História Cores inversas. - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Romance Adolescente
Exibições 34
Palavras 2.126
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura♡♥♡

Capítulo 5 - Batom vermelho.


Fanfic / Fanfiction Cores inversas. - Capítulo 5 - Batom vermelho.

Depois daquele beijo na roda gigante eu e Helena nos tornamos mais próximas. Digamos que meu humor mudou completamente, ando parecendo uma boba alegre sorrindo para o mundo claramente percebesse que estou apaixonada. Desde então nos encontramos às escondidas todos os dias depois das aulas. Eu sei que isso pode ser considerado traição já que eu ainda continuo namorado com James mas eu sinceramente não me importo muito com isso tudo que eu quero é ficar o máximo de tempo com ela,arriscando tudo o que tenho para ficar ao seu lado. Como de costume sigo em direção ao jardim que fica nos fundos da escola.


— Ei, princesa, vai fazer algo hoje à noite? — Ela sussurra em meu ouvido chegando por trás de mim, me fazendo rir com a breguice.


Me viro para Helena e roubo um rápido beijo dela com medo que alguém possa nos ver. Apesar de nunca ninguém vir até o jardim eu não gosto muito de me arriscar e acabar sendo pega. Mas é claro que tem horas que esquecemos e acabamos brincando com a sorte. 


— Você não tem que trabalhar hoje? — Pergunto. Helena tem seu tempo dividido entre a escola e o trabalho então quase não passamos tempo juntas a não ser pelas mensagens do celular. 


— Eu consegui um dia de folga. — Helena responde sorridente. — Tenho uma surpresa pra você. 


— O que? Finalmente você aderiu a minha idéia de entrarmos na sorveteira de madrugada e tomarmos todos os sorvetes de chocolate? — Minha boca começa a salivar só de pensar na possibilidade.


Helena ergue uma das sobrancelhas e logo começa a rir da minha idiotice. 


— Não, não é isso. Mas juro que um dia faremos isso. 


— O que é então? — Agito os braços no ar, frustrada, minha idéia era realmente boa.


— Uma surpresa, eu já disse. — Ela ri e apoia o braço na parede atrás de mim para poder me beijar sem impedimento.


É surpresa. Eu sorrio, pensando nisso, enquanto sua língua desliza pela minha me deixando sem fôlego de um jeito bom. Eu amo surpresas, mas é muito difícil me surpreender ainda mais quando a pessoa diz " Eu tenho uma surpresa" porque aí vou passar o dia todo pensando em infinitas possibilidades do que se trataria essa tal surpresa e no final certamente vou acertar.


♥♥♥


Nos encontramos no final da tarde em um bosque abandonado.Helena me espera com um sorriso frouxo nos lábios.


— Então o que é essa tal "surpresa"? Não me diga que iremos ficar apenas sentadas aqui nesse banco porque isso é decepcionante.


Helena ergue as sobrancelhas e sorri de lado. 


— Você gosta de pensar demais garota. — Ela se aproxima de mim, gira no banco e encaixa seu corpo entre as minhas pernas. Enlaço meus tornozelos no quadril de Helena, puxando-a para mais perto de mim. Ela apoia as mãos na minha cintura e sorri. — Eu não sei porque mas você mexe comigo de uma forma diferente. 


Eu coloco as mãos em seus ombros e ergo as sobrancelhas, provocando. 


— É mesmo?


Helena sorri e me beija. É um pouco estranho beijar Helena. É estranho porque toda vez que nos beijamos sinto um frio na barriga com se meu estômago fosse inundando por milhões de borboletas, mas é um estranho bom. É como se todo beijo fosse o primeiro. 


Helena se afasta e para verificar algo no celular. Geralmente quando estamos juntas ela costuma a desligar o celular para que possa ser somente ela e eu. 


— Então vamos? — Ela se levanta com um pulo e me estende o braço. 


— Vamos aonde? — Pergunto desconfiada.


— Você realmente não achou que passaríamos a noite toda sentadas nesse banco né? 


Helena sai me puxando pelo braço até uma parte mais escondida do bosque. Eu não sei o que leva ela a pensar que eu gosto de mato. Na verdade eu não acho beleza nenhuma nesse bosque abandonado. Começo a xingar Helena mentalmente de todos os xingamentos existentes na terra, porque ela me traria a esse lugar horroroso? Será que ela sabe que não há beleza alguma aqui?


— E então Mel, você gostou? 


