História Coraline - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Acidente, Brasil, Drama, Eua, Família, Homicidios, Romance, Segredos, Superação, Suspense, Tept, Terror, Tragedia
Exibições 13
Palavras 5.047
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem a enrolação de todos esses dias, eu estava sem inspiração. Espero que eu consiga me redimir com esse capítulo. Beijão : *

Capítulo 21 - 20


Fanfic / Fanfiction Coraline - Capítulo 21 - 20

A verdade é que Carol não conhece todo mundo, mas todos a conhecem. Passamos o dia fazendo massagens e limpezas de pele, parecia que eu ia casar.
Kate ficou ao meu o tempo todo, as vezes tirando sarro quando minha avó não estava perto, e as vezes lendo. Foi um pouco cansativo, mas foi legal. Nao é uma coisa que eu sinta vontade de fazer como ler um livro, mas já que estou aqui.
Eu e minha avó sentamos lado a lado quando vamos ao salão, o que dá a chance dela falar comigo, ou melhor, reclamar de mim.
- Cora, eu já encontrei a academia perfeita para você estudar. Ela é na Alemanha e os filhos de vários diplomatas e até mesmo monarcas estudam lá.
- Eu não falo alemão Carol.
- Acredito que la eles ensinem e dêem aula em inglês. Vou ver certinho, mas acho que esse ano mesmo você vai. Só tenho que convencer seu tio.
- Boa sorte. - digo analisando minha pele. As mulheres que fizeram limpeza de pele em mim fizeram milagres, pois as espinhas que eu tinha não estão mais tão ruins.
Me sinto perdida ao olhar ao redor, e culpada por estar aproveitando isso sem a minha mãe. Pode parecer idiota, mas me sinto culpada por estar aqui com outra pessoa que não seja ela.
Olho para Kate e seu rosto é indecifrável olhando para mim e a minha avó. Carol não para de tagarelar sobre a academia, mais conhecida como colégio mesmo da onde eu vim. Kate deve estar achando isso tudo um saco. Seu cabelo castanho cai sobre seu corpo, ela é uma mulher cheia de classe também. Penso que Lúcio talvez a tenha notado e isso me dói nas entranhas. Eu não entendo como posso ter ciúmes de algo que nem é meu.
A primeira coisa que minha avó pede para fazer em meu cabelo é cortar tirando todo o volume e as pontas ressecadas. O homem andrógino não deixa meu cabelo curto, ele repica tirando o volume, mas o cumprimento diminui pouco. Ele elogia meu cabelo, mas a verdade é que isso machuca um pouco então preferiria que ele não dissesse.
Ele elogia meu rosto também, dizendo que é jovem e então ele faz um coque com uma trança lateral.

Demora um tempo até ele terminar. Muito laquê e ele deixou fios soltos com cachos. Quando ele termina e eu me olho no espelho fico espantada com o quento me acho bonita. Ele tem razão. O coque deixou meu rosto bem mais limpo e a mostra, meu cabelo contrastou com a cor da minha pele deixando a mesma mais suave e branca e meus olhos parecem mais faróis.

Ele sorri animado e eu só fico estática olhando. Então ele começa a maquiagem inclinando meu corpo para que eu deitasse na cadeira.
A maquiagem demora bem mais que o cabelo. Ele da um retoque aqui, outro ali, e vai fazendo isso até ele sorrir. Sinto que em meu rosto tem uma máscara e então sinto medo dele ter exagerado.
Quando eu morava no Brasil a Cloe era quem usava mais maquiagem, mas eu usava também, só que menos.
De roupão, deitada na cadeira ele me inclina de no viro para frente do espelho iluminado por uma lâmpada particular e  especial.

Me espanto ao olhar no espelho. Será que sou eu mesmo? Levo a mão ao rosto não me reconhecendo muito bem. Eu pareço ter uns 20 anos no máximo.
Ele delineou bem minhas sombrancelhas, misturou dourado com preto na sombra, um blash rosa claro no rosto, bem neutro, e um batom mais neutro por causa da sombra forte de cor de boca tirando um tonzinho dourado no meio.
Me sinto uma mulher de vinte anos e mesmo estando irreconhecível eu me sinto bonita.
