História Cores No Papel. - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Demashitaa! PowerPuff Girls Z
Personagens Personagens Originais
Tags Drama (tragédia), Meninas Super Poderosas Z, Meninos Desordeiros, Romance, Terror
Exibições 95
Palavras 3.243
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eai Zoeiros!!
Finalmente decidi tomar vergonha nessa cara que chamo de minha :B
EI, EI, EI! EU SENTI MUUUITAS SDDS DE TODOS VOCÊS <3 Mas, infelizmente, uma coisinha chamada de "vida" resolveu me importunar :'v Sério... Cês naum tem noção no tanto de desastre que aconteceu nesses últimos tempos. HAUAUAHAUAHAUAHUAAHUA!
Mas, como eu fiz uma promessa, eu a cumprirei de bom grado! >:3 Mesmo que eu demore, ou suma, essa fanfic vai continuar!
Antes de vocês irem para o capítulo, tenho que avisar de que ele pode ser lido, em uma parte específica, com uma música que é completamente OPCIONAL que está nas notas finais! Mas é bom curtir o momento ^^ Se não estiverem no celular, recomendo lerem ouvindo a música. Desde já agradeço <3 ( Para saberem quando foi para clicar e ouvir a música, é só prestarem atenção quando está em negrito o nome do capítulo no texto: Era uma vez... Uma memória)
Nos encontramos nas notas finaaaaais 0/
Enfim... Divirtam-se!!
Beijox e Queijox!!

Capítulo 30 - Era uma vez, uma memória.


Fanfic / Fanfiction Cores No Papel. - Capítulo 30 - Era uma vez, uma memória.

- Tio? – Chamou Drew, o pequeno garotinho que assustou-se com a velocidade enorme que havia passado. Olhou Kaden um pouco confuso. Não sabia se o mesmo estava vivo ou morto agora...

- Ai, ai... – Resmungou Lindinha, acariciando a cabeça.

- Será que matamos alguém? – Perguntou Docinho mais para si mesma.

- Bem... – sussurrou Florzinha apontando para baixo.

- huh... eevee... peguei... peguei? unicórnios? xablau? – Dizia Kaden. Dava-se a perceber que estava extremamente grogue devido ao impacto e a queda.

A gota na cabeça das três era indispensável, obviamente.

- AI, MEU DEUS! SERÁ QUE ELE TÁ BEM? – Desesperou-se Lindinha que se mantinha em cima das costas de Docinho. As pernas estavam emboladas , deixando um pouco complicado a maneira de levantar dali.

- UFF... – Resmungou a morena – LINDINHA! Levanta! – Disse tentando sair daquele sufoco a qualquer custo.

- Espera aí...

- VOCÊS ESTÃO ME ESMAGANDO! – Gritou Florzinha, aos prantos.

- LINDINHA, SAI DE CIMA!

- NÃO DÁ, MEU BRAÇO TÁ DEBAIXO DE VOCÊS!

- E COMO DIABOS ISSO É POSSÍVEL? – Gritaram , ambas, Florzinha e Docinho.

- Em histórias fictícias, tudo é possível! – Sorri, fazendo um “joinha” com o dedão.

Docinho e Florzinha, novamente, optaram por uma gota enorme na cabeça. Quando finalmente iriam dizer alguma coisa, ouvem uma voz nem tão longe:

- Huh... – Resmunga Kaden, massageando o peito que foi atingido em cheio. As três garotas o olharam com um ar confuso, deixando o rapaz apreensivo – Quié? Já vou logo avisando que não tenho um tostão furado. Pergunta pro Batman.

- Heh? – Murmuraram Florzinha, Docinho e Lindinha em uníssono.

- Ah... não é um assalto? – perguntou ele, entediado – Bem, deve ter um outro motivo pra me atropelarem assim e fazerem eu perder meu Eevee – diz, por fim, olhando seu celular.

O rapaz levantou um pouco as costas, fazendo a ruiva, a loira e a morena, desabarem na grama. Ele era realmente bem forte. Kaden suspirou um pouco, enquanto limpava a sujeita de seu moletom. Por sorte, era de um tom meio cinzento e não branco.