Quando chegamos a uma parte mais elevada do bosque eu fiquei tão desnorteada que com certeza deve ter caído algo na minha cabeça e agora estou tendo alucinações. Porque eu devo estar sonhando isso é a única explicação lógica. Tem vasos das mais variadas flores espalhadas pelo lugar junto com levas de todos os tamanhos e cores. Tem uma toalha de mesa forrada bem no centro das flores com uma cesta de piquenique sobre ela.


— E-eu não tenho palavras. — minha voz sai quase que inaudível por conta do vento. 


Ela se vira pra mim com um sorriso enorme. 


— Eu sabia que ficaria surpresa. Senta. — Ela aponta para uma toalha no chão, especificamente onde estavam algumas almofadas. Me sento em uma almofada e Helena na outra extremidade deixando a cesta de piquenique entre nós. Ela pega o violão que estava apoiado na árvore e me olha envergonhada e sorri. Sua voz doce se mistura com as notas da canção me trazendo uma sensação de paz como se não houvesse nada em nossa volta. Ela está cantando Love Yourself do Justin Bieber. Fico parada observando Helena com olhar de encantamento e antes que ela possa terminar a música dou um beijo de leve. Quando me afasto, nossos olhares travam e ela sorri. 


— Você pode falar alguma coisa? 


— O que houve aqui? — Pergunto finalmente, indicando o ambiente ao nosso redor. 


— Você não gostou? — Helena pergunta, preocupada. 


— Não, não. Eu amei! Só estou surpresa. Esse lugar era... horrível e você deixou ele tão lindo. 


Helena sorri, olhando para baixo de um jeito tímido. Eu empurro a cesta piquenique para poder engatinhar até ela. Abandono o meu monte de almofadas para sentar quase colada nela.


— Ficou lindo — eu sussurro — Você fez tudo sozinha? 


— Bom, boa parte sim, Thomas me ajudou um pouco. — Eu não consigo imaginar Helena e Thomas trabalhando juntos.


— Eu amei — digo sinceramente. — obrigada.


Helena dá um beijo em minha testa. Eu apoio minha cabeça em seu ombro, e ficamos em silêncio por um tempo apenas aproveitando a companhia uma da outra. 


Logo nosso momento romântico é interrompido por uma forte chuva. Como a casa de Helena é mais próxima do bosque do que a minha decidimos ir para lá. 


♥♥♥


Helena procura as chaves no bolso da calça e logo abre o portão. Estamos completamente encharcadas e tremendo. Passamos pela sala correndo em direção ao seu quarto. Ela comprimenta os pais com um grito apenas dizendo "oi mãe, oi pai. Ela vai dormir aqui okay?" eles apenas acenam com a cabeça em aprovação. 


O quarto dela é repleto de livros e partituras espalhadas por todos os lados, fico encantada com a variedade de livros nunca pensei que Helena fosse alguém apaixonada por leitura, geralmente ela é alguém tão calada e com o semblante sempre sério que fica realmente difícil adivinhar o que ela gosta.


— Você vai ficar com essas roupas molhadas por quanto tempo? — Ela entrega umas roupas limpas e aponta a direção do banheiro. 


Fico meio sem jeito em tomar banho na casa de Helena. A água quente escorre pelo meu corpo e logo me faz relaxar. Logo termino o banho, me visto e saio do banheiro, Helena não estava no quarto então eu aproveito para "cúria" afinal não é sempre que terei essa oportunidade. mexo em alguns livros, cadernos e partituras sempre olhando para porta assustada com medo que ela chegue e me veja mexendo em suas coisas.


Nada me chama mais atenção do que uma coleção de batons vermelhos de todos os tons possíveis. Eu sei que Helena é apaixonada por batons mas não dessa forma, porém uma coisa é certa seus lábios ficam ainda mais bonitos quando ela os usa. 


— Gostou? 


Me viro em um pulo olhando assustada para Helena segurando um batom na mão. Ela estava vestida apenas com uma camiseta branca e enxugando os cabelos com a toalha. 


— E-eu só estava olhando. — falo com a voz trêmula. 


— Não precisa ficar assim. — ela sorri e se aproxima de mim. — Vem cá, deixa eu passar um deles em você. 


Ela começa a passar o batom de forma suave em meus lábios. Com uma das mãos ela acaricia delicamente em meu rosto me fazendo prender a respiração. 


— Helena. — sussurro.



Ela morde os lábios enquanto engole seco. Ergue os olhos levemente, e eu olho de volta para ela, sem conseguir respirar direito.