Olho para o lado e vejo minha avó conversando animadamente com dois cabeleireiros. Seu cabelo ficara solto com cachos nas pontas e tranças nas laterais como o meu.
Meu cabeleireiro até o pensou em colocar algum enfeite na trança, mas eu não deixei, não quero parecer um pavão.
Olho para o celular e vejo que ja vai dar 19:00 pm, caramba.
- Bom, agora siga as assistentes até o vestuário onde colocarão seu vestido. - Diz o homem forçando até demais o sotaque italiano.
Olho para mim em cada espelho que paco no trajeto, eu estou muito bonita e pareço mais velha, mas não pareço em nada com a minha mãe ou meu pai pela primeira vez. Vejo uma garota branca, magra de olhos azuis e cabelo escuro, mas não vejo Alicia ou RIchard Hastings.
Começo a me sentir ainda mais culpada e confusa. Por mais que doa olhar no espelho, eu preferia a dor.
- Hora do vestido querida. - diz uma mulher, Kate vem logo atrás de mim e pede para a mulher deixar que ela me ajude. A mulher cede sem muita resistência e então vai pegar um cappuccino para Kate.
- Nem com quilos de maquiagem no rosto não dá para notar que não está feliz ou eufórica. - ela diz fechando a cortina do que parece ser um provador de roupas enorme, só que ninguém prova roupas aqui, as pessoas só as colocam. 
- Eu to nervosa, meu estômago está revirado. - digo.
- Calma, todos vão amar você e qualquer coisa é só ficar perto de seu tio ou da sua avó.
- Vou dizer pra você o que vai acontecer. Vamos chegar todos juntos e vão tirar fotos nossas, depois minha avó vai me empurrar para algum príncipe ou algo assim e vai ficar com suas amigas e Lúcio com seus amigos de negócios. - Kate ti e me trás o vestido lindo que escolhi.
- Eu odeio o fato de você ser tão inteligente sábia? - ela diz rindo.
- Qualquer um perceberia Kate.
- Obrigada por tentar Kate. - digo.
Ela abre o vestido e então eu entro nele e ela fecha. Ele é tão perfeito quanto eu me lembrava, acho que é a melhor parte do dia é usar esse vestido. Sinto emoção ao me olhar no espelho e depois colocar as sandálias de salto que minha avó comprou para mim. A verdade é wue eu estou bem mais emotiva do que eu era, mas é que é uma mistura de ansiedade, angústia e medo, com uma pitada de melancolia que ne segue desde tudo.
Sem falar na insegurança. Kate está emocionada também, ela não esconde uma ou duas lágrimas que caem.
- Você está tão linda. - ela diz.
- Obrigada Kate.

Meu único medo era que o vestido ficasse caindo no busto pela minha falta de seios, mas não ficou, minha avó deve ter mandado apertar.
Começo a me sentir sufocada de ansiedade, parece que vou me casar.
- Quer tomar um ar? - pergunta Kate. - Você está palida. - ela diz.
- Sim, por favor. - digo zonza.
Eu sempre fui o extremo da ansiedade, meu pai cuidava disso, mas agora tenho que aprender a lidar com isso sozinha.
Kate me ajuda a andar sem cair com os saltos e o vestido grande. Vou a um lugar cheio de sofás que é onde ficam as mulheres que já estão prontas.
- Deita aqui e coloca os pés para cima. - diz Kate.
Me deito no sofá e coloco os pés encima de uma almofada e respiro fundo. Fecho os olhos e faço movimentos delicados para não me desarrumar.
Lúcio vai estar lá penso comigo. Só que eu não me sinto totalmente confiável em relação a ele.
- Toma, vai se sentir melhor. - diz Kate.
Ela me da um comprimido branco e água. Tomo a contra gosto e depois me deito de novo.
Algumas pessoas ficam envolta perguntando se eu preciso de algo o que me deica claustrofóbica, então Kate pede que todas saiam.
Respiro fundo sentindo um peso no peito. O comprimido que Kate me deu faz efeito me deixando leve em pouco tempo, o problema é a dor de cabeça que fica. Cabeça não, nuca.
- Levantasse Coraline. - diz Carol chegando.
Me sento e ela coloca a mão na minha testa como se quisesse sentir minha temperatura. Ela pega meu pulso e mede a pulsação.
- Não sabia que você também era médica. - digo.