- N-Nós pedimos desculpa... Não foi nossa intenção! – Gaguejou Florzinha levantando-se, meio sem saber o que dizer.

- Claro, claro... – ironizou Docinho, também se levantando da grama – MAS de QUEM foi a “brilhante” ideia de começar a PULAR?!?

 

>> No laboratório do Professor Utonium, aproximadamente alguns minutos atrás...

 

As três garotas se entreolharam estáticas. De onde haviam saído as frases que tinham falado naquele exato momento? E por qual motivo e como estariam usando aquelas roupas um tanto comprometedoras?

- O...o...o...o...o...o q-...q-... – Gaguejava Docinho, olhando-se por inteira. (em especial, a saia em que usava)

- A... A roupa saiu... DISSO? – Engasgou Florzinha, apontando para o pó compacto agora preso em seu cinto. Tentou tirá-lo, mas a esfera não saía de jeito nenhum – “Meninas Super Poderosas Z”... por que falamos isso?

- QUEM LIGA? EU TÔ DE MINISSAIA! – gritou Docinho ainda pasma – A-A-A-A-AH... Q-que fr-frio... ATCHIN, ATCHIN! – Espirrou

Lindinha começara a olhar seu reflexo em um dos espelhos que haviam naquele sótão empoeirado. Não sabia ao certo o que havia acontecido, mas com certeza, aquele uniforme combinava muito bem com ela. Além de achar super estiloso.

- Que fofo! – Falou a loira, levando suas duas mãos em seu rosto, logo então, percebendo que segurava uma espécie de cetro – Hm? O que é isso? - Porém, antes mesmo de argumentar, fora tirada de sua atenção:

- HAHAHAHAHA! OLHA SÓ ISSO! – Gritou a voz da ruiva, atraindo a atenção das outras duas. Florzinha pulava alegremente, cada vez dando um salto mais e mais alto como se estivesse voando.

Lindinha achou aquilo extremamente divertido, resolvendo começar a pular também. Quando tirou os pés do chão, seu salto conseguiu ser tão alto que alcançou a ruiva do outro lado do sótão. As duas riram alegres enquanto davam as mãos e pulavam feito duas crianças. Docinho, por sua vez, as encarava como se fossem duas retardadas mentais.

- Vem Docinho! É bem legal! – Chamou Lindinha radiante.

- Nem mort... EI, EI, EI, EEI! – Gritou a morena, percebendo suas companheiras a agarrarem pelos pulsos e levantarem num só pulo pelo ar.

Aos poucos, as três começaram a se divertir bem rápido. Até Docinho entrou na brincadeira. Realmente, não era uma coisa que se fazia todo dia, mas era bem agradável sentir o friozinho gostoso na barriga...

...até o momento em que Lindinha pulou mais forte que as três.

 

>> Voltando ao presente...

 

- Desculpa... hehehehe... – Riu Lindinha, encabulada, lembrando-se do que havia acontecido depois. O buraco no teto do laboratório podia-se ver até daquela distancia – Não sabia que iríamos perder o controle depois que demos aquele super - mega salto.

- Nah, isso não importa. Admita, Docinho, você se divertiu! – Falou Florzinha confiante, recebendo de volta um sorrisinho encabulado da morena.

- Heh... Dessa vez admito! Foi bem maneiro.

- Hm... – Murmurou Kaden, ainda sentado na grama, fazendo com que as três retornem seu olhar para o mesmo.

- O-Oh, desculpa! A gente não esqueceu de você não, tá? – A ruiva tentou dizer – Sentimos novamente pela queda, não foi por... – ficou estática novamente, reparando na silhueta do rapaz.

Os cabelos castanhos caídos e espalhados pela testa, deixando um olho sendo escondido, combinavam perfeitamente com a cor de sua pele e olhos. Seu rosto era incrivelmente belo e jovem, sem falar de sua musculatura. Era um Deus grego, por um acaso?

- É uma dádiva de Deus... – Pensou Florzinha, já com enormes corações no lugar dos olhos, e rosto extremamente corado. Nem ao menos percebeu que estava babando.

- Florzinha...? – Chamaram Docinho e Lindinha ao coro, mas nem por isso, a ruiva saiu do transe.

- A amiga de vocês tem algum problema comigo? – Perguntou Kaden apontando – Tá começando a me assustar...

