dominada por um sentimento.
- Incrível como dormir te faz bem. - ele diz com a voz rouca de sono. - Tente voltar a dormir, se quiser comer algo...
- Tudo bem Lúcio, eu me sinto muito bem. - digo o interrompendo e olhando pra ele.
Confesso que quando o vejo não enxergo o homem que todos conhecem, pra mim ele parece um cara normal, talvez muito deprimido, mas normal. Ele pega algo do lado da poltrona e coloca em meu colo. Olho para a pasta, meu caderno, meu celular, meus lápis.
- Acho que isso é seu. - ele diz calmo.
Olho pra ele meio confusa e pasma. Então ele nao vai brigar por causa da pasta?
Não digo nada, até porque depois ele pega o copo e sai, mas antes de passar pela porta ele diz:
- Coraline - ele me chama - Belos desenhos. - ele diz sorrindo de lado, bem fraco, e então sai.
Sinto meu rosto queimar de vergonha. Ele com certeza viu o desenho que fiz dele, os desenhos na verdade.
Que droga!
Pego a pasta pesada e resolvo não olhar agora, já chega de emoções. Olho para onde Lúcio estava sentado e me pergunto o por quê de ele estar ali, será que ele estava preocupado?
Não pensa nisso! Não quero ficar me iludindo pela carência.
Coloco todas as coisas de lado e me levando indo buscar algo para comer. Dessa vez a casa está silenciosa, nada de ansiedade, nada de barulhos, nada de chuva, apesar do frio.
Desço até a cozinha e procuro algo para comer. O único barulho que ouço e o da geladeira e bem baixo ainda. Apesar de tudo, me sinto mais calma, não me sinto tão deslocada sabendo que essa casa foi da minha família por tanto tempo, acho que ela é minha também mesmo me sendo apresentada só agora.
Imagina se meus pais não tivessem morrido? Quando eu iria descobrir sobre tudo isso? Se dependesse do meu pai, ei freio que nunca.
Imagina um dia descobrir ser herdeira de algo assim e nunca saber da história por trás. Imagina se eu conhecesse Lúcio em outras circunstâncias ? Será que eu estaria me sentindo assim?
Pego bolo na geladeira.
- Coraline. - Lúcio me chama né dando um susto enorme que me faz dar um pulo.
- Caramba Lúcio, que susto. - digo colocando a mão no peito e abaixando a cabeça.
Lúcio ri de mim. Não sei se fico mais pasma por ele estar rindo ou por ter tomado um susto.
- Eu só vim ver se precisava de ajuda com a comida. - ele diz ainda Sério. Agora ele está diferente, de camiseta normal, cabelo molhado e um cheiro de banho tomado muito bom.
- Ah, eu tô bem, eu já achei o que comer.  - digo olhando para o bolo.
- Você só come bobagem. - ele diz revirando os olhos.
- Tem ideia melhor?
Ele passa para o meu lado da bancada e começa a mexer na geladeira. Perto de mim da pra ver bem a diferença de altura entre a gente, eu pareço uma anã perto dele, fora que ele é todo forte.
Lúcio pega algumas coisas e coloca encima da bancada.
- Sabe cozinhar? - digo debochando.
- Claro que eu sei. - ele diz.
Ele pega pão fatiado no armário e coloca encima da bancada.
- Lanche não é saber cozinhar. - digo.
- Melhor que bolo. - ele diz ainda de costas pra mim.
Em poucos minutos ele faz lanches pra gente
- Que horas são? - pergunto bebendo suco.
- Umas 5;20 am, por aí.
- Nossa, que cedo.
- Sim. - ele diz comendo o lanche, eu pego o meu.
Ele se senta do outro lado da bancada de frente pra mim o que me deixa insegura.
Comemos em silêncio, não tinha nada sobre o que conversar. Na verdade, tem muito sobre o que conversar, mas ele não vai querer, prefiro ficar quieta.