- Eu não sou, eu sou mãe. - ela diz me olhando.
Olho em seus olhos azuis e ela parece orgulhosa de mim o que me deixa aliviada. Talvez metade de toda ansiedade que eu sentia era por querer aprovação dela.
- O que deu pra ela? - pergunta a Kate.
- Só um calmante que a Dra. Rachel passou para ansiedade. - diz Kate.
Carol fuzila Kate com o olhar.
- Não de coisas a Coraline sem falar comigo antes. - ela diz.
Kate não protesta, mas eu vejo que ela fica com raiva, o que me deixa sem graça.
- O carro já vai chegar. - diz olhando o celular.
Carol segura minha mãe e olha o celular. Confesso que seu ato me deixa mais calma, ou o remédio mesmo, mas segurar a mão dela é bom.
Várias pessoas vem falar com Carol e dizer o quanto estamos lindas e o quanto a genética da nossa família é boa.
Algumas mulheres mais atiradas que também estão ali se arrumando para ir a festa dizem que esperam ter um pouco da atenção de Lúcio, isso me deixa impaciente.
Logo um homem vem e avisa que o carro esta a nossa espera. Carol levanta e sorri como uma mis dando tchauzinho para todos e todos me elogiam também dizendo que eu poderia ser modelo.
Aham, com essa altura.
Já no SPa tinha um alvoroço incomum, as pessoas estavam mesmo animadas. Nós guiam até um carro diferente do que chegamos, uma limousine preta que de frente parece uma caminhonete.
Limusines são tão clichês. Reviro os olhos.
Nós três entramos e então vejo a Kara de impressionada de Kate. Minha avó gosta mesmo de exagerar.
Da um certo trabalho para entrar com o vestido. O vestido da minha avó é estilo sereia com uma alça só cravejada de pedras. O vestido azul escuro marca bem suas curvas e aumenta seu quadril. Na loja ela me disse que quando eu tivesse idade e corpo eu poderia usar vestidos assim também.
Seus seios são bonitos deixando o vestido no lugar, agora eu não sei se são verdadeiros.
Minha avó está com o cabelo solto e uma maquiagem marcando seus olhos o que nos faz ficar mais parecidas.
Respiro com dificuldade e sinto calor mesmo com o ar condicionado ligado.
- Assim que o motorista nos deixar na festa ele re leva para casa Katherine. - diz minha avó bebendo.
Ela toma uma taça de vinho branco para relaxar.
- Toma. - diz Carol para mim me dando uma taça e colocando vinho dentro.
- A Coraline não pode beber. - diz Kate. Minha avó a fuzila.
- Por que?
- Ela tomou calmante. - diz Kate.
- Sabe a quanto tempo to bebo e tomo remédios? Então, não venha me contar bobagens.
Fico com a taça na mão indecisa.
- Desculpe senhora, só estou cuidando da Cora como o Lúcio me pediu. - diz Kate.
- Viu Coraline eu disse a você que ela era sua babá - diz Carol - Olha aqui, se meu filho souber sobre isso eu farei com que seja demitida e nunca mais consiga um trabalho digno de novo. - minha avó ameaça.
Kate abre a boca e depois fecha incrédula, eu também.
- Agora tome isso Coraline. - diz minha avó.
Tomo um pouco só e depois minto estar me sentindo tonta já.
É engraçado ter uma avó que quer te embebedar.
Percebo que está chegando quando vejo luzes no horizonte. Carol não parece abalada, parece que ela faz isso sempre. Meu coração acelera e meu estômago se contorce.
Depois de um pouco de trânsito o motorista para na frente de um tapete vermelho o que deixa minhas pernas doloridas e bambas. A festa mal começou e eu já estou cansada. A ansiedade para entrar e mil vezes pior que a da minha festa de 15 anos.
Só falta um carro para chegarmos. Fecho os olhos forte com medo. Kate vai para o fundo da limousine e Carol se prepara para descer.
Alguém abre a porta do carro e ouço o alvoroço das pessoas lá fora, de flashs e gritos. Carol sai e as pessoas começam a gritar, então vejo uma mão estendida para mim.
Seguro a mão querendo fugir, não consigo ver quem é por causa dos flashs, mas pego e sinto um choque logo que a seguro. Saio do carro com cuidado e graciosidade e quando olho pra cima encontro um par de olhos azuis olhando para mim.