- E-er... – Respondeu Lindinha – Bem, não sei... quer dizer...

Lindinha parou seu discurso no mesmo instante em que sentiu um olhar perfurante corromper sua espinha. Mudou sua atenção para o rapaz que tinha acabado de conhecer, apenas recebendo um encaro febril... sério... assustador, vindo diretamente do olhar de Kaden. Ela sentiu como se... tivesse feito alguma coisa... errada?

Ela estremeceu com aquilo. Por que sentia como se tivesse culpa de algo?

- ...Esqueça... – sussurrou Kaden, quase imperceptível. Mas nem por isso parou de encarar a loira com olhares maldosos , deixando a mesma apreensiva – Vocês vieram da onde? – Perguntou, ignorando completamente a existência de Lindinha.

- Pra falar a verdade, a situação é meio complicada... Nem eu mesma entendo – falou Docinho, sem rodeios para logo depois continuar – mas nós viemos daquela casa ali, ó. Até que não caímos tão longe assim – afirmou apontando para logo depois de uma travessia que ligava o parque em que estavam e o laboratório no final da rua.

O rapaz seguiu o apontar da morena para logo depois surpreender-se um pouco. Não era como se já não tivesse visto aquele lugar, claro. A prefeitura o mandou diversas – para não dizer inúmeras – fotos em que condiziam com os principais pontos em que as Super Heroínas daquela de Nova TownsVille mais frequentavam. “De fato, três garotas vestidas com roupas brilhantes e coladas igual as séries animadas de super heróis é uma mera coincidência...” – ironizou Kaden, em pensamentos. Seu trabalho estava mais fácil que o normal e ele não tinha feito absolutamente nada até agora.

Kaden levantou-se da grama e se espreguiçou. Obviamente, Florzinha estava achando o máximo ficar tão perto de um garoto, e ainda por cima lindo de morrer. Os corações em seus olhos apenas se tornavam cada vez um pouco maiores do que antes. O rapaz se virou para as três e sem mais nada dizer, seguiu em frente, parando logo em seguida ao lado do banquinho da praça, o qual se "hospedava" o seu novo amigo.

- Ei, pirralho – Chamou Kaden, sorrindo, recebendo um olhar infantil por parte do garotinho que até agora, só ouvia a conversa – Eu não esqueci de você não. Fique aqui até quando eu voltar, ok?

Drew não entendeu de primeira, fazendo transparecer um enorme ponto de interrogação em sua mente.

- Vai aonde, tio? – Perguntou a criança, curiosa.

- Vou acertar alguns pontos... – Sorriu, encarando novamente as meninas atrás de si – Venham. Eu acho que nós todos vamos encontrar respostas para nossas perguntas...

[...]

- M-Meninas? – Exclamou o Professor Utonium, abrindo a porta de seu laboratório, surpreso – Como saíram? E... o-onde encontraram as roupas? – O cientista arregalou os olhos cobertos pelas olheiras quando notou tal fato.

Kaden apenas deu um suspiro de satisfação. A sua hipótese estava correta:  ele ainda não havia contado a elas.

Florzinha, Lindinha e Docinho encolheram-se. Simplesmente não sabiam o que responder.

- Senhor Kitazawa Utonium, correto? - Exclamou o adolescente meio despercebido por causa das garotas a sua frente, fazendo Utonium notar sua presença – Se não se importa, gostaria de fazer algumas... perguntas.

Utonium não entendeu a primeiro ponto, mas quando abriu mais a porta para todos passarem, o jovem detetive conseguiu ter uma ideia do que estava acontecendo naquele exato momento. O Prefeito de Nova TownsVille aguardava silenciosamente sentado no sofá, junto a Senhorita Bellum. Era notável que estavam tendo alguma conversa particular com o cientista, muito mais cedo.

Ken, que estava nas proximidades junto a Pooch, não deixou de se surpreender também ao perceber as garotas do lado de fora.

- Isso não será necessário, senhor Kaden... – Disse por fim Senhorita Bellum, segurando uma xícara de chá – pelo menos, enquanto Utonium não aceitar nossa proposta.