Ele termina primeiro, a comida não me desse direito, sinto meu estômago desacostumado a comer.
Olho para o prato me sentindo um pouco enjoada, só acordo quando sinto os dedos de Lúcio colocando algumas mechas do meu cabelo atrás da orelha.
- Está se sentindo bem?
- Um pouco enjoada, só isso. - digo sem graça.
Me afasto do prato com metade do sanduíche ainda.
- Você tem que comer, mal se alimenta.
- Algo não me fez muito bem. - digo me sentindo enjoada.
- Vou te dar algo para o estômago e então você vai deitar. - ele diz mais sério.
- Eu não estou com sono. - digo.
- Sua avó me avisou que irá passar aqui cedo para te levar onde for. - ele diz passando pars o outro lado da bancada.
- Tudo bem pra você?
- Não, eu só não sei como lidar com isso ainda. Eu vou viajar amanhã bem cedo, talvez não esteja acordada quando eu partir. Kate ficará com você até eu voltar, eu vou tentar não demorar muito. - ele diz parado na frente da porta da cozinha olhando pra lá.
- Eu vou ficar bem. - digo olhando para outro canto ao ver que ele nem está olhando pra mim.
- Kate me contou que tem pulado alguns remédios.
Não faça isso ou eu a levo para tomar injeção no hospital.
- Lúcio que bobagem. Eu não sou mais criança. - digo brava.
- Então toma esses remédios de forma regular. - ele diz.
Ouço a porta abrir e então se fechar, quando olho, Lúcio já não está mais. Na verdade, eu nem preciso olhar, eu sinto um vazio no lugar sem a sua presença.
Deixo o prato na pia e subo para meu quarto. Deito na minha cama fofinha e quanto é fico pensando em tudo. Queria que a vida fosse mais simples.
Pensando deitada me dou conta do quando sinto falta de pequenas coisas que eu fazia como ir ao Starbucks ou ao Shopping com Cloe na livraria.
Viro pra lá e pra cá na cama e mesmo assim não consigo pegar no sono. A hora vai passando e então da minha cama eu vejo um resquício do sol nascendo que bate bem na janela e reflete na cama.

Vejo o sol nascer e me sinto ansiosa ao lembrar da festa a noite. Quero usar o vestido que comprei.
Me levanto as 7;00 am e vou para o banho. Resolvo tomar banho de banheira já que acordei cedo e tenho bastante tempo. Quando entro na banheira e relações o corpo ouço batidas na porta do banheiro.
- Entra. - resumindo submergindo meu corpo todo, menos a cabeça, claro.
- Cora sua avó mandou avisar que daqui a pouco está aqui. - diz Kate.
- Tudo bem. - digo fechando os olhos.
- É hoje à tal festa?
- Sim.
- Vai passar o dia com a sua avó?
- Vou. Vamos nos arrumar. - digo.
- Queria ver você arrumada. - ela diz triste.
- Posso pedir para minha avó deixar você ir.
- Sério? - ela se ascende.
- Claro. - digo voltando a fechar os olhos e relaxando.
- Vou escolher suas roupas. - ela diz animada.
Respiro fundo e olho os meus braços que antes tinham muitos machucados, mas agora só tem algumas cicatrizes fáceis de esconder com maquiagem.
Penso em como vai ser a festa cheia de gente importante é como vai ser quando apresentarem a mim junto com minha avó e Lúcio. Nunca que eles poderiam imaginar que eu sou apaixonado pelo meu meio tio.
Odeio pensar que ele é meu tio, ou meio tio, até porque não é assim que me sinto perto dele. Me disseram que tios são como segundos pais, mas eu não vejo Lúcio como meu pai, nem perto disso.
Meu Deus, sera que isso é natural? Será que é natural eu gostar de alguém que tem meio DNA igual o meu? Fala sério, eles nem tem  o mesmo pai!