Lúcio segura minha cintura e eu agradeço por isso. A porta do carro é fechada acabando com todas as minhas esperanças de fugir, mas elas já tinham sido diminuídas quando vi o quão bonito Lúcio está. Coloco um braço entre seu braços e Carol faz o mesmo olho para frente envolvida de uma ansiedade agoniante e ao mesmo tempo cheia de paixão ao sentir o perfume de Lúcio. Meu tronco relaxa perto dele e eu me permito até sorrir quando foram fotos da gente.
Os jornalistas ordem uma declaração, mas Carol só sorri e Lúcio fica com aquela cara de galã. Seguro o braço de Lúcio com força e ele aperta de volta me deixando mais aliviada "ele está aqui" penso.
A caminhada agonizante até a entrada do lugar demora anos para mim. Ouço pessoas gritando o meu nome oara que eu olhe para elas e eu não sei se devo olhar, ouço pessoas falando de mim e do meu vestido e isso me deixa mais sem graça do que o primeiro dia de aula que você pensa que todos estão olhando pra você.
Entramos no prédio longe das câmeras e então minhss pernas vacilam, mas eu sou apoiada pelo corpo de Lúcio que está atrás do meu.
- Não me deixa cair. - digo ouvindo minha própria voz assustada en um sussurro particular, só para ele.
- Nunca. - ele diz em meu ouvido e então me segura mais firme pela cintura.
Dois homens abrem a porta do salão para a gente, otimo, escadas.
De novo Carol segura no braço de Lúcio e eu no outro. Entramos no lugar movimentado, o teto é caramelo com detalhes em ouro e um lustre tao grande que se caísse mataria todo mundo. Mal consigo respirar descendo as escadas, as pessoas olham animadas para nós como se a festa fosse nossa. Vejo nos rostos das mulheres quais estão interessadas em Lúcio e quais estão interessadas em mim e na Carol.
No pé da escada aparece um homem com uma faixa com a bandeira da França.
- Lúcio Hastings. - ele estende a mão para Lúcio que sorri pra ele. - Grande homem. - ele diz sorrindo e animado.
- Caroline Hastings tão linda como nunca. - ele diz para minha avó beijando sua mão.
- Oh, senhor Russeal, o senhor continua educado como sempre. - diz minha avó. Ele sorri para ela e então seus olhos voltam-se para mim. Ele me olha de cima a baixo e eu aperto mais o braço de Lúcio.
- Essa deve ser a jovem de quem todos estão falando. Confesso que os boatos não fazem jus a sua beleza. - ele diz beijando minha mão. Eu fico vermelha com certeza, nunca alguém falou nada tão lindo para mim.
- Obrigada. - digo baixo.
- Oh, vice presidente, minha neta é tímida. - diz a minha avó. Vamos para o salão, eu não solto o braço de Lúcio, minha avó solta, ele não parece querer que eu solte.
Ele me guia com a mão em minha cintura e eu junto as mãos na frente do meu corpo como Carol me ensinou.

Depois de meia hora cumprimentando pessoas pego uma taça de algo que ele estão servindo. Lúcio está do meu lado conversando com alguns homens japoneses, eu bem sabia que ele falava japonês.
Todos me dizem o quanto sou bonita, e as vezes eu ate consigo sorrir, outras vezes não.
O salão não está tão cheio, e quando ja não estou aguentando mais ficar em pé Lúcio nos guia para a mesa. Carolina não vai ainda, fica conversando, mas eu e eles vamos. Meu medo de Lúcio me deixar sozinha não aconteceu, estamos mais juntos que nunca.
Quando sento na cadeira meus pés agradecem, eu acho que meu prazer foi até percebido porque eu suspirei alto. Lúcio olha pra mim é fica parado, sen dizer nada, só olha.
- Você está muito bonita. - ele diz calmo e baixo. Me deito do lado dele, ele susurra pra mim.
- Obrigada, você também está. - digo sem graça.
Ele sorri pra mim é meu corpo fica paralisado, seu sorriso é tão bonito.
- Coraline. - chama minha avó chegando.
Olho para ela e vejo dois jovens ao seu lado. Um homem e uma mulher, os dois muito loiros e brancos e com olhos claros.