Com o nome "Kaden" a ser mencionado, com certeza deixou Utonium e seu filho muito surpresos. Já tinham ouvido falar de seu nome, mas nunca o viram pessoalmente. 

- Kaden... Kojiro? – Ken e Pooch arregalaram os olhos, olhando para o renomado bem ali na porta de sua casa.

A ruiva, a loira e a morena não deram nenhum pio sequer. Se ao menos entendessem o que estava acontecendo, poderiam quem sabe, entrar na conversa sem nenhum problema. Mas talvez nem se soubessem, conseguiriam arriscar uma palavra no meio de todos aquele adultos. Pareciam ser pessoas extremamente importantes.

- O... O que aconteceu? – perguntou Florzinha, tomando coragem, deixando todos naquela sala aflitos.

O Professor Utonium suspirou, olhando em seguida para seu superior, o Prefeito. Senhorita Bellum assentiu por ele, para que continuasse sem devaneios ou interrupções. Já estava mais que na hora das três saberem a verdade. Não era justo fazê-las acreditar que nada estava acontecendo. Era algo impossível, afinal.

- Tem certeza? Não deveríamos esperar mais? – perguntou o cientista, uma única vez naquele dia.

- Eles estão esperando, Professor – falou o Prefeito, que se mantinha quieto – os médicos aconselharam tratamentos que só com o entendimento das pacientes é possível, além de ser muito importante para descobrirmos quem está causando este furdúncio em minha cidade.

E calou-se. A voz do Prefeito não poderia ser descordada.

Utonium encarou-as mais uma vez com uma expressão triste. Ken, ao seu lado, apertou Pooch em seus braços. Não queria chorar. Não agora. Por outro lado, o filhote se mantinha quieto nas mãos do pequeno cientista, cabisbaixo. Parecia um ser inanimado novamente.

- Sigam-me. – Pediu, e por assim, o fizeram.

Ken e Pooch subiram, pois tinham em mente que não aguentariam ver o rosto das Super Poderosas quando “aquilo” acabasse. O silêncio entrou na sala, enquanto apenas se ouvia o bater da porta no fim do corredor, deixando Kaden sozinho com as mãos no bolso. Sabia de alguém forma, que sua presença não era obrigatória.

[...]

Utonium fechou a porta atrás de si, dando espaço para as garotas entrarem. Florzinha, Lindinha e Docinho não sabiam o motivo... mas não conseguiram desviar os olhos das pessoas presentes. Haviam duas crianças, e um jovem. 4 adultos e uma idosa. As garotas lembraram-se muito bem de todos, já que já tinham os visto quando acordaram pela primeira vez naquele hospital.

Elas os encararam, enquanto recebiam o olhar de todos ali. Não entendiam o que estava acontecendo e nem o porquê de estarem lá. Não moveram um músculo sequer na presença daqueles “estranhos” como fizeram antigamente.

- Ma...Mana? – Chamou uma voz entristecida e assustada.

Florzinha, Lindinha e Docinho olharam para a pequena figura enrolada nas pernas de uma moça mais velha, o qual elas julgaram ser a mãe. Era uma garotinha, de cabelos cor de mel – e olhos da mesma cor – usando uma espécie de “maria-chiquinha” para o prender. Ela era adorável. No entanto, aquela menina recebeu uma repreensão de cabeça da mulher o qual era abraçada pela pequena.

- Shh... – Murmurou a mãe, colocando o dedo indicador na boca.

Mas mesmo assim, a menininha não deu ouvidos. Saiu de trás de sua mãe e caminhou devagarzinho em suma, na direção das três meninas confusas. E, a acompanhando, outro garotinho a seguiu lentamente, como se estivesse assustado, e ao mesmo tempo triste e esperançoso.

- Kayse... – chamou sua mãe, mais uma vez.

- Filho... é melhor você... – falou, desta vez, uma voz grossa e temperamental.

A garota, denominada Kayse, aproximou-se mais e mais... cada vez mais rápido... mas desta vez, em uma direção específica...!

Kayse olhou para cima, encontrando os olhos rosados de Florzinha. A Super Poderosa, por sua vez, encarou aquela criança confusa e assustada. Seus cabelos ruivos balançavam com o vento vindo da janela aberta, e as respirações de todos no local pareciam ter se tornado uma.