Mexo ma água com espuma aproveitando cada parte do banho, gosto dos momentos que tenho para pensar.
Olho para cima e tento pensar em outra coisa, mas os olhos do Lúcio ofuscam até a saudade que eu tinha do Brasil. Não posso deixar de pensar que talvez o amor que eu sinto por ele ajuda a curar mais rápido a dor que é ter perdido os meus pais.
Que idiota eu! Eu nem sei se isso é amor mesmo, eu nunca amei um homem assim. Pensava que  único homem que eu amava era meu pai, mas agora...
Resolvo dar um tempo de tudo isso, ele precisa e eu também, afinal estamos morando juntos. Que loucura morar com meu tio, nunca pensei que isso fosse acontecer.
Quando meus dedos enrugam resolvo sair do banho. O vento gelado bate em minha pele, mas eu logo a cubro com o roupão.
Quando saio vejo Kate olhando a pasta que Lúcio me deu, fico estática no lugar sem saber se grito ou se acho isso normal.
- Agora vejo porque queria tanto essa pasta. - ela diz e parece triste.
- Kate, isso é particular. - digo de longe.
Ela coloca a pasta sobre a cama e me olha.
- Pensei que seu tio tinha pegado novamente quando ele veio aqui ontem ver como estava.
- Ele me deu. - digo indo em passos duros até meu closet.
- Ele pareceu realmente preocupado com você ontem. - ela diz.
- Sim. Ele ficou aqui ate eu acordar. - digo.
- Caramba, quem diria que Lúcio Hastings seria assim. - ela diz.
Vejo as roupas que ela escolheu ora mim separadas. Uma camiseta cinza meio transparente, uma jaqueta de couro preto, uma calça jeans e uma bota. Coloco uma lingerie preta para combinar e então ouço alguém abrir a porta.
- Coraline! - chama Caroline.
- Já vou sair. - digo soltando o cabelo do coque e arrumando ele.
Saio e dou de cara com Caroline bonita e impaciência.
- Pensei ter dito para se arrumar cedo no outro dia. - ela diz.
- Eu to arrumada.
- Com essa cara lavada até sem protetor solar? Não mesmo. Temos uma reputação a zelar e você quer que eu saia com você parecendo uma rebelde sem causa qualquer? Não mesmo. - ela joga a bolsa encima da cama.
Kate olha para mim com Amêndoa no colo.
- O que à de errado com essa roupa?
- Te deixa mais reta e sem corpo ainda. - ela diz caminhando até meu closet. - Gastei milhares de dólares em roupas de grife pra você ficar se vestindo igual homem? Não mesmo.
Reviro os olhos e a sigo para dentro do closet.

Minha avó tira de dentro do closet um casaco bege de botões escuros, uma blusa vermelha de mangas e me deixou com a calça e a bota.


- Agora você tá melhor.
Ela me da uma bolsa e óculos escuros.
- Kate pode ir conosco? Lúcio a contratou para ser minha assistente particular. - minto.
- Tem certeza que ela é sua assistente e não sua babá? - ela diz analisando as jóias.
- Tenho. - minto outra vez. Não tenho tanta certeza da lealdade de Kate quando se trata de Lúcio.
- Você mente tão mal que me dá vontade de mandar fazer outra neta pra mim. - ela diz andando em passos firmes para fora do closet.
Quando saio faço um sinal com a cabeça para Kate que deixa Amêndoa na cama.
- Vamos, ela deixou. - digo.
- Kate, pegue as malas e o vestido de Coraline. - diz Carol.
Olho para Kate que revira os olhos me fazendo rir.
Pego duas malas de mão e Kate pega a outra mala e o vestido. Assim que descemos até o pé da escada um dos mordomos vem e nos ajuda com as malas.
- Cora você tem que tomar café. - diz Kate.
- Nos tomamos no Starbucks, vamos. - digo seguindo Caroline até a porta.