- Esses são o príncipe e a princesa da Dinamarca. - Carol sorri.
Me levanto com esforço e aperto a mão da garota que sorri pra mim é então vou apertar a mão do garoto que beija minha mão.
- Coraline estava ansiosa para conhecer vocês. - ela diz aos garotos. - Esse vocês ja conhecem, é o meu filho Lúcio.
A menina olha para Lúcio e fica vermelha. Percebo que ela ficou muito encantada por ele pois seus olhos brilham e o sorriso de Caroline se alarga.
- Gostariam de ficar um pouco conosco? - diz Lucio.
- Claro. - a menina sorri e se senta e o garoto me encara.
- Meu nome é Derick e essa é minha irmã Maria Elizabeth. - diz o garoto em inglês mas com um sotaque bem forte.
Carolina se senta ao lado deles que se sentam na nossa frente.
Fico sem saber o que dizer, olho para Lúcio que Olga para mim.
- Como está sendo a estadia de vocês aqui nos Estados Unidos? - pergunta Lúcio de forma social.
- Gratificante. - diz o garoto. - Adoro vir aos Estados Unidos. - diz o garoto que olha pra mim.
Ele é bonito e educado, mas seus movimentos são duros.
- Fui informado da tragédia que se passou sobre sua família Sr. Hastings e quero que saiba que eu e minha família sentimos pelo senhor e a sua família. - diz o garoto, ou melhor, o homem.
Respiro fundo e os olhos se voltam para mim me deixando mais sem graça, abaixo as mãos e coloco no colo. Lúcio segura minha mão por debaixo da mesa e aperta de forma carinhosa.
- Transmita os meus agradecimentos para sua família. - diz Lucio.
- Se a senhorita precisar de férias fico feliz em oferecer nossa casa senhorita Coraline. - diz a menina.
- Obrigada. - digo timida.
- Por quanto tempo vão ficar ainda? - pergunta Caroline.
- Mais alguns dias. Tenho negócios para tratar nos Estados Unidos e nos permitimos umas férias aqui.
- Podemos marcar um jantar ou algo assim. - diz minha avó.
- Ficaríamos felizes. - diz a menina animada.
Seu cabelo loiro está de lado e ela está com um vestido azul com algumas transparências e a saia rodada como a minha.
- Bom, tenho que ir ao toallet - diz a garota com sotaque - Gostaria de vir comigo Coraline? - diz a garota sorrindo.
- Sim. - digo querendo e nao querendo. Acho ela uma garota interessante, mas tenho medo de fazer algo errado.
Me levanto e vou para seu lado e ela segura em meus braço e vamos cruzando o salão até o banheiro e Maria comprimento algumas pessoas.
- Nossa, eu estou exausta. - ela diz mexendo em seu cabelo loiro liso.
- Eu também estou, queria ja poder ir embora. - digo me olhando ainda perfeitamente maquiada.
- Eu amei sua maquiagem, a onde fez?
- SPA Royals, eu adorei lá, super indico. - digo me olhando do espelho.
- Ah, eu queria muito ir, mas ir sozinha é chato.
- Nossa, mas eu vi tantas moças aqui, filhas de diplomatas e famílias famosas. - digo desanimada.
- Você é nova nesse mundo né? Por isso percebi que é diferente. - ela diz sarcástica.
- Você é uma princesa. - digo incrédula.
- Mas não sou bonita.
- Eu te acho linda. - digo.
- Você é um amor. - ela diz sorrindo. - Me diz uma coisa, seu tio tem namorada?
- Não. - digo meio brava.
- Caramba, como um gato daquele fica solteiro?
- Eu não sei. Eu moro com ele so a dois meses no máximo.
- Como é morar com com um gato desses?
- Eu mal o vejo. - digo.
Nós duas saímos do banheiro e ficamos andando pelo salão cumprimentando as pessoas e conversando.
- Sinto muito pelos seus pais, eu nem imagino como deve ser... - diz ela.
Sorrio de leve sentindo dor no peito.
- Eu não conhecia meu tio antes, então não sei muito sobre ele.
- Posso te fazer uma pergunta íntima?
- Hmmm
- Como consegue morar com um homem desses e não querer pegar ele?
- Ele é meio irmão do meu pai.