Docinho manteve os olhos fixos em Florzinha e aquela garotinha, mas logo foi interrompida com um toque macio em sua mão. Assustou-se de imediato e puxou seu pulso para longe no mesmo momento em que atraiu seus olhos verdes para o garoto a sua frente. Era mais baixo que ela, ultrapassando um pouco a altura de Kayse. O garoto entristeceu a face quando percebeu que Docinho havia tirado sua mão de seu toque, mas nem por isso parou de encará-la.

A morena reparou mais no físico do menino, percebendo curtos cabelos esverdeados – e olhos da mesma cor, um pouco mais claros que os dela – , e algumas feridas em formato de “X” em sua bochecha.

Lindinha observou as duas com atenção. Não sabia o que estava acontecendo, tampouco quem eram aquelas pessoas. Este pensamento quase nem vez a loira reparar na idosa a sua frente. Arregalou seus olhos azuis com o susto, porém, era impossível desviar do olhar doce e penetrante daquela senhora. Seus cabelos eram brancos – tendo seus olhos sempre fechados – e uma roupa num estilo bem oriental. Sua boca – acompanhada das rugas – formaram um enorme sorriso... até nostálgico para a loira.  E assim, a idosa tirou de uma bolsa, um pequeno objeto arroxeado.

Lindinha arregalou ainda mais os seus olhos com o que viu. A pelúcia estava velhinha e desgastada, mas ainda assim não deixava de ser... lindo! A garota apanhou hesitante o polvo roxo, encarando-o estática e sem palavras. Era como se já tivesse o visto antes, em algum lugar.

- É um de seus maiores tesouros... – a idosa falou, surpreendendo todos ali, já que a sala permanecia em total e puro silêncio. Suas mãos foram de encontro com a pele macia de Lindinha, afagando devagar.

Os olhos da loira vacilaram por um momento. Por que queria chorar?

Lentamente, todos as pessoas – para elas, desconhecidas – começaram a se aproximar. Florzinha alternava seu olhar para os dois adultos em sua frente, que eram muito parecidos com ela, por sinal. Ambos pareciam que não dormiam há dias, dando a se notar pelas olheiras cansadas.

Já Docinho fora surpreendida com um Skate esverdeado nas mãos daquele mesmo homem estranho que usava uma máscara. Recobrou a lembrança de quando acordou naquele hospital, e todas aquelas mesmas pessoas também estavam lá.

Aquele robusto homem não disse uma palavra sequer, apenas sorriu – triste – e cabisbaixo , enquanto dava para a morena segurar o skate em suas mãos.

- Isso é seu... minha garotinha – falou com a voz vacilante.

A morena analisou bem ele, passando o olhar para outra mulher ao seu lado. Esta estava chorando muito, junto a outro garoto um pouco maior que o outro que a chamou a atenção antes, porém, ambos tentavam não demonstrar isso de jeito nenhum.

As três garotas ainda não conseguiam entender, por mais que todo aquele afeto e carinho que recebiam não fosse o suficiente. Ambas moveram a atenção para Utonium que permanecia parado no mesmo lugar. Por um instante, a sala ficou silenciosa, como se não houvesse ninguém ali.

- Essas pessoas – falou o Professor, enfim, engolindo o seco – são... suas famílias, meninas.

Florzinha, Lindinha e Docinho hesitaram por alguns segundos...! E logo depois, arregalaram o olhar em conjunto.

 

Como é que poderiam?

Por que não conseguiam lembrar?

 

Devido ao êxtase e silêncio, a Senhorita Bellum resolveu tomar a iniciativa:

- Houve... um acidente. – disse – Suas memórias foram...

E antes de a mesma terminar a frase, as três Super Poderosas afastaram-se das pessoas ao seu redor. Calmamente, com passos solenes e vazios, foram se movendo por entre a sala em que estavam, sem nem dizer uma única palavra. Seus parentes, Utonium, Bellum e o Prefeito olharam-nas com atenção.