— Mel?


Eu não respondo. Apenas me aproximo e a beijo. O beijo é intenso e demorado, abro os olhos esperando a reação de Helena. Eu não sei porque mas eu quero Helena. Eu quero sua sinceridade, sua beleza, seus lábios, seu sorriso. Eu quero ela inteira, como nunca quis alguém antes. 


Helena me puxa pra mais perto e, depois disso não é preciso muito para que hormônios adolescentes e libido juvenil tome conta de nossos corpos. A cama de Helena é macia contra as minhas costas, seu corpo sobre o meu. Meu corpo responde a sensação tesão e empolgação me fazendo ficar mais excitada a cada toque de seus lábios macios 

em minha pele.


Então, de repente, meu corpo para. Aquilo não era o suficiente. Eu nunca havia sentido algo assim. Nunca ninguém fez meu coração disparar dessa forma. Nunca ninguém me olhou da forma que ela Helena me olhou. Eu quero isso. 


Posso dizer que Helena ficaria feliz apenas com os beijos, mas ela não fica exatamente triste quando eu proponho algo mais deslizando minhas mão por suas costas e retirando sua blusa. Ela fica um pouco surpresa mas não diminui o fluxo.


Senti o calor da sua boca aproximar-se no meu pescoço, e depois senti um beijo leve. Me fazendo arrepiar isso não dava para eu controlar. Ela deve ter percebido, e então começou a dar-me mais beijos no pescoço, agora já mais intensos. Helena passou a mão por minha cintura e retirou a minha blusa e logo depois já estamos completamente nuas. 


E quando as coisas realmente pareciam que ia acontecer. Que depois os próximos passos não teriam volta eu me afasto por um instante.


— Eu nunca fiz isso antes. — ofego. 


Helena se afasta para me olhar nos olhos. Ela parece um tanto surpresa com o que eu acabei de dizer. 


— Você... nunca esteve com outra garota? — ela pergunta meio sem jeito. — se você não quiser continuar não tem problema Mel.


— Não, não é isso. Eu na verdade nunca estive com ninguém antes. Nunca cheguei a esse ponto. — sinto minhas bochechas ficarem coradas. — Mas eu realmente quero isso. Quero que seja com você. É especial.


Nos beijámos cada vez mais encostadas, nossos seios se encostavam, e só aquela sensação já me dava imenso prazer. Ela desceu a língua pelo meu pescoço, até encontrar o meu peito, e ficou chupando durante um bom tempo, enquanto acariciava o outro com sua mão delicada. Era delicioso sentir sua língua deslizando em meus seios, sentir sua boca toda a chupa-los. Demorou bastante tempo, chupando meus dois seios. Depois desceu a língua, deslizando pelo meu corpo, e parou no meu umbigo. Ficou lambendo meu umbigo, e beijando minha barriga… Então ela desceu mais um pouco. Delicadamente, passou a ponta da língua na minha intimidade, e ficou fazendo movimentos muito curtos, passando a língua levemente, de cima para baixo. Depois começou a chupar com vontade, e foi aumentando a intensidade, como se quisesse colocá-la toda na sua boca. Eu estava cada vez mais excitada, e ficava levantando os quadris da cama, segurava forte em seus cabelos empurrando meu corpo contra a sua boca. Ela enfiou a língua e comecei a dar gemidos altos de prazer. Depois ela veio com um dedo e começou a meter, enquanto sua língua continuava a acariciar . Logo a seguir colocou outro dedo. Comecei a dançar com aqueles dois dedos dela dentro de mim, seguindo movimentos cada vez mais velozes, até quando não resisti e acabei gozando.  


Helena se deita ao meu lado e volta a me beijar. Minha respiração estava ofegante eu não sabia ter no rosto outra expressão apenas a de felicidade.


Voltamos a nos beijar e o resto acontece da forma suave e desengonçada. Eu não tenho tanta experiência como Helena mas tento fazer com que ela também sinta prazer. E meus pequenos erros e desencontros nos fazem rir. Mas não nos desanima. O engraçado se torna sensual, eu nunca imaginei que minha primeira vez fosse tão especial. 


No final da noite o batom vermelho se encontrava completamente borrado. Marca dele se encontrava no corpo de Helena denunciando o nosso crime a qualquer um com detalhes. 


Adormecemos lado a lado.


Notas Finais


É..... é isso aí.

Eu não iria postar esse capítulo mas enfim...
Obrigada por lerem♡♥♡


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