- Meio irmão, nem irmão inteiro é.
- Mas não to com cabeça. - digo mentindo.
- Vamos ao shopping?
- Claro, só me mandar mensagem. - sorrio.
Voltamos a mesa e trocamos os números.
Os petiscos começaram a ser servidos e os pratos também. Os dois irmãos continuaram conosco o que deixou Caroline muito feliz.
As comidas são muito boas, mas vem em pouquíssima quantidade e Carol ficou de olho em mim para ver se eu não iria comer feito uma ogra.
As sobremesas são melhores ainda, confesso que comecei a interagir mais com os integrantes da mesa dando ate algumas risadas com a Eliza.  Derick me olha e sorri e eu fico um pouco sem graça.
Depois de comermos algumas pessoas começam a dançar no meio do salão. Começo a sentir sono, mas aguento firme.
- Quer dançar? - pergunta Lúcio para mim.
- Pode ser. - digo tentando nao parecer tão animada.
Nos levantamos e nos juntamos aos outros casais para dançar uma musica lenta. Quando com uma mao ele segura minha cintura e xom a outra ele segura minha mão sinto um choque percorrer meu corpo, a coisa mais real que ja senti. Mesmo a música sendo lenta meu coração bate tão rápido que eu fico com medo de Lúcio sentir. Olho para cima direto em seus olhos e seus olhos azuis estão me encarando. Meu mundo todo muda de cor, de vibração e de temperatura. Sinto meu corpo quente e sinto algo como se me desse fôlego para voltar a vida. Pode até parecer poético demais, mas eu nao sei como  descrever sem poesia.
Sinto seu cheiro inebriante, um cheiro não tão doce e não tão forte, mas marcante.
Desvio os olhos dos seus é abaixo a cabeça deitando em seu peito. Ousado? Muito, ainda mais envolta de muitas pessoas, mas a música é lenta e eu me sinto tão entorpecida de tudo que me canso.
Giramos no centro do salão ao som de uma música chamada Almost is Never Enough. Um homem e uma mulher a cantam, ela é calma e romântica. Lúcio me guia devagar e então ele me gira devagar. Eu nunca aprendi a dançar, mas é como se ele me guiasse tão bem que eu não precisasse saber. Uma mão segura em seu braço e a outra em sua mão, todo cuidado para não transparecer o que sinto, mas também sinto como se estivesse saindo pelos meus poros.
Ele me vira de costas e segura minhas mãos entrelaçando minha cintura e depois me solta me fazendo girar devagar. É um momento único que nunca mais acontecerá então fecho os olhos sentindo cada parte.
- Cora. - ele chama e então abro os olhos e o encaro.
Sua voz foi rouca e baixa como se saísse do fundo. Sinto meu peito doer por estar tão perto e ao mesmo tempo sinto como se mada pudesse me atingir, como se a dor que eu sinto fosse consideravelmente amenizada.
Olho pra ele esperando que ele dissesse algo, mas ele não fala, acho que ele só queria que eu o olhasse.
A música acaba e então ele me guia de novo para a mesa.
Carol nos encara enquanto voltamos, mas antes que ela fale algo uma senhora se aproxima dela.
- Caroline, está deslumbrante. - diz a senhora.
- Eugênia, você não mudou nada. - diz minha avó.
- Lúcio, como você cresceu. - ela diz para Lúcio que sorri e a cumprimenta. Percebo Caroline desconfortável, uma coisa que é inédita.
- E você deve ser a Coraline. Sabe, você me lembra um pouco sua mãe. - ela diz olhando com seus olhos castanhos no fundo dos meus olhos. - Isso deve ser uma desgraça para você não é mesmo Carol? Sua única herdeira parecida com....
- Não mesmo Eugênia. Minha neta é um presente do meu falecido filho. - interrompe Eugênia.
Fico confusa e intrigada, Lúcio aperta minha mão de leve.
- Bom, que bom que pensa assim. Pelo menos o porte e os olhos ela tem da sua família, acho que é só por causa do cabelo mesmo. - ela analisa.
- Conheceu minha mãe? - digo.
- Claro, e a mãe de sua mãe também, assim como sua avó. - ela diz sorrindo. - Bom, velhos tempos. Agora tenho que voltar a minha família, bela família Caroline e parabéns, você venceu no fim. - ela sorri. A senhora tem cabelos castanhos claros, olhos castanhos e a pele morena. E está com um vestido roxo escuro rodado. .