 

Era uma vez... uma memória

 

Florzinha, Lindinha e Docinho caminharam com passos curtos e calmos. Faziam questão de reparar em tudo o que seus olhos conseguiam enxergar, tal como invenções de cadeiras de estudo... um instrumento que fazia bolhas artificiais... Chuteiras desgastas... lancheiras rosa, verde a azul perto de uma bancada completamente vazias... alguns recortes de revistas de moda; culinária e esportes... objetos espalhados por todo o lugar, o qual não se recordavam.

 Estavam tão ocupadas com a visão daquilo tudo que quase nem perceberam que ambas iam para um mesmo e único lugar. O mural de fotos no final daquela sala foi a primeira coisa que atraiu suas atenções. Pararam ao mesmo tempo, confusas ao se verem em muitas das fotos coladas ali. Haviam tantos sorrisos estranhos estampados que tiveram de se dar pelo menos uns 5 segundos para se darem conta do que se tratava.

A primeira fotografia mostrava Florzinha e Lindinha, sentadas no sofá. A loira parecia ler alegremente uma revista de moda, e a ruiva continha diversas migalhas de bolo espalhada em sua face. As duas assustaram-se com a imagem, enquanto nem percebiam Docinho estática com uma outra foto em que a mesma aparecia gritando para a TV ligada por causa de um jogo de futebol.

Outra mostrava as três em uma única foto, com aquela mesma roupa de super heroínas que estavam usando. Outras mostravam Ken junto a elas, incluindo o seu cachorrinho robótico. Algumas até atreviam-se a mostrar o Professor Utonium na cozinha, o qual sempre Florzinha tinha que aparecer no cômodo com uma expressão faminta.

As fotos foram passando, cada uma com uma memória diferente... Cada uma com algo que se perdeu em suas mentes. Elas não lembravam que aquilo tinha acontecido. Elas não lembravam que, aparentemente, tinham se conhecido antes mesmo do acidente. Por que se sentiam assim? Não deveriam.

Elas estavam em uma vida que não conheciam, com pessoas completamente desconhecidas.

E quando menos esperavam, seus corpos se mexeram sozinhos. As mãos de cada uma foram em direção a uma única foto que estava no centro de todas. Nela, estavam três garotas sorrindo e aparentemente rindo, enquanto se abraçavam alegremente.  Eram elas: Florzinha, Lindinha e Docinho. O trio de amigas inseparáveis que uma vez se rompeu e passou a nunca mais existir desde aquele dia.

Ambas se surpreenderam ao sentir o toque dos dedos das outras, nem esperando um segundo para se separarem rapidamente.

E o que menos esperavam, aconteceu. As três garotas correram dali, empurrando a todos e saindo pela porta.

                O primeiro colapso se inicia.

 

-Continua...

 


Notas Finais


Link para a Música: https://www.youtube.com/watch?v=auDqBeJP8A8
É isso AUAUAHAAHUAHAUA
Desculpe se esse capítulo ficou... corrido demais ;-; Eu admito que não fiquei satisfeita. O meu computador me trollou de novo, e acabou apagando 80% do capítulo pela manhã quando eu o liguei ontem :'v Tive que refazer tudo na maior pressa (inclusive ainda não revisei), mas não posso deixar vocês esperando quando já tinha prometido uma data para o lançar, então eu peço perdão por não ter agradado neste...
MAS, eu juro que os próximos estão beeeem mais calmos, e tristes (SIM, TRISTES) Inclusive, o arco de três capítulos vai começar a partir do próximo >=3

Os sentimentos das meninas em relação a isso... como ficarão?

Ah, só um aviso rápido pra quem acompanha Sempre Acontecerá.
Não sei se vocês sabem, mas eu postei a um tempo atrás um jornal falando sobre isso, e deixando uma votação específica para os Zoeiros. Eu já contei os votos, e deu: deixar a fic em hiatus, por enquanto.
E sim, eu já coloquei ela em pausa :V MAAAS, por um motivo isso é bom, pois eu estou escrevendo os capítulos dela lentameeeeente, até ter um número considerável pra eu voltar a atualizá-la ^~^/
No mais, era isso AUAHUAHAHAUAHAUAHU
Eu sei que estou esquecendo de alguma coisa que eu deveria comentar aqui, mas por enquanto, é só xD
VLW, E ATÉ A PRÓXIMAAAAA! 0/
Beijox e Queijox!!


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