Entramos as três no carro, Kate parece impressionada como eu no primeiro dia.
- Direto para o SPA Markus. - diz Caroline.
Eu e Kate nos entre  olhamos.
A ansiedade sobe junto com a fome. Fiquei no meio entre Kate e Caroline que não fala conosco, que bom que o carro é espaçoso.
Pego meu celular e mando mensagens para Cloe contando o que está acontecendo. Ela me compara com a  Blair Waldorf de Gossip girls e eu brigo com ela, mas no fim ela só ri.
Até que minha avó parece mesmo a mãe da Blair.
Não demora muito ate chegarmos a um enorme prédio branco com várias plantas e carros importados envolta.
- Não pesa na sua consciência gastar tanto dinheiro assim? - pergunto a minha avó.
Ela abaixa seus óculos escuros e me olha como se eu fosse uma idiota.
- Que consciência querida? - ela sorri colocando seus dentes brancos para fora, wue contrastado com o batom vermelho.
Reviro os olhos e então alguém abre a porta para que saissemos.
Vejo algumas mulheres muito bem vestidas também saindo de seus carros acompanhadas de suas amigas ou filhas ou seus motoristas com seus cães.
- Aqui tem canil? - pergunto a Carol.
- Claro. Com serviço completo.
- Deveria ter me dito, eu teria trazido a Amêndoa. - digo.
- Não temos tempo hoje. Se você não sentir peso na sua consciência de gastar tanto dinheiro, a gente volta outro dia. - ela diz com sua voz sarcástica.
Quando chegamos uma mulher loira nos recebe, nós nem precisamos esperar, ela já nos leva aos responsáveis por nós hoje.
A primeira sala em que entramos é o vestiário onde temos que tirar nossas roupas e deixar junto com as nossas coisas em um armário chique. Colocamos os roupões, Kate continuou com suas roupas normal, mas né olhando estranho.
Entramos em uma sala de massagem super arborizada. As mulheres aqui não param de puxar saco da minha avó, é até estranho. Ela também se transforma, anda sorrindo e acenando para as pessoas. Deitamos em uma cama de costas, tem outras mulheres aqui.
- Caroline! A quanto tempo não te vejo por aqui. - diz outra mulher deitada em uma cama perto da nossa.
- Olá Ruth, como vai?
- Vou bem, e você?
- Vou bem. - diz minha avó relaxando.
A mulher tem cabelos vermelhos, um corpo bonito e lindos olhos verdes.
- Se preparando pata o baile de hoje?
- Sim e você?
- Também. Que bom que vai. Me diz uma coisa, o gato do seu filho também vai? - ela levanta a cabeva e olha pra gente. Eu reviro os olhos e posso ver Kate revirar também.
- Vai sim. Ele vai acompanhar a mim e a minha neta.
- Nossa! Não sabia que ele tinha uma filha - ela me olha - E já tão moça.
- Ela não é filha de Lúcio e sim de Richard, meu filho mais velho. Ela é sobrinha de Lúcio. - diz Carolina.
- Meio sobrinha. - digo com a cabeça ainda deitada de lado, posso sentir as duas me olhando.
- Bom, tanto faz, é um pouco sobrinha já é sobrinha. - diz minha avó.
- Que garota bonita. - diz Ruth - Tinha que ser uma Hastings. - ela diz paparicando minha avó. - Por isso sempre desejei ter uma relação com o seu filho, para ver se meus olhos teriam essa boa genética. - ela diz com a voz enjoada. Vou bater nela.
Então eu penso em como seria se eu tivesse um filho com o Lúcio, acho que seria a criança mais linda do mundo.
Paro de pensar essas coisas, nem sexo ele quer, imagina filhos.
- Eu ficaria feliz com a união de vocês. - diz Carol deitada virada para o outro lado.
Uma mulher me massageia relaxando todo o meu corpo tanto que mal presto mais atenção na conversa.



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