- Carol... - tento dizer algo mas ela me interrompe.
- Bom, acho que essa festa ja deu o que tinha que dar. - ela diz nervosa. - Vamos embora. - ela diz nervosa se virando e pegando o celular.
- Mas é a Liza e o Derick?
- Conversa com eles mais tarde.
- Vamos Cora, você já esta cansada também. - diz Lucio.
Carol caminha entre as pessoas se despedindo de algumas, Lúcio segura minha mão e me arrasta atrás dele de forma leve para não parecer wue estamos fugindo de algo. Andamos ate a saída que é diferente da entrada e leva até um corredor um tanto estreito com mesinhas de canto. Pegamos nossas coisas e caminhamos devagar até a saida. Lúcio segura minha mãe e Caroline mexe no telefone. Nao consigo tirar aquela mulher da minha cabeça, o que ela quis dizer com Eu ser parecida com a minha mãe ser a desgraça da minha avó? Ela conheceu minha avó materna!
Eu sempre quis saber sobre eles.
Dois homens de terno abrem a posta para a gente e então percebo que estamos sendo seguidos por quatro homens de terno.
- Lúcio. - digo assustada olhando para trás. Saímos do prédio e a limousine ja está parada na frente da saída. Caroline fala em outra língua ao telefone, tem outras pessoas aqui esperando também e elas olham para nós.
Lúcio fica do meu lado e Caroline a minha frente. Nossa, eu estou terrivelmente cansada, eu nem sinto mais meus pés e agora estou com dor de cabeça. Encosto em Lúcio que me abraça com um dos braços. Me sinto protegida com ele por perto. Esperamos a limousine encostar porque tem outras na frente dela. Seguro a mão dele que está envolta do meu corpo e então ouço um estrondo.
Meu corpo paralisa e nos poucos segundos que tudo acontece eu ouço gritos. Olho para Caroline que está na minha frente e ela parece paralisada e perplexa. Me aperto mais em Lúcio com medo e então sinto seu corpo pesar. Olho para ele e ele está abaixado. Ele me olha no fundo dos olhos e parece com medo. As pessoas gritam e tentam correr para dentro.
Quando percebo o que aconteceu eu grito.
Lúcio levou um tiro, Lúcio levou um tiro!!
Grito de medo e por sentir uma dor enorme em meu coração como se o estivessem tirando com a mão.
- Lúcio! - grito e todos me olham, mas eu só consigo olhar para ele.
Ele cai meio ajoelhado e eu me agarro a ele mesmo alguém tentando me puxar.
- Coraline... - ele susurra. Meu coração se parte, eu sinto ele se partir.
Eu o abraço e então vejo quatro homens do nosso lado.
- Levem ela daqui agora! Levem as duas daqui. - ele grita alto o suficiente quando o homem abaixa para ajuda-lo. So então entendo que eles são guarda costas de Lúcio, ou nosso.
Eu me agarro a ele e nao quero soltar. Ainda ouço as pessoas gritarem envolta, mas não posso deixar ele aqui, ele é parte de mim, sinto que quero morrer. Choro descontroladamente então sinto braços me puxarem. Grito, grito até meus pulmões quase estourarem para me soltar, para me deixar chegar perto dele. Um dos homens o coloca dentro da limousine, as pessoas olham assustadas e outras choram. Eu choro descontroladamente e me debato pedindo para que me soltem, mas o homem que me leva é forte demais.
Dois deles bem conosco e dois ficam com Lúcio. Caroline vai sem resistir, mas eu luto até que ela me agarra e me abraça. Eles nos jogam dentro de um SUV preto e batem a porta.
O motorista trança as portas quando me ve batendo nos vidros.
-  Vó me ajuda. - digo batendo no vidro.
- Coraline para. - ela grita e o outro homem entra no banco da frente.
Ela trás meu rosto para ela e tira o cabelo da frente.
- Ele quer que fique segura, calma. - ela diz e vejo desespero em seus olhos.
A abraço forte não ligando para todo o receio que sinto dela. Ela parece levar um choque, mas então me abraça de volta forte.
- Calma, calma. - ela diz e sua voz é de choro